Indicação: The Real Her
Olá a todos(as)!
Como estão?
Venho aqui para continuar minha volta ao KaS (estou até levando o notebook para o trabalho a fins de fazer postagens!), e falar de um mangá que eu já quero falar há muito tempo e que faz mais tempo ainda apareceu aqui como uma leitura de mangá: The Real Her.
Sobre a Publicação:
The Real Her (no Japão conhecido como "Honto no Kanojo" que tem o mesmo significado) é um mangá de comédia e romance ainda em publicação (não sei por que me deu um branco e eu pensei que ele já estava finalizado) em pela agora extinta Hikari desde a primavera de 2012 e criado por Youko Imamura.
A popularidade no Japão é desconhecida por minha pessoa, mas através do Baka Updates dá para perceber que a série é muito bem aceita por quem a lhe online (tem 40% de votos 10/10 no site). O clima extremamente cômico do romance é o grande ponto da série, e a seguir quem não conhece a obra saberá o por quê.
História:
A obra começa com uma declaração amorosa de Moe (a de cabelos mais curtos) para Yuuka (a mais alta) e sendo prontamente rejeitada. Com o passar do capítulo inicial se vê que Yuuka é o esteriótipo de personagem de Karekano (obra de Masami Tsuda já publicada no Brasil pela Panini). Garota popular que esconde uma personalidade tsundere e totalmente diferente do que os outros enxergam.
Obviamente, assim como a obra citada no parágrafo acima, Yuuka acaba revelando seu verdadeiro eu para Moe, mas a mais baixa prontamente diz que já tinha conhecimento sobre esta face da garota, e que é por isto mesmo que gostava dela. Parece realmente uma versão yuri de Karekano se você olhar somente o plot, mas a verdade é que as personalidades são extremamente diferentes do casal hétero-fofo. Moe gosta de Yuuka por causa de sua personalidade justamente por se sentir intimidada pelos olhares mortais da mais alta (sim, no total estilo sadomaso).
Apesar da situação estranha (afinal, não é todo dia que uma garota masoquista gosta de você), Yuuka acaba passando mais tempo com a de cabelos escuros pelo fato de seus amigos sempre quererem se aproveitar de algum jeito dela. Um exemplo: Até mesmo se aproveitam para chamar a atenção de garotos por estarem juntas de uma garota bonita! (credo! XD)
Como agora Yuuka sabe que Moe conhece seu "verdadeiro eu", ela acaba se soltando e criando situações hilárias, sempre na primeira e última páginas dos capítulos, por justamente ter o fato da Moe ser uma masoquista louca, um diabo! É uma fetichista de primeira! Uma tarada completa.
Quando li o final do primeiro capítulo (imagem ao lado) eu morri de rir! Demais! E não sei como dei um hiato louco entre a postagem da leitura do primeiro capítulo e esta aqui. Esse jogo de "Você finge ser alguém é? Que pena, o problema é que sou mais doida, maluca e tarada que qualquer outra protagonista" é incrível! (Sério, ela é pior que a Kanako de Maria Holic! Hahah)
Sobre os personagens:
Yuuka:
Como falei acima, é uma garota alta, de cabelos claros e que parece ter um jeito de "ojou" (riquinha). Na verdade é uma tsundere (grita, grita, mas no final é fofa e até inocente). Por mais que tenha esse jeito de adulta, na realidade ela sabe muito menos das coisas românticas ou sexuais do que a Moe.
No inicio seu relacionamento com a Moe não é reciproco, a garota dá patadas verbais e físicas na mais baixa, mas no capítulo 9 (o último que foi traduzido para o inglês) a garota já está adaptada ao jeito da de cabelos escuros e acaba tendo momentos bem fofos com a outra. Sério, este último capítulo foi bem fofo e romântico para o que estava rolando antes no mangá. Apesar disso, a obra não perdeu seu humor, e as situações que antes eram (por parte dela) de inocência com relação a Moe, acabam por revelar um lado sadista de Yuuka. O plano que a garota tinha de fazer a mais baixa ficar menos masoquista agressiva acabou por virar o contrário. É a evolução de personagem mais engraçada que já vi. (XD)
Moe:
Garota baixa, cabelos escuros, com aparência fofa (como o próprio nome) e não é nada do que aparenta (muito mais do que a Yuuka). É uma doida, fetichista, masoquista, apaixonada pela garota a qual enxergou uma potencial sadista e, com seu jeito único, conquista a garota depois de se declarar. Vê-la com cara de prazer depois da mais alta gritar com ela é cômico demais, e não enjoa. É muito legal.
Mesmo com toda a maluquice, é fácil observar e acreditar que Moe ama Yuuka de verdade. No capítulo 9, depois de um acontecimento (o da primeira página, não vou dar spoiler), é lindo ver a reação de Moe à aquilo. É o típico que acontece com garotas apaixonadas, então é muito bom. Você acaba ficando com um sorrisão no rosto pelo que está vendo. Para mim ver a Moe daquele jeito não é uma evolução como Yuuka, mas sim a visualização de um novo lado da garota.
Por fim:
Quero dizer que The Real Her é uma série até agora curta, a qual não fiquei sabendo nada se vai sobreviver ao final da Hikari, que entretem e faz rir muito, tem personagens cativantes e uma química entre protagonistas que eu nunca vi em um shoujo-ai de puro humor (desculpe Yamanko.... XD).
Outro ponto legal que quero enfatizar é a "realidade" da série. Não são garotas santinhas que vão descobrindo um lindo e inocente amor, mas sim garotas que falam de coisas de sexo, fetiche e amor de um jeito bem diferente e franco.
Para quem curte humor como eu, pode ter certeza que é uma obra excelente para ler.
Até logo! o/
sábado, 16 de agosto de 2014
Posted by Se-chan
Novidade: Anime de Magical Girl Lyrical Nanoha ViVid Anunciado!
Olá pessoal!
Estou aqui para a notícia bombástica!
Durante a Comiket 86 a série de mangá Magical Girl Lyrical Nanoha ViVid teve um anuncio de que terá uma animação. 7 anos após a série StrikerS, Nanoha ganha uma nova animação para TV.
Lembrando que também já estava confirmado mais um filme para os cinemas: Magical Girl Lyrical Nanoha The MOVIE 3rd Reflection. Estão doidos e querem que amanhã já lance?! (infelizmente não, mas possivelmente será lançado ano que vem.)
Para quem não conhece, Nanoha é uma série Mahou Shoujo com muita porradaria e com muito 'fanservice' yuri (não chamaria assim um anime que diz que as duas garotas principais dormem na mesma cama, e sim de canon..).
Só lembrando que Nanoha Vivid (ou Vivio) é a série onde Vivio fica com o protagonismo, então imagino uma coisa um pouco mais para o lado de Fate/kaleid liner Prisma, mas espero que não tenha o tipo de fanservice direto que a spin off de Fate tem (aqueles beijos apelativos não, por favor).
E vamos surtar nos comentários, por favor!
Fonte: http://www.animenewsnetwork.com/news/2014-08-14/magical-girl-lyrical-nanoha-vivid-manga-gets-tv-anime/.77638
Estou aqui para a notícia bombástica!
Durante a Comiket 86 a série de mangá Magical Girl Lyrical Nanoha ViVid teve um anuncio de que terá uma animação. 7 anos após a série StrikerS, Nanoha ganha uma nova animação para TV.
Lembrando que também já estava confirmado mais um filme para os cinemas: Magical Girl Lyrical Nanoha The MOVIE 3rd Reflection. Estão doidos e querem que amanhã já lance?! (infelizmente não, mas possivelmente será lançado ano que vem.)
Para quem não conhece, Nanoha é uma série Mahou Shoujo com muita porradaria e com muito 'fanservice' yuri (não chamaria assim um anime que diz que as duas garotas principais dormem na mesma cama, e sim de canon..).
Só lembrando que Nanoha Vivid (ou Vivio) é a série onde Vivio fica com o protagonismo, então imagino uma coisa um pouco mais para o lado de Fate/kaleid liner Prisma, mas espero que não tenha o tipo de fanservice direto que a spin off de Fate tem (aqueles beijos apelativos não, por favor).
Me desculpem se me equivoquei, mas fiz a postagem as pressas.
Fonte: http://www.animenewsnetwork.com/news/2014-08-14/magical-girl-lyrical-nanoha-vivid-manga-gets-tv-anime/.77638
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
Posted by Se-chan
[Conto] Prelúdio de um recomeço (Clarisse e Alex pt1)
Olá a todos! Mais uma quarta chegando com literatura yuri (ou yurista, ou lésbica, ou qualquer outro termo que seja de vosso agrado) chegando aqui no Kono-ai-Setsu. A novidade desta vez é que, pela primeira vez, não estou cá para trazer um fanfiction, mas sim uma obra 100% original.
Já faz bastante tempo que quero trazer conteúdo original para o blog, porém as coisas não cooperavam do meu lado. Confesso que só está sendo possível fazer esta "estréia" graças a um improviso. Minha intenção original era criar algo do zero, pensando no blog, mas a rotina corrida não me permitiu. Portanto, permiti-me usar de um escrito meu já pronto, de mais ou menos dois anos trás, refinado e compactado para ser um breve conto.
Por ser originalmente a introdução de uma longa história coloquei bem claro no título deste conto a palavra prelúdio. Não que isto signifique que a obra está incompleta, mas sim que a trama apresentada irá usufruir do frescor de ser apenas o prelúdio de uma história de romântica que ainda irá se concretizar, fora dos limites impostos pelo formato do conto.
E chega de enrolar com explicações, né. Só espero que este primeiro trabalho original meu aqui no Kono-ai-Setsu possa ser do agrado de vocês, leitores, que são a parte mais importante de toda essa estrutura por detrás deste blog.
Críticas, sugestões, utópicos elogios e sinceros xingamentos são bem vindos no espaço dos comentários. Só peço a todos uma pequena dose de paciência, pois agora nossos comentários são moderados antes de aparecerem na página. Coisa de poucas horas até uma de nós ver e liberar, nada grave.
Boa leitura!
Outras opções: Leitura online (mediafire) ou Download .pdf (mediafire)
Prelúdio de um recomeço
por Lilian Kate Mazaki
Clarisse estava confusa. Havia acabado de expulsar de sua vida mais
um dos já incontáveis homens perfeitos que haviam lhe jurado amor e
fidelidade eternas. Sentia-se injusta por ter encontrado tanto desses
caras perfeitos nos últimos três anos, desde que se formara dar um
fora em cada um deles da maneira mais fria e inesperada o possível.
O que estava errado afinal? Todos haviam sido carinhosos, românticos
e quase surreais. Cada um com seu tipo de sexo, mas nenhum havia lhe
humilhado ou causado dor. Por que então parecia tão doloroso
acordar a cada dia com um deles ao lado na cama?
O problema estava nela, em algum canto que não conseguia mais se
recordar onde. Acordava durante a madrugada sentindo um vazio que não
sabia dizer de onde vinha, o que causara. O problema devia ser tão
profundo que mesmo horas de meditação olhando pela sacada não
traziam qualquer pista.
O passado. Ali devia ser a raiz de todo o mal que lhe corria pelos
cantos:
― Clarisse, eu tenho novidades pra você. ― disse Ricardo,
apoiando-se sobre a borda da ilha de trabalho da jornalista. Era seu
vizinho direto da esquerda e fazia questão de não ser esquecido por
uma manhã que fosse.
― Espero que seja realmente algo fantástico. ― foi o que
conseguiu responder Clarisse, com a voz anasalada.
― Você andou chorando pelo Roberto? Não foi você que disse que
tinha que terminar logo? ― estranhou o companheiro de trabalho,
franzindo a testa e perdendo o rumo da conversa mais rápido do que a
outra esperaria.
― Não chorei por ele. Chorei porque chorei. ― repondeu Clarisse.
― E qual é a novidade?
― Ah, claro. Eu acabei de descobrir quem vai vir transferida pra
cá, como fotógrafa da coluna semanal! ― disse Ricardo, com uma
felicidade de causar inveja, aparentemente acreditava que havia dito
algo que deveria supreender, mas a reação de Clarisse não poderia
ser mais oposta.
― Quem? ― perguntou simplesmente, sem entender o que o amigo
queria dizer.
― Alex, sua boba! A nossa Alex! ― explicou Ricardo e começou a
contar como havia decoberto este grande furo, só que Clarisse não
estava mais conseguindo absorver o que ele dizia.
Alex, claro que ela sabia bem quem era. Sua melhor amiga durante toda
a faculdade, companheira de festas, viagens, bebedeiras para esquecer
aquele cara fascinante que havia se revelado um verdadeiro galinha. A
coisa mais próxima do que Clarisse poderia considerar como alma
gêmea, pois as duas se entendiam de uma maneira tão perfeita e
complementar que bastava um olhar para uma saber como a outra estava
se sentindo.
Uma pessoa tão marcante com quem Clarisse perdera o contato logo
após a formatura da fotógrafa, pois esta mudou-se para uma cidade
promissora do interior do estado, relativamente distante, para
estagiar uma grande editora. Tentar relembrar como havia sido a
despedida porém trouxe um sentimento doloroso e uma confusão extra
para a cabeça da repórter que a surpreendeu.
Vazio. Era o mesmo que sentia durante todos aqueles anos ao lado dos
amantes. O que as duas coisas tinham em comum?
― Você nem está me escutando, não é mesmo? ― reclamou
Ricardo, finalmente trazendo a outra de volta para a realdade.
― Ah, desculpa. Estou com a cabeça cheia. Sabe, eu demorei até a
lembrar da Alex! ― mentiu Clarisse, sorrindo em disfarce. ― Mas
que ótimo saber que ela está voltando!
― É, você deve esta mesmo feliz, Clarisse. ― ponderou Ricardo,
com um sorriso de lado que fez o estômago de Clarisse se encolher.
― Hã? ― questionou, sentindo uma impaciência se motivo.
― Esquece, vamos trabalhar. ― cortou o repórter científico,
voltando para sua ilha de trabalho. Como sempre estavam com um prazo
apertado, então a mulher não insistiu no assunto.
O dia e a semana inteira se transcorreu num piscar de olhos. Os
problemas sobre namorado pareceram pequenos e ultrapassados para
Clarisse, afinal Alex estava voltando! Ainda que não soubesse
exatamente o que isso tinha de tão especial para estar fazendo-lhe
ir dormir tarde da madrugada, assistindo a velhos seriados da tv a
cabo.
Ricardo não mais tocou no assunto antes da sexta-feira, mas Clarisse
pode perceber claramente as olhadas de observações de canto que o
amigo antigo fazia volta e meia, enquanto a jornalista estava
tentando se concentrar nos seus artigos atrasados. Se não o
conhecesse bem teria pensando inclusive que estava se interessando
nela, mas essa chance já havia sido descartada a muitos anos. No
início da faculdade ela havia de fato se apaixonado a primeira vista
pelo rapaz mais belo e, naquela época, inteligente da turma do
terceiro período, Ricardo Bandeira. Porém suas investidas foram
logo vistas como inúteis, quando ele a segredou que, na verdade,
estava mais interessado em um calouro de Artes Plásticas.
Já passavam das duas da tarde quando o colega e vizinho de ilha
finalmente entrou no assunto:
― Hei, Clarisse. Vamos sair as quatro para rececionar a Alex no
aeroporto! ― sugeriu ele com a maior naturalidade, como se tivessem
comentado sobre isto durante a semana inteira, ainda que sequer ele
tivesse passado qualquer informação sobre a data de chegada da nova
colega. Clarisse se viu confusa, tentando apreender o fato tanto que
de a amiga estava chegando bem mais cedo do que esperava e que iriam
sair da redação mais cedo ainda que o trabalho ainda estivesse
atrasado para a quinta da outra semana.
― Claro. ― foi a resposta imediatava da jornalista.
Horas depois, Ricardo estacionou o pequeno carro em uma das
disputadas vagas próximas à saída do saguão do aeroporto
internacional. Uma multidão de transientes parecia um mar de vida e
diversidade, em meio a empresários que somente chegavam de mais uma
ponte aérea e turistas de todas as partes do planeta que
desenbarcavam para descobrir as maravilhas daquela cidade
privilegiada.
Aguardaram próximos à saída do portão de desembarque de letra H,
como Ricardo dissera. Pelo visto vinha se comunicando constantemente
com a fotógrafa, pois foi revelando detalhes da rotina e da vinda da
mulher de volta para a cidade que não dissera antes.
Ou será que Clarisse apenas não havia prestado atenção no que
havia lhe sido dito na terça-feira fatídica?
― Hei, Alex! Aqui! ― chamou o homem, sacudindo os braços no ar e
Clarisse despertou tentando seguir a direção do olhar do amigo para
ver quem poderia estar se proximando cheia de malas.
Após alguma procura finalmente pode ver, por dentre a multidão e
malas a figura que ainda guardava fresca na mente.
Os cabelos negros lisos caindo sobre a face e ombros, a pele tão
clara quanto delicada e as roupas escuras. Sempre escuras que Alex
costumava a trajar mesmo durante o verão escaldante, assim como no
gelo do inverno. Trazia um óculos escuros pendurados no colarinho e
uma bagagem arrascando logo atrás de si. E foi ao focar em seus
olhos negros que Clarisse foi invadida por uma onda de lembranças e
sentimentos que a tiraram por completo da realidade por um instante.
Os estudos em conjunto. As fotos carinhosas que tiravam sempre. O
ombro amigo que Alex sempre tinha para as crises de choro deseperado
e imotivado da outra. Abraços apertados, olhares significativos.
Tristeza e ansiedade sem igual invadiram o peito de Clarisse quando
suas lembraças avançaram até o ponto fatídico que sozinho
esclarecia todos os mistérios dos seus vinte e oito anos de vida.
A tarde onde se despediram, quando Alex passou no apartamento que
Clarisse já habitava para pegar uns equipamentos de fotografia que
esquecera de empacotar. A jornalista não sabia se havia sido um
acidente ou alguma brincadeira do destino para que se vissem mais uma
vez, depois da dolorosa despedida regada a muito alcool com o grupo
de amigos. Havia um silêncio ainda mais pesado de incomodo entre
elas naquela tarde final.
Ainda mais do que qualquer outro momento após uma bela fotografia ou
antes de um 'até logo'. O silêncio pesado de duas pessoas que
pareciam prestes a deixar que o último raio de luz do sol lhe
escapasse por entre os dedos.
Um quase beijo e todas as certezas que tornaram a noite seguinte a
mais trágica e solitária da vida da estagiária de redatora. Mesmo
depois de quase quatro anos, a lembrança da respiração de Alex
sobre a sua bele, tão perto, ainda fazia seus pés quase cederem, em
meio ao saguão do aeroporto.
Como havia esquecido por completo de quem era? Talvez pelo mesmo
motivo que a fizera ignorar a realidade durante aqueles anos de
juventude. Covardia, talvez pura hipocrisia. Fora a pessoa mais
eficaz do universo em enganar-se, chegando ao ponto de esquecer por
completo de partes de si impossíveis de sufocar. Agora, com tudo à
tona, ficavam óbvias as respostas para todas as suas questões.
Quando Alex estava perto o bastante, abraçou Ricardo, que tinha um
sorriso imenso e fintou demoradamente o castalho do olhar de
Clarisse:
― A quanto tempo, Clarisse.
A mulher teve certeza de que daquele momento em diante sua vida daria
tantas voltas que acabaria por lhe levar a algum paraíso, ou
inferno, que sequer conseguia imaginar.
― Bem vinda de volta. ― foi o que respondeu.
***
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Posted by LKMazaki
Indicação: Miss Sunflower (Himawari-san)
Himawari-san, ou Miss Sunflower, é um mangá shoujo-ai (de romance em nível apenas subliminar), do gênero slice-of-life de Sugano Manami publicado desde 2009 na revista seinen Comic Alive (a mesma de títulos como Boku wa Tomodachi Sugunai, No Game no Life e Maria Holic). Uma história simples que pode agradar em cheio os apreciadores de uma comédia leve, tranquila e com toques muito sutis de romance. Atualmente já conta com 4 volumes e está em publicação. Em inglês e português encontram-se traduções até metade do terceiro volume da série.
O plot da trama gira em torno de Matsuri Kazamatsuri, uma estudante de
desempenho desastroso na escola e sua obsessão pela venderora da pequena Livraria Sunflower (ou Himawari, em japonês), chamada apenas de Miss Sunflower. Uma relação de adoração que muitas vezes soa como romântica, mas que não é explorada unicamente neste sentido no decorrer da trama.
Personagens
Miss Sunflower é uma mulher com seus vinte e poucos anos que cuida da livraria e tem um apreço enorme por todos os livros e as histórias que eles contam. Ela também mora no mesmo prédio da loja, no andar superior. Vários detalhes sobre sua vida são revelados aos poucos no decorrer dos volumes seguintes do mangá, o que não vem ao caso deste texto introdutório, porém uma coisa ainda não foi revelada ao longo dos três primeiros volumes (dois e meio, na verdade): o verdadeiro nome da vendedora.
Personagens
Miss Sunflower é uma mulher com seus vinte e poucos anos que cuida da livraria e tem um apreço enorme por todos os livros e as histórias que eles contam. Ela também mora no mesmo prédio da loja, no andar superior. Vários detalhes sobre sua vida são revelados aos poucos no decorrer dos volumes seguintes do mangá, o que não vem ao caso deste texto introdutório, porém uma coisa ainda não foi revelada ao longo dos três primeiros volumes (dois e meio, na verdade): o verdadeiro nome da vendedora.
Sempre calma e até um tanto fria, Miss Sunflower não é alvo da admiração apenas de Matsuri, mas todas as jovens que a conhecem acabam admirando-a de alguma forma e intensidade.
Matsuri é uma estudante com desempenho bem precária. Apesar de demonstrar ser apenas uma pessoa avoada e sorridente, logo no primeiro capítulo, após um tanto de confusão e desentendimento com a quieta Miss Sunflower, Matsuri acaba revelando os inúmeros desgostos que carrega em sua curta vida, em grande parte por causa da falta de fé que as pessoas ao seu redor depositam nela. Um sentimento que acaba por contaminá-la, fazendo-a fugir de desafios.
Em particular achei este um ponto bem interessante, ainda mais sendo mostrado em um capítulo introdutório, de um slice-of-life. Algo que veio a se repetir diversas vezes nessa história: momentos profundos e reflexivos dos personagens, onde seus sentimentos mais fortes são mostrados. Um contraste enorme para um observador externo que crie em sua mente o conceito de que esta é uma história “bobinha e feliz”. De fato é assim em boa parte do tempo, mas volta e meia se veem os personagens mostrando terem mais profundidade do que se crê a princípio. Claro, destacando especialmente a figura de Miss Sunflower e também da avoada Matsuri.
Com o passar dos capítulos diversos outros personagens vão sendo introduzidos e acrescidos ao elenco permanente da trama. Outros casos de admiração exacerbada pela livreira kuudere Miss Sunflower surgem, assim como ligações entre personagens, além de revelações profundas sobre as motivações de alguns são destaque nas páginas deste agradável mangá.
O shoujo-ai
Esse é um ponto onde a sutileza do mangá pode criar opiniões bem distintas. Como dito a princípio este é um mangá onde o lado romântico não é explorado, porém não dá pra dizer que ele isento de qualquer traço mais acentuado desta faceta. Não são poucas as vezes em que Matsuri diz que ama Miss Sunflower (destaco um ponto no quarto capítulo, onde a jovem pensa consigo, um tanto frustrada por não poder dizê-lo em voz alta “Sinto muito, mas o que eu amo não são os livros, e sim a Senhoria Sunflower” *retirado da tradução brasileira realizada pelo S2 Yuri*). A estudante de fato tem um comportamento um tanto obsecado pela livreira, demonstrado de modo bastante cômico no decorrer dos capítulos. Cada ação e emoção expressa por Miss Sunflower (mesmo sendo tão pouca a expressividade desta) são desfrutadas por Matsuri com atenção.
Como se discutiria pelos cantos da internet: shipp ou canon? Em particular eu opino dizendo que Matsuri tem uma admiração platônica pela figura serena de Miss Sunflower (o quanto isso vai para o lado romântico? Melhor deixar essa pergunta no ar). Corrabora para esta minha teoria alguns fatos revelados posteriormente que não caberiam neste post que pretende ser livre de spoilers.
Com o passar dos capítulos diversos outros personagens vão sendo introduzidos e acrescidos ao elenco permanente da trama. Outros casos de admiração exacerbada pela livreira kuudere Miss Sunflower surgem, assim como ligações entre personagens, além de revelações profundas sobre as motivações de alguns são destaque nas páginas deste agradável mangá.
O shoujo-ai
Esse é um ponto onde a sutileza do mangá pode criar opiniões bem distintas. Como dito a princípio este é um mangá onde o lado romântico não é explorado, porém não dá pra dizer que ele isento de qualquer traço mais acentuado desta faceta. Não são poucas as vezes em que Matsuri diz que ama Miss Sunflower (destaco um ponto no quarto capítulo, onde a jovem pensa consigo, um tanto frustrada por não poder dizê-lo em voz alta “Sinto muito, mas o que eu amo não são os livros, e sim a Senhoria Sunflower” *retirado da tradução brasileira realizada pelo S2 Yuri*). A estudante de fato tem um comportamento um tanto obsecado pela livreira, demonstrado de modo bastante cômico no decorrer dos capítulos. Cada ação e emoção expressa por Miss Sunflower (mesmo sendo tão pouca a expressividade desta) são desfrutadas por Matsuri com atenção.
Como se discutiria pelos cantos da internet: shipp ou canon? Em particular eu opino dizendo que Matsuri tem uma admiração platônica pela figura serena de Miss Sunflower (o quanto isso vai para o lado romântico? Melhor deixar essa pergunta no ar). Corrabora para esta minha teoria alguns fatos revelados posteriormente que não caberiam neste post que pretende ser livre de spoilers.
![]() |
| Quadros retirados da ótima tradução do S2 Yuri |
Concluindo
Miss Sunflower, ou Himawari-san, é um mangá leve, divertido e com breves toques de emoção que pode agradar àqueles que não busquem em um shoujo-ai apenas cenas para torcer febrilmente por um casal central. Há sim ótimos momentos para a livreira e a estudante que não gosta de livros (mas da vendedora deles sim!), mas fica a recomendação de quem, aos que foram buscar este mangá, de não exigir demais desta faceta da história. Há muito de interessante nas páginas desta obra sobre livros, livreiras e admiradores.
Miss Sunflower, ou Himawari-san, é um mangá leve, divertido e com breves toques de emoção que pode agradar àqueles que não busquem em um shoujo-ai apenas cenas para torcer febrilmente por um casal central. Há sim ótimos momentos para a livreira e a estudante que não gosta de livros (mas da vendedora deles sim!), mas fica a recomendação de quem, aos que foram buscar este mangá, de não exigir demais desta faceta da história. Há muito de interessante nas páginas desta obra sobre livros, livreiras e admiradores.
Fica aqui a indicação de Miss Sunflower a todos os leitores do Kono-ai-Setsu. Confesso que estou a muuuuuuito tempo enrolando para fazer este post e isso principalmente porque gostaria de fazer da melhor forma possível a indicação deste que é um dos meus shoujo-ai favoritos. Este não é aquele tipo de mangá que você lê e fica pensando “nossa, eu preciso saber AGORA o que vai acontecer no próximo capítulo”, mas é uma obra que pode conseguir um lugar cativo no coração do leitor.
(Apesar de que, cá entre nós, alguns acontecimentos no final do segundo volume para o terceiro, conseguiram sim despertar essa curiosidade exacerbada no enredo. Fica o toque para despertar ainda mais a curiosidade)
Espero ter feito minha parte bem para indicar este belo mangá aos leitores do KaS. Retorno em breve com mais coisas interessantes para todos. Críticas, sugestões, comentários de quem já leu a obra e ademais, sintam-se à vontade para utilizar o espaço dos comentários.
Até breve!
(Apesar de que, cá entre nós, alguns acontecimentos no final do segundo volume para o terceiro, conseguiram sim despertar essa curiosidade exacerbada no enredo. Fica o toque para despertar ainda mais a curiosidade)
Espero ter feito minha parte bem para indicar este belo mangá aos leitores do KaS. Retorno em breve com mais coisas interessantes para todos. Críticas, sugestões, comentários de quem já leu a obra e ademais, sintam-se à vontade para utilizar o espaço dos comentários.
Até breve!
![]() |
| Enfim vocês apareceram por aqui, suas lindas! |
PS: debates mais profundos sobre o conteúdo propriamente dito, recomendo enviarnos por e-mail, para não estragar a graça dos que ainda não leram. (e-mails: lilian.mazaki@gmail.com ou konoaisetsu@gmail.com)
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Posted by LKMazaki
A Revista de Kase-san Faliu!! E AGORA?!
Bom Dia Pessoal!
Depois de um tempo hibernando (me desculpem..) estou de volta com a maior motivação de todas desde que o anime de Sakura Trick acabou: Asagao to Kase-san (Glórias da Manhã e Kase-san)! Sim, a tradução do nome é essa, e é por causa de uma flor chamada Glórias da Manhã (não sei nome de flor nenhuma. Se você também é assim, clique aqui e veja a florzinha), e adoro essa coisa dos capítulos terem todos "e Kase-san" e.....
Bom, vamos ao assunto da postagem, pois se ficar aqui divagando sobre tudo o que gosto em Kase-san, vai ficar algo maior do que minhas postagens surtando com leitura de mangá. (XD)
A verdade é que revistas do gênero shoujo-ai ou yuri no Japão, por mais que tenha seu apelo com público e tal, não é das mais rentáveis, e uma das mais legais revistas que eu ia mais com a cara vai acabar: a Hikari. Para quem não conhece, a Hikari estava no mercado fazia uns 5 anos e acabou em seu 14º volume.
Mas e que diabos vai acontecer com meu tão amado casal Kase-san e Yamada?!?!?!
Bom, eu não sei, mas o autor depois de ter deixado todos com o coração na mão por um dia, tranquilizou todos em seu Twitter falando "A série Kase-san vai seguir." (ou algo assim)
Para comemorar, fiz um wallpaper para todos!
E torcemos para que outros autores que passaram pela Hikari consigam continuar no ramo!
Até logo! o/
Bom, vamos ao assunto da postagem, pois se ficar aqui divagando sobre tudo o que gosto em Kase-san, vai ficar algo maior do que minhas postagens surtando com leitura de mangá. (XD)
A verdade é que revistas do gênero shoujo-ai ou yuri no Japão, por mais que tenha seu apelo com público e tal, não é das mais rentáveis, e uma das mais legais revistas que eu ia mais com a cara vai acabar: a Hikari. Para quem não conhece, a Hikari estava no mercado fazia uns 5 anos e acabou em seu 14º volume.
Mas e que diabos vai acontecer com meu tão amado casal Kase-san e Yamada?!?!?!
Bom, eu não sei, mas o autor depois de ter deixado todos com o coração na mão por um dia, tranquilizou todos em seu Twitter falando "A série Kase-san vai seguir." (ou algo assim)
Para comemorar, fiz um wallpaper para todos!
E torcemos para que outros autores que passaram pela Hikari consigam continuar no ramo!
Até logo! o/
quinta-feira, 31 de julho de 2014
Posted by Se-chan
[Fanfiction] Apenas uma chance (Yuru Yuri)
Olá a todos!
Hoje trago mais um fanfic aqui para o KaS. Um oneshot que já estava (quase) pronto a mais de um ano e não tive coragem de finalizar para compartilhar com vocês. O motivo? Ser uma história meio séria ambientada em Yuru Yuri.
Pois é. . . Isso mesmo. Um breve drama com toque de romance ambientado alguns anos depois da história de YrYr. A protagonista, só pra dar noção, é ninguém menos do que a estranha da Chinatsu.
Enfim, minhas opções eram ou trazer isto ou demorar ainda mais para postar algo novo, ENTÃO. . . Espero que não me matem por essa história! Fics são especulações de fãs, não precisam levar tão a sério.
Er. . . boa leitura e façam os comentários/críticas que julgarem pertinentes.
Nota rápida: como não tive muito sucesso em algumas empreitadas para o KaS, é provável que compense isto trazendo novos contos, Originais e fics, com temática yuri para vocês nesses espaços de quarta-feira. Espero que seja do agrado dos pacientes para ler online!
Outras opções de leitura
Yuru Yuri fanfiction – Apenas uma chance
por LKMazaki
O vento soprava gelado pelas ruas. Os estudantes passavam de cabeça
baixa e as bochechas enfiadas em cachecóis grossos. As típicas
conversas que se escutavam pelas ruas naquele horário hoje não
aconteciam. Talvez fosse isso que trouxesse a impressão de
melancolia, e todos culpavam o frio por isto.
Yoshikawa Chinatsu estava alheia a tudo na pequena lanchonete à duas
quadras da escola onde estava se abrigando. Com o rosto completamente
enterrado entre os braços, ignorando por completo o café que
fumegava à sua frente, tudo o que chegava ao pensamento da jovem
eram os ecos das vozes agressivas que lhe bombardearam a poucas
horas.
“Como você pode fazer isso?!” ressoou uma voz deveras familiar.
A voz que ela poderia reconhecer mesmo em seus sonhos: Funami Yui.
“Antes de qualquer coisa você destruiu a nossa amizade! Todos
esses anos jogados no lixo!” berrava sem pausa nas memórias de
Chinatsu a voz de Toshino Kyouko.
“Você é a pessoa mais asquerosa que já conheci, Chinatsu.”
aquela era a declaração mais dolorosa que ela já ouvira da voz que
tanto amava.
Depois de todos os acontecimentos e verdades ditas, não havia como
Chinatsu negar a si mesma tudo o que havia feito de mal. No alto de
seus dezesseis anos sentia-se um lixo de pessoa. Encarava todos os
defeitos mesquinhos que fingira não enxergar durante toda a vida e
isso lhe causava um embrulho forte no estômago. Era podre e egoísta.
Usava tudo e todos ao redor para atingir seus objetivos. Nada lhe
importava além de buscar suas obssessões fúteis, nem mesmo amizade
ou ética. Merecia tudo o que estava acontecendo agora. Era apenas o
fruto de todo o mal que plantara na vida das pessoas ao seu redor.
Ela enxergava isso claramente.
Porém era tarde demais para mudar. Estava sozinha. Continuaria
sozinha. Ninguém mais daria-se ao desgosto de aproximar-se dela
sabendo do que era capaz. Mesmo quando se formasse e fosse para uma
universidade onde ninguém lhe conhecesse, logo seria percebida a
verdadeira natureza cruel que havia nela e a história se repetiria.
Não havia escapatória, nem que tentasse mudar quem e era.
E Chinatsu não acreditava que alguém fosse capaz de mudar.
Também se perguntava porquê ninguém havia tentado acordá-la dos
seus atos durante todo aquele tempo. Não era algo recente e pensando
bem, não era nada imperceptível. Amigas provavelmente deveriam
brigar umas com as outras para não lhes deixar cometer bobagens
ainda maiores.
Talvez elas tivessem pensando desde o começo que não havia o que
ser feito para que ela fosse uma pessoa melhor.
Chinatsu levantou a cabeça e provou um pouco do café que lhe
esperava. Estava apenas morno agora, mas era o bastante. Seus olhos
ardiam e ela sabia que deveriam estar ainda bem vermelhos. Só
desejava fechar os olhos e esquecer de toda a situação por horas ou
até dias, mas as lembranças e retrospectivas imergiam nos seus
pensamentos a cada momento.
Ela sempre tivera o hábito de implantar pequenas intrigas com as
amigas, mesmo quando ainda eram alunas do ensino fundamental. Naquela
época as coisas eram mais simples. Uma disputa boba de atenção, um
ato infantil de ciúmes. Nada comparado às farsas que implantou no
início do colegial. Um verdadeiro golpe de mestre. O ato de uma
pessoa dissimulada.
A verdade é que Chinatsu manteve-se apaixonada por Yui durante todos
aqueles anos e o desenrolar dos acontecimentos só lhe fizeram ficar
mais obssessiva e cega pela sua atração. Mesmo depois de
declarar-se e levar um fora, Chinatsu não desistira. Somente agora
ela conseguia perceber a proporção dos seus pecados. Fora capaz
mesmo de destruir o pequeno sentimento que brotou entre Yui e Kyouko
quando estavam no segundo ano. Não tentaria se enganar pensando que
se não fosse por aquilo Kyouko jamais teria enfim enxergado os
sentimentos de Ayano, por que no fim das contas a ruiva havia lutado
por aquilo por si mesma. Não, Chinatsu mentira e jogada as amigas
uma contra a outra na tentativa de destruir algo que acabaria com
suas chances. E fora bem sucedida.
Porém ainda demorou mais de um ano para que finalmente ela pagasse
por estes acontecimentos e todos os outros que vieram em decorrência.
Somente naquela tarde, na que fora definitivamente a última reunião
do clube de entretenimento. Os gritos de Yui e Kyouko ainda ressoavam
na cabeça da jovem.
“No fim, só estou recebendo o que mereço.” sentenciou a jovem,
por fim.
A neve começou a cair quando o dia já chegava ao fim. Akaza Akari
apressou o passo, olhando para cada canto. Rezava para que ainda
conseguisse encontrar Chinatsu a tempo.
Depois das coisas horríveis que haviam sido ditas naquela tarde e
conhecendo bem os pensamentos muitas vezes irrefreados e explosivos
da garota, Akari temia que alguma coisa ainda pior acontecesse. Era
uma história de anos afinal, não havia como Chinatsu sair daquilo
sem se ferir quase que mortalmente no processo.
Akari refreou uma risada de alívio quando vislumbrou os fios rosados
de cabelo que voavam para fora do capuz do grosso casaco marrom que
Chinatsu usava. Correu para alcançá-la, esperando estar próxima o
bastante para enfim chamar seu nome:
― Chinatsu-chan!
Chinatsu virou-se e seu rosto inxado pelas lágrimas transpareceu sua
surpresa ao ver Akari:
― A-Akari-chan?! O que. . . ― ela começou, atônita.
― Akari estava tão preocupada, Chinatsu-chan! ― interpôs Akaza,
sem deter-se.
― Você estava me procurando? Por que? ― questionou a outra, sem
compreender.
― Por que Akari estava preocupada com o que poderia ter acontecido.
― disse Akarin, com sinceridade.
Chinatsu encarou em silêncio a ruiva por algum tempo. Lágrimas
silênciosas brotaram e escorreram pelas bochechas coradas:
― C-Chinatsu-chan?! ― exclamou a ruiva, quase saltando no lugar
de susto por aquela reação.
― Eu não te entendo, Akari. ― disse Chinatsu, com a voz
embargando.
― Hã?
― Eu te fiz tanto mal durante todo esse tempo. Usei e abusei da sua
bondade para tentar me aproximar mais da Yui-senpai. Eu te usei,
Akari! Por que diz agora que estava preocupada?! ― perguntou,
exasperada.
― Por que Akari não gosta de pensar que você possa estar sofrendo
mais do que aguenta, Chinatsu-chan. ― respondeu Akari, mais uma vez
sem refrear a verdade.
A garota de cabelos róseos arregalou os olhos àquelas palavras. Não
conseguia acreditar que alguém poderia ser tão bondoso e perdoar
crimes tão sinistros daquele jeito simples. Ela merecia ser
humilhada e abandonada por todos, também especialmente por Akari,
mas ali estava a ruiva. O coração de Chinatsu batia forte contra o
peito e ela sentia-se ainda pior por perceber que a esperança havia
brotado diante daquele olhar caridoso:
― V-V-Você é uma pessoa. . . incrível, Akari. Eu. . . não
mereço esse p-perdão. ― guaguejou Chinatsu, limpando as lágrimas
que já tomavam todo seu rosto, tentando desviar o olhar o máximo
possível.
― Akari não é uma pessoa tão boa assim quanto você diz,
Chinatsu-chan. ― disse a primeira, em um tom mais determinado do
que até então.
― Eu te usei, Akari-chan! Eu te beijei para tentar despertar o
ciumes da Yui-senpai! Eu passei por cima dos seus sentimentos e foi
mais de uma vez! Como não poderia ser incrível você ser capaz de
não me odiar por isto?! ― Chinatsu argumentava com toda a sua
força. Ela era um monstro. Havia feito mal a todos e uma das suas
maiores vitimas estava bem ali, dizendo estar preocupada. Era
surreal.
― Você entende as coisas errado muitas vezes, Chinatsu-chan.
― O. . . que?
― Akari pensou que Chinatsu-chan pudesse fazer ainda mais bobagens
depois de tudo o que aconteceu hoje, de tudo o que as garotas
falaram. Akari não poderia viver se algo assim acontecesse mesmo. ―
confessou Akaza, com o olhar mais pesado, quando as possibilidades
sinistras voltavam a seu pensamento.
― A-Akari. . . chan? V-Você realmente se preocupa com todo mundo
ne, até mesmo eu.
― Não. . . ― disse Akaza fintando os olhos vermelhos de Chinatsu
com algo que pareceu frustração. ― Chinatsu-chan. . . eu. . .
― Hã? ― o coração da garota de cabelos róseos deu um salto
quando a outra usou o pronome na primeira pessoa. O olhar de Akari
era tão sério e até dolorido que Chinatsu esqueceu completamente
do que lhe aflingia e observou preocupada.
Porém a mensagem de Akari não veio através de palavras. Sem
parecer ter coragem de dizer mais alguma coisa, Akari aproximou-se e
tocou de luvas as bochechas quentes de Chinatsu. Esta sentiu um
arrepio correr pela espinha quando sentiu o carinho suave que os
dedos protegidos da outra faziam na sua pele.
O olhar das duas estava grudado. Havia um brilho no de Akaza que
fazia a outra sentir a força faltar nas pernas. Não conseguia
entender nem acreditar nos pensamentos que lhe vieram à mente. Era
surreal, mas fazia seu coração acelerar.
Akari abriu a boca para tentar dizer alguma coisa, mas as palavras
faltaram enquanto ela encarava os olhos azulados à trinta
centímetros. Desistiu e fez a única coisa que poderia explicar por
ela tudo o que as palavras não fariam durante a noite inteira.
Akari beijou Chinatsu, deixando seus lábios acariciarem os da garota
da maneira mais paciente e carinhosa o possível. Chinatsu não teve
reação no primeiro momento, mas logo foi absorvida pelo calor e
conforto daquele beijo longo, deixando que aprofundasse o contato.
Esta podia escutar as batidas sonoras do próprio coração contra o
peito. Akaza tremia, mas demorou para que recuasse, separando-se do
toque.
― Akari. . .
― Eu não sou uma pessoa bondosa, Chinatsu-chan. Eu só. . .
precisava te ver. Depois de tudo eu não aguentava pensar que algo
poderia acontecer. ― disse a ruiva,
― Ah. . .
― Talvez você seja uma pessoa ruim, Chinatsu-chan, mas. . . eu sei
que você só precisa de uma chance para melhorar. ― disse Akari,
com um sorriso fraco tomando seu rosto ainda corado. De repente era
como se o inverno tivesse acabado.
Sem palavras a única opção restante para Chinatsu foi atirar-se
contra Akari, deixando-se abraçar e apertando a outra com toda a
força que tinha nos braços cobertos por camadas de roupas grossas.
O choro extravazou mais do que nunca e os berros de angústia foram
abafados pelo casaco da ruiva. Em poucos minutos a dor pareceu
escapar como o ar e apenas a sensação de conforto foi restando no
consciente de Chinatsu.
Para Akari aqueles minutos foram apenas de alívio e satisfação.
Nada demais havia acontecido afinal e ela ainda conseguira enfim
colocar em palavras (e atitudes) o que estava guardando a tempo.
Ela não era uma vítima, mas talvez o maior algoz. Aquele que faz a
verdadeira vítima nem perceber o que está acontecendo.
Heroína ou vilã, não importava mais. O importante é que, dali em
diante, caberia apenas às duas consertar as coisas e tentar sorrir
todos os dias, apesar de todos os erros do passado. Talvez fosse
difícil para Chinatsu se perdoar depois de tudo, mas com aquela
ajuda especial tudo seria diferente.
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Posted by LKMazaki
iNvAsÃo YuRi: AMARELO É A COR MAIS QUENTE

Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh hoje não é meu dia, mas estou invadindo aqui porque eu estou descontrolada! Look, look;
Vocês já sentiram essa sensação de estar se apaixonando à primeira vista? Foi o que aconteceu comigo ao ver o enredo e conceito de personagens do novo filme do Ghilibi pelo diretor de Arriety, Omoide no Marnie (When Marnie Was There). Basicamente é a história de Anna, uma garota que se muda com os pais para um vilarejo da Inglaterra e lá conhece Mamie, uma misteriosa garotinha loira que vive solitária. Como já não bastasse essa premissa repleta de PO-TEN-CIAL, Anna tem cabelo joãozinho e jeitinho tomboy e a Mamie é toda delicadinha. GEEEEEEEEEEEEEEEEENTE SOCORRR!!! OKSPADKAODKAPDKAPDAKD
CÊS NÃO TEM IDEIA! EU TÔ EM DESESPERO! Olha essa trailer, PUTAQUEPARIU~
Como eu sei que o nosso amado fandom NÃO PERDOA, já estou aqui com a pussy on fire só no aguardo dos maravilhosos trabalhos de fãs saídos de suas mentes extremamente imaginativas! Se foder, viu?! Coisas tão fofas assim deveriam ser proibidas, só servem para tornar as pessoas cada vez mais Homucifers! ME PERDOA MIYAZAKI, NÃO DÁ PRA RESISTIRRRRRRR EU SOU UM LIXO CARNAL ASKJHAKFGHKDSGHIOEHVKENVNIUEHFLKAJSDKLASKJFHSA!!!!!!!! Fala sério, essa música, essa atmosfera... hmm. Tão ~amor puro~ que já estou lacrimejando/CRYING RIVERS
Já perdi a conta do número de vezes que assisti esse trailer e comecei a ter hemorragia nasal u.ú
Já perdi a conta do número de vezes que assisti esse trailer e comecei a ter hemorragia nasal u.ú
Okay, controle.
Francamente, acho que minha mente reage mais com insinuações shoujo-ai do que qualquer outro yuri explicito. Quer dizer... bem... fecha a cortina!
@beta_blood
Omoi no Kakera ― Fragments of Love
.png)
Torcendo muito para essas duas ficarem juntas! Se prepare para a volta de comentários intercalados com imagens! Muitas! Tipo, várias, pra caralho!!
Omoi no Kakera é um dos melhores mangás que estou lendo
atualmente, e não falo isso apenas na esfera yuri, mas como um todo. É
realmente uma satisfação acompanhar cada capítulo com ansiedade para o próximo.
Tanto que não costumo falar sobre mangás em andamento, mas dessa vez eu não
posso evitar!
Na história acompanhamos Mika Takaoka, uma estudante do
ensino médio que sempre teve a certeza de gostar de mulheres. Depois de um
encontro com as amigas num distrito gay, ela acaba flagrando um casal de homens
discutindo. Ao se aproximar, reconhece que um deles é seu colega de classe
Harada. Obviamente ele fica desesperado por ter sido descoberto, mas sabemos
que Mika também tem seus segredinhos e ao dizer para ele não se preocupar e
revelar que também é gay, eles desenvolvem uma forte amizade. O problema é que
Harada é o garoto mais popular da escola, colocando Mika na mira de todas as
demais, que interpretam equivocadamente a relação dos dois. A coisa ganha
proporções épicas quando a irmã homofobica e ciumenta de Harada, a geniosa Mayu,
se intromete entre eles.

O que faz de Omoi no Kakera tão bom é que a autora Takemiya
Jin vai construindo lentamente uma teia intricada de relações que vão se
entrelaçando pouco a pouco a medida que o enredo avança. O enredo tem essa
narrativa múltipla que vai de trás para frente e de frente para trás sem receio
de contar eventos fora da linha de tempo, onde as várias as tramas são de
construção simples, mas que ao se cruzarem criam uma sensação de universo em
expansão que só causa fascínio.
Este costuma ser um grande problema para a maioria dos
mangás shoujo-ai/yuri, que por serem curtos, muitas vezes não desenvolvem tão
bem os seus personagens. Aqui todos os personagens relevantes (basicamente...
todos) têm o seu momento, e mesmo que a principio pareça que tal personagem não
vai importar para o andamento da história, Takemiya Jin trata de surpreender
trazendo tal personagem para os holofotes. Isto acontece porque ela promove
diversas mudanças de perspectivas no decorrer, onde cada personagem tem a
chance de ser o narrador da história, evidenciando as coisas do seu próprio
ponto de vista. Criando a partir disto, uma visão de mundo (do universo que
acontece a história) multifacetada, em que cada um enxerga uma mesma coisa de
maneiras bem distintas.
Por exemplo, Mika tem uma amiga mais velha que é sua chefe
num Café em que trabalha por meio
expediente, a Matsumoto Takako. Ela sempre esteve presente como uma personagem
de fundo que serve como uma ligação externa para Mika fora da escola e casa, um
personagem para o qual ela contará seus problemas – além do Café ser o point do mangá. Parecia que ficaria só
nisso, mas adiante tomamos conhecimento que Matsumoto Takako carrega consigo
uma cicatriz no braço e por isso anda sempre com blusas de manga longa. Ela
mantém segredo sobre como ganhou a cicatriz, mas logo sua mulher entra em cena
e podemos vislumbrar todo o ocorrido.
Talvez seja por ser um mangá publicado em antologia josei (Rakuen
Le Paradis), sendo que com um foco num publico mais maduro, a autora pode tecer
uma narrativa mais madura que o habitual.
As resoluções de cada conflito são simples, sem longas
voltas e reviravoltas dramáticas. Eu diria que é um drama mais contido, embora
a idade, estado emocional e personalidade de cada personagem são levados em
contas. Se Mika encara a vida e seus conflitos de uma maneira mais resoluta e
sem complicações, Mayu que é um pouco mais nova tende a ser mais explosiva e
impaciente, transformando mesmo coisas simples em dramalhões. Tudo com a Mayu é
muito intenso, como veremos mais a frente. Mas ai aparece Matsumoto
aconselhando Mika, e então podemos perceber que Mika não é tão madura quanto
aparenta e pensa ser. Ela ainda tem muito que aprender.
Gosto deste aspecto de Omoino-Kakera, de sua autora não
estender conflitos desnecessários regados a mal entendidos – eles até aparecem
na história, mas brevemente. O que fica realmente são as contradições dos personagens
– que dizem uma coisa, mas agem de uma forma diferente – seus traumas,
inexperiências, medos, desejos reprimidos.
Falando assim, talvez eu faça parecer que Omoino-Kakera é
mais um Aoi Hana (meu yuri preferido s2), e provavelmente é um pouco disso
mesmo. Mas este tem um ritmo de leitura mais relaxante e divertido, com o humor
sempre presente e o drama mais contido. A autora consegue balancear estes dois
elementos, fazendo com que você consiga terminar cada capítulo se sentindo leve
e ansioso, sem deixar de retratar questionamentos típicos do universo gay ou
partir para algo muito fantasioso. Sim, há a camada de fantasia. Toda ficção,
por mais que queira emular a realidade, sempre terá algum elemento para tornar
a narrativa mais atraente do que seria normalmente na vida real. O importante é
conseguir fazer com que os personagens e seus conflitos soem humanos e
plenamente possíveis.

Em Omoino-Kakera isso obviamente acontece por ser o tipo de
tratamento que um enredo exige para os fins que a autora quer alcançar. Uma das
características que eu mais gosto neste mangá, é a visão desfragmentada sobre
diversas tramas que permeiam a história. Começa no primeiro capítulo abordando
a descoberta e primeiras experiências da sexualidade de Mika, que se envolve
com uma mulher mais velha e, inexperiente, acaba se desiludindo. Ela passa a
ser moldada por essas experiências curtas e passageiras que tem com várias
mulheres, tendo dificuldade em se ligar em alguém mais profundamente. Eu sou
apaixonada pela Mika e o quão convicta é quanto à sua homossexualidade, sua
amizade sincera com Harada e o sue olhar vago e distante, sem esquecer do seu belo conceito visual (ou pelo menos, eu gosto bastante do concept art da personagem). Além disso, o
primeiro capítulo se passar num período de tempo tão distante do tempo atual da
história, dá mais peso na relação afetuosa dela com o Café e sua dona, uma vez
que sempre estiveram presentes na vida dela, que começa no primeiro capítulo
com uma paixãozinha pela Matsumoto, que lhe dizia que não se envolveria com
garotinhas tão novas.
Já Mayu é uma garota que acha nojento a ideia de suas
pessoas do mesmo sexo se relacionando, percebendo depois que sua aversão a
homossexuais se dá por ter descoberto que o seu irmão, de quem sempre foi muito
próxima, é gay – fato que desperta nela emoções do qual ela não consegue lidar
nem compreender. Ao conversar com Mika, Mayu fica impressionada com sua espontaneidade
e capacidade de ver coisas nela que nem ela mesma compreende. É quando Mayu
começa a se sentir atraída por Mika. Mas isso não é tão simples. Por mais que
Mayu fique cada dia mais obcecada e apaixonada, Mika não corresponde seus
sentimentos. Ao mesmo tempo, a melhor amiga de Mayu a ama em segredo, sem
conseguir se declarar.

Spoilers a partir daqui.
Como se nota, Omoino-Kakera é uma história sobre relacionamentos.
Dã! É o que mais existe na esfera yuri/shoujo-ai, não é? No entanto, é muito
bom ver que, por mais que Mika venha futuramente a se relacionar e apaixonar
por Mayu, isto não será algo que terá acontecido instantaneamente. Com 2 volumes
(ainda em andamento), somente nos últimos 2 capítulos que Mika começou a olhar
Mayu com olhos menos indiferentes, e isto ocorreu só após esta se declarar à
ela. Assim como não significa que os sentimentos da Mayu são tão profundos
assim. Começou como uma atração violenta dela ao entrar em contato com o modo
de agir de Mika, que foi se transformando numa paixão ardente que deixa seu
coração descompassado. São emoções instáveis e principalmente, emoções novas
nunca antes vividas. É algo que abala todas as certezas antes estabelecidas.
Ainda mais que o objetivo maior de Mayu é fazer Mika sorrir, ser alguém
especial com que ela possa contar e se relacionar afetuosamente. Ou seja,
fantasias românticas, que talvez não se concretizem.
É muito bom ver os personagens discutindo sobre estas
questões, que já são complicadas naturalmente, se tornando ainda mais complexas
quando é com alguém do mesmo gênero. Amor, receios, relações descompromissadas,
orientação sexual. Matsumoto diz para Mika algo que concordo muito, que é sobre
relacionamentos acontecerem aos poucos, gradualmente. Então, mesmo que a
principio o que move Mayu seja ainda muito infantil, e que Mika ainda não sinta
nada de muito profundo para com ela, isto não impede que com o tempo e na
medida em que forem se conhecendo mais, estes sentimentos se transformarem em
algo maior e mais estável.

No inicio não gostei muito da transformação subida da Mayu,
mas com o passar dos capítulos compreendi que a homofobia dela vem mais do medo
e da incompreensão que sentia, amparada com uma visão de mundo que
provavelmente lhe foi incutida desde pequena pelo ambiente social, como
acontece com muitos de nós. O impacto para quem se descobre mais tarde acaba
por ser de negativa e certa aversão, com a pessoa digladiando contra si mesma. Além
de Mayu ser bastante direta e não usar meios termos para o que quer dizer,
fazendo com que se expresse mal. De qualquer forma, não dá pra chegar a um
veredicto ainda, já que a história ainda está acontecendo e também seja possível
notar que ela ainda tem reservas acerca da homossexualidade.
Omoino-Kakera está sendo incrível. Doce, reflexivo,
apaixonante, narrativamente envolvente. Mesmo com todas essas indecisões dos
personagens, é possível notar que se trata de uma visão positiva sobre relacionamentos
e amadurecimento, com uma atmosfera shoujo-ai que paira sobre este cenário
mundano.
Sim, é apaixonante!

domingo, 8 de junho de 2014
Posted by Unknown
Mangá: Poor Poor Lips
Poor poor
lips é um mangá shoujo-ai em formato 4-koma, recheado de uma
comédia leve e que se apoia no carisma de suas protagonistas para
agradar ao leitor ao longo de seus capítulos.
Premissa
Nako
Okashi é uma jovem de vinte e um anos, desempregada, que vive em
apuros por conta da falta de dinheiro. Um dia, quando percebe que
está já no limite do que é sustentável, ela vai a caça de um
novo trabalho. É quando encontra um anúncio chamativo, de uma
joalheria oferecendo 2 mil ienes por hora para um cargo de atendente.
Curiosa,
Nako vai para a entrevista na joalheria. É neste momento que surge a
segunda protagonista da história: Ren Otsuka, dona da joalheria, uma
bela mulher que inicia a explicação sobre aquela proposta de
emprego da maneira mais franca o possível:
“Eu sou
lésbica”
![]() |
| Literalmente! |
Ela deixa
bem claro que separa sua vida pessoal da profissional, MAS a
proximidade com uma atendente pode acabar levando-a a se apaixonar
pela mesma.
Essa dose
maciça de sinceridade acaba afastando todas as outras candidatas ao
emprego, com exceção de Nako. Ren fica surpresa com a atitude da
jovem e esclarece que Nako não tem porquê se preocupar, pois não era seu tipo de garota.
Apesar dos sentimentos feridos por essa afirmação, Nako consegue
seu emprego com ótimo salário. É assim que as histórias de Poor
Poor Lips tem seu começo.
Desenvolvimento
Ao longo
dos capítulos a relação de Nako e Ren vai se desenrolando com
naturalidade. Nako sempre com demonstrações da sua pobreza
comovente e Ren sempre tentando auxiliar sua nova funcionária no que
for possível.
Um ponto
de destaque para a relação dessas duas é o evidente envolvimento
sentimental que vai crescendo entre ambas, apesar das negações
mútuas desse fato. Ren faz questão de relembrar todos os dias de
manhã que Nako não é seu tipo de garota, sem se importar com a
auto-estima da mesma.
Depois de
alguns capítulos o leitor acaba descobrindo junto com Nako um pouco
mais sobre a vida de Ren, incluindo sua história com uma ex-namorada
que volta a rondar Ren em busca de uma retomada do relacionamento.
Situações cômicas e até mesmo fofas (Nako é especialista em agir
de modo fofo e derreter o coração de Ren) vão preenchendo os
capítulos seguintes da série.
![]() |
| Alguns momentos dos primeiros capítulos |
Enfim,
fica aqui a indicação deste mangá leve e divertido. Já tendo sido
concluído no japão com quatro volumes, já existem traduções em
inglês e português de pelo menos metade da obra.
Em
particular tenho cá minha curiosidade em saber se a história de Ren
e Nako vai ficar apenas no clima das suposições (nossas e também
das personagens ao redor das duas na história) ou se haverá algum
desenvolvimento definitivo no final da história. Não dá pra
afirmar com certeza absoluta, pois apesar de por padrão os shoujo-ai
não terem problema em finalizar enredos deixando os leitores apenas
sonhando com o futuro das personagens, em diversos momentos Poor Poor
Lips demonstra que não tem dificuldade em “dar nomes aos bois”
no seu enredo.
Bom, era
isso. Se vocês não leram ainda, fica aí a indicação concreta de
Poor Poor Lips. Os comentários estão abertos para opiniões de quem
ainda vai ler como também daqueles que já conhecem a história.
Até a
próxima.
sexta-feira, 6 de junho de 2014
Posted by LKMazaki
KaS Illustration #56
Boa Noite Pessoal!
Como estão?
Depois de um tempinho estou de volta a seção para mostrar meu novo treino, já que agora tenho um caderninho de desenho 15 x 21 cm pra levar sempre comigo na mochila por aí!
E o que eu desenhei? O que eu tinha comigo também: Madoka Magica!
Sim, estava com o mangá 3 (lançado pela NewPop) e resolvi treinar um pouco de KyoSaya (Kyoko e Sayaka), meu casalzinho lindo~~ A Sayaka está sem a presilha por que no mangá estava sem. Acho que elas estão razoáveis... (=P)
Comprei uma caneta daquelas 4 em 1 (preto, vermelho, azul e verde), e resolvi testar desenhando. Ela será para isso mesmo, então foi bem legal.
O que vocês acharam?
Querem mais desenhos por aqui?
Comentem por favor, entrem em contato pelo Twitter, Facebook e Tumblr também!
Até logo! o/
Como estão?
Depois de um tempinho estou de volta a seção para mostrar meu novo treino, já que agora tenho um caderninho de desenho 15 x 21 cm pra levar sempre comigo na mochila por aí!
E o que eu desenhei? O que eu tinha comigo também: Madoka Magica!
Sim, estava com o mangá 3 (lançado pela NewPop) e resolvi treinar um pouco de KyoSaya (Kyoko e Sayaka), meu casalzinho lindo~~ A Sayaka está sem a presilha por que no mangá estava sem. Acho que elas estão razoáveis... (=P)
Comprei uma caneta daquelas 4 em 1 (preto, vermelho, azul e verde), e resolvi testar desenhando. Ela será para isso mesmo, então foi bem legal.
O que vocês acharam?
Querem mais desenhos por aqui?
Comentem por favor, entrem em contato pelo Twitter, Facebook e Tumblr também!
Até logo! o/
quinta-feira, 5 de junho de 2014
Posted by Se-chan












