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Bate-Papo #05: Lidando com Emoções

Como eu posso decidir o que é certo com você confundindo a minha mente? Esses versos iniciais da música Decode do Paramore, de repente conseguiram decodificar o turbilhão de processos e emoções que meu cérebro está tendo que lidar com determinada situação no qual me vi envolvida aqui fora.
Ao contrário do que possa parecer, eu não sou tão boa em transmitir em palavras o que estou sentindo. Não quando tento transformar isso em palavras orais que façam sentido. A tendência é que me expresse mal e cause uma tremenda confusão. Mas sou boa em escrevê-las no papel, elaboradamente. Quando mais nova, frente à minha dificuldade em expressar certas coisas profundas que sentia, minha psicóloga me aconselhou a escrever. Mas como escrever algo sobre como me sinto se não consigo transmitir isto de uma forma que faça sentido para outras pessoas? Foi então que ela me disse; “gosta de poemas? Escreva poemas”. Realmente, a poesia não te exige uma abordagem direta. Você pode ser turva, indireta, rebuscada, abstrata, utilizar de uma variedade de figuras de linguagem, e ainda fazer o arranjo textual ter sentido estrutural, ainda que tudo o que esteja ali estampado seja pouco lúcido. Assim, escrevi diversos poemas, alguns surgidos de altas febres.
De uns tempos para cá ando precisando repetir a experiência, mas escrever poemas não me atrai como antes. A poesia sim, e esta pode estar em tudo. Eu queria escrever sobre determinada pessoa que faz parte do meu convívio aqui fora, no qual me relaciono com certa intimidade. Como não gostaria de me expor a tal ponto para ela, estruturar um romance ou conto foi a melhor ideia que me surgiu. Talvez eu faça isso! Sinto que é a maneira para deixar de me sentir sufocada. Não sei se vou conseguir, ou se acharei interessante o suficiente para compartilhar, mas é algo que me excita pelo simples fato de para mim – que não crio nada há anos – representar um desafio.
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O que me fez ficar pensando nessa doideira de escrever algo foi o filme Clouds of Sils Maria. Em sentido amplo, falho naquilo que se propõe, mas ainda uma experiência divertida e com ideias tão interessantes. O que importa nele mesmo é conflito lésbico que se desenvolve entre uma atriz (Juliette Binoche) e sua assistente (Kristen Stewart, sim, aquela do Crepúsculo). Depois de vários anos, ela decide reinterpretar uma peça que viveu durante a adolescência, só que agora ela está na casa dos 40 e se vê no desafio de viver uma personagem mais velha que é atormentada pelo charme e sedução de uma garota adolescente, que agora será vivida por uma outra atriz mais jovem (Chloë Moretz).
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| Ensaiando para a peça, as duas personagens soam como o estereotipo clássico da "garota-príncipe/cavalheiro" |
-"Helena tem 40 anos. É dona de uma empresa. Ela cai de amores por uma garota que não a ama. Ela é suicida. Ela é casada. Com filhos. Uma ótima vida social. E sacrifica tudo por uma garota. Ela é destrutiva".
-“Não há antagonismos. É a atração entre duas mulheres com a mesma ferida. Sigrid e Helena são a mesma pessoa. É uma história simples.”
-“Uma mulher madura se apaixona por uma garota traiçoeira, que a tem na palma da mão. A garota se aproveita dela, tira dela tudo o que pode, e a abandona. O amor de Helena por Sigrid a deixa idiota e cega para tudo que outras pessoas de foram enxergam de cara.”
-“Mas ela tem tudo o que sempre desejou. Ela fica fascinada pela própria queda.”
Sigrid é o inferno e o céu de Helena. Na história, a atriz e a assistente devem ensaiar o texto dessa peça onde uma mulher madura se vê presa na teia sedutora de uma garota menor, e não bastante apenas o fato de ter que lidar com uma recém-descoberta homossexualidade tardia, também precisa encarar o escândalo da relação e o tormento causado por uma garota ambiguamente misteriosa que não deixa o suficientemente claro o quanto é sinceridade do que é apenas um jogo de interesse – mas essa peça, revela também a face inexperiente e imatura de uma menina. Em meio aos ensaios, o texto emerge diversos fantasmas e conflitos não resolvidos na vida desta atriz, além de uma intensa e tempestuosa atmosfera de tensão sexual entre essa atriz e a assistente, também uma garota jovem misteriosa que parece esconder algum segredo, jamais confesso em voz alta. O cerne da história é que essa tensão nunca chega ao gozo de fato, fica sempre naquela provocação. O que por um lado é sensualmente envolvente, ver ambas travando um enlace psicológico de tesão e longas preliminares, mas por outro chega a ser um tanto decepcionante que isto não receba o seu clímax.
Todo esse enredo é bem clássico na literatura lésbica e inclusive em yuris/shoujo-ai, especialmente os clássicos dos anos 70 a 80, com toda aquela provocação eclodindo e levando a um desfecho aterrorizantemente trágico. Os mangás yuris atuais não possuem mais essa característica pungente, a não ser através de um olhar mais leve, romanticamente idealizado – embora sim, existam alguns exemplares contemporâneos.
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| Transit Girls, autointitulado primeiro dorama lésbico japonês |
O aspecto proibitivo de uma relação entre duas mulheres era algo bastante comum nos anos de 1970, devido ao contexto cultural. De lá pra cá muita coisa mudou, felizmente. Os padrões culturais da sociedade também, embora ainda convivamos com o choque conflitivo de gerações, o que faz com que socialmente se identificar como LGBT seja como matar um dragão por dia. Mas certamente as coisas estão melhores que antes. Ainda assim alguns tropos que dizem respeito a certas características anteriores continuam seduzindo leitores. Se a literatura lésbica é ampla o suficiente para abranger uma variedade imensa de temas sem criar uma moldura em torno de si, o mesmo não se pode dizer de mangás voltados a este nicho.
Parece algo incrível o anuncio de uma novela japonesa inteiramente lésbica, algo inédito até mesmo no Japão, afinal novelas são um meio muito mais maistream. Mas defensores dos direitos LGBT parecem preocupados com a abordagem, digamos, caricatural do tema. O que preocupa é a alusão ao relacionamento proibido entre duas mulheres (que a história justifica através de uma frágil ligação familiar existente entre as duas, no entanto, o que continua em voga é o velho clichê proibitivo da sociedade), além de reafirmar estereótipos do gênero, tais como uma das garotas de cabelo mais curto sendo representada como o “homem” da relação com trejeitos masculinizados, enquanto a outra, feminina em essência.
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| O beijo real da soldada americana em sua mulher após retornar da guerra |
Oh, bem. Qualquer um que leia yuri mangá sabe que este é o estereotipo mais clássico, que as garotas e os garotos mais amam e suspiram, e por isto o mais popular. E também sabem que o yuri mangá está muito longe de fazer uma boa representação acerca da comunidade lésbica. É contos de fadas, fantasia, em sua essência, ainda que se possa sim encontrar materiais que traduzam bem os conflitos reais de uma garota lésbica, mas não é suficientemente popular (mesmo porque, nem só lésbicas consomem yuris. Fora homens, existem um mar de garotas heteros japonesas que o consomem por ser fofo). Esse pode ser um assunto bastante polêmico, até mesmo para quem consume este material, mas é verdade que nem mesmo filmes conseguem escapar destes rótulos. Pensando por este viés, não parece justo que a comunidade lésbica japonesa reaja fortemente sobre isso?
Você pode saber mais sobre isso em postagem aqui mesmo no KaS.
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Em Clouds of Sils Maria este estereotipo de gênero não se mostra idealizadamente, apesar de a personagem de Kristen Stewart ser claramente avessa ao padrão clássico idealizado da mulher (ainda assim, o texto da peça que elas ensaiam é bastante clássico neste sentido).
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| esse ainda é um blog respeitável, então fiquem apenas na curiosidade |
Mas isso pouco importa neste filme e sim o quanto a personagem da Kristen Stewart faz uma lésbica maravilhosa, mesmo que ela jamais confesse isto – oh, mas você sabe, há algumas mulheres que a verdade está refletida no olhar. E eu não sei o quê, mas ela está tão linda e expressiva neste filme, sem falar que extremamente sensual e naturalmente provocativa. Vou confessar que ela me deixou subindo pelas paredes. Yeah, no maior tesão.
Agora, não que seja bonito fazer fofoca da vida alheia, mas talvez o fato de Kristen convencer tanto como lésbica no filme é que na vida real, apesar de não declarar, ela já ter sido flagrada nos altos amassos com uma mulher, ao qual justificou ser “sua amiga”. Amo.
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Em tempo, sei que estou sumida, mas tantas coisas aconteceram na minha vida neste ano de 2015 que foi impossível de manter o controle, até mesmo meu blog principal sofreu bastante com isso. Mas finalmente parece que estou conseguindo reaver o controle desta carroça.
Bate-Papo #03: Garotas que curtem Yuri são lésbicas?
Você já se fez essa pergunta em algum momento? Eu já me fiz
diversas vezes. Não agora, mas quando comecei a achar muito bonitinho assistir
ou ler duas personagens apaixonadas uma pela outra e meu coração ficava inquietante
dentro do peito, batendo descompassadamente. É normal? Gostar de yuri/shoujo-ai
me faz lésbica? Ou é por ser lésbica que
eu gosto? Eu me questionava hard, o que fracamente foi pura tolice, mas é o
pensamento comum se você está de fora do fandom hardcore de animes mangás
related.
O fandom Yuriness é composto basicamente por garotos que nutrem
esse fetiche entre duas [ou mais] garotas que se relacionam entre si e garotas
lésbicas/bi. Há as variáveis, mas é uma proporção pequena e fragmentada, que
vai de transgenders à heteros que não possuem nenhum tipo de fantasia em ver
duas mulheres se pegando, mas acha bonitinho e divertido.
Eu cheguei a fazer essa pergunta para algumas amigas, mas
elas me responderam que se tratava de uma pergunta muito obvia e riam de mim. No
entanto, eram todas gays. A própria garota que me despertou do estado dormente
que eu me encontrava desde Sakura Cardcaptors, me apresentando Candy Boy (resenhei ele aqui no blog) e reacendendo a chama em meu peito, se dizia apaixonada por
mim. Logo, se tratavam de opiniões muito condicionadas. Precisei percorrer um
longo caminho até encontrar minha resposta, que não faz diferença alguma na
forma como consumo este tipo de material, mas que saciou meu monstrinho
interior. Claro que prefiro mil vezes que minha mãe me encontre consumindo
material yaoi do que yuri, eu acho que morreria de vergonha. Eu já fico
extremamente avexada quando alguém me flagra com material ecchi ou de conteúdo
adulto. Isto é história pra um outro post, mas acontece porque ainda estou
muito enraizada à velhas convenções de
gênero imposto por padrões sociais de MENINA NÃO PODE. ~_~
***
É um assunto muito abrangente, voltarei nele outras vezes,
citando obras, autores, etc, traçar um paralelo sobre este assunto pode ser
muito divertido. Quando retornei ao KaS, este foi o primeiro assunto que eu
queria tratar, mas vários imprevistos ocorreram desde então. Não sei se algum
leitor atual se lembra de mim, mas já tive a oportunidade de escrever aqui em
meados de 2011. Acabei zarpando fora bem na época do aniversário do blog, o que
me deixou triste, pois tínhamos muitos planos, mas a See me puxou de volta pra
cá e sou muito grata. No próximo post talvez eu traga jujuba pra vocês, as
minhas acabaram enquanto eu digitava isso aqui. Não sobraram nem as verdes
limão.
Créditos da imagem de reprodução no post: My Lesbian Life, Chuunibyou2Koi
Bate-Papo #02: O Romance De Shizuka Itou & Hitomi Nabatame
Será que shippar pessoas reais é o último passo que umshipper dá em direção a um caminho sem volta? Na verdade essas questões
não são importantes. O importante é a diversão e especulação. Então vamos
especular um pouco sobre a vida de Shizuka Itou, mais conhecida como Shizu-sama
e seu pressuposto relacionamento homo afetivo com sua colega de trabalho, Hitomi
Nabatame, também conhecida carinhosamente por Naba-sama. Eu já conhecia a
Shizu-sama (aliás, é ela quem canta a OPde Neo Genesis Evangelion - Zankoku No Tenshi No Teeze, apenas a abertura de
anime mais marcante de todos os tempos), ela fez incontáveis personagens
que eu adoro, como por exemplo, a Wilhelmina Carmel de Shakugan no Shana e a
Misa Kakizaki, do anime Mahou Sensei Negima!, que foi inspiração para que a @SechanKV
criasse esse blog.
Mas se engana quem acha que essas demonstrações públicas de afeto e toda meiguice se resume ao virtual relacionamento existente entre as duas. No Japão há sites dedicados exclusivamente para esse tipo de assunto, com citações suspeitas e declarações inesperadas entre as seiyuus [http://blog.livedoor.jp/yuriseiyunews/ & http://wiki.livedoor.jp/yuriokk/l/]. Se de fato existe algo entre elas, além da brincadeira, não se sabe, mas suas atitudes alimentam os boatos. Declarações sobre “preferir meninas ao invés de rapazes”, acabam dando asas à imaginação, como no ano de 2007, em um programa de rádio, houve uma brincadeira envolvendo um banquete de casamento entre a Koshimizu Ami e Sanpei Yuuko (ambas trabalhando no anime Eureka Seven). Acredito que tudo isso é um enorme fanservice para os fãs na maioria das vezes e a amizade entre as seiyuus proporciona uma brincadeira despreocupada (não há porque temer se você é bem resolvido sexualmente).
Chiba Saeko, perguntada sobre o tipo e homem que gostava,
respondeu que gostava de mulheres, especialmente as bonitas com sorrisos gentis
e que as tratavam como animaizinhos de estimação (LOL). Ao qual Matsuki Miyu responde que gostaria de fazer parte do
pet shop de Chiba Saeko. Ao menos Ueda Kana foi original ao dizer que gostaria
de ter um encontro com Toyoguchi Megumi e que essa era sua fantasia secreta. Brincadeira
ou não (o certo é que 90% dos casos,
sejam apenas brincadeira e apelo comercial), com isso temos um mercado que
está sempre delirando com sua idols, que com suas declarações, ainda vão matar
um otaku de tanto suspiros [http://hashihime.blogspot.com/2007/01/yuri-seiyuus-koshimizu-ami-weds-sanpei.html].
E foi a própria @SechanKV que chamou a minha atenção para o
relacionamento entre as duas seiyuus ao me mostrar uma foto da Shizu-sama
abraçada ao travesseiro com a estampa de duas personagens nuas, no maior
feeling otaku – Mas a casa veio a cair com força quando fiquei sabendo do possível
relacionamento dela com a Naba-sama e as várias imagens repletas de fanservice
proporcionados por duas pessoas que manjam de todas essas putarias do universo
seiyuu (@leokusanagi e a @SechanKV). Sensacional, não há como não vomitar
arco-íris ao ver as duas se dando tão bem e WOOOW! Vamos dar bastante ênfase no
“SE DANDO BEM”.
Nascida em 1980, Shizu-sama tem como hobbie, o mergulho – E
agora sabemos o motivo dela ter aquele corpinho todo esculpido, mesmo na casa
dos trinta anos. Além da carreira como seiyuu, ela também é cantora e já lançou
alguns álbuns solos. Sua estreita relação com Hitomi Nabatame faz a alegria dos
fãs. Naba-sam que também tem uma voz magnifica e que dubla a intempestuosa Margery
Daw em Shakugan no Shana. Ai sim, meus delírios “girls love” dão asas a minha
imaginação. Se elas realmente são um casal, com vozes tão poderosas e sensuais,
essas duas dão significado ao termo “ver
estrelas e sorrir”.
Shizu e Naba-sam pertencem à mesma agencia (Ken Productions), que com a incerteza
do fato delas realmente ser um casal, ajuda bastante para quem muitos se
mantenham céticos e acreditem apenas se tratar de uma jogada publicitaria. O
que, convenhamos, faz bastante sentindo ao vermos que as seiyuus no Japão são
um produto lucrativo para as empresas envolvidas [Otaxploitation: um mercado de obsessões] – O que acaba tornando o
conceito de seiyuus, algo bem longe do que seria o sinônimo do termo aqui no Brasil:
meras dubladoras. Mas também não é como se fosse algo completamente infundado,
já são mais de 5 anos que essas duas demonstram afeto publico e o fato dos japoneses manterem (ou ao menos tentarem) suas vidas pessoais longe dos holofotes, vai continuar causando
fascínio em todo mundo acerca do relacionamento das duas. Inclusive, houve até
uma cerimonia de casamento entre elas alguns anos atrás que pareceu mais um
verdadeiro conto de fadas. Isso prova que.
O fato é que, uma coisa não anula a outra e elas serem um
casal, é uma pepita de ouro para agencia, que pode aproveitar a visibilidade
das duas seiyuus em projetos conjunto, como
o DVD de 2004, Charinco de Yukou que tem alguns momentos de muita
intimidade entre elas. Produzido depois do primeiro show da dupla, Shizu-sama ainda
tinha 23 anos e Naba-sama na faixa dos 27. Juntas, elas formam o “Hitomi
Nabatame e Shizuka Itou", que ganhou o apelido carinhoso de “Hitoshizuku”.
O harém se completa com Kimiko Koyama, Kana Ueda , Yuko Goto e Mamiko Noto,
também seiyuus de sucesso no Japão.
Pena que, ao que parece à moda dos Big Brothers ainda não
chegou ao país do sol nascente, pois ver Shizu e Naba-sama confinadas com todo
o harém, sem sombra de dúvidas seria muito educacional. E se tem algo que eu
tenho certeza que é universal, é a safadeza – Fim do mundo está ai e vai todo
mundo para inferno. Ai sim vai ser uma loucura. Enquanto isso, a gente se
contenta com os toques e caricias dessas duas, que adoram incitar (não é excitar gente, por favor, se
controlem) seu publico.
Mas se engana quem acha que essas demonstrações públicas de afeto e toda meiguice se resume ao virtual relacionamento existente entre as duas. No Japão há sites dedicados exclusivamente para esse tipo de assunto, com citações suspeitas e declarações inesperadas entre as seiyuus [http://blog.livedoor.jp/yuriseiyunews/ & http://wiki.livedoor.jp/yuriokk/l/]. Se de fato existe algo entre elas, além da brincadeira, não se sabe, mas suas atitudes alimentam os boatos. Declarações sobre “preferir meninas ao invés de rapazes”, acabam dando asas à imaginação, como no ano de 2007, em um programa de rádio, houve uma brincadeira envolvendo um banquete de casamento entre a Koshimizu Ami e Sanpei Yuuko (ambas trabalhando no anime Eureka Seven). Acredito que tudo isso é um enorme fanservice para os fãs na maioria das vezes e a amizade entre as seiyuus proporciona uma brincadeira despreocupada (não há porque temer se você é bem resolvido sexualmente).
Eu gostaria de saber nihongo só pra poder ouvir esses
programas de rádio com as seyuus e os CD Drama que são lançados, os quizz e
todas as brincadeiras as envolvendo, parece ser muito divertido, fora a
intimidade. Pelo que eu já cansei de ler o no blog Hashihime, os nomes mais comuns nessas listas de seiyuus yuris
feitas pelos fãs japoneses, são Nabatame Hitomi , Matsuki Miyu , Itou Shizuka ,
Chiba Saeko , Ueda Kana , Noto Mamiko , Tamura Yukari , Horie Yui , Nazuka
Kaori, Ami e Pe – Fora outros tantos nomes.
O fato mais interessante que eu li por lá foi o fato de que
em um programa de rádio, Shizu-sama perguntar a Ochiai Yurika se ela era
lésbica, que respondeu prontamente que não. A Shizu-sama respondeu que gostava e
que estava interessada em sair com garotas, e em seu blog pessoal, Ochiai
Yurika declarou tempos depois que amava Shizu-sama. Já Naba-sama, em uma
entrevista sobre o anime Strawberry
Panic, disse que gostava de mulheres e que, como havia tantas escaladas no
elenco, esperava umas realmente boas por lá. Matsuki Miyu também declarou seu
amor pelo mesmo sexo na mesma entrevista e que com tantas mulheres no elenco de Strawberry Panic, iria ficar num
estado de grande excitação.
Chiba Saeko, perguntada sobre o tipo e homem que gostava,
respondeu que gostava de mulheres, especialmente as bonitas com sorrisos gentis
e que as tratavam como animaizinhos de estimação (LOL). Ao qual Matsuki Miyu responde que gostaria de fazer parte do
pet shop de Chiba Saeko. Ao menos Ueda Kana foi original ao dizer que gostaria
de ter um encontro com Toyoguchi Megumi e que essa era sua fantasia secreta. Brincadeira
ou não (o certo é que 90% dos casos,
sejam apenas brincadeira e apelo comercial), com isso temos um mercado que
está sempre delirando com sua idols, que com suas declarações, ainda vão matar
um otaku de tanto suspiros [http://hashihime.blogspot.com/2007/01/yuri-seiyuus-koshimizu-ami-weds-sanpei.html].
Sanpei Yuuko declarou
que ela realmente gostou de Nazuka Kaori, e queria ficar com ela. Ela disse
que, por vezes, perdeu a atenção no meio da gravação porque estava pensando na
garota, que era sua colega em Eureka Seven, nos papeis de Renton e Eureka.
De qualquer forma, seja como for, ao menos para os fãs
ocidentais, ver tais declarações de afeto entre as seiyuus é sempre algo bom,
tendo em vista o quão competitivo é aquele mercado. E o que elas fazem, é o que
qualquer outra garota faz quando se reúnem. GIRLS JUST WANT TO HAVE FUN.










