PaRtNeRs 4
Minna-san!!!!!! (Traduzindo: Pessoal!!!!)
Como estão? Já se viciaram em alguma coisa nesse ano??? Mesmo que seja só pelo verão, já se viciaram???
Pois eu to viciada em muita coisa!! XD
Ta influenciando até no meu modo de agir e falar pelo pc!!
Eh que eu to viciada em Azumanga Daioh! Anime/Mangá fofíiiiiiiiiiisssiiiiimmoooooo!!!!!!!!! *.*
Eu jah tinha visto ele antes, mas deu vontade de rever..
Pra variar(Sarcasmo mor), a minha personagem preferida eh a Sakaki-san! Dublada pela Asakawa Yu(Dubladora tbm da Motoko de Love Hina, por isso o sarcasmo no inicio). Quem eh que viu Azumanga e não se lembra dela com o Neko-san??? Eh impossível não lembrar! Tãaaaaao fofo!!! *.* Além disso, quem eh que naum amouuuu ela vestindo gakuran(uniforme com casaco de gola alta e comprido. Pra quem eh observador, em vários animes aparecem alunos baderneiros usando gakuran. Sério, mas é um uniforme bem estiloso >D) ALEEEEMMM dela rolando no chão com o Maia nos braços dizendo “Você é tão fofo!” e suspirando!!!!! *.* ela é TÃAAOOOOOO legalllllllllllllllllllllllllllllllllllllll.... *viciada na personagem. Ela eh uma das minhas preferidas de todos os animes que jah vi! >D*
Eu bem que queria fazer um cosplay de Azumanga, mas eu não sei de quem! Sakaki tem 1,74 m de atura, enquanto eu tenho.... 1 e 50 e 1 ou 2 m de altura (XD). Osaka eh mto tapada pra mim (XD). Tomo eh MTO energética e baka(^^’’), a Yomi eh gordinha, enquanto eu tenho 40 kg (XD), naum to afim de fazer da Karin ou da Kagura... Então... acho que sobra pra Chiyo-chan uahuahuahuahuahuahuhauhahauhahuauhahu Pior que eu acho que eu ficava fofa.. mas a Chiyo-chan eh insuperável em fofurice (Imitando uma fala da Yukari-sensei)
E, no final, o que isso tem a ver com eu estar toda gritante?? Eh pq eu to agindo no pc feito a Tomo-chan!! XD
Outro vicio que to atualmente eh Donkey Kong Contry! Pra Super Nintendo mesmo!! XD
To jogando no emulador do meu pc!
Já acabei o 1º jogo, agora to jogando o 2 (To jogando a menos de uma semana XD) e depois jogo o 3 soh pra acabar todos XD (Mesmo que eu naum goste da jogabilidade do 3º)
Outro ainda eh o meu fixo, escutar musicas no meu mp3 player! ^^’’’
Maaaasssss... to pensando.. nesse ano.. na faculdade (sim, estou jah na faculdade.. XD no 2º ano de artes visuais licenciatura, por acaso.. ^^’’) vou pegar estágio remunerado e, graças ao meu irmão que ta viciado em action figures da marvel legends (coleção realmente bem feita, com cada personagem com, no mínimo, uns 30 pontos de articulação.), e que vai comprar bonecos pelo Ebay, eu to achando que vou comprar coisas de anime pelo Ebay também. E ai.. num futuro não tão perto nem tão longe, comprarei cartas de pacto, um Kamo-kun de pelúcia, e, quem sabe, algum dvd ou algum outro bichinhu de pelúcia *.* (Será que existe algum bichinhu de pelúcia do Liddo-kun, akele bichinhu de Love Hina)
Quem sabe... neh?
Gente.. espero que gostem do capítulo, apesar do final (>D)
To me exibindo pq gostei da minha idéia pra Partners, e a Mazaki gostou.. entaum to feliz da vida! Uahahuahuahah
Se bem que eu mudei bastante desde a idéia que me veio em mente durante uma conversa com a Mazaki ... eu tava falando pra ela e depois fui fazendo um enredo até o final da historia em 10 minutos! XD (Dia memorável ^^’’)
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Capítulo 04 – Congelando o Tempo
Konoka estava no meio da sala de aula, em uma aula intediante de inglês, Negi que a perdoe, mas era verdade, relembrando os dias que passara em Kyoto junto de Setsuna, sendo em sua infância, seja na viajem escolar feita há poucos meses.
As memórias eram calorosas e a maga ria-se sem notar os acontecimentos durante a aula. Via Negi caminhando de um lado para outro com seu inseparável “Neo Horizon Volume 3”, falando algo em inglês que não prestara atenção o bastante para entender.
“Konoka-san! KO-NO-KA-SAN!?” A garota assustou-se com o professor parando ao seu lado e gritando seu nome.
“Have you understand my reading, Konoka-san?”(Tradução: Você entendeu a minha leitura Konoka-san?) A herdeira das Associações Mágicas não sabia o que responder. Poderia dizer que sim, mas correria risco de ter que explicar a oração, texto, ou o que diabos ele estivesse lido. Ou teria a opção de admitir que não prestara atenção e ser considerada a mais nova Baka Ranger da turma 3-A.
“Sorry, Negi-kun. But I was thinking in somethings and don’t pay attention in your reading.”(Tradução: Me desculpe, Negi-kun. Mas eu estava pensando em algumas coisas e não prestei atenção em sua leitura.) Preferiu dizer a verdade do que correr risco de passar a maior vergonha de sua vida escolar.
Setsuna olhou-a preocupada. Sua querida Kono-chan estava agindo estranho desde o final da noite passada e não sabia o porquê. Temia o que poderia vir, mas torcia para que não fosse nada demais.
Na verdade a futura Grã-Mestra das Associações Mágicas Japonesas tinha fixado seus pensamentos na memória de quando sua Set-chan falara que ‘mesmo que tenhamos que enfrentar magos, onis, espadachins Shinmei, e o que mais houver no mundo, eu tenho certeza de que ficaremos juntas no final..’ . Porque? Somente pelo fato desta não saber o que poderia vir. Imagine se elas tivessem de encontrar algum super mago ao estilo Evangeline (por mais que Set-chan tenha derrotado esta na outra vez.), ou pior, algo próximo de Fate ou dos companheiros de Nagi. ESPERE! Papai! Papai era companheiro do pai de Negi na Ala Rubra, ou seja, alguém extremamente forte, e se ele não concordasse com o relacionamento delas—
. . .
Não quis nem pensar na possibilidade, seria demasiadamente ruim. Contentava-se em pensar apenas em uma solução para seu problema de desconhecimento do futuro. Bem, saber o que viria em sua vida poderia fazer tudo ficar mais chato, mas seria muito mais precavido do que apenas ter confiança como Setsuna.
Decidira, iria pegar qualquer pessoa interessada no assunto e faria uma varredura sobre os livros do assunto. Mas, como ela iria achar livros do assunto? Ora, pra que serve uma amiga interessada em magia, que é uma Philosophastra Illustrans e que tem um Orbis Sensualium Pictus (“O mundo visível em imagens”, literalmente. Ou seja, um livro que mostra tudo que existe –A partir de uma interpretação meio forçada- Resumindo, é o livro que a Yue tem graças ao pacto com o Negi.)?
Chegara à hora do almoço. Teria que encarar Set-chan e disfarçar sua preocupação. Se a espadachim soubesse, certamente iria ser contra a idéia, já que obviamente uma previsão do futuro poderia ser perigoso, quem sabe até com efeitos colaterais.
A guarda-costas-amante-parceira-amiga-de-infância de Konoka puxou-a discretamente para fora da sala, daquela multidão de bisbilhoteiras de primeira, antes que elas percebessem que as duas estavam indo ter um momento de refeição solitário e, na visão da turma, com pitadas de luxúria.
Foram até um “canto” mais confortável da escola, onde tinha apenas estudantes já do colegial e o conselho estudantil de Mahora. Caminharam até achar uma mesa de estudos ao ar livre do pátio perto de algumas árvores e um pequeno jardim que era cuidado por um dos milhares de clubes de Mahora. Era do clube de floricultura, não do de arranjos florais, do qual Iincho fazia parte. A diferença entre eles? Quase nenhuma, mas o primeiro parecia ter mais relação biológica do que estética, talvez por isso a representante da 3-A tenha entrado no outro.
O olhar perdido da maga nas plantas e no solo provocavam uma estranha sensação de desconfiança em Setsuna. O que teria acontecido? Eishun-sama teria descoberto? Kamo-kun teria tirado uma foto comprometedora e estaria se aproveitando de Kono-chan!? Não, provavelmente não. Esse olhar não mostrava isso. Parece preocupado, mas ao mesmo tempo perdido, como se não soubesse o que fazer. Tinha medo deste olhar. Uma má impressão passou-lhe em mente, algo aconteceria e ela tinha que impedir! Mas... Impedir o que?
O almoço começara silencioso, sem muitas trocas de palavras. Não era um clima ruim, apenas não sabiam o que falar, o que muitas vezes é pior que um clima ruim onde simplesmente pode se perguntar “Por que você não quer falar comigo?”. Não é que não quisessem falar, mas não sabiam sobre o que nem o momento de falar.
“Set-chan, co... como que você sabe que... estaremos bem e juntas no futuro?” A pergunta fez vir na Meia-Uzoku um frio na espinha.
“B-Bem... Eu não sei... Só quero que seja assim...” Segurando a mão de Konoka foi se aproximando delicadamente do corpo da outra. “Eu vou lutar para que seja assim...”
“Co-Como você sabe que você me ama? Você... tem certeza de seus sentimentos? E se você estiver engana--”
“Não estou enganada!” Os olhos negros de Setsuna foram de encontro aos da herdeira das Associações como um raio. Transpareciam um sentimento de quase raiva. “Eu TE amo desde... Desde aquele dia... Você é com quem eu quero viver... Quem eu quero fazer feliz...” O rosto descia até que os olhos não pudessem ser vistos e a espadachim encostara a testa nos ombros de Konoka. “Kono-chan... Se isso não é amor... Então eu nunca vou amar... Por que sei que nada que vou sentir na vida será mais forte que isso!” Os braços agora entrelaçando o corpo da outra, fazendo o contato aprofundar-se, fez com que a maga ficasse com os olhos cheios de lágrimas.
Após alguns minutos de silêncio, com apenas os sons de Setsuna tentando segurar as lágrimas e de uma Konoka já desapontada consigo mesma por ter feito uma pergunta tão idiota, a guarda-costas conseguiu partir a distância de suas almas.
“Kono-chan...”
“Sim..?”
“Você já ouviu falar da semelhança entre o amor e o vento?”
“Hm? N-não..”
“O amor ... Assim como o vento... não é enchergado...”
A mão de Setsuna fora até o queixo da garota de cabelos chocolcate, puxando-a para um encontro de olhares.
“Mas... Pode ser sentido...” Colocando sua mão sobre o peito da maga, Setsuna sorriu ternamente para a garota. “Você pode sentir, Kono-chan? Por que eu já sinto há muito tempo..”
Um sorriso saíra dos lábios de Konoka. Sua Set-chan era tão doce, como pudera duvidar, mesmo que por alguns segundos, dos sentimentos dela? “S-sim... Eu também... Set-chan...”
“Então... Kono-chan.. você... quer... na-na... namorar... co-comigo..?” A vergonha vinha como se nunca fosse sair da cara da Shinmei. Era impróprio, cedo e extremamente perigoso faze-lo.
“Se-Set-chan..!” A pergunta vinha como colírio para os olhos de Konoka. Agora sim havia voltado à normalidade. Resultado, a resposta veio em forma física. A maga beijou-lhe nos lábios em uma felicidade que parecia além de humana.
“Devo entender isso como um sim?” O sorriso de Setsuna demonstrava toda a felicidade que sentia no momento, era tudo tão bom, porque diabos um amor tão verdadeiro assim não poderia ser aceito com tanta naturalidade.
Após o termino do momento romântico-depressivo com final demasiadamente-espontâneo de Konoka e de almoçarem, ambas foram até a sala da 3-A, de mãos dadas.
A confusão, mistura de garotas curiosas por novos babados e de quem estava apenas para varzear, estava feita. Quem queria boato, estava com um prato feito, quem queria brincar, tinha o mesmo, já que poderiam brincar muito com as atitudes protetoras de Setsuna a vontade, causando vergonha ao casal.
Setsuna, apesar da face que parecia de total arrependimento, via-se finalmente na situação em que sempre quis estar. Kono-chan finalmente era sua, como amiga, como parceira, como namorada, representava tudo o que lhe era importante. Via-se confiante com relação a reação de todos os que poderiam causar algum dano a reação. A confiança que lhe vinha logo após Kono-chan aceita-la como namorada sobrecarregava-a de energia. Poderia fazer mil seções de treinos mortais de Evangeline-san que não lhe causariam nem uma única falta de fôlego.
Já a herdeira das Associações Mágicas sentia a cadeira elétrica aproximar-se dela, como se seu avô já soubesse de tudo e que tentaria de tudo para empurrar a força um dos pretendentes de mau gosto do velho Grã-Mestre de Kanto. Mas Set-chan fora tão fofa, não conseguiria negar um pedido tão atraente da garota.
Logo após umas aulas mal entendidas, a maga e sua espadachim saíram em velocidade máxima, obviamente Setsuna estava carregando sua amada, até que as demais estudantes de sua sala as perdessem de vista. Não fora difícil, nem Tatsumiya, Kaede, Evangeline ou Chachamaru estavam interessadas em perseguir um simples casal novo no colégio, porém, Setsuna teve que usar alguns de seus shikigamis para despistar Ku Fei, que estava mais do que decidida a bisbilhotar o namorico alheio.
Ficaram certo tempo juntas, apenas andando pelo campus, mas logo Setsuna tivera que ir até um dos bicos que tinha que fazer para o diretor-geral de Mahora. Afinal, não é bom causar má impressão no pai do sogro de sua namorada, não é?
Com um beijo discreto nos lábios, Setsuna despediu-se com um sorriso da garota de cabelos negros. ‘Tenho que acabar o mais rápido possível esse bico... Ainda tem algo preocupando ela..’
Parou por um minuto olhando meio abobalhada para Konoka. A outra retribuiu-o expandindo seu sorriso característico. O momento tornou-se quase interminável, afinal, quem iria terminar um momento tão gostoso com sua recém namorada? Ainda mais quando a ama há tanto tempo.
O olhar tornou-se um toque no rosto e, em seguida, passou para um carinho nos longos cabelos. A maga nada fazia, no máximo soltava um ruído fofo como se fosse um gato pedindo mais carinho.
Infelizmente, o celular da espadachim tocou. Era Mana chamando-a urgentemente para o Templo Tatsumiya, onde iriam se encontrar desde o ínicio. Apesar de não usar nenhum tom severo, aparentava mal humorada com o atraso da companheira. Provavelmente ainda não havia se encontrado com o capitão do clube de Biathlon hoje.
Em seguida Konoka decidira que preferia prevenir-se sobre qualquer ataque futuro. Foi até o trio da biblioteca e discutiu sobre a tal previsão que desejava fazer. Yue e Nodoka logo concordaram, mas Haruna discordou, mas avisara que, se desse certo, que ela teria que ser a primeira a saber.
Paru, como tem uma estranha percepção para o “cheiro do amor”, logo se ria sozinha, fazendo todas ali presentes estranharem-na e desconfortáveis.
“Está aqui.” Yue apontava para o livro brilhante. “Divisão de Leitura da Sorte.” Descia o dedo até meados da folha à direita de seu corpo. “Previsão do Futuro Nível 01: Imagens e Ruídos.”
“Yue... Aqui diz que para qualquer nível de leitura da sorte se precisa de uma quantidade fora do comum de magia para que dê certo.. Será que conseguiremos?” O medo fazia a “livreira” esconder-se por de baixo das franjas extremamente compridas.
“Bem, vocês eu não sei...” A mangaká(desenhista de mangá) olhara maliciosamente para a maga de cabelos chocolate. “Mas essa aqui consegue com certeza... Tanto pela quantidade de magia... tanto pela vontade...” O sorriso se alargava proporcionalmente ao corado de Konoka.
“E-Então vamos começar!” Dizia a maga enquanto pegava um pedaço de giz.
Konoka e Nodoka seguiam as ordem de Yue, que ia lendo o Orbis(Livro). “Primeiro: desenhe um circulo mágico com uma estrela de 12 pontas no piso.”
“12 pontas!? Mas o que normalmente é usado é o de 6!” Haruna exclamava apavorada com a exigência de magia para a magia. “Não é a toa que não há muitos magos desse tipo de magia no mundo..”
“Após desenhado o circulo mágico, despeje pó de Youkai Raposa por este.” Yue lia altamente interessada nos “ingredientes” da magia. “Cada indivíduo deve se sentar nos lugares especificados pelas únicas partes sem o pó. Sem nenhuma exceção, o pó acertará o número de indivíduos que participarão da magia e concederá lugares específicos para cada um. O lugar será especificado para a pessoa para que este brilhará quando atravessado.” O tom de mistério que o livro revelava junto com as palavras era inacreditável.
“Após os indivíduos colocarem-se nos devidos lugares, deve-se repetir as seguintes palavras:”
Kosmike, vires tu lucis en mea direcione. (Cósmus, vire tua luz em minha direção.)
Pars secundas uses tu magica to khronon kristalline(Por segundos, use tua mágica para o futuro congelar.)
Khronon spiritus, mea mostrea tu vistas(Espírito do futuro, mostrem-me o que enxergas.)
Um clarão veio aos olhos de Konoka instantaneamente. Começara a enxergar figuras, como se fossem fotos passando em sua mente. A primeira, e mais apavorante, enxergava uma imagem devastadora de Setsuna em seus braços, ensangüentada, nas redondezas de Kyoto, mais especificamente no campo de flores, mas que agora era um mar de sangue em uma escuridão que nunca vira antes. Sons vinham há seus ouvidos. Escutara vários “amo”, “chore” e ruídos de dor e tristeza.
Quando menos esperava, a imagem mudara para um momento de luxúria onde esta estava deitada, em um futon com Setsuna segurando-a ternamente, ambas nuas, com faces cansadas e coradas, porém satisfeitas, como se seus desejos estivessem realizados. Sons de risadas e alguns “gostoso” e “quente” eram trilha sonora da previsão. Nunca pensara que o relacionamento entre elas iria se expandir tão rápido, pois na imagem elas ainda tinham a mesma aparência de agora.
A terceira, e última, imagem era de uma Konoka sozinha, em uma escuridão onde não se via mais nada. A garota parecia perdida e assustada por uma misteriosa razão. O completo silêncio era apavorante até para a que via, mas não entendia nada do que era o previsto. Via em seus próprios olhos um temor milhões de vezes pior do que na atual situação. Era o seu maior pesadelo aparecendo em sua frente, pelo que conseguia interpretar de sua face aterrorizada.
Acordara após ver as previsões. As três garotas correram até ela apavoradas. Já havia anoitecido e a garota tinha desmaiado logo após as palavras de ativação da magia serem recitadas.
Konoka estava tonta e confusa. Lembrava-se do que acabara de passar, porém, logo vieram lágrimas aos seus olhos. A garota que tanto queria ver o futuro e que o conseguiu de fato, recebera um efeito colateral. Um que as outras garotas na sala não receberam, pois não viram coisa alguma após as palavras. O efeito era certamente algo que não valeria a pena para o resultado bem sucedido do feitiço. Agora, a garota de cabelos chocolate, não tinha mais em mente a coisa mais importante de sua vida, suas memórias...
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Respondendo uma leitora as preças... uns.. devo colocar mais cenas do passado.. mas naum tantas.. acho XD
Bem... O que acharam? Irão me matar? ^^’’
Espero que naum! Ahahahuahuahuauha
Mas podem esperar.. vai ficar muito bom o enredo, desde que eu tenha paciência! >D
To com um medo, pq esse capitulo eu fiz mais corrido, pq queria colocar logo pra ver a reação do pessoal ^^
Então não me foquei muito no fato do começo de namoro delas.. acho que isso fez o cap não ficar tão bom.. mas como ainda to dando uma revisada no cap enquanto escrevo esses comentários, talvez ele melhore! XD
Além disso, na cena do pedido de namoro.. não sei se acabei tornando a Setsuna muito feminina e chorona.. ¬¬
Acho que vou mudar e postar a versão final (sem mudar esses comentários aki pq to com preguiça) jah no 1º post que fizer desse cap..
Aaahhh... e pra quem jah viu o filme “Um Amor para Recordar”... Reconheceram a frase do filme? A do “o amor eh como o vento e-mais-o-resto”... >D
Foi uma homenagem há pessoa que me recomendou o filme *Se coloca num canto escondendo o rosto*(Será que ela ainda lê as fics que posto aqui? XD)
Bjus e até o próximo conjunto de fics postadas ao mesmo tempo! >D
Como estão? Já se viciaram em alguma coisa nesse ano??? Mesmo que seja só pelo verão, já se viciaram???
Pois eu to viciada em muita coisa!! XD
Ta influenciando até no meu modo de agir e falar pelo pc!!
Eh que eu to viciada em Azumanga Daioh! Anime/Mangá fofíiiiiiiiiiisssiiiiimmoooooo!!!!!!!!! *.*
Eu jah tinha visto ele antes, mas deu vontade de rever..
Pra variar(Sarcasmo mor), a minha personagem preferida eh a Sakaki-san! Dublada pela Asakawa Yu(Dubladora tbm da Motoko de Love Hina, por isso o sarcasmo no inicio). Quem eh que viu Azumanga e não se lembra dela com o Neko-san??? Eh impossível não lembrar! Tãaaaaao fofo!!! *.* Além disso, quem eh que naum amouuuu ela vestindo gakuran(uniforme com casaco de gola alta e comprido. Pra quem eh observador, em vários animes aparecem alunos baderneiros usando gakuran. Sério, mas é um uniforme bem estiloso >D) ALEEEEMMM dela rolando no chão com o Maia nos braços dizendo “Você é tão fofo!” e suspirando!!!!! *.* ela é TÃAAOOOOOO legalllllllllllllllllllllllllllllllllllllll.... *viciada na personagem. Ela eh uma das minhas preferidas de todos os animes que jah vi! >D*
Eu bem que queria fazer um cosplay de Azumanga, mas eu não sei de quem! Sakaki tem 1,74 m de atura, enquanto eu tenho.... 1 e 50 e 1 ou 2 m de altura (XD). Osaka eh mto tapada pra mim (XD). Tomo eh MTO energética e baka(^^’’), a Yomi eh gordinha, enquanto eu tenho 40 kg (XD), naum to afim de fazer da Karin ou da Kagura... Então... acho que sobra pra Chiyo-chan uahuahuahuahuahuahuhauhahauhahuauhahu Pior que eu acho que eu ficava fofa.. mas a Chiyo-chan eh insuperável em fofurice (Imitando uma fala da Yukari-sensei)
E, no final, o que isso tem a ver com eu estar toda gritante?? Eh pq eu to agindo no pc feito a Tomo-chan!! XD
Outro vicio que to atualmente eh Donkey Kong Contry! Pra Super Nintendo mesmo!! XD
To jogando no emulador do meu pc!
Já acabei o 1º jogo, agora to jogando o 2 (To jogando a menos de uma semana XD) e depois jogo o 3 soh pra acabar todos XD (Mesmo que eu naum goste da jogabilidade do 3º)
Outro ainda eh o meu fixo, escutar musicas no meu mp3 player! ^^’’’
Maaaasssss... to pensando.. nesse ano.. na faculdade (sim, estou jah na faculdade.. XD no 2º ano de artes visuais licenciatura, por acaso.. ^^’’) vou pegar estágio remunerado e, graças ao meu irmão que ta viciado em action figures da marvel legends (coleção realmente bem feita, com cada personagem com, no mínimo, uns 30 pontos de articulação.), e que vai comprar bonecos pelo Ebay, eu to achando que vou comprar coisas de anime pelo Ebay também. E ai.. num futuro não tão perto nem tão longe, comprarei cartas de pacto, um Kamo-kun de pelúcia, e, quem sabe, algum dvd ou algum outro bichinhu de pelúcia *.* (Será que existe algum bichinhu de pelúcia do Liddo-kun, akele bichinhu de Love Hina)
Quem sabe... neh?
Gente.. espero que gostem do capítulo, apesar do final (>D)
To me exibindo pq gostei da minha idéia pra Partners, e a Mazaki gostou.. entaum to feliz da vida! Uahahuahuahah
Se bem que eu mudei bastante desde a idéia que me veio em mente durante uma conversa com a Mazaki ... eu tava falando pra ela e depois fui fazendo um enredo até o final da historia em 10 minutos! XD (Dia memorável ^^’’)
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Capítulo 04 – Congelando o Tempo
Konoka estava no meio da sala de aula, em uma aula intediante de inglês, Negi que a perdoe, mas era verdade, relembrando os dias que passara em Kyoto junto de Setsuna, sendo em sua infância, seja na viajem escolar feita há poucos meses.
As memórias eram calorosas e a maga ria-se sem notar os acontecimentos durante a aula. Via Negi caminhando de um lado para outro com seu inseparável “Neo Horizon Volume 3”, falando algo em inglês que não prestara atenção o bastante para entender.
“Konoka-san! KO-NO-KA-SAN!?” A garota assustou-se com o professor parando ao seu lado e gritando seu nome.
“Have you understand my reading, Konoka-san?”(Tradução: Você entendeu a minha leitura Konoka-san?) A herdeira das Associações Mágicas não sabia o que responder. Poderia dizer que sim, mas correria risco de ter que explicar a oração, texto, ou o que diabos ele estivesse lido. Ou teria a opção de admitir que não prestara atenção e ser considerada a mais nova Baka Ranger da turma 3-A.
“Sorry, Negi-kun. But I was thinking in somethings and don’t pay attention in your reading.”(Tradução: Me desculpe, Negi-kun. Mas eu estava pensando em algumas coisas e não prestei atenção em sua leitura.) Preferiu dizer a verdade do que correr risco de passar a maior vergonha de sua vida escolar.
Setsuna olhou-a preocupada. Sua querida Kono-chan estava agindo estranho desde o final da noite passada e não sabia o porquê. Temia o que poderia vir, mas torcia para que não fosse nada demais.
Na verdade a futura Grã-Mestra das Associações Mágicas Japonesas tinha fixado seus pensamentos na memória de quando sua Set-chan falara que ‘mesmo que tenhamos que enfrentar magos, onis, espadachins Shinmei, e o que mais houver no mundo, eu tenho certeza de que ficaremos juntas no final..’ . Porque? Somente pelo fato desta não saber o que poderia vir. Imagine se elas tivessem de encontrar algum super mago ao estilo Evangeline (por mais que Set-chan tenha derrotado esta na outra vez.), ou pior, algo próximo de Fate ou dos companheiros de Nagi. ESPERE! Papai! Papai era companheiro do pai de Negi na Ala Rubra, ou seja, alguém extremamente forte, e se ele não concordasse com o relacionamento delas—
. . .
Não quis nem pensar na possibilidade, seria demasiadamente ruim. Contentava-se em pensar apenas em uma solução para seu problema de desconhecimento do futuro. Bem, saber o que viria em sua vida poderia fazer tudo ficar mais chato, mas seria muito mais precavido do que apenas ter confiança como Setsuna.
Decidira, iria pegar qualquer pessoa interessada no assunto e faria uma varredura sobre os livros do assunto. Mas, como ela iria achar livros do assunto? Ora, pra que serve uma amiga interessada em magia, que é uma Philosophastra Illustrans e que tem um Orbis Sensualium Pictus (“O mundo visível em imagens”, literalmente. Ou seja, um livro que mostra tudo que existe –A partir de uma interpretação meio forçada- Resumindo, é o livro que a Yue tem graças ao pacto com o Negi.)?
Chegara à hora do almoço. Teria que encarar Set-chan e disfarçar sua preocupação. Se a espadachim soubesse, certamente iria ser contra a idéia, já que obviamente uma previsão do futuro poderia ser perigoso, quem sabe até com efeitos colaterais.
A guarda-costas-amante-parceira-amiga-de-infância de Konoka puxou-a discretamente para fora da sala, daquela multidão de bisbilhoteiras de primeira, antes que elas percebessem que as duas estavam indo ter um momento de refeição solitário e, na visão da turma, com pitadas de luxúria.
Foram até um “canto” mais confortável da escola, onde tinha apenas estudantes já do colegial e o conselho estudantil de Mahora. Caminharam até achar uma mesa de estudos ao ar livre do pátio perto de algumas árvores e um pequeno jardim que era cuidado por um dos milhares de clubes de Mahora. Era do clube de floricultura, não do de arranjos florais, do qual Iincho fazia parte. A diferença entre eles? Quase nenhuma, mas o primeiro parecia ter mais relação biológica do que estética, talvez por isso a representante da 3-A tenha entrado no outro.
O olhar perdido da maga nas plantas e no solo provocavam uma estranha sensação de desconfiança em Setsuna. O que teria acontecido? Eishun-sama teria descoberto? Kamo-kun teria tirado uma foto comprometedora e estaria se aproveitando de Kono-chan!? Não, provavelmente não. Esse olhar não mostrava isso. Parece preocupado, mas ao mesmo tempo perdido, como se não soubesse o que fazer. Tinha medo deste olhar. Uma má impressão passou-lhe em mente, algo aconteceria e ela tinha que impedir! Mas... Impedir o que?
O almoço começara silencioso, sem muitas trocas de palavras. Não era um clima ruim, apenas não sabiam o que falar, o que muitas vezes é pior que um clima ruim onde simplesmente pode se perguntar “Por que você não quer falar comigo?”. Não é que não quisessem falar, mas não sabiam sobre o que nem o momento de falar.
“Set-chan, co... como que você sabe que... estaremos bem e juntas no futuro?” A pergunta fez vir na Meia-Uzoku um frio na espinha.
“B-Bem... Eu não sei... Só quero que seja assim...” Segurando a mão de Konoka foi se aproximando delicadamente do corpo da outra. “Eu vou lutar para que seja assim...”
“Co-Como você sabe que você me ama? Você... tem certeza de seus sentimentos? E se você estiver engana--”
“Não estou enganada!” Os olhos negros de Setsuna foram de encontro aos da herdeira das Associações como um raio. Transpareciam um sentimento de quase raiva. “Eu TE amo desde... Desde aquele dia... Você é com quem eu quero viver... Quem eu quero fazer feliz...” O rosto descia até que os olhos não pudessem ser vistos e a espadachim encostara a testa nos ombros de Konoka. “Kono-chan... Se isso não é amor... Então eu nunca vou amar... Por que sei que nada que vou sentir na vida será mais forte que isso!” Os braços agora entrelaçando o corpo da outra, fazendo o contato aprofundar-se, fez com que a maga ficasse com os olhos cheios de lágrimas.
Após alguns minutos de silêncio, com apenas os sons de Setsuna tentando segurar as lágrimas e de uma Konoka já desapontada consigo mesma por ter feito uma pergunta tão idiota, a guarda-costas conseguiu partir a distância de suas almas.
“Kono-chan...”
“Sim..?”
“Você já ouviu falar da semelhança entre o amor e o vento?”
“Hm? N-não..”
“O amor ... Assim como o vento... não é enchergado...”
A mão de Setsuna fora até o queixo da garota de cabelos chocolcate, puxando-a para um encontro de olhares.
“Mas... Pode ser sentido...” Colocando sua mão sobre o peito da maga, Setsuna sorriu ternamente para a garota. “Você pode sentir, Kono-chan? Por que eu já sinto há muito tempo..”
Um sorriso saíra dos lábios de Konoka. Sua Set-chan era tão doce, como pudera duvidar, mesmo que por alguns segundos, dos sentimentos dela? “S-sim... Eu também... Set-chan...”
“Então... Kono-chan.. você... quer... na-na... namorar... co-comigo..?” A vergonha vinha como se nunca fosse sair da cara da Shinmei. Era impróprio, cedo e extremamente perigoso faze-lo.
“Se-Set-chan..!” A pergunta vinha como colírio para os olhos de Konoka. Agora sim havia voltado à normalidade. Resultado, a resposta veio em forma física. A maga beijou-lhe nos lábios em uma felicidade que parecia além de humana.
“Devo entender isso como um sim?” O sorriso de Setsuna demonstrava toda a felicidade que sentia no momento, era tudo tão bom, porque diabos um amor tão verdadeiro assim não poderia ser aceito com tanta naturalidade.
Após o termino do momento romântico-depressivo com final demasiadamente-espontâneo de Konoka e de almoçarem, ambas foram até a sala da 3-A, de mãos dadas.
A confusão, mistura de garotas curiosas por novos babados e de quem estava apenas para varzear, estava feita. Quem queria boato, estava com um prato feito, quem queria brincar, tinha o mesmo, já que poderiam brincar muito com as atitudes protetoras de Setsuna a vontade, causando vergonha ao casal.
Setsuna, apesar da face que parecia de total arrependimento, via-se finalmente na situação em que sempre quis estar. Kono-chan finalmente era sua, como amiga, como parceira, como namorada, representava tudo o que lhe era importante. Via-se confiante com relação a reação de todos os que poderiam causar algum dano a reação. A confiança que lhe vinha logo após Kono-chan aceita-la como namorada sobrecarregava-a de energia. Poderia fazer mil seções de treinos mortais de Evangeline-san que não lhe causariam nem uma única falta de fôlego.
Já a herdeira das Associações Mágicas sentia a cadeira elétrica aproximar-se dela, como se seu avô já soubesse de tudo e que tentaria de tudo para empurrar a força um dos pretendentes de mau gosto do velho Grã-Mestre de Kanto. Mas Set-chan fora tão fofa, não conseguiria negar um pedido tão atraente da garota.
Logo após umas aulas mal entendidas, a maga e sua espadachim saíram em velocidade máxima, obviamente Setsuna estava carregando sua amada, até que as demais estudantes de sua sala as perdessem de vista. Não fora difícil, nem Tatsumiya, Kaede, Evangeline ou Chachamaru estavam interessadas em perseguir um simples casal novo no colégio, porém, Setsuna teve que usar alguns de seus shikigamis para despistar Ku Fei, que estava mais do que decidida a bisbilhotar o namorico alheio.
Ficaram certo tempo juntas, apenas andando pelo campus, mas logo Setsuna tivera que ir até um dos bicos que tinha que fazer para o diretor-geral de Mahora. Afinal, não é bom causar má impressão no pai do sogro de sua namorada, não é?
Com um beijo discreto nos lábios, Setsuna despediu-se com um sorriso da garota de cabelos negros. ‘Tenho que acabar o mais rápido possível esse bico... Ainda tem algo preocupando ela..’
Parou por um minuto olhando meio abobalhada para Konoka. A outra retribuiu-o expandindo seu sorriso característico. O momento tornou-se quase interminável, afinal, quem iria terminar um momento tão gostoso com sua recém namorada? Ainda mais quando a ama há tanto tempo.
O olhar tornou-se um toque no rosto e, em seguida, passou para um carinho nos longos cabelos. A maga nada fazia, no máximo soltava um ruído fofo como se fosse um gato pedindo mais carinho.
Infelizmente, o celular da espadachim tocou. Era Mana chamando-a urgentemente para o Templo Tatsumiya, onde iriam se encontrar desde o ínicio. Apesar de não usar nenhum tom severo, aparentava mal humorada com o atraso da companheira. Provavelmente ainda não havia se encontrado com o capitão do clube de Biathlon hoje.
Em seguida Konoka decidira que preferia prevenir-se sobre qualquer ataque futuro. Foi até o trio da biblioteca e discutiu sobre a tal previsão que desejava fazer. Yue e Nodoka logo concordaram, mas Haruna discordou, mas avisara que, se desse certo, que ela teria que ser a primeira a saber.
Paru, como tem uma estranha percepção para o “cheiro do amor”, logo se ria sozinha, fazendo todas ali presentes estranharem-na e desconfortáveis.
“Está aqui.” Yue apontava para o livro brilhante. “Divisão de Leitura da Sorte.” Descia o dedo até meados da folha à direita de seu corpo. “Previsão do Futuro Nível 01: Imagens e Ruídos.”
“Yue... Aqui diz que para qualquer nível de leitura da sorte se precisa de uma quantidade fora do comum de magia para que dê certo.. Será que conseguiremos?” O medo fazia a “livreira” esconder-se por de baixo das franjas extremamente compridas.
“Bem, vocês eu não sei...” A mangaká(desenhista de mangá) olhara maliciosamente para a maga de cabelos chocolate. “Mas essa aqui consegue com certeza... Tanto pela quantidade de magia... tanto pela vontade...” O sorriso se alargava proporcionalmente ao corado de Konoka.
“E-Então vamos começar!” Dizia a maga enquanto pegava um pedaço de giz.
Konoka e Nodoka seguiam as ordem de Yue, que ia lendo o Orbis(Livro). “Primeiro: desenhe um circulo mágico com uma estrela de 12 pontas no piso.”
“12 pontas!? Mas o que normalmente é usado é o de 6!” Haruna exclamava apavorada com a exigência de magia para a magia. “Não é a toa que não há muitos magos desse tipo de magia no mundo..”
“Após desenhado o circulo mágico, despeje pó de Youkai Raposa por este.” Yue lia altamente interessada nos “ingredientes” da magia. “Cada indivíduo deve se sentar nos lugares especificados pelas únicas partes sem o pó. Sem nenhuma exceção, o pó acertará o número de indivíduos que participarão da magia e concederá lugares específicos para cada um. O lugar será especificado para a pessoa para que este brilhará quando atravessado.” O tom de mistério que o livro revelava junto com as palavras era inacreditável.
“Após os indivíduos colocarem-se nos devidos lugares, deve-se repetir as seguintes palavras:”
Kosmike, vires tu lucis en mea direcione. (Cósmus, vire tua luz em minha direção.)
Pars secundas uses tu magica to khronon kristalline(Por segundos, use tua mágica para o futuro congelar.)
Khronon spiritus, mea mostrea tu vistas(Espírito do futuro, mostrem-me o que enxergas.)
Um clarão veio aos olhos de Konoka instantaneamente. Começara a enxergar figuras, como se fossem fotos passando em sua mente. A primeira, e mais apavorante, enxergava uma imagem devastadora de Setsuna em seus braços, ensangüentada, nas redondezas de Kyoto, mais especificamente no campo de flores, mas que agora era um mar de sangue em uma escuridão que nunca vira antes. Sons vinham há seus ouvidos. Escutara vários “amo”, “chore” e ruídos de dor e tristeza.
Quando menos esperava, a imagem mudara para um momento de luxúria onde esta estava deitada, em um futon com Setsuna segurando-a ternamente, ambas nuas, com faces cansadas e coradas, porém satisfeitas, como se seus desejos estivessem realizados. Sons de risadas e alguns “gostoso” e “quente” eram trilha sonora da previsão. Nunca pensara que o relacionamento entre elas iria se expandir tão rápido, pois na imagem elas ainda tinham a mesma aparência de agora.
A terceira, e última, imagem era de uma Konoka sozinha, em uma escuridão onde não se via mais nada. A garota parecia perdida e assustada por uma misteriosa razão. O completo silêncio era apavorante até para a que via, mas não entendia nada do que era o previsto. Via em seus próprios olhos um temor milhões de vezes pior do que na atual situação. Era o seu maior pesadelo aparecendo em sua frente, pelo que conseguia interpretar de sua face aterrorizada.
Acordara após ver as previsões. As três garotas correram até ela apavoradas. Já havia anoitecido e a garota tinha desmaiado logo após as palavras de ativação da magia serem recitadas.
Konoka estava tonta e confusa. Lembrava-se do que acabara de passar, porém, logo vieram lágrimas aos seus olhos. A garota que tanto queria ver o futuro e que o conseguiu de fato, recebera um efeito colateral. Um que as outras garotas na sala não receberam, pois não viram coisa alguma após as palavras. O efeito era certamente algo que não valeria a pena para o resultado bem sucedido do feitiço. Agora, a garota de cabelos chocolate, não tinha mais em mente a coisa mais importante de sua vida, suas memórias...
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Respondendo uma leitora as preças... uns.. devo colocar mais cenas do passado.. mas naum tantas.. acho XD
Bem... O que acharam? Irão me matar? ^^’’
Espero que naum! Ahahahuahuahuauha
Mas podem esperar.. vai ficar muito bom o enredo, desde que eu tenha paciência! >D
To com um medo, pq esse capitulo eu fiz mais corrido, pq queria colocar logo pra ver a reação do pessoal ^^
Então não me foquei muito no fato do começo de namoro delas.. acho que isso fez o cap não ficar tão bom.. mas como ainda to dando uma revisada no cap enquanto escrevo esses comentários, talvez ele melhore! XD
Além disso, na cena do pedido de namoro.. não sei se acabei tornando a Setsuna muito feminina e chorona.. ¬¬
Acho que vou mudar e postar a versão final (sem mudar esses comentários aki pq to com preguiça) jah no 1º post que fizer desse cap..
Aaahhh... e pra quem jah viu o filme “Um Amor para Recordar”... Reconheceram a frase do filme? A do “o amor eh como o vento e-mais-o-resto”... >D
Foi uma homenagem há pessoa que me recomendou o filme *Se coloca num canto escondendo o rosto*(Será que ela ainda lê as fics que posto aqui? XD)
Bjus e até o próximo conjunto de fics postadas ao mesmo tempo! >D
MaStErEd NeGiMa - LiVeS cEnA 19
Eu quero que Lives fique com um astral mais fofffoooo
Tah taaauuummm depreeeeeee ;[
Quero cenas fofas Kono-Setsuuuu
Deve ser por isso que to enchendo disso no Partners! uauahahuauhahuauhahu
Espero que todos gostem do cap! o/
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CENA 19: O DIA SEGUINTE
Asuna caminhava lentamente de volta a republica estudantil naquela quinta-feira. O dia havia amanhecido cinzento e havia um temor no interior da jovem. Konoka não havia voltado para o quarto depois de ter falado coisas estranhas sobre “monstruosidades” e “auto destruir-se” e sair sem dizer aonde iria. Depois da cena que havia visto à tarde e do papo estranho de Setsuna a bakaranger não sabia o que pensar. Teriam Konoka e Setsuna se encontrado, conversado e acertado tudo? Sua mente dizia que não. Teriam se encontrado, brigado e se desentendido para sempre? Por que tinha que ficar tendendo a crer nessa opção! Isso não era nada bom! Nada mesmo!
Ao passar por uma das árvores do parque que havia naquela parte da república estudantil Asuna percebeu a presença familiar e se virou para ver uma Setsuna deitada no grosso galho a cima:
- Setsuna?! – a ruiva nem parou um segundo para refletir se seria melhor deixar a amiga nos seus pensamentos em paz ou não. O que queria era saber o que havia de fato ocorrido, não por que fosse uma bisbilhoteira, mas por que se preocupava com suas grandes companheiras em Mahora, as pessoas que mais gostava no mundo. – O que aconteceu ontem?
Setsuna não se moveu por um momento. Olhava para o céu nublado daquela manhã. Havia se levantado cedo para uma seção de treinos forçados com propósito de se distrair dos pensamentos que acabara sem surtir o efeito esperado. Agora estava ali tentando não pensar em nada no exato momento em que a discípula e amiga aparece lhe jogando uma pergunta dessa de cara. A garota no solo chegou a pensar que havia sido ignorada completamente, mas no instante seguinte Setsuna saltou do galho pousando com firmeza no chão logo a sua frente:
- Bom, se quer mesmo saber... – disse olhando profundamente nos olhos da ruiva que teve certeza naquele momento que seus piores pressentimentos haviam se cumprido.
As duas caminharam um tempo pelo parque enquanto Setsuna narrava a cena da ultima noite. Asuna rapidamente percebeu o tom vazio que a outra usava enquanto repetia as palavras absurdas de Setsuna-P. Mesmo tendo uma vontade enorme de parar pra xingar a shikigami, Asuna respeitou os sentimentos de sua amiga e esperou em silencio que esta terminasse:
- Hum? E você só disse isso antes de voltar para o seu quarto? – perguntou Asuna incrédula quando a amiga terminou seu discurso. Setsuna fintou os olhos dela com um olhar que dizia claramente “O que você queria que eu fizesse?”.
A ruiva engoliu em seco:
- Puxa... você não devia ter feito isso... – reclamou mesmo assim a bakaranger. – Cara, a Konoka não voltou pro quarto depois daquilo. Eu liguei pra ela mil vezes e ela só me mandou isso. – disse mostrando o celular pra outra com uma mensagem de texto mínima “Preciso ficar sozinha. Não se preocupe.”.
Foi Setsuna quem engoliu em seco desta vez. Ainda não havia parado para refletir sobre o que Konoka deveria estar sentindo com aquilo tudo. Sentiu-se um lixo humano por não levar em conta os sentimentos de sua querida “Kono-chan”. Porém, mesmo agora parando para pensar, não sentia vontade alguma de encarar Konoka, parecia que havia surgido uma barreira entre elas naquele terraço na noite anterior. Teve medo de que não mais conseguisse falar com sua querida e dividiu esse sentimento com Asuna:
- Ah... – a ruiva sentiu um nó na garganta pelas amigas. Ambas pareciam muito mal com tudo aquilo. – Caraca... sabe, eu tenho certeza de que você e a Konoka não vão passar o resto da vida sem se encarar ou falar... então... talvez seja melhor esperar a poeira baixar... depois tudo se conserta...
- ... – Setsuna perdeu novamente o olhar no céu cinzento como sua alma naquela manhã.
“Espero que você esteja certa Asuna... espero mesmo...”.
Negi Springfield entrava no quarto que dividia com Konoka e Asuna na república estudantil cansado. Já era fim da tarde e tinha tido um “dia” puxado de treinos no resort de sua mestra vampira. Tudo o que queria era relaxar e quem sabe se enfiar na cama de Asuna pra ter uma agradável noite de sono mesmo que talvez no dia seguinte isso lhe custasse um enorme galo na cabeça.
Ao entrar no quarto, porém, o ruivo deparou-se com uma cena inesperada: uma Asuna enraivecida esbravejando do alto de sua cama discutindo com uma Konoka igualmente irritada que se dirigia ao hall de entrada do aposento com uma toalha no ombro esquerdo:
- Por que você não deixa de idiotice e vai logo pedir desculpas dela?! Afinal você fez uma burrice sem tamanho, não? – perguntou a ruiva com o rosto vermelho pela exaltação. Konoka também estava vermelha e, Negi notou com um sobressalto, tinha lágrimas nos cantos dos olhos.
- Por que não para de se meter na vida dos outros e se declara de vez pro seu mago de estimação heim?! – esbravejou de volta Konoka antes de passar pelo professor sem nem ao menos notá-lo e sair batendo a porta com força. Asuna abafou um grito de raiva no travesseiro antes de descer do beliche e se dirigir à cozinha, provavelmente para compensar a raiva com comida.
- Mas o que houve aqui, Kamo? – perguntou o garoto abobado indo lentamente até a cozinha ao arminho que também assistira a cena na cabeça do “cliente” sem dizer uma palavra.
- Parece que a coisa fedeu Aniki... deve ser alguma treta entre a Setsuna-neesan e a Konoka-neesan... – declarou o arminho com tom de temor.
- Hã? A Setsuna e a Konoka? – Negi perguntou sem entender. – Mas como assim Kamo?
O arminho suspirou com um tom de “crianças” antes de responder:
- Ce num percebeu que rolou uma treta entre as duas antes da viagem da Setsuna-neesan, Aniki? – perguntou o furão sem acreditar na ingenuidade do garoto.
- Treta?! – Negi ficou ainda mais perdido com a pergunta.
- Ai ai... você é mesmo muito marreco Aniki... – comentou Kamo com uma gota. – As duas tão de rolo Aniki... de namoro...
O jovem mago engasgou à revelação e ficou estático no mesmo local perto da entrada da cozinha. Demorou alguns segundos até que voltasse a se mexer, parecia estar processando a incrível verdade por detrás das palavras do companheiro de jornada. “Setsuna e Konoka...na...moro?...beijo de.... garotas????”. O professor teve que se conter para não babar no terno novo que havia comprado a menos de um mês:
- Aniki? – chamou Kamo preocupado com a cara de tacho do garoto. – Que te deu moleque?
Negi despertou de um estalo. Sem dizer uma palavra ao arminho entrou como um furacão na cozinha surpreendendo uma Asuna que carregava diversas torradas em um prato e uma na boca:
- Ne...?
- A Setsuna e a Konoka estão namorando Asuna? – perguntou o mago sendo tão direto que fez Asuna quase atirar o prato para o alto. “O Negi ainda não tinha percebido?” pensou a ruiva se recuperando do susto inicial(*gota*).
- Ah... bom... era quase isso... mas parece que as coisas tão complicadas agora.. – respondeu com um tom evasivo. Provavelmente o garoto ainda não tinha mentalidade para compreender coisas tão complexas e profundas.
- Quê? Não estão?... – o mago parou para refletir por um minuto, a ruiva aproveitou para voltar a sua cama com as torradas que havia selecionado (“Como será que a Anesan tem tanta energia comendo tanta bobagem?” se questionou Kamo). – Houve algo relacionado com a Pee-chan? Digo, Setsuna-P? Ela causou uma briga feia entre as duas Asuna? – questionou o ruivo conseguindo fazer a ruiva derrubar o lanche no chão tamanha precisão que tivera. – Era por isso que você e a Konoka estavam discutindo? Você esta tentando ajuda-las Asuna?
- Tempo aí pirralho!!! – exclamou Asuna ficando tonta com tantas afirmações e perguntas simultâneas. Desceu do beliche novamente para juntar sua comida. Ficou em silêncio por um minuto enquanto catava as torradas e recolocava-as no prato que por sorte era descartável e não quebrara. Por essa não esperava, não havia percebido que o garoto era tão “sensitivo” a esse tipo de coisa. Seria alguma habilidade de mago? Quando terminou a garota sentou à mesa no centro do quarto sendo seguida pelo menino que esperava ansioso pelas suas respostas. – Acertou em cheio.
- Puxa... – Negi tinha um tom triste a Asuna se surpreendeu ao ver lágrimas nos olhos do garoto, não apenas ela, mas Kamo também (“Quê isso, Aniki...” disse o arminho). – Elas devem estar sofrendo Asuna... as duas se gostam tanto...
- Hã? Er... bem... estão mesmo, essa bakas... – Asuna irritou-se enfiando uma torrada inteira na boca e mastigando com um olhar feio para a janela.
- Por isso você estava dizendo pra Konoka ir falar com a Setsuna... – concluiu Negi sem perguntar nada. – Você é mesmo uma pessoa incrível Asuna... – A ruiva corou ainda mirando o céu cinzento que predominara durante o dia. – É verdade... hoje a Konoka nem apareceu na aula... e não veio dormir ontem...
- Oh... bingo. – confirmou a ruiva sem emoção. A verdade é que estava mesmo preocupada com as duas, mas a atitude de Konoka a estava irritando: desde quando fugir dos problemas vai resolver alguma coisa? Que garota idiota! Por que não dizer a Setsuna como estava arrependida e se entender logo?! Nem que fosse pra concordarem em dar um tempo ou (muito pior) se separarem de vez! Uh... não queria mesmo que a segunda alternativa fosse mesmo uma alternativa, mas não surportava aquele clima de “suspensão”. Nada acontece e apenas se espera... que bakas!
- Asuna, temos que ajuda-las! – disse o mago como se aquela fosse uma missão de um verdadeiro Magister Nagi. A ruiva o encarou séria antes de responder.
- Fico feliz que esteja querendo ajudar também, mas deixe o trabalho sujo de sair no tapa com a Konoka comigo. Você pode ir fazendo a cabeça da Setsuna com seus conselhos sábios que não segue.
- Ah.. – o ruivo se sentiu um pouco ofendido, mas aceitou com gosto a sua missão. Se aquelas duas iam querer fazer tudo da maneira mais difícil, pelo menos iam ter os amigos mais intrometidos do mundo para tentar acorda-las das maneiras mais inconvenientes possíveis!
Amigos de verdade às vezes são um pé no saco mesmo!
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Mais caps semana que vem! (Ou um dia XD)
OBS: Naum se esqueçam de ler o Partners cap 3 no post abaixo o/
Tah taaauuummm depreeeeeee ;[
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Espero que todos gostem do cap! o/
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CENA 19: O DIA SEGUINTE
Asuna caminhava lentamente de volta a republica estudantil naquela quinta-feira. O dia havia amanhecido cinzento e havia um temor no interior da jovem. Konoka não havia voltado para o quarto depois de ter falado coisas estranhas sobre “monstruosidades” e “auto destruir-se” e sair sem dizer aonde iria. Depois da cena que havia visto à tarde e do papo estranho de Setsuna a bakaranger não sabia o que pensar. Teriam Konoka e Setsuna se encontrado, conversado e acertado tudo? Sua mente dizia que não. Teriam se encontrado, brigado e se desentendido para sempre? Por que tinha que ficar tendendo a crer nessa opção! Isso não era nada bom! Nada mesmo!
Ao passar por uma das árvores do parque que havia naquela parte da república estudantil Asuna percebeu a presença familiar e se virou para ver uma Setsuna deitada no grosso galho a cima:
- Setsuna?! – a ruiva nem parou um segundo para refletir se seria melhor deixar a amiga nos seus pensamentos em paz ou não. O que queria era saber o que havia de fato ocorrido, não por que fosse uma bisbilhoteira, mas por que se preocupava com suas grandes companheiras em Mahora, as pessoas que mais gostava no mundo. – O que aconteceu ontem?
Setsuna não se moveu por um momento. Olhava para o céu nublado daquela manhã. Havia se levantado cedo para uma seção de treinos forçados com propósito de se distrair dos pensamentos que acabara sem surtir o efeito esperado. Agora estava ali tentando não pensar em nada no exato momento em que a discípula e amiga aparece lhe jogando uma pergunta dessa de cara. A garota no solo chegou a pensar que havia sido ignorada completamente, mas no instante seguinte Setsuna saltou do galho pousando com firmeza no chão logo a sua frente:
- Bom, se quer mesmo saber... – disse olhando profundamente nos olhos da ruiva que teve certeza naquele momento que seus piores pressentimentos haviam se cumprido.
As duas caminharam um tempo pelo parque enquanto Setsuna narrava a cena da ultima noite. Asuna rapidamente percebeu o tom vazio que a outra usava enquanto repetia as palavras absurdas de Setsuna-P. Mesmo tendo uma vontade enorme de parar pra xingar a shikigami, Asuna respeitou os sentimentos de sua amiga e esperou em silencio que esta terminasse:
- Hum? E você só disse isso antes de voltar para o seu quarto? – perguntou Asuna incrédula quando a amiga terminou seu discurso. Setsuna fintou os olhos dela com um olhar que dizia claramente “O que você queria que eu fizesse?”.
A ruiva engoliu em seco:
- Puxa... você não devia ter feito isso... – reclamou mesmo assim a bakaranger. – Cara, a Konoka não voltou pro quarto depois daquilo. Eu liguei pra ela mil vezes e ela só me mandou isso. – disse mostrando o celular pra outra com uma mensagem de texto mínima “Preciso ficar sozinha. Não se preocupe.”.
Foi Setsuna quem engoliu em seco desta vez. Ainda não havia parado para refletir sobre o que Konoka deveria estar sentindo com aquilo tudo. Sentiu-se um lixo humano por não levar em conta os sentimentos de sua querida “Kono-chan”. Porém, mesmo agora parando para pensar, não sentia vontade alguma de encarar Konoka, parecia que havia surgido uma barreira entre elas naquele terraço na noite anterior. Teve medo de que não mais conseguisse falar com sua querida e dividiu esse sentimento com Asuna:
- Ah... – a ruiva sentiu um nó na garganta pelas amigas. Ambas pareciam muito mal com tudo aquilo. – Caraca... sabe, eu tenho certeza de que você e a Konoka não vão passar o resto da vida sem se encarar ou falar... então... talvez seja melhor esperar a poeira baixar... depois tudo se conserta...
- ... – Setsuna perdeu novamente o olhar no céu cinzento como sua alma naquela manhã.
“Espero que você esteja certa Asuna... espero mesmo...”.
Negi Springfield entrava no quarto que dividia com Konoka e Asuna na república estudantil cansado. Já era fim da tarde e tinha tido um “dia” puxado de treinos no resort de sua mestra vampira. Tudo o que queria era relaxar e quem sabe se enfiar na cama de Asuna pra ter uma agradável noite de sono mesmo que talvez no dia seguinte isso lhe custasse um enorme galo na cabeça.
Ao entrar no quarto, porém, o ruivo deparou-se com uma cena inesperada: uma Asuna enraivecida esbravejando do alto de sua cama discutindo com uma Konoka igualmente irritada que se dirigia ao hall de entrada do aposento com uma toalha no ombro esquerdo:
- Por que você não deixa de idiotice e vai logo pedir desculpas dela?! Afinal você fez uma burrice sem tamanho, não? – perguntou a ruiva com o rosto vermelho pela exaltação. Konoka também estava vermelha e, Negi notou com um sobressalto, tinha lágrimas nos cantos dos olhos.
- Por que não para de se meter na vida dos outros e se declara de vez pro seu mago de estimação heim?! – esbravejou de volta Konoka antes de passar pelo professor sem nem ao menos notá-lo e sair batendo a porta com força. Asuna abafou um grito de raiva no travesseiro antes de descer do beliche e se dirigir à cozinha, provavelmente para compensar a raiva com comida.
- Mas o que houve aqui, Kamo? – perguntou o garoto abobado indo lentamente até a cozinha ao arminho que também assistira a cena na cabeça do “cliente” sem dizer uma palavra.
- Parece que a coisa fedeu Aniki... deve ser alguma treta entre a Setsuna-neesan e a Konoka-neesan... – declarou o arminho com tom de temor.
- Hã? A Setsuna e a Konoka? – Negi perguntou sem entender. – Mas como assim Kamo?
O arminho suspirou com um tom de “crianças” antes de responder:
- Ce num percebeu que rolou uma treta entre as duas antes da viagem da Setsuna-neesan, Aniki? – perguntou o furão sem acreditar na ingenuidade do garoto.
- Treta?! – Negi ficou ainda mais perdido com a pergunta.
- Ai ai... você é mesmo muito marreco Aniki... – comentou Kamo com uma gota. – As duas tão de rolo Aniki... de namoro...
O jovem mago engasgou à revelação e ficou estático no mesmo local perto da entrada da cozinha. Demorou alguns segundos até que voltasse a se mexer, parecia estar processando a incrível verdade por detrás das palavras do companheiro de jornada. “Setsuna e Konoka...na...moro?...beijo de.... garotas????”. O professor teve que se conter para não babar no terno novo que havia comprado a menos de um mês:
- Aniki? – chamou Kamo preocupado com a cara de tacho do garoto. – Que te deu moleque?
Negi despertou de um estalo. Sem dizer uma palavra ao arminho entrou como um furacão na cozinha surpreendendo uma Asuna que carregava diversas torradas em um prato e uma na boca:
- Ne...?
- A Setsuna e a Konoka estão namorando Asuna? – perguntou o mago sendo tão direto que fez Asuna quase atirar o prato para o alto. “O Negi ainda não tinha percebido?” pensou a ruiva se recuperando do susto inicial(*gota*).
- Ah... bom... era quase isso... mas parece que as coisas tão complicadas agora.. – respondeu com um tom evasivo. Provavelmente o garoto ainda não tinha mentalidade para compreender coisas tão complexas e profundas.
- Quê? Não estão?... – o mago parou para refletir por um minuto, a ruiva aproveitou para voltar a sua cama com as torradas que havia selecionado (“Como será que a Anesan tem tanta energia comendo tanta bobagem?” se questionou Kamo). – Houve algo relacionado com a Pee-chan? Digo, Setsuna-P? Ela causou uma briga feia entre as duas Asuna? – questionou o ruivo conseguindo fazer a ruiva derrubar o lanche no chão tamanha precisão que tivera. – Era por isso que você e a Konoka estavam discutindo? Você esta tentando ajuda-las Asuna?
- Tempo aí pirralho!!! – exclamou Asuna ficando tonta com tantas afirmações e perguntas simultâneas. Desceu do beliche novamente para juntar sua comida. Ficou em silêncio por um minuto enquanto catava as torradas e recolocava-as no prato que por sorte era descartável e não quebrara. Por essa não esperava, não havia percebido que o garoto era tão “sensitivo” a esse tipo de coisa. Seria alguma habilidade de mago? Quando terminou a garota sentou à mesa no centro do quarto sendo seguida pelo menino que esperava ansioso pelas suas respostas. – Acertou em cheio.
- Puxa... – Negi tinha um tom triste a Asuna se surpreendeu ao ver lágrimas nos olhos do garoto, não apenas ela, mas Kamo também (“Quê isso, Aniki...” disse o arminho). – Elas devem estar sofrendo Asuna... as duas se gostam tanto...
- Hã? Er... bem... estão mesmo, essa bakas... – Asuna irritou-se enfiando uma torrada inteira na boca e mastigando com um olhar feio para a janela.
- Por isso você estava dizendo pra Konoka ir falar com a Setsuna... – concluiu Negi sem perguntar nada. – Você é mesmo uma pessoa incrível Asuna... – A ruiva corou ainda mirando o céu cinzento que predominara durante o dia. – É verdade... hoje a Konoka nem apareceu na aula... e não veio dormir ontem...
- Oh... bingo. – confirmou a ruiva sem emoção. A verdade é que estava mesmo preocupada com as duas, mas a atitude de Konoka a estava irritando: desde quando fugir dos problemas vai resolver alguma coisa? Que garota idiota! Por que não dizer a Setsuna como estava arrependida e se entender logo?! Nem que fosse pra concordarem em dar um tempo ou (muito pior) se separarem de vez! Uh... não queria mesmo que a segunda alternativa fosse mesmo uma alternativa, mas não surportava aquele clima de “suspensão”. Nada acontece e apenas se espera... que bakas!
- Asuna, temos que ajuda-las! – disse o mago como se aquela fosse uma missão de um verdadeiro Magister Nagi. A ruiva o encarou séria antes de responder.
- Fico feliz que esteja querendo ajudar também, mas deixe o trabalho sujo de sair no tapa com a Konoka comigo. Você pode ir fazendo a cabeça da Setsuna com seus conselhos sábios que não segue.
- Ah.. – o ruivo se sentiu um pouco ofendido, mas aceitou com gosto a sua missão. Se aquelas duas iam querer fazer tudo da maneira mais difícil, pelo menos iam ter os amigos mais intrometidos do mundo para tentar acorda-las das maneiras mais inconvenientes possíveis!
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Posted by Se-chan
PaRtNeRs CaP 03
Gente, antes de tudo, eu queria dar umas explicações de tanta demora.
Pra quem naum acompanha a comunidade Setsuna & Konoka no orkut deve tah sendo confuso tanto tempo sem fic (pelo menos naum lembro de citar aki nada)
Eu to de férias, num bauneário, e to sem internet, nem telefone, soh o celular mesmo.
Entaum... pra postar.. tenho que ir em lan house..
Outra explicação da demora eh que a Mazaki me mandou soh ateh o cap 20 de Lives.. entaum to completamente sem pressa..
Outras coisas que taum ocupando o meu tempo saum os meus progetos paralelos.. que to inventando do nada pra ocupar meu tempo XD
Um eh um outro blog.. onde falarei mais das musicas de negima, seiyuus, shows e variantes.. mas nada sério.. provavelmente sairia um post por mês uhahahuauha
Jáaaa o outro... Eh um fansub.. Sim.. eu jah tenho o Negima Daisuki.. mas o problema de lah eh que ninguém se mexe pra nada.. e isso me irrita, como fã do manga e como “profissional” do meio. Gosto de fazer tudo prático e os caras de lá taum se fresqueando pra conseguir a legenda do Parallel(Live Action) separadamente... Além da demora de tradução.. jah fico mais impaciente pq faço o timming de um ep em um dia soh.. enquanto os outros ficam coçando e demoram meses pra colocar on-line o ep ¬¬
Pooorr isso, quero fazer um fansub.. pro MEU gosto de anime.. ou seja.. especialmente para garotas! >D
Contendo: Comédia, Comédia-Romantica, Romance, Shoujo-Ai(Pq muitas gurias naum saum de ferro! XD), entre outros mais populares.
Primeira coisa que vocês NAUM vaum ver no sub é: ANIMES AO ESTILO DBZ-NARUTO-BLEACH-ETC ... pq? Naum que eu naum goste, maaaaaassss 1º - naum eh shoujo(saum shonens de luta, ou seja, “masculino” demais), 2ººººººº - Naum tenho paciência pra fica legendando animes grandes XD
Primeiros animes que vocês vaum ver no sub se eu conseguir instalar um programa pra fazer legenda com karaokê(pq eu to usando o SubtitleWorkshop, mas ele não tem karaokê, e o AegiSub, o programa que eu uso pra mudar as fontes tem karaokê, mas ele tem que instalar online e eu tive que formatar a repartição onde instalo os programas = há eu não tenho nenhum programa realmente bom pra legendar XD): Kannazuki no Miko(Anime: Shoujo-Ai, Manga: Yuri), Azumanga Daioh(Uma das melhores comédias já feitas, na minha opinião), Negima Parallel(E o Daisuki que vá a *$@% que pariu! XD), Karekano(Romance com comédia, naum dah pra dizer que eh comédia-romantica, é sério demais e eh da Gainax(mesma empresa de Evangelion)! XD), Angelic Layer(Se eu achar o anime, já que naum tenho e soh li o manga no meu pc há alguns dias, já que tinha há anos num cd), Tsubasa Resevoir Chronicles(To pensando... Outro do clamp pra que neh? Algum dia eu jah devo legendar Sakura e Guerreiras Mágicas...Queria tbm Chobits.. mas eh muito masculino.. apesar de eu AMARRR akele manga, pra mim eh o melhor do clamp, sim eu sou burra.. naum sou taum fã de X, nem de outros, mas sou apaixonada pelo traço de Angelic Layer-Chobits.. eh fofo demais! XD), Otome wa Boku ni Koishiteru(Comédia-Romântica-Falso-Yuri... pq eh um cara que se veste de garota num colégio feminino.. o cara é dublado pela Yui Horie, Makie em Negima e Naru em Love Hina, e no final vc mal lembra que eh homem.. por isso.. “falso yuri”, a as yuris babam por “ela” e os homens ficam sem saber o que achar “dela” pq eh linda, mas eh homem, continua tendo “akilo”, mas eh “delicada”, “fofa” e tudo de bom XD .. um verdadeiro anime somente para bissexuais desfrutarem totalmente uahuahhaah .. outra comédia EXTREMAMENTE boa! Aconselho a todos, o traço eh lindo e vcs vão se matar rindo dos SDs, super deformeds, do anime! Vicio-me(maldita auto-correção do Word XD) cada vez mais quando re-vejo ele, jah vi 3 vezes o anime inteiro desde que entrei de férias e naum me enjôo! >D)
AGORA.. o ponto principal do fansub, para quem agüentou a faladeira ateh agora XD, eh: Você se cansa de fikar baxando anime que demora pra sair subado em port? Vc começa a baxar ele em inglês ou em Raw(Seja por torrent, youtube, google vídeo, ...) soh pra ver como termina e dpois naum volta a baxar pq tem preguiça? Agora chegou o Shoujo-Anime! Animes distribuídos com legenda separada (onde vc pode abrir o vídeo normalmente com a legenda, desde que essa esteja com o mesmo nome do vídeo, mesma pasta e tenha o programa VobSub instalado XD), para vc naum precisar passar trabalho baxando o vídeo inteiro novamente soh pq tem menos de 100kb há mais por causa da legenda inclusa!
Naum sei se soh eu que baxo os animes assim.. mas se der certo.. eu continuo com o projeto! /o/
Se eu conseguir os animes em raw, eu posso incluir as legendas e fazer opload tbm separado... mas tanto faz.. se der.. deu.. se naum der.. naum deu xD
Como eu vou traduzir tudo? Naum vou! Vou olhar vídeos de outros subs e revisar a legenda, pedir autorização pra copiar e distribuir! Se naum autorizarem? Distribuo tbm! Nunca irão saber! Sabe pq? Pq to aprendendo japonês sozinha e digo que eu traduzi ou digo que foi a coitada da Milk-chan que sabe japonês! Uahuahuahauhuha (empurrar a culpa pra amiga.. que feio Se-chan XD)
Mas vou traduzir animes que tenho em inglês (já que naum tive a paciência de esperar subarem em português), jah que to virando especialista nisso e jah completei meu curso de inglês com curso intermediário completo! (em três anos, +-, quatro livros, belezura naum!? >D) Eu também poderia pegar filmes e subar.. mas provavelmente naum muitos, pq filmes voltados pra mulheres normalmente saum complexos, chorões e água-com-açucar... Epa.. esses saum tipos que eu gosto! uhauahauhauh Se bem que tenho mania por filmes de terror XD (gosto estranho naum? heh) Entaum.. se eu traduzir filmes.. hmmm.. dexa eu ver.. provavelmente pegarei meus favoritos.. entaum deve ter na lista “Imagine eu e você” (lindo romance Yuri entre duas mulheres lindas! *.* Tah virando meu filme favorito), “Um Amor para Recordar” (Bem... aconselhado por alguém importante na minha vida, pelo menos no passado e presente, entaum... acho que naum pode ficar de fora *corada*), “O Último Samurai” (Naum poderia faltar, jah que eh pra mulheres... a desculpa será: “tem muito homem bonito!” auhauhauhauhauhahuauh), “Memórias de uma Gueixa” (Vai dizer que esse filme naum eh perfeito???? *.* E ainda com TANTA mulher bonita!! huahauhauhauhauh), “Nana 1 e 2” (Sim! >D Pegarei os dois filmes e farei legenda! Mesmo que eu tenha que morrer pra isso! /o/), “Love My Life” (Filme versão Live Action de um manga que eu nunca ouvi falar, se alguém conhece ... me diga onde baxar que eu legendo ou traduzo o manga. Obs: nunca vi o filme XD). Por enquanto eu acho que é só de filmes! XD
Bem.. além disso.. vou fazer esse fansub pra realizar um desejo de longo prazo meu: Subar shows! XD
Eu sou fanática por shows de seiyuus e cantoras, entaum quero fazer pelo menos o karaokê e fazer opload pros sofredores que naum conseguem baxar os shows por torrent! XD
Shows como:
- Negima Dai Mahora Sai
- Negima Magical X’mas
- Negima Princess Festival
- Love Live Hina in Osaka
- Love Live Hina in Tokyo Bay
- Ayumi Hamasaki ARENA Tour
- Kotoko (Algum show que eu naum sei o nome e um dia eu conseguirei baxar XD)
- High and Might Color (Se eu conseguir algum deles XD)
- E mais alguns XD
Sugestões, xingamentos e afins deixem nos comentários abaixo xD
Agorrraa!!! FICS!!! >D
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03 – O Romance que se Intensifica com a Lua
De repente escutaram-se, vindo dos corredores, sons interpretados como leves risadas e passos rápidos, escondidos pela escuridão. As moradoras não sabiam o que era, mas o mais provável era que fosse um casal secreto tentando passar um tempo a sós.
Bem, realmente era um casal secreto. Quer dizer, um casal que tentava ser secreto. Os passos foram escutados pela maior parte das moradoras e provavelmente as risadas talvez bastassem para se reconhecer as vozes.
Konoka puxava a espadachim pelo pulso com um sorriso enorme, estampado no rosto o dia inteiro, fazendo a mão da guarda-costas tocar de leve em seu ombro.
Enquanto subiam a escada que dava para o terraço escutaram uma voz vindo do corredor que haviam acabado de atravessar. Não podiam ser pegas no meio da noite fora de seus quartos, senão seriam levadas até o avô de Konoka por violarem regras dos dormitórios.
Conheciam essa voz, era Ayaka. Obviamente, a Iincho da sala 3-A era sempre preocupada com as regras, sendo dentro ou fora da sala, então colocou-se no posto de vigilância dos dormitórios. ‘Maldita Iincho!’ Pensava indignada a maga.
A espadachim segurou rapidamente Konoka e levou-a até o telhado antes que a representante da sala de ambas as vissem na escuridão dos corredores. Os corpos estavam colados, estavam escondidas atrás da porta que dava para o telhado. Setsuna sentira que já havia se sentido deste modo antes. Era estranho para a guarda-costas sentir um deja vú, não lembrava de ter muitos no decorrer de sua vida, isto a preocupava.
O cheiro adocicado de sua querida Kono-chan chegou-lhe as narinas rapidamente, por “culpa” da proximidade das duas. A guardiã avermelhou-se ao lembrar o porquê do deja vú. Fora causado pela lembrança de sua infância, o mesmo cheiro, o mesmo olhar, apesar do crescimento corporal causado pelo tempo decorrido.
A maga sorria-se com a preocupação de Setsuna. Queria mesmo ficar assim junto desta, mas não por causa de uma Iincho-chata, e sim por puro romantismo e calor humano. Desejava ver sua Set-chan declarando seu amor a ela, dizendo mil palavras de amor, seja em que língua fosse, apenas queria isso... O amor da garota expresso em palavras, mesmo sabendo que a outra não era das mais falantes e de melhor sentimentalismo.
Sabia que esta a amava, mas também sabia que Setsuna achava que não precisava expressar tal amor em palavras e gestos em público, mas isso não mudava o desejo de ver sua doce amada tomando coragem de enfrentar o mundo por ela. A sensação causada apenas pela imaginação da herdeira das Associações Mágicas já era boa demais... Imaginem só qual seria a verdadeira emoção causada pelo momento!
Deixando isso de lado, a maga olhou para a espadachim e apoiou seu rosto no ombro de Setsuna. Sabia que Ayaka já havia ido embora, mas queria aproveitar aquele momento com a garota. Poderia ser o último, nunca se sabe o que vai acontecer no futuro, não é?
Por mais contraditório que seja, a sensação calmante provocada pelo leve contato fazia seus corações apressarem-se levemente. A amargura que ambas sentiram ao lembrarem que ainda não poderiam fazer isso há qualquer momento veio num instante, e sumiu em outro. Não era hora de lembrar desse tipo de coisa, isso se deixa para qualquer outro momento, menos quando se está tão aconchegado.
Uma lembrança veio na mente da herdeira das Associações Mágicas, de uma bela noite, um pouco fria, lembrava, mas mesmo assim prazerosa, divertida e inesquecível.
“Né, Set-chan... Você lembra do dia do festival de Tanabata lá em Kyoto?” A espadachim mostrou um sorriso em seguida junto com um sinal de positivo com o rosto. “Você lembra dos fogos? Da fogueira? Da foto? Tudo?”
“Lembro até das nossas yukatas, heh.” Afirmava Setsuna com tom confiante.
“Aquele tempo era tão bom..” O suspiro que seguira após a fala da espadachim deixara Konoka confusa. Afinal, ela estava feliz com o estado atual da relação delas ou não?
A guarda-costas pôde parecer um pouco rude no momento, mas a verdade era que sua infância fora como um sonho, graças á graça de Deus(por mais sarcástico que isso pareça escrito) por ter posto em seu destino tal adorável criatura que era sua querida Konoe. Para Setsuna, o anjo não era ela, endeusada nunca conseguiria se ver. A verdadeira criatura divina sempre seria Kono-chan, a bela dama dos Konoe que sempre iria proteger, acima de si, acima da Ala Alba, incluindo seu estimado professor e sua amiga colegial que dá voadoras, acima das Associações Mágicas, ou seja, acima de qualquer coisa. Enfrentaria Deuses Gregos, Papas, Mães de Santo e o Exercito Americano se fosse preciso.
O silêncio de segundos passara como horas na lente estranhamente avoada da espadachim Shinmei. Apenas “acordara” após um toque que recebera no queixo e, em seguida, na bochecha, sentindo a pele lisa e confortável da face curiosa de Konoka.
“O que foi, Set-chan?”
“Nada.. Estava apenas lembrando algumas coisas..” O olhar ainda distante começara a fitar o céu aparentemente sem estrelas, apenas com a imagem da Lua iluminando seus corpos e a cidade acadêmica. “A noite está como naquele dia do Festival Tanabata, não?”
“É, só não tem aquele ventinho gostoso que batia no topo do morro..” Um sorriso doce invadia o rosto da maga. Lembrava-se do aroma, da vista, de sua Set-chan, de absolutamente tudo daquela noite querida.
Aos poucos foi recolocando sua face sob o ombro da amada e, ao fechar os olhos, fora como se tivesse voltado para aquela época de suas vidas, onde nada parecia dar errado e tudo era um paraíso.
A guardiã segurou-a mais delicadamente. As lembranças adquiridas naquele tempo não poderiam ser retiradas de suas mentes, nunca. Era algo precioso demais para alguém simplesmente não lembrar, como se fosse mais uma reles lembrança de uma infância sem grandes emoções. Era mais, extremamente maior, maior que quase tudo o que já viveram, afinal, naquele dia tiveram seu primeiro “encontro”, digamos assim.
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Estava anoitecendo, o sol indo em direção as montanhas da volta do castelo, era dia de Tanabata e a pequenina Konoe começava a arrumar-se para seu primeiro festival sem a supervisão de criados, tudo graças há sua Set-chan, que iria tomar-lhe conta.
Colocava uma yukata rosa claro, com detalhes de flores em branco, e com uma sandália de salto alto. Queria estar bem bonita, afinal, tinha que começar a agir como uma verdadeira dama, quer dizer, pelo menos é o que lhe diziam, o que queria era somente sair com a mais querida pessoa para ela, Set-chan.
Terminando de se arrumar, de pentear seus cabelos e de olhar-se milhões de vezes no espelho enorme que se localizava em seu quarto, Konoka correu em direção ao jardim de trás de sua casa para mostrar a sua ”amiga” o quanto levou a sério sua preparação para o festival dessa noite.
Mas, como nem tudo são rosas, a pequena futura grande maga não achara Setsuna. Porque diabos a criaturazinha tinha que sumir logo nesse momento? Disse que iria treinar no jardim e agora a Konoe estava e a pré-espadachim não. Afinal, há mais algum jardim nas redondezas?
Claro que tinha! Quando se lembrou do tal jardim ficara embaraçada, perante a lembrança fresquinha daquele dia onde seu rosto deparou-se com seu anjo protetor dando quase de boca, literalmente, nela.
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”Set-chan, por que você foi para o jardim das flores treinar naquele dia?” A curiosidade da maga veio há tona após tantos anos.
”Por que? Eu estava com saudade sua, mas não queria interrompê-la enquanto você trocava de roupa.” Uma pequena vermelhidão apareceu no rosto da espadachim. ”Lá é o único lugar onde eu conseguia matar saudades de você..”
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Chegando ao destino, a pequena Konoe achara finalmente sua ”amiga”. Estava treinando os poucos golpes que aprendera até então. Obviamente treinando para ser mais forte, para defender sua Kono-chan, sua querida e estimada primeira amiga e amor.
Nem sequer notara a presença do já razoável poder mágico da futura maga e continuou treinando. Apenas deu-se conta quando a outra meteu-se em seu caminho no meio de um golpe e a pré-espadachim acabara caindo ao chão de susto.
”Kono-chan!? Não me assuste assim!” Gritava afobadamente Setsuna. Tomara um grande susto, tinha que começar a aprender a sentir presenças em sua volta, senão um dia ainda iria morrer com um ataque súbito, seja por um inimigo real ou a futura maga brincando com seu pequeno coração.
”Desculpa Set-chan, mas é que eu não pude esperar você terminar! Olhe! Meu yukata não é bonito?” A pequenina perguntava enquanto dava uma volta sob o próprio corpo.
A pré-espadachim não havia ainda notado a roupa delicada da outra. Quando percebera, estava perdendo seus olhos visando a outra, achava, não, tinha certeza que nunca iria alcançar tamanha doçura no caminhar, no falar, em qualquer gênero. Se Kono-chan fosse uma deusa, certamente seria a da graciosidade (e isso existe!?) ” Est-Está .... Muito b-bonita, Kono-chan...”
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” Eu não tinha idéia do que falar naquela hora... Não pude disfarçar, você estava maravilhosa naquele yukata.” Comentava a, agora, espadachim para sua parceita.
” É... Você tava bem quieta mesmo naquela hora.. Por acaso você já tava me ‘cuidando’ naquela época?” A guarda-costas ficara sem jeito. Não é que já estivesse olhando para ela com OUTROS olhos, mas já era um olhar mais cuidadoso, admitia para si.
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” Ano.... Kono-chan, Hm... Você... quer brincar enquanto ainda não nos levam no festival? O medo faziam a pequena Setsuna abaixar a cabeça, fazendo-a apenas olhar para a outra com o canto dos olhos.
Um corado apareceu nas bochechas da futura maga e, com um pouco de receio, respondera afirmativamente. Mas o ” clima”(não se pode usar a palavra sem aspas pois ambas eram muito novas para ter um real c-l-i-m-a) fez com que surgisse sim um silêncio mortal e não risadas como de costume.
“Né, Set-chan... Vamos andar... pelas flores?” Perguntara a herdeira das Associações Mágicas enquanto tocava as pontas dos próprios dedos indicadores.
O clima parecia interminável. Mesmo com a pré-espadachim aceitando o convite, a caminhada estava sendo quieta e vergonhosa. Trocas de olhares causavam vermelhidão nas pequenas garotas.
A noite ia caindo e o silêncio continuava. As pequenas mocinhas ainda não haviam partido para o festival e continuavam a caminhar pelas flores. Luzes só haviam ao longe, aos poucos os rostos eram escurecidos pela noite sem alguma estrela. A lua vinha forte, mas não o bastante para pudesse se ver rostos nitidamente.
“Ano... Err..” A pequena Setsuna não sabia o que fazer, era estranho, não conseguia falar nada sem gaguejar, desde aquele maldito dia em que vira o rosto de Kono-chan sob as flores desde mesmo local. ‘Flores bakas!’ a pré-espadachim gritava em mente, mas secretamente sentia uma alegria por ter a oportunidade de voltar naquele local junto desta pequena ao seu lado.
Era estranho, incrivelmente incomum. Este sentimento que sentia. Era ..? Só poderia ser! Estava amando. Mas não poderia, garotas não amam garotas! Não! Mas estava amando! O que mais seria? O que mais poderia ser aquele calor que sentiu no coração, aquela palpitação fora do comum, aquela vontade de rir e chorar ao mesmo tempo vinha a tona enquanto olhava para Kono-chan e com a lua a iluminar o resto do mundo, menos a garota que estava com o rosto de costas para tal luz?
Já a pequena Konoe, via-se encurralada, Set-chan a estava olhando tão fixamente, estava ficando sem graça. Seu rosto começava a queimar de vergonha. Estava tão quente, principalmente seu peito. Aquele sentimento aquecendo seu coração, parecia tão bom, mas não podia contar tal coisa para sua querida primeira amiga, tinha tanto medo que esta fugisse, era a reação mais lógica que vinha na mente da garota.
A futura maga foi-se ao chão, sentou-se delicadamente e olhou para a pré-espadachim como se chamando-a para colocar-se ao lado dela. Tinha medo de que se ficasse muito perto desta revelaria seu segredo sem querer, mas não poderia ficar mais tempo sem trocar palavras com ela, não poderia ver-se longe desta, não queria isso, só de pensar sentia um tremor nas pernas.
Setsuna sentou-se ao lado da futura maga, temerosa, mas ao mesmo tempo com uma misteriosa vontade de sorrir. Assunto não lhe vinha em mente, mas sabia que em algum momento iria vir algo em mente para tirar este silêncio já enfurencedor.
“Ei, Set-chan, por que você tem treinado mais nos últimos dias?” A curiosidade veio na mente da garota, já que a outra intensificara seu treino logo após o dia que mudou sua vida.
“Bem.... é que...” A vermelhidão veio-lhe novamente, fazia isso demasiadamente nos dias após a visão de seu “anjo” entre as flores, será que passaria a fazer isso por toda a vida?(Pelo que conhecemos a garota-kendô até agora, a resposta é “sim”, não concordam?) “Eu sinto que tenho que te proteger...” Disse a garota olhando para uma flor logo a frente. “Eu... Quero te proteger...” Levantava o olhar até o horizonte. “Então estou treinando mais.. Para ficar forte...” Um leve sorriso aparecera no rosto da jovem. “Por que Kono-chan é muito importante para mim..” Segurando a mão da outra menina levemente, aos poucos ficara de mãos dadas com ela sobre a grama. “E não quero te perder..”
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“Aquela foi a primeira vez que te disse que queria te proteger..” Seguia abraçada a garota agora virada de costas, mas que permanecia olhando-a, de mãos dadas, com um sorriso terno.
“Eu queria muito pular naquela hora.” Comentava a maga risonhamente.
“Por isso que saiu querendo brincar depois?” A curiosidade subiu-lhe a mente.
“Mais ou menos... Também porque eu tava ficando muito sem jeito de ficar de mãos dadas com você!” Riu com gosto da lembrança.
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Certo tempo após as menininhas foram chamadas para saírem para o festival Tanabata. Entraram no carro sedan preto. Os bancos eram de couro, podia se sentir ainda o cheio do material do quão novo era este. As garotas sentaram-se uma ao lado da outra, com sorrisos bobos nos rostos, enquanto o motorista olhava seriamente pelo retrovisor para sair do estacionamento em frente ao “castelo” da Associação Mágica de Kansai.
A vista até o local era linda, coberta por árvores, suas flores cobriam a estrada de pétalas e o aroma das cerejeiras invadia o automóvel. Konoka abandonava seu lugar para colocar seu rosto para fora da janela, sentindo o vento, agora mais frio, as flores, o aroma. Enquanto isso Setsuna colocava-se prontamente na retaguarda, segurando a cintura da outra para que não houvesse problemas relacionados a uma certa pessoa caindo da janela.
“Ahh, Set-chan! Venha ver! O vento tá ótimo!” A futura maga puxava a outra com alegria. Realmente o vento estava gostoso, mas estava esfriando e isso começava a preocupar a pré-espadachim.
"Kono-chan, você trouxe algum casaco? Está ficando frio aqui. O noticiário também falou que ia esfriar cerca de 5 graus até a noite." Tendo sua pergunta totalmente ignorada, Setsuna puxou firmemente a garota para o lado de dentro do carro.
"Ei, Set-chan! Por que me puxou?"
"Por que chegamos Kono-chan!" Setsuna ria da garota que não notara a parada do carro diante do templo localizado numa região próxima a casa da Konoe.
Em seguida que sairam do automóvel, a pequena Setsuna sentiu um puxão no braço. Logo já estava sendo carregada pela herdeira das Associações para uma discreta barraca no início do festival.
"Set-chan, olhe! Peixes dourados! Vamos tentar pegar um?" Konoka perguntava com um olhar que praticamente obrigava a pré-espadachim responder afirmativamente.
"Ok, mas não se desaponte se não conseguirmos."
A futura maga pegou o equipamento de “caça” com o dono da banca e começou a tentar ganhar um peixe próximo a borda da pequena piscina. Desajeitada, não conseguia acertar a mira e continuar com o peixe tempo o bastante para colocá-lo num caquinho com água.
Setsuna colocou-se detrás da garota e segurou o pulso desta com certa pressão. "Está errado, Kono-chan." Encostando seu corpo nas costas da outra, colocando seu rosto no lado do de Konoka, e apoiando a mão que sobrara sobre a borda da piscina, Setsuna observou por alguns segundos o peixe dourado que a futura maga desejava pegar. "Tente não fazer muitas ondas, senão irá assustá-lo." Ao terminar, Setsuna esperou o animal aproximar-se levemente das mãos das garotas e, com um rápido movimento, pegara o peixe e colocou-o o mais rápido possível no saco plástico.
Só após a captura é que notou o que fizera. Konoka estava corada. Poderiam ainda não ter muita definição de corpo, afinal, tinham apenas 8 anos, mas a proximidade da garota já fora bastante "perturbadora".
A vergonha crescera de repente em Setsuna. Com um só pulo afastou-se alguns metros da outra.
A ojou(Bem, não acho justo colocar ojou(pelo que vi em School Rumble, significa “dondoca”, já que é sem o “-sama”), mas vou dexar “ojou” mesmo assim.) levantou-se, caminhando em direção a garota.
"Bem.. Aqui está Kono-chan.." A vermelhidão e o calor começavam a amenizar e o sorriso de Konoka fez com que seu coração subisse quase até o céu de felicidade.
"Obrigada, Set-chan." Com um beijo demorado na bochecha da garota agradeceu.(Essa ação da Konoka foi pra quem já viu o ep 8 do Negima Parallel/Live Action. A cena da Honya com o Negi.. heh)
E que BELO agradecimento. Setsuna não escondera a felicidade, sorrira, e muito, pelo ato carinhoso de sua amiga. Seus lábios tocando levemente sua face pareciam toques divinos, seu cheiro fora até suas narinas, embriagando-a de felicidade.
Mas como tudo que é bom dura pouco, Konoka logo deixou que seus lábios saísem do contato com a pré-espadachim, levantou-se e chamou a amiga para ir até outra barraca.
Na verdade, a futura maga não fazia idéia de onde ir, mas não queria seguir fazendo coisas que poderiam revelar seus verdadeiros sentimentos pela amiga, continuava com o medo desta fugir, achava que esse sentimento de insegurança nunca iria sair de seu peito. Olhara para os lados para ter alguma idéia, mas não conseguia pensar em nada. Set-chan já havia se colocado em seu devido lugar, ao lado da lady, e a herdeira das Associações começara a perder-se em seus pensamentos.
‘O que posso fazer? Kono-chan parece tão avoada.. Ela não falar o que pensa é tão extranho. Normalmente ela fala tudo para mim.. O que será que está acontecendo?’ A preocupação da mini guarda-costas já era notada por Konoka, mas esta nada conseguia fazer.
Tudo o que Setsuna acabou fazendo foi seguir seus instintos e chamou a futura maga para um lugar mais isolado. Caminharam por um certo tempo, até que chegassem ao topo de um morro, com vista para todo o festival. Haviam fogos de artifício, shows tradicionalistas.
‘Tanta luz e beleza juntas em um só lugar..’ Foi o que pensara Setsuna, mas não estava se referindo as luzes das ruas ou a quantidade excessiva de sakuras ao redor. Era a benevolência da pequena Konoe, havia notado há tão pouco tempo que amava esta, mas já queria tanto ficar sozinha num lugar assim com ela. Um suspiro soltara sem intenção alguma de pressionar a outra ou de causar vergonha na Konoe.
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“Set-chan..” A maga puxava a espadachim pela gola. “Por que naquela hora você deu um suspiro tão profundo..?”
“Porque eu estava junto de você, e isso era tudo o que eu queria naquela hora...” Konoka corou de leve e mostrou um leve sorriso. ‘Que bom....Set-chan...’
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A herdeira das Associações corou elevadamente, mas resistiu ao temor e arriscou ficar no local, com aquele “clima”, com aquela Set-chan que sabia que amaria sempre, com a certeza de que nunca iria diminuir seu amor por esta, tinha certeza, era a maior certeza que tinha na vida, nunca deixaria Set-chan, e desejava que a outra pensasse o mesmo, mais que tudo, mais que qualquer pensamento, mais que o mundo em que vive. Pode parecer exagerado para uma reles e inocente menina de 8 anos, mas estava apaixonada, perdidamente, e o que mais queria era ter a outra ao seu lado. Sabia que provavelmente iria ter problemas com relação à isso, já que ela mesma no começo não admitia para si, mas iria lutar por este sentimento, mesmo que isso significasse o rompimento de amizades, já que o amor é tudo e sem este tudo a garota não era nada.
As garotas olhavam-se calmamente, com olhares ternos, vocês sabem, aquele sentimento gostoso que vem na gente quando a gente sabe que nada pode dar errado, que mesmo que aconteça algo, nós iremos seguir em frente bem, mesmo que com arranhões, mesmo que prejudicados, o que nos é mais precioso continua com a gente, então nada nos faz realmente mal.
Setsuna vira o corpo da Konoe contorcer-se de frio. Encostara-se na garota e deu para esta o casaco que colocara por cima do próprio yukata por que sabia que iria esfriar. Cobriu-a não somente com um simples casaco, mas sim com seu corpo, colocou-se ao lado justamente para cobrir-lhe com o braço e, com o que sobrara, tocou-lhe as mãos e começara a aquece-las com toques, amorosos ou não, mas toques, o que fazia ambas corarem, mas não fugirem, continuavam abraçadas até que a futura maga ficasse aquecida adequadamente observando o céu escuro com somente a luz da Lua sob elas.
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“Nya, Set-chan... Aquele dia foi tãaaaoo bom!” A maga afundara o rosto sob o peito de Setsuna. A espadachim riu-se da fofura da garota, abraçou-a mais forte, confortou-a, e ficaram assim por volta de três horas. Não tinham pressa, tinham todo tempo do mundo, nada para temer, nada para pensar, podiam ficar ali calmamente, sem pensar no futuro que muitas vezes parecia assustador, cheio de desafios, por que ainda não oficializaram sua relação, não falaram para o avô de Konoka, não lutaram contra ninguém da Associação. Ainda tinham muito o que enfrentar, não precisavam apressar a angústia que iria vir mais tarde. Estavam ali, juntas, e isso era o que importava.
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GEEENNTEEE!!!!
EU AMEI RE-ESCREVER ESSE CAP!
ANTES DE EU RE-ESCREVER TAVA MTO YURI, PEVERTIDO E IRIA SER MTO PIOR QUE O ANTERIOR!
AGORA FICOU TAUM FOFO!
VALEU A PENA COMEÇAR A ESCREVER AOS POUCOS ESCUTANDO AS MUSICAS DO MEU MP3 PLAYER! XD
O estranho foi que eu fikei escutando musicas de animes Shoujo-ai/Yuri, como Kannazuki no Miko, Strawberry Panic, Otome wa Boku ni Koishiteru e Yami Hon no Tabibito uahuaahahuahuahu Será que deu inspiração? Masss.... Imaginação pra romance com musicas yuris? Sim!! >:D Animes Shoujo-ai/Yuri saum mto românticos! Quem viu principalmente Kannazuki e Strawberry sabe o que eh um verdadeiro romance mais realista entre personagens de manga/anime.
Como a Chikane-chan de Kannazuki disse no ep 3: “Himeko, você conhece Kaiawase? É da onde se originam as cartas Karuta.” Obs: Essas cartas saum akelas de ano novo, onde tem dois decks, um com o inicio de uma musica, e outro onde tem a continuação. O objetivo é achar a continuação da musica no segundo deck. “Para uma concha de dois lados, há apenas uma concha que combina com o outro. Apenas um par no mundo. Mas definitivamente existe um par. Eu penso que humanos não podem fugir da igualdade. Tem alguém no mundo esperando por você também. Você, apenas você, Himeko.Apenas uma pessoa. Com certeza. Não existe nenhuma pessoa que nasceu para ser sozinha. Você deve dar o seu melhor, devagar e com cautela, com o que você pode fazer. Depois você acha essa pessoa. Até lá eu, Eu irei te proteger” Obs 2: eu ... A-M-O essa cena!! *.* Chikane-chan, sua safada! Você disse isso soh pra dexar os teus fãs viciados nessa cena e mais lokos por você, neh criatura perfeita desse mundo! *.* (Gosto tanto do casal Chikane-Himeko quanto o Kono-Setsu! XD)
Ou como a Amane(Ela naum eh do casal principal, mas eh do meu casal favorito desse anime) de Strawberry disse no ep 4: “Eu também fiquei muito nervosa na minha primeira corrida. Fiquei tão nervosa que as minhas voltas foram terríveis. Ainda penso em desistir algumas vezes. Mas.. Sempre há coisas que nos levam à tristeza, raiva e desespero. Mesmo daqui para frente. Como também, há muitas coisas alegres e divertidas.” Obs: Nesse momento Amane faz com que Hikari coloque a mão no peito dela.(Não pensem bobagens! XD) “Como é?” Resposta: É quente...(Com direito a vermelhidão kawaii da Hikari) “Certo? É porque existem muitas coisas alegres aqui. Seu peito está quente também?” No final, sem a Amane colocar a mão no peito da Hikari(infelizmente XD), Hikari fica vermelha, paralisada com o quão fofa sua amada fora no momento, sendo que ela jah era apaixonada pela Amane, mas a Amane só conheceu ela agora XD
Ou seja... Casais Yuris podem ter seus momentos extremamente românticos, mesmo que após isso elas tenham momentos super hentais uahauhauhauhauhauh
ADOREI COLOCAR OS COMENTÁRIOS DAS PERSONAGENS NO MEIO DAS MEMÓRIAS!
Eu to falando bastante neh? Acho que eh o efeito “sem internet, sem comunicação” que eu tenho passado nos últimos tempos XD
PROXIMO CAP: COMEÇA A VERDADEIRA HISTÓRIA! SÉRIO, O FINAL DO CAP SERÁ PREOCUPANTE PRA TODO MUNDO QUE LER!! >D (E eu irei rir de todos muahahahah <- Risada Maligna Mor /o/)
Falow gente! o/
Pra quem naum acompanha a comunidade Setsuna & Konoka no orkut deve tah sendo confuso tanto tempo sem fic (pelo menos naum lembro de citar aki nada)
Eu to de férias, num bauneário, e to sem internet, nem telefone, soh o celular mesmo.
Entaum... pra postar.. tenho que ir em lan house..
Outra explicação da demora eh que a Mazaki me mandou soh ateh o cap 20 de Lives.. entaum to completamente sem pressa..
Outras coisas que taum ocupando o meu tempo saum os meus progetos paralelos.. que to inventando do nada pra ocupar meu tempo XD
Um eh um outro blog.. onde falarei mais das musicas de negima, seiyuus, shows e variantes.. mas nada sério.. provavelmente sairia um post por mês uhahahuauha
Jáaaa o outro... Eh um fansub.. Sim.. eu jah tenho o Negima Daisuki.. mas o problema de lah eh que ninguém se mexe pra nada.. e isso me irrita, como fã do manga e como “profissional” do meio. Gosto de fazer tudo prático e os caras de lá taum se fresqueando pra conseguir a legenda do Parallel(Live Action) separadamente... Além da demora de tradução.. jah fico mais impaciente pq faço o timming de um ep em um dia soh.. enquanto os outros ficam coçando e demoram meses pra colocar on-line o ep ¬¬
Pooorr isso, quero fazer um fansub.. pro MEU gosto de anime.. ou seja.. especialmente para garotas! >D
Contendo: Comédia, Comédia-Romantica, Romance, Shoujo-Ai(Pq muitas gurias naum saum de ferro! XD), entre outros mais populares.
Primeira coisa que vocês NAUM vaum ver no sub é: ANIMES AO ESTILO DBZ-NARUTO-BLEACH-ETC ... pq? Naum que eu naum goste, maaaaaassss 1º - naum eh shoujo(saum shonens de luta, ou seja, “masculino” demais), 2ººººººº - Naum tenho paciência pra fica legendando animes grandes XD
Primeiros animes que vocês vaum ver no sub se eu conseguir instalar um programa pra fazer legenda com karaokê(pq eu to usando o SubtitleWorkshop, mas ele não tem karaokê, e o AegiSub, o programa que eu uso pra mudar as fontes tem karaokê, mas ele tem que instalar online e eu tive que formatar a repartição onde instalo os programas = há eu não tenho nenhum programa realmente bom pra legendar XD): Kannazuki no Miko(Anime: Shoujo-Ai, Manga: Yuri), Azumanga Daioh(Uma das melhores comédias já feitas, na minha opinião), Negima Parallel(E o Daisuki que vá a *$@% que pariu! XD), Karekano(Romance com comédia, naum dah pra dizer que eh comédia-romantica, é sério demais e eh da Gainax(mesma empresa de Evangelion)! XD), Angelic Layer(Se eu achar o anime, já que naum tenho e soh li o manga no meu pc há alguns dias, já que tinha há anos num cd), Tsubasa Resevoir Chronicles(To pensando... Outro do clamp pra que neh? Algum dia eu jah devo legendar Sakura e Guerreiras Mágicas...Queria tbm Chobits.. mas eh muito masculino.. apesar de eu AMARRR akele manga, pra mim eh o melhor do clamp, sim eu sou burra.. naum sou taum fã de X, nem de outros, mas sou apaixonada pelo traço de Angelic Layer-Chobits.. eh fofo demais! XD), Otome wa Boku ni Koishiteru(Comédia-Romântica-Falso-Yuri... pq eh um cara que se veste de garota num colégio feminino.. o cara é dublado pela Yui Horie, Makie em Negima e Naru em Love Hina, e no final vc mal lembra que eh homem.. por isso.. “falso yuri”, a as yuris babam por “ela” e os homens ficam sem saber o que achar “dela” pq eh linda, mas eh homem, continua tendo “akilo”, mas eh “delicada”, “fofa” e tudo de bom XD .. um verdadeiro anime somente para bissexuais desfrutarem totalmente uahuahhaah .. outra comédia EXTREMAMENTE boa! Aconselho a todos, o traço eh lindo e vcs vão se matar rindo dos SDs, super deformeds, do anime! Vicio-me(maldita auto-correção do Word XD) cada vez mais quando re-vejo ele, jah vi 3 vezes o anime inteiro desde que entrei de férias e naum me enjôo! >D)
AGORA.. o ponto principal do fansub, para quem agüentou a faladeira ateh agora XD, eh: Você se cansa de fikar baxando anime que demora pra sair subado em port? Vc começa a baxar ele em inglês ou em Raw(Seja por torrent, youtube, google vídeo, ...) soh pra ver como termina e dpois naum volta a baxar pq tem preguiça? Agora chegou o Shoujo-Anime! Animes distribuídos com legenda separada (onde vc pode abrir o vídeo normalmente com a legenda, desde que essa esteja com o mesmo nome do vídeo, mesma pasta e tenha o programa VobSub instalado XD), para vc naum precisar passar trabalho baxando o vídeo inteiro novamente soh pq tem menos de 100kb há mais por causa da legenda inclusa!
Naum sei se soh eu que baxo os animes assim.. mas se der certo.. eu continuo com o projeto! /o/
Se eu conseguir os animes em raw, eu posso incluir as legendas e fazer opload tbm separado... mas tanto faz.. se der.. deu.. se naum der.. naum deu xD
Como eu vou traduzir tudo? Naum vou! Vou olhar vídeos de outros subs e revisar a legenda, pedir autorização pra copiar e distribuir! Se naum autorizarem? Distribuo tbm! Nunca irão saber! Sabe pq? Pq to aprendendo japonês sozinha e digo que eu traduzi ou digo que foi a coitada da Milk-chan que sabe japonês! Uahuahuahauhuha (empurrar a culpa pra amiga.. que feio Se-chan XD)
Mas vou traduzir animes que tenho em inglês (já que naum tive a paciência de esperar subarem em português), jah que to virando especialista nisso e jah completei meu curso de inglês com curso intermediário completo! (em três anos, +-, quatro livros, belezura naum!? >D) Eu também poderia pegar filmes e subar.. mas provavelmente naum muitos, pq filmes voltados pra mulheres normalmente saum complexos, chorões e água-com-açucar... Epa.. esses saum tipos que eu gosto! uhauahauhauh Se bem que tenho mania por filmes de terror XD (gosto estranho naum? heh) Entaum.. se eu traduzir filmes.. hmmm.. dexa eu ver.. provavelmente pegarei meus favoritos.. entaum deve ter na lista “Imagine eu e você” (lindo romance Yuri entre duas mulheres lindas! *.* Tah virando meu filme favorito), “Um Amor para Recordar” (Bem... aconselhado por alguém importante na minha vida, pelo menos no passado e presente, entaum... acho que naum pode ficar de fora *corada*), “O Último Samurai” (Naum poderia faltar, jah que eh pra mulheres... a desculpa será: “tem muito homem bonito!” auhauhauhauhauhahuauh), “Memórias de uma Gueixa” (Vai dizer que esse filme naum eh perfeito???? *.* E ainda com TANTA mulher bonita!! huahauhauhauhauh), “Nana 1 e 2” (Sim! >D Pegarei os dois filmes e farei legenda! Mesmo que eu tenha que morrer pra isso! /o/), “Love My Life” (Filme versão Live Action de um manga que eu nunca ouvi falar, se alguém conhece ... me diga onde baxar que eu legendo ou traduzo o manga. Obs: nunca vi o filme XD). Por enquanto eu acho que é só de filmes! XD
Bem.. além disso.. vou fazer esse fansub pra realizar um desejo de longo prazo meu: Subar shows! XD
Eu sou fanática por shows de seiyuus e cantoras, entaum quero fazer pelo menos o karaokê e fazer opload pros sofredores que naum conseguem baxar os shows por torrent! XD
Shows como:
- Negima Dai Mahora Sai
- Negima Magical X’mas
- Negima Princess Festival
- Love Live Hina in Osaka
- Love Live Hina in Tokyo Bay
- Ayumi Hamasaki ARENA Tour
- Kotoko (Algum show que eu naum sei o nome e um dia eu conseguirei baxar XD)
- High and Might Color (Se eu conseguir algum deles XD)
- E mais alguns XD
Sugestões, xingamentos e afins deixem nos comentários abaixo xD
Agorrraa!!! FICS!!! >D
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03 – O Romance que se Intensifica com a Lua
De repente escutaram-se, vindo dos corredores, sons interpretados como leves risadas e passos rápidos, escondidos pela escuridão. As moradoras não sabiam o que era, mas o mais provável era que fosse um casal secreto tentando passar um tempo a sós.
Bem, realmente era um casal secreto. Quer dizer, um casal que tentava ser secreto. Os passos foram escutados pela maior parte das moradoras e provavelmente as risadas talvez bastassem para se reconhecer as vozes.
Konoka puxava a espadachim pelo pulso com um sorriso enorme, estampado no rosto o dia inteiro, fazendo a mão da guarda-costas tocar de leve em seu ombro.
Enquanto subiam a escada que dava para o terraço escutaram uma voz vindo do corredor que haviam acabado de atravessar. Não podiam ser pegas no meio da noite fora de seus quartos, senão seriam levadas até o avô de Konoka por violarem regras dos dormitórios.
Conheciam essa voz, era Ayaka. Obviamente, a Iincho da sala 3-A era sempre preocupada com as regras, sendo dentro ou fora da sala, então colocou-se no posto de vigilância dos dormitórios. ‘Maldita Iincho!’ Pensava indignada a maga.
A espadachim segurou rapidamente Konoka e levou-a até o telhado antes que a representante da sala de ambas as vissem na escuridão dos corredores. Os corpos estavam colados, estavam escondidas atrás da porta que dava para o telhado. Setsuna sentira que já havia se sentido deste modo antes. Era estranho para a guarda-costas sentir um deja vú, não lembrava de ter muitos no decorrer de sua vida, isto a preocupava.
O cheiro adocicado de sua querida Kono-chan chegou-lhe as narinas rapidamente, por “culpa” da proximidade das duas. A guardiã avermelhou-se ao lembrar o porquê do deja vú. Fora causado pela lembrança de sua infância, o mesmo cheiro, o mesmo olhar, apesar do crescimento corporal causado pelo tempo decorrido.
A maga sorria-se com a preocupação de Setsuna. Queria mesmo ficar assim junto desta, mas não por causa de uma Iincho-chata, e sim por puro romantismo e calor humano. Desejava ver sua Set-chan declarando seu amor a ela, dizendo mil palavras de amor, seja em que língua fosse, apenas queria isso... O amor da garota expresso em palavras, mesmo sabendo que a outra não era das mais falantes e de melhor sentimentalismo.
Sabia que esta a amava, mas também sabia que Setsuna achava que não precisava expressar tal amor em palavras e gestos em público, mas isso não mudava o desejo de ver sua doce amada tomando coragem de enfrentar o mundo por ela. A sensação causada apenas pela imaginação da herdeira das Associações Mágicas já era boa demais... Imaginem só qual seria a verdadeira emoção causada pelo momento!
Deixando isso de lado, a maga olhou para a espadachim e apoiou seu rosto no ombro de Setsuna. Sabia que Ayaka já havia ido embora, mas queria aproveitar aquele momento com a garota. Poderia ser o último, nunca se sabe o que vai acontecer no futuro, não é?
Por mais contraditório que seja, a sensação calmante provocada pelo leve contato fazia seus corações apressarem-se levemente. A amargura que ambas sentiram ao lembrarem que ainda não poderiam fazer isso há qualquer momento veio num instante, e sumiu em outro. Não era hora de lembrar desse tipo de coisa, isso se deixa para qualquer outro momento, menos quando se está tão aconchegado.
Uma lembrança veio na mente da herdeira das Associações Mágicas, de uma bela noite, um pouco fria, lembrava, mas mesmo assim prazerosa, divertida e inesquecível.
“Né, Set-chan... Você lembra do dia do festival de Tanabata lá em Kyoto?” A espadachim mostrou um sorriso em seguida junto com um sinal de positivo com o rosto. “Você lembra dos fogos? Da fogueira? Da foto? Tudo?”
“Lembro até das nossas yukatas, heh.” Afirmava Setsuna com tom confiante.
“Aquele tempo era tão bom..” O suspiro que seguira após a fala da espadachim deixara Konoka confusa. Afinal, ela estava feliz com o estado atual da relação delas ou não?
A guarda-costas pôde parecer um pouco rude no momento, mas a verdade era que sua infância fora como um sonho, graças á graça de Deus(por mais sarcástico que isso pareça escrito) por ter posto em seu destino tal adorável criatura que era sua querida Konoe. Para Setsuna, o anjo não era ela, endeusada nunca conseguiria se ver. A verdadeira criatura divina sempre seria Kono-chan, a bela dama dos Konoe que sempre iria proteger, acima de si, acima da Ala Alba, incluindo seu estimado professor e sua amiga colegial que dá voadoras, acima das Associações Mágicas, ou seja, acima de qualquer coisa. Enfrentaria Deuses Gregos, Papas, Mães de Santo e o Exercito Americano se fosse preciso.
O silêncio de segundos passara como horas na lente estranhamente avoada da espadachim Shinmei. Apenas “acordara” após um toque que recebera no queixo e, em seguida, na bochecha, sentindo a pele lisa e confortável da face curiosa de Konoka.
“O que foi, Set-chan?”
“Nada.. Estava apenas lembrando algumas coisas..” O olhar ainda distante começara a fitar o céu aparentemente sem estrelas, apenas com a imagem da Lua iluminando seus corpos e a cidade acadêmica. “A noite está como naquele dia do Festival Tanabata, não?”
“É, só não tem aquele ventinho gostoso que batia no topo do morro..” Um sorriso doce invadia o rosto da maga. Lembrava-se do aroma, da vista, de sua Set-chan, de absolutamente tudo daquela noite querida.
Aos poucos foi recolocando sua face sob o ombro da amada e, ao fechar os olhos, fora como se tivesse voltado para aquela época de suas vidas, onde nada parecia dar errado e tudo era um paraíso.
A guardiã segurou-a mais delicadamente. As lembranças adquiridas naquele tempo não poderiam ser retiradas de suas mentes, nunca. Era algo precioso demais para alguém simplesmente não lembrar, como se fosse mais uma reles lembrança de uma infância sem grandes emoções. Era mais, extremamente maior, maior que quase tudo o que já viveram, afinal, naquele dia tiveram seu primeiro “encontro”, digamos assim.
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Estava anoitecendo, o sol indo em direção as montanhas da volta do castelo, era dia de Tanabata e a pequenina Konoe começava a arrumar-se para seu primeiro festival sem a supervisão de criados, tudo graças há sua Set-chan, que iria tomar-lhe conta.
Colocava uma yukata rosa claro, com detalhes de flores em branco, e com uma sandália de salto alto. Queria estar bem bonita, afinal, tinha que começar a agir como uma verdadeira dama, quer dizer, pelo menos é o que lhe diziam, o que queria era somente sair com a mais querida pessoa para ela, Set-chan.
Terminando de se arrumar, de pentear seus cabelos e de olhar-se milhões de vezes no espelho enorme que se localizava em seu quarto, Konoka correu em direção ao jardim de trás de sua casa para mostrar a sua ”amiga” o quanto levou a sério sua preparação para o festival dessa noite.
Mas, como nem tudo são rosas, a pequena futura grande maga não achara Setsuna. Porque diabos a criaturazinha tinha que sumir logo nesse momento? Disse que iria treinar no jardim e agora a Konoe estava e a pré-espadachim não. Afinal, há mais algum jardim nas redondezas?
Claro que tinha! Quando se lembrou do tal jardim ficara embaraçada, perante a lembrança fresquinha daquele dia onde seu rosto deparou-se com seu anjo protetor dando quase de boca, literalmente, nela.
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”Set-chan, por que você foi para o jardim das flores treinar naquele dia?” A curiosidade da maga veio há tona após tantos anos.
”Por que? Eu estava com saudade sua, mas não queria interrompê-la enquanto você trocava de roupa.” Uma pequena vermelhidão apareceu no rosto da espadachim. ”Lá é o único lugar onde eu conseguia matar saudades de você..”
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Chegando ao destino, a pequena Konoe achara finalmente sua ”amiga”. Estava treinando os poucos golpes que aprendera até então. Obviamente treinando para ser mais forte, para defender sua Kono-chan, sua querida e estimada primeira amiga e amor.
Nem sequer notara a presença do já razoável poder mágico da futura maga e continuou treinando. Apenas deu-se conta quando a outra meteu-se em seu caminho no meio de um golpe e a pré-espadachim acabara caindo ao chão de susto.
”Kono-chan!? Não me assuste assim!” Gritava afobadamente Setsuna. Tomara um grande susto, tinha que começar a aprender a sentir presenças em sua volta, senão um dia ainda iria morrer com um ataque súbito, seja por um inimigo real ou a futura maga brincando com seu pequeno coração.
”Desculpa Set-chan, mas é que eu não pude esperar você terminar! Olhe! Meu yukata não é bonito?” A pequenina perguntava enquanto dava uma volta sob o próprio corpo.
A pré-espadachim não havia ainda notado a roupa delicada da outra. Quando percebera, estava perdendo seus olhos visando a outra, achava, não, tinha certeza que nunca iria alcançar tamanha doçura no caminhar, no falar, em qualquer gênero. Se Kono-chan fosse uma deusa, certamente seria a da graciosidade (e isso existe!?) ” Est-Está .... Muito b-bonita, Kono-chan...”
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” Eu não tinha idéia do que falar naquela hora... Não pude disfarçar, você estava maravilhosa naquele yukata.” Comentava a, agora, espadachim para sua parceita.
” É... Você tava bem quieta mesmo naquela hora.. Por acaso você já tava me ‘cuidando’ naquela época?” A guarda-costas ficara sem jeito. Não é que já estivesse olhando para ela com OUTROS olhos, mas já era um olhar mais cuidadoso, admitia para si.
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” Ano.... Kono-chan, Hm... Você... quer brincar enquanto ainda não nos levam no festival? O medo faziam a pequena Setsuna abaixar a cabeça, fazendo-a apenas olhar para a outra com o canto dos olhos.
Um corado apareceu nas bochechas da futura maga e, com um pouco de receio, respondera afirmativamente. Mas o ” clima”(não se pode usar a palavra sem aspas pois ambas eram muito novas para ter um real c-l-i-m-a) fez com que surgisse sim um silêncio mortal e não risadas como de costume.
“Né, Set-chan... Vamos andar... pelas flores?” Perguntara a herdeira das Associações Mágicas enquanto tocava as pontas dos próprios dedos indicadores.
O clima parecia interminável. Mesmo com a pré-espadachim aceitando o convite, a caminhada estava sendo quieta e vergonhosa. Trocas de olhares causavam vermelhidão nas pequenas garotas.
A noite ia caindo e o silêncio continuava. As pequenas mocinhas ainda não haviam partido para o festival e continuavam a caminhar pelas flores. Luzes só haviam ao longe, aos poucos os rostos eram escurecidos pela noite sem alguma estrela. A lua vinha forte, mas não o bastante para pudesse se ver rostos nitidamente.
“Ano... Err..” A pequena Setsuna não sabia o que fazer, era estranho, não conseguia falar nada sem gaguejar, desde aquele maldito dia em que vira o rosto de Kono-chan sob as flores desde mesmo local. ‘Flores bakas!’ a pré-espadachim gritava em mente, mas secretamente sentia uma alegria por ter a oportunidade de voltar naquele local junto desta pequena ao seu lado.
Era estranho, incrivelmente incomum. Este sentimento que sentia. Era ..? Só poderia ser! Estava amando. Mas não poderia, garotas não amam garotas! Não! Mas estava amando! O que mais seria? O que mais poderia ser aquele calor que sentiu no coração, aquela palpitação fora do comum, aquela vontade de rir e chorar ao mesmo tempo vinha a tona enquanto olhava para Kono-chan e com a lua a iluminar o resto do mundo, menos a garota que estava com o rosto de costas para tal luz?
Já a pequena Konoe, via-se encurralada, Set-chan a estava olhando tão fixamente, estava ficando sem graça. Seu rosto começava a queimar de vergonha. Estava tão quente, principalmente seu peito. Aquele sentimento aquecendo seu coração, parecia tão bom, mas não podia contar tal coisa para sua querida primeira amiga, tinha tanto medo que esta fugisse, era a reação mais lógica que vinha na mente da garota.
A futura maga foi-se ao chão, sentou-se delicadamente e olhou para a pré-espadachim como se chamando-a para colocar-se ao lado dela. Tinha medo de que se ficasse muito perto desta revelaria seu segredo sem querer, mas não poderia ficar mais tempo sem trocar palavras com ela, não poderia ver-se longe desta, não queria isso, só de pensar sentia um tremor nas pernas.
Setsuna sentou-se ao lado da futura maga, temerosa, mas ao mesmo tempo com uma misteriosa vontade de sorrir. Assunto não lhe vinha em mente, mas sabia que em algum momento iria vir algo em mente para tirar este silêncio já enfurencedor.
“Ei, Set-chan, por que você tem treinado mais nos últimos dias?” A curiosidade veio na mente da garota, já que a outra intensificara seu treino logo após o dia que mudou sua vida.
“Bem.... é que...” A vermelhidão veio-lhe novamente, fazia isso demasiadamente nos dias após a visão de seu “anjo” entre as flores, será que passaria a fazer isso por toda a vida?(Pelo que conhecemos a garota-kendô até agora, a resposta é “sim”, não concordam?) “Eu sinto que tenho que te proteger...” Disse a garota olhando para uma flor logo a frente. “Eu... Quero te proteger...” Levantava o olhar até o horizonte. “Então estou treinando mais.. Para ficar forte...” Um leve sorriso aparecera no rosto da jovem. “Por que Kono-chan é muito importante para mim..” Segurando a mão da outra menina levemente, aos poucos ficara de mãos dadas com ela sobre a grama. “E não quero te perder..”
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“Aquela foi a primeira vez que te disse que queria te proteger..” Seguia abraçada a garota agora virada de costas, mas que permanecia olhando-a, de mãos dadas, com um sorriso terno.
“Eu queria muito pular naquela hora.” Comentava a maga risonhamente.
“Por isso que saiu querendo brincar depois?” A curiosidade subiu-lhe a mente.
“Mais ou menos... Também porque eu tava ficando muito sem jeito de ficar de mãos dadas com você!” Riu com gosto da lembrança.
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Certo tempo após as menininhas foram chamadas para saírem para o festival Tanabata. Entraram no carro sedan preto. Os bancos eram de couro, podia se sentir ainda o cheio do material do quão novo era este. As garotas sentaram-se uma ao lado da outra, com sorrisos bobos nos rostos, enquanto o motorista olhava seriamente pelo retrovisor para sair do estacionamento em frente ao “castelo” da Associação Mágica de Kansai.
A vista até o local era linda, coberta por árvores, suas flores cobriam a estrada de pétalas e o aroma das cerejeiras invadia o automóvel. Konoka abandonava seu lugar para colocar seu rosto para fora da janela, sentindo o vento, agora mais frio, as flores, o aroma. Enquanto isso Setsuna colocava-se prontamente na retaguarda, segurando a cintura da outra para que não houvesse problemas relacionados a uma certa pessoa caindo da janela.
“Ahh, Set-chan! Venha ver! O vento tá ótimo!” A futura maga puxava a outra com alegria. Realmente o vento estava gostoso, mas estava esfriando e isso começava a preocupar a pré-espadachim.
"Kono-chan, você trouxe algum casaco? Está ficando frio aqui. O noticiário também falou que ia esfriar cerca de 5 graus até a noite." Tendo sua pergunta totalmente ignorada, Setsuna puxou firmemente a garota para o lado de dentro do carro.
"Ei, Set-chan! Por que me puxou?"
"Por que chegamos Kono-chan!" Setsuna ria da garota que não notara a parada do carro diante do templo localizado numa região próxima a casa da Konoe.
Em seguida que sairam do automóvel, a pequena Setsuna sentiu um puxão no braço. Logo já estava sendo carregada pela herdeira das Associações para uma discreta barraca no início do festival.
"Set-chan, olhe! Peixes dourados! Vamos tentar pegar um?" Konoka perguntava com um olhar que praticamente obrigava a pré-espadachim responder afirmativamente.
"Ok, mas não se desaponte se não conseguirmos."
A futura maga pegou o equipamento de “caça” com o dono da banca e começou a tentar ganhar um peixe próximo a borda da pequena piscina. Desajeitada, não conseguia acertar a mira e continuar com o peixe tempo o bastante para colocá-lo num caquinho com água.
Setsuna colocou-se detrás da garota e segurou o pulso desta com certa pressão. "Está errado, Kono-chan." Encostando seu corpo nas costas da outra, colocando seu rosto no lado do de Konoka, e apoiando a mão que sobrara sobre a borda da piscina, Setsuna observou por alguns segundos o peixe dourado que a futura maga desejava pegar. "Tente não fazer muitas ondas, senão irá assustá-lo." Ao terminar, Setsuna esperou o animal aproximar-se levemente das mãos das garotas e, com um rápido movimento, pegara o peixe e colocou-o o mais rápido possível no saco plástico.
Só após a captura é que notou o que fizera. Konoka estava corada. Poderiam ainda não ter muita definição de corpo, afinal, tinham apenas 8 anos, mas a proximidade da garota já fora bastante "perturbadora".
A vergonha crescera de repente em Setsuna. Com um só pulo afastou-se alguns metros da outra.
A ojou(Bem, não acho justo colocar ojou(pelo que vi em School Rumble, significa “dondoca”, já que é sem o “-sama”), mas vou dexar “ojou” mesmo assim.) levantou-se, caminhando em direção a garota.
"Bem.. Aqui está Kono-chan.." A vermelhidão e o calor começavam a amenizar e o sorriso de Konoka fez com que seu coração subisse quase até o céu de felicidade.
"Obrigada, Set-chan." Com um beijo demorado na bochecha da garota agradeceu.(Essa ação da Konoka foi pra quem já viu o ep 8 do Negima Parallel/Live Action. A cena da Honya com o Negi.. heh)
E que BELO agradecimento. Setsuna não escondera a felicidade, sorrira, e muito, pelo ato carinhoso de sua amiga. Seus lábios tocando levemente sua face pareciam toques divinos, seu cheiro fora até suas narinas, embriagando-a de felicidade.
Mas como tudo que é bom dura pouco, Konoka logo deixou que seus lábios saísem do contato com a pré-espadachim, levantou-se e chamou a amiga para ir até outra barraca.
Na verdade, a futura maga não fazia idéia de onde ir, mas não queria seguir fazendo coisas que poderiam revelar seus verdadeiros sentimentos pela amiga, continuava com o medo desta fugir, achava que esse sentimento de insegurança nunca iria sair de seu peito. Olhara para os lados para ter alguma idéia, mas não conseguia pensar em nada. Set-chan já havia se colocado em seu devido lugar, ao lado da lady, e a herdeira das Associações começara a perder-se em seus pensamentos.
‘O que posso fazer? Kono-chan parece tão avoada.. Ela não falar o que pensa é tão extranho. Normalmente ela fala tudo para mim.. O que será que está acontecendo?’ A preocupação da mini guarda-costas já era notada por Konoka, mas esta nada conseguia fazer.
Tudo o que Setsuna acabou fazendo foi seguir seus instintos e chamou a futura maga para um lugar mais isolado. Caminharam por um certo tempo, até que chegassem ao topo de um morro, com vista para todo o festival. Haviam fogos de artifício, shows tradicionalistas.
‘Tanta luz e beleza juntas em um só lugar..’ Foi o que pensara Setsuna, mas não estava se referindo as luzes das ruas ou a quantidade excessiva de sakuras ao redor. Era a benevolência da pequena Konoe, havia notado há tão pouco tempo que amava esta, mas já queria tanto ficar sozinha num lugar assim com ela. Um suspiro soltara sem intenção alguma de pressionar a outra ou de causar vergonha na Konoe.
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“Set-chan..” A maga puxava a espadachim pela gola. “Por que naquela hora você deu um suspiro tão profundo..?”
“Porque eu estava junto de você, e isso era tudo o que eu queria naquela hora...” Konoka corou de leve e mostrou um leve sorriso. ‘Que bom....Set-chan...’
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A herdeira das Associações corou elevadamente, mas resistiu ao temor e arriscou ficar no local, com aquele “clima”, com aquela Set-chan que sabia que amaria sempre, com a certeza de que nunca iria diminuir seu amor por esta, tinha certeza, era a maior certeza que tinha na vida, nunca deixaria Set-chan, e desejava que a outra pensasse o mesmo, mais que tudo, mais que qualquer pensamento, mais que o mundo em que vive. Pode parecer exagerado para uma reles e inocente menina de 8 anos, mas estava apaixonada, perdidamente, e o que mais queria era ter a outra ao seu lado. Sabia que provavelmente iria ter problemas com relação à isso, já que ela mesma no começo não admitia para si, mas iria lutar por este sentimento, mesmo que isso significasse o rompimento de amizades, já que o amor é tudo e sem este tudo a garota não era nada.
As garotas olhavam-se calmamente, com olhares ternos, vocês sabem, aquele sentimento gostoso que vem na gente quando a gente sabe que nada pode dar errado, que mesmo que aconteça algo, nós iremos seguir em frente bem, mesmo que com arranhões, mesmo que prejudicados, o que nos é mais precioso continua com a gente, então nada nos faz realmente mal.
Setsuna vira o corpo da Konoe contorcer-se de frio. Encostara-se na garota e deu para esta o casaco que colocara por cima do próprio yukata por que sabia que iria esfriar. Cobriu-a não somente com um simples casaco, mas sim com seu corpo, colocou-se ao lado justamente para cobrir-lhe com o braço e, com o que sobrara, tocou-lhe as mãos e começara a aquece-las com toques, amorosos ou não, mas toques, o que fazia ambas corarem, mas não fugirem, continuavam abraçadas até que a futura maga ficasse aquecida adequadamente observando o céu escuro com somente a luz da Lua sob elas.
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“Nya, Set-chan... Aquele dia foi tãaaaoo bom!” A maga afundara o rosto sob o peito de Setsuna. A espadachim riu-se da fofura da garota, abraçou-a mais forte, confortou-a, e ficaram assim por volta de três horas. Não tinham pressa, tinham todo tempo do mundo, nada para temer, nada para pensar, podiam ficar ali calmamente, sem pensar no futuro que muitas vezes parecia assustador, cheio de desafios, por que ainda não oficializaram sua relação, não falaram para o avô de Konoka, não lutaram contra ninguém da Associação. Ainda tinham muito o que enfrentar, não precisavam apressar a angústia que iria vir mais tarde. Estavam ali, juntas, e isso era o que importava.
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GEEENNTEEE!!!!
EU AMEI RE-ESCREVER ESSE CAP!
ANTES DE EU RE-ESCREVER TAVA MTO YURI, PEVERTIDO E IRIA SER MTO PIOR QUE O ANTERIOR!
AGORA FICOU TAUM FOFO!
VALEU A PENA COMEÇAR A ESCREVER AOS POUCOS ESCUTANDO AS MUSICAS DO MEU MP3 PLAYER! XD
O estranho foi que eu fikei escutando musicas de animes Shoujo-ai/Yuri, como Kannazuki no Miko, Strawberry Panic, Otome wa Boku ni Koishiteru e Yami Hon no Tabibito uahuaahahuahuahu Será que deu inspiração? Masss.... Imaginação pra romance com musicas yuris? Sim!! >:D Animes Shoujo-ai/Yuri saum mto românticos! Quem viu principalmente Kannazuki e Strawberry sabe o que eh um verdadeiro romance mais realista entre personagens de manga/anime.
Como a Chikane-chan de Kannazuki disse no ep 3: “Himeko, você conhece Kaiawase? É da onde se originam as cartas Karuta.” Obs: Essas cartas saum akelas de ano novo, onde tem dois decks, um com o inicio de uma musica, e outro onde tem a continuação. O objetivo é achar a continuação da musica no segundo deck. “Para uma concha de dois lados, há apenas uma concha que combina com o outro. Apenas um par no mundo. Mas definitivamente existe um par. Eu penso que humanos não podem fugir da igualdade. Tem alguém no mundo esperando por você também. Você, apenas você, Himeko.Apenas uma pessoa. Com certeza. Não existe nenhuma pessoa que nasceu para ser sozinha. Você deve dar o seu melhor, devagar e com cautela, com o que você pode fazer. Depois você acha essa pessoa. Até lá eu, Eu irei te proteger” Obs 2: eu ... A-M-O essa cena!! *.* Chikane-chan, sua safada! Você disse isso soh pra dexar os teus fãs viciados nessa cena e mais lokos por você, neh criatura perfeita desse mundo! *.* (Gosto tanto do casal Chikane-Himeko quanto o Kono-Setsu! XD)
Ou como a Amane(Ela naum eh do casal principal, mas eh do meu casal favorito desse anime) de Strawberry disse no ep 4: “Eu também fiquei muito nervosa na minha primeira corrida. Fiquei tão nervosa que as minhas voltas foram terríveis. Ainda penso em desistir algumas vezes. Mas.. Sempre há coisas que nos levam à tristeza, raiva e desespero. Mesmo daqui para frente. Como também, há muitas coisas alegres e divertidas.” Obs: Nesse momento Amane faz com que Hikari coloque a mão no peito dela.(Não pensem bobagens! XD) “Como é?” Resposta: É quente...(Com direito a vermelhidão kawaii da Hikari) “Certo? É porque existem muitas coisas alegres aqui. Seu peito está quente também?” No final, sem a Amane colocar a mão no peito da Hikari(infelizmente XD), Hikari fica vermelha, paralisada com o quão fofa sua amada fora no momento, sendo que ela jah era apaixonada pela Amane, mas a Amane só conheceu ela agora XD
Ou seja... Casais Yuris podem ter seus momentos extremamente românticos, mesmo que após isso elas tenham momentos super hentais uahauhauhauhauhauh
ADOREI COLOCAR OS COMENTÁRIOS DAS PERSONAGENS NO MEIO DAS MEMÓRIAS!
Eu to falando bastante neh? Acho que eh o efeito “sem internet, sem comunicação” que eu tenho passado nos últimos tempos XD
PROXIMO CAP: COMEÇA A VERDADEIRA HISTÓRIA! SÉRIO, O FINAL DO CAP SERÁ PREOCUPANTE PRA TODO MUNDO QUE LER!! >D (E eu irei rir de todos muahahahah <- Risada Maligna Mor /o/)
Falow gente! o/
MaStErEd NeGiMa - LiVeS cEnA 18
CENA 18: UMA CHANCE PARA VIVER
“Eu sou um monstro.”.
Konoka Konoe estava sentada sozinha na sala do clube de artes esotéricas. Era o inicio da madrugada, mas ela não tinha a mínima vontade de ir para seu quarto ou dormir. Olhava para o céu parcialmente coberto por nuvens que se podia ver da janela aberta. Sentia-se fraca e desolada com tudo que ocorrera. Principalmente sentia uma amargura mortal contra si mesma.
Como havia se deixado levar daquela maneira por Setsuna-P? Havia perdido completamente o senso do que estava fazendo, mesmo sabendo do risco que havia em se envolver. Mesmo sabendo que se arrependeria, ela não havia conseguido impor limites a shikigami, e agora... O pior havia acontecido: Setsuna havia descoberto sua falha antes que ela pudesse minimizar seus efeitos ou mesmo explicar pessoalmente como havia sido tola.
Seu anjo protetor agora devia odiá-la. Nem sequer havia lhe olhado no terraço, como se talvez desprezasse agora a sua figura. Não havia nem lhe chamado pelo apelido... “Ela não vai mais perturbá-la, Konoka Ojou-sama.”. A frieza na voz da espadachim havia cortado toda reação que Konoka poderia ter tido naquele momento para tentar explicar-se ou desculpar-se. Fora uma voz sem sentimento algum, como se estivesse falando a uma desconhecida. Ela havia conseguido o que era praticamente impossível: destruir o sentimento puro que Setsuna guardava em si durante todos esses anos. Sim, era um monstro.
Mesmo que agora Setsuna-P já não existisse mais, Konoka não via como iria poder se reaproximar de Setsuna. Sua Set-chan.... não teria mais coragem de encara-la depois de tê-la ferido tão cruelmente. Não conseguiria nem mesmo se perdoar por ter feito o que fez... sim, ela tinha feito e não podia se esconder sob a desculpa de “deixara ser feito” por que realmente havia retribuído a “Pee-chan” (sentiu desprezo ao lembra-se do apelido). Não poderia nunca tirar a culpa de suas costas. Nunca.
Observando o céu noturno enquanto consumia-se na própria culpa naquela noite que provavelmente nunca esqueceria, Konoka só conseguia repetir a cada alguns minutos uma única palavra:
- Set-chan...
Setsuna-P foi abrindo os olhos vagarosamente. Não conseguiu enxergar direito o lugar onde estava, pois estava um pouco tonta. Sentia o corpo dolorido, mas.... como assim?! Era um shikigami! Não podia sentir dor!!! Não dores musculares como aquelas! Como estava sentindo então?! Ergueu-se de um salto sentando-se no que percebeu ser uma cama. Sua cabeça girou por um momento:
- Que bom que acordou querida. – disse uma voz masculina que não lhe era estranha.
A “shikigami” olhou para o lado e viu o mago de longa capa preta e ralos cabelos grisalhos sentado a uma mesa mais ao canto na penumbra do que ela finalmente reconheceu ser um quarto de hotel. O homem a observava como carinho enquanto tomava algo em uma xícara:
- Quem é você? – perguntou a garota meio confusa com tudo aquilo. Só se lembrava de estar morrendo e agora... estava sentindo dores no corpo em uma cama de hotel com um homem misterioso. Isso chegava a soar estranho, mas era a sua situação.
- Meu nome é Mash Magno. – apresentou-se o homem repousando sua xícara na mesa e virando-se para ficar de frente para a menina. – Sou um mago ocidental como pode perceber pelo meu sotaque e vestimentas. Venho da Irlanda e estava esperando para encontrá-la há bastante tempo, Pee-chan.
- Me encontrar? – Setsuna-P estranhou muito a fala do mago. Como a conhecia afinal? – Mas...
- Eu sei tudo sobre você querida. – disse Mash antes que a garota fizesse a pergunta. – Estive te observando desde que surgiu, a oito meses.
A “pseudo-espadachim” tentou entender a situação por um momento. Um mago que havia impedido sua destruição e a vinha observando a muito tempo... que diaxo estava acontecendo ali? E por que sentia dores?! Era um shikigami, não?!
- Você é o tal assassino que está no Japão? – perguntou lembrando-se do comentário feito por Kotarô logo que voltara de Kyoto, na mesma data e que ela havia assumido a posição de Setsuna em Mahora. Mash riu da pergunta com entusiasmo.
- Você é ardilosa mesmo! – comentou ele parecendo contente com a acusação de ser um assassino. – Infelizmente devo responder que não sou. Mas minha presença aqui tem relação com esse tal assassino sim, e por isso me impressiono com seu pensamento!
- Heim? – Setsuna-P estranhava cada vez mais a situação.
- Eu explico querida: na verdade eu estou aqui por que quero derrotar esse assassino. E é para isso que eu preciso de sua ajuda.
- Para vencer esse outro mago?
- Não. Preciso de sua grande ajuda para conseguir um poderoso item mágico que está em Mahora. – explicou o homem com simplicidade.
-... entendo. – respondeu Setsuna-P começando a entender o por que da ajuda do mago.
- Na verdade, estimo tanto sua pessoa que fiz uma grande busca para poder arranjar um modo de trazê-la para o meu lado querida. – disse Mash com um tom amável na voz.
- Do que está falando?
- Observe este pingente que está usando querida. – disse o mago apontando para o pescoço de Setsuna-P, só então esta reparou que estava usando um cordão com um pingente estranho feito de ouro maciço. – Este é o Chikarasei, um amuleto extremamente poderoso que obtive para poder salvar sua existência.
- Salvar? – repetiu Setsuna-P levantando-se e caminhando até a janela para poder ver melhor o pingente mágico. Era um pouco pesado e tinha a forma de uma chama incandescente.
- Sim, o Chikarasei é muito poderoso. Tive que investir em mercenários e em um amuleto falso para que a Associação de Magia de Kansai não soubesse que eu já estava com ele a algum tempo. – contou o homem parcialmente careca com orgulho de seu trabalho bem feito. – Fiz tudo isso para poder dar ele você, minha querida.
- Pra mim... – a garota sentia-se quase hipnotizada pelas formas do objeto que carregava. Podia perceber a energia que dele emanava, era algo diferente de tudo o que já havia visto em sua curta vida.
- Você sonhou com algo bom antes de acordar querida? – perguntou Mash tomando um gole de sua xícara.
- Eu sonhei que... – foi então que percebeu o que significava aquela pergunta: um sonho! Mas... shikigamis não sonham! Como ela poderia ter sonhado que... - ... eu era real.
A verdade caiu como uma bomba na mente de Setsuna-P. Então... mas como?! Não existia nenhuma magia que pudesse fazer algo desse tipo! Mas era a única explicação para as dores, por estar sentindo o cheiro do chá que Mash tomava. A possibilidade de que fosse aquilo fez um sorriso enorme aparecer nos lábios da garota. Um sorriso como nenhum outro que já dera, isso por que sua mente chegou a única conclusão que poderia: seu sonho não havia sido um sonho:
- É isso mesmo, minha querida. – disse Mash ao ver o sorriso de Setsuna-P. – Você agora não é mais um shikigami, é uma pessoa de verdade... ou quase...
- Quase?! – a garota olhou para o mago com um tom de “você está me enrolando!!” e esta procurou corrigir sua fala rapidamente.
- Sim, quase. Isso por que o processo que o Chikarasei esta efetuando sobre seu corpo ainda não está completo. Não pense que é simples fazer um shikigami tornar-se uma pessoa, mas em uma semana você poderá de fato dizer que é uma pessoa.
- Uma semana... – repetiu Setsuna-P com um tom vago, sua mente estava processando a informação mais incrível e absurdamente maravilhosa do mundo num ritmo muito lento: ia ser uma pessoa, um ser real. Ia poder esfregar na cara de sua... “criadora” que não precisava mais dela para existir, poderia.... poderia... o sorriso se alargou novamente na face da futura garota. – Uma semana...
- Sim. Em uma semana estaremos prontos para voltar a Mahora e... bem... bagunçar as coisas... – concluiu o mago de maneira misteriosa sorrindo serenamente antes de tomar mais gole de seu chá amargo, segundo o novíssimo olfato da ex-shikigami.
Pee olhou pára o céu estrelado, admirava a beleza das coisas da natureza, mas dessa vez sentiu uma emoção única por poder ver aquilo tudo: o céu, as nuvens, as estrelas entre as nuvens. Estava praticamente viva e em pouco tempo poderia enfim dizer que era real. Sim o que mais queria na sua mais nova existência era ser real, era ter a chance de viver. O sorriso no seu rosto mudou para um muito mais enigmático quando ela continuou seu raciocínio e concluiu que só havia mais duas coisas que queria depois de existir: Konoka Konoe e a morte de Setsuna Sakurazaki por suas mãos.
“Eu vou ser real!”.
---------------------------------------------------------
devo começar a atualizar lives as quintas ou sextas.. aviso quando postar XD
no ultimo ep do parallel *que eu ainda naum vi* parece que acabou a saga da Eva.. entaum.. pode se ter chance de ter a saga de kyoto.. to colocando aki a minha dor de naum fikar com internet o verão inteiro.. bah.. se eu naum puder ver uma saga de kyoto versão live eu acho que eu morro ¬¬''''''''
ateh algum dia gente >D
“Eu sou um monstro.”.
Konoka Konoe estava sentada sozinha na sala do clube de artes esotéricas. Era o inicio da madrugada, mas ela não tinha a mínima vontade de ir para seu quarto ou dormir. Olhava para o céu parcialmente coberto por nuvens que se podia ver da janela aberta. Sentia-se fraca e desolada com tudo que ocorrera. Principalmente sentia uma amargura mortal contra si mesma.
Como havia se deixado levar daquela maneira por Setsuna-P? Havia perdido completamente o senso do que estava fazendo, mesmo sabendo do risco que havia em se envolver. Mesmo sabendo que se arrependeria, ela não havia conseguido impor limites a shikigami, e agora... O pior havia acontecido: Setsuna havia descoberto sua falha antes que ela pudesse minimizar seus efeitos ou mesmo explicar pessoalmente como havia sido tola.
Seu anjo protetor agora devia odiá-la. Nem sequer havia lhe olhado no terraço, como se talvez desprezasse agora a sua figura. Não havia nem lhe chamado pelo apelido... “Ela não vai mais perturbá-la, Konoka Ojou-sama.”. A frieza na voz da espadachim havia cortado toda reação que Konoka poderia ter tido naquele momento para tentar explicar-se ou desculpar-se. Fora uma voz sem sentimento algum, como se estivesse falando a uma desconhecida. Ela havia conseguido o que era praticamente impossível: destruir o sentimento puro que Setsuna guardava em si durante todos esses anos. Sim, era um monstro.
Mesmo que agora Setsuna-P já não existisse mais, Konoka não via como iria poder se reaproximar de Setsuna. Sua Set-chan.... não teria mais coragem de encara-la depois de tê-la ferido tão cruelmente. Não conseguiria nem mesmo se perdoar por ter feito o que fez... sim, ela tinha feito e não podia se esconder sob a desculpa de “deixara ser feito” por que realmente havia retribuído a “Pee-chan” (sentiu desprezo ao lembra-se do apelido). Não poderia nunca tirar a culpa de suas costas. Nunca.
Observando o céu noturno enquanto consumia-se na própria culpa naquela noite que provavelmente nunca esqueceria, Konoka só conseguia repetir a cada alguns minutos uma única palavra:
- Set-chan...
Setsuna-P foi abrindo os olhos vagarosamente. Não conseguiu enxergar direito o lugar onde estava, pois estava um pouco tonta. Sentia o corpo dolorido, mas.... como assim?! Era um shikigami! Não podia sentir dor!!! Não dores musculares como aquelas! Como estava sentindo então?! Ergueu-se de um salto sentando-se no que percebeu ser uma cama. Sua cabeça girou por um momento:
- Que bom que acordou querida. – disse uma voz masculina que não lhe era estranha.
A “shikigami” olhou para o lado e viu o mago de longa capa preta e ralos cabelos grisalhos sentado a uma mesa mais ao canto na penumbra do que ela finalmente reconheceu ser um quarto de hotel. O homem a observava como carinho enquanto tomava algo em uma xícara:
- Quem é você? – perguntou a garota meio confusa com tudo aquilo. Só se lembrava de estar morrendo e agora... estava sentindo dores no corpo em uma cama de hotel com um homem misterioso. Isso chegava a soar estranho, mas era a sua situação.
- Meu nome é Mash Magno. – apresentou-se o homem repousando sua xícara na mesa e virando-se para ficar de frente para a menina. – Sou um mago ocidental como pode perceber pelo meu sotaque e vestimentas. Venho da Irlanda e estava esperando para encontrá-la há bastante tempo, Pee-chan.
- Me encontrar? – Setsuna-P estranhou muito a fala do mago. Como a conhecia afinal? – Mas...
- Eu sei tudo sobre você querida. – disse Mash antes que a garota fizesse a pergunta. – Estive te observando desde que surgiu, a oito meses.
A “pseudo-espadachim” tentou entender a situação por um momento. Um mago que havia impedido sua destruição e a vinha observando a muito tempo... que diaxo estava acontecendo ali? E por que sentia dores?! Era um shikigami, não?!
- Você é o tal assassino que está no Japão? – perguntou lembrando-se do comentário feito por Kotarô logo que voltara de Kyoto, na mesma data e que ela havia assumido a posição de Setsuna em Mahora. Mash riu da pergunta com entusiasmo.
- Você é ardilosa mesmo! – comentou ele parecendo contente com a acusação de ser um assassino. – Infelizmente devo responder que não sou. Mas minha presença aqui tem relação com esse tal assassino sim, e por isso me impressiono com seu pensamento!
- Heim? – Setsuna-P estranhava cada vez mais a situação.
- Eu explico querida: na verdade eu estou aqui por que quero derrotar esse assassino. E é para isso que eu preciso de sua ajuda.
- Para vencer esse outro mago?
- Não. Preciso de sua grande ajuda para conseguir um poderoso item mágico que está em Mahora. – explicou o homem com simplicidade.
-... entendo. – respondeu Setsuna-P começando a entender o por que da ajuda do mago.
- Na verdade, estimo tanto sua pessoa que fiz uma grande busca para poder arranjar um modo de trazê-la para o meu lado querida. – disse Mash com um tom amável na voz.
- Do que está falando?
- Observe este pingente que está usando querida. – disse o mago apontando para o pescoço de Setsuna-P, só então esta reparou que estava usando um cordão com um pingente estranho feito de ouro maciço. – Este é o Chikarasei, um amuleto extremamente poderoso que obtive para poder salvar sua existência.
- Salvar? – repetiu Setsuna-P levantando-se e caminhando até a janela para poder ver melhor o pingente mágico. Era um pouco pesado e tinha a forma de uma chama incandescente.
- Sim, o Chikarasei é muito poderoso. Tive que investir em mercenários e em um amuleto falso para que a Associação de Magia de Kansai não soubesse que eu já estava com ele a algum tempo. – contou o homem parcialmente careca com orgulho de seu trabalho bem feito. – Fiz tudo isso para poder dar ele você, minha querida.
- Pra mim... – a garota sentia-se quase hipnotizada pelas formas do objeto que carregava. Podia perceber a energia que dele emanava, era algo diferente de tudo o que já havia visto em sua curta vida.
- Você sonhou com algo bom antes de acordar querida? – perguntou Mash tomando um gole de sua xícara.
- Eu sonhei que... – foi então que percebeu o que significava aquela pergunta: um sonho! Mas... shikigamis não sonham! Como ela poderia ter sonhado que... - ... eu era real.
A verdade caiu como uma bomba na mente de Setsuna-P. Então... mas como?! Não existia nenhuma magia que pudesse fazer algo desse tipo! Mas era a única explicação para as dores, por estar sentindo o cheiro do chá que Mash tomava. A possibilidade de que fosse aquilo fez um sorriso enorme aparecer nos lábios da garota. Um sorriso como nenhum outro que já dera, isso por que sua mente chegou a única conclusão que poderia: seu sonho não havia sido um sonho:
- É isso mesmo, minha querida. – disse Mash ao ver o sorriso de Setsuna-P. – Você agora não é mais um shikigami, é uma pessoa de verdade... ou quase...
- Quase?! – a garota olhou para o mago com um tom de “você está me enrolando!!” e esta procurou corrigir sua fala rapidamente.
- Sim, quase. Isso por que o processo que o Chikarasei esta efetuando sobre seu corpo ainda não está completo. Não pense que é simples fazer um shikigami tornar-se uma pessoa, mas em uma semana você poderá de fato dizer que é uma pessoa.
- Uma semana... – repetiu Setsuna-P com um tom vago, sua mente estava processando a informação mais incrível e absurdamente maravilhosa do mundo num ritmo muito lento: ia ser uma pessoa, um ser real. Ia poder esfregar na cara de sua... “criadora” que não precisava mais dela para existir, poderia.... poderia... o sorriso se alargou novamente na face da futura garota. – Uma semana...
- Sim. Em uma semana estaremos prontos para voltar a Mahora e... bem... bagunçar as coisas... – concluiu o mago de maneira misteriosa sorrindo serenamente antes de tomar mais gole de seu chá amargo, segundo o novíssimo olfato da ex-shikigami.
Pee olhou pára o céu estrelado, admirava a beleza das coisas da natureza, mas dessa vez sentiu uma emoção única por poder ver aquilo tudo: o céu, as nuvens, as estrelas entre as nuvens. Estava praticamente viva e em pouco tempo poderia enfim dizer que era real. Sim o que mais queria na sua mais nova existência era ser real, era ter a chance de viver. O sorriso no seu rosto mudou para um muito mais enigmático quando ela continuou seu raciocínio e concluiu que só havia mais duas coisas que queria depois de existir: Konoka Konoe e a morte de Setsuna Sakurazaki por suas mãos.
“Eu vou ser real!”.
---------------------------------------------------------
devo começar a atualizar lives as quintas ou sextas.. aviso quando postar XD
no ultimo ep do parallel *que eu ainda naum vi* parece que acabou a saga da Eva.. entaum.. pode se ter chance de ter a saga de kyoto.. to colocando aki a minha dor de naum fikar com internet o verão inteiro.. bah.. se eu naum puder ver uma saga de kyoto versão live eu acho que eu morro ¬¬''''''''
ateh algum dia gente >D
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Posted by Se-chan
MaStErEd NeGiMa LiVeS CeNa 17
CENA 17: SENTIMENTOS
O vento soprava forte à vinte metros de altura nos arredores de Mahora. Setsuna-P voava numa velocidade espantosa como se fugisse da forca. E era mesmo isso que estava fazendo. Já estava a vinte minutos rumando na mesma direção e já estava um pouco além dos limites da escola comandada pelos magos. Um vórtice de emoções e pensamentos se passava em sua mente. Sim, ela tinha uma mente e pensamentos confusos também.
Estava a beira da inexistência, a qualquer momento Setsuna iria desfazer seu feitiço e ela simplesmente deixaria de existir para todo o sempre. Por que as coisas tinham que ser assim?! Ela se esforçara tanto para ganhar uma chance de poder continuar existindo durante o período em que ficara em Mahora no lugar de sua criadora. Aquela havia sido a semana mais incrível da curta vida dela, por que tinha que acabar assim? Não se conformava.
Claro que havia escolhido métodos nada seguros para tentar garantir sua existência, mas... o que podia fazer? Era um shikigami de Setsuna, seria natural que também fosse completamente apaixonada por Konoka. Queria tanto poder ter a garota para si, mas esta havia resistido bravamente a suas investidas e seu tempo se esgotara. Agora não havia mais como fazer-se necessária à Konoe. Estava condenada e havia no fim perdido tudo que tinha lutado para conquistar. Konoka e a própria vida. Ela tinha vida? Sim, claro que tinha!
De repente uma dor aguda tomou o coração de Setsuna-P, não uma dor puramente emocional, era uma dor física, como se seu peito fosse rasgar a qualquer minuto. Era o inicio do ritual para desfazer o feitiço de conjuração dela, ou seja: era o começo da morte.
- Argh! – a dor era tamanha que desequilibrou o vôo da shikigami que caiu com um baque sonoro no gramado de um parque da cidade vizinha a Mahora. O lugar estava vazio e ninguém viu a garota alada desabando desajeitada. – Aaah....
A “garota” levantou-se em meio a seus gemidos de agonia e caminhou as cegas pelo parque sentindo a dor se intensificar sem poder fazer nada. Caminhou alguns metros até sentir a dor se alastrar por todo o seu corpo. Setsuna-P gritou em desespero caindo na grama com o peito para cima. Não conseguia pensar em nada além de que aquele era seu fim. Não conseguia nem abrir os olhos, tamanha sua agonia:
- Por quê?! Por que eu não posso existir?! – perguntou aos berros para o céu percebendo que não conseguia mais sentir os braços, estavam dormentes, a um passo de não existirem. Com certeza era muito grande a agonia de deixar de existir pouco a pouco. Talvez fosse uma vingança sádica da espadachim a destruir de maneira tão lenta, talvez isso fosse apenas pela grande distancia que estava desta. Provavelmente havia escolhido sofrer ao fugir da morte.
Os sentidos iam diminuindo enquanto a dor crescia. Ela perdia a noção de onde estava. Não ouvia mais ou via. Tudo o que conseguiu perceber foi uma luz azul difusa que vinha de debaixo do seu corpo. Com certeza fazia parte do feitiço sendo desfeito. Logo ela, um shikigami com potencial inimaginável iria terminar de maneira tão humilhante, como um simples boneco inútil. Estava tão afogada na agonia que não pode ouvir uma voz masculina não muito distante dizendo calmamente e ela:
- Não se preocupe querida, não vou deixar você terminar assim.
Setsuna-P chegou ao limite entre a existência e o nada, mas, ou invés de deixar de saber qualquer coisa, começou a sentir-se novamente, o ar gelado da noite entrando por seus pulmões. Nunca havia sentido a própria respiração realmente, como estava fazendo isso agora? Depois de morrer? A dor foi sumindo pouco a pouco e ela passava a sentir o chão sob seu corpo e o suor que escorria pela sua face. Estava mesmo morta? Parecia sentir-se muito mais viva do que antes... Como era possível. A voz masculina lhe falou novamente, dessa vez ela conseguiu ouvir seu tom sereno e grave:
- Você vai ficar muito bem querida.
O cansaço começou a tomar conta do corpo da “shikigami”. Quando abriu os olhos viu a figura de um homem que trajava uma longa capa preta como a de um mago. Tinha um rosto já de idade e sorria de maneira gentil para ela. Tentou dizer algo, mas o cansaço ia derrubando-a rapidamente:
- Não se preocupe querida, quando acordar tudo será explicado. Agora durma, tenha o primeiro sonho de sua vida.
Setsuna-P não tinha idéia de quem era aquele homem, mas dormiu, não por que confiasse, mas por que não restaram forças no seu ser depois de tanto voar q quase morrer. Dormiu e teve seu primeiro sonho, um sonho onde ela era real.
Setsuna terminou o feitiço para terminar com a existência de Setsuna-P se sentou na beira da cama desolada, como se ela própria tivesse deixado de existir. Estava sozinha no seu quarto, as malas ainda feitas a um canto, o silêncio preenchendo cada espaço no lugar e dentro da espadachim. Estava sangrando na alma, um sangramento que não parava e nem diminuía, parecia que havia sido partida ao meio de maneira destruidora e lenta. Seus pensamentos estavam embaralhados e incompletos. Encarou o espelho solitário a um canto.
“Você foi usada.” disse sua consciência sem parecer ter a mínima pena do sofrimento de Setsuna. A espadachim não conseguiu conter as lágrimas que começaram a cair pelo seu rosto quando ela deitou de lado na cama, ainda encarando o espelho:
- É mentira... – sua voz estava cortada e engasgada pelo choro silencioso. Não podia acreditar, não depois de ter ouvido da própria Konoka uma confissão tão verdadeira sob a Árvore Mundo! Haviam até se beijado naquele dia! Como podia agora não passar de uma mentira?!
“Ué? Mas você não a viu beijando a shikigami também?” contra-argumentou sua mente de maneira astuta e Setsuna engoliu em seco. Sim, tinha visto. Konoka e Setsuna-P beijando de maneira tão... intensa! Se realmente se importasse com os sentimentos dela, por que teria beijado Setsuna-P daquela maneira?!
- Não pode ser... ela não pode ter... – será que realmente havia sido um brinquedo nas mãos de Konoka? Sua mente dizia que sim enfaticamente, mas algo dentro dela, algo mais profundo que os pensamentos dizia que não era isso, deveria ter alguma explicação.
“Explicação?! Qual?”.
Ora, a maga poderia ter sido usada por Setsuna-P, ela mesma vira o quanto a shikigami podia ser egoísta e inconseqüente, seria bem lógico achar que a quase-maga fora usada!
“Ninguém sendo usado, beija daquela maneira...”.
O argumento de Setsuna fora a baixo. Sim, Konoka estava retribuindo os beijos de Setsuna-P à tarde no terraço, estava gostando deles! Gostando dos beijos de Setsuna-P!!! será que só queria mesmo aproveitar-se de seus lábios?! Todo esse tempo Konoka apenas se aproximara dela com o interesse de provar-lhe?! Seria apenas isso?! Mais lágrimas escorreram pelo rosto de Setsuna, não conseguia mais conter os soluços do choro, fechou os olhos para tentar silenciar sua consciência, porém não é tão fácil silenciar um inimigo tão próximo.
“Você foi usada” repetiu com a mesma falta de piedade de antes e Setsuna se encolheu na cama, apertando o peito:
- Não... eu a amo... isso não pode ser...
“Mas é exatamente isso”.
-NÃO!!! – Setsuna berrou sentando-se na cama, estava ofegante, as lágrimas borrando sua visão. Enxugou-as percebendo que conseguira o silêncio de seus pensamentos.
Não era isso. Konoka não a tinha usado... também não tinha sido usada por Setsuna-P, então... o que era verdade ali? Bom, parando para raciocinar com mais frieza Setsuna percebeu rapidamente o que havia de fato ocorrido: um erro. Um grave erro da herdeira das Associações de Magia do Japão. Ou quem sabe não...talvez quisesse ter feito tudo aquilo, mas isso não importava... a espadachim sentia que o amor que sentia por Konoka não havia sido morto por aquele fato. Estava apenas ferido, marcado, traumatizado. Percebeu que demoraria algum tempo até que conseguisse olhar novamente nos olhos da maga sem temer ser usada ou enganada... será que um dia conseguiria? Talvez... esperava que sim, amava demais a garota para não mais falar-lhe.
Setsuna esticou-se na cama olhando para o teto. Uma semana atrás sentia-se imensamente feliz por estar se aproximando tanto de Konoka. Agora estava completamente atordoada, confusa, questionando-se se não fora um erro ter se entregado por um segundo aos seus sentimentos pela Konoe que carregava consigo por tanto tempo em segredo. Seu pensamento foi até Tsukuyomi: sim, havia como evitar aquele sofrimento... na verdade Setsuna percebeu que aquela situação era um grande ponto a favor da espadachim. Mas... mesmo que houvesse uma saída do sofrimento que sentia e que talvez fosse ainda piorar... não podia evitar, amava Konoka mais do que qualquer coisa na vida... a confissão que fizera sob a árvore mágica da escola fora verdadeira, disso ela não tinha como duvidar... mesmo que fosse sofrer como estava sofrendo... amava Konoka... a única questão era saber quanto tempo seu coração precisaria para perdoar a atitude da garota... naquele momento parecia que ia demorar anos, mas quem sabe uma noite de sono não pudesse ajudar a diminuir esse tempo...
Setsuna adormeceu embalada do sentimento de dúvida, um sentimento nada amigo na hora de dormir. Não sabia o que aconteceria com seus sentimentos dali pra frente, mas esperava que acontecesse logo, não agüentaria ficar muito tempo naquele vácuo.
“Kono-chan...”
O vento soprava forte à vinte metros de altura nos arredores de Mahora. Setsuna-P voava numa velocidade espantosa como se fugisse da forca. E era mesmo isso que estava fazendo. Já estava a vinte minutos rumando na mesma direção e já estava um pouco além dos limites da escola comandada pelos magos. Um vórtice de emoções e pensamentos se passava em sua mente. Sim, ela tinha uma mente e pensamentos confusos também.
Estava a beira da inexistência, a qualquer momento Setsuna iria desfazer seu feitiço e ela simplesmente deixaria de existir para todo o sempre. Por que as coisas tinham que ser assim?! Ela se esforçara tanto para ganhar uma chance de poder continuar existindo durante o período em que ficara em Mahora no lugar de sua criadora. Aquela havia sido a semana mais incrível da curta vida dela, por que tinha que acabar assim? Não se conformava.
Claro que havia escolhido métodos nada seguros para tentar garantir sua existência, mas... o que podia fazer? Era um shikigami de Setsuna, seria natural que também fosse completamente apaixonada por Konoka. Queria tanto poder ter a garota para si, mas esta havia resistido bravamente a suas investidas e seu tempo se esgotara. Agora não havia mais como fazer-se necessária à Konoe. Estava condenada e havia no fim perdido tudo que tinha lutado para conquistar. Konoka e a própria vida. Ela tinha vida? Sim, claro que tinha!
De repente uma dor aguda tomou o coração de Setsuna-P, não uma dor puramente emocional, era uma dor física, como se seu peito fosse rasgar a qualquer minuto. Era o inicio do ritual para desfazer o feitiço de conjuração dela, ou seja: era o começo da morte.
- Argh! – a dor era tamanha que desequilibrou o vôo da shikigami que caiu com um baque sonoro no gramado de um parque da cidade vizinha a Mahora. O lugar estava vazio e ninguém viu a garota alada desabando desajeitada. – Aaah....
A “garota” levantou-se em meio a seus gemidos de agonia e caminhou as cegas pelo parque sentindo a dor se intensificar sem poder fazer nada. Caminhou alguns metros até sentir a dor se alastrar por todo o seu corpo. Setsuna-P gritou em desespero caindo na grama com o peito para cima. Não conseguia pensar em nada além de que aquele era seu fim. Não conseguia nem abrir os olhos, tamanha sua agonia:
- Por quê?! Por que eu não posso existir?! – perguntou aos berros para o céu percebendo que não conseguia mais sentir os braços, estavam dormentes, a um passo de não existirem. Com certeza era muito grande a agonia de deixar de existir pouco a pouco. Talvez fosse uma vingança sádica da espadachim a destruir de maneira tão lenta, talvez isso fosse apenas pela grande distancia que estava desta. Provavelmente havia escolhido sofrer ao fugir da morte.
Os sentidos iam diminuindo enquanto a dor crescia. Ela perdia a noção de onde estava. Não ouvia mais ou via. Tudo o que conseguiu perceber foi uma luz azul difusa que vinha de debaixo do seu corpo. Com certeza fazia parte do feitiço sendo desfeito. Logo ela, um shikigami com potencial inimaginável iria terminar de maneira tão humilhante, como um simples boneco inútil. Estava tão afogada na agonia que não pode ouvir uma voz masculina não muito distante dizendo calmamente e ela:
- Não se preocupe querida, não vou deixar você terminar assim.
Setsuna-P chegou ao limite entre a existência e o nada, mas, ou invés de deixar de saber qualquer coisa, começou a sentir-se novamente, o ar gelado da noite entrando por seus pulmões. Nunca havia sentido a própria respiração realmente, como estava fazendo isso agora? Depois de morrer? A dor foi sumindo pouco a pouco e ela passava a sentir o chão sob seu corpo e o suor que escorria pela sua face. Estava mesmo morta? Parecia sentir-se muito mais viva do que antes... Como era possível. A voz masculina lhe falou novamente, dessa vez ela conseguiu ouvir seu tom sereno e grave:
- Você vai ficar muito bem querida.
O cansaço começou a tomar conta do corpo da “shikigami”. Quando abriu os olhos viu a figura de um homem que trajava uma longa capa preta como a de um mago. Tinha um rosto já de idade e sorria de maneira gentil para ela. Tentou dizer algo, mas o cansaço ia derrubando-a rapidamente:
- Não se preocupe querida, quando acordar tudo será explicado. Agora durma, tenha o primeiro sonho de sua vida.
Setsuna-P não tinha idéia de quem era aquele homem, mas dormiu, não por que confiasse, mas por que não restaram forças no seu ser depois de tanto voar q quase morrer. Dormiu e teve seu primeiro sonho, um sonho onde ela era real.
Setsuna terminou o feitiço para terminar com a existência de Setsuna-P se sentou na beira da cama desolada, como se ela própria tivesse deixado de existir. Estava sozinha no seu quarto, as malas ainda feitas a um canto, o silêncio preenchendo cada espaço no lugar e dentro da espadachim. Estava sangrando na alma, um sangramento que não parava e nem diminuía, parecia que havia sido partida ao meio de maneira destruidora e lenta. Seus pensamentos estavam embaralhados e incompletos. Encarou o espelho solitário a um canto.
“Você foi usada.” disse sua consciência sem parecer ter a mínima pena do sofrimento de Setsuna. A espadachim não conseguiu conter as lágrimas que começaram a cair pelo seu rosto quando ela deitou de lado na cama, ainda encarando o espelho:
- É mentira... – sua voz estava cortada e engasgada pelo choro silencioso. Não podia acreditar, não depois de ter ouvido da própria Konoka uma confissão tão verdadeira sob a Árvore Mundo! Haviam até se beijado naquele dia! Como podia agora não passar de uma mentira?!
“Ué? Mas você não a viu beijando a shikigami também?” contra-argumentou sua mente de maneira astuta e Setsuna engoliu em seco. Sim, tinha visto. Konoka e Setsuna-P beijando de maneira tão... intensa! Se realmente se importasse com os sentimentos dela, por que teria beijado Setsuna-P daquela maneira?!
- Não pode ser... ela não pode ter... – será que realmente havia sido um brinquedo nas mãos de Konoka? Sua mente dizia que sim enfaticamente, mas algo dentro dela, algo mais profundo que os pensamentos dizia que não era isso, deveria ter alguma explicação.
“Explicação?! Qual?”.
Ora, a maga poderia ter sido usada por Setsuna-P, ela mesma vira o quanto a shikigami podia ser egoísta e inconseqüente, seria bem lógico achar que a quase-maga fora usada!
“Ninguém sendo usado, beija daquela maneira...”.
O argumento de Setsuna fora a baixo. Sim, Konoka estava retribuindo os beijos de Setsuna-P à tarde no terraço, estava gostando deles! Gostando dos beijos de Setsuna-P!!! será que só queria mesmo aproveitar-se de seus lábios?! Todo esse tempo Konoka apenas se aproximara dela com o interesse de provar-lhe?! Seria apenas isso?! Mais lágrimas escorreram pelo rosto de Setsuna, não conseguia mais conter os soluços do choro, fechou os olhos para tentar silenciar sua consciência, porém não é tão fácil silenciar um inimigo tão próximo.
“Você foi usada” repetiu com a mesma falta de piedade de antes e Setsuna se encolheu na cama, apertando o peito:
- Não... eu a amo... isso não pode ser...
“Mas é exatamente isso”.
-NÃO!!! – Setsuna berrou sentando-se na cama, estava ofegante, as lágrimas borrando sua visão. Enxugou-as percebendo que conseguira o silêncio de seus pensamentos.
Não era isso. Konoka não a tinha usado... também não tinha sido usada por Setsuna-P, então... o que era verdade ali? Bom, parando para raciocinar com mais frieza Setsuna percebeu rapidamente o que havia de fato ocorrido: um erro. Um grave erro da herdeira das Associações de Magia do Japão. Ou quem sabe não...talvez quisesse ter feito tudo aquilo, mas isso não importava... a espadachim sentia que o amor que sentia por Konoka não havia sido morto por aquele fato. Estava apenas ferido, marcado, traumatizado. Percebeu que demoraria algum tempo até que conseguisse olhar novamente nos olhos da maga sem temer ser usada ou enganada... será que um dia conseguiria? Talvez... esperava que sim, amava demais a garota para não mais falar-lhe.
Setsuna esticou-se na cama olhando para o teto. Uma semana atrás sentia-se imensamente feliz por estar se aproximando tanto de Konoka. Agora estava completamente atordoada, confusa, questionando-se se não fora um erro ter se entregado por um segundo aos seus sentimentos pela Konoe que carregava consigo por tanto tempo em segredo. Seu pensamento foi até Tsukuyomi: sim, havia como evitar aquele sofrimento... na verdade Setsuna percebeu que aquela situação era um grande ponto a favor da espadachim. Mas... mesmo que houvesse uma saída do sofrimento que sentia e que talvez fosse ainda piorar... não podia evitar, amava Konoka mais do que qualquer coisa na vida... a confissão que fizera sob a árvore mágica da escola fora verdadeira, disso ela não tinha como duvidar... mesmo que fosse sofrer como estava sofrendo... amava Konoka... a única questão era saber quanto tempo seu coração precisaria para perdoar a atitude da garota... naquele momento parecia que ia demorar anos, mas quem sabe uma noite de sono não pudesse ajudar a diminuir esse tempo...
Setsuna adormeceu embalada do sentimento de dúvida, um sentimento nada amigo na hora de dormir. Não sabia o que aconteceria com seus sentimentos dali pra frente, mas esperava que acontecesse logo, não agüentaria ficar muito tempo naquele vácuo.
“Kono-chan...”
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Posted by Se-chan
MaStErEd NeGiMa - LiVeS cEnA 16
nome do cap -> PONTO FINAL!!!!!
...
ou seja..................
OOOOOOOOOOHHHHHHHHHH
cap MTO bom!!!!!!!!! XD
Vamos a ele logo! ^^''
CENA 16: UM PONTO FINAL
Asuna olhava temerosa para a figura de Setsuna que estava sentada na cadeira à sua escrivaninha de estudos. Estavam no quarto da ruiva a mais de dez minutos no mais completo silêncio. A garota não conseguia pensar em nada que pudesse consolar a amiga, a bakaranger se perguntou se a espadachim ainda estaria na realidade depois de ter visto o que viu. Ela própria não conseguia digerir as imagens do terraço que insistiam em repassar pela sua mente.
Konoka e Setsuna-P... Como isso era possível? A primeira coisa que ocorreu a garota foi o fato da shikigami agir de maneira sempre muito estranha, era diferente demais de Setsuna e chegava ao ponto de ser suspeita por parecer sempre estar escondendo algo atrás do sorriso debochado que carregava. Sim, provavelmente a pseudo-garota havia manipulado os sentimentos de Konoka a ponto de... Mas ainda assim, mesmo sendo manipulada, Konoka não teria também sua grande parcela de culpa? “Como assim Asuna? Você ta dizendo que ela fez... aquilo(!!) por que quis?”. Ora, se alguém mata sob influência das idéias de outra pessoa passa a ser inocente de seus atos?! Ora, mas que coisa estranha... já estava parecendo a Yue e suas filosofias!
O fato era que ela mesma não conseguia perdoar a atitude de Konoka intimamente, como estaria se sentindo então Setsuna?! Antes da viagem da garota as duas estavam num clima tão... “quase alguma coisa”! E a ruiva podia perceber o quanto a aproximação com a quase-maga estava sendo boa para sua amiga. Na verdade desde que voltara a falar com Konoka, Setsuna vinha se tornando mais acessível, mas desde o tal beijo das duas a espadachim estava se dando ao luxo de viver quase como uma garota comum de 16 anos, aproveitando as coisas simples de ser adolescente. Mas... e agora?! Devia estar com seus sentimentos despedaçados! Temia que a amiga fizesse alguma besteira contra si própria em um momento de aflição, talvez por isso ainda não tivesse tido coragem para falar qualquer coisa. Setsuna olhava fixamente para o chão de costas para ela, não chorava, mas provavelmente estava sangrando por dentro:
- Setsuna... – começou Asuna sem saber muito bem como continuar, se aproximando da espadachim e colocando uma mão sobre o ombro da amiga. Mesmo sem boas palavras queria consolar a garota.
- Sabe Asuna... – começou Setsuna ainda com o olhar perdido, a voz fraca e tremida. - Talvez seja melhor por um ponto final nas coisas antes do pior...
- Hum? – Asuna não entendeu o que a outra queria dizer com “coisas”. O que estava pensando em fazer? – Setsuna o que...
Porém, a ruiva não completou a fala. Setsuna se levantou subitamente da cadeira olhando na direção da porta do quarto. Asuna se surpreendeu e ia questionar o que havia acontecido quando ouviu o barulho de alguém colocando a chave no trinco. Setsuna não se deteve nem um segundo e saltou pela janela aberta do aposento:
- Setsuna! – Asuna exclamou indo até a janela vendo a outra garota pousar com firmeza no chão e sair em disparada pelo pátio. No instante seguinte sua indagação muda foi respondida ao se virar e ver Konoka entrando no quarto.
- Ah... oi Asuna. – cumprimentou a quase-maga e a ruiva se surpreendeu novamente: a garota parecia arrasada, tinha uma expressão de extremo desgosto na face.
- Oi... er... algum problema, Konoka? – perguntou tentando não evidenciar que havia descoberto qualquer coisa. Konoka parou no meio do caminho para a pequena cozinha do apartamento, os olhos fintando o vácuo.
- Como é possível trair a si mesmo sabendo disso?
- Quê? – a resposta-pergunta fora inesperada. Estaria Konoka se referindo a....
- Só alguém desprezível pra ser capaz de algo assim... – concluiu Konoka como se Asuna nem estivesse ali.
- Konoka do que você...
- Preciso por um ponto final nisso... não posso viver assim... – disse a garota distante mais para si do que para qualquer um. Asuna se assustou com a maneira de falar da amiga. Lembrou-se perfeitamente de Setsuna falando exatamente de “por um ponto final”. Konoka entrou na cozinha sem dizer mais nada deixando Asuna completamente ignorada sozinha.
A ruiva estava atordoada, fora muita coisa para sua mente de bakaranger. Parecia que Konoka afinal estava tão sentida com aquela situação quanto a própria Setsuna, mas... o que iria acontecer? Não tinha um bom pressentimento quanto ao que viria, sentia-se apreensiva pelas duas amigas. Será que tudo ia desandar assim?! Logo para as duas pessoas que mais pareciam feitas para serem “felizes para sempre”?! Droga! Asuna sentia-se frustrada por simplesmente não poder fazer nada para evitar o pior...
“Não estraguem tudo assim garotas...”
O céu estava parcialmente coberto por nuvens aquela noite e ventava bem frio. Sempre era assim no fim do outono em Mahora. O clima inspirava paz a calmaria. Infelizmente essa noite não seria assim para todos.
Setsuna-P chegou ao terraço vazio do prédio da república estudantil com o rosto um pouco corado, como se tivesse corrido para ali chegar. Trajava o casaco com o “Y” bordado e olhava ao redor como se buscasse algo com os olhos. Não demorou nem dois minutos para que a pseudo-espadachim abrisse um largo sorriso ao ver Konoka saindo pela porta que dava acesso ao local. Estava um pouco escuro e ela não conseguia divisar a expressão desta:
- Ojou-sama! Que surpresa receber sua ligação dizendo para vir até aqui! Estava assistindo ao jogo de basquete... – exclamou a shikigami caminhando até a outra garota com um sorriso maroto no rosto. – Será que você finalmente decidiu deixar de resistir a mim?
Konoka nada respondeu e continuou caminhando até chegar à beira do terraço, onde havia um parapeito. Setsuna-P foi até ela exibindo seu sorriso. Porém ao se aproximar mais da outra percebeu a expressão muito séria que esta tinha:
- Ojou-sama? – perguntou a shikigami perdendo um pouco do seu ar relaxado.
- Eu te chamei aqui, Setsuna-P, por que quero colocar um ponto final nessa estória que já foi longe demais. – disse Konoka sem olhar para a pseudo-garota que ergueu as sobrancelhas ao ouvir estas palavras, abriu a boca para falar algo, mas foi interrompida. – E não me venha com esse papo de “do que está falando, Ojou-sama?”! - exclamou encarando os olhos de Setsuna-P com determinação que esta ainda não tinha visto. – Isso é uma ordem.
Setsuna-P pareceu levar um tapa invisível ao ouvir a palavra “ordem”. Ficou com uma expressão atordoada. Afinal, era um servo, um servo que tem que cumprir tudo o que lhe digam ser “uma ordem”. Konoka percebeu os efeitos da palavra que usara sobre a pseudo-espadachim e aproveitou para continuar seu discurso:
- Tudo isso que aconteceu entre nós... isso tudo foi um erro... um erro meu...
- Mas Ojou-sama... – Setsuna-P parecia perdida diante da posição da quase-maga.
- Eu não posso continuar com isso...
Setsuna-P ficou sem reação por um momento. Konoka parou de falar percebendo que desta vez estava com o domínio da situação, pensou que desta vez conseguiria mesmo acabar com aquela “monstruosidade” que estava fazendo com sua Set-chan sem esta saber. Afinal, não é só por que não se sabe que deixe de contar. Porém a shikigami assumiu um tom agressivo depois de alguns instantes de aparente reflexão:
- Tudo isso é por causa dela?! – questionou em um tom exasperado que assustou a outra. Olhou nos da interrogadora antes de falar.
- “Dela”? Você está se referindo à...
- A outra. – afirmou Setsuna-P fintando os olhos de Konoka com algo que parecia quase mágoa. A garota de longos cabelos ergueu as sobrancelhas: “Outra?!”.
- Mas do que está falando?! – encarou incrédula a pseudo-garota a sua frente não acreditando na coragem desta de expressar-se dessa maneira. – Você é que é “a outra” Setsuna-P! Você é um shikigami!
Setsuna-P pareceu ficar muito mais irritada com esta afirmação de Konoka. Respirava com força encarando com verdadeiro rancor a garota. Segurou os dois pulsos desta com força prendendo-a para continuar:
- Mas eu não sou muito melhor do que ela?! Eu posso fazer tudo o que quiser de mim Ojou-sama! Não pode preferir ela!
- Setsuna-P, me solta. – Konoka sentia os pulsos presos, sendo puxados para a “garota”. – Para com isso... – dizia tentando livrar-se, mas não tinha força para isso e Setsuna-P não parecia nem um pouco disposta a ajudar, na verdade puxou Konoka até o corpo das duas encostar. A maga não acreditava que ia ser dobrada dessa maneira! Ainda por cima na força bruta mesmo!
- Ojou-sama... você tem que ser minha... – Setsuna-P parecia completamente fora de si (e há algum “si” nela?!). Puxava os lábios de Konoka para junto dos seus, mesmo que esta quase implorasse para que parasse enquanto fazia de tudo para livrar-se.
- Acho que isso não está no conjunto de coisas que eu mandei que fizesse, não é?
A shikigami estalou. Não apenas ela, Konoka também. Não podia ser verdade, mas ao soltar a quase-maga e virar-se a pseudo-garota confirmou seu provável pensamento que foi expresso pela sua fala estupefata:
- Setsuna Sakurazaki.
Setsuna encarava seu shikigami com uma expressão quase homicida. Respirava com força, as mãos tremendo, tentando controlar-se para não sacar a espada e acabar com tudo de uma vez. Konoka sentiu um alivio imenso ao ver sua Set-chan. Ela havia voltado afinal, porém rapidamente esse sentimento tornou-se temor: ela descobriria o grave erro que cometera? Não tinha coragem para falar diante da cena, apenas expressou-se com uma palavra:
- Set-chan...
- Não encoste mais nenhum dedo em Konoka Ojou-sama, Setsuna-P. – ordenou Setsuna com a voz tremida. O coração de Konoka apertou desconfortavelmente: “Konoka Ojou-sama?!”.
- Ora, mas eu não estava fazendo nada.... Setsuna Sakurazaki. – afirmou a serva erguendo os braços exibindo um sorriso debochado. Realmente não era um shikigami como outro.
- Não... minta pra mim... – Setsuna estava prestes a explodir a tentava se controlar de todas as maneiras. A “outra” pareceu perceber o que fazia a sua “mestra” estar tão alterada. Alargou mais o sorriso incomodo.
- Você nos viu aqui nesse terraço à tarde, não foi? – perguntou. Konoka prendeu a respiração: seria verdade? Será que Set-chan já sabia da sacanagem que havia “se deixado aprontar”?! Para o horror da garota o rosto de Setsuna tremeu ao ouvir a pergunta da shikigami e ela apertou os punhos com força. Setsuna tinha uma expressão de ódio no rosto e em nenhum momento olhou para a maga, como se esta nem estivesse ali.
- Set-chan... – Konoka sentiu um nó na garganta. Setsuna-P, por outro lado, parecia muito mais feliz e confiante diante do olhar ameaçador da sua “mestra”.
- Bom, se viu mesmo, então sabe que você não é mais necessária aqui. – afirmou a “garota” avançando lentamente na direção de Setsuna que continuava apenas a encarando. – Ojou-sama não precisa de você! Eu posso fazer tudo o que ela precisa! Por que não sai de Mahora e deixa eu ser Setsuna Sakurazaki por você? Garanto que eu me saí bem melhor do que você nisso!
Setsuna olhava sem piscar para a sua “eu” que desejava vê-la pelas costas o mais breve o possível. Um ódio mortal a consumindo por dentro: além de querer tomar Konoka para si, queria tomar sua vida toda para si. Mesmo que estivesse com muita vontade de quebrar a cara daquela shikigami com os próprios punhos, sabia que tinha uma arma muito mais sutil e eficiente. Sorriu com amargura para sua adversária fazendo esta se surpreender:
- Existe um detalhe que você está esquecendo, Setsuna-P.
- Detalhe? Mas do que está falando? – a pseudo-espadachim pareceu sentir-se verdadeiramente ameaçada.
- Eu sou real. Você não passa de uma ilusão. – disse Setsuna com simplicidade, com seu sorriso amargo ainda no rosto. Konoka não tinha reação, mas Setsuna-P pareceu sentir uma agonia aguda àquelas palavras.
- Eu... eu... – começou a recuar contra o parapeito do terraço como se tivesse sido gravemente ferida. Tinha a mão direita sobre o peito como se sangrasse.
- Eu posso acabar com sua existência a hora que quiser.
- NÃO! – Setsuna-P berrou ao encostar-se no parapeito. Se tivesse lágrimas provavelmente estaria chorando. Ofegava olhando com medo e raiva para sua “criadora”. Subiu no encosto encarando os olhos agora gélidos a sua frente. Tirou suas asas que eram as mesma de Setsuna. – Você não pode fazer isso comigo! Não vai!
Setsuna nada disse e sua shikigami saltou do terraço saindo pelos céus de Mahora. Apenas observou a figura distante de Setsuna-P, tinha agora uma expressão cansada e triste. Konoka não teve coragem de dizer nada: seu anjo sabia de seu pecado horrendo, nunca a perdoaria. Tinha que criar coragem para tentar se desculpar, mas as palavras não chegavam a sua boca:
- Ela não vai mais perturbá-la, Konoka Ojou-sama. – foi a única coisa que a espadachim disse a quase-maga, ainda sem olhá-la, antes de virar de costas e partir para dentro do prédio.
O vazio dentro do peito de Konoka era sufocante. Setsuna a odiava agora. Nunca mais teria o abraço da garota que tanto amava e esse pensamento fez lágrimas correrem pelo rosto da garota.
Era o fim.
...
ou seja..................
OOOOOOOOOOHHHHHHHHHH
cap MTO bom!!!!!!!!! XD
Vamos a ele logo! ^^''
CENA 16: UM PONTO FINAL
Asuna olhava temerosa para a figura de Setsuna que estava sentada na cadeira à sua escrivaninha de estudos. Estavam no quarto da ruiva a mais de dez minutos no mais completo silêncio. A garota não conseguia pensar em nada que pudesse consolar a amiga, a bakaranger se perguntou se a espadachim ainda estaria na realidade depois de ter visto o que viu. Ela própria não conseguia digerir as imagens do terraço que insistiam em repassar pela sua mente.
Konoka e Setsuna-P... Como isso era possível? A primeira coisa que ocorreu a garota foi o fato da shikigami agir de maneira sempre muito estranha, era diferente demais de Setsuna e chegava ao ponto de ser suspeita por parecer sempre estar escondendo algo atrás do sorriso debochado que carregava. Sim, provavelmente a pseudo-garota havia manipulado os sentimentos de Konoka a ponto de... Mas ainda assim, mesmo sendo manipulada, Konoka não teria também sua grande parcela de culpa? “Como assim Asuna? Você ta dizendo que ela fez... aquilo(!!) por que quis?”. Ora, se alguém mata sob influência das idéias de outra pessoa passa a ser inocente de seus atos?! Ora, mas que coisa estranha... já estava parecendo a Yue e suas filosofias!
O fato era que ela mesma não conseguia perdoar a atitude de Konoka intimamente, como estaria se sentindo então Setsuna?! Antes da viagem da garota as duas estavam num clima tão... “quase alguma coisa”! E a ruiva podia perceber o quanto a aproximação com a quase-maga estava sendo boa para sua amiga. Na verdade desde que voltara a falar com Konoka, Setsuna vinha se tornando mais acessível, mas desde o tal beijo das duas a espadachim estava se dando ao luxo de viver quase como uma garota comum de 16 anos, aproveitando as coisas simples de ser adolescente. Mas... e agora?! Devia estar com seus sentimentos despedaçados! Temia que a amiga fizesse alguma besteira contra si própria em um momento de aflição, talvez por isso ainda não tivesse tido coragem para falar qualquer coisa. Setsuna olhava fixamente para o chão de costas para ela, não chorava, mas provavelmente estava sangrando por dentro:
- Setsuna... – começou Asuna sem saber muito bem como continuar, se aproximando da espadachim e colocando uma mão sobre o ombro da amiga. Mesmo sem boas palavras queria consolar a garota.
- Sabe Asuna... – começou Setsuna ainda com o olhar perdido, a voz fraca e tremida. - Talvez seja melhor por um ponto final nas coisas antes do pior...
- Hum? – Asuna não entendeu o que a outra queria dizer com “coisas”. O que estava pensando em fazer? – Setsuna o que...
Porém, a ruiva não completou a fala. Setsuna se levantou subitamente da cadeira olhando na direção da porta do quarto. Asuna se surpreendeu e ia questionar o que havia acontecido quando ouviu o barulho de alguém colocando a chave no trinco. Setsuna não se deteve nem um segundo e saltou pela janela aberta do aposento:
- Setsuna! – Asuna exclamou indo até a janela vendo a outra garota pousar com firmeza no chão e sair em disparada pelo pátio. No instante seguinte sua indagação muda foi respondida ao se virar e ver Konoka entrando no quarto.
- Ah... oi Asuna. – cumprimentou a quase-maga e a ruiva se surpreendeu novamente: a garota parecia arrasada, tinha uma expressão de extremo desgosto na face.
- Oi... er... algum problema, Konoka? – perguntou tentando não evidenciar que havia descoberto qualquer coisa. Konoka parou no meio do caminho para a pequena cozinha do apartamento, os olhos fintando o vácuo.
- Como é possível trair a si mesmo sabendo disso?
- Quê? – a resposta-pergunta fora inesperada. Estaria Konoka se referindo a....
- Só alguém desprezível pra ser capaz de algo assim... – concluiu Konoka como se Asuna nem estivesse ali.
- Konoka do que você...
- Preciso por um ponto final nisso... não posso viver assim... – disse a garota distante mais para si do que para qualquer um. Asuna se assustou com a maneira de falar da amiga. Lembrou-se perfeitamente de Setsuna falando exatamente de “por um ponto final”. Konoka entrou na cozinha sem dizer mais nada deixando Asuna completamente ignorada sozinha.
A ruiva estava atordoada, fora muita coisa para sua mente de bakaranger. Parecia que Konoka afinal estava tão sentida com aquela situação quanto a própria Setsuna, mas... o que iria acontecer? Não tinha um bom pressentimento quanto ao que viria, sentia-se apreensiva pelas duas amigas. Será que tudo ia desandar assim?! Logo para as duas pessoas que mais pareciam feitas para serem “felizes para sempre”?! Droga! Asuna sentia-se frustrada por simplesmente não poder fazer nada para evitar o pior...
“Não estraguem tudo assim garotas...”
O céu estava parcialmente coberto por nuvens aquela noite e ventava bem frio. Sempre era assim no fim do outono em Mahora. O clima inspirava paz a calmaria. Infelizmente essa noite não seria assim para todos.
Setsuna-P chegou ao terraço vazio do prédio da república estudantil com o rosto um pouco corado, como se tivesse corrido para ali chegar. Trajava o casaco com o “Y” bordado e olhava ao redor como se buscasse algo com os olhos. Não demorou nem dois minutos para que a pseudo-espadachim abrisse um largo sorriso ao ver Konoka saindo pela porta que dava acesso ao local. Estava um pouco escuro e ela não conseguia divisar a expressão desta:
- Ojou-sama! Que surpresa receber sua ligação dizendo para vir até aqui! Estava assistindo ao jogo de basquete... – exclamou a shikigami caminhando até a outra garota com um sorriso maroto no rosto. – Será que você finalmente decidiu deixar de resistir a mim?
Konoka nada respondeu e continuou caminhando até chegar à beira do terraço, onde havia um parapeito. Setsuna-P foi até ela exibindo seu sorriso. Porém ao se aproximar mais da outra percebeu a expressão muito séria que esta tinha:
- Ojou-sama? – perguntou a shikigami perdendo um pouco do seu ar relaxado.
- Eu te chamei aqui, Setsuna-P, por que quero colocar um ponto final nessa estória que já foi longe demais. – disse Konoka sem olhar para a pseudo-garota que ergueu as sobrancelhas ao ouvir estas palavras, abriu a boca para falar algo, mas foi interrompida. – E não me venha com esse papo de “do que está falando, Ojou-sama?”! - exclamou encarando os olhos de Setsuna-P com determinação que esta ainda não tinha visto. – Isso é uma ordem.
Setsuna-P pareceu levar um tapa invisível ao ouvir a palavra “ordem”. Ficou com uma expressão atordoada. Afinal, era um servo, um servo que tem que cumprir tudo o que lhe digam ser “uma ordem”. Konoka percebeu os efeitos da palavra que usara sobre a pseudo-espadachim e aproveitou para continuar seu discurso:
- Tudo isso que aconteceu entre nós... isso tudo foi um erro... um erro meu...
- Mas Ojou-sama... – Setsuna-P parecia perdida diante da posição da quase-maga.
- Eu não posso continuar com isso...
Setsuna-P ficou sem reação por um momento. Konoka parou de falar percebendo que desta vez estava com o domínio da situação, pensou que desta vez conseguiria mesmo acabar com aquela “monstruosidade” que estava fazendo com sua Set-chan sem esta saber. Afinal, não é só por que não se sabe que deixe de contar. Porém a shikigami assumiu um tom agressivo depois de alguns instantes de aparente reflexão:
- Tudo isso é por causa dela?! – questionou em um tom exasperado que assustou a outra. Olhou nos da interrogadora antes de falar.
- “Dela”? Você está se referindo à...
- A outra. – afirmou Setsuna-P fintando os olhos de Konoka com algo que parecia quase mágoa. A garota de longos cabelos ergueu as sobrancelhas: “Outra?!”.
- Mas do que está falando?! – encarou incrédula a pseudo-garota a sua frente não acreditando na coragem desta de expressar-se dessa maneira. – Você é que é “a outra” Setsuna-P! Você é um shikigami!
Setsuna-P pareceu ficar muito mais irritada com esta afirmação de Konoka. Respirava com força encarando com verdadeiro rancor a garota. Segurou os dois pulsos desta com força prendendo-a para continuar:
- Mas eu não sou muito melhor do que ela?! Eu posso fazer tudo o que quiser de mim Ojou-sama! Não pode preferir ela!
- Setsuna-P, me solta. – Konoka sentia os pulsos presos, sendo puxados para a “garota”. – Para com isso... – dizia tentando livrar-se, mas não tinha força para isso e Setsuna-P não parecia nem um pouco disposta a ajudar, na verdade puxou Konoka até o corpo das duas encostar. A maga não acreditava que ia ser dobrada dessa maneira! Ainda por cima na força bruta mesmo!
- Ojou-sama... você tem que ser minha... – Setsuna-P parecia completamente fora de si (e há algum “si” nela?!). Puxava os lábios de Konoka para junto dos seus, mesmo que esta quase implorasse para que parasse enquanto fazia de tudo para livrar-se.
- Acho que isso não está no conjunto de coisas que eu mandei que fizesse, não é?
A shikigami estalou. Não apenas ela, Konoka também. Não podia ser verdade, mas ao soltar a quase-maga e virar-se a pseudo-garota confirmou seu provável pensamento que foi expresso pela sua fala estupefata:
- Setsuna Sakurazaki.
Setsuna encarava seu shikigami com uma expressão quase homicida. Respirava com força, as mãos tremendo, tentando controlar-se para não sacar a espada e acabar com tudo de uma vez. Konoka sentiu um alivio imenso ao ver sua Set-chan. Ela havia voltado afinal, porém rapidamente esse sentimento tornou-se temor: ela descobriria o grave erro que cometera? Não tinha coragem para falar diante da cena, apenas expressou-se com uma palavra:
- Set-chan...
- Não encoste mais nenhum dedo em Konoka Ojou-sama, Setsuna-P. – ordenou Setsuna com a voz tremida. O coração de Konoka apertou desconfortavelmente: “Konoka Ojou-sama?!”.
- Ora, mas eu não estava fazendo nada.... Setsuna Sakurazaki. – afirmou a serva erguendo os braços exibindo um sorriso debochado. Realmente não era um shikigami como outro.
- Não... minta pra mim... – Setsuna estava prestes a explodir a tentava se controlar de todas as maneiras. A “outra” pareceu perceber o que fazia a sua “mestra” estar tão alterada. Alargou mais o sorriso incomodo.
- Você nos viu aqui nesse terraço à tarde, não foi? – perguntou. Konoka prendeu a respiração: seria verdade? Será que Set-chan já sabia da sacanagem que havia “se deixado aprontar”?! Para o horror da garota o rosto de Setsuna tremeu ao ouvir a pergunta da shikigami e ela apertou os punhos com força. Setsuna tinha uma expressão de ódio no rosto e em nenhum momento olhou para a maga, como se esta nem estivesse ali.
- Set-chan... – Konoka sentiu um nó na garganta. Setsuna-P, por outro lado, parecia muito mais feliz e confiante diante do olhar ameaçador da sua “mestra”.
- Bom, se viu mesmo, então sabe que você não é mais necessária aqui. – afirmou a “garota” avançando lentamente na direção de Setsuna que continuava apenas a encarando. – Ojou-sama não precisa de você! Eu posso fazer tudo o que ela precisa! Por que não sai de Mahora e deixa eu ser Setsuna Sakurazaki por você? Garanto que eu me saí bem melhor do que você nisso!
Setsuna olhava sem piscar para a sua “eu” que desejava vê-la pelas costas o mais breve o possível. Um ódio mortal a consumindo por dentro: além de querer tomar Konoka para si, queria tomar sua vida toda para si. Mesmo que estivesse com muita vontade de quebrar a cara daquela shikigami com os próprios punhos, sabia que tinha uma arma muito mais sutil e eficiente. Sorriu com amargura para sua adversária fazendo esta se surpreender:
- Existe um detalhe que você está esquecendo, Setsuna-P.
- Detalhe? Mas do que está falando? – a pseudo-espadachim pareceu sentir-se verdadeiramente ameaçada.
- Eu sou real. Você não passa de uma ilusão. – disse Setsuna com simplicidade, com seu sorriso amargo ainda no rosto. Konoka não tinha reação, mas Setsuna-P pareceu sentir uma agonia aguda àquelas palavras.
- Eu... eu... – começou a recuar contra o parapeito do terraço como se tivesse sido gravemente ferida. Tinha a mão direita sobre o peito como se sangrasse.
- Eu posso acabar com sua existência a hora que quiser.
- NÃO! – Setsuna-P berrou ao encostar-se no parapeito. Se tivesse lágrimas provavelmente estaria chorando. Ofegava olhando com medo e raiva para sua “criadora”. Subiu no encosto encarando os olhos agora gélidos a sua frente. Tirou suas asas que eram as mesma de Setsuna. – Você não pode fazer isso comigo! Não vai!
Setsuna nada disse e sua shikigami saltou do terraço saindo pelos céus de Mahora. Apenas observou a figura distante de Setsuna-P, tinha agora uma expressão cansada e triste. Konoka não teve coragem de dizer nada: seu anjo sabia de seu pecado horrendo, nunca a perdoaria. Tinha que criar coragem para tentar se desculpar, mas as palavras não chegavam a sua boca:
- Ela não vai mais perturbá-la, Konoka Ojou-sama. – foi a única coisa que a espadachim disse a quase-maga, ainda sem olhá-la, antes de virar de costas e partir para dentro do prédio.
O vazio dentro do peito de Konoka era sufocante. Setsuna a odiava agora. Nunca mais teria o abraço da garota que tanto amava e esse pensamento fez lágrimas correrem pelo rosto da garota.
Era o fim.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Posted by Se-chan
Mastered Negima Lives 15
CENA 15: A OUTRA SETSUNA – PARTE 3
- Você vai mesmo, Setsuna-senpai?! – perguntou Yunna Akashi emocionada.
Setsuna-P vinha atravessando os campos próximos a um dos prédios dos clubes culturais de Mahora, havia acabado de ser expulsa da sala do clube de artes esotéricas por Konoka e agora seguia em direção ao campus universitário quando encontrara com o quarteto esportista.
- O que? A Sakurazaki-san vai assistir ao seu jogo, Yunna? – perguntou Makie curiosa.
- Não sabia que você gostava de basquete, Sakurazaki-san. – comentou Akira com seu tom tranqüilo de sempre.
- Sim, eu na verdade aprecio muito o basquete. – disse Setsuna-P com um sorriso de lado. – Estou mesmo curiosa para saber se Yunna-chan joga mesmo tão bem... – disse olhando de lado para a jogadora.
- Você não vai se decepcionar, Setsuna-senpai! – prometeu Yunna erguendo o punho no ar.
- Você não quer ir assistir ao meu treino de ginástica um dia desses Sakurazaki-san? – perguntou Makie que andava convidando a todos que podia para exibir sua melhora significativa na ginástica. Setsuna-P olhou Makie de cima a baixo antes de responder. No que estaria reparando? Talvez nas curvas da garota que haviam se acentuado bastante no último ano, ou talvez...
- Pode ser... – respondeu enigmaticamente e Ako ergueu uma sobrancelha.
- O que está fazendo por aqui, Sakurazaki-san? – perguntou a enfermeira.
- Apenas deixando Konoka Ojou-sama no clube. – respondeu tentando ser impassível, mas Akira reparou num leve tom de irritação que não comentou.
- Ah... por acaso, Setsuna-senpai... – começou Yunna corando levemente.
- Hum?
- ... Você e a Konoka-san... vocês tem alguma coisa? – perguntou e as outras esportitas engasgaram. Claro que toda a turma tinha essa curiosidade, mas não haviam ainda chegado ao ponto de perguntar assim tão descaradamente para a espadachim. Setsuna-P ergueu uma sobrancelha em surpresa.
- Sabe... – disse baixo inclinando-se para Yunna que aproximou o ouvido para escutar. As outras três garotas ficaram ávidas de curiosidade, mas a pseudo-garota tomou cuidado para ser ouvida apenas pela jogadora. – Minha relação com Konoka Ojou-sama não me impede de conferir sua habilidade durante e depois do jogo amanhã...
- Q-Quê!? – Yunna surpreendeu-se e se afastou de Setsuna-P como se esta pudesse ter alguma doença contagiosa e as outras garotas ficaram ainda mais curiosas.
- Heim?! O que houve Yunna?! – perguntou Makie puxando a jogadora que estava muito corada.
- Você está bem Yunna? – perguntou Ako preocupada colocando a mão sobre a testa quente da garota de cabelos pretos amarrados. – Está com febre?
- Ah... – Yunna fintou o rosto impassível de Setsuna-P que olhava para frente enquanto caminhavam, parecia meio confusa com o que ouvira, mas logo percebeu que não poderia mesmo compartilhar com as amigas o motivo de tanto alvoroço. – Não foi nada... sério mesmo.
- Nada? – estranhou Akira nada convencida. Yunna pode observar um sorrisinho discreto surgir àquela afirmação, não entendeu o por que, mas não conseguiu evitar corar.
“Mas o que houve com a Setsuna-senpai nesses dias?”
Enquanto isso, Konoka Konoe estava sentada no chão bem no meio da sala do clube de artes esotéricas. Estava tentando esvaziar a mente para a realização de alguma magia, porém a imagem de Setsuna-p não parava de lhe ocorrer de minuto em minuto. Droga! Por que tinha se deixado levar daquela maneira?! A culpa a havia remoído a noite inteira, não a deixando dormir e nem a deixando sentir sono durante o dia. Como podia ser tão... estúpida! Sim! Essa era a palavra que a melhor definia naquela situação: estúpida! Estava traindo sordidamente os sentimentos da espadachim que tanto amava e não fazia nada para parar com isso! Argh... Setsuna podia muito bem se castigar chamando-se de “monstro”, mas a quase-maga tinha certeza que ela não era capaz de cometer tamanha atrocidade como aquela.
Bom, mas talvez não estivesse tudo assim tão perdido! Ainda podia por um ponto final naquilo tudo antes da volta de Setsuna. Ainda tinha dois dias para isso, já que estava na tarde do quinto dia sem a guarda-costas. Como o tempo se arrastara desde o dia da partida desta! Konoka sentia como se tivesse vivido mais de um ano desde que seu anjo se fora a trabalho, estava exausta e triste, mas ainda havia alguma determinação para tentar consertar as coisas. Já havia conseguido algum progresso, afinal, conseguira expulsar Setsuna-P da sala do clube pra ficar sozinha, a shikigami não conseguira passar por cima de suas vontades para satisfazer seus... próprios interesses. Isso era mesmo uma pequena vitória a se comemorar!
“Ara Konoka! Concentre-se!” disse a si mesma em pensamento, tirando os devaneios de foco.
Concentrou-se, fez um silencio audível na sala. Não era um silencio comum, era como se tivesse sido retirado todo o som dali. Konoka fechou os olhos e começou a tentar expandir sua percepção. Estava tentando fazer uma magia de telepatia. Estava na verdade tentando se comunicar de alguma maneira com Setsuna, mas isso era quase impossível. Estava muito distante e ela não tinha preparo o suficiente para conseguir contato em um lugar tão longe, não conseguia nem ao menos estender sua percepção mágica por toda Mahora! Mas isso não impedia a quase-maga de tentar, afinal já havia conseguido superar muitas barreiras no caminho da magia nos últimos meses sem que nenhuma das pessoas próximas a ela percebessem.
“Set-chan...” emitia a garota através dos pensamentos com uma força de vontade imensa pra tentar completar a ligação com algum lugar próximo a Kioto. “Set-chan.... volta logo.”.
De repente a quase-maga sentiu algo muito forte. Uma dor, mas não uma dor física, mas sim um sentimento terrível, como a angustia de se sentir o mundo desmoronar. O que era aquilo?! Konoka abriu os olhos ofegante. Seria a sensação... os sentimentos de Setsuna?! Mas... haveria conseguido mesmo chegar até o coração de sua espadachim mesmo ela estando tão longe?
Com ainda mais empenho que antes, a garota de longos cabelos chocolate fechou os olhos e procurou novamente aquele sentimento no vácuo dentro de si. Conseguiu localiza-lo a sentir o quanto era forte. Haviam palavras! Mas não conseguia escutar o que diziam. Konoka forçou ainda mais a mente fazendo suas têmporas pulsarem no esforço. Era uma voz feminina, mas turva como se a pessoa que as ouvisse não conseguisse ordenar o que havia recebido. Por algum tempo continuou tentando decifrar aqueles sons até que eles ricochetearam e se tornaram claros e audíveis, por mais estranho que fosse ouvir algo dentro da mente de outra pessoa.
“Konoka Ojou-sama nunca vai poder ser sua, senpai”.
O coração da garota disparou. Aquela voz, aquelas palavras... não podia ser, mas tinha certeza que era e estava acontecendo em algum lugar muito distante dali. Aqueles eram mesmo os pensamentos de sua Set-chan! Konoka nem conseguia parar ver o quanto era incrível o fato de ter conseguido se ligar a mente de Setsuna a tantos quilômetros dali. Seus sentidos estavam todos voltados para os sentimentos que se modificavam e se tornavam ainda mais terríveis. A maga branca recebia os sentimentos de dor e confusão que ali estavam, havia muito sofrimento e havia uma certeza crescente: as palavras que ouvira eram verdadeiras.
“Não!” Konoka não podia permitir que Setsuna concluísse aquilo! Será que simplesmente desistiria delas?! Ela forçou ainda mais os pensamentos, não se importou com os avisos que lera nos livros de magia branca sobre os riscos de tanto esforço na comunicação telepática. Tudo o que importava era impedir que o pior acontecesse.
- Não me deixe Set-chan! – exclamou a garota às paredes do clube batendo com os punhos no chão. O elo foi desfeito e Konoka sentiu-se de volta ao clube de artes esotéricas. Sua respiração estava dolorida e ruidosa. Ela abriu os olhos e sentiu náuseas incrivelmente fortes junto com uma dor aguda na cabeça. Deitou-se no chão com o peito para cima para tentar respirar. Havia perdido a ligação que tivera com Setsuna no momento anterior... será que havia perdido a espadachim também? A dúvida formigava no seu peito enquanto ela tentava recuperar a noção de espaço-tempo. Sentia-se realmente cansada agora, havia empenhado todo o poder que conseguia manipular naquele contato e agora não sabia se teria forças para sequer sair dali:
- Konoka? – ouviu-se uma voz junto com batidas na porta da sala. Konoka olhou para esta ainda deitada.
- Asuna? – perguntou de volta com a voz cortada pela vontade de chorar que também sentia.
- O que houve Konoka? Você tá bem?! – perguntou a voz sobressaltada de Asuna ao perceber o tom estranho na voz da amiga. Konoka sentiu um pouco melhor só por perceber que a amiga estava ali e se preocupava com ela, e principalmente, sentiu-se melhor por ter certeza que conseguiria livrar-se de Setsuna-P pelo resto do dia agora que Asuna estava ali para buscá-la.
Levantou-se sentindo as pernas tremerem, havia sido mesmo a experiência mais forte que já tivera desde que começara a usar a sala do clube de artes esotéricas como sala de treino. Enxugou as lágrimas que haviam conseguido cair pelo seu rosto e foi até a porta, abrindo-a:
- Você ta bem garota? – perguntou a ruiva vendo a expressão nada saudável no rosto da amiga, estava com um tom ligeiramente acinzentado na pele, colocando uma das mãos sobre o ombro desta.
- Não foi nada Asuna. Só estou um pouco cansada. – respondeu Konoka tentando sorrir, sem sucesso.
- Tem certeza? – a baka ranger pareceu não acreditar muito na desculpa. – Hum... vamos, então?
- Ta. – foi tudo o que Konoka conseguiu responder e as duas garotas começaram a caminhar de volta para a república estudantil. Asuna ainda desconfiava, mas preferiu deixar a amiga nos próprios pensamentos. Konoka por sua vez, não conseguia deixar de pensar que não sabia se realmente Setsuna pudera ou não ouvi-la. E se não? E se a tivesse perdido para sempre?! Agora mesmo era que Konoka sentia que devia por um ponto final na história escabrosa que estava “deixando acontecer” entre ela e Setsuna-P. Tinha que se ver logo livre de pelo menos uma das coisas que agora a atormentava. Logo.
- O que houve Ojou-sama? Por que me chamou aqui?
Setsuna-P observava a bela paisagem da república estudantil que se podia ver do terraço onde agora estava apenas com Konoka. Trajava um casaco de time com uma letra “Y” gravada em roxo. Tinha uma leve expressão de curiosidade misturada com um sorrisinho malicioso, talvez por estar a sós em um belo lugar como aquele com Konoka, e mais: tendo sida chamada lá pela mesma. Quem sabe sua misteriosa mente já estivesse formulando teorias ou armadilhas astutas para a jovem Konoe.
Já Konoka observava a paisagem até ensolarada para um dia do meio de novembro enquanto colocava os pensamentos em ordem. Estava ali para por um fim naquela situação mais que desconfortável na qual se deixara pôr. Já era a tarde do sexto dia sem sua Set-chan e ainda não tinha tido coragem para falar a sério com a pseudo-espadachim. Tinha que fazer isso logo, pois em breve sua “(eu espero que ainda) quase alguma coisa” estaria chegando e ela não conseguiria encara-la se não resolvesse aquela situação. Pensando bem: será que ela realmente voltaria?
A quase-maga estava tão absorta em seus pensamentos com os olhos nas árvores ao longe que nem ouviu a pergunta da “garota”. Setsuna-P aproveitou-se de sua distração para aproximar-se pelas suas costas discretamente. Sorriu de lado antes de sussurrar próximo da orelha esquerda da garota:
- Algo errado Ojou-sama? – Konoka sobressaltou-se e fez menção de afastar-se da outra, mas Setsuna-P segurou-a pela cintura fazendo-as ficar de frente uma para a outra, com os rostos a dez centímetros do outro.
- Ah... – a garota quase se esqueceu do objetivo de estar ali diante do olhar penetrante da pseudo-garota, mas conseguiu recuperar os pensamentos antes que esta tomasse alguma outra iniciativa. – Preciso falar muito sério com você, Setsuna-P. – disse se desvencilhando dos braços firmes da outra. Setsuna-P ergue uma sobrancelha, não parecia realmente surpresa, parecia mais irônica do que qualquer outra coisa na verdade.
- E do que se trata Ojou-sama? –perguntou deixando o tom de deboche transparecer. Konoka sentiu-se desafiada.
- Não podemos continuar com essas coisas Setsuna-P. – disse ela sendo o mais direta e objetiva o possível. O sorriso da outra se alargou um pouco mais enquanto esta diminuía novamente o espaço entre as duas.
- Está falando de que exatamente Ojou-sama? – perguntou com um tom de falsa inocência já segurando os cotovelos de Konoka com as mãos.
- Estou falando exatamente disso! – afirmou Konoka tentando soltar-se, mas Setsuna-P era mais forte e conseguia impedi-la mesmo sem fazer força.
- Ué? Vai me dizer que não está satisfeita com meus serviços Ojou-sama...
- Não é isso... – Konoka argumentou enquanto Setsuna-P segurava-a pela nuca forçando a se aproximarem, seu coração começou a disparar novamente. – Isso... não é certo...
- Ora, Ojou-sama... – Setsuna-P demonstrava a cada centímetro vencido que parecia saber muito bem como vencer a vontade de Konoka. – Vai me dizer que não gosta desses lábios, dessa voz, desse corpo...
- E.... eu... isso... não está certo... Setsuna-P... – Konoka tentou resistir ao máximo, mas não pode evitar ter os lábios tocados por Setsuna-P. Não conseguiu evitar ter sua boca completamente tomada pela da pseudo-espadachim. Sim, ela gostava mesmo daqueles lábios, daquela boca, mas não era Setsuna! Não podia usar-se desse artifício tão... deplorável só porque queria verdadeiramente poder ter os lábios de Setsuna! Então por que raios não saía daqueles beijos? Por que ainda por cima os retribuía com a mesma vontade que os recebia?! Por que?!
Konoka estava em um mar de sentimentos a pensamentos confusos nos braços de Setsuna-P. A própria parecia perdida enquanto provava a boca de sua protegida como se necessitasse dela como se necessita de ar. Ambas estávamos inconscientes de qualquer coisa além de si próprias e seus beijos ardentes, inconscientes demais para ouvir uma voz atrás delas, uma voz que rapidamente foi silenciada:
- Mas que bicho te mordeu ga...
Tudo o que Konoka percebia eram os braços de Setsuna-P em sua cintura e suas costas e sua língua explorando sua boca. Estava submersa demais para perceber a presença de um ki bem familiar logo à entrada do terraço, mais ainda para olhar para as figuras de Asuna e Setsuna paralisadas observando a cena.
Mas era exatamente aquilo.
- Você vai mesmo, Setsuna-senpai?! – perguntou Yunna Akashi emocionada.
Setsuna-P vinha atravessando os campos próximos a um dos prédios dos clubes culturais de Mahora, havia acabado de ser expulsa da sala do clube de artes esotéricas por Konoka e agora seguia em direção ao campus universitário quando encontrara com o quarteto esportista.
- O que? A Sakurazaki-san vai assistir ao seu jogo, Yunna? – perguntou Makie curiosa.
- Não sabia que você gostava de basquete, Sakurazaki-san. – comentou Akira com seu tom tranqüilo de sempre.
- Sim, eu na verdade aprecio muito o basquete. – disse Setsuna-P com um sorriso de lado. – Estou mesmo curiosa para saber se Yunna-chan joga mesmo tão bem... – disse olhando de lado para a jogadora.
- Você não vai se decepcionar, Setsuna-senpai! – prometeu Yunna erguendo o punho no ar.
- Você não quer ir assistir ao meu treino de ginástica um dia desses Sakurazaki-san? – perguntou Makie que andava convidando a todos que podia para exibir sua melhora significativa na ginástica. Setsuna-P olhou Makie de cima a baixo antes de responder. No que estaria reparando? Talvez nas curvas da garota que haviam se acentuado bastante no último ano, ou talvez...
- Pode ser... – respondeu enigmaticamente e Ako ergueu uma sobrancelha.
- O que está fazendo por aqui, Sakurazaki-san? – perguntou a enfermeira.
- Apenas deixando Konoka Ojou-sama no clube. – respondeu tentando ser impassível, mas Akira reparou num leve tom de irritação que não comentou.
- Ah... por acaso, Setsuna-senpai... – começou Yunna corando levemente.
- Hum?
- ... Você e a Konoka-san... vocês tem alguma coisa? – perguntou e as outras esportitas engasgaram. Claro que toda a turma tinha essa curiosidade, mas não haviam ainda chegado ao ponto de perguntar assim tão descaradamente para a espadachim. Setsuna-P ergueu uma sobrancelha em surpresa.
- Sabe... – disse baixo inclinando-se para Yunna que aproximou o ouvido para escutar. As outras três garotas ficaram ávidas de curiosidade, mas a pseudo-garota tomou cuidado para ser ouvida apenas pela jogadora. – Minha relação com Konoka Ojou-sama não me impede de conferir sua habilidade durante e depois do jogo amanhã...
- Q-Quê!? – Yunna surpreendeu-se e se afastou de Setsuna-P como se esta pudesse ter alguma doença contagiosa e as outras garotas ficaram ainda mais curiosas.
- Heim?! O que houve Yunna?! – perguntou Makie puxando a jogadora que estava muito corada.
- Você está bem Yunna? – perguntou Ako preocupada colocando a mão sobre a testa quente da garota de cabelos pretos amarrados. – Está com febre?
- Ah... – Yunna fintou o rosto impassível de Setsuna-P que olhava para frente enquanto caminhavam, parecia meio confusa com o que ouvira, mas logo percebeu que não poderia mesmo compartilhar com as amigas o motivo de tanto alvoroço. – Não foi nada... sério mesmo.
- Nada? – estranhou Akira nada convencida. Yunna pode observar um sorrisinho discreto surgir àquela afirmação, não entendeu o por que, mas não conseguiu evitar corar.
“Mas o que houve com a Setsuna-senpai nesses dias?”
Enquanto isso, Konoka Konoe estava sentada no chão bem no meio da sala do clube de artes esotéricas. Estava tentando esvaziar a mente para a realização de alguma magia, porém a imagem de Setsuna-p não parava de lhe ocorrer de minuto em minuto. Droga! Por que tinha se deixado levar daquela maneira?! A culpa a havia remoído a noite inteira, não a deixando dormir e nem a deixando sentir sono durante o dia. Como podia ser tão... estúpida! Sim! Essa era a palavra que a melhor definia naquela situação: estúpida! Estava traindo sordidamente os sentimentos da espadachim que tanto amava e não fazia nada para parar com isso! Argh... Setsuna podia muito bem se castigar chamando-se de “monstro”, mas a quase-maga tinha certeza que ela não era capaz de cometer tamanha atrocidade como aquela.
Bom, mas talvez não estivesse tudo assim tão perdido! Ainda podia por um ponto final naquilo tudo antes da volta de Setsuna. Ainda tinha dois dias para isso, já que estava na tarde do quinto dia sem a guarda-costas. Como o tempo se arrastara desde o dia da partida desta! Konoka sentia como se tivesse vivido mais de um ano desde que seu anjo se fora a trabalho, estava exausta e triste, mas ainda havia alguma determinação para tentar consertar as coisas. Já havia conseguido algum progresso, afinal, conseguira expulsar Setsuna-P da sala do clube pra ficar sozinha, a shikigami não conseguira passar por cima de suas vontades para satisfazer seus... próprios interesses. Isso era mesmo uma pequena vitória a se comemorar!
“Ara Konoka! Concentre-se!” disse a si mesma em pensamento, tirando os devaneios de foco.
Concentrou-se, fez um silencio audível na sala. Não era um silencio comum, era como se tivesse sido retirado todo o som dali. Konoka fechou os olhos e começou a tentar expandir sua percepção. Estava tentando fazer uma magia de telepatia. Estava na verdade tentando se comunicar de alguma maneira com Setsuna, mas isso era quase impossível. Estava muito distante e ela não tinha preparo o suficiente para conseguir contato em um lugar tão longe, não conseguia nem ao menos estender sua percepção mágica por toda Mahora! Mas isso não impedia a quase-maga de tentar, afinal já havia conseguido superar muitas barreiras no caminho da magia nos últimos meses sem que nenhuma das pessoas próximas a ela percebessem.
“Set-chan...” emitia a garota através dos pensamentos com uma força de vontade imensa pra tentar completar a ligação com algum lugar próximo a Kioto. “Set-chan.... volta logo.”.
De repente a quase-maga sentiu algo muito forte. Uma dor, mas não uma dor física, mas sim um sentimento terrível, como a angustia de se sentir o mundo desmoronar. O que era aquilo?! Konoka abriu os olhos ofegante. Seria a sensação... os sentimentos de Setsuna?! Mas... haveria conseguido mesmo chegar até o coração de sua espadachim mesmo ela estando tão longe?
Com ainda mais empenho que antes, a garota de longos cabelos chocolate fechou os olhos e procurou novamente aquele sentimento no vácuo dentro de si. Conseguiu localiza-lo a sentir o quanto era forte. Haviam palavras! Mas não conseguia escutar o que diziam. Konoka forçou ainda mais a mente fazendo suas têmporas pulsarem no esforço. Era uma voz feminina, mas turva como se a pessoa que as ouvisse não conseguisse ordenar o que havia recebido. Por algum tempo continuou tentando decifrar aqueles sons até que eles ricochetearam e se tornaram claros e audíveis, por mais estranho que fosse ouvir algo dentro da mente de outra pessoa.
“Konoka Ojou-sama nunca vai poder ser sua, senpai”.
O coração da garota disparou. Aquela voz, aquelas palavras... não podia ser, mas tinha certeza que era e estava acontecendo em algum lugar muito distante dali. Aqueles eram mesmo os pensamentos de sua Set-chan! Konoka nem conseguia parar ver o quanto era incrível o fato de ter conseguido se ligar a mente de Setsuna a tantos quilômetros dali. Seus sentidos estavam todos voltados para os sentimentos que se modificavam e se tornavam ainda mais terríveis. A maga branca recebia os sentimentos de dor e confusão que ali estavam, havia muito sofrimento e havia uma certeza crescente: as palavras que ouvira eram verdadeiras.
“Não!” Konoka não podia permitir que Setsuna concluísse aquilo! Será que simplesmente desistiria delas?! Ela forçou ainda mais os pensamentos, não se importou com os avisos que lera nos livros de magia branca sobre os riscos de tanto esforço na comunicação telepática. Tudo o que importava era impedir que o pior acontecesse.
- Não me deixe Set-chan! – exclamou a garota às paredes do clube batendo com os punhos no chão. O elo foi desfeito e Konoka sentiu-se de volta ao clube de artes esotéricas. Sua respiração estava dolorida e ruidosa. Ela abriu os olhos e sentiu náuseas incrivelmente fortes junto com uma dor aguda na cabeça. Deitou-se no chão com o peito para cima para tentar respirar. Havia perdido a ligação que tivera com Setsuna no momento anterior... será que havia perdido a espadachim também? A dúvida formigava no seu peito enquanto ela tentava recuperar a noção de espaço-tempo. Sentia-se realmente cansada agora, havia empenhado todo o poder que conseguia manipular naquele contato e agora não sabia se teria forças para sequer sair dali:
- Konoka? – ouviu-se uma voz junto com batidas na porta da sala. Konoka olhou para esta ainda deitada.
- Asuna? – perguntou de volta com a voz cortada pela vontade de chorar que também sentia.
- O que houve Konoka? Você tá bem?! – perguntou a voz sobressaltada de Asuna ao perceber o tom estranho na voz da amiga. Konoka sentiu um pouco melhor só por perceber que a amiga estava ali e se preocupava com ela, e principalmente, sentiu-se melhor por ter certeza que conseguiria livrar-se de Setsuna-P pelo resto do dia agora que Asuna estava ali para buscá-la.
Levantou-se sentindo as pernas tremerem, havia sido mesmo a experiência mais forte que já tivera desde que começara a usar a sala do clube de artes esotéricas como sala de treino. Enxugou as lágrimas que haviam conseguido cair pelo seu rosto e foi até a porta, abrindo-a:
- Você ta bem garota? – perguntou a ruiva vendo a expressão nada saudável no rosto da amiga, estava com um tom ligeiramente acinzentado na pele, colocando uma das mãos sobre o ombro desta.
- Não foi nada Asuna. Só estou um pouco cansada. – respondeu Konoka tentando sorrir, sem sucesso.
- Tem certeza? – a baka ranger pareceu não acreditar muito na desculpa. – Hum... vamos, então?
- Ta. – foi tudo o que Konoka conseguiu responder e as duas garotas começaram a caminhar de volta para a república estudantil. Asuna ainda desconfiava, mas preferiu deixar a amiga nos próprios pensamentos. Konoka por sua vez, não conseguia deixar de pensar que não sabia se realmente Setsuna pudera ou não ouvi-la. E se não? E se a tivesse perdido para sempre?! Agora mesmo era que Konoka sentia que devia por um ponto final na história escabrosa que estava “deixando acontecer” entre ela e Setsuna-P. Tinha que se ver logo livre de pelo menos uma das coisas que agora a atormentava. Logo.
- O que houve Ojou-sama? Por que me chamou aqui?
Setsuna-P observava a bela paisagem da república estudantil que se podia ver do terraço onde agora estava apenas com Konoka. Trajava um casaco de time com uma letra “Y” gravada em roxo. Tinha uma leve expressão de curiosidade misturada com um sorrisinho malicioso, talvez por estar a sós em um belo lugar como aquele com Konoka, e mais: tendo sida chamada lá pela mesma. Quem sabe sua misteriosa mente já estivesse formulando teorias ou armadilhas astutas para a jovem Konoe.
Já Konoka observava a paisagem até ensolarada para um dia do meio de novembro enquanto colocava os pensamentos em ordem. Estava ali para por um fim naquela situação mais que desconfortável na qual se deixara pôr. Já era a tarde do sexto dia sem sua Set-chan e ainda não tinha tido coragem para falar a sério com a pseudo-espadachim. Tinha que fazer isso logo, pois em breve sua “(eu espero que ainda) quase alguma coisa” estaria chegando e ela não conseguiria encara-la se não resolvesse aquela situação. Pensando bem: será que ela realmente voltaria?
A quase-maga estava tão absorta em seus pensamentos com os olhos nas árvores ao longe que nem ouviu a pergunta da “garota”. Setsuna-P aproveitou-se de sua distração para aproximar-se pelas suas costas discretamente. Sorriu de lado antes de sussurrar próximo da orelha esquerda da garota:
- Algo errado Ojou-sama? – Konoka sobressaltou-se e fez menção de afastar-se da outra, mas Setsuna-P segurou-a pela cintura fazendo-as ficar de frente uma para a outra, com os rostos a dez centímetros do outro.
- Ah... – a garota quase se esqueceu do objetivo de estar ali diante do olhar penetrante da pseudo-garota, mas conseguiu recuperar os pensamentos antes que esta tomasse alguma outra iniciativa. – Preciso falar muito sério com você, Setsuna-P. – disse se desvencilhando dos braços firmes da outra. Setsuna-P ergue uma sobrancelha, não parecia realmente surpresa, parecia mais irônica do que qualquer outra coisa na verdade.
- E do que se trata Ojou-sama? –perguntou deixando o tom de deboche transparecer. Konoka sentiu-se desafiada.
- Não podemos continuar com essas coisas Setsuna-P. – disse ela sendo o mais direta e objetiva o possível. O sorriso da outra se alargou um pouco mais enquanto esta diminuía novamente o espaço entre as duas.
- Está falando de que exatamente Ojou-sama? – perguntou com um tom de falsa inocência já segurando os cotovelos de Konoka com as mãos.
- Estou falando exatamente disso! – afirmou Konoka tentando soltar-se, mas Setsuna-P era mais forte e conseguia impedi-la mesmo sem fazer força.
- Ué? Vai me dizer que não está satisfeita com meus serviços Ojou-sama...
- Não é isso... – Konoka argumentou enquanto Setsuna-P segurava-a pela nuca forçando a se aproximarem, seu coração começou a disparar novamente. – Isso... não é certo...
- Ora, Ojou-sama... – Setsuna-P demonstrava a cada centímetro vencido que parecia saber muito bem como vencer a vontade de Konoka. – Vai me dizer que não gosta desses lábios, dessa voz, desse corpo...
- E.... eu... isso... não está certo... Setsuna-P... – Konoka tentou resistir ao máximo, mas não pode evitar ter os lábios tocados por Setsuna-P. Não conseguiu evitar ter sua boca completamente tomada pela da pseudo-espadachim. Sim, ela gostava mesmo daqueles lábios, daquela boca, mas não era Setsuna! Não podia usar-se desse artifício tão... deplorável só porque queria verdadeiramente poder ter os lábios de Setsuna! Então por que raios não saía daqueles beijos? Por que ainda por cima os retribuía com a mesma vontade que os recebia?! Por que?!
Konoka estava em um mar de sentimentos a pensamentos confusos nos braços de Setsuna-P. A própria parecia perdida enquanto provava a boca de sua protegida como se necessitasse dela como se necessita de ar. Ambas estávamos inconscientes de qualquer coisa além de si próprias e seus beijos ardentes, inconscientes demais para ouvir uma voz atrás delas, uma voz que rapidamente foi silenciada:
- Mas que bicho te mordeu ga...
Tudo o que Konoka percebia eram os braços de Setsuna-P em sua cintura e suas costas e sua língua explorando sua boca. Estava submersa demais para perceber a presença de um ki bem familiar logo à entrada do terraço, mais ainda para olhar para as figuras de Asuna e Setsuna paralisadas observando a cena.
Mas era exatamente aquilo.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Posted by Se-chan