MaStErEd NeGiMa: LiVeS cEnA 07

Oiii gente!!!
To com o teclado todo errado, entaum vo se breve:
Tah me vindo cada inspiração pra fazer um fic novo Kono-Setsu.. e o "pior"... ele seria yuri XD *tem diferença entre shoujo-ai e yuri!*
Mas devo deixar isso por conta da Milk uahauhuahuahahah


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CENA 07: NOVAMENTE EU E VOCÊ


Setsuna ainda estava com os pensamentos perturbados quando chegou a sala de aula. Sentia triste por ter sido definitivamente derrotada por sua consciência, triste por que teria que encarar mais um dia da cara triste e desolada de “sua” Ojou-sama e triste por...

- Bom dia, Set-chan!!! – Exclamou Konoka se atirando nos braços da garota que por muito pouco não foi parar no chão.

- K-kono-chan?! – o susto a fez esquecer as formalidades de sempre. Não esperava uma recepção calorosa como aquela.

- Hoje está parecendo um ótimo dia, não é Set-chan? – perguntou a garota de longos cabelos negros parecendo nem um pouco disposta a soltar sua “amiga”. Setsuna não pode deixar de pensar em seu pressentimento e olhou confusa para a outra.

- O que houve Kono-chan?

- Ué? Nada, oras! Por que você e a Asuna me perguntaram isso?

A espadachim não podia acreditar que depois de quase duas semanas tinha de volta sua Kono-chan do jeito de sempre, alegre, sorridente e incrivelmente linda com seu sorriso Konoe. Teve que se conter para não chorar de tanta alegria e contentou-se em sorrir radiante de volta para a garota que parecia um gatinho fofo pedindo para ser afofado mais ainda:

- Que bom que está bem Kono-chan! – exclamou por fim para demonstrar em palavras sua felicidade e teve que parar antes que dissesse “Estava com tanta saudade da minha Kono-chan alegre de sempre”. Isso seria insolência demais para uma reles meia-youkai.

Depois dessa cena, que varias alunas incluindo Asuna e Evangeline, assistiram com o coração apertado como se assiste a um filme meloso de romance, a aula começou e todas voltaram a seus lugares. No meio de uma leitura de Historia, porém, Setsuna viu um papelzinho voar com precisão até sua cadeira. Abaixou-se e juntou-o, lendo:


Set-chan,
Que tal se fossemos passear um pouco depois das aulas? Digo... Só nós duas. Tenho uma coisa importante que eu gostaria de te dizer hoje. Espero que aceite.
Konoka Konoe.


Setsuna ficou realmente curiosa ao ler este pequenino bilhete. Claro que não estranhava o fato de uma feliz Konoka querer passear com ela por Mahora, já havia quase se tornado um hábito entre elas nos seis meses anteriores a crise existencial da quase-maga, mas essa estória de “coisa importante que eu gostaria de te dizer hoje” não parava de martelar na cabeça da espadachim. O que seria? Teria algo haver com seu pressentimento? “Ela sabe ela queria se...”, nem começa!

Setsuna olhou para trás e viu que Konoka a observava, provavelmente esperando um sinal de resposta. E para tal a garota de cabelos amarrados como sempre apenas deu um leve sorriso, o que já foi o suficiente para fazer um outro de ponta a ponta do rosto da “amiga” surgir.
Ambas passaram o resto das aulas contando os segundos até o fim do dia letivo.






- Você vem pro refúgio da Eva com agente Konoka? – perguntou Asuna ao final das aulas. As alunas iam se espreguiçando e se preparando para suas atividades rotineiras de alunas do colegial. – Ué? Cadê a Setsuna?

- Sabe Asuna. Eu e a Set-chan vamos passear hoje. – disse Konoka tentando parecer displicente. – Portanto, não vamos com vocês pro refúgio.

Asuna pareceu demorar alguns minutos para captar a frase, mas, assim que o fez, olhou para a curandeira e abriu um sorrisinho de entendimento que não conseguiu disfarçar:

- Mesmo? – e a baka red teve que segurar a risada que queria sair. – Então... Divirtam-se!

Konoka não esperou dois segundos e saiu da sala para encontrar a sua “amiga” que devia a estar esperando na estrada do prédio do colegial. Asuna ficou olhando para o lugar onde Konoka esteve com um sorrisinho bobo por algum tempo. Seus pensamentos de baka vagando por alguns minutos.

“O amor é uma coisa doida mesmo”.






- Cheguei! – berrou Konoka pulando novamente no pescoço de Setsuna que dessa vez estava preparada e não perdeu o equilíbrio, tinha tanta saudade daquele sorriso que não pensou que era uma grande falta de respeito ser abraçada daquele jeito pala herdeira da família Konoe.
- Ótimo! Já quer ir Ojou-sama?

Mas Konoka a soltou imediatamente e encarou-a com uma carinha de irritação:

- Ah... Desculpe. Já que ir... Kono-chan? – refez a pergunta Setsuna percebendo do que se tratava e Konoka reabriu o sorriso que a espadachim temeu por um dia ter se extinto e pegou o braço da “amiga” para começarem a caminhar em direção ao centro comercial de Mahora.

- Que tal comer algo? – sugeriu a renovada quase-maga branca e sua guardiã concordou prontamente, querendo apenas poder continuar vendo aquele rosto que amava tanto iluminado daquela maneira. ‘Amava!?’

- Que foi Set-chan? – perguntou Konoka ao sentir sua Set-chan se remexeu de repente.

- Ah... nada, nada mesmo. Está um dia meio frio, não acha Kono-chan? – perguntou a garota tentando desviar a conversa para bem longe de seus pensamentos absurdos.

- Verdade. Está chegando o inverno. – comentou a Konoe olhando para as árvores desfolhadas no caminho que passavam.

Conversaram durante quase todo o caminho até a lanchonete favorita delas, Asuna e Negi naquela parte da cidade acadêmica. Ambas curtiam cada momento como se tivessem ficado separadas por todo aquele tempo em que Konoka esteve longe do mundo. Setsuna sentia-se abençoada por ter de volta a “sua Konoka de sempre” enquanto Konoka curtia a sensação de não sentir mais a culpa que a vinha sufocando todos os momentos de sua vida. Estava conseguindo ser natural com Setsuna novamente, podia até mesmo passar um pouco dos limites com seu jeito de segurá-la pelo braço, ou mesmo com as piadas que tirava com a espadachim. Aquele era o dia certo para mostrar quem era afinal, mostrar como mudara em alguns pontos e como em outros apenas amadurecera o que já sentia antes, como era no caso que se referia a sua Set-chan.

Foram até a lanchonete e comeram sanduíches antes de partirem para olhar as lojas daquela parte de Mahora. Konoka parava para olhar cada vitrine no caminho e de vez em quando entrava nas lojas para comprar algo:

- Você se diverte mesmo fazendo isso, não Kono-chan? – perguntou Setsuna sorrindo quando a maga terminou de pagar uma jaqueta rosa que a fizera ter quase um acesso de tão “incrivelmente fofa” como dissera a garota.

- He he... – riu Konoka colocando o pacote com seu produto debaixo do braço. – É uma mania comum entre “patricinhas” que cresceram numa família rica, eu acho. – teorizou e Setsuna segurou uma risada.

Continuaram o passeio fazendo diversas paradas. Quase todas para comprar mais alguma peça de roupa. Setsuna se surpreendia cada vez mais com sua “amiga”. Estava diferente. Mesmo que ainda fosse o mesmo sorriso de sempre havia algo de diferente ali. Não era algo ruim, pelo contrário, a garota parecia ter crescido de uma maneira que ainda não tinha reparado. Teria ela mudado graças a sua “crise”? Seria essa impressão apenas fruto de sua mente sentindo novamente a sensação de estar tão perto de sua... Sua protegida? E ainda tinha a história de que a garota queria lhe falar algo de importante, o que seria? Estava curiosa, mas não fazia nenhuma pergunta sobre isso. Preferia curtir essa nova Konoka que se revelava aos seus olhos com toda a calma.

Já a quase-maga branca se felicitava cada vez que percebia que sua Set-chan estava aceitando seu novo jeito de ser. Não que realmente tivesse virado outra pessoa do dia para a noite, mas agora não tentava fingir ser uma garotinha inocente, ou controlar suas piadas ou mesmo a vontade e abraçar o braço livre de Setsuna como se este fosse a coisa mais preciosa do mundo. Konoka estava muito feliz em poder agir como queria e ver sua “amiga” gostar desse seu novo modo de agir.

As horas foram se passando e o fim da tarde já não estava tão distante quanto estivera. Konoka passou em uma loja de entregas e pagou para que deixassem seus embrulhos (que já pareciam uma montanha do que outra coisa) no apartamento. Queria estar com os braços livres. O fim do dia também significava que estava chegando a hora de se jogar do precipício. Depois de endereçar suas compras parou em frente a uma sorveteria refletindo. Ficou vários segundos parada e Setsuna sem conter sua curiosidade resolveu perguntar:

- Algum problema Kono-chan? – perguntou colocando uma mão sobre o ombro de sua protegida sem perceber. Konoka sentiu um arrepio àquele toque involuntário.

- Lembra o que eu escrevi no bilhete hoje cedo Set-chan? – perguntou sem olhar para a espadachim.

- Ah... lembro. – respondeu Setsuna sentindo o coração acelerar um pouco ao ouvir aquilo.

- Eu disse que tinha uma coisa importante para te contar...

- Ah...

- você quer um sorvete Set-chan? – Perguntou Konoka saindo de seus pensamentos.
- Hum? – Setsuna estranhou a repentina mudança de assunto e Konoka lhe fintou o rosto confuso.

- Tudo fica mais fácil depois de um bom sorvete, Set-chan! – e não esperou uma resposta para puxar sua “amiga” pelo braço para a sorveteria em frente. Setsuna não entendeu, mas sorriu para a maneira de sua Kono-chan demonstrar que estava nervosa com o que diria. Ela própria ficou nervosa depois de perceber isso.

Konoka sorriu. Não fazia mal enrolar só mais um pouquinho, né?


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Mto bom neh??
Pq teve que acabar assim??????
ME MANDA O CAP 8 ANTES!! EU JURO QUE NAUM POSTO AKI!!!!
XD
To indu! *cansada de digitar*
Bye bye o/
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Posted by Se-chan

BlEsSeD cHiLd CaP 03

Oiii gente!!
Um dia atrasada por causa que me emocionei vendo o live action!!
Tenho o live numa qualidade taum boa que vai travando o video xD
Destaque para os quase beijos!!
A coxada que a Honya(Livreira/Nodoka) deu "na" Negi foi mmmttooo show!!!
E a Asuna!! Foi meio forçado, pq a atriz puxo tri pra perto "a" Negi e ela que tava se indu pro beijo e naum "a" Negi... mas valeu!! mto bom!!
Agora o cap 3 de Blessed Child! o/
Final mto bom!


Capítulo 03 – Encounter a Meeting


Setsuna acordou com o som do alarme do relógio com um dos sons mais barulhentos do mundo.

A hora era 5 da manhã.

Ela saiu de sua cama fazendo alguns aquecimentos matinais, primeiro 30 com o braço direito e depois 30 com o esquerdo.

Ela foi para o banho e depois se vestiu.

“Oh que beleza...” Ela murmurou enquanto via que Asuna tinha esquecido sua toalha em seu quarto na última noite em que trabalharam juntas, e então ela pensou que deveria devolver isso uma vez que ela deveria ter esquecido ela.

Setsuna pegou a toalha e Yuunagi e saiu pela porta.

Com movimentos lentos abaixou a maçaneta, surpreendendo-se de estar destrancada e entrou lentamente no quarto.

Ela fez uma varredura da área rapidamente e não conseguiu ter uma visão de onde estava Emiko e veio em sua mente que ela poderia ter sido seqüestrada ou outra coisa horrível.

Setsuna dobrou a toalha, a soltou, saiu pela porta e tentou fecha-la muito lentamente para não acordar quem estivesse dentro.

Setsuna suspirou aliviada e continuou seu caminho para o treino.

Ela se surpreendeu ao ver que Emiko estava em sua frente.

‘Por que eu não senti a presença dela?’

“Onde você está indo Papai?” Emiko perguntou curiosa.

“Bem...” Setsuna apertou os dentes inocentemente quando fez um sorriso, por puro nervosismo.

“Eu estou indo treinar um pouco, por que você está acordada tão cedo?” Emiko assimilou rapidamente a pergunta e respondeu para Setsuna.

“Eu pensei que você iria!” “Por favor, eu posso ir com você?” Setsuna hesitou por um momento mas quando Emiko colocou suas mãos para trás das costas e fez olhos de cachorrinho sem dono, Setsuna sabia que essa seria uma loooonga manhã.



10 minutos depois Setsuna e Emiko estavam andando por uma estrada em uma floresta enquanto Emiko perseguia uma bela borboleta.

Setsuna estava notando o quanto Emiko lembrava Konoka.

Ela parecia exatamente com ela, enceto por ela ter os olhos de Setsuna e o cabelo mais curto, mas ainda assim...

“Papai?” Setsuna percebeu que havia ficado meio distante por alguns segundos e viu que estavam no Templo Tatsumiya.

Emiko apenas corria pela volta do local olhando cada árvore e cada flor.

Setsuna sorriu para a garota energética e de repente notou alguém perto do templo.

Oh não, por favor não deixe ser...

“Bom dia Setsuna, você acordou cedo como de costume” Setsuna foi cumprimentada por Tatsumiya em seu modo polido de sempre.

Setsuna estava a ponto de achar uma desculpa para sair mas foi interrompida por uma risada e um abraço.

Não em Setsuna, mas em Mana. Emiko estava grudada no braço esquerdo de Mana e sorriu.

“Quem é..?” Mana perguntou calmamente, como normalmente e Setsuna pensou e respondeu tão calma como havia sido a pergunta.

“Esta pode ser a minha filha.” Pela primeira vez na historia, Setsuna viu um olhar realmente cofuso no rosto de Mana e ela não pode resistir de rir dele, mesmo se sua filha ficasse presa ao braço de Mana.

Felizmente antes que Mana perdesse a circulação de seu braço Emiko viu a mais bonita borboleta que ela já havia visto e soltou o braço e correu para pegar a pequena criatura.

O olhar de Mana inestimável e ela teve que sentar-se, então ela o fez.

Mana olhou a menininha que se esforçava para saltar até a borboleta, mas voltou seu olhar para Setsuna.

“Importa-se de me explicar?” Setsuna deixou sair uma risada e pensou por onde começaria a explicar.



Konoka acordou quando seus dois companheiros de quarto começaram a brigar, bem Asuna estava repreendendo Negi por ter dormindo em sua cama e Negi apenas permanecia se desculpando enquanto voltava para sua cama novamente.

Konoka olhou para o relógio.

À hora era 5:45 da manhã, ela sabia que a essa hora Setsuna já estava treinando.

Ela ainda não conseguia acreditar que ela e Setsuna teriam uma criança no futuro.

Que elas estariam apaixonadas.

Nem no passado que ela havia passado com Setsuna e nem mesmo agora que ela estava perto dela mais tempo que antes, ela ainda não havia pensado que o relacionamento delas era um romance.

Ela nunca havia pensado no que seus pensamentos de agora poderiam se tornar.

Mas no fundo, Konoka pode sentir que ela sempre amou Setsuna desde que elas eram crianças.

Konoka assistia a divertida cena de Asuna tentando fazer torradas, falhando quebrando a torradeira.

Konoka levantou-se da cama e decidiu ajudar sua amiga de cabelos laranja enquanto a outra procurava uma faca.



“O que?” Mana estava pasma com o que Setsuna havia falado.

Emiko tinha começado a perseguir alguns animais que não queriam ser pegos e saltou feliz até Setsuna.

“Papai, onde nós vamos treinar?“ Emiko colocou um dedo no queixo enquanto olhava confusa para Setsuna.

Mana imediatamente reparou a semelhança da criança com Konoka e Setsuna e sorriu, sorriu quase até as orelhas.

“Certamente” Emiko aumentou seu amável sorriso e pulou em volta de Setsuna enquanto esta se despediu de Mana, levantando-se e pegando sua Yuunagi, mas Emiko pegou-a.

“Seja cuidadosa com isso!” Setsuna correu após Emiko e deixou Mana no local.

Mana calmamente levantou-se do lugar e caminhou pelo templo.



Setsuna havia alcançado Emiko e ficou chocada com a extraordinária velocidade que sua filha e ela não tinha sinais de que estava cansada após uma longa corrida.

Elas agora estavam caminhando uma do lado da outra indo para o local de treinamento diário de Setsuna, ou devo dizer matinal?

Setsuna observou que Emiko olhava para ela algumas vezes mas rapidamente desviava seu olhar quando Setsuna ligeiramente olhava para ela.

Será que Emiko estava insegura por alguma razão?

E como elas haviam feito ela voltar no tempo?

A única coisa que Setsuna sabia era que a melhor coisa a fazer era ir com os outros e pedir ajuda para Evangeline, mesmo que ela provavelmente era a ultima pessoa que estaria envolvida com isso.

Elas chegaram no local de treino então Setsuna olhou para Emiko e viu um grande sorriso em seu rosto.

“Você já teve chance de... treinar comigo antes?” Após tudo, Emiko sabia o que elas iriam fazer esta manhã e sabia que Setsuna iria treinar.

Setsuna estava meio confusa de como Emiko poderia fazer e entender tudo tão bem, ela tinha apenas 5 anos.

“Papai boba!” Emiko riu e uniu as mãos.

“Eu sempre treino com você, mas Mamãe sempre se preocupa com isso...” Setsuna riu um pouco, lembrando como Konoka sempre é muito gentil e cuidadosa com todos, bem, obviamente já que era sua própria filha, mas havia algo nos olhos de Emiko dizendo para Setsuna algo diferente.

Então Setsuna remanesceu calma.

“Ela estava preocupada de você se machucar, não é?” Setsuna sorriu e sentou-se em uma rocha em frente a uma árvore grande, sem perder o contato com os olhos da outra.

“Na verdade...” Emiko começou e olhou um pouco triste de certo modo, mas continuou sorrindo.

E o que Emiko disse depois fez Setsuna quase cair da rocha lisa em que ela estava sentada.

“Ela estava mais preocupada sobre você se machucar.”

Continua...

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Emiko do mal neh?? uhauahuahuhauahuahuah
Eu pagava pra ver a cara da Tatsumiya!!! XD
Pagava ainda mais pra ver A Emiko!!! Imagina! Um ser anjelical(literalmente XD), com o rosto e o cabelo da Konoka e com os olhos da Setsuna @.@
Coisa linda uahauhuahuauhauahauh
Agora to indu
Segunda tem "Lives"
Bye bye _o/
sábado, 6 de outubro de 2007
Posted by Se-chan

OtOmE nO kOkOrO dIa 4

Oii Gente!!
Eu sei que eu falei que eu ia posta antes o "Blessed Child" mas....
Me veio tanta ideia pro 4° dia do "Otome no Kokoro" que naum aguenteii!!
Tah taum lindo!! *.*
Mas essa é só a 1ª versão do fic, pq quando eu passar pro fanfiction.net vou colocar cenas extras em todos os dias, eu acho, principalmente nesse ultimo dia, pq ele tah pekeno e pretendo fazer o dia INTEEEEIIIIRROOOOO mesmo xD
Já mudando de assunto, o fic super popular da Milk, "Sis Mea Pars", tá já no capítulo 8 ( No site: http://www.fanfiction.net/s/3600400/8/Sis_Mea_Pars ) e ela já avisou que no proximo capítulo vai ter Yuriiii!! /o/(No sentido Hentai do termo XD)
Ela fez tanta propaganda minha nesse capítulo que naum pude dexar passar! uahuahuhauhaha
Obrigada Milk pelo apoio! Me fez parecer até importante uahuahuahuahuhauhaua
Como combinamos, eu sou a Lider do "Movimento Kono-Setsu" e você a Vice!! _o/\o_
Espero que gostem do fic, apesar de que tem uma cena que naum me agradou mto... ^^''

Dia 04 – O Anel

“A noite está linda, não é Kono-chan?” Setsuna dizia sorrindo.
“Do que você está falando!? Você não pode ir embora!!” A maga dizia enquanto ficava mais próxima da espadachim.
“Infelizmente eu não consigo mudar meu jeito de ser..” A guarda-costas levantou-se calmamente. “... Eu não consigo não te amar..” Disse olhando para a garota que tremia em sua frente.
“Eu também te amo Set-chan, então não vá embora só por que meu avô diz que para não me amar!” Os olhos da curandeira já começavam a encher de lágrimas, enquanto Setsuna mostrou um pequeno sorriso em seu rosto.
“Não é tão fácil..” A espadachim tinha agora um olhar distante. “.. Não pode apenas ser decidido por nós.. Já que você deve seguir a linhagem dos Konoes.”
“Eu não quero nenhuma linhagem!!” A maga gritou segurando o ombro da sua amada. Konoka chegava cada vez mais perto da guardiã, até que se abraçou no braço da garota.
A espadachim acariciava seus longos cabelos cor de chocolate. “O que você vai fazer? Provavelmente serei morta pelas associações se tentarmos ficar juntas..”
“E eu me matarei se fizerem isso!!” Dizia a maga com um olhar decidido.
Um silêncio se fez por alguns segundos. Alguma tristeza vinha de repente vinha na curandeira. Não queria se afastar de Setsuna, mas seu avô é totalmente contra. O que ela tinha que fazer para resolver tudo?
O momento fora quebrado pelo soar dos sinos. Era meia noite, natal e podia se ouvir as festas começando nas redondezas.
“Kono-chan...” Setsuna pegava algo de seu bolso. “..Happy Chrismas..” A garota mostrava o que tinha em mãos. Era o anel que Tsukuyomi segurava mais cedo. Aquilo significava então.....
“Desculpa demorar tanto para perguntar isso, mas ... Você quer ter um relacionamento sério comigo Konoe Konoka?"
‘Set-chan.....’ Os olhos de Konoka brilhavam para aquela linda espadachim que agora queria ter sua mão como namorada.
“Claro...” Setsuna deu uma risada envergonhada e, logo após, colocou o anel no dedo da maga. “Que amor.. Set-chan..”
“Tudo por você... Eu dou qualquer coisa para ver esse seu olhar lindo e esse seu sorriso caloroso..”
A maga soltara um suspiro, mas fora quebrado pela expressão preocupada da amada. “Está chegando...”
‘Quem? O que? Chegando? Para que?’ Antes que Konoka perguntasse para a espadachim a resposta já vinha a tona. Tsukuyomi vinha em alta velocidade atrás de sua senpai.
“Zan-Gan-Ken!” E as espadas se chocaram. Setsuna empurrou a espadachim através da espada, fazendo-a se bater em uma parede. A Meia-Uzoku atacou e precionou-a contra a parede com força. Aos poucos as espadas se aproximavam do corpo de Tsukuyomi.
“Arg!” Setsuna sentira dor em seu ombro e quando olhou deparou-se com um sangramento.
“Espero que não esteja ocupada, Setsuna, por que irei me juntar a festa.” Mana dizia sarcasticamente do alto de uma casa das proximidades com um rifle nas mãos.
“Você também foi contratada!?” Setsuna revelava um olhar raivoso.
“Claro. Onde tem dinheiro eu vou atrás. Você deveria saber disso.” Logo após a garota aprontou-se e atirou contra a “caça”. Setsuna viu a tempo de desviar, fazendo a bala quase acertar a outra espadachim.
Setsuna correu em direção a atiradora, mas fora impedida de continuar por sua colega de estilo de espada, que cortou suas costas e em seguida tentou novamente, mas Setsuna desviou-se dando alguns passos para o lado.
A Meia-Uzoku agora estava ofegante, mas continuava a fixar seus olhos em sua querida. ‘Obvio que Kono-chan está bem. Elas apenas tem ordens de me matar.’
Vendo os sangramentos de sua guardiã, Konoka correu em direção a luta. “Não venha Kono-chan!” Gritava Setsuna enquanto tentava ter seus olhos nas duas inimigas ao mesmo tempo.
O sangue aumentou. Quando tentava atacar uma, a outra a impedia ferindo-a mais uma vez. A visão começava a ficar embaçada e os reflexos não conseguiam mais impedir que ela sentisse os golpes em sua pele, até que a Meia-Uzoku caiu no chão.
Sua respiração estava profunda, a impressão era que cada vez tinha mais dificuldade de pegar ar. Tsukuyomi levantara a espada para dar o ultimo golpe.
A única coisa que se viu foi a garota de óculos e cabelos compridos voar até uma parede, fazendo um estrondo no choque. Um vulto foi até Mana e a golpeou no rosto, deixando-a inconsciente.
O vulto parou em frente de Konoka e sorriu. Era Eishun, o grã-mestre do oeste, mago e espadachim Shinmei.
“Desculpe Konoka.” O homem dizia enquanto acariciava a cabeça de sua filha.
“Papai! Por que tudo isso?” A garota chorava ao abraçar o mago-espadachim.
“Primeiro é melhor curar Setsuna-kun, ela não parece bem.”
Eishun fez as pressas um circulo mágico próximo a espadachim gravemente ferida. O grã-mestre carregou Setsuna até o circulo e olhou para a garota com um sorriso orgulhoso. Konoka aproximou-se e ajoelhou ao lado de sua amada.
“Set-chan, eu te amo..” A maga beijou a garota caída nos lábios. Logo o local fora tomado por uma luz que cegara os ali presentes.
A ferida agora estava curada e uma carta apareceu entre as duas jovens. A espadachim estava nos braços da garota que tinha o rosto cheio de lágrimas. Um abraço profundo e aliviado fora dado.
“Konoka, temos que ir falar com o seu avô.” Eishun estava sorrindo encarando Setsuna. A garota avermelhou-se, mas sorriu de volta para o mago-espadachim.
“Setsuna-kun, estou orgulhoso de você. Finalmente encarou o meu sogro.” O ex-companheiro de Thousand Master riu ao imaginar o rosto do idoso ao saber que suas subordinadas haviam sido derrotadas.
A ida até o local fora tranqüila, mas a sensação de perigo nunca saiu da cabeça do casal.
A sala do diretor-geral estava logo em frente. Konoka estava tremendo e a espadachim suava frio. O grã-mestre da Associação de Magia de Kansai colocou-se em frente as jovens e abriu a porta com um empurrão.
“O que é isso Eishun? Por que você veio até aqui? Eu disse que iria cuidar de--” O senhor idoso parou ao olhar Setsuna em sua frente a sua neta. “Você deveria estar no mínimo com ferimentos graves! O que houve com Tsukuyomi e Tatsumiya!?” Um suor escoria do rosto do diretor-geral de Mahora.
Enquanto isso Eishun ria de modo debochado. “Eu cuidei delas..” O homem alto foi em direção do idoso. “.. E a minha filha cuidou de Setsuna-kun.. Por que a ama.” O velho senhor ficara sério, porém não ficara com uma expressão de raiva.
“Parece que a história dos Konoe vai terminar, não é?” O idoso soltava um sorriso, mas tinha os olhos tristes fixados em sua neta. “Não mais haverá linhagem pura na nossa família..”
“Por que diz isso? Konoka poderia muito bem ter um filho.”
“Mas Setsuna-kun é uma mulher!”
“Quem disse que a criança seria biologicamente filha de Setsuna-kun?” O diretor-geral voltou seus olhos para o homem que estava agora ao seu lado.
“O que você quer dizer com isso? Mesmo que Konoka tenha um esperma dentro de si conseguido em um hospital, as chances de que o verdadeiro pai ser um mago são mínimas e nossa linhagem não mais será pura.”
Eishun riu por um momento. “Por que não pegamos um esperma de alguém que conhecemos, confiamos, como Negi-sensei, que é o filho do Thousand Máster? Acho que ele tem poder mágico o bastante para que nossa linhagem continue forte. Antes de vir aqui e ajudar Setsuna-kun eu já havia conversado com ele e não houve objeção de parte dele.”
O mago-espadachim olhou para as duas garotas que permaneciam no mesmo local. “O que vocês acham? Aceitam a proposta?”
Um sorriso apareceu na face da maga. A garota saiu correndo em direção ao seu pai e o abraçou com força. “Claro que aceito! Obrigada papai!!”
Konoemon sorriu para Setsuna. “Fico feliz que tudo tenha se resolvido. Desculpe esse velho aqui por ser tão burro.”
A espadachim sorriu tranquilamente. “Eu entendi completamente sua preocupação. É a mesma minha. Ambos queremos o bem de Kono-chan.”
O senhor levantou-se e cumprimentou a namorada de sua neta. “Fico honrado em ter você em nossa família.”
As garotas despediram-se dos chefes das associações mágicas e foram para o dormitório. Era tarde, afinal, já havia passado várias horas desde que os fogos de artifício cessaram.
“Que bom Set-chan... Agora podemos namorar em paz..” A maga dizia ao olhar para o anel em seu dedo.
“Hum!? Namorar?” Setsuna olhou-a estranhamente.
“Sim, namorar. Por que?” A curandeira soltara um sorriso.
“Bem...” A guarda-costas avermelhou-se. “Pelo jeito você não entendeu direito a pergunta que fiz mais cedo.”
Konoka parou com uma expressão preocupada. “Como assim? Você não quer namorar comigo?”
Setsuna sorriu levemente. “Não, eu não quero namorar...” A garota de cabelos negros segurou a cintura da maga com um dos braços e com a mão que restava tirou os cabelos chocolates que ficavam entre seus lábios e o ouvido de Konoka.
Aproximou-se quase encostando os lábios no ouvido da curandeira. “Na verdade eu quero é viver o resto da minha vida ao seu lado..” E um beijo apaixonado fora dado pelo casal de “noivas” durante o amanhecer de um novo dia de final de ano.

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A conversa do Eishun com o Konoemon foi corrida d+, vcs naum acham?
Deem a opinião de vcs please!!
Mas a cena no final da Setsuna falando q quer passar a vida inteira com a Konoka fiko mmmmttoooo kawaii *.* *Fã Descontrolada XD*
Que bom que gostaram da cena da luta.
Mazaki.. Eu naum coloco cenas de luta pq eu sou ruim nisso, foi a parte que me empaquei antes xD
*Esperando links pro cap novo do manga de Negima e pro 1° cap do Parallel*
Vo indu gente!!!
Bye bye e ateh amanha ou sexta!! o/
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Posted by Se-chan

MaStErEd NeGiMa - LiVeS 06

é isso ae gente!!
voltando com a corda toda!!
kono-ai-setsu finalmente vai voltar a ter posts decentes uahauhauhuahauhau
começando pela cena 6 de "lives"...
seguido por um post amanha com o cap 3 de "blessed child" que jah era pra ter sido postado a algumas semanas XD
e em seguida*quarta-feira* vou colocar o 4° dia do "otome no kokoro"
quando eu tiver paciencia pra traduzir 9 paginas em ingles eu posto o cap 10 de "konoka's betrothed" uahuahuahuahuahuah

agora vai a cena 6!!!!! _o/\o/\o/\o_



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CENA 06: MANHÃS DE OUTONO PODEM SER INSPIRADORAS

Aquela manhã de outono amanhecera fria e cinzenta. Para quase todas as pessoas isso seria um sinal de um dia sem graça e de poucos assuntos, mas algo no interior de Setsuna Sakurazaki lhe dizia que algo iria acontecer naquele dia triste.

Havia se passado duas semanas desde o dia da reunião semestral com o conselho diretor de Mahora. Naquele dia Setsuna havia percebido uma atitude estranha por parte de “sua” Ojou-sama, mas desde então a garota pareceu se esforçar para não deixar transparecer o que se passava apesar de todos notarem sua apatia constante. A espadachim tinha a impressão de que Konoka estava escondendo algo de importante, mas ainda assim não fazia perguntas. Pelo menos a quase-maga havia deixado pouco a pouco de tratá-la da estranha maneira distante daquele dia.

Setsuna terminava seu treino matinal enquanto sentia algo diferente. Asuna havia partido já a algum tempo para tomar café da manhã deixando uma reflexiva Setsuna sozinha.

Seria somente impressão ou tudo ao seu redor lhe dizia que havia algo de diferente no ar? Talvez um vírus invisível que matava em poucas horas ou.... Não! Bobagem! Quanta paranóia!.... Mas.... Por que então tinha aquele pressentimento?

Terminou seus exercícios e sentou-se na grama. Esperava algo. O que, afinal? Ora, ora. O que estava acontecendo com ela hoje? Só sabia se fazer perguntas e mais perguntas. Com certeza não era do tipo filósofa amadora. Então por que sentia tanta necessidade de uma resposta?

De repente seu pensamento voou até Konoka. Sim, “sua” protegida que não tinha coragem de tomar de vez para si.... Por que ainda não havia raptado a garota para si? Ei! Mas no que estava pensando?! Tomar “sua”....ou melhor... Ojou-sama para si!? Como podia ser tão insolente?

“Por que não admite de vez, Setsuna Sakurazaki?” perguntou sua consciência com tom de consolo pela repentina crise de nervos de sua humana. “Por que não diz a ela tudo o que sente? Quem sabe ela sinta o mesmo.”

Como?! Ojou-sama sentir..... O mesmo por ela?! Impossível! Konoka Ojou-sama era pura e sagrada! Não tinha capacidade de sentir algo tão.... “Maravilhosamente” detestável! Ei?! Como assim ‘maravilhosamente’?! Não! Não era nada “totalmente” maravilhoso sentir....”Esse amor que me mata...” Ahrg! Mas que droga de consciência! Que só sabe “Amar...amar...”.

Setsuna se levantou e começou a andar em círculos no mesmo lugar. Sua consciência tinha a incrível habilidade de perturba-lhe mais do que qualquer outra coisa, às vezes até mais do que seus sonhos totalmente repulsivos (“Deliciosos....admita...”) com Ojou-sama. Como gostaria de poder desligar essa “vozinha” que adorava jogar aquilo que não queria lembrar na sua cara.

“Quê isso... esquece esse rancor e vai buscar seu sonhado beijo da Kono-chan...”.

Ai não! Mais verdades indesejáveis não! Será que não tinha pena de sua pobre alma adolescente frágil e tendenciosa a desastres?

- Bom dia, Setsuna de Gozaruna! – cumprimentou Kaede Nagase quase fazendo a espadachim Shinmei enfartar. Deu um salto no ar, mas se recuperou para responder.

- Bom dia, Kaede. – o coração da garota ainda pulava atarantado com o susto.

- Parece que está um pouco preocupada. Tem algo errado de gozaruna? – perguntou a ninja solicita com a aparente perturbação de sua companheira de serviços secretos. Setsuna se surpreendeu com a percepção da garota em notar tão rapidamente seu estado (“E quem não perceberia?[*gota*]”).

- Ah.... é que estou com um estranho pressentimento. – respondeu com sinceridade.

- Certo.... seu como é isso... – começou a ninja e Setsuna não entendeu a que se referia. – Todos têm dias em que, mesmo sem saber como, sentem que algo de especial vai acontecer.

- Sim.... é isso que estou sentindo. – concordou Setsuna surpresa novamente com a maturidade da mulher.

- Sabe, de gozaruna, quando a verdade nos chama à porta, não há como fugir. – disse Kaede a frase de efeito enfatizando com seu tom de voz e em seguida se virou para partir. – Até a aula, Setsuna de gozaruna. – e foi-se, pulando de galho em galho, digno de MacacAsuna (novo apelido carinhoso que Ayaka conseguira conceber na ultima discussão em sala das duas).

- Ah... – Setsuna ficou sem reação às palavras de Kaede e sua consciência riu-se com gosto.
“Essa ninja é demais...”.

“por que tudo parece cooperar nas piores horas?”.






- Voltei!

Asuna vinha entrando do quarto quando sentiu o delicioso cheiro de ovos fritos a moda inglesa. Encontrou Negi sentado à mesa ainda de pijama esperando seu café com água na boca:

- Bom dia Asuna! – cumprimentou ele animado. – Parece que hoje a Konoka está inspirada. – disse apontando feliz para a cozinha. – Está sentindo o cheiro?

- Oi Asuna! – disse Konoka colocando a cara no aposento. Estava com um sorriso de orelha a orelha como não se via há mais de duas semanas, segundo as contas da bakaranger.

- Ah.... bom dia...

- Já vou terminar de preparar o café, pode ir se preparando para comer maravilhas! – enunciou a garota voltando para a pequena cozinha do apartamento.

Asuna franziu a testa e refletiu por um momento. Não era nada normal para uma garota que vinha parecendo um zumbi nos últimos tempos de repente voltar a ser uma margarida na manhã sem um bom motivo. Ora, mas estava com Setsuna até pouco tempo, não teria dado tempo para...

- Senta logo, Asuna! – disse Negi que parecia que ia sair voando de tanta vontade de comer.

- Por que ainda está de pijama? – perguntou a garota sem se animar.

- Ora, Ane-san, quem vai pensar em roupas quando acorda sentindo um cheiro desses? – argumentou Kamo que também estava animado para comer.

- Hum... – Asuna atirou sua bolsa em um canto e foi até a cozinha minúscula do lugar. Konoka mexia ovos em um canto e ainda cuidava de uma enorme quantidade de pratos ao mesmo tempo que talvez chefe nenhum conseguisse com a mesma graça.

- Sim, Asuna? – perguntou Konoka sem tirar os olhos de seus pratos.

- Que bicho te mordeu? O que aconteceu pra você deixar de ser aquele zumbi pra voltar a ser esse poço de felicidade? – perguntou sem rodeios a ruiva.

Konoka parou seu gingado entre os pratos depois de arrumar tudo para levá-los para a mesa. Ficou um tempo de costas para Asuna, mas esta não desviou o olhar e continuou esperando uma resposta. Por fim a garota respondeu:

- Sei lá Asuna, é que.... Hoje eu amanheci com um bom pressentimento sabe...

Asuna ergueu as sobrancelhas. Pressentimentos? Não, não podia ser coincidência. Setsuna lhe falara exatamente de pressentimentos mais cedo. Dissera-lhe que estava sentindo que algo aconteceria aquele dia e não fazia noção do que era. Não pretendia contar isso a Konoka, mas o fato não era de se ignorar, não vindo daquelas duas.

- Que foi? – perguntou Konoka se virando para olhar a ruiva que permanecia em silêncio.

- Não.... Não foi nada... – respondeu Asuna tentando ser evasiva. – Que bom que está melhor hoje! Com certeza a Setsuna vai ficar feliz ao te ver assim! Sabe, ela vinha se culpando do nada pela sua apatia.... – Konoka ficou desconcertada ao ouvir isso, claro que Asuna dissera de propósito, mas fingiu não notar. – Quer ajuda pra levar a comida?

- Ah... claro! – respondeu Konoka reassumindo seu sorriso Konoe a tanto esquecido e Asuna já saiu levando os pratos mais apetitosos para a mesa.

- Lá vai o rango!

- Eba! – exclamaram Negi e Kamo ao mesmo tempo.

Konoka olhou para o nada por um momento. Sim, ela sentia que aquele seria o dia perfeito. Perfeito, ou para levar o maior pé na bunda da História, ou para ser a garota mais feliz do Universo. Evangeline tinha razão, ela sabia que aquele era o dia de se arriscar.

Era vencer ou morrer, nada a mais.

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MMMTTOOOO BOOOMM, neh???
A-M-O a consciência da Setsuna!! XD
Konoka feliz novamente!? Sai da frente que o "sorriso Konoe" vai crescer!! uahuahuahuahuahuahuahah
Ainda to loka pra ver a Setsuna-P novamente!!!
*Já fã da Shikigami Tarada* XD
Até amanha!! Bye Bye o/
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Posted by Se-chan

MaStErEd NEgImA: LiVeS 05

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CENA 05: LENDAS


A segunda-feira amanhecera radiante e as alunas do 1º ano A (afinal o tempo passa e nossas alunas chegaram ao colegial) mantinham a tradição de correrem para chegar à sala de aula. Negi Springfield, Asuna Kagurazaka e Konoka Konoe haviam chegado a algum tempo na sala e o jovem professor remexia desesperadamente papeis em suas mãos:

- O que há Negi? Que papelada é essa? – perguntou Asuna sentada em sua carteira apoiando o rosto em uma das mãos.

- Bom dia Ojou-sama. – cumprimentou Setsuna Sakurazaki chegando até o grupo com sua Yuunagi guardada às costas.

- E aí, beleza? – cumprimentou Asuna distraída observando o desengonçado professor.
- Ah...olá Setsuna! – cumprimentou Negi também deixando cair algumas folhas que segurava abaixando-se para pega-las.

- ... Oi Set-chan... - respondeu Konoka sem nenhum entusiasmo. Olhava distraída para qualquer lugar bem distante. Setsuna prontamente percebeu o estranho comportamento da “amiga” e também a mudança sutil em sua presença mágica que indicava algum abalo emocional.

- O que houve Ojou-sama? – perguntou preocupada. Mesmo que estivesse ali para garantir o bem estar físico da garota, o bem estar emocional dela era ainda mais importante para Setsuna.

- Nada.... – limitou-se a responder Konoka ainda olhando para algum lugar distante. A espadachim não parecia nem um pouco satisfeita com a resposta evasiva, então decidiu completar. – Só não dormi muito bem hoje. – o que não deixava de ser verdade, se você admitir que não dormir é o mesmo que dormir mal...

- ... – a espadachim observou sua protegida por um instante e depois se abaixou para olhar Konoka mais de perto e esta não pode evitar olhar de volta. – Tem certeza que é só isso Kono-chan?

Konoka teve que se conter para não fugir dali ou mesmo cair no choro, conteve-se e respondeu:

- Tenho.

- Ah...Setsuna? Você está pronta pra reunião? – perguntou Negi nervoso ainda revirando seus papéis.

- Ãh? Ah... Claro Negi-sensei. – respondeu Setsuna levantando-se.

- Reunião? – perguntou Asuna sem entender.

- É Ane-san....- respondeu Kamo percebendo que o mago acabaria sem responder novamente devido a sua confusão. – Hoje o Aniki e a Setsuna-neesan vão ter que apresentar o relatório semestral de atividades de vigília. – explicou o arminho.

- Ah.... – Asuna finalmente entendeu o afobamento do garoto. – É por isso todo esse escândalo?

- Ah... é que eu fico nervoso na hora de mostrar os relatórios para o diretor. – respondeu Negi ouvindo enfim a parceira. – Tenho medo de ter feito algo errado ou sei lá..... – e voltou-se para Setsuna. – Você não fica nervosa Setsuna?

- Na verdade não. O senhor não precisa se preocupar. É só pensar que deu o melhor de si em suas atividades. – aconselhou a espadachim olhando de lado para Konoka que ainda mirava o nada.

O mago pareceu ficar profundamente tocado com as palavras da garota:

- Você tem razão Setsuna! – afirmou ele com lagrimas de emoção. – Não vou mais me preocupar com isso! Melhor me preparar, a aula está para começar! – e rumou para a mesa de professor decidido jogando suas anotações fora no caminho. Asuna e Setsuna observaram a mudança repentina do garoto caladas(*gota*).

- Bem, se vão pra essa reunião, vou levar o resto da galera pro refugio da Eva. – disse Asuna para Setsuna depois de um tempo.

- Certo. – confirmou esta e olhou para a garota que ainda estava apartada desse mundo. Não sabia como desmanchar a inesperada barreira imposta pela “amiga”. Antes de se dirigir a sua carteira olhou rapidamente para Asuna que fez uma expressão de entendimento pela preocupação desta e disse apenas com os movimentos da boca:

“Não esquenta. Eu cuido dela pra você hoje”.




Mais tarde naquele dia, após a reunião semestral para apresentação de relatórios de vigília, Setsuna e Negi caminhavam sob o sob fraco do outono em direção a casa de Evangeline:

- Puxa, que bom que você me tirou daquela conversa dos professores. – agradeceu Negi rindo.

- É verdade. A Setsuna-neesan sabe mesmo como sair a francesa. – confirmou Kamo com seu cigarro típico.

- Hu... você sempre fica preso nessas conversas dos professores? – perguntou Setsuna também se divertindo.

- Pois é. Não sei como dizer que não quero ouvir aquela lorota toda. – confessou o jovem mago.
- Nossa. Nunca pensei que o veria falando dessa maneira Negi-sensei. – riu-se Setsuna da maneira que o professor falara. Negi corou levemente.

- He....

Os dois caminharam em silêncio por um tempo observando a paisagem do outono sobre Mahora. Negi refletia e de vez em quando olhava de lado para Setsuna:

- Algo errado, sensei? – perguntou a espadachim sem olha-lo ao perceber que estava sendo observada por este.

- Ah.... – Negi pareceu ficar desconcertado e Setsuna estranhou. –Setsuna.....posse te perguntar uma coisa?

- Hum...? Claro que sim sensei. – respondeu ela curiosa para saber de que se tratava. Negi pareceu tomar fôlego para falar, mas por fim perguntou.

- Você gosta muito da Konoka, não é?

- Heim!? – Setsuna realmente não esperava essa pergunta. Corou violentamente e gaguejou algo indecifrável.

- Eu admiro muito você, Setsuna. – continuou falando o mago antes de receber sua resposta e a garota parou de tentar falar ao ouvir isto. – Dedicou toda a sua vida por um único objetivo. Nunca desistiu ou pensou que fosse em vão seu desejo de proteger Konoka. Admiro seu jeito de ser.

Setsuna e Kamo ficaram boquiabertos ao ouvir a declaração de admiração do mago. Setsuna não esperava mesmo ouvir aquilo do garoto. Nunca havia parado para pensar na sua tarefa daquela maneira:

- O-obrigada... Negi-sensei. – disse depois de um tempo. – Gostaria que soubesse que... eu também o admiro por vê-lo lutar por seus sonhos.

Negi abriu um sorriso sincero olhando para a espadachim:

- Obrigado Setsuna!

Os dois continuaram em silêncio depois dessa cena até chegarem a casa de Evangeline. Felizes mesmo sem saber o porquê.





- Você tem certeza Eva?

Konoka e Evangeline estavam sozinhas perto da piscina do refugio da vampira. Apesar de parecer loucura, Konoka havia seguido o conselho de Asuna e ido falar com a morcega sobre sua confusão. A coisa mais surpreendente foi ver que realmente não tinha sido uma má idéia:

- Olha Konoka Konoe, não adianta nada você ficar escondendo esse tipo de sentimento, você acabaria explodindo qualquer dia desses. Fugir não é solução nenhuma. – disse a vampira séria.

- Certo.....eu entendi. Mas... – Konoka parecia refletir enquanto falava. – Como posso saber que chegou a hora certa de encarar isso, Eva?

Evangeline estava encarando uma prova de fogo naquele momento. Uma prova para a sua paciência. Não sabia até onde agüentaria aquele drama adolescente. Só ainda tinha paciência por que não queria ver mais pessoas além dela com traumas amorosos.

- Olha garota, não existe uma fórmula matemática mágica que te diga quando é hora de correr riscos ou mesmo quando é bom apostar na loteria! – estava no seu limite de paciência. – Quando for a hora você vai saber e tomar a atitude que tiver que tomar! – podia parecer clichê, mas infelizmente era a pura verdade. Mas a quase-maga não parecia satisfeita com aquela resposta evasiva.

- Mas...

- O que tão fazendo aí, heim?! – chegou berrando Haruna lançando alguns personagens animados em cima das duas que se surpreenderam.

- Boa tarde mestra. – cumprimentou Negi vindo até elas.

- Boa tarde Evangeline-san. – cumprimentou Setsuna e Konoka quase caiu pra trás.

- Ah...olá garoto e.... – e deu um sorrisinho que quase matou Konoka. - ... Sakurazaki.

- Então, o que vocês duas conversavam em segredo aqui, heim!? – repetiu Haruna sentando-se entre Evangeline e Konoka. A vampira não pareceu satisfeita.

- Um litro de sangue e conto pra você. – disse e Haruna sumiu do meio delas em menos de um segundo.

- Desculpe se demorei, mas os professores estavam me prendendo. – pediu Negi curvando-se a mestra.

- Sem problema. Do que eles falavam? – perguntou Eva que gostava de saber das conversas fiadas dos professores de Mahora.

- Nada de especial, só mais uma estória sobre a Árvore Mundo. Algo sobre realizar desejos de coração. – respondeu o mago.

- Ou seja: as mesma bobagens que inventam semple. – comentou Kuu Fei.

- Na verdade... – começou Yue. – andei lendo um livro sobre lendas de Mahora e encontrei uma que parecia com esta.

- E como era? – perguntou Nodoka curiosa, adorava estórias românticas de desejos e magia.

- Dizia que a Árvore Mundo, de tempos em tempos, para descarregar um pouco da magia que acumula durante o período depois do festival Mahora, realiza alguns desejos de moradores de Mahora. Mas apenas pedidos sinceros, pois é necessário menos magia que um pedido “forçado” como, por exemplo, ganhar na loteria. – explicou a garota tomando seu suco de pepino com tangerina.

- Será mesmo verdade? – Asuna não parecia disposta acreditar na baboseira de lenda, mas Evangeline interveio.

- Na verdade essa lenda é verdade. – afirmou a vampira e todas se surpreenderam. – Já vi acontecer.

- E qual pedido foi atendido? – Konoka não conteve a curiosidade.

- Eu desejei que o sangue o maldito Nagi viesse para Mahora para eu poder me livrar da minha maldição.

O silêncio foi completo aquela revelação.

- CARACA!!!! Vô já lá fazer meu pedido!!!! – exclamou Haruna vorazmente.

- Duvido que você tenha algum pedido de coração para ser realizado. – zombou Asuna balançando sua espada como se fosse uma vareta.

A discussão sobre o novo boato continuou por um longo tempo. Evangeline e Konoka continuaram apenas observando a cena se desenrolar.

Depois de um tempo refletindo Konoka franziu a testa e olhou para Evangeline. A vampira por sua vez apenas sorriu a se levantou para ir tomar um drinque na parte de dentro do refugio. No caminho só havia uma conclusão em sua mente para tudo aquilo.

“Os adolescentes são todos uns idiotas mesmo”.
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Posted by Se-chan

PoSt De DeScUlPaS

Sim.. esse post vai ser cheio de "gome ne" e coisas do tipo.
1° respondendo ao comentário da Miria: Sim, eu vi o trailer do Live Action e me apaixonei pela Setsuna!!! xD Mas alguem sabe quem saum as criaturas chorando?? ^^''

Agora sim, falando de fanfics, me desculpem *já começei ¬¬* por naum estar postando fics aqui a algum tempo.
Eu to passando por umas semanas bem estressantes, mas naum que eu nao estivesse escrevendo, eu estava, mas tbm estou com dificuldade de continuar Otome no Kokoro pq consegui deixar a historia de um jeito q naum sei como terminar ¬¬
Magicamente eu olhei pra onde eu tinha parado o cap e pensei "Tah, eu vou fazer 'isso' dpois, mas como que eu vo termina o dia e o fic? ¬¬''''"
Assim dificulta neh?
Falando de Konoka's Betrothed.. ai eh outro assunto..
me enjoei da historia e o cara naum atualiza mesmo...
vcs podem espera.. xD *coitada dessa gente q sofre com essa baka aki*

Entao...
como continuo com certos problemas com outras pessoas e, principalmente, cmg mesma...
vou postar por agora somente o Lives pra vcs, jah q respeito a Mazaki e quero que todo mundo leia a fic dela que eh taum boa!!!
Bye! o/ Ateh o dia que eu melhore um poko e me inspire pra escrever XD
Posted by Se-chan

MaStErEd NeGiMa: LiVeS - cEnA 04

Oii gente! o/
Desculpem eu tah demorando pra posta alguma coisa..
mas eh q eu to dando uma descansada pra ve se vem inspiração pra eu terminar o "Otome no Kokoro" ^^''
Entaum lah vai a cena 4 do fic da Mazaki!!
Tah mto bom!! Konoka rox!!
Adorei, viu Mazaki?? /o/

Comentários iniciais

Puxa, agradeço imensamente a todos que tem lido e gostado do meu trabalho nesse fic, cada letra desse texto é para vocês.
Nossa! Nunca pensei que a Setsuna-P fosse cair tão bem no gosto do publico!(ainda mais com um nome tão tosco!). Fico feliz que tenham gostado do jeito diferente da shikigami, pois garanto que esta não foi a única participação dela.
Sem mais embromação, vamos ao fic!


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CENA 04: SEGREDOS EM UM SORRISO KONOE

“O que é verdade em mim, afinal?”.

Konoka Konoe estava deitada em sua cama observando as sombras de seu quarto. Ainda devia ser cedo, muito cedo, Asuna ainda não havia levantado para ir entregar jornais. Ou poderia ser muito tarde do ponto de vista de quem não dormira ainda? A noite estava fria como toda noite de fim de outono devia ser, mas talvez essa desolação do clima não se comparasse com a devastação que havia no interior da garota de cabelos negros.

“Você está bem Ojou-sama?” perguntara Setsuna no caminho de volta a republica estudantil de Mahora no fim daquela tarde. Desde o incidente na Magicus Literatus Konoka não havia proferido uma única palavra, despertando a preocupação de sua guarda-costas.

“Eu...” estranhamente a garota não conseguia responder aquela pergunta. Olhou fundo nos olhos da espadachim que ficou ainda mais preocupada. “Se-chan... e se eu...”.

“O que Ojou-sama?”, mas não conseguia. Por mais que tentasse o medo que tinha dentro de sai a impedia de correr o risco.

“N-nada....nada mesmo..”.

Setsuna franzira a testa, mas as duas haviam continuado seu caminho seguindo Asuna e Negi que já iam mais a frente. Mais uma vez Konoka havia fugido de dizer a verdade, de revelar a sua Se-chan o quanto havia mudado nos últimos seis meses, mais uma vez o medo da rejeição a havia vencido e ela se resumia a esconder dentro de si seus sentimentos.

Mas....até quando? Até quando ela posaria como a inocente Konoka Konoe, com seu sorriso Kansai e sua inocência que não passava de fachada. Até quando ela se aproveitaria disso para nas horas de folga se divertir com os sentimentos confusos de Setsuna? Passaria a vida inteira fingindo que não reparava nos sentimentos da guerreira ou que ainda era muito criança para saber se também os sentia? Até quando esconderia-se atrás de seu personagem de menina de Kyoto?

Konoka se remexeu na cama. Sim, ela era uma farsa. E o pior que só fora capaz de perceber isso a alguns meses, só se dera conta do tamanho de sua falsidade quando.... bem, mas o fato é que depois disso tudo parecia conspirar para lhe esfregar na cara o quanto era apenas um sorrisinho sem conteúdo. Lembrou-se bem de um certo dia em que quase criara coragem para revelar quem era na verdade a sua Se-chan.




- Hoje foi um dia divertido, não foi Se-chan?

Konoka e Setsuna estavam no telhado da republica estudantil apreciando o anoitecer. Sentadas lado a lado admiravam o céu de um dia divertido como todos costumavam ser em Mahora:

- Sim....foi um ótimo dia Ojou-sama. – confirmou Setsuna sem tirar os olhos da primeira estrela que surgia no céu. Konoka por outro lado olhou para sua protetora com carinha de criança prestes a fazer birra. Setsuna percebeu o olhar da garota e olhou-a de volta levando alguns instantes para perceber a que ela se referia. – Ah......desculpe... er... foi um ótimo dia...Kono-chan... – Konoka notou a espadachim corar levemente ao referir-se a ela pelo apelido. Apelido este que apenas a guarda-costas podia usar.

- Você nunca vai deixar esse “ojou-sama” né? – queixou-se Konoka com cara de sofrimento.

- Ah....me desculpe é que.....

- He.... – Konoka nunca admitira, mas adorava desconcertar sua Se-chan. – Foi engraçado quando o Negi ficou nervoso e quase arrancou a roupa de todas, não foi Se-chan? – perguntou para desviar a conversa.

- .... foi uma tremenda confusão. – concordou Setsuna sorrindo ao se lembrar da baderna de mais cedo no refugio de Evangeline.

- Sabe, Se-chan.....queria ficar aqui a noite toda com você... – admitiu Konoka internamente temendo uma reação muito negativa de seu anjo, mas encostando-se na “amiga” e apoiando sua cabeça no ombro desta.

- Ah.... – Konoka pode sentir a temperatura de Setsuna subir escandalosamente ao ouvir estas palavras de Konoka, mas não se mexeu ao sentir a garota encostada nela.

Ficaram naquele clima durante vários minutos, ambas apenas se felicitando por ter a presença da outra tão próxima de si. Konoka sabia que sua Se-chan sentia o mesmo que ela naquele silêncio entre as duas. Um silêncio que pedia palavras, palavras que ela tinha medo de dizer.

Temia que seu anjo fugisse dela, que partisse por temer estar fazendo algo de errado. Que ideais mais tolos esses que tinha sua protetora! Mas nada podia fazer além de, pouco a pouco, mostrar a sua “amiga” o quanto era especial o que tinham entre si.

Passou-se algum tempo enquanto ambas mergulhavam em seus pensamentos até que Setsuna pareceu retornar a realidade e olhar seu relógio de pulso. Konoka observou triste por ter certeza do que a espadachim diria a seguir:

- Já é tarde Kono-chan.....você de vê voltar para seu quarto. – disse a garota de cabelos negros amarrados. Por um instante não conseguiu disfarçar a insatisfação de perder sua protegida, mas rapidamente recuperou o tom quase formal.

Konoka, por outro lado, não precisava ser formal e decidiu que era um bom momento para tentar mais uma vez quebrar as barreiras entre elas. Atirando os dois braços ao redor do pescoço de Setsuna perguntou baixinho:

- Tenho mesmo que ir? – Setsuna pareceu perder a fala por um instante. Não esperava aquela quase irresistível resistência da quase-maga. Mas, reunindo todo o seu controle, respondeu.
- Sim, Kono-chan. Está tarde, é melhor voltar.

Konoka olhou no fundo dos olhos de sua guardiã, aquele castanho não conseguia esconder que Setsuna estava se segurando para não fazer algo que pudesse ser considerado como desrespeitoso.

A quase-maga percebeu que sua protetora não perderia o controle de si própria e decidiu arrisca-se. As duas se levantaram e Setsuna preparou-se para entrarem. Konoka perguntou subitamente, se atirando para cima da espadachim novamente:

- K-Kono-chan?! – Setsuna se espantou com o novo ataque da “amiga”.

- Me dá um beijo de boa-noite, Se-chan? – pediu olhando-a fixamente.

- Quê?!

-Por favor...

Setsuna corou intensamente diante do olhar da garota. Um beijo de boa noite não era nada de especial, mas no atual contexto, aquilo era bem mais que algo comum. Konoka não desviou o olhar e Setsuna sentiu-se na obrigação de atendê-la. Aproximou seu rosto do de Konoka e esta sentiu o coração disparar. Será que sua Se-chan ia esquecer da baboseira de “garotas não devem beijar garotas”? Será que ela ia se ver livre da responsabilidade de ter que dizer com todas as palavras o que sentia por seu anjo? No fundo tudo o que Konoka queria era que Setsuna tomasse a iniciativa, assim não teria como ela ser rejeitada. Covarde, mas era essa sua estratégia.

Setsuna aproximou-se mais até que ficaram a dois centímetros. Parecia dividida entre as possibilidades. No ultimo instante porém, desviou e beijou-lhe carinhosamente no rosto.

- Hm?

- Boa noite, Kono-chan. – disse a espadachim, frustrando mais uma vez os planos egoístas de Konoka.




“Por que eu não disse daquela vez?”

Konoka sentiu um lagrima escorrer pelo seu rosto. Não era a primeira da noite. Não podia evitar se sentir um lixo humano ao perceber que forçava situações a Setsuna para tentar livrar-se do dia em que teria que contar seus sentimentos e arriscar-se a ser rejeitada. Tudo o que fazia era pura e simplesmente medo, medo de ouvir “não”.

Sabia que Setsuna também sentia o mesmo amor diferente por ela, mas também sabia que a espadachim colocava seus valores acima de seus sentimentos e que era muito capaz de afastar-se definitivamente para não fugir de seus dogmas.

Se já não bastassem esses problemas, ainda havia os omiais, com seus pretendentes pomposos e sem graça. No fundo, a garota tinha certeza de que nunca se agradaria por nenhum deles. Seu coração já havia feito sua escolha e não voltaria atrás. Mas sua família não parecia se importar com isso e continuava lhe impondo omiais e mais deles. Quem sabe não tivessem mesmo como evitar magoá-la se esta não lhes dizia que já havia escolhido a pessoa que amaria por toda a vida.

Mais uma vez o medo a fazia sofrer.

O ultimo golpe que sofrera fora ao falar com Setsuna-P. talvez tivesse sido a gota que faltava para que ela transbordasse seus medos e culpa.

“Todas as suas vontades”.

Aquilo a fizera perceber o quanto agia de maneira diversa a que realmente desejava. Tudo o que queria era poder abraçar sua Se-chan e dizer-lhe o quanto a amava cada dia mais por ser exatamente como era. As palavras da shikigami haviam entrado no fundo de sua alma.

Enquanto isso continuava fingindo ser a mesma Konoka de quando Negi chegara ao Japão à dois anos, com seu sorriso Konoe e sua cuca fresca e sem preocupações. Pura ilusão. Até onde ela poderia fingir ser o que não era mais? Queria muito mostrar a todos e principalmente a sua Se-chan o quanto crescera e mudara naquele tempo, mas........ havia ainda o medo, o medo, sempre o medo....

- Cê tá acordada, Konoka?

Asuna a olhava na penumbra, acabara de levantar e Konoka nem tinha notado o despertador tocar ou ser espatifado:

- É....acordei um pouco cedo. – respondeu simplesmente.

Permaneceu em silencio enquanto a amiga se trocava para ir trabalhar apenas com uma luz de abajur para iluminar. Lembrou-se da vez em que Asuna tivera coragem para encarar de vez o professor Takahata. Claro que ficara arrasada depois, mas lá estava ela, inteirinha mais de um ano depois indo entregar jornais. Era uma mulher muito mais corajosa que ela própria.

Ao terminar de se vestir Asuna voltou-se para Konoka que estava quieta em sua cama e sentou-se na beira desta encarando na escuridão o rosto da amiga. Olhou-a séria por um instante:

- O que você tem? – perguntou.

- N-Nada....só falta de sono... – respondeu Konoka tentando ser evasiva.

- Hum.... é algo com a Setsuna?

- Ãh? - como a bakaranger podia adivinhar? Será que tinha algum dom de vidência ainda não descoberto?

- Olha, se não quiser conversar, eu entendo. Mas não fique guardando esses sentimentos só pra si. – disse a ruiva surpreendendo a quase-maga. – Olha, sei que parece estranho, mas...que tal se conversasse com a Eva? Sei que ela é uma vampira sem coração, mas pelo menos é uma pessoa mais experiente. Tenho certeza que, mesmo que do jeito esquisito da velhaca, ela vai saber te dar algum conselho útil.

- ...

Asuna levantou-se, catou sua carta de pacto e rumou até a porta sem dizer nada. Antes de sair olhou mais uma vez para a cama de baixo do beliche:

- Pelo menos, bons conselhos sempre vêm quando agente menos espera. – e saiu deixando uma Konoka estupefata sozinha novamente.

Alguns minutos depois ela se levantou e decidiu tomar um banho para começar mais um dia. Os pensamentos sobre seus medos e culpas haviam ficado um pouco de lado quando ela refletiu sobre o comportamento surpreendente de Asuna. As pessoas crescem e amadurecem mesmo.

Talvez estivesse mesmo passando da ora dela crescer também. Conseguiu até sorrir pensando que conversar com Evangeline talvez não fosse mesmo tão mal. Quem sabe as palavras rudes da vampira lhe mostrassem uma saída.

“As Bakarangers são mesmo surpreendentes”.



Comentários finais

Bom, um capitulo mais sério nesse fic. Acho que sentia muito a necessidade de mostrar como a Konoka se sentia com toda essa estória. Que tal a minha versão para a jovem Konoe? Agradei? Fugi completamente da personagem? Mas todos tem que crescer um dia, não?
E que tal a Asuna versão Mazaki com 16 anos? Eu me surpreendi com ela nesse cap, e também no da conversa entre ela e a Setsuna. Será que a Baka Red ficaria assim quando amadurecesse mais?
Não se preocupem que o próximo capitulo não será tão tristonho assim. Um cap com participação mais intensiva de Setsuna e Negi para descontrair um pouco o clima, mais lendas sobre a Árvore Mundo e mais, ainda neste fic, nos próximos capítulos.
Espero que estejam lá pra ler!
Teh!
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Posted by Se-chan

MaStErEd NeGiMa: LiVeS - cEnA 03

Aee gente!! o/
Ótimo capítulo do "Lives"!!!!
*Colocando logo dpois q leu*

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CENA 03: O LIVRO E OS BONECOS DE PAPEL


Magicus Literatus era o nome que se lia numa pequena placa logo a frente de uma lojinha antiga e de aspecto antigo. Negi, Asuna, Konoka e Setsuna estavam parados à frente do local. O jovem mago estava ansioso, seu coração pulando no peito. Asuna olhava com certa curiosidade para o estabelecimento. Konoka se perguntava se ali haveria algum título relacionado à magia branca e Setsuna ainda tentava digerir internamente as palavras de Asuna mais cedo:

- Vamos? – perguntou Negi ansioso sem desgrudar os olhos da pequena livraria.

- E tem outro jeito? – perguntou Asuna displicentemente.

- Heim? – Negi virou-se para a ruiva sem entender.

- Brincadeira...Ah deixa pra lá. – realmente não era nada agradável para ela deixar o conforto de não fazer nada para ir a uma aventurazinha do mago em busca de pista do pai. Fazer o que? O que não podia mesmo era deixá-lo correr risco por ai sem ninguém pra cuidar.

- Ah...Asuna? Por que está tão estranha hoje? – Negi realmente estava achando a atitude da garota diferente, principalmente depois da cena na praça da Árvore Mundo.

- Deve ser.... – Kamo ia começar a dizer, mas Asuna interrompeu para não voltarem ao assunto polêmico.

- Ah! Vamos depressa Negi, lembra-se da pista?

- É verdade! Vamos! – e o garoto saiu quase correndo na frente seguido pelas garotas. Asuna resmungou algo como “Como crianças são bestas” e ficou aliviada de saírem daquele papo comprometedor.

Os quatro jovens entraram no pequeno estabelecimento empoeirado. Haviam livros e mais livros entupindo as estantes que se estendiam pelas paredes do lugar. Um homem já idoso caminhou até eles com um enrugado e gentil sorriso:

- Posso ajudá-los jovens? – perguntou gentilmente olhando cada rosto a sua frente.

- Na verdade sim! – Negi respondeu animado, até demais para o Negi de sempre, parecia ter voltado a ser um menino comum de tão nervoso e curioso para ver o tal livro com sua pista. – Estamos procurando por um livro chamado A Jornada do Mago.

- Hum... – o velho resmungou pensando. Por um instante Setsuna pode reparar que passara um estranho e quase imperceptível sorriso pelo rosto deste. Levou alguns segundos até responder. – Vocês têm sorte, jovens, tenho apenas um único exemplar nesta loja.

- E onde está? – perguntou Asuna que estava ficando curiosa.

- Na sala aos fundos. – respondeu o senhor apontando para uma portinha torta atrás de si. – Infelizmente tenho que continuar atualizando meu álbum de selos e não posso ajudá-los a procurar, mas fiquem a vontade: entrem lá e procurem o livro.

- Coleção de selos? – estranhou Asuna.

- Mexer nos livros? – Konoka pareceu se deliciar com as possibilidades de uma livraria antiga, mas parecia uma integrante do trio biblioteca.

- Mas... – começou Setsuna sendo interrompida pelo garoto mago.

- Beleza! Obrigado! – agradeceu e foi em direção a porta dos fundos.

- Ho ho ho! Fiquem a vontade. – disse o senhor indo até uma mesinha onde havia diversos selos antigos a serem limpos e guardados em ordem.

As três garotas seguiram o jovem mago e entraram na sala dos fundos que era ainda menor e mais empoeirada que a primeira. Haviam estantes e mais estantes naquele espaço minúsculo, além de caixas e livros empilhados pelo chão. Os olhos de Konoka brilharam ao ver a quantidade de livros ali. Asuna reclamou do trabalho que daria encontrar um único livro naquela bagunça.

Negi começou rapidamente a remexer nos livros mais próximos em busca do A Jornada do Mago. Setsuna olhou para trás refletindo.

“Será que esse senhor....?” se perguntava antes da portinha torta se fechar com suavidade. Havia estranheza naquele jeito despreocupado do velho de deixa-los adentrar em seu estabelecimento, mas infelizmente não adiantaria tentar prevenir o jovem mago que estava absorto na tarefa de arremessar livros de um lado para o outro em busca do seu volume:

- Vem ajudar Setsuna! – mandou Asuna exasperada, talvez por não estar acostumada a ter tantos livros ao redor e a espadachim foi ajudar na procura.

Konoka remexia os livros procurando o A Jornada do Mago quando seus olhos recaíram sobre um titulo que lhe chamou a atenção: Magia Branca Avançada Tradicional. Estranho haver um livro desses em uma escola, mas pensando bem, Mahora não era nem de longe uma escola como as outras. Ela segurou o livro como se fosse frágil e pudesse quebrar a qualquer instante. Pensou que se fosse discreta poderia comprar o livro sem que seus amigos percebessem. Ainda não era hora de mostrar o quanto havia mudado nos últimos meses sem que ninguém se desse conta, nem mesmo sua Set-chan sabia como havia tornado-se outra nos últimos tempos, isso por que esforçava-se ao máximo para não deixar transparecer sua mudança, ainda não:


- Achei!!! – exclamou Asuna radiante levantando o livro no ar. – Tá na mão! O Livro é nosso!!!

- É isso aí Ane-san! – exclamou Kamo com o minúsculo braço erguido.

- Toma aí Negi. – disse a ruiva jogando o livro para o garoto que parecia prestes a voar de felicidade. Negi agarrou o volume no ar e olhou fascinado para a capa simples de couro marrom com o titulo prateado A Jornada do Mago. Seu coração batia descompassado enquanto ele passava o dedo sobre a lombada do livro, apreciando a sensação de estar com uma pista de seu pai nas mãos. – Abre logo moleque! – brigou Asuna curiosa para ver o que existiria de tão interessante naquele livro.

Negi segurou o livro com as duas mãos e abriu-o no meio onde havia um papel dobrado entre as paginas. Mal teve tempo de perceber que tinha forma de um bonequinho quando este começou a brilhar fortemente:

- Mas o que? – perguntou-se Negi quando o papel começou a se elevar no ar.

- Mas que “diaxo” é isso? – perguntou Asuna surpresa.

- Ah... – Konoka assistia a cena segurando o livro de magia branca. Setsuna colocou o braço na frente dela para protegê-la de qualquer coisa que pudesse ocorrer segurando a bainha de Yuunagi firmemente com a outra mão.

O brilho se intensificou até que não pudessem enxergar e depois cessou. Negi, Asuna e Konoka ficaram boquiabertos ao se depararem com um guerreiro de aspecto assassino bem no lugar onde o papel estivera, bem de frente com o mago e olhando fixamente para o livro nas mãos deste:

- Passe o livro. – mandou o guerreiro todo sujo apontando uma espada ensangüentada para o garoto que ficou sem reação por um instante.

Asuna fez menção de pegar sua carta de pacto quando algo passou veloz por ela e no segundo seguinte Setsuna havia tomado o livro das mãos de Negi e estava próxima a única janelinha da saleta:

- Se é o livro que quer...venha busca-lo. – disse a espadachim e saiu em direção ao sol de Mahora. O guerreiro não hesitou: foi em disparada atrás da garota.

- Setsuna!!! – berrou Negi sacando a varinha e murmurando um feitiço para sair em disparada atrás do assassino.

- Ei! Espera aí! Adeat! – Asuna pegou sua espada e foi atrás dos três seguida de uma Konoka perplexa com o súbito conflito.

Setsuna corria a toda velocidade tentando encontrar um local que fosse deserto para a luta. Seu algoz vinha em seguida sacando pequenas estrelas ninja da roupa suja. Negi vinha a toda velocidade se aproximando dos conflitantes para ajudar a espadachim numa eventual batalha, afinal ele é quem devia lutar, não sua aluna! Afinal ele as havia forçado a participar da busca ao livro.

Setsuna chegou a uma parte próxima a floresta e parou para avaliar as possibilidades, porem muito antes de chegar a uma decisão uma estrela ninja passou cortando seu rosto na altura da bochecha. Virou-se e viu-se de frente para o misterioso adversário. Este segurava estrelas ninja numa mão e sua espada ensangüentada na outra. Olhava fixamente para o livro na mão da garota e não respirava.

- Setsuna! – berrou Negi ao chegar na cena um pouco a distância do guerreiro a espadachim entendeu a idéia do mago e avançou para atacar este. O assassino reagiu na mesma hora posicionando-se para revidar, no ultimo instante Setsuna arremessou o livro pelo lado da cabeça do inimigo na direção do mago que o aparou com agilidade.

Esse estratagema quase custou a vida da espadachim. O guerreiro direcionou um golpe fatal contra ela que bloqueou com Yuunagi de mau jeito, tendo a espada arremessada a distância. Com o impacto do golpe Setsuna caiu para trás e no milésimo seguinte estava com a espada enferrujada e ensangüentada do inimigo a um centímetro da jugular.

- Setsuna! – voltou a exclamar Negi ao ver a situação.

- Essa não! – Asuna disse ao chegar ao local com sua espada no ombro.

- Set-chan! – Konoka levou as mãos a boca, uma delas ainda com o livro de magia branca.

- Morrerá por tentar me impedir. – disse o shikigami assassino com sua voz gélida e sem vida. Setsuna não se moveu ou pareceu se importar com as palavras deste. – Mas espere... – disse ele olhando melhor sua presa. Setsuna trajava uma casaco preto e seus cabelos curtos estavam soltos caindo pelo seu ombro. – Mas você não...?

Ele havia percebido, porém tarde de mais. A Setsuna aos seus pés apenas sorriu quando de suas costas a verdadeira Setsuna com casaco azul suave e cabelos presos de sempre:

- Zan-ma-ken! – um golpe fulminante contra conjurações que foi o suficiente para transformar o guerreiro assassino de volta em um pedaço de papel com forma de boneco. Negi, Asuna e Konoka assistiram à cena sem fala.

- Caraca... - comentou Asuna quando já estava perto da espadachim que estendia a mão para a outra Setsuna no chão se levantar. – Isso foi...demais...

- Você está bem Setsuna? – perguntou Negi abobado também, segurando o livro A Jornada do Mago.

- Mas o que foi isso Setsuna? – perguntou Asuna curiosa olhando de canto para a outra Setsuna idêntica a original, sem contar com as roupas e cabelo diferente. Konoka não falou nada mas também estava curiosa.

- Ah...essa daqui é a....bem podem chama-la de Setsuna-P ou Outra Setsuna. Uso ela para me substituir quando necessário. – explicou a garota apresentando a shikigami.

- Setsuna-P? – Asuna estranhou o nome.

- “P” de ”pseudo”, certo? – perguntou Negi.

- É.

- Olá a todos. – cumprimentou Setsuna-P timidamente com um sorriso.

- Ela é um tipo de shikigami diferente da Chibi Setsuna. Eu não posso ver através dela, mas ela tem mais força e habilidades que a Chibi Setsuna. – explicou Setsuna.

- Ei! Agora vamos ver o que afinal tem nesse livro?! – exclamou Asuna.

- Será que é seguro? – perguntou Konoka olhando o livro com desconfiança.

- Agora não deve mais haver armadilhas. – disse Negi com segurança.

- Assim espero. Mas abre logo Negi! – pediu Asuna curiosa.

Negi , Asuna e Setsuna se juntaram para dar uma olhada no livro. Setsuna-P por outro lado se afastou e puxou Konoka para si:

- É uma honra enfim conhece-la Konoka Ojou-sama. – disse a shikigami e Konoka não pode deixar de reparar que sua voz era idêntica a de Setsuna. Forte porém suave e calma.

- Ah...olá. – respondeu a maga sem jeito. Não sabia o porquê, mas a presença da falsa garota a incomodava muito.

- Vamos ver... –Negi abriu o livro e observou uma anotação manual que havia no canto da folha de rosto do livro o queixo dos três caiu.

A anotação era a seguinte:

Boa tentativa. Se encontrou este livro com certeza terá mais sorte na próxima.



E em seguida havia uma pequena caricatura do Thousand Master fazendo um sinal de afirmação com os dedos:

- É....é só isso? – Asuna perguntou abobada.

- “sorte na próxima”.... – Negi não podia acreditar que havia seguido uma pista falsa. Sentiu-se desanimado por um instante.

- Não fique assim Negi-sensei. Está escrito que terá sorte na próxima busca. – tentou consolar Setsuna e o pequeno mago realmente ficou mais feliz com o comentário.

- É verdade! – e sorriu feliz e pronto para recomeçar suas pesquisas.

- Criança esquece tão rápido... – comentou Asuna sorrindo.

- Acho que meu tempo está acabando aqui. – disse Setsuna-P para Konoka e olhou-a nos olhos. – Espero poder vê-la novamente um dia Ojou-sama.

- Ah... – Konoka não conseguia deixar de pensar que era os mesmos olhos de Setsuna nos seus.
- Tenha certeza de que eu posso realizar todas as suas vontades Ojou-sama. Até aquelas que a outra eu não tem coragem para satisfazer. – disse a shikigami olhando-a profundamente, parecia estar lendo a mente da garota a sua frente.

- M-minhas...vontades...? – Konoka corou violentamente.

- Qualquer uma.

- Hora de ir Setsuna-P. – Setsuna disse ao shikigami.

- Até breve Ojou-sama, eu espero. – despediu-se com um sorrisinho que não parecia nem um pouco com os de Setsuna.

Setsuna desfez o feitiço e os quatro amigos começaram a caminhar de volta para a republica estudantil de Mahora. Negi já discutindo com Kamo sobre novas investigações. Asuna simplesmente ouvia sorrindo. Setsuna também ouvia a conversa e fazia sugestões para o mago. Konoka porém estava distante. Não conseguia tirar da cabeça as palavras de Setsuna-P.

“Todas as suas vontades”.

Realmente Konoka temeu o dia em que encontraria novamente a shikigami ousada. Não tanto pela atitude da “garota”, mas por temer o que ela própria desejaria que esta satisfizesse.



Comentários da autora

Que tal? Estranho ou interessante? Talvez até este tenha parecido um capitulo sem importância para os menos atentos, mas devo preveni-los de que este é só o inicio de Mastered Negima – Lives e muita coisa vem por aí...somente os mais perspicazes e criativos já podem ter uma idéia do que virá a seguir (mas como?).
Lá vai uma palinha (preview mínimo) dos próximos caps:

Será que são tudo flores na vida de uma herdeira de uma família tradicional de magos? Um pedido do coração? Mas, o que será isso? Um dia mágico pode fazer corações verdadeiramente apaixonados se iluminarem e....depois? Como será o dia seguinte? Tudo isso é apenas o inicio...

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Já sou fã da Setsuna-P!!! XD
Realizar desejos eh? Tentador para a Ojou-sama uahuahauhuahuahuah
Para quem acompanha o "Sis Mea Pars", já lançou o capítulo 6!!!
Mto bom!!!
Veremos oq acontece no proximo capítulo!
*De ambos os fics XD*
Bye o/
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Posted by Se-chan

DiA 03 - tOdA a VeRdAdE

Oi gente! o/
O meu fic já tem nome! *Também, eu jah to no penultimo dia XD*
O problema é que eu não sabia como colocar pra japones e queria deixar o titulo em japones ^^'''
Entaum pedi ajuda pra Milk XD
uhauhauhauhauh *folgada XD*
O nome é "Otome no Kokoro", uma adaptação para "O Coração de uma Donzela" hehe
E lá vai o fic! /o/

Dia 03 - Toda a Verdade

Konoka acordou na véspera de natal depois de uma noite quase que completamente em claro e preparou o café em silêncio. Não esperou Asuna para ir até Mahora, pegou um dos primeiros trens do dia.
Mas ao contrario do que devia, a curandeira não chegou nem perto de sua sala. Focou vagando por horas pelo campus, até que chegara a hora de ir para sua classe e encarar Setsuna.
Entrou na sala e passou pela carteira de Setsuna desviando o olhar. Ao chegar na sua carteira, Konoka tentou prestar atenção na aula, mas fracassou. Tudo o que conseguia era pensar no momento em que a espadachim a possuía, desfrutando de seu corpo, seus gemidos e ingenuidade.
Tentando espantar os pensamentos impuros e incorretos naquele momento, a maga pegou o livro de sua pasta e viu um papel cair de seu bolso. Quando abriu, reconheceu a letra da guarda-costas.

“Kono-chan
Encontre-me no telhado de Mahora no horário de almoço,
Irei te entregar seu presente de natal adiantado
E lhe contarei toda a verdade.

Sakurazaki Setsuna”

‘Se-chan... que verdade..?’ Konoka se preocupava em manter a consciência e não deixar-se levar pela esperança, mas era mais forte que ela. Sua Set-chan estava querendo dizer-lhe algo que poderia deixar tudo como antes.
Quando a hora chegara, a curandeira foi correndo para o telhado. ‘Set-chan... Eu te amo.. Você vai me dizer a verdade.. obrigada.. eu estava mesmo muito preocupada com você...’
A maga abriu a porta empolgada, mas perdeu completamente o sorriso ao ver o que acabara de presenciar. Descobriu ao mesmo tempo que Tsukuyomi veio para Mahora, que havia algo entre ela e Setsuna e que não era apenas um caso, pois vira a prova disso.
Setsuna estava beijando Tsukuyomi. Abraçada nela. Tsukuyomi estava com um anel nas mãos. Não era um anel comum, era de prata. Lágrimas começaram a sair dos olhos de Konoka. A espadachim que ela tanto amava finalmente saiu daquele maldito beijo com a mais nojenta das criaturas.
“Então essa era a verdade...” Tentava não gaguejar entre as palavras. “..Não quero nenhum presente.. Não tem nada nesse mundo que tire essa dor de mim..” E saiu correndo. Fugindo daquela cena, fugindo da verdade.
Será que quando fizera amor com ela, Set-chan teria pensado nessa criatura?? Tsukuyomi! Tsukuyomi! Isso é nome de demônio! E estava tomando o seu anjo para ela! Um dia ainda iria matar ela!!
Escutara de longe alguns gritos e estrondos, mas ignorou e foi até a Árvore do Mundo. ‘Por que vim aqui?? Só para me lembrar mais de ontem!?’ A maga tentava tirar as lágrimas dos olhos, mas falhou. Durante todo o almoço chorou, como nunca, mais do que no dia anterior.
Foi novamente para a sua sala, mas Setsuna não estava mais lá. Obvio, não queria encarar a maga de jeito nenhum. Não seria tão descarada!
Negi chegou, acompanhado de uma garota de cabelos claros e óculos. ‘Essa garota com cara de abobada de idiota não tem nada! Baka! Nojenta! Feia!’ Konoka começara a surtar de raiva, mas parou no instante que viu que a espadachim estava com ferimentos em diversas partes do corpo. No rosto, nos braços, tanto que o esquerdo mal se movimentava, no pé, e provavelmente em partes cobertas pela roupa.
Outra coisa que notara era que a espadachim não estava mais com o anel de antes. Será que Set-chan não tinha nada com ela? Mas o que fora aquilo? Aquela horrível visão que nunca mais queria repassar em sua cabeça, mas que vinha todo momento.
Num só pulo a maga se levantou e saiu correndo. Para onde estava correndo tão rápido? Para o quarto de Setsuna. Iria tirar a historia a limpo, todos os detalhes.
Agora estava em frente a porta de sua amada, respirou fundo e bateu na porta.
“Quem é?” Veio uma voz desanimada de dentro do quarto.
“Sou eu Set-chan..”
“Pode entrar..” Na mesma hora Konoka abriu a porta e viu a espadachim sentada na cama tapada com um cobertor. Chegando mais perto a garota viu que Setsuna estava cheia de machucados, como Tsukuyomi.
“O que aconteceu?”
“Um desentendido.. Um enorme desentendido.. Você entendeu tudo errado..” A guarda-costas olhava de modo triste para um canto qualquer do quarto.
“O que você quer dizer com isso..?” A maga sentava-se na ponta da cama olhando preocupadamente para Setsuna.
“Eu não tenho nada com Tsukuyomi.. Muito menos quero ter..” A espadachim encarou Konoka com seriedade.
“Você ia me entregar adiantado o presente, né?” Konoka tirou um embrulho da pasta e ofereceu-o para a garota. “Para você, Set-chan..” A maga começara a ter lágrimas em seus olhos. “..Eu sei que meus sentimentos não são correspondidos..” As lágrimas que iam caindo estavam sendo tiradas logo após por suas mãos. “.. Mas isso não muda em nada meus sentimentos por você.” Respirando fundo, a garota de cabelos castanhos pegou junto coragem para terminar o que começara de falar. “Eu te amo, Set-chan!”
A garota escutara seriamente, logo estava abrindo o presente e vendo que era uma caixinha de música. Abrindo a caixa e escutando a bela melodia, Setsuna abaixou a cabeça.
‘Set-chan não parece bem. Não no sentido físico, ela parece estar sofrendo muito.’ Konoka preocupava-se com a reação da garota e com o que estava realmente acontecendo.
“Oj-....” A espadachim tentava falar, mas nitidamente estava abalada. A maga tentava enxergar seu rosto, mas a garota a impedia abaixando o rosto ainda mais, deixando seus cabelos negros na frente. “N.. Não deveria se preocupar tanto comigo.. Eu não mereço esse presente, nem seu amor..” A guarda-costas segurava firme a caixa que continuava a tocar.
“Não é questão de merecer ou não.. Eu te amo.. ninguém é culpado ou digno de amar ou ser amado..” Konoka puxou o rosto da espadachim e se deparou com seu rosto cheio de lágrimas. A guarda-costas empurrou-a e saiu correndo para fora do quarto.
‘O que está acontecendo!? Por que Set-chan estava chorando? Por que eu tenho que ficar de protegida e não saber de nada!?’ A maga tentou alcançar a garota, mas não tinha tanta velocidade quanto a outra que tinha anos de treinamentos árduos.
Após algumas horas de caminhada sem rumo, Konoka foi surpreendida por Asuna, que estava com uma aparência preocupada.
“Konoka! Konoka!” A garota vinha gritando ao longe.
“O que foi Asuna?”
“Rápido! Você precisa falar com o diretor-geral!” A garota de cabelos laranja segurava firme Konoka pelos ombros.
“Por quê? Por que tanta pressa?” A maga se desesperava, há muito não via sua amiga com uma aparência tão séria.
“Por que Setsuna-san está querendo sair de Mahora e nunca mais te ver!”
O choque na curandeira foi instantâneo. ‘Set-chan... Nunca mais... Não! Não! Isso não pode acontecer!!’ Lágrimas saiam dos olhos de Konoka em seguida.
“Calma Konoka. Você ainda pode falar com o diretor-geral, tente convencê-lo de deixar Setsuna-san ficar em Mahora!”
“Mas por que meu avô?”
“Por que tudo começou por causa dele. Acabei de falar com Setsuna-san e ela me explicou tudo. Vá resolver com ele!” Não era preciso nem ordenar, a maga já fora correndo instantaneamente para a sala do diretor-geral mesmo sem saber o que ele fizera para Setsuna querer ir embora de Mahora e deixar de protegê-la.
Chegando lá, escutou a voz de Konoemon e de uma garota, era Tsukuyomi.
“... de presente para ela. Foi por pouco que Senpai não revelou tudo para Konoka Ojou-sama. Acabou correndo desesperada. Mas agora está tudo resolvido, uma vez que ela irá embora de Mahora.” Tsukuyomi falava com um tom de felicidade.
“Correto. Não que eu seja contra ela ser uma Meia-Uzoku, mas a linhagem dos Konoe deve continuar. Como a minha querida Konoka é a única herdeira, como que as Associações ficariam sem a continuação da família que comanda a incontáveis gerações? Posso nunca ser perdoado pela minha neta, mas ela irá entender que seu futuro é o de herdar esse poder das Associações.”
O idoso tomava fôlego ao mesmo tempo em que ia em direção a janela. “Setsuna-kun seria um pretendente perfeito se tivesse nascido homem, mas isso não adianta, ela já que não há como mudar isso.”
Konoka entrou em choque. ‘Meu avô... Como pôde.. Então aquilo tudo foi feito a força?’ A maga correra sem rumo. Já era tarde da noite quando a curandeira parou na mesma estação de trem em que tivera o seu primeiro beijo com Setsuna.
Havia esfriado, começara a sentir o frio dessa véspera de natal ao enxergar pequenos pontos brancos descendo do ar. A neve começara a cobrir lentamente o chão, as arvores e seu corpo parado na estação.
Relembrando o momento de seu beijo, a maga sentira as lágrimas saírem de seu rosto lentamente. Aos poucos tentava se acalmar e pensar onde mais Setsuna poderia estar.
“Set-chan.......” Sussurrou no começo de uma depressão repentina.
“O que foi...? Kono-chan...” A curandeira olhou para o lado e viu a garota de cabelos negros sentada no mesmo banco daquela manhã fria.

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Conseguiu seguir o raciocínio? ^^''
Finalmente deu pra entender?? XD
Ou foi lerdo e eu vou ter que explicar melhor no proximo dia? *sim, o final foi a passagem do 3° pro 4° dia*
De qualquer modo eu vou explicar no proximo capítulo que deve sair antes do proximo de "Konoka's Betrothed"
gome ne pra quem tah esperando novamente... ^^''
e mais gome ne mesmo pra coitada da kaede que deletei o comentario dela e me esqueci de copiar pra postar aki hoje! --''' *baka*
Espero que tenham gostado!! ^^
To indu! o/
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Posted by Se-chan

MaStErEd NeGiMa: LiVeS - cEnA 02

Aee gente!!! /o/
Capítulo novo do fic da Mazaki! *Apesar de já ter saído no fanfiction XD*
Mto bom!!! ^^
Espero que ela me mande logo o 3°!!!! heh


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CENA 02: CONFISSÕES


- E aí Setsuna! – cumprimentou Asuna vindo correndo animada.

Setsuna estava esperando encostada no parapeito próximo à Árvore Mundo. Parecia distante antes de a ruiva lhe falar, sorriu de lado para esta e respondeu animada, só um pouco menos escandalosa:

- Oi Asuna.

- Chegou faz tempo? – perguntou ela esbarrando propositalmente na morena.

- Não muito. – respondeu Setsuna ainda parecendo meio distante e Asuna percebeu isso rapidamente.

- Ué? Que foi? Ce tá “xoxa” porque? – perguntou curiosa Asuna. E a espadachim pareceu ficar desconcertada.

- Ãh? Não... não foi nada... – tentou desconversar sem conseguir.

- Ah....vamos dar uma voltinha, você vai me contar tudinho. – disse Asuna puxando Setsuna pelo braço para caminharem pela praça que era ampla.

As duas caminharam distraidamente pela praça conversando sobre coisas comuns como o ultimo treinamento do refugio de Evangeline e o campeonato de queimadas de Mahora daquele ano. Secretamente Asuna esperava a melhor oportunidade para pegar Setsuna desprevenida e conseguir arrancar alguma coisa daquela garota tão fechada, quem sabe não seria o dia de arrancar uma confissão dela sobre Konoka, sempre se devia ter esperança.

- Não acredito que você assiste aos jogos do campeonato de queimada, Asuna. – disse Setsuna rindo-se enquanto sentavam-se em um banco.

- Ora, depois daquela confusão na época que o pirralho chegou eu passei a respeitar a queimada. – respondeu Asuna também rindo. – Então, animada pra passar o dia inteiro junto da “sua Kono-chan”? – perguntou Asuna tentando esconder o tom de insinuação deixando isso apenas nas palavras.

- Ah...é....vai ser bom mes....HEIM?! – exclamou Setsuna no meio da frase percebendo tardiamente o sentido daquela frase. – O-o-o-o quê você tá dizendo??? – ela corou violentamente enquanto gaguejou.

- He he he...eu ouvi você dizendo “bom mesmo”! – Asuna ria-se enquanto tentava desviar-se de uma Setsuna que tentava sufoca-la desajeitada. – Você ainda não confessou pra Konoka esse seu amor garota!?

- A-a-a-a-a-am-a-a-a-a-mmmmmmmor?! – Setsuna parecia que ia explodir de tão vermelha. Ela se afastou de Asuna como se esta fosse perigosa e a Baka Red adorou o efeito da provocação. – Ora! Você fica falando de mim, e você: ainda não admitiu que é caidinha pelo Negi? – atacou Setsuna para se proteger.

- Como?! – foi a vez de Asuna de corar. Será que a morena andava vigiando seus pensamentos? Será que sabia que ela vinha se questionando sobre isso? Sobre a possibilidade de sentir algo pelo pirralho.

- Isso mesmo! Você fica aí me acusando, isso não seria só um meio de tentar esconder esse seu sentimento?! – Setsuna se aproveitou da vantagem para reverter a situação, Asuna ficou irritadíssima com a pressão.

- Argh! Não vem desconversar! Você não engana ninguém com essa historia de guarda-costas! Todo mundo sabe que você é caidinha pela Konoka!!! – sentenciou Asuna apontando o dedo de acusação para a espadachim.

- QUÊ!? Ah.....ah....- Setsuna controlou-se para não responder à acusação, agora estava verdadeiramente irritada e tinha que tomar cuidado para não passar dos limites. Respirou fundo olhando para qualquer coisa ao longe, menos para a ruiva.

Asuna percebeu que havia passado dos limites e procurou acalmar-se. Tinha se deixado levar pela discussão e estava sentindo-se culpada por ter dito o que disse. Durante alguns minutos houve silencio entre as garotas, ambas procuravam esquecer a discussão para voltar a conversar, não seria nada agradável passarem o dia com aquele clima de desentendimento, principalmente porque Negi e Konoka desconfiariam e fariam perguntas, logo as pessoas que não devem saber sobre esse tipo de conversa.

- Sabe, as vezes eu me pergunto mesmo se é normal essa minha preocupação com o moleque... – disse Asuna de repente seria e Setsuna ouviu sem dizer nada. – Tenho medo de que eu realmente sinta algo errado por ele... – Asuna engoliu em seco sentindo um nó na garganta.

- Desde conheci Konoka ojou-sama... – começou Setsuna percebendo que Asuna não conseguiria dizer mais nada, a ruiva se surpreendeu, mas ficou apenas escutando. - ...tudo o que tenho feito é para poder protege-la. Meus treinos, as lutas, tudo foi para poder proteger ojou-sama... poder estar perto dela... – Setsuna podia sentir seu coração pulando descontrolado no peito. Nunca havia admitido a ninguém, nem a si própria aquilo, mas por algum motivo sabia que podia confiar em Asuna, sabia que ela entenderia.

- Então...você realmente... – Asuna não conseguia acreditar no que ouvia, sabia que era obvio, mas não esperava que a espadachim fizesse uma confissão assim de repente. Não conseguiu terminar a frase por que Setsuna continuou falando.

- Mesmo que seja verdade...eu...isso não é certo...ela é um anjo e eu...um...monstro... – Setsuna desviou o olhar pra longe, não sabia se conseguiria conter as lagrimas se encarasse Asuna. Levantou-se e fez menção de ir quando a outra por reflexo disse “Espere!” levantando-se também. A espadachim permaneceu parada sem dizer nada.

Nesse instante Asuna pode perceber claramente o conflito que se passava no interior de Setsuna. Ela sofria por sentir o que sentia, mas não parecia poder evitar sentir aquilo. Fora criada como uma guerreira a não conseguia tolerar coisas erradas ou tortas e considerava seus sentimentos errados e indignos. “Por que você é tão cruel consigo mesma?” perguntou-se a baka mirando as costas da amiga. Percebeu na mesma hora que Setsuna estava abrindo mão de seus sentimentos quando dizia aquilo e ela não podia permitir:

- Setsuna... – Asuna rodeou a garota ficando de frente para esta e encarou-a nos olhos. Setsuna sentiu o peso daquele olhar bicolor e tentou desviar-se, mas Asuna segurou seu rosto na sua direção para que escutasse o que ia dizer. – Você não pode desistir assim da Konoka.

- Ah...Asuna... – a morena sentiu o coração dar um aperto sufocante. As palavras de Asuna entraram fundo na sua alma deixando-a tonta diante daqueles olhos coloridos a cinco centímetros dos seus. Elas ficaram em silêncio se encarando durante vários segundos, ambas refletindo interiormente o peso das palavras da ruiva até que ouviram vozes:

- Ah....mas o que estão...?

- S-Se-Set-chan...?

- Uau...

Foi só aí que Asuna e Setsuna perceberam que estavam extremamente próximas e se encarando de maneira profunda por muitos segundos. Ambas coraram profundamente virando-se para encarar os abobados Negi, Konoka e Kamo. Negi estava corado e parecia que ia babar a qualquer instante, Konoka parecia chocada e Kamo tinha sangue escorrendo pelo nariz.

- Vocês iam....? – Negi perguntou parecendo mais impressionado e curioso do que chocado.

- Heim!? – Asuna corou ainda mais ao perceber que eles estavam pensando exatamente o que ela não queria que pensassem. – Ce tá maluco guri!!! Tá me estranhando!? – ela exclamou indignada.

- Ah.... – Konoka sim parecia chocada com aquela visão. Setsuna pressou-se em tentar explicar-se.

- O-o-o-ojou-sama!!! Não pense bobagens por favor! Eu e Asuna-san estávamos apenas conversando e.... – mas a cada palavra parecia se enrolar mais e Kamo não ajudou nem um pouco com seu comentário.

- Ora, esse tipo de curiosidade é normal na adolescência...

- C-Curiosidade!? – berrou Asuna parecendo que ia ter um acesso a qualquer momento. – Eu te mostro a curiosidade sua doninha safada!!!!! – e correu a trás de um Kamo apavorado.
- Perdão Anesan! Perdão!

Negi percebeu que aquela simples ida a uma livraria antiga poderia ser bem mais tumultuada do que deveria, nada que não fosse normal em Mahora. Sua mente de garoto de 11 anos não pode deixar de se perguntar:

“Caraça....será que elas iam mesmo...?”.






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Final muito bom!!! uahuahuahuahuahuahuah
Adorei!! XD
Setsuna e Asuna cara a cara.. Impossivel naum achar besteira c elas estando taum perto, neh?? ^^'''
Amanha posto o 3° dia..
Bye! o/
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Posted by Se-chan

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