[Notícia] Editora Seven Seas oculta trechos de light novel yuri em tradução

Atualização, dia 20/03/21

A Seven Seas se pronunciou sobre o caso:

"Obrigado por trazer este assunto a nossa atenção. Essas partes do texto foram removidas durante o processo editorial na época, mas nós mudamos como editamos esses livros para ter certeza que partes importantes não sejam perdidas. Nós vamos revisar o eBook nas próximas semanas e adicionar a parte cortada de volta no livro, e revisão também refletirá em todas as reimpressões futuras do livro."

Fonte: Anime News Network.



Texto original:

Não é como eu esperava acordar nesta sexta-feira.

Logo cedo, vi um tweet da escritora Inori, autora da light novel Me apaixonei pela vilã (I'm in love with the villainess ou 私の推しは悪役令嬢) que foi anunciada pela Editora NewPOP. Fiquei confusa e fui entender o que aconteceu.



Ela estava respondendo uma pessoa que colocou na rede social um link para uma discussão sobre traduções feitas pela Seven Seas, editora responsável pela tradução de sua obra na América do Norte, e como a editora havia removido frases e parágrafos da obra original no caso da autora da light novel yuri.
Irei traduzir algumas partes de modo livre. Não sou tradutora, então estou apenas fazendo um serviço para facilitar quem não tem conhecimento suficiente de inglês, para que todos possam pensar sobre o assunto.

Antes de chegar a obra de Inori-sensei, a conversa já falava sobre outras novels que haviam tido traduções controversas. Mas quando alguém listou os problemas com a tradução de Me apaixonei pela vilã, o assunto me pareceu muito sério. E o por quê das alterações e remoções de partes é ainda nebuloso.

Por exemplo, na imagem acima (Imagem 1), é a cena onde Rei é perguntada sobre sua sexualidade e sobre sua relação com Claire (a mesma foi adaptada já para mangá no capítulo 7). A tradução da Seven Seas de uma frase é "Talvez isso seja verdade, e se sim eu estaria ultrapassando limites.".

Se você observar a imagem, há 3 partes. A primeira, é o texto original. A segunda parte, é a tradução da Seven Seas. A terceira, é a tradução de fãs. Vê que há várias partes vermelhas? A primeira é a que corresponde ao trecho que traduzi da Seven Seas, mas o de fã é maior né? Além disso, há mais uma parte em vermelho onde a fala de Rei é diferente da tradução da Seven Seas. Vou traduzir ambos:

Primeira parte, que não há na Seven Seas: "É, isso com certeza é minha culpa. Numa maneira de dizer, eu mesma estava espalhando homofobia. Exatamente como aqueles artistas da minha vida passada que exageravam em sua homossexualidade para vender um personagem." O outro trecho: "Eu acho que não poderia continuar se não brincasse assim, sabe?". A fala segundo a editora americana, seria "Eu não poderia viver sem brincar assim com você" (brincar como zombar, entende?)

A parte da fala é uma adaptação. Normalmente não se chama de erro, afinal nem tudo fica bonito ou é passado de modo correto em uma simples tradução literal. Eu não vou julgar esta parte aqui, apesar de achar que o contexto ficou bem diferente. Já a parte apagada.. eu não saberia explicar.

Imagem 2
Mais para frente, no mesmo capítulo, no final da mesma cena, uma conversa entre Rei, Misha, Lene e Claire, faço novamente uma imagem para mostrar as diferenças entre as versões. (Imagem 2)

Na primeira parte (japonesa) e na última (tradução de fã) parte da imagem, há uma grande área vermelha nas escritas. Ela corresponde há uma parte onde a Seven Seas escolheu não traduzir, retirar de sua edição.

Tradução da Seven Seas:
"Ha ha ha."
A conversa séria finalmente terminou. Eu zombei Claire, Claire se irritou, Lene a acalmou, e Misha observou tudo o que aconteceu com um olhar resignado. As coisas voltaram ao normal.
Normal. E como sempre, eu me senti um pouco.. triste.
"Miss Claire?"

Tradução de fã:
"Ha ha ha"

"..."

A conversa séria finalmente terminou. Eu zombei Claire, Claire se irritou, Lene a acalmou, e Misha observou tudo o que aconteceu com um olhar resignado. As coisas voltaram ao normal.

Normal. E como sempre, eu me senti um pouco.. triste.

Na minha vida passada, haviam progressistas que queriam acabar com a homofobia e criticavam artistas de TV que faziam sua homossexualidade uma piada (OBS em português: piada como entretenimento, arma para atrair a atenção do expectador. Chamar a atenção)

Essas pessoas estavam, sem dúvida, certas. Mas acho que havia mais do que isso. Independentemente se estava certo ou errado, haviam pessoas que não conseguiriam seguir sem fazer piada com isso.

Claro, é fato que esses artistas aumentavam o preconceito.
E se possível, seria bom se o preconceito desaparecesse (OBS em português: desaparecesse como "morresse" mesmo)
Mas a triste verdade é que havia pessoas gays que agiam assim para atrair o preconceito para si mesmos. Eu acho que eles tinham sua própria razão para isso. Para algumas pessoas, zombar era provavelmente o único jeito eles lidarem com a dor.

Pessoas de quem gostávamos dificilmente iriam nos corresponder. Se nós não dizíamos nada para eles, nós poderíamos ser mais próximos deles que alguém do sexo oposto, mas no momento que começássemos a gostar deles, seríamos mais distantes do que qualquer um.
Depois de repetir isso várias vezes, antes que soubéssemos, nós nos tornamos alguém que só poderia rir disso. Pessoas assim certamente existiam.
Nem todas pessoas gays eram assim.
Mas, pelo menos, eu era.

"Miss Claire".

Fim da Tradução de fã.

Depois de traduzir isto para vocês, eu realmente não sei como opinar. O que estava na mente de quem fez a escolha de retirar isto do texto ou se foi uma conversa entre a editora e o tradutor. O importante é que essas alterações não foram comunicadas à Inori-sensei, que estava no Twitter tentando acalmar as pessoas que estavam acusando a Seven Seas de censura. Ela disse que não acredita que nem a Seven Seas, nem o tradutor fizeram isso por malícia. Várias pessoas foram falar com ela por no final do primeiro volume não terem entendido o motivo de algumas atitudes de Rei e, bem.. as pessoas disseram que após ler este pedaço retirado, entenderam os motivos da personagem.

Inori-sensei já entrou em contato com a editora norte-americana para saber o que houve. A editora ainda não se pronunciou sobre o caso e é algo muito delicado. Reitero aqui que fiz uma tradução de uma tradução, então pode haver algumas coisas que ficaram faltando ou um sentido que pode estar diferente do original. Mas acredito que consegui mostrar um pouco o problema que houve.

Por favor, não procurem o tradutor para criticar seu trabalho. Se forem fazer algo, se preocupem com a Editora NewPOP, que contém os direitos da light novel no Brasil e mostrem sua preocupação para que a obra seja integralmente traduzida. Façam isso com respeito, por favor.

Meu comentário, como leitora:

Sinceramente, eu li a primeira light novel pela versão da Seven Seas e a achei muito interessante. E o capítulo específico que houve o problema provavelmente é o meu favorito do volume. Infelizmente, talvez eu o achasse ainda melhor se lê-se com todo o conteúdo. Quando li a segunda light novel, a partir da tradução de fãs, me apaixonei pela evolução de Rei e as discussões sobre amor que há durante todo o volume. Eu não tenho a versão da Seven Seas dessa parte, então fico curiosa para saber se eu teria o mesmo sentimento.



Espero ter esclarecido o acontecimento para vocês. Se quiserem comentar este texto, ficarei agradecida. Se preferir, entre em contato pelas nossas redes sociais ou pelo Discord. A Mazaki está pensando em falar também sobre o ocorrido, já que estuda sobre tradução.

Fontes recomendadas:

Analisando a Capa Brasileira de Bloom into You

Sim, a novidade na verdade saiu na semana passada.

A Editora Panini colocou em seu site a capa brasileira de Bloom into You (Yagate kimi ni naru). Com um logo exclusivo e o nome americano sem tradução ou menção ao nome original. Me apeguei há alguns detalhes e ficaremos com algumas dúvidas até vermos as próximas capas.

A numeração está no canto superior direito e não se sabe se os outros volumes manterão no mesmo local. Nem se o logo ficará na mesma posição abaixo do centro. Achei a capa bem bonita, com o logo delicado sendo o que chama mais atenção. O nome da autora e a numeração estarem em branco com sombreado os deixa discretos e sem atrapalhar a ilustração.

Não chego a me preocupar tanto com a capa nº 6 (onde a Touko está no palco), pois o logo japonês já fica por cima da cortina. E, apesar da numeração americana ficar boa na capa 6, na do volume 4 acaba ficando bem em cima do pé de Touko.
Verde sinalizando a posição da numeração brasileira. Vermelho sinalizando a posição da numeração Norte-americana. 
Vários países fizeram a posição do logo como a Panini, onde originalmente é a numeração japonesa. Afinal, fica quase inviável de colocar a numeração na posição original, já que o nome romanizado não ficaria bom nas laterais como em japonês.

Vale salientar que como o logo que a editora brasileira fez é bem vertical, pelo menos comparando com a versão americana (a qual terei a física para comparar pessoalmente), ele ficará bem no limite no volume 7, onde Yuu está deitada na cama bem no centro da capa.
A Amazon abriu pré-venda da edição 1 (clique aqui). A mesma está prevista para ser lançada em abril, pelo valor de R$ 29,90. A publicação será bimestral, com capa cartonada e miolo offwhite 66g.

Para capas de YagaKimi de outros países, veja o post no site Lacradores Desintoxicados.

Agora é esperar para ver se tudo vai ficar como o esperado e depois dar uma olhada na tradução.

[Recomendação] Como gostar de um mangá quando se odeia uma das protagonistas? Failed Princesses - Ajiichi

Minha primeira impressão de Failed Princesses (できそこないの姫君たち ou Dekisokonai no Himegimi-tachi) foi pela capa quando foi anunciado na América do Norte pela Editora Seven Seas. Sempre pensei antes de lê-lo que ele seria algo ao estilo Girl Friends, afinal os traços conseguem ser familiares e uma protagonista de cabelo escuro e curto e outra com cabelo comprido e claro é um dos mais recorrentes clichês de Milk Morinaga. Eu só não sabia que eu, lendo minha primeira obra da Ajichi, é que eu teria o desafio de me afeiçoar por uma personagem que inicialmente achei insuportável.


Deixe-me explicar.


O primeiro capítulo capítulo de Failed Princesses começa com Nanaki, uma menina popular e que se veste como uma gyaru (tipo a Yuzu de Citrus) destratando uma garota com estereótipo nerd desarrumada. Mas não é destratar no estilo "ai, que menina estranha", mas sim do tipo que fala na cara da menina pra ela "fazer as sobrancelhas feias". Ou seja, com 3 páginas, eu já achei a personagem uma superficial e mal educada. Ela fica falando que tem que "ser mais fofa que todas" e que "quer ser uma princesa". Foi um desafio chegar ao final do primeiro capítulo, já que ele é focado praticamente só nessa menina.


Apesar de insuportável, ela tem um namorado e um grupo de amigas que são suas seguidoras fiéis. Além disso ela é famosinha no Instagram e já é falada em revistas de moda. Só que na metade do capítulo a garota descobre que seu namorado na verdade já tinha uma namorada antes mesmo deles começarem um relacionamento e que ela era só uma "reserva". Ele termina falando "Você pode até ser bonita, mas quem iria querer namorar uma menina chata como você?".


Ow.... Essa doeu heim? 


A reviravolta começa a acontecer quando ela percebe que a nerd que ela maltratava estava escondida (ela estava no local antes e se escondeu por que, bem, ela é medrosa) e escutou toda a conversa. Nanaki começa a surtar, falando que a menina vai espalhar isso pra todo mundo e se vingar por ela ter sido tão escrota com ela. Mas a outra garota, Kanade, diz que não irá fazer isso e que a culpa era do cara e que "qualquer pessoa iria se sentir triste se a pessoa que ela ama dissesse tantas coisas horríveis para ela". Era exatamente o que Nanaki precisava escutar e a nerd fica lá, com ela, dando suporte.


E assim começa a amizade entre Nanaki e Kanade. Garotas tão diferentes, que tinham tudo para se odiar, mas acabam se dando muito bem.


Apesar de ao longo dos seus mais de 30 capítulos (ainda em andamento) as garotas mudarem e cada vez serem mais próximas, demorou um pouco para eu poder me afeiçoar a Nanaki. A garota muitas vezes impulsiva e meio burrinha começou a me conquistar quando ela começa a defender a Kanade. Seja das meninas de seu ex-grupo, ou do professor maldoso, ou de ciúmes que ela sente mais pra frente.


Já Kanade, é uma garota que tem trauma de infância e não se acha boa o suficiente para ser uma "princesa" e que nunca chegará ao nível de Nanaki, mesmo com a amizade que elas têm. É um pouco conflituoso para mim, já que eu não me incomodava da Kanade ter essa "carinha de nerd", mas ela fez um makeover e ficou fofinha. Essa coisa meio "Diário da Princesa" não é do meu agrado, mas acho que pode ser explorada ainda para a Kanade entender que ela não é menos do que outras pessoas.


Além disso, essa mudança de visual da personagem me lembrou muito Girl Friends e é uma das razões pela qual eu falei no Twitter que Failed Princesses é uma "versão extreme" do mangá de Milk Morinaga. Não só o assunto de maquiagem e roupas é comum aos dois mangás, mas também essa coisa de personagem extrovertida popular se junta com a nerdinha quieta também relaciona as duas obras. Só que as coincidências entre as obras para por aí.

Uma coisa muito boa da obra é como há cenas que são mostradas por mais de um ponto de vista, ou que aparece parte da cena em um momento e depois a obra volta para a mesma cena e mostra outro ponto de vista e continua a cena. É muito interessante o modo que a narrativa é feita e como todas as personagens conseguem um ótimo destaque. Enquanto Girl Friends tem amigas que servem de pequenas conselheiras e alívio cômico, Failed Princesses conta com as personagens secundárias para dar mais profundidade há obra e elas são extremamente importantes. Não tem como ter a obra e vários momentos importantes dela sem essas personagens.


A obra nos joga alguns personagens que juramos que podemos não gostar e nos faz se importar com elas. A protagonista gyaru egoísta que na verdade é uma fiel amiga, a nerd fujoshi que é responsável e amorosa, a extrovertida que quer fazer 1000 amigos, mas que é fofa e sem jeito com quem ela gosta, a garota misteriosa que na verdade é frágil. Failed Princesses nos trás personagens que não são perfeitos, e por isso mesmo é tão bom.


E quem diria que agora eu iria torcer para a menina que eu odiei em 3 páginas, não é mesmo?


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sexta-feira, 12 de março de 2021
Posted by Se-chan

[Notícia] Mangás com clima fofo entre garotas ganham anime

 Há alguns dias fizemos uma postagem mostrando mangás yuris (ou pra quem gosta de meninas sendo fofas juntas) que teriam chance de ganhar anime se fossem bem votados em uma votação (clique aqui para ler a postagem).


E não é que alguns deles já tiveram anuncio?!


Os apressadinhos são "Bocchi the Rock!" e "Slow Loop". Os dois foram apresentados respectivamente por nós como "Garota tímida é guitarrista, quer montar uma banda e encontra uma baterista que quer uma guitarrista na banda dela" e "Um Yurucamp (Laid-Back Camp) de pesca".

Eu não havia lido nenhum deles até então e, depois dos anúncios, fui dar uma olhadinha em "Bocchi the Rock!". Sinceramente? Talvez o mangá não seja pra mim, não sou muito de mangá yonkoma (4 quadros por "cena" - que nem K-ON). Mas o clima parece interessante e devo gostar do anime, já que as personagens pareceram bem carismáticas.


Nenhuma das obras teve data de quando sairá seus animes, mas deve demorar um tempo. Diria entre final do ano e início do ano que vem. Ambos são lançados em variantes da revista Mangá Time Kirara.


Vamos esperar um pouco para ver se mais algum daquela lista será anunciado.


Fontes:

Twitter da Manga Time Kirara falando sobre Bocchi the Rock!

Twitter da Manga Time Kirara falando sobre Slow Loop

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021
Posted by Se-chan

[Notícia] Trailer de "Kobayashi-san chi no Maid Dragon S" divulgado

Kobayashi-san chi no Maid Dragon é um dos animes com yuri que cura o coração de quem assiste, por isso mesmo todo mundo estava esperando uma continuação. Não foi surpresa pra ninguém (já que o anime é popular) quando foi anunciada a continuação. 



Mas agora tem trailer!


Lembrando o trailer da primeira temporada (clique aqui para assistir), o preview da segunda temporada faz uma musiquinha relembrando as personagens e as mesmas discutindo pq o título tem 'S' no final. Além disso, há a apresentação da personagem nova (Ilulu) que explica que o 'S' é de "Super Supreme Second life Starts".

Apenas lembrando que haverá a substituição dos antigos diretor e diretora de arte, já que infelizmente os dois foram vítimas no ataque que incendiou o prédio da Kyoto Animation em 2019. Os novos responsáveis serão Tatsuya Ishihara (diretor de Melancholy of Haruhi Suzumiya e Hibike! Euphonium) e Shouko Ochiai (diretor de arte de Tsurune).


Lembrando que a série passou no canal aberto Loading e está disponível oficialmente no Crunchyroll.

Basta agora esperar até julho para ver o anime.


Fonte:

Twitter da Série

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[Notícia] Muitos yuris concorrendo no Anime Japan 2021

Todos os anos acontece o Anime Japan, um evento que exibe tanto animes, anúncios de obras e (o mais importante) há uma votação com uma lista de mangás para saber quais são os que o público quer que vire anime. Entre estes mangás, as vezes há yuris. Em 2017, Yagate kimi ni naru (Bloom into you) ficou entre os mais votados. No ano seguinte, ganhou uma adaptação animada de 12 episódios pelo estúdio TROYCA.



Este ano, a votação "manga we want to see animated ranking" ("classificação de mangás que gostaríamos de ver animados") tem um total de 103 obras disponibilizadas a serem votadas e, entre elas, vários mangás para o público yuri. É importante frisar que quanto mais alto é a colocação da obra, mais possibilidade ela terá de ser animada. Um exemplo de mangá que foi a votação e não teve votação tão expressiva é Himawari-san (Miss Sunflower), um yuri lento e muito fofo. Infelizmente ele não voltou a estar na votação.


Como é possível votar de qualquer lugar do mundo, estamos fazendo esta postagem para chamar a atenção dos fãs de yuri no Brasil para ajudar as obras a ganharem animação. Como o site está em japonês, colocaremos a seguir um tweet com um esquema de como votar:



O site da votação é: https://www.anime-japan.jp/main/ajranking/

A seguir, faremos uma lista de todos, com uma pequena sinopse e o número que elas estão listadas para facilitar sua votação:


My Teacher Has No Tail | Uchi no shishou wa shippo ga nai | うちの師匠はしっぽがない


nº 14


História sobre uma menina tanuki (algo próximo de um guaxinim) quer se tornar uma humana.

Ponto forte: Já foi encerrado e era lançado na Comic Yurihime.



Oomuroke | 大室家

nº 16


Mangá paralelo de Yuru Yuri onde as protagonistas são as irmãs da Sakurako.

Ponto forte: Namori ganhando mais dinheiro pra sustentar a Comic Yurihime.



A Story About a Lone Girl Who's Not Good with Gyarus | Gal and Bocchi | ギャルとぼっち

nº 32


Menina com cara de peixe-morto e menina gyaru (pense em algo estilo Yuzu de Citrus) se aproximam.

Ponto forte: O traço parece muito fofo.



Whisper me a Love Song | Sasayaku You ni Koi o Utau | ささやくように恋を唄う

nº 42


Romance entre duas garotas, onde uma começa achando que se apaixonou (como fã) da vocalista de uma banda e a outra se apaixonou a primeira vista pela menina.

Ponto forte: não amarra muito pra elas ficarem juntas

Post com a recomendação do mangá aqui pelo KaS.


Swing!! | すいんぐ!!

nº 50


Meninas fofas jogando tênis.

Ponto forte: O traço é tão fofo que eu tenho vontade de apertar.



Slow Loop | スローループ

nº 54


Um Yurucamp (Laid-Back Camp) de pesca.

Ponto forte: Quanto mais animes parecidos com Yurucamp, melhor.



Tadokoro-san | Tatsubon | 田所さん

nº 59


Menina extrovertida é apaixonada pela nerd introvertida da turma que se oferece pra desenhar ela.

Ponto forte: Série surgiu no PIXIV (pelo que pesquisei).


Two Girls in Love with High Grade Model Kits | HG ni Koi suru Futari | HGに恋するふたり

nº 69


Uma mulher e uma adolescentes gostam de montar Gunpla (Modelos montáveis de Gundam).

Ponto forte: Eu queria poder montar mais Gunplas e ter um yuri disso me dá forçar pra viver.


Bocchi the Rock! | ぼっち・ざ・ろっく!

nº 85


Garota tímida é guitarrista, quer montar uma banda e encontra uma baterista que quer uma guitarrista na banda dela.

Ponto forte: Premissa que parece K-ON, mas a capa faz ele parecer um pouco mais sério.


Murciélago | ムルシエラゴ-

nº 91


Em uma cidade cheia de crimes hediondos e violência, duas garotas fazem seu trabalho para matar criminosos que não foram pegos pela polícia.

Ponto "forte": Sangue, sexo e muita violência.


Me Apaixonei pela Vilã | I'm in love with the Villainess | 私の推しは悪役令嬢

nº 101


Garota reencarna em um otome game (jogo onde você tem que conquistar garotos), mas vai atrás de conquistar a vilã.

Ponto forte: A light novel já está licenciada pela Newpop Editora.


Yuri is my Job! | Watashi no yuri wa oshigotodesu! | 私の百合はお仕事です!

nº 103


Garotas se conhecem trabalhando em um café que faz fanservice com yuri.

Ponto forte: estilo um pouco pro clichê "haters to lovers".



A votação vai até o final do dia 28 no Japão, então dá para votar até meio dia do dia 28 aqui no Brasil.

Espero que possam ajudar nessa votação!


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[Recomendação] Teren Mikami, a autora do Yuri STONKS

Quantos mangás yuris você já leu que alguma personagem falou "É impossível duas garotas namorarem" ou algo similar? Eu imagino que muitos, já que é um clichê do yuri a personagem a princípio negar qualquer relação entre garotas. O que não estamos acostumados a ler é uma solução rápida para isto. E essa é a genialidade de Teren Mikami, escritora de 3 obras que começaram a sair ano passado (2020).

Não, Teren Mikami não é mangaká (desenhista de mangá), ela é escritora. Talvez você a conheça pelo já popular Watanare (There's No Way I Can Have A Lover! *Or Maybe There Is? em inglês, ou popularmente chamado no Yuri Café de 'muri muri'). A obra fala de uma garota (Renako) que é totalmente azarada e tem problemas em se enturmar, um total desastre. Na escola nova, ela conhece a outra protagonista da história (Mai), a qual ela quer ser melhor amiga. Porém, a outra garota se declara para ela. Nessa encruzilhada, Mai encontra uma "solução": "Que tal um dia sermos amigas, e no outro sermos namoradas?"


E assim, o mangá (adaptado de uma light novel escrita por Teren Mikami) prossegue, com as duas garotas aceitando essa loucura e tentando convencer a outra de que a alternativa dela esta certa. Renako, mostrando para Mai o que é ter uma boa amizade, e Mai, tentando mostrar que o melhor é elas ser namoradas. Monsieur (mangaká que adapta a obra) faz uma arte extremamente próxima ao original da capa da light novel (feita por Takeshima Eku, mangaká de 'Whisper me a love song') e os momentos entre amizade e namoro cada vez parecem mais próximos, mas ao mesmo tempo mais contrapostos. É muito interessante como Mai se comporta totalmente convicta que ela sairá "vitoriosa" nessa disputa.


Já em Arioto (A Yuri Story About a Girl Who Insists "It's Impossible for Two Girls to Get Together" Completely Falling Within 100 Days, ou apelidado pelo KaS de 'yuri dos 100 dias'), Teren Mikami (roteirista do mangá) faz a trama entre Marika e Fuwa uma disputa muito peculiar. No início do mangá, Marika está conversando com suas amigas e uma delas a pergunta o que faria se uma garota se confessasse para ela, e Marika somente diz que "É impossível duas garotas namorarem". Fuwa, a garota solitária, rica e com aura que todos admiram, a chama para conversar.


O que acontece é praticamente uma aposta: Marika ganharia 10.000 yens por dia se ao final de 100 dias ela não se apaixonar por Fuwa. Não é simplesmente elas começarem a namorar ou andarem juntas, na verdade Fuwa está "comprando" a companhia de Mariko por estes 100 dias, então a garota tem que fazer o que Fuwa quiser, mas nada extremo. (há algumas garotas no Japão que fazem serviços de tomar café com senhores mais velhos, Mariko menciona que pensaria até em trabalhar assim se ganhasse bem). Mariko, furiosa pela convicção da outra de que se apaixonará, aceita a proposta. Os poucos capítulos disponíveis mostram Fuwa tentando fazer Mariko entender que duas garotas podem sim ficar juntas, a obrigando a ler mangás yuris e depois... bom, ver algo um pouco mais "direto ao ponto".


Ambas as persoangens (Mei e Fuwa) encontram alternativas peculiares (por isso o "Stonks") para as garotas que dizem ser "impossível" duas garotas ficarem juntas. Muri Muri vai totalmente para a comédia, enquanto o Yuri dos 100 dias a personagem parece fazer as coisas mais metodicamente. Os dois mangás são ótimas amostras de como fazer obras yuris focadas no romance, mas que não sejam "mais do mesmo".


Já a última obra de Mikami que quero falar é Moshi, Koi ga Mieta Nara (If You Could See Love em inglês, finalmente um título menor...), onde mais uma vez ela é roteirista do mangá. A história é em torno de Mei, uma garota que consegue enxergar flechas que mostram quem as pessoas amam (menos a própria, a princípio). Ela pretende, mudando para um colégio feminino, fugir dos dramas de amor que já perturbaram muito sua vida. "Infelizmente", chegando no colégio, além de reencontrar uma antiga amiga (que é totalmente apaixonada por ela), Mei vê que há MUITAS meninas que gostam de outras no colégio. Tentando fugir, ela vai até o banheiro, onde tenta ajudar uma garota, que se apaixona por Mei a primeira vista.


É muito interessante como as flechas funcionam no mangá (principalmente por serem coloridas), e o clima do mangá é muito divertido, algo que ele tem em comum com as outras obras de Teren Mikami. Essa autora, que antes fazia coisas como harém comum (hétero) e genderbenders de história questionável, aparentemente resolveu com a pandemia soltar seu lado yuriko (fã de yuri) para o mundo ver.


Sem nenhuma inibição e com um potencial enorme, as tramas de Teren Mikami podem não ser de uma complexidade invejável, mas mostram o quão divertida uma obra pode ser quando despreocupada de se manter ou não no romance padrão, e mesmo assim usar de vários dos clichês do yuri ao favor do enredo.


Em outras palavras, o yuri STONKS de Teren Mikami me conquistou e nem precisou de uma aposta para isso acontecer.


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[Vídeo] A Coleção de Yuri/GL do KaS

 Hoje temos novidade no Youtube!

Como recebemos vários pedidos para mostrar os mangás que temos na estante (sim, aquela bagunça que aparece atrás dos vídeos), resolvemos mostrar tudo o que temos com relação há yuri e girls love. Com participação de Mazaki e Se-chan (em áudio e suas mãos em vídeo), as duas passam por coisas antigas, como um clássico esquecido da JBC, e artigos originais japoneses.


Ficou com curiosidade? Dá uma olhadinha no vídeo abaixo pra ver tudo o que temos!


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[Recomendação] Handsome Girl and Sheltered Girl - Majoccoid e Mochi Au Lait

 Que tipo de desentendimentos podem fazer duas pessoas começarem a namorar?


Em Handsome Girl and Sheltered Girl (イケメン女と箱入り娘 ou Ikemen onna to hakoiri musume em japonês), de Majoccoid (arte) e Mochi Au Lait (roteiro), duas garotas começam a namorar por que uma delas acha que a outra é um homem. Uma série de desentendimentos faz com que Ookuma ache que Kanda-kun (sim, ela usa kun) é um garoto e está apaixonada por ele.


Tudo acontece por Ookuma perguntar se Kanda-kun não quer participar de um café crossdressing (precisavam de mais garotos vestidos de menina) e Kanda-kun pensa em fazer uma brincadeira boba, que por fim faz com que as duas comecem a namorar e ela esteja em uma enrascada de tentar fazer a outra garota entender que ela é mulher também. A trama segue cheia de pequenos mal-entendidos até que Kanda-kun consegue finalmente falar para Ookuma que ela é uma garota e a outra garota no final não se importa com o fato de Kanda-kun ser mulher.


Sinceramente, eu poderia dizer que isso é um pouco de mal gosto (?), já que o mangá poderia explorar sobre identidade de gênero, mas no final Kanda-kun só é uma menina que parece mesmo um cara, e ponto final. Eu gostei muito do mangá, mas as vezes as piadas podem ter uma conotação um pouco.. complicada (?). 

A seguir haverá spoilers.

Próximo do final do mangá, Kanda-kun fala para Ookuma que é uma garota, mas a outra garota não acredita. No final, elas entram num acordo de que para Ookuma aceitar que Kanda-kun é mulher, ela teria que ver o corpo nú dela. A situação toda é feita com bastante humor e é bem leve, mas tenho que dizer que poderia soar muito ruim, já que o sexo da pessoa não deveria estar extremamente ligada ao orgão genital.

Fim do spoiler.


Porém, como Kanda-kun se sente mulher e só não se 'veste femininamente', eu entendi que não haveria tanto problema com o humor usado na cena. É hilário, mas toda essa parte me deixou com um pé atrás com a obra, apesar de ter rido horrores da cena.


Tirando essa parte, o mangá é extremamente fofo, engraçado e divertido. Dá para perceber como Kanda-kun vai começando a gostar de verdade de Ookuma e como o relacionamento delas funciona. Devo dizer que tirando a parte final, eu não fiquei nada preocupada com relação a identidade de gênero ou algum tipo de mensagem que poderia ser mal interpretada. Kanda-kun se mostra uma mulher e na verdade Ookuma não se importa com o gênero da outra, apenas a ama (e ama seu jeito tomboy).

A série está completa em 2 volumes e deixa um gostinho de quero mais. Porém, como todo bom yuri, talvez tenha parado na parte que deveria. Afinal, tudo do mangá gira em torno de Kanda-kun tentar explicar o mal-entendido feito no primeiro capítulo. Depois disso, acho realmente que não haveria por quê de continuar a obra. Seria só mais do mesmo e talvez esse 'gostinho de quero mais' virasse um 'está se repetindo demais'.


Recomendo a série para quem quiser uma leitura leve, sem preocupação e quem não queira enxergar uma série descontruída de papéis de gênero. As personagens são cativantes e a relação delas é divertidíssima. E, para mim, no final a mensagem de "Não importa seu gênero, eu me apaixonei por você" é muito fofa.


O que acham?


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Yuri Café #23 - Light Novel Yuri no Brasil , Yuris na Temporada de Animes e Muitos Comentários

 Olá a todos!

Chegamos com o primeiro Yuri Café de 2021, também o mais longo de todos até agora! Foram muitas notícias importantes e muitos comentários ótimos dos ouvintes. Então, pegue uma garrafa de água, ou café, ou qualquer bebida que prefira e venha nos acompanhar nesse programa sobre lírios!





Assuntos:

00:00:52 Notícias

00:01:05 Anúncio: Me apaixonei pela Vilã

00:06:41 Discussão: Mercado Yuri no Brasil

00:21:01 Live-Action de Oshibudo

00:22:20 Anime de Virgin Road

00:25:29 Anime Original: Auatrope of White Sand

    Outros projetos da P.A.WORKS: Shirobako, Hanasaku Iroha, Angel Beats, CANAAN, Uma Musume Pretty Derby.

00:29:17 Anime de Love Live Superstar

00:29:53 Animes da Temporada

00:30:15 Urasekai Picnic (Otherside Picnic)

00:33:56 Yuru Camp (Laid-Back Camp)

00:35:14 Non Non Biyori

00:35:42 Uma Musume Pretty Derby

00:36:37 Wonder Egg Priority

00:44:24 Sobre o KaS

00:52:10 Comentários

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021
Posted by Mazaki89

[Recomendação] The Two of Them Are Pretty Much Like This - Ikeda Takashi

Você começa a ler um novo mangá yuri. No primeiro capítulo, ele te introduz em 6 páginas duas personagens casadas, mostra elas saindo da cama (depois de uma óbvia noite 'movimentada'), as duas falando sobre o novo serviço de uma delas no trabalho (escritora de BL) e a outra tentando se tornar uma dubladora em ascensão. A dubladora dorme e acorda com uma coberta sobre si e percebe que a outra ainda está trabalhando. Ela faz um café para a escritora e conta o sonho que teve de que ela dublaria um trabalho escrito pela outra. O capítulo termina com uma piada boba.

Pode parecer bobo e corriqueiro, mas este é o clima do mangá "The Two of Them Are Pretty Much Like This" ("Futari wa Daitai Konna Kanji" ou ふたりはだいたいこんなかんじ originalmente), de Ikeda Takashi (Twitter do autor), o mesmo autor do sucesso de pouco mais de uma década atrás, Sasameki Koto (publicado nos Estados Unidos com nome de "Whispered Words"). A vida de Sakuma Elly e Inuzuka Wako (ou Wanko, como Sakuma a chama por não ajudar a pagar o aluguel do apartamento onde vivem) é corriqueira e sem grandes dramas. Assim como de qualquer casal bem estabelecido.


Sabe aquelas implicâncias de diferenças entre gerações? Esqueça, não vai encontrar aqui. Apesar da diferença de idade (32 Sakuma e 22 Wanko), as duas não tem grandes problemas de comunicação. No máximo uma piadinha ou observação. Também não há um grande drama a partir dos familiares delas, ou uma grande rival no amor. Este mangá está aqui para proporcionar um momento de calor no seu dia, uma risada boba, uma esperancinha de que você pode vir a ter um amorzinho calmo em paz (se ainda não tiver experienciado tal).


Se você leu Sasameki Koto, pode ter certeza de que irá gostar do que vai ler. O novo trabalho de Ikeda Takashi é tudo o que se gostaria de ver após o fim de Sasameki Koto, uma vida gostosa de casalzinho. Claro, desta vez não teremos uma Sumika total desajeitada de demonstrar seus sentimentos para a amada, nem Kazama com seus sentimentos complexos quanto à possibilidade de perder uma querida amiga. Tudo o que há em The Two of Them Are Pretty Much Like This é um casal adulto, sem bobajada adolescente. Mesmo Wanko, que é totalmente uma garota energética e que não pensa as vezes no que está fazendo, é mais madura do que as adolescentes do mangá anterior do autor. Um exemplo é como foi ela que abordou Sakuma para esta dar uma chance para o romance entre elas e a forma como o relacionamento delas começou quase de forma "prática" para ambos os lados. (vou polpá-los de spoilers)


O que importa é que, mesmo sendo uma série que está saindo online (compilado em volumes físicos posteriormente), de cerca de 7 páginas cada capítulo, tudo nele vale a pena, seja pelos momentos bobos, simples de carinho, ou piadas. Mais do que exaltar séries que mostram dramas exagerados e enrolações até a relação entre duas personagens finalmente se concretizar, eu prefiro elogiar o simples relacionamento saudável e 'sem graça' de duas mulheres adultas.

E, como sempre, parece que Ikeda Takashi foge do estereótipo de que "homem não deve desenhar yuri" e me dá justamente o que mais procuro em um bom yuri: um casal calmo, fofo, estável e divertido.


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[Resenha] An Easy Introduction to Love Triangles (To Pass the Exam!) - CANNO

Existe alguma forma feliz de resolver um impasse amoroso? Nem sempre, mas An Easy Introduction to Love Triangles (To Pass the Exam!) , da autora Canno e publicado pela Comic Dengeki Daioh, tenta argumentar que, alguns casos, as coisas podem ser mais simples e felizes do que se esperaria.



Canno se tornou uma autora amplamente conhecida dos leitores de yuri com seu mangá Kiss and White Lily for My Dearest Girl (Ano Ko ni Kiss to Shirayuri wo), publicado pela Yen Press nos Estados Unidos em 10 volumes. A obra dividiu a atenção a atenção dos leitores com mangás de grande popularidade como Yagate Kimi ni Naru e Citrus, mas conseguiu conquistar sua parcela de atenção e sucesso devido a qualidade técnica e também de construção de personagens e narrativas apresentadas pela mangaká. Após este sucesso ela seguiu para outras obras de menor duração e uma das destaque, publicada em 2020 e início de 2021 foi An Easy Introduction to Love Triangles -To Pass the Exam!- (Goukaku no Tame no! Yasashii Sankaku Kankei Nyuumon).


A trama de YasaKan (apelido curto deste mangá) gira em torno da relação entre Mayuki, uma garota que quer entrar na mesma escola da veterana por quem é apaixonada secretamente, Akira, a veterana que não quer admitir sentir algo por sua colega de classe, e Rin, a colega que acaba se tornando professora particular de Mayuki para lhe ajudar a melhorar as notas e assim alcançar seu objetivo de entrar numa escola boa (e ficar perto da veterana que ama).


Claro que, como é feitio da autora, a trama começa a se complicar logo. Mayuki conhece Rin em uma situação bastante suspeita com uma outra garota e, entendo que ela é mais experiente com assuntos românticos, acaba pedindo da sua professoras "lições" também sobre amor e assuntos mais maduros. Já Akira, que já hesitava diante do seu sentimento velado por Rin, acaba se sentindo ainda pior ao descobrir a verdade sobre a maneira de se relacionar da amiga.


Rin é uma pessoa poliamorosa. Para ela o conceito de se apaixonar por uma única pessoa é incompreensível e isso já lhe colocou em uma situação de grande sofrimento no passado, pois na sua experiência, ninguém mais é capaz de entender que para ela é impossível escolher entre duas pessoas que ama. Isso é algo que não faz sequer sentido para seus sentimentos.


Poliamor é um tema bastante delicado , especialmente por ainda ser um tabu para muitas pessoas. Vivemos em uma sociedade monogâmica e o poliamor é visto como algo ruim por boa parte das pessoas. Não faltam expressões pejorativas para se referir a pessoas incapazes de amar apenas uma pessoa e só uma pessoa, e talvez por isso sejam poucos os exemplos de obras ficcionais que tratem do tema, especialmente que tratem disso como algo positivo e aceitável.


Canno já se mostrou interessada e capaz de tratar de tal assunto em seus mangás. Em AnoKiss um dos núcleos de história trata de um relacionamento complicado entre três personagens que termina como um poliamor. Aparentemente o público reagiu bem a essa subtrama e por isso a autora voltou para tratar do assunto de maneira mais clara e direta em uma nova obra.



YasaKan é um mangá curto, terminado com 2 volumes. Isso é ao mesmo tempo ótimo e frustrante. Em apenas onze capítulos Canno consegue apresentar três personagens carismáticas e desenvolver a relação entre elas apresentando autos e baixos no caminho 'bondoso' para a construção do triângulo entre elas. A obra tem toda a qualidade técnica, visual e narrativa que a autora já se mostrou capaz. Ao mesmo tempo, para quem se apaixona pelo 'trisal' Mayuki-Akira-Rin ver um final é ao mesmo tempo uma alegria e uma tristeza imensa por não poder acompanhar mais dessa saga íntima e especial de amor. Porém, a obra tem um ritmo ágil desde o começo, o que leva a entender que a intenção da autora e editora era que a obra realmente fosse de curta duração. Uma pena, pois para o leitor com certeza sobra espaço de atenção para ver mais sobre as personagens, mesmo após a resolução do grande conflito da trama.


O amor pode ser simples, basta haver compreensão e sinceridade das partes envolvidas. Mesmo quando existem visões diferentes, a aceitação pode construir as pontes que poderiam parecer impossíveis nos termos comuns. Essa é a mensagem por detrás de An Easy Introduction to Love Triangles (to pass the exam!). Uma obra que inspira e retrata com generosidade uma realidade natural da forma que merece - como uma história de amor divertida e bonita com qualquer outra pode ser.

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