[Fanfiction] Shadow 5
Olá a todos! Mais uma quarta-feira chegando e junto com ela um novo capítulo de Mastered Negima: Shadow. Como foi anunciado na página do KaS no facebook (https://www.facebook.com/KonoAiSetsu) a autora de Shadow (ou seja, eu mesma) já finalizou a escrita de toda a saga, portanto é só ler e acompanhar, pois Shadow estará aqui presente nas próximas nove semanas aqui no blog.
Mas, sem perder mais tempo, vamos ao capítulo. "Encontros" é o título da quinta etapa de Shadow, isso porque em mais de um lugar estão acontecendo encontros que irão determinar os rumos da trama.
Leitura Online (mediafire)
Mas, sem perder mais tempo, vamos ao capítulo. "Encontros" é o título da quinta etapa de Shadow, isso porque em mais de um lugar estão acontecendo encontros que irão determinar os rumos da trama.
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Aviso-legal:
Mahou Sensei Negima não me pertence. Mastered Negima é uma obra de
fã, sem fins lucrativos.
Mastered Negima Shadow
Capítulo 5: Encontros
Ainda que no Japão fosse verão, no hemisfério sul do planeta o
frio predominava naquela época do ano. Em uma pequena cidade
costeira da América do Sul o frio era tremendo que, se fosse
possível, provavelmente estaria nevando. Como em qualquer lugar
simplório, as tramas relacionadas à magia e poderes extraordinários
acontecia sem que a sociedade "comum" tivesse qualquer
conhecimento.
A mercenária Tsukuyomi caminhava pelas ruas do centro da pequena
cidade observando com olhos atentos a tudo ao seu redor. Tinha uma
pista forte de que um fugitivo da justiça mágica estaria naquele
lugar e a recompensa pela sua captura era enorme. Ainda que não
visse seu alvo caminhando tranquilamente pelas ruas, sabia que ao
menos seu comparsa e servo seria mais fácil de capturar, por tanto
estava em alerta.
Porém não bastou nem a tarde inteira para que ela conseguisse
detectar seus alvos em qualquer parte. Aquilo não a surpreendia. Se
fosse tão simples a recompensa não seria tão alta. Retornou para o
hotel onde estava hospedada, mesmo sabendo que uma ronda noturna
poderia ser mais eficaz. Aquela viagem era também como umas férias
nunca antes tiradas, então ela se permitia este tipo de regalia com
bastante frequência.
O quarto onde estava hospedada era bastante confortável, um dos
melhores do hotel referência da cidade. Ao chegar, Tsukuyomi pegou
no chão um envelope que havia sido passado por debaixo da porta
quando estava fora. Não havia qualquer coisa escrita no remetente ou
mesmo destinatário, mas ela sabia perfeitamente do que se tratava.
Caminhou até a cama e sentou-se antes de abrir a correspondência.
Dentro haviam três folhas de papel, onde duas eram cópias menores
de mapas e a terceira era uma tabela com datas e nomes de locais.
A programação completa da viagem que a Ala Alba faria. Naquele dia
aliás, já devia estar fazendo. Segundo a programação o grupo
teria saido da cidade acadêmica de Mahora no início da manhã em
uma viagem de quatro dias até o longínquo país mágico de
Husdeven.
Tsukuyomi amassou as folhas junto com o envelope e produziu chamas
para consumí-los. Aquelas informações compradas tiveram o efeito
de deixar a espadachim shinmei irritada consigo mesma. Estava fazendo
aquela viagem para longe do Japão em grande parte para esquecer
definitivamente o seu sentimento frustrado por Setsuna Sakurazaki,
mas não era capaz de recusar a compra de informações relacionadas
à esta.
Quando a correspondência havia sido transformadas em um punhado de
cinzas a garota esticou o braço para depositar estas no cesto de
lixo que havia próximo. Por dentro sua cabeça estava tomada por
xingamentos sobre aquela atitude rizível. Já não bastava a
humilhação de ter sido rejeitada graças à uma patricinha,
Tsukuyomi ainda se submetia àquela situação de espionar mesmo
estando distante. Precisava superar aquilo. Esquecer.
Porém um desejo tão forte quanto aquele, quando frustrado,
tornava-se ainda mais difícil de afastar dos pensamentos. Volta e
meia a mercenária se pegava imaginando como seria ser a escolhida de
Sakurazaki. Mesmo que fosse para durar apenas uma ou duas noites, já
seria o bastante para não haver aquela raiva e carência tremendas.
Batidas na porta distraíram a caçadora de recompensas dos seus
pensamentos amargos. Havia armadilhas para perceber a aproximação
do seu alvo e comparsa, então Tsukuyomi imaginou que seria o serviço
de quarto. Caminhou até a entrada sem muita vontade e abriu a porta
sem antes observar pelo olho mágico.
Porém o rosto que estava do outro lado da abertura, sorrindo para
ela era tal que causou um choque tremendo aos pensamentos da
espadachim. Sua expressão deixou a mostra toda a sua surpresa e, sem
perceber, Tsukuyomi se afastou um passo. O entendimento chegou rápido
ao seu pensamento e ela pode se tranquilizar um pouco. Não muito,
pois aquele encontro continuava sendo algo que ela consideraria
impossível:
― Você sabe quem eu sou, não é? ― perguntou a pessoa. O tom
podia ser outro, mas a voz era exatamente como a que povoava as
lembranças mais fortes da mercenária. Sem perguntar, e mantendo o
sorriso no rosto, a pessoa entrou no quarto. Talvez tenha sido
proposital, mas esta não desviou o olhar por nenhum instante dos
olhos ainda surpresos de Tsukuyomi.
Esta demorou alguns instantes para se situar. Quando o fez, tratou de
fechar a porta do quarto. Sua mão direita já estava no cabo de uma
das espadas que usava sobre o casaco:
― Creio que não iremos precisar de nossas armas hoje. Tsukuyomi,
estou aqui hoje apenas para fazer uma negociação.
― Negócios? Comigo? Não consigo imaginar o que. . . alguém como
você poderia querer negociar. ― o tom da mercenária era ríspido.
Aquela situação era estranha demais para conseguir ficar
confortável com qualquer coisa que fosse dita.
― Já vou lhe explicar. ― começou a pessoa, olhando ao redor.
Visualizou duas confortáveis poltronas que haviam perto da larga
janela de vidro que se abria para a sacada. Caminhou e sentou em uma
dos lugares. Tsukuyomi continuou parada. ― A verdade é que estou
te procurando a algum tempo. Desde que retornei a esta dimensão,
para ser mais exata. Preciso de algumas informações e tenho certeza
de que você pode me fornecer.
Tsukuyomi piscou. Ela queria saber sobre a Ala Alba?
― Estive em Mahora hoje pela parte da tarde e percebi que os
principais membros da Ala Alba estão ausentes. Infelizmente a
segurança do lugar não me permitiu investigar isto a fundo. Então
percebi que, se alguém teria esta informação longe dali, seria
você.
― Você está me dizendo que estava no Japão nesta tarde?
― Deslocar-me pelo espaço se tornou bastante simples desde que eu
"renasci". Parece ser uma dádiva que meu bem-feitor me
deu.
Tsukuyomi sentia um instinto cada vez maior de iniciar uma batalha.
Porém sua curiosidade era maior, ou talvez fosse apenas o efeito de
ter aquele rosto sorrindo para si de maneira tão agradável. Ela
queria ouvir a proposta até o final:
― Talvez eu tenha as informações que deseja. Mas eu não consigo
pensar em algum preço razoável por isto.
O sorriso da outra se abriu mais. Exibia uma confiança enorme. A
pessoa se levantou e começou a se aproximar sem pressa:
― Pois eu sei que preço seria adequado para estas informações.
E, para a sua sorte, eu sou a exata pessoa que pode pagar por isto.
A essa altura a pessoa já estava a menos de um passo de distância.
Os pensamentos de Tsukuyomi se agitavam de maneira quase caótica ao
encarar aquele rosto de tão perto:
― Do que está falando?
A pessoa continuou encarando-a por algum tempo, então curvou-se para
falar ao ouvido esquerdo de Tsukuyomi. A mercenária não conseguia
pensar em mover-se dali. Teria sido um alvo dado se aquilo fosse uma
armadilha para aplicar-lhe um golpe mortal:
― Eu tenho. . . este corpo, Tsukuyomi. O corpo que você tanto
ambiciona pode ser todo seu por um dia. Em troca eu apenas levarei
comigo a informação. ― sussurrou a pessoa, endireitando a postura
depois disto. Seu sorriso continuava o mesmo. Tsukuyomi estava
completamente alterada. Encarava os olhos daquela pessoa com choque e
ganância. Estava certa, aquela era uma oferta mais do que ideal para
uma simples informação.
― Fechado.
O sorriso vitorioso da outra foi absoluto:
― Sabia que fecharíamos um grande negócio. ― respondeu a
pessoa, antes de dar mais um passo para começar logo a realizar o
pagamento da sua tão importante compra.
O palácio da governante de Husdeven era bastante suntuoso se
comparado ao resto da cidade. Os muros eram ricos em detalhes
esculpidos na pedra de maneira graciosa. Os portões de metal pesado
se abriram sem muito esforço dos vigilantes quando a Ala Alba chegou
ali. Do grupo que viajara até aquele distante país, Nodoka e Yue
havia permanecido na estalagem onde estavam hospedados. Uma medida
preventiva, já que Kamo havia voltado com uma leve impressão de que
talvez não fosse ser tão bem recebidos po Delaro Igati.
O grupo foi guiado até o hall de entrada do palácio e ali
permaneceu durante algum tempo aguardando. Ficaram bastante
impressionados com os detalhes da decoração, quadros e ornamentos
que haviam em cada canto do lugar. Setsuna se perguntou sobre o quão
rico poderia ser a arte daquela nação para ter uma variedade
daquele tipo de itens e logo deu-se por conta de que provavelmente
aquela coleção devia ser integrada de muitos objetos de outros
mundos paralelos, ou mesmo da Terra. Em seu devaneio momentâneo, a
espadachim chegou a concluir que esse apreço por diferentes itens
estaria em parte relacionado ao paradeiro de dois dos artefatos
mágicos escondidos pelo Thousand Master terem ido parar nas mãos
daquela mulher:
― Vocês podem entrar. ― disse um dos soldados, se aproximando. ―
A Grande Governante Igati os aguarda em sua sala de reuniões.
A dita sala tratava-se de um pequeno salão com grandes janelas onde
o único local para sentar-se era o trono ornamentado onde estava
Delaro Igati a observá-los.
A mulher de pele morena e curvas acentuadas pelo corte de seu rico
vestido apenas os estudou enquanto os dois soldados que haviam no
recinto se retiraram, batendo a porta atrás do grupo ao passar.
Restou apenas o que parecia ser o veterano ou chefe militar, que
permaneceu postado em pé ao lado de Delaro:
― Sejam bem vindas, crianças da Terra. ― cumprimentou Delaro com
uma voz entre o tom frio e adocicado, sem dar-se ao trabalho de
sequer erguer o queixo que estava ligeiramente apoiado no punho
direito.
― Governante Delaro Igati. ― começou Negi, dando um passo a
frente como o líder daquela excursão. ― O time de investigação
mágica da Ala Alba lhe dá os cumprimentos e agradecimentos por esta
reunião em nome de Mahora e das associações de magia japonesas e
britânicas da Terra.
― Mahora. ― repetiu a governante. ― Mesmo nestas terras o nome
deste lugar tem algum significado. Ainda que para nós esta Mahora
seja apenas um local que guarda muitos segredos antigos da magia. ―
comentou Delaro, quebrando a formalidade da apresentação do mago. ―
Mas é claro que quase nada se deve ouvir falar de Husdeven em
Mahora. Os magos da Terra tem uma grande capacidde de ignorar boa
parte do que acontece nas realidades paralelas.
Negi pensou em contra-argumentar a acusação, mas preferiu
permanecer em silêncio sobre tal. Ainda que apenas um par de frases
tenha sido trocado, todos podiam sentir o clima de hostilidade
embutido na fala de Delaro Igati. Neste momento não era apenas
Konoka quem tinha um pressentimento de que as coisas poderiam
caminhar mal naquela conversa:
― Grande Governante. ― retomou Negi, com o exato tom respeitoso
de antes. ― Acredito que ontem meu enviado entregou-lhe uma breve
mensagem que introduzia ao assunto que nos trouxe até seus domínios
nesta ocasião.
― Sim, claro. Apesar de aquele papel apenas ter confirmado o que já
era para mim evidente ser o motivo de tão honorável visitação.
Devo apenas salientar que não imaginaria que o grupo em questão,
chamado Ala Alba, fosse ser tão jovem e tão fraco quanto o que
estou vendo.
― Tsc. ― Kotarô já estava bastante irritado com o deboche na
fala daquela mulher. Já estava preferindo que a ladainha terminasse
logo para que a ação tivesse início.
― Bom. . . ― Negi manteve com perfeição o tom sereno na voz. ―
Surpreende-me um pouco a Governante dizer que já sabia do que se
tratava.
― Claro que sabia, garoto. ― a cada resposta o tom de Delaro
estava ficando mais áspero. ― Vocês foram enviados aqui para
roubar minhas preciosas gemas. ― disse, enfim ajeitando a postura
para encarar os jovens com olhar altivo e frio. ― Só não me
surpreendo com a ardilosidade do vosso plano por não ser do tipo que
duvida dos métodos questionáveis da sociedade Arcana.
Asuna era outra que já estava irritada ao ponto de estar com vontade
de sacar sua carta de pacto para resolver logo a questão de modo
prático:
― Não! Você entendeu errado, governante. ― defendeu Negi. ―
Deixe-nos explicar mais claramente sobre a importância de manter
estes artefatos em segurança máxima. Além disso estamos
autorizados a negociar qualquer valor que venha a ser necessário
para tal, governante.
― Valor? ― riu-se Delaro. ― Quando digo que vocês da Terra
ignoram o que acontece nos mundos paralelos você discorda, jovem.
Porém se realmente soubesse de algo, saberia que tenho opositores
esperando a primeira oportunidade de tirar-me do poder. A única
coisa que mantém a minha autoridade são as gemas. Isso até antes
de vocês começarem a agir, é claro.
Negi ficou sem resposta. De fato aquele detalhe político não havia
aparecido nas pesquisas e nem fora informado por algum professor-mago
em Mahora. Talvez fosse algo que realmente ninguém na Terra
soubesse:
― Percebe o que digo, filho do Thousand Master? Enquanto eu tive o
cuidado de pesquisar a identidade de todos vocês, em contrapartida,
vocês sequer se deram ao trabalho de entender qualquer coisa sobre
Husdeven antes de me furtar e vir com essa ladainha.
― Furtar? Do que está falando? ― manifestou-se Setsuna, com seu
tom sério porém carregado de alguma irritação.
― Você. Pela espada e postura devo admitir que é a shinmei
meio-demônio, certo? Isso justificaria também essa falta de
escrúpulos em vir me questionar com esse tom de falsa inocência tão
natural.
― O que?!
― G-Governante Igati. ― chamou Negi, tentando retomar o controle
da conversa, mesmo percebendo que as coisas estavam desmoronando mais
rápido do que esperaria. ― Realmente não fazemos idéia do que
quer dizer com esta acusação de furto. Chegamos ao seu país a
menos de dois dias então não estamos cientes do que aconteceu.
― Se insistem tanto em bancar os inocentes eu lhes esclareço:
acontece que minhas gemas estão desaparecidas a quase um mês.
Nenhum dos meus inimigos políticos se manifestou, o que me leva a
crer que não esteja em posse de nenhum deles. Um sumiço sem deixar
quaisquer vestígios e agora vocês aparecem para negociar. Para mim
fica evidente que foi Mahora quem se apossou de meus artefatos com
antecedência, apenas para declarar posteriormente como a negociação
foi rápida e acertada com o pequeninho e insignificantes país de
Husdeven!
― Será possível que tinha alguma coisa errada com aqueles
malditos mapas?! ― exclamou Kotarô, enfurecido.
― O que isso significa, Negi-kun?! ― questionou Haruna, porém o
garoto também estava chocado com a situação.
― A própria Hakase disse que o mapa não indicava a posição
atual dos objetos, mas sim as impressões que já teriam tido tempo
de trafegar pelo espaço entre as dimensões e chegar até Mahora. ―
disse Konoka. ― Só podemos acreditar que a localização que vimos
foi anterior ao tal furto.
― A não ser que essa daí esteja tentando nos enganar. . . ―
comentou Asuna. Porém ao escutar esta acusação, Delaro levantou-se
em revolta àquelas palavras.
― Mas vejam se não são os ladrões me acusando neste momento!
Bill, já sabe o que fazer! ― disse Delaro.
O homem postado ao lado da governante, Bill, deu um berro enquanto
batia um dos pés no chão com força, causando um impacto
amplificado por leves ondas mágicas.
Era o sinal. As portas do salão se abriram e soldados começaram a
entrar as dezenas. Não apenas por ali, mas como das janelas e mesmo
vindo das pequenas entradas ao apontendo que haviam na parede às
costas do trono de Delaro Igati.
O campo de batalha estava formado.
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
Posted by LKMazaki
[Fanfiction] Shadow 4
Olá a todos! Pergunta feita, pergunta respondida. A maioria dos leitores que participaram da enquete realizada no "KaS pergunta aos leitores #01" respondeu que deseja sim ver a continuação da saga de Mastered Negima, portanto, cá estamos nós para dar sequência à publicação da série.
E com um atrativo novo: a periodicidade semanal! Sim, deste capítulo 4 até o último não haverão mais semanas em branco de publicação. Já que os nosso visitantes escolheram isto eles merecem ter o melhor da equipe KaS nesta tarefa! Portanto, vamos sem mais delongas à continuação de Shadow.
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Mahou Sensei Negima não me pertence. Mastered Negima é uma obra de
fã, sem fins lucrativos.
Mastered Negima Shadow
Capítulo 4: A capital de
Husdeven
Em uma belo escritório, digno de uma verdadeira realeza, Delaro
Igati, uma mulher de pele morena e aspecto um tanto severo,
governante suprema da nação de Husdeven, observava o alvorecer de
uma confortável poltrona. Tinha o costume de escrever seus diários
de pensamentos sempre na primeira hora do dia, o qual qualificava
como momento mais criativo e propício.
Porém naquela manhã mal havia conseguido escrever um par de frases
em suas anotações quando ouviu duas batidas à porta. O general do
modesto exército de Husdeven, também seu grande amigo pessoal,
entrou na sala:
— O que te trás a me interromper tão cedo, Bill? ― questionou
Delaro antes que o outro conseguisse sequer cumprimentar.
― Senhora Delaro. ― disse o homem, já percebendo que alterara o
humor já sempre instável da governante. ― Perdão por adentrar em
vossas dependências a esta hora da manhã, mas trago notícias de
nossos informantes das fronteiras do país.
― Então fale sem demora.
― A comitiva vinda do mundo ordinário chamado Terra. Eles acabaram
de adentrar nas distantes fronteiras do norte. Estão vindo direto
para a capital de trem.
― Entendo. A comitiva vinda em nome do famoso instituto Mahora.
Não. . . a verdade é que eles vem em nome das associações
mágicas daquele lugar.
― Senhora, acredito que recordas perfeitamente a carta de Mahora
que chegou ontem.
― Aquele bilhete apressado e pouco claro. Sim, eu me lembro bem
Bill. Ele dizia o suficiente para que eu esteja bastante curiosa com
a chegada desta comitiva.
― Senhora, o informante da fronteira também acrescentou nas
informações de que o filho do Thousand Master viaja com a comitiva.
― Interessante. Aparentemente Mahora tem um plano muito mais
ardiloso do que aparentou no primeiro momento.
― Do que está falando, senhora?
― Bill, eu sei bem o motivo que os trás até nosso distante país.
Mais ainda, eu percebo o cheiro da sabotagem que estão armando para
nós.
― Sabotagem?! Mas isso é um escândalo!
― Não se exalte homem. Vamos estar preparados para quando essa
dita "comitiva pacífica" chegar aos nossos portões. Vamos
lhes dar uma recepção à altura de suas. . . mentiras.
Asuna estava com uma expressão que a princípio era muito mais de
choque do que qualquer outra coisa e dessa vez nem poderia culpar a
ninguém por isto, pois havia sido ela mesma que havia procurado
saber demais sobre o que não precisava.
Ela e Setsuna estava sentadas em poltronas em um dos vagões
destinados a passarem o dia. Estavam praticamente sozinhas ali, o
resto da Ala Alba provavelmente ainda estava envolvido em um jogo de
carteado no vagão seguinte, que fora o que dera as duas a
oportunidade de conversar com alguma tranquilidade.
A ruiva vinha notando um comportamento um tanto evasivo da espadachim
com a namorada, o que a preocupou. As duas amigas já haviam lhe dado
motivos o bastante para ter o instinto de ficar sempre de olho se
estavam bem. Graças a isso Asuna aproveitara a primeira oportunidade
durante a viagem, ainda no primeiro dia da viagem de trem para
questionar a amiga sobre isto. Só que ela nunca esperaria por uma
resposta sincera da amiga sobre algo tão. . .
― Foi você quem insistiu, Asuna. Eu tentei dizer que não era nada
que precisasse saber. ― defendeu-se Setsuna vendo a expressão de
choque da outra.
― B-Bom. . . ― começou Asuna, pigarreando para tentar desfazer
a surpresa excessiva. ― Acho que todo o casal saudável passa por
essa fase, não é mesmo? Você duas são jovens e se amam, então. .
.
― S-Sim. ― Setsuna não conseguia evitar ficar bastante tímida
ao falar dos seus "problemas", mesmo com sua grande amiga.
― E eu me preocupando! Hahahaha, vocês são umas bestas mesmo
quando estão bem, hein!
― Ei! Não precisa também tirar sarro, Asuna-san. Além disso,
tecnicamente, isso é um problema. . .
― Pois vocês deviam sim ter ficado na mesma cabine e deixado as
coisas acontecerem naturalmente. Não adianta ficar nessa sua
ansiedade maluca, Setsuna. ― Asuna estava quase rindo de si mesma
por estar naquela situação, dando conselhos amorosos sendo que ela
mesma nunca estivera ainda em nenhuma situação parecida com aquela.
― C-C-Como é?! ― Setsuna ficou ainda mais vermelha ao ouvir
aquela sugestão. ― Isso não, Asuna! O Diretor iria descobrir
rapidinho sobre isto!
― Ué, vocês não pretendem passar a vida inteira juntas? Ele não
sabe disso?
― Sabe, mas as coisas não funcionam assim na cabeça de um avô.
Ainda mais um avô poderoso e influente como é o Diretor!
― Eeee. . . Ainda acho que não adianta você ficar fugindo. Além
disso, tenho certeza de que não vai poder fazer nada quando a Konoka
decidir que é a hora.
― . . . ― Setsuna não soube como reagir a isto além de ficar
quieta, com o rosto ainda corado. Asuna deixou a outra em paz e ficou
observando a paisagem que já não era mais a do Japão, mas sim de
uma terra paralela à Terra.
Já era quase meia noite quando Asuna conseguiu enfim chegar à
cabine onde estava alocada para poder se preparar para dormir. Como
estava dividindo com Konoka, não fez cerimônia colocou os pijamas
ali mesmo. A maga estava lendo algum livro de história da magia que
Asuna não tinha tido sequer curiosidade de ler as orelhas. Era uma
verdadeira preguiçosa com literatura tradicional:
― Ei, por um momento nem pareceu que estamos viajando. ― disse a
ruiva, referindo-se ao fato de estarem dividindo um beliche do mesmo
modo que faziam nos dormitórios de Mahora. Então ela subiu para sua
cama e sentiu um alivio maior do que o esperado quando deitou-se.
― Nee, Asuna. Estou começando a pensar que vamos ficar dividindo
quarto assim até o fim da faculdade. ― comentou a maga, sem tirar
os olhos do livro.
― Quem sabe.
Asuna sabia que não tinha qualquer utilidade se intrometer mais no
assunto das duas amigas, porém dessa vez era o bichinho da diversão
quem mais falava ao seu ouvido quando decidiu fazer algum comentário:
― Ei, Konoka. Estive interrogando sua namorada e ela me confessou
que vocês estão num momento meio perigoso do namoro. ― disse
Asuna, com um tom de divertimento bem evidente, para que a outra
pegasse o significado disso instantaneamente.
― Como é?! ― o tom de surpresa que ouviu de Konoka deixou claro
que ela havia entendido bem.
― Isso aí. A Setsuna é bastante ansiosa pra tudo ne. Mas é
engraçado como ela ficou sem jeito.
― Er. . .
― Eu só estava preocupada com vocês duas, afinal aquela lá não
consegue disfarçar quando tem alguma coisa incomodando. Só que eu
não esperava que ela viesse falar tão abertamente do assunto. ―
explicou a ruiva, para que não passasse por uma curiosa.
― Bom. . . Eu não estou assim tão preocupada com isto quanto a
Set-chan. ― começou Konoka, um pouco mais agitada ao falar do
assunto. ― Não que. . . eu não pense sobre isto, eu só. . . acho
que não adianta ficar se preocupando como a Set-chan faz.
― Ne, eu falei pra ela que vocês deviam ter ficado na mesma cabine
e deixar as coisas acontecerem naturalmente. ― provocou a ruiva.
― H-Hã?!
― Hahaha, foi só uma sugestão, ela não aceitou é claro. Mas se
quiser eu posso dar uma lição pra Setsuna deixar de ser tão
medrosa pra tudo.
― N-Não precisa se preocupar com isso, Asuna.
― E você não precisa ficar nervosa, Konoka. Eu sei que vocês vão
ficar bem por si mesmas.
― Mou. . .
A viagem de trem foi como um todo bastante tranquila. O único
imprevisto que ocorreu foi a parada do trem por uma tarde inteira,
devido à uma tempestade que estaria acontecendo mais adiante no
caminho. A essa altura Negi explicou que, apesar do clima quente de
Husdeven, essas tormentas fortes não eram incomuns e podiam ser
desastrosas. Graças a este pequeno incidente, a viagem que estava
marcada para chegar na manhã de ???? acabou chegando apenas à tarde
na bonita, porém nada luxuosa, estação da capital de Husdeven. A
Ala Alba se apressou para desembarcar e sair da estação, para poder
ver melhor aquela cidade:
― Nossa, se não tivessemos pegado um trem de magos para chegar até
aqui, eu nem saberia que se trata de um país do mundo dos magos. ―
disse Asuna.
― Ne, parece mais é um lugar meio perdido no tempo. ― comentou
Haruna, que observava com atenção, como era o costume de seus olhos
de ilustradora.
― Nem todos os territórios dos mundos paralelos à Terra são
assim de aspecto tão mágico, manas. ― ponderou Kamo, que estava
no ombro de Negi.
― Parece bastante com aquelas cidades de jogos de rpg, que tem uma
cara antiga, mas não são sujas que nem as da Idade Média. ―
comparou Kotarô dentro do que conhecia.
― Ei, Kotarô, não sabia que você ficava jogando video game nos
seus encontros com a Natsumi.
― Encontros?!
― Negi-kun. ― chamou Konoka. ― Onde nós vamos passar essa
noite? Será que conseguimos chegar até onde está a governante
antes de anoitecer?
― Até conseguiriamos chegar, mas acredito que não é muito
simpático chegar pedindo abrigo na hora do jantar. ― disse Negi. ―
Acho que esta noite temos que procurar alguma hospedaria.
― Eu me pergunto que tipo de comida eles tem por aqui. . . ―
disse Asuna, que já estava ficando faminta, apesar de não terem
passado muitas horas do almoço.
O grupo partiu pelas ruas da cidade, observando a paisagem com
curiosidade. Apesar da analogia pouco criativa, a comparação de
Kotarô estava sendo bem mais próxima da realidade. Mesmo as roupas
dos habitantes do lugar lembrava mais uma história medieval com ares
de fantasia do que realmente algo que se esperaria do que deveria ser
um país mágico. Ainda que Husdeven recebesse sempre estrangeiros, a
Ala Alba chamou bastante atenção pelo caminho. O provável motivo
era o fato de que, diferente dos outros magos, eles não estavam
vestidos com roupas típicas da sociedade arcana, mas sim com trajes
comuns.
Apesar das indicações escritas estarem em um idioma completamente
desconhecido mesmo à Negi, na fala o grupo conseguia se entender em
boa parte com os moradores locais, então não foi dificil encontrar
uma hospedaria que ficava à uma distância onde já era possível
enxergar as torres do palácio onde morava Delaro Igati. Antes que
entrassem no local onde ficaria abrigados, Kamo saltou do ombro do
amigo:
― Aniki, eu vou levar o comunicado de chegada aos vigilantes do
palácio! Assim eles saberão que iremos visitá-los amanhã.
― Certo. Obrigado Kamo.
Depois de instalados em quartos individuais, boa parte da Ala Alba se
reuniu no salão que deveria ser também o refeitório do lugar. Por
sorte Asuna havia conseguido satisfazer temporariamente seu estômago
com um pacote de salgadinhos que Konoka lhe dera. Era a maga quem
estava controlando o suprimento de petiscos das duas, já que a ruiva
tinha a mania de ficar comendo constantemente quando estava
desocupada:
― Aff. ― suspirou Asuna, quando já estava reunida com Konoka,
Setsuna e o trio biblioteca à uma mesa. ― Apesar de estarmos em um
mundo paralelo à Terra e todas essas coisas, eu não me sinto com
muita coragem para ficar passeando por ai.
― Realmente dá uma insegurança. ― concordou Nodoka.
― Se ao menos soubessemos de alguma atração para turistas. ―
disse Haruna, que folheava entre dois almanaques de mangá com um ar
de desinteresse.
― Eles não parecem ter preocupação sobre algo assim. ―
ponderou Setsuna, observando um grupo de homens sentados à um canto.
Jogavam cartas e bebiam.
― É, não encontrei nenhuma informação sobre algo assim nesta
cidade. ― reafirmou Yue. ― Talvez se estivéssemos na cidade mais
ao norte daqui, Husdragon, ao menos poderíamos ver uns monumentos de
pedra ancestrais que se espalham por um vale.
― Pedras? Eu achava que essa viagem seria bem mais interessante. ―
reclamou Asuna.
― Acho que vocês estão exagerando, para quem acabou de chegar. ―
ponderou Konoka com seu ar alegre de sempre.
― Se serve de consolo, acredito que a próxima viagem será mais
empolgante neste sentido. Yatt é uma cidade-estado litorânea bem
mais movimentada e rica do que este lugar. ― comentou Yue, que já
havia lido detalhes sobre ambos os países mágicos.
― Bom, quem sabe nós consigamos logo esses amuletos mágicos
amanhã e já possamos voltar. ― disse Haruna com alguma esperança.
― Ao menos teríamos tempo de passar uma semana na praia antes de
precisar partir para a próxima excursão. ― disse mais alegre,
mencionando o plano diversão que haviam elaborado antes de partir.
Setsuna foi a única que não pareceu tranquila com aquela ideia.
A noite chegou. Kamo retornou quando estavam quase servindo o jantar.
Trouxe notícias boas: Delaro Igati aguardava-os na tarde do dia
seguinte. O arminho acrescentou que a governante parecia bastante
consciente da situação que levava a excusão de Mahora até ali e
disse estar bastante interessada na conversa do dia seguinte. Negi
presumiu com aquilo que a mulher pretendia, como lhe fora alertado
por alguns professores, negociar a entrega do amuleto. Por sorte o
garoto não havia vindo desprevenido para tal possibilidade.
Depois da refeição (um ensopado bastante comum) o grupo seguiu o
costume local e ficou jogando cartas por várias horas àquela noite.
Pouco a pouco as garotas resolveram ir se retirando até que restou
na mesa apenas Negi, Konoka e Setsuna:
― Acho que não dá pra continuar jogando só com três pessoas. ―
disse Setsuna, arrumando o baralho que ficara espalhado da última
rodada.
― Ainda mais quando é quase impossível ganhar da Konoka-san.
― Não exagere Negi.
― Talvez eu deva ir me deitar também. ― ponderou o rapaz. ―
Sabem, apesar de estarmos aparentemente bem, eu estou com uma
ansiedade que não consigo compreender bem. Claro que não sou nenhum
expert em presságios, mas dizem que cada mago deve escutar com
atenção seus sentimentos.
― Acha que algo pode dar errado, sensei?
― Não sei mesmo, Setsuna-san. Espero que essa sensação seja
apenas a ansiedade de estar buscando as relíquias escondidas pelo
meu pai.
Então Negi se despediu do casal e dirigiu-se para o pavilhão dos
quartos. Setsuna terminou de arrumar as cartas que guardou no bolso
do casaco leve de verão que usava:
― Kono-chan? Está tudo bem? ― perguntou a shinmei, observando a
distração na qual estava sua namorada.
― Ah, sim. ― respondeu Konoka, parecendo acordar de seus
pensamentos. ― Acho que estou um pouco cansada apenas.
― Viajar é cansativo, Kono-chan. É melhor nos retirarmos também.
Ainda que a espadachim tenha feito um novo escândalo quando Asuna
sugerira que ficassem em um quarto de casal na hospedaria, Sakurazaki
havia tomado o cuidado de pegar duas instalações adjacentes. Ainda
era uma guarda-costas e precisava estar sempre pronta para agir em
alguma emergência.
Entrementes Konoka estava bastante concentrada em seus pensamentos. A
maga não conseguia mais ignorar o fato de que, a cada noite que
passava seus pressentimentos se tornavam mais claros e incisivos.
Parecia claramente que quanto mais próxima do objetivo da excusão a
maga estivesse, mais seus pensamentos e sonhos eram tomados por
visões terríveis e violentas. Ela se arrependia de não ter
comentado nada com Evangeline, antes do começo da viagem. Ainda que
a vampira tentasse sempre passar uma imagem cruel, Konoka sabia bem
que era na verdade bastante dedicada aos seus discípulos e aos (que
não aceitava chamar de) amigos.
Konoka já estava paranóica com o que poderia acontecer. Seus
sentidos estavam em maior alerta do que nunca naquela noite. Sabia
que estaria sendo uma garotinha mimada, mas a verdade é que já não
sabia como agir, graças àquele aperto terrível no peito:
― Ne, Set-chan. ― chamou a maga, interrompendo a namorada. As
duas já estavam às portas dos aposentos de Konoka.
― O que? ― o tom sério na voz da Konoe surpreendeu e preocupou a
espadachim.
― Será que você não se importaria de ficar no meu quarto essa
noite, Set-chan?
― Ah. . . ― ainda que Setsuna tivesse percebido que o sentido
daquele pedido era bastante sério, não conseguiu evitar corar um
pouco. ― B-Bom, eu posso pegar o colchão do meu quarto, se você
deseja, Kono-chan.
― É, isso seria ótimo. ― Konoka sorriu um tanto aliviada.
Setsuna não perdeu tempo e tratou de fazer a pequena mudança. Logo
seu colchão estava ocupando quase todo o espaço disponível no chão
do pequeno quarto individual que a maga estava hospedada. Setsuna
então retornou ao seu próprio para colocar os pijamas:
― Ne, Set-chan. ― chamou Konoka quando a outra voltou já de
roupa trocada para ficar de vez no pequeno quarto. ― Até que é
bastante cedo ainda, podemos conversar um pouco antes de dormir.
― Como quiser, Kono-chan. ― apesar do nervosismo, Setsuna estava
mesmo preocupada. Ela sabia bem que Konoka era uma pessoa muito mais
forte do que ela para lidar com coisas ruins, então, se a maga
estava demonstrando aquela apreensão é porque realmente as coisas
estavam ruins para ela.
― Gomen ne. ― pediu Konoka quando ambas deitaram em seus
colchões. A maga aconchegou-se mais próximo à beira da cama para
poder fintar o rosto da namorada. ― Desculpe te chamar pra cá, mas
eu não queria ficar sozinha esta noite.
― Não precisa se desculpar. Eu sempre vou querer estar na sua
companhia, Kono-chan. ― respondeu Setsuna, esticando o braço para
pegar a mão da namorada.
― Heh. Fiquei com medo de que recusasse.
― Você fala como se eu não gostasse de ficar mais tempo junto de
ti, Kono-chan.
― Não seria por não gostar que você recusaria ne.
― . . . ― Setsuna não soube o que responder àquela indireta
bastante direta e resolveu mudar um pouco o rumo da conversa. ―
Kono-chan?
― Hm?
― O que está te preocupando?
― Eu. . . prefiro não pensar muito nisso, né. Por hoje acho que
estar perto da Set-chan já está bastante bom para que nada
aconteça.
Setsuna fintou o olhos castanhos que não escondiam muito bem o medo
que havia no coração da maga. Porém a espadachim já havia
compreendido que não adiantaria insistir.
― Se basta mesmo. . . ― começou a shinmei, sentando-se no
próprio colchão. ― Então sorria um pouco mais, Kono-chan. ― e
dizendo isto Setsuna depositou um beijo carinhoso nos lábios de sua
amada. Quando se afastou, Setsuna pode ver um sorriso e bobo de
Konoka, acompanhado de um leve rubor nas bochechas.
― Vamos dormir, né, Kono-chan.
― Está bem.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Posted by LKMazaki
KaS Pergunta aos Leitores #01
Olá a todos! Aqui quem vos escreve é Mazaki, a escritora desaparecida oficial do Kono-ai-Setsu! O motivo dessa postagem é exatamente tentar mudar essa situação de hiato da minha parte do blog. Vou explicar melhor, só que em terceira pessoa.
LKMazaki é oficialmente responsável pela parte mais literária do KaS, com seus fanfiction ou mesmo outros projetos que se encaixem dentro do nicho yuri. Ela também pode fazer postagens aos moldes das outras colunas, mas sua responsabilidade principal são as histórias.
Acontece que a série de fanfictions que ela publicava no Kono-ai-Setsu, conhecida como "Mastered Negima", ao chegar na sua quarta "temporada" de publicação não alcançou o patamar mínimo de retorno do público, em forma de views+comentários, do que o esperado para a mesma. Por isso a autora tomou a decisão de paralisar indefinidamente a publicação da série.
Porém a autora não fica satisfeita em deixar um trabalho interminado e começar outras publicação no Kono-ai-Setsu, também literária. Só que também não se pode retomar uma série se a mesma já não agrada ao público do blog.
PORTANTO, vamos à questão que gostaríamos da opinão de vocês, nossos queridos leitores:
Q: Qual deve ser o futuro das publicações literárias no KaS?
a) Terminar Mastered Negima Shadow;
b) Iniciar uma nova história, dessa vez Original;
c) Dar um fim à coluna literária e colocar outra coisa no lugar.
Simples e direto. Se a Big Boss permitir, irei colocar essa enquete na lateral do blog, para ajudar na votação. Mas deixem desde já suas opiniões nos comentários desta postagem.
Lembrem-se: este blog é feito para vocês, leitores, portanto vocês tem o direito de se expressar sobre o conteúdo pela equipe KaS.
Até breve!
Acontece que a série de fanfictions que ela publicava no Kono-ai-Setsu, conhecida como "Mastered Negima", ao chegar na sua quarta "temporada" de publicação não alcançou o patamar mínimo de retorno do público, em forma de views+comentários, do que o esperado para a mesma. Por isso a autora tomou a decisão de paralisar indefinidamente a publicação da série.
Porém a autora não fica satisfeita em deixar um trabalho interminado e começar outras publicação no Kono-ai-Setsu, também literária. Só que também não se pode retomar uma série se a mesma já não agrada ao público do blog.
PORTANTO, vamos à questão que gostaríamos da opinão de vocês, nossos queridos leitores:
Q: Qual deve ser o futuro das publicações literárias no KaS?
a) Terminar Mastered Negima Shadow;
b) Iniciar uma nova história, dessa vez Original;
c) Dar um fim à coluna literária e colocar outra coisa no lugar.
Simples e direto. Se a Big Boss permitir, irei colocar essa enquete na lateral do blog, para ajudar na votação. Mas deixem desde já suas opiniões nos comentários desta postagem.
Lembrem-se: este blog é feito para vocês, leitores, portanto vocês tem o direito de se expressar sobre o conteúdo pela equipe KaS.
Até breve!
Shoujo Holic - Segredo Entre Garotas
Eu sou tão menininha com essas histórias doces e
idealizadas, quando dei por mim, eu estava quase que derramando lágrimas, “eu
quero que elas fiquem juntas”, eu pensei. Eu acho que nessas histórias que
servem apenas para aquecer o coração das pessoas, finais tristes deveriam ser
proibidos, hehehe. Hey, não digam a ninguém que eu disse isso!
Nessa história, o pai de Yui recebe uma oferta de trabalho no
exterior, mas ela decide ficar por estar saindo um com garoto, porém, a
condição para que ela fique é que vá morar com sua avó. Yui acaba se
distanciado do garoto ao se matricular numa escola só para garotas, onde
conhece Nagi, uma menina que se comporta como um macaquinho de tão serelepe.
Nagi fica encantada com Yui, e gradualmente as duas começam uma tenra
amizade...
Ah, é aquilo de sempre, né mesmo? Mas a autora Aoi Hana
(hahaha, que curioso esse nome...) desenvolve esse conto de fadas de modo agradabilíssimo.
Shoujo Holic me pegou nos detalhes. A história cobre a vida das garotas do
ensino médio ao ginasial, e a progressão é muito sutil, a Aoi Hana não coloca
letreiros ou qualquer tipo de avisos, sabemos que passou certo tempo na trama
por causa de uma frase de uma das personagens ou algo que deixe isso
subtendido, como Yui comentando do quanto Nagi cresceu desde que a viu pela
primeira vez. Isso nos passa uma falsa impressão de aproximação muito maior do
que realmente houve com relação ao cotidiano das personagens. E a história se
centra sobre basicamente basicamente as duas.
Yui se desilude com o namorado, Nagi está ali para apoiar, e
nasce um sentimento mais profundo. Mas como eu disse, essa história me pegou
pelos detalhes. Aoi Hana é muito direta, não fica enrolando em caracterização
de personagens, só que ela faz isso de um modo tão sensível que soa sincero.
Nagi desde a primeira vez toma uma enorme intimidade com Yui; a beija [no
rosto], abraça, faz aconchegos e todo aquele carinho. Dai quando Yui se sente
deprimida, ela diz coisas tão legais capazes de abalar qualquer ser carente, e
Yui acaba se sentindo atraída por ela e lhe dá um beijo. A partir dai a relação
das duas fica estranha por não saberem ao certo lidar com este sentimento.
“Ter a Nagi me agarrando não parece mais normal”
Lembra de fato um primeiro amor, em que depois do primeiro
beijo, você não sabe o que dizer, como se comportar na presença do ser amado e às
vezes por timidez acaba evitando olhares e uma aproximação maior da pessoa. O
legal é que Yui é sempre muito direta e não dá brechas pra mal entendidos e
toda aquela enrolação comum em romances shoujo. Outro ponto interessante é a
percepção.
“Como definir até onde vai a amizade entre duas garotas”
Mesmo depois de um primeiro beijo, Yui fica inquieta por
nada ter mudado entre as duas, mas ao mesmo tempo as coisas estarem tão
diferentes. Duas garotas se trocarem juntas, se verem nuas, se apalparem, é a
coisa mais normal do mundo. Tomar banho juntas, dormirem juntas cara a cara, e
até selinhos quando há muita intimidade. Porém, quando uma das duas começa a
emitir uma sintonia diferente, se é que me entendem, nada disso parece ser mais
tão natural como antes. Ao menos, para uma das duas. E Aoi Hana mostra essa
perspectiva através de Yui. Essa é a primeira vez que contarei isso publicamente,
mas quando morava no Rio Grande do Sul, tive uma amiga maravilhosa, só que ela
era lésbica (eu acho), e eu uma pobre garotinha ingênua, e então certa vez nós
duas a sós ela me rouba um selinho e eu a empurro assustada. Ela se declara, e
eu corro (não exatamente, huehueehu), e resumindo: nossa amizade nunca mais foi
a mesma, na verdade, como eu não pude corresponder, acabei me distanciando. A
partir de então, eu fiquei um pouco mais sensível, ou seria melhor dizer...
maliciosa? Cof, cof, acho que não o lugar pra comentar sobre a minha vida,
desculpem.
Enfim, é difícil definir a linha tênue entre amizade e
romance em amizades coloridas, mas é muito gostoso, então como não sentir o
coração fuwa fuwa com Yui e Nagi? As incertezas de Yui, a forma como observa
atentamente as mudanças físicas no corpo da Nagi, a vontade que sente de gritar
bem alto que Nagi pertence somente à ela (aquela possessividade de ver o
parceiro como propriedade partícula típico de pessoas inseguras), mas não poder
revelar que estão tendo um romance. Aliás, gostei de não haver outras garotas
se pegando na história, ou mesmo alguma que se destacasse como Yui e Nagi, isto
tornou o andamento da história mais dinâmico. Também gosto muito do aspecto de
não haver uma definição clara entre semi e uke na história. Ambas as garotas
tem personalidades fortes, Yui é objetiva; mas insegura. Nagi tem iniciativa;
mas demasiadamente sonhadora e positiva. Ambas se ajudam, ambas alternam entre
ser o príncipe e a princesa da outra, querem ser ativas e passivas, se
completam. Eu gosto desse tom de igualdade num relacionamento.
“As mãos da Nagi, seu cabelo, e até mesmo sua voz. Eu quero
beijá-la por toda parte”
Apesar da capa explicitamente yuri, e de haver sexo, Shoujo
Holic é muito doce e não dá aberturas para você sentir excitação, a autora
mostra só o básico para entendermos que Nagi é insaciável e curte fazer em
locais abertos. E que levou Yui ao orgasmo várias vezes (isso é importante!). Agora,
o que talvez mais tenha me chamado a atenção são os diálogos, tão típicos de um
amor florescendo, ou talvez seja eu que estivesse muito sensível, mas não pude evitar
sentir meu coração pulsando sorridente neste conto de fadas. Shoujo Holic é tão
ingênuo que dá vergonha, tão romântico que
faz brotar sorrisão grandão, e o romance de Yui e Nagi se assemelha muito com
duas pessoas descobrindo o amor na fase mais doce da vida. A arte não é muito estimulante, mas não dizem que o que importa é o amor?
Volumes: 01
Ano: 2010
Autora: Aoi Hana
Revista: Ichijinsha
Onde achar: Aion-Scan
Momento "Leia um mangá junto com o KaS" #28 - Yuri?! Yaoi?! Estou Confusa!!
Olá meus queridos!
Se-chan voltou depois de algumas semanas. Infelizmente tanto eu, quanto a Mazaki estávamos de mudança nos últimos tempos, por isso o KaS ficou sob responsabilidade das amadas Beta e Doggy. Pelo jeito, elas deram conta do recado~!
Agora que a Se-chanzinha esta de volta, o nosso momentinho "particular" de leitura está de volta. E com algo bem..... incomum. Vocês vão entender com o decorrer da postagem. (XD)
Já começaram a estranhar pelo título, não é?
Bom, se quiserem matar primeiro a curiosidade, baixem o capítulo em inglês aqui.
Então vamos para esta aventura!
Momento "Leia um mangá junto com o KaS" #28 - Yuri?! Yaoi?! Estou Confusa!!
Oyajina cap. 01 (Hiiragi Nozomu)
O capítulo começa com a protagonista Chinatsu (16 anos, na imagem ao lado) acordando em um belo dia e falando de como gosta de caras mais velhos, principalmente quando eles ficam bem de bigode (pois é... mas você vai entender logo..). Neste dia, ela quer se declarar para o cara que ela gosta, que trabalha em uma floricultura. E não pode usar sua calcinha favorita hoje. (desculpem, mas é meio doido esse pensamento, apesar que tenho certeza que é sem nenhuma maldade. XD). Ela está ventindo sua saia e.....
HEEE?! MAS O QUE DIABOS ACONTECEU???? A MENINA É UM CARA GRANDÃO ASSIM?! Mas na próxima página vemos a mãe da garota explodindo de desespero que tinha um tarado no quarto da filha (ou algo assim), então... Acho que é menina sim. Mas.... como?Bom, voltando um pouco no tempo (o dia anterior), Chinatsu está falando com sua amiga Tomoe e contando que irá se declarar para o possível pedófilo floriculturista. Tomoe dá um momento de silêncio e logo diz que se sentirá sozinha se Chinatsu parar de andar com ela. Apesar desse tom obviamente yuri de Tomoe, ela diz que ficará tudo bem, por que a Chinatsu é linda e vai pegar o velhote.
O tempo volta para o presente e Chinatsu (versão masculina) está vendo o noticiário matinal onde o apresentador diz que uma empresa está pedindo desculpas por ter derramado uma substância tóxica que se espalhou por toda Tóquio e transformado as garotas colegiais da cidade inteira em homens de meia idade. (XD) O celular de Chinatsu toca, e quando ela atende uma voz grossa está do outro lado.
Na verdade era Tomoe. (XD) Elas combinam de ir a escola juntas (como devidas homens que são agora XD) e se encontram...
HAHAHAHA! Simplesmente épico!! (XD) Esses tiozões fazendo caras e bocas de garotinhas é perfeito demais! God, alguém me salve que estou tendo um ataque de risos com a comparação de expressão entre a Tomoe menina e tiozão! (XDDD)
Bom, acho que deu pra entender o que se aconteceu na página, mas resumindo, Tomoe chega desesperada (em seu lindo uniforme escolar que milagrosamente coube em um homem de meia idade) dizendo que todas na escola mudaram. A Chinatsu se desespera, mas Tomoe tenta acalmá-la dizendo que Chinatsu é maravilhosa do jeito que for.
Ok, agora eu fiquei levemente confusa. Essa Tomoe é yuri, né? Mas agora ela vê a garota que ela gosta como um tiozão e mesmo assim ama ela, né? E ainda mais, ela está no corpo de um homem, né? Então, qual das alternativas é a correta:
a) Tomoe é yuri e ponto.
b) Tomoe é bi e ponto.
c) Tomoe é gay em qualquer um dos sexos e ponto.
Pra mim é a alternativa c, mas dêem sua opinião nos comentários que irei rir com certeza se houver alguma alternativa que seja além dessas. Mas o importante agora é, a Chinatsu quase morre quando a Tomoe diz aquilo por que a Tomoe agora é totalmente o tipo de "oji-san".
Elas chegam na sala de aula e começam a ver suas colegas de classe no seu novo "estilo". A maioria combina perfeitamente com a personalidade. Como Danielle que era toda ojou popular e virou um tiozão com madeixas (e bigode) lisinhos e sedosos. (XD)Enquanto algumas estão desesperadas e agindo como meninas chorosas (como obviamente são e deveriam estar em uma situação doida como essa), algumas estão frias e calmas, como a representante de turma (que pra mim é a que ficou mais cool delas).
E no final, as garotas resolveram tirar uma purikura para registrar o visual. (japonesas... XD)
Só que a Chinatsu continua pensando que todas são "seu tipo". (que complicado! XD) Só que eu acho que elas não sabem o quão constrangedor elas podem estar agindo..... (XD)
Tadinhas, realmente não tem noção. Se eu já acho fazer estas coisas extremamente estranho e suspeito para garotinhas adolescentes, imagine esses caras velhões. Morro de rir com essas imagens. (XD) E Chinatsu fica pensando que assim realmente parece que ela está tendo um encontro com um homem, mas se preocupa com o que Tomoe pode estar pensando.
Eu sei o que a Tomoe tá pensando mas....... (XD)
Enquanto voltam para casa, elas se deparam com a floricultura. Sim, o tiozão que a Chinatsu está apaixonada. Chinatsu fica toda desconcertada olhando para ele. E Tomoe diz que não precisa se preocupar, pois o oji-san não a conheceria e que ela poderia se aproximar sem problema. A Chinatsu fala que se decidiu, que vai se declarar desse jeito mesmo. Como "homem". Ela diz que está tudo bem, pois todos viram a notícia de hoje cedo e que elas não tem certeza de se irão voltar ao normal algum dia.
Então.... Ela chega em frente ao homem, e diz que é uma colegial, pede desculpas de como aparenta agora, mas que, se ela voltar a virar menina, para ele sair com ela. Ela fica pensando para ele ser bonzinho com ela e...
Sim, nem tirei as falas dos quadrões, por que... vocês tinham que ler. Se não entendem inglês, basicamente o homem diz que não vê nenhuma colegial na frente dele, que colegiais deveriam vestir saias e ter peitos. E que seria nojento ver dois homens flertando. Ele continua, dizendo que elas não perceberam que do lado de fora elas só aparentam ser uns homens velhos. E que... se ela voltasse a ser menina... Ele poderia mimá-la. A Tomoe chega e dá um empurrão pra lá de atrapalhado no velho e puxa a Chinatsu para longe do cara.
Já longe do homem, as garotas estão em uma grama (sabe aqueles canteiros meio como morrinhos que tem perto de lagos no Japão?) e Chinatsu diz que como ela está, a Tomoe é totalmente o tipo dela. Que quando saíram para tomar chá, parecia que estava tendo um encontro normal com um homem. E começa a chorar por que o cara deu um fora nela por que estava com esse novo corpo.
A Tomoe diz que está tudo bem, pois ela ainda é a mesma Chinatsu e...
E acabooouuuuuuuu~~
Desculpem por trazer algo tão.. diferente para o site, mas eu ainda não consegui dar uma definição exata para Oyajina. Acho que para mim, ainda é um shoujo-ai. Tem o clima de shoujo-ai, entende? Até por que shounen-ai/yaoi tende a ser um pouco mais "picante". Tudo depende do final, afinal, se elas voltarem ao normal, será que a Chinatsu deixaria a Tomoe que foi tão boazinha com ela? Isso é um mistério interessante para mim.
E vocês? O que acharam da série? É Yaoi/shounen-ai? Yuri/shoujo-ai?
A verdade é que Oyajina foi uma das postagens mais engraçadas de fazer para o KaS em muito e muito tempo, com certeza! (XD)
Fico curiosa com a opinião de vocês, então, por favor, me digam. Pelos comentários ou pelo Twitter do Kono-ai-Setsu. (=D)
Até logo! o/
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Posted by Se-chan
Doujin: HomuMado - Heaven is Here, My Love (Morinaga Milk)
Esse texto foi originalmente postado no blog Elfen Lied Brasil em janeiro de 2013. Estou repostando ele aqui sem nenhuma modificação feita, espero que possa ser do interesse dos leitores daqui também. Tem duas opções de download no final no post. \o/
Provavelmente muitos que visitam este blog nunca ouviram
sequer falar em Milk Morinaga, mas ela é uma das DAAAAASS, e eu até me arrisco
a dizer que não apenas uma DAAAS mais conhecidas mangakas de yuri mangá, mas
como a mais conhecida [e querida]. Suas histórias tem muito apelo entre os
garotos, por ela ser adepta da comédia romântica com adição de deliciosas
pitadas sexuais envolvendo personagens menores de idade. Que claro, são sempre
muito fofinhas e mordíveis.
Mas o que me motivou a abrir o editor do blog para criar
esta postagem, não é exatamente a tia Milk Morinaga e sim sobre o que ela andou
aprontando. Como fã de Yuri mangá, não imaginam a surpresa que tive quando
descobri que a Milk Morinaga, que antes de encontrar o caminho da fama fazia
doujins safadinhos (e ainda os faz),
havia escrito e desenhado um doujin de Madoka Mágica (!). Eu quase soltei um Kyaaaahhhhhhh!!!!! *feels feels* IN REAL
LIFE.
Principalmente porque a bandida da fujoshi Milk Morinaga
também é fã e shippa fervorosamente MadoHomu (MadokaXHomura), mais especificamente Homuhomu *Omg Moment*. Pra
quem tá boiando aí, Homuhomu é a forma mais fofa, dere dere e afetada
sexualmente de Akemi Homura, que o fãs trataram logo de disseminar através do
fanwork quando descobriram que aquela garota fria, racional, de expressões blasé
e chutadora de nádegas na horas de
tédio, era na verdade uma meganekko insegura e tímida.
Nos free-talks ela parece bem terna ao falar na motivação de
conceber este doujin, e dos problemas que estava passando no momento. O que eu
acho? “Heaven is here, my love” é de 2011, pré 2010, época que parece ter sido
bem complicado para a autora, que ainda se viu às avessas com o término de sua
obra mais duradoura: Girlfriends. E “Heaven is here, my love” é muito meigo. É
quase uma declaração de amor. Estaria a tia Milk externando seus sentimentos?
Bom, não importa. A história de “Heaven is here, my love” (O paraíso é aqui, meu amor) acontece logo
após os eventos do episódio final da série de tv, quando Madoka usa seus
poderes para reconstituir o mundo, ganhando a forma de Godoka (deusa) e logo em seguida, apagando a
sua existência. Não tem Sayaka, porque esta nunca chegou a se tornar uma mahou
shoujo nesta realidade, somente Mami e Kyouko. Apenas Homura se lembra de
Madoka – Que parte, deixando um coração dilacerado para trás e o seu laço como
lembrança.
A sacada muito bacana e desenvolvida com uma sutileza ímpar
por Morinaga é; Como foram os dias de Homura depois da partida de Madoka? A
narrativa ser parte em off, possibilita um envolvimento maior entre o leitor, e
os sentimentos de Homura.
É a Milk em um dos seus momentos mais sacarina romântica; Doce. Mas também meio amargo. É feels good. Embora possa soar um pouco
piegas todo este sentimentalismo, é uma justa representação de uma pessoa
apaixonada, que está sofrendo internamente por aquele alguém que partiu de sua
vida. Houve até alguns momentos em que me identifiquei com Humora.
“Só é céu se você está aqui...”
"O que eu deveria ter desejado? Como eu poderia alcançar um mundo
onde eu poderia estar ao seu lado? É inútil ... agora...”
“Este é realmente o mundo que você desejava? Então por que estou
sofrendo tanto? Quanto tempo mais eu tenho que esperar até você voltar pra mim?”
“Está difícil respirar, meu peito está apertado. Sinto como se
estivesse ficando louca.”
Enfim, este doujin é god tier. E se tratando de Milk
Morinaga, é claro que tem sexo. Mas é tão insignificante que não faz diferença.
ERROR!
Faz sim diferença, porque é um dos momentos mais divertidos da
história, mas dura apenas 2 páginas, e nada muito expositivo. Para quem não
está habituado, a tia Milk adora misturar romance açucarado, com uma certa dose de pimenta. É quase como
um chocolate com pimenta. Arde um pouco, mas é bom e você quer mais (desculpem, não resisti ao trocadilho
cretino >_>). Eu não sei se alguém ficaria excitado com esta parte de
sexo, mas no que se refere a mim, eu fiquei rindo da situação da Homura.
A Madoka me saiu uma bela de uma uke (passivo). Aliás, a seme (ativo) é a
dominante, mas na cama tudo se inverte, né mesmo?! Eu não sei... Mas sei que a
Madoka encostou a Homu-chan na parede e a fez implorar por mais. A Homu-chan
ruborizando é a coisa 'mais meiga do mundo'! Ainda rola uma tensãozinha porque a
tia Milk mantém um suspense ao fundo até o final: Essa pessoa que está pegando
a Homura é realmente a Madoka, ou será Kyuubei? TCHÃRAM...TCHÃRAM DGSJFHGADFJGH;DGJKDSLFHAKFJGH/CRYING
RIVERS!
Quanto à Mami e Kyouko... Elas fazem um bom par (Mas acho que prefiro mesmo é KyoSaya),
e os poucos momentos que aparecem juntas, é sempre descontraído, a tsunderagem
da Kyouko e o ar maduro e calmo da Mami casou perfeito;
Mami: “Eu queria que meus seios fossem menores”
Kyouko: “Você está tentando arrumar uma briga?”
Mami: “É difícil encontrar sutiãs bonitos do meu
tamanho!”
Aaaaahh, a típica discussão de casal lésbico. Mas realmente,
com esse tamanhão de BOOBS que a Mami tem, deve ser complicado pra conseguir
uma boa variação de sutiãs.
Onde encontrar: Okiagiri ou aqui pelo MEGA (a RAW não é boa, e eu não me preocupei em deixá-la melhor, mas fica aí a minha tradução pra quem se interessar, porque ainda não há uma versão gringa)
***
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Posted by Unknown
Bate-Papo #03: Garotas que curtem Yuri são lésbicas?
Você já se fez essa pergunta em algum momento? Eu já me fiz
diversas vezes. Não agora, mas quando comecei a achar muito bonitinho assistir
ou ler duas personagens apaixonadas uma pela outra e meu coração ficava inquietante
dentro do peito, batendo descompassadamente. É normal? Gostar de yuri/shoujo-ai
me faz lésbica? Ou é por ser lésbica que
eu gosto? Eu me questionava hard, o que fracamente foi pura tolice, mas é o
pensamento comum se você está de fora do fandom hardcore de animes mangás
related.
O fandom Yuriness é composto basicamente por garotos que nutrem
esse fetiche entre duas [ou mais] garotas que se relacionam entre si e garotas
lésbicas/bi. Há as variáveis, mas é uma proporção pequena e fragmentada, que
vai de transgenders à heteros que não possuem nenhum tipo de fantasia em ver
duas mulheres se pegando, mas acha bonitinho e divertido.
Eu cheguei a fazer essa pergunta para algumas amigas, mas
elas me responderam que se tratava de uma pergunta muito obvia e riam de mim. No
entanto, eram todas gays. A própria garota que me despertou do estado dormente
que eu me encontrava desde Sakura Cardcaptors, me apresentando Candy Boy (resenhei ele aqui no blog) e reacendendo a chama em meu peito, se dizia apaixonada por
mim. Logo, se tratavam de opiniões muito condicionadas. Precisei percorrer um
longo caminho até encontrar minha resposta, que não faz diferença alguma na
forma como consumo este tipo de material, mas que saciou meu monstrinho
interior. Claro que prefiro mil vezes que minha mãe me encontre consumindo
material yaoi do que yuri, eu acho que morreria de vergonha. Eu já fico
extremamente avexada quando alguém me flagra com material ecchi ou de conteúdo
adulto. Isto é história pra um outro post, mas acontece porque ainda estou
muito enraizada à velhas convenções de
gênero imposto por padrões sociais de MENINA NÃO PODE. ~_~
***
É um assunto muito abrangente, voltarei nele outras vezes,
citando obras, autores, etc, traçar um paralelo sobre este assunto pode ser
muito divertido. Quando retornei ao KaS, este foi o primeiro assunto que eu
queria tratar, mas vários imprevistos ocorreram desde então. Não sei se algum
leitor atual se lembra de mim, mas já tive a oportunidade de escrever aqui em
meados de 2011. Acabei zarpando fora bem na época do aniversário do blog, o que
me deixou triste, pois tínhamos muitos planos, mas a See me puxou de volta pra
cá e sou muito grata. No próximo post talvez eu traga jujuba pra vocês, as
minhas acabaram enquanto eu digitava isso aqui. Não sobraram nem as verdes
limão.
Créditos da imagem de reprodução no post: My Lesbian Life, Chuunibyou2Koi













