Mastered Negima - 09

Eu não tive tempo de revisar o texto todo, então se tiver algo MUITO errado, pode deixar um comentário me xingando que corrigo, ok? xD



Heart 09: Desculpe-me por duvidar de nós

                -Eu realmente sou a criatura mais miserável que existe. – disse Setsuna Sakurazaki a si mesma em voz alta, sozinha no dojo do clube de kendô de Mahora. Havia acabado de colocar a roupa de treino e pegava uma espada pesada (não para ela, é claro) de treino para golpear o ar até que todas as suas focas fossem consumidas.

                Estava se sentindo completamente patética. Afinal tinha escolhido voltar a Mahora, lutar pelo seu amor e tudo mais. E simplesmente não conseguia dizer isso a pessoa mais importante – Konoka! Só de pensar em olha pro rosto da garota que devia estar totalmente desapontada com ela.... a sensação era tão ruim que a espadachim quase caía sozinha. Estava com medo, puro e simples medo de admitir sua burrada desnecessária.

                Claro que ela pretendia ir falar com a garota ainda naquele dia, mas..... estava com tanto medo de não se sabe o que, que quase tremia. Como uma guerreira como ela, que passara tantas coisas na vida até ali conseguia ficar sem reação numa situação de amor adolescente?! Estava realmente irritada consigo mesmo.

                Ainda se lembrava da expressão revoltada que uma gripada Asuna tivera quando ela demonstrou que poderia não voltar de Kyoto. Aff, agora concordava totalmente com a raiva da amiga, é realmente uma pena que naquele dia ela não tivesse condições de ter dado uma surra nela, Setsuna. Porque seria bem merecido:

                - Acho que no fim ainda sou uma criança. – concluiu chateada a shinmei, começando a brandir a espada para afastar os pensamentos o máximo que conseguisse. Só assim talvez pudesse se acalmar o suficiente até a hora de encarar o rosto que tanto amava e que lhe fazia sentir vergonha por seus atos.

                Só que ela não teria o tempo que achava tão necessário para se acalmar.


                Uma leve mudança no vento que entrava pela porta foi o que lhe despertou. Foi então que sentiu a presença. Não estava só e o pior, estava logo com a última pessoa que se sentia capaz de ver. Instintivamente ela olhou para a janela da sala, que estava entreaberta e tentou ir na sua direção para sair, porém seu corpo não respondeu. Não que tivesse virado uma completa covarde, mas havia algum tipo de selo ao redor do local. Mesmo que ela quizesse com todas as suas forças escapar, não conseguiria, assim como alguém distraído querendo vir ao dojo de kendô do templo Tatsumiya, não conseguiria fazê-lo.

                Fora Konoka que colocara a barreira? Mas pelo que percebia era um tipo de barreira bem mais complexo de conjurar e manter do que uma principiante em magia branca seria capaz. Por algum motivo lembrou-se da vez que sentira a força mágica da garota diferente e se questionou, o que a distraiu um pouco, só um pouco, ao ponto dela nem ver quando a porta atrás de si fechou. Realmente ela estava merecendo levar uma surra de Asuna pelo estado ridículo da sua guarda:

                - Se-chan.

                Setsuna voltou-se e sentiu um choque percorrer o corpo quando viu Konoka ali parada, lhe observando. Não que houvessem lágrimas ou algum rancor, mas ainda assim a insegurança da espadachim gritava:

                - K-Kono-chan....

                - Se-chan... porque você fez isso? Eu... estava preocupada.

                A shinmei desviou um pouco o olhar. Realmente a havia preocupado, é óbvio que a havia preocupado, que tolice. A cada instante sentia-se mais como uma criança. Apesar disso uma voz surgiu de si sem que ela sequer quizesse:

                - Você não entende Kono-chan... as Associações de Magia são muito poderosas.... eles não vão ficar em silêncio quando souberem...

                - Eu... sei disso, Se-chan....

                - Eles são muitos, não são todos controlados pelo Eishun-sama e Konoemon-sama... eles podem fazer.... qualquer coisa...

                - Se-chan... – a quase-maga só queria saber o porquê de sua.. sim, sua Setsuna ter guardado tanto esses seus pensamentos tão pessimistas.

                - Eu.... – a hanyou olhou por um instante para os olhos fortes de sua amada e virou-se em seguida. – Eu não poderia deixar que você visse.... se eles.... se eles fizerem algo a mim.

                - ....

                - Eu... sei que fugir não ia adiantar nada.... mas... ainda assim eles vão vir até nós...

                Em silêncio, Konoka se aproximou da outra, passando os braços pelos seus ombros, abraçando-a forte como seu coração sentia tanta falta. Por um momento elas apenas desfrutaram do fato de estar novamente ali, juntas, não importando motivos ou medos. Parecia que nem mesmo o frio do inverno conseguia entrar pela janela entreaberta para alcançar os dois corações que só desejavam estar juntos:

                - Kono-chan... – engraçado como de repente questionamentos perdiam tanto o seu sentido.

                - Se-chan... eu sei que muita coisa pode acontecer. Mas isso não vai mudar o que eu sinto, nem a minha vontade de estar contigo... sempre. – disse a Konoe, quase num sussurro, as palavras que lhe vinham naturalmente.

                - Me desculpa... eu... eu quase fugi de nós. – disse Setsuna com a voz engasgada. Como era boa aquela sensação do abraço, lhe tirava o ar.

                - Tudo bem... eu sei que você voltaria, ne Se-chan... mesmo que eu tivesse que ir te buscar. – disse Konoka com um sorriso. Estava ali, a sua Se-chan estava ali. A guerreira se virou de frente para ela, apertando o abraço, enterrando o rosto nos seus cabelos. Parecia necessitar sentir realmente que estava de volta.

                - Eu te amo... Konoka. – disse a meio uzoku, fazendo o coração da outra disparar.

                - Eu... também te amo... Se-c.... Setsuna. – respondeu ela sem muito fôlego.

                As coisas eram tão simples, a espadachim se arrependia de ter tentando tanto superar tudo sozinha e acabar se machucando tanto quando um abraço tão apertado como aquele resolveria qualquer situação. Era realmente uma magia miraculosa aquela forma como as duas conseguiam se entender e se amar sem nenhuma palavra. Como se seus corações pudessem falar diretamente. Ela pode ver os primeiro flocos de neve do final daquela tarde caindo preguiçosos através da janela e a sensação de estar no seu lugar se acentuou:

                - Se-chan... tem umas coisinhas que eu preciso te falar depois. Mas não é nada demais. – disse a Konoe com um sorrisinho fraco, afinal faltava menos de um dia para ela passar por um desafio importante para sua quase-carreira como maga branca.

                - Pode ser depois ne?

                - Sim, mas porq- . – ia perguntar a garota, mas Setsuna não lhe deu tempo de terminar, ao beijar-lhe de forma apaixonada. Era tudo o que precisavam afinal para encerrar todo aquele assunto cansativo de medos do futuro.

A espadachim sentia tanta falta daquela sensação que quase fez Konoka perder o equilíbrio, enquanto lhe beijava com tudo o que sentia, com todo aquele amor, com verdadeira paixão. Ela só despertou quando escutou a garota gemer de leve:

                - Gomen ne. – pediu a shinmei, observando o rosto corado da sua “praticamente alguma coisa” e sentindo o calor no seu também. Aliás....

                - Tudo bem... – Konoka estava completamente fora do chão.

                - Kono-chan.

                - Hm?

                - Posso te chamar de namorada?

                - ......... claro. – respondeu a garota que teve duvidas de que conseguiria manter o equilíbrio. Desse jeito seu coração nunca se acalmaria. A outra riu de leve. Droga, lhe havia pegado completamente desprevenida.

                - Se-chan. – mas não ia ficar barato.

                - O que?

                - Porque quando você me beija, suas mãos descem tanto assim pelas minha costas? – perguntou a garota de cabelos chocolate, deixando escapar o sorrisinho. Setsuna realmente reparou onde suas mãos estavam, nada tão impuro assim, mas também não tão inocente. Gaguejou alguma coisa e desfez o abraço, corando.

                - Heheh, vamos então?

                - Claro. – e assim, após Konoka esperar impacientemente a shinmei trocar de roupa, elas partiram para os dormitórios, com uma sensação de paz e tranqüilidade que à tanto tempo precisavam.

                “Eu vou lutar por nós, com todas as minhas forças, Kono-chan.”
                 
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Posted by LKMazaki

Doujinshi | Houkago Tea Time 01

Olá pessoal!
Aqui é a Se-chan trazendo um lançamento novo! Toda semana agora, as quintas, haverá uma página de tirinha traduzida do doujinshi (fanzine) Houkago Tea Time, com piadinhas yuris da garota mais suspeita do mangá/animê K-ON! (Mugi) em yonkoma (tirinha de 4 quadros)!


Eu baixei a versão em inglês do site Wings of Yuri, um blog muito conhecido em inglês que contém vários mangás e doujins shoujo-ai/yuri. Aconselho a todos a darem uma olhadinha no site!


Agora, a 1ª página do doujinshi que falei!


Espero que gostem. Comentem por favor. (^ ^)
Até logo! o/
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Posted by Se-chan

Mastered Negima - Heart 08

Avisando que está versão do texto ainda não é completamente revisada ok?


Opiniões e críticas sempre ajudam, então se leu e gostou, ou não!, comenta aí =D






Heart 08 – Vampiras e canções de natal


                - O que?!?! Vocês decifraram o livro?!?!?! – exclamou Negi completamente estupefato, sendo distraído completamente da sua preocupação.

                - Na verdade, como o livro era codificado baseado em uma chave lógica literal é melhor dizer que encontramos a chave para traduzir tudo. – explicou Yue que mal podia conter sua empolgação com o feito.

                - Ein? Não entendi nada.... – comentou Asuna que estava sentada em sua escrivaninha, estavam no dormitório dela e de Konoka, um quarto que estava particularmente lotado, tamanha a quantidade de visitantes.

                - Eu também não entendo nada, mas o importante é que tá no papo, Asuna. – respondeu Paru, que estava em pé na porta para o corredor de saída do quarto. – Aliás, você parece bem melhor da gripe...

                - Eu disse que sou forte contra doenças. Aliás, a bronca já acabou?! – perguntou a garota inutilmente, vendo que o professor já estava empolgadíssimo vendo os resultados obtidos pela equipe que fora a Kyoto. A livreira parecia também consciente de que o garoto esquecera-se completamente de que estava brigando com as garotas por descumprirem as regras.

                - Quem liga, estamos aqui e vamos poder fazer seja lá o que for ne. – concluiu Paru sacudindo os ombros.

                - Quer dizer que agente ainda vai ter que traduzir esse negócio é? – perguntou Kotarô a Negi. Ele tentava acompanhar a conversa dos cdfs, mas era difícil.

                - Sim, faremos uma maratona o quanto antes e vamos enfim descobrir onde está essa tal fonte de poder secreta! – exclamou o professor-mago que naquele momento parecia mais num fã de dragon Ball tendo a chance de ir atrás das esferas do dragão.

                - Desde quando você ficou ganancioso desse jeito ein moleque? Andou aprendendo com o arminho sem-vergonha? – disse Asuna.

                - Que maldade Anechan! – exclamou Kamo de sua da cabeça da baka red, ofendido (“Ah, cê ‘tava ai...” comentou Asuna que não tinha percebido o animal).

                Todos conversavam animados em meio a tarde fria que fazia lá fora. Somente uma pessoa parecia completamente alheia a bagunça. Konoka olhava para fora da janela com uma freqüência que quase parecia um tique. Estava com as palavras mal ditas que ouvira pelo celular mais cedo.

                Quando ela já estava realmente ficando preocupada, finalmente o seu celular havia chamado, com o numero de Setsuna no visor. Ela atendera desesperada, querendo notícias, querendo saber quando veria a garota. Após uma conversa extremamente rápida, a espadachim lhe dissera que estava de volta a Mahora, mas que o clube de kendô estava precisando da ajuda dela, então só poderiam se falar talvez no início da noite.

                Que coisa mais cruel! Depois de dias sem nenhum contato ela simplesmente teria que esperar! O que tinha dado na cabeça da shinmei para tratá-la daquele modo evasivo?! Claro que ela sabia que a sua “quase-alguma coisa” estava confusa e apreensiva nas últimas semanas. Na verdade por um momento a “quase maga” havia se perguntado se a outra nunca mais voltaria de Kyoto.

                Aliás, que vida cheia de “quases” essa a dela:

                - Konoka, tudo bem? – perguntou Asuna, acordando a garota de seus pensamentos de jovem enamorada enfrentando seus primeiros problemas de amor.

                - Etto... tudo sim, Asuna. – respondeu a garota com um tom realmente nada convincente, mas que dizia “eu vou melhorar, então não se preocupe”. Asuna fez uma expressão desconfiada, afinal não se tinha como saber se uma bakaranger era capaz de entender essas mensagens subliminares. Mas logo as duas foram distraídas pelo celular de Negi tocando.

                - Alô... ah, mestra! O que?.... Ah... é que na verdade..... ah.... mas mestra... t-tudo bem... aham... claro.... sim... tudo bem me..... – e desligou o aparelho, voltando-se para olhar Asuna e Konoka. – A mestra disse para estarmos na praça sudoeste em meia hora. – disse ele.

                Asuna resmungou. Konoka ficou apreensiva, afinal a hora estava chegando e ela estava se sentindo cada vez menos pronta.



                - Perae, quer dizer que nos chamou simplesmente para carregar suas compras natalinas?!?! – berrou Asuna totalmente indignada.

                A garota acompanhada de Negi e Konoka tinha saído do aquecido dormitório para ir esperar na fria praça suoeste pela vampira que fizera questão de demorar um pouco e chegar sem  nenhum ar de pressa, acompanhada de Chachamaru:

                - Pode ser uma data critã, mas pelo menos é um motivo para fazer algumas coisas diferentes. – disse Evangeline ajeitando a gola fofa e quente do seu casaco de pele sintética (vai dizer que vampiros não se preocupam com o meio-ambiente...).

                - Argh, que droga! – gemeu a ruiva completamente inconsolável.

                - Porque tanta cena Kagurazaka?  Ontem mesmo você estava passeando por Mahora acompanhando o novo professor de Matemática. Ou será que com ele o inverno parece menos frio? – alfinetou a imortal com o sorriso mais debochado do universo.

                - E-ei! – para a surpresa de Negi, Konoka e Chachamaru, Asuna corou forte e gaguejou alguns instantes antes de conseguir responder alguma coisa inteligível. – Mas eu só acompanhei a Ayaka que estava mostrando a cidade para o Claus-sensei!!

                - Ah... então ele se chama Claus é..... – continuou a vampira com o ar ainda mais insuportavelmente sarcástico, fazendo os outros três (até mesmo a robô) segurarem risos.

                - Ah Eva!! Para de pegar no pé! – disse a bakared e a vampira realmente a obedeceu, na verdade por que voltou sua atenção para o coral que começara a cantar do outro lado da praça, fazendo várias pessoas que passavam, também parar para observar.

                Os cinco passaram alguns minutos apenas assistindo a apresentação das simplórias, mas bonitas músicas natalinas. Negi se surpreendia como Evangeline às vezes deixava escapar algum traço mais sensível de personalidade, como quando demonstrava seu agrado pelo natal:

                - Konoe – chamou de repente a loira, sem tirar os olhos do coral que ainda cantava alegre. Konoka se voltou para ela com um ar de culpa e apreensão que os dois amigos de quarto não entenderam.

                - Amanhã é o desafio e você não parece nada preparada, ou é impressão minha?

                - Desafio?- perguntaram Negi e Asuna juntos, mas foram ignorados.

                - Eu... acredito que treinei o suficiente para o desafio. – respondeu Konoka e Asuna se perguntou sobre o que afinal estariam falando. Que papo era aquele de desafio? Desde quando Konoka e Evangeline tinham negócios em particular que ninguém mais sabia?

                - E apesar disso a presença que sinto de você é tão fragilizada e ridícula que mesmo que estivéssemos no ambiente ideal, sei que não teria nenhuma chance.

                - ... – a quase maga evitou os olhos da vampira, para aumentar a confusão dos dois ruivos.

                - Mestra, do que vocês..... – tentou Negi, em vão.

                - Vai deixar mesmo que a burrice da Sakurazaki que façam perder a chance que eu te dei? – desafiou Evangeline com um olhar penetrante na direção de Konoka que ela pode sentir mesmo sem correspondê-lo.

                - Eva-san...

                - Porque não vai logo falar com aquela idiota e fazer ela te pedir desculpas por agir como uma retardada? Vai mesmo ficar enrolando e sofrendo por algo completamente desnecessário? Que gosto será que vocês adolescentes vêem nessa perca de tempo ein?

                O silêncio entre o grupo durou mais de um minuto. Onde Negi e Asuna continuaram a tentar entender aquela situação esquisita:

               - Você está certa... eu vou agora mesmo falar com a Se-chan.... Falta muito pouco até a hora do desafio.... Obrigada, mestra.

                - Nossa, que bom que eu não vou precisar desenhar... – respondeu sarcástica como sempre a vampira. Sem olhar para ninguém do grupo Konoka não só fez menção como afastou-se caminhando na direção da parte norte da cidade, onde era a sede do clube de kendô.

                - Eva... cê promete que vai explicar esse papo de desafio não é? Eu não entendi nadinha.... (nem os leitores devem ter entendido, sei lá...) – pediu Asuna com uma total expressão de baka-red.

                - Bem, primeiro vamos as compras, afinal eu escolho muito bem o peru para a ceia. Que delicioso costume dos humanos... – disse Evangeline quase salivando ao pensar num dos raros alimentos comuns que lhe agradavam.

                Enquanto caminhavam em direção ao super-mercado ali perto, Negi olhou rapidamente na direção norte, desejando sorte para a Konoka.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Posted by LKMazaki

Garotas "Moe" gostam de Meninas?

Como vai pessoal? Desculpem a demora nas postagens, mas eu ando meio perdida na minha mente. Mas hoje tem postagem e daquelas bem polêmicas! (não que seja a minha intenção mas... XD)

Todos nós já vimos pelo menos um animê que tinha uma personagem "moe" (fofas ao extremo) no meio. Afinal, elas são um vício dos mangakás e dos otakus por quase toda a primeira década do século XXI. Atualmente, elas vêem sendo lentamente transformadas para se adaptar ao público que acompanha sua série. Mio (K-ON) é a maior representante atual do "moe", afinal, foi campeã do ISML, campeonato com votação popular que premia a personagem mais querida dos otakus, este ano. Mas o que estas personagens têm haver com o Kono-Ai-Setsu e o mundo do shoujo-ai?

Nos últimos tempos, uma característica apelativas de algumas "moe"s é o de ter uma amiga que ela tenha uma ligação muito forte, que aparente ter um "algo a mais", algo próximo do que acontece em Maria-sama ga Miteru (mesmo nele não tendo personagens "moe" XD). Ano passado tivemos o grande exemplo de que um animê pode ser sim sustentado por este tipo de insinuação: Saki. Sim, Saki, aquele animê de majhong que mais da metade das pessoas que o assistiram já esqueceram de sua existência (exagero? XD). Para quem não lembra ou não conhece, Saki tinha inúmeros momentos durante a série que deixaram espaços propositalmente para que o fã da série pense que a protagonista tem uma relação amorosa com a sua amiga/companheira de equipe.

Há algumas semanas eu postei uma análise minha sobre o shoujo-ai estar "morrendo", mas fico pensando, este caso do "moe" é mais um que estaria entre os negativos dessa apelação para o público, ou não, ele pode ser algo a acrescentar ao romance/amizade eterna entre garotas?

Nesta postagem, irei abordar minhas idéias sobre o assunto, e justificar minha opinião de que, diferente dos mangás que tem tendência ao hentai com personagens femininas entre si, aparenta-me muito mais positiva a idéia de ter garotas moe gostando de outras garotas.

Primeiramente, é sempre bom começar a esboçar um pensamento com um gráfico ou tabela, portanto irei expor aqui algumas características das séries que contém garotas moe e as de “malícias” entre garotas.
A partir destes tópicos, podemos notar algumas diferenças entre o ecchi e o moe com relação aos laços shoujo-ai. Enquanto o ecchi normalmente não existe nenhum tipo de laço afetivo, apenas uma "atração" sexual, enquanto o moe mostra uma relação no minimo de amizade verdadeira, normalmente (tirando Saki que é meio apressado, mas ainda assim se engole um pouco alguns relacionamentos, como o de Yumi e Momoko - Imagem ao lado).

Podemos fazer comparações entre alguns casais reais, moe e ecchi:

1 - VERDADEIRO (Shoujo-Ai) No próprio caso Konoka e Setsuna (Negima!), que começou como uma relação de amizade que ninguém podia confirmar algo a mais (mesmo as outras personagens deixando espaços enormes para concluirmos esta idéia), pelo menos o lado da Konoka por muito tempo. Konoka sempre deu indiretas para Setsuna, mas nunca disse algo muito direto,  e a confirmação apenas pode ser bem sólida quando se tem o pacto das garotas, demorado, romântico (puxando um pouco pro lado da necessidade juvenil XD), e que acabou com uma mordida da Konoka (Oh yeah XD)

2 - INCERTO (MOE) No caso de K-ON, temos as duas amigas Mio e Ritsu, que se conhecem muito bem e tem um certo clima criado pelo autor. Certas coisas, como Mio sentir ciúmes de Ritsu, as implicâncias, ou os detalhes que uma conhece da outra se assemelham muito ao caso acima, porém, o falso romance predomina e nunca é confirmado. O carinho existe, obviamente o shoujo-ai existe, porém, não é do modo que o fã sente que poderia ser. É uma grande amizade, um shoujo-ai, mas não um relacionamento amoroso.
3 - FALSO (ecchi) No caso de HOTD (Highschool of the Dead), não há casais certos, porém irei escolher um: Rei e Shizuka. Elas não tem grandes ligações antes dos incidentes com os zombies ao início do animê, pois Shizuka é a enfermeira da antiga escola onde Rei e todos estudavam e nem depois, e apenas ficam participando juntas de cenas ecchis, como a do banho onde Shizuka agarra seus peitos (que obviamente são grandes, já que em qualquer outro animê desse gênero tem mais de uma peituda, e elas formam 2 das maiores u.u), ou na cena onde Shizuka passa um remédio nas costas da Rei por que esta tinha tido no dia anterior de ter seus seios servidos de apoio para uma metralhadora matar uma multidão de zombies .

Nesses três casos dá para ver bem a diferença entre os três casos. No primeiro, nos temos a confirmação sobre os sentimentos e o casal, por mais que ainda não tenha uma confissão (#euacredito que ainda vai ter!!! - Vicio em Twitter? Sim @SechanKV XD), no segundo pode se ver que não há confirmação e que muitas coisas são colocadas apenas para o espectador ficar na ansiedade, e no terceiro, sinceramente, é uma .... sem vergonhice sem limites e sentimentos (me segurei pra não falar palavras indevidas xD).

Mas mais uma característica que diferencia o "moe shoujo-ai" do "ecchi yuri" que gosto muito é que o autor cria cenas com um clima que nos fazem torcer para que seja real, que nos deixam na ansiedade de ter algo mais, de mostrar algo mais, algo que me lembra muito o casal Kono-Setsu de Negima! no começo da série, e que até é explorado as vezes assim, pois ainda estamos torcendo pela Setsuna declarar diretamente a Konoka seu lindo amor! (surtada XD).
Portanto, acho que consegui deixar claro o por que de gostar de moe e não de ecchi. Portanto, irei deixá-los com um vídeo muito fofo/engraçado do casal (ou não) "Mitsu" (Mio-Ritsu) de K-ON!.


Até logo!
sábado, 30 de outubro de 2010
Posted by Se-chan

Mastered Negima - Heart 07

Realmente perdão pelo atraso gente, mas dessa vez já até agendei as publicações automaticamente para não ter risco de minha falta de tempo impedir algo.


Opiniões e críticas são sempre bem vindas! Boa leitura!



CENA 07: Entre dois caminhos

- Mou! Eu não agüento mais esses livros!!

O trio-biblioteca estava no que mais parecia uma ilha feita de papel e capas. Já não se reconhecia mais a sala da que um dia fora elegante residência do Thousand Master em Kyoto. Era o início da manhã de quarta-feira, o terceiro dia após o final do prazo delas ficarem fora de Mahora. Com certeza isso teria conseqüências, afinal o Diretor havia dado-lhes uma licença especial para sair da escola em “trabalho acadêmico” somente durante o fim de semana. Elas sequer deixaram os celulares ligados, afinal sabiam que o professor provavelmente iria-lhes ligar tão insistentemente que nem em dez anos elas conseguiriam obter resultados.

Porém, mesmo com essa quebra das regras, mesmo mal parando para comer ou dormir (o que não faziam desde o início da tarde de segunda-feira), ainda assim tudo o que elas tinham era quase uma centena de papéis riscados, com cálculos, símbolos e teorias, todas erradas.

Não conseguiam descobrir a chave para decodificar o livro.

Ao menos já sabia que se tratava de um código protegido por uma chave lógica, que faria todo o texto ter sentido. Algo que somente Nodoka e Yue conseguiam realmente entender, Haruna simplesmente procurava qualquer coisa que considerasse parecer uma chave em meio aos trechos de livros e mostrava as outras.

Os pássaros já cantavam a um tempo e o sol vinha surgindo. O clima na sala era de uma busca desesperada já chegando ao final de suas forças:

            - Aw.... parece ser impossível. – comentou Nodoka, largando um volume excessivamente grosso. A garota estava visivelmente exausta depois de passar a madrugada inteira vasculhando. Seu cansaço era tanto que não conseguia pensar em outra coisa além de repouso.

            - Yue.... chega, já vamos receber uma bela bronca quando chegarmos a Mahora pelos dias extras de “folga”. – reclamou Haruna com olheiras profundas. Claro que ela estava habituada a ficar madrugadas acordada quando seus prazos com os mangás estavam quase estourando, mas ficar mais de dez horas naquela tarefa maçante era demais pra sua cabeça agitada.

            A menor do grupo porém não parava de folhear febrilmente um volume de capa de couro azulado, parecia completamente hipnotizado e as outras duas se perguntaram se não tinham acabado de falar com o vento, tamanha a concentração da garota:

            - Yue.... Yue!! – chamou Paru deixando um pesado livro cair em cima de outros causando uma pequena avalanche pra cima da própria.

            - Eu...... – a baka-black tinham uma expressão tão forte entre a obssessão e a loucura que as amigas a encararam receosas. – Eu..............

            - O que houve.... Yue? – a livreira engoliu em seco.

            - Eu............ CONSEGUI!!!!!! – o berro de Yui foi tão inesperado que as duas caíram pra trás, tirando do lugar mais livros caídos. – Eu sabia!! Eu sabiaaa!!!! – a garota saiu dançando com uma folha de papel cheia de anotações e o livro de capa azulada. Realmente as pessoas ficavam eufóricas por diversos motivos.

            - Conseguiu...? – Honya nem conseguiu acreditar.

            - É isso aeee!!! – Haruna também se uniu a dança sem sentido, comemorando. – Voltar pra casa! Poder dormir! Poder desenhar yaoi!!! Graças aos deuses!

            - Conseguimos..... – Nodoka deixou um sorriso aliviado escapar. No fim ela não iria decepcionar Negi, apesar de provavelmente estar o preocupando. Elas estavam voltando para casa. De repente lembrou-se de Setsuna. Naquele momento de cansaço, só esperava encontrar a colega quando chegasse “em casa”.

            - Mas peraê... agente ainda vai ter que arrumar tudo isso? – questionou Haruna caindo novamente em desespero. A sala estava completamente destruída pela busca.

            - Já desrespeitamos tantas regras para conseguir isto, mais uma coisinha não vai fazer mal. – respondeu Yue, que apesar dos olhos estarem quase apavorantes, tamanha as olheiras, brilhavam com um ar travesso.

            - Yue....?

            - Caraca, Yue, não dá pra acreditar que cê tá dizendo isso, mas é assim que se fala!!! – exclamou a Paru feliz da vida.


           
            O vento era fraco, mas gélido. O chão era branco de neve, as pequenas ruas eram completamente desertas, silenciosas. Era como se o mundo estivesse refletindo o coração daquela única e solitária pessoa que por ali passava. Uma jovem abrigada sobre seu casaco, carregando uma única pequena bolsa e um objeto fino e muito comprido, preso por uma alça ao seu ombro. Pequenos flocos de neve que se soltavam das árvores sem folhas caiam sobre seus cabelos e ombros, mas ela parecia demais distraída para perceber estas coisas. Estava com os pensamentos tão voltados para dentro de si que era como senão enxerga-se nada.

            Setsuna Sakurazaki acabara de sair da sede a ordem shinmei, onde havia participado de reuniões e rituais nos últimos quatro dias. Sua vinda a Kyoto já tinha seu objetivo completo. Era hora de decidir o que faria daquele momento em diante. Escolher entre as possibilidades é algo sempre confuso e assustador para alguém jovem, ainda mais quando de um lado está o amor da sua vida e do outro talvez, a sua própria sobrevivência.

            Mas não havia fuga, ela tinha que escolher, por mais que isso fosse difícil. A espadachim tentava ao máximo não lembrar-se do rosto de Konoka durante todos aqueles dias, apesar de a cada vez que ela dormisse fosse somente a garota que ela visse. Estava fraca, com saudades, ainda era somente uma adolescente apaixonada. Provavelmente fosse o maior amor da sua vida, mas.... quem sabe ela pudesse sobreviver de amores menores. Tantos fazem isso.

             Setsuna continuava caminhando de uma forma meio lenta, mas contínua, enquanto ainda questionava-se e debatia com suas vontades e medos. Já estava sinceramente de ter que pensar tanto no assunto. Provavelmente pessoas como Asuna, que primeiro vivem para depois pensar eram realmente as mais felizes e despreocupadas. Isso lhe fazia perguntar se realmente devia se preocupar também. Afinal, a vida é algo tão rápido e simples, porque complicar tanto?

            “Eu nunca vou entender porque você se preocupa com algo que não seja fazer Kono-chan feliz” comentou a sua parte conflituosa da consciência. Fazia tempo que a garota não parava para escutar os comentários ultra-sinceros que essa sua parte lhe fazia:

            - Eu não quero que ela sofra mais quando formos separadas. – respondeu a shinmei, desviando de uma pedra lisa, escutando somente o leve som do vento, já que o resto era silêncio. Era simples e irremediável.

            “E o que garante que vocês serão separadas?”

            - Não é óbvio que nem o grão-mestre, nem o Diretor, nem ninguém das associações vai aceitar? – respondeu levemente irritada Setsuna. Porque ela tinha que se forçar a passar por todos aqueles argumentos novamente?

            “E seu amor é mesmo mais fraco do que a vontade de um grupo de velhos? Você não iria lutar até o fim, fugir se preciso, para ver Konoka sorrir novamente?”.

            Ela realmente detestava essa sinceridade que não sabia de onde vinha:

            - É claro que eu faria....

            “Então pra que fazer ela chorar desde agora?”.

            - ....

            “Setsuna-kun” veio a voz de uma outra pessoa a mente da espadachim, uma voz que ela ouvira naquela mesma manhã, no templo shinmei.

“Você deve sempre seguir o seu coração. Somente quando entender seu coração e viver aquilo que ele lhe diz é que vai encontrar a sua verdadeira sabedoria, a força que vai sempre ajudar a viver e conquistar seus objetivos.”. Foi o que lhe disse aquela mulher tão jovem e tão poderosa, sorrindo-lhe como se falasse a uma pequena criança que não sabe de nada da vida.

            O que era a absoluta realidade. Setsuna ainda não sabia de nada sobre a vida e a felicidade, porque era Konoka quem lhe estava ensinando o que era ser feliz.

            Ela parou de caminhar quando chegou ao cruzamento de duas ruas comuns. Levantou os olhos para observar o céu. Estava completamente cinzento, mas não parecia infeliz. Nem mesmo ar árvores desfolhadas pareciam tristes, elas sabiam que o inverno viria e estavam preparadas.

Era ali que devia escolher. Seguindo em frente, iria parar na estação, o caminho de volta a Mahora, porém para a esquerda estava o caminho dos cantos ocultos de Kyoto, onde ela sabia que Tsukuyomi estava esperando. Não era à toa que até mesmo um telefonema inesperado ela recebera enquanto vinha de trem para a cidade.

Alguém lhe esperava em Mahora.

Alguém sempre lhe esperava ali, em Kyoto.

A sua cabeça lhe dizia que era imprudente ir em frente.

O seu coração estava já esperando na porta do trem de volta.

O vento do inverno soprou forte, fazendo os cabelos sobre a face da garota voarem para longe:

- Miyazaki-san, Aoyama-sama.... obrigada... eu realmente sou uma idiota às vezes.

E seus pés seguiram para encontrar com seu coração.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Posted by LKMazaki

TESTANDO

Desculpem pelo inconveniente, a verdade é que ouve um problema relacionado ao layout do blog e estamos tentando achar a solução.
O erro consiste na não aparição das postagens, a não ser a mais nova, na página inicial do KAS. Todas as outras páginas estão corretas e todas as postagens ainda estão disponíveis para os leitores.

Obrigado pela compreensão.
Posted by Se-chan

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