LiVeS 22
CENA 22: ETERNIDADE EM UMA HORA
O sol já começava a se aproximar do horizonte naquela tarde dentro do refúgio de Evangeline. Como era de costume quase todos os membros da Ala Alba estavam presentes no lugar, alguns assistindo ao treino diário do jovem professor-mago, outros tendo seus próprios treinos, e outros ainda fazendo coisas nada relacionadas a treinos ou lutas.
Estranhamente Setsuna Sakurazaki se encontrava no terceiro grupo de pessoas. Deveria na verdade estar treinando como sempre fazia no refúgio para melhorar sua técnica, mas naquela tarde não estava conseguindo se concentrar em nada direito. Isso porque uma estranha sensação que não conseguia discernir estava incomodando-a desde que acordara naquela manhã. Ao invés de treinar observava o de Negi contra Chachamaru e Chachazero de longe com o olhar vago, mas isso provavelmente não tinha haver com a sensação misteriosa, mas sim com o fato de Konoka estar com a cabeça deitada no seu ombro a quase meia hora respirando no seu cangote:
- Ah... Kono-chan? – chamou a espadachim corada pela situação. Mesmo que tivesse “se entendido” com a quase-maga, não lhe agradáva nem um pouco a idéia de expor essa nova fase da relação das duas as outras garotas, principalmente a repórter e a mangaka (provavelmente Mahora inteira saberia menos de vinte e quatro horas depois se a informação caísse nas mãos da Paru). Já bastava Negi, Asuna e Kamo terem visto o “cuidado médico” que Konoka havia aplicado-lhe após o treino da tarde anterior.
- O que foi Set-chan? – perguntou Konoka com a voz calma. Acabara de descobrir que o cheiro da pele de sua protetora tinha um forte efeito anestesiante sobre seus sentidos normais e um efeito... “bem interessante” sobre outros sentidos que ainda não conhecia bem em si mesma.
- Ah... – Setsuna reparou no tumultuo que se fazia mais adiante: parecia que as garotas haviam conseguido uma desculpa para iniciar uma festa com o estoque pessoal de vinho de Evangeline que estava esbravejando. De repente uma idéia bem ousada e ao mesmo tempo extremamente convidativa surgiu na mente da meio-uzoku.
- Que houve? – perguntou a garota de longos cabelos erguendo-se para olhar a outra nos olhos. – Que cara é essa Set-chan?
Setsuna corou por um instante, mas rapidamente acalmou-se. “Vamos lá... qual o problema afinal?” disse sua consciência apoiando seu instinto que dizia para dar vazão a sua idéia repentina. O estranho é que essa vontade parecia surgir de algum lugar próximo de onde estava a estranha sensação que vinha tendo o dia todo:
- Você quer voar? – perguntou a espadachim com um olhar direto e sem nenhuma timidez para Konoka que sentiu o coração dar um pulo diante dos olhos profundos da garota.
- Voar? Agora? – perguntou confusa e ao mesmo tempo ansiosa.
- É. Pra algum lugar mais calmo. – Setsuna não sabia por que, mas sentia que aquilo que dizia era a coisa mais certa a se fazer naquele momento. Mesmo que o convite dela pudesse ser interpretado de uma maneira maliciosa, a quase-maga sentia que não havia realmente nada de tão obscuro assim nas intenções de sua Set-chan. Que seria de tomar uma atitude assim tão repentinamente seria.... aquela outra pessoa.... mas ela já tinha ido para sempre.
- Ta bom.
Sem que as outras garotas notassem (elas pareciam mesmo era muito concentradas em fazer Evangeline aceitar de vez que se embriagassem com seus vinhos raros) Setsuna pegou Konoka no colo e abriu suas asas. Konoka sentiu uma emoção intensa ao ver aquelas asas brancas e límpidas. Nunca se cansaria de ver a figura angelical de sua Set-chan naquela forma. Ficava incontestavelmente igual a uma criatura divina daquele jeito (mesmo que ela própria nunca tivesse visto mesmo uma criatura divina alem dela). Era mesmo a garota de mais sorte no mundo por ser amada por seu anjo. Setsuna voou e desceu, desceu até a praia que havia no refúgio. Ali com certeza era bem distante dos olhares das outras pessoas. Era o local perfeito para passar algumas horas, ou quem sabe a eternidade, desfrutando da companhia intima de sua princesa.
A quase-maga não fez cerimônia sentando-se na areia perto do mar e puxar Setsuna para o seu lado. O céu estava começando a tingir-se de um laranja vivo e as duas passaram alguns segundos em silencio admirando a beleza daquele pôr-do-sol ilusório tão belo:
- Isso é melhor do que qualquer sonho que eu já tive, Set-chan. – disse Konoka quebrando o silencio, seus olhos ainda observando o horizonte. – Estar com você aqui agora é um sonho único.
Setsuna sentiu o coração aquecer-se a essas palavras. Mesmo que já tivesse ouvido antes, ainda era como algo inimaginável para ela. O amor de sua Kono-chan... quanto tempo havia sofrido por acreditar sentir algo não correspondido, por pensar que nunca poderia expressar seus sentimentos tão... verdadeiros. Mas tinha mesmo se tornado verdade que sua Kono-chan a amava e isso era algo tão incrível que ainda era difícil de acreditar:
- Eu... também... – a espadachim tentava dizer sem conseguir vencer completamente a timidez. Era tempo demais reprimindo seus sentimentos para libera-los de maneira tão fácil. - ... também estou muito feliz... de estar com você... aqui...
Konoka virou-se para encarar Setsuna. Os olhos negros da hanyo pareciam um abismo sem fim no qual queria perder-se para sempre. Sentia como se tivesse lutado toda a suas vida apenas para poder agora ver-se de frente para aqueles olhos. Sem perceber foi aproximando seu rosto do da “quase-alguma-coisa” que não fez nem menção de se afastar ou mesmo ficar desconcertada. Talvez também estivesse hipnotizada pelos olhos cor de chocolate da Konoe:
- Eu te amo de verdade Set-chan. – disse sem realmente perceber que falava e Setsuna aproximou-se mais. Konoka estava com o corpo quase encostado no da guerreira e ambas podiam sentir o calor do corpo uma da outra. Setsuna se conteve apenas por um segundo antes de acabar com a distancia que separava seus lábios dos de sua princesa.
Konoka perdeu a noção de realidade em meio as carícias de seu anjo. Setsuna degustava os lábios da maga com muito mais vontade e menos timidez do que fizera da vez anterior. Aos poucos os beijos foram se tornando mais quentes e profundos. A cada minuto que provava um pouco mais do calor da boca de Konoka, a espadachim tentava provar um pouco mais. Em determinado momento moveu-se e segurou o queixo de Konoka para que pudesse beijá-la profundamente. A quase-maga apenas aproveitava para também sentir o gosto que tinha sua Set-chan. Estava entorpecida por aquelas sensações de prazer, teve certeza que nenhuma bebida ou coisa qualquer poderia levá-la aquele estado de completo esquecimento do mundo.
“O que é ‘mundo’ mesmo, afinal?”.
O tempo foi passando sem que as duas percebessem e a noite caiu completamente tornando o céu negro e pontilhado de um número de estrelas sem fim. Setsuna envolvia a quase-maga completamente com o calor do seu corpo e dos seus beijos e Konoka segurava a espadachim junto a si com o a mão. Apenas depois de um tempo que parecera sem fim para ambas, elas se separaram e encostaram as testas. Setsuna manteve-se de olhos fechados como se relutasse em acordar de um sonho maravilhoso e Konoka admirava a face linda de sua protetora com um sorriso abobalhado que nem percebia estar:
- Já deve ser tarde. – comentou a espadachim ainda sem abrir os olhos sentindo o vento frio. – O mar já esta esfriando...
- ... – a outra apenas continuava a admirar sua “praticamente-alguma-coisa” com um sorriso que parecia querer se tornar perene ali. Setsuna abriu os olhos e encarou o rosto absurdamente belo e fofo de Konoka. Um terno sorriso também surgiu na face dela. Queria ficar ali pelo resort da vida a admirar a criatura mais bela do Universo. Infelizmente seu senso de “estraga-prazeres” despertava muito rapidamente e ela não conseguia ignorar o fato de que já devia ser muito tarde.
- Melhor voltarmos lá para cima. – disse ela despertando de vez e trazendo a quase-maga também de volta ao mundo.
- Dorme comigo, Set-chan?
- Quê?!
Dez minutos depois as duas entravam silenciosas pelo dormitório do refugio. Realmente deveria ter tido uma farra daquelas: havia copos e restos de comida por todos os lados, as garotas pareciam ter desmaiado depois da festa. Ninguém ali movia um músculo sequer enquanto dormia.
Konoka foi até um armário próximo para pegar um pijama. Havia se tornado tão normal a presença do grupo no refúgio outrora particular da vampira que já havia roupas para todas dormirem de reserva. Sem o menor pudor Konoka começara a despir-se e Setsuna corou violentamente ao virar-se para esta e vê-la desabotoando o sutiã. Teria gritado se não soubesse que isso acordaria a todas. Levou as mãos a boca e virou-se costas bruscamente. A quase-maga riu-se da reação da “realmente-ex-amiga” e continuou trocando-se calmamente.
De repente ocorreu a Setsuna que as duas dormiriam na mesma cama aquela noite. Seu rosto avermelhou-se perigosamente, mas a garota tratou de acalmar-se. Claro que nada aconteceria, e isso por dois motivos bem claros: não estavam realmente sozinhas ali (“Ah... nada que um pouco de silencio ou mesmo um feitiço de surdez não cuidasse”).......... ah........ bem, e dois: ainda era mesmo muito cedo para.....(“fazer coisas bem divertidas?”), NÃO! Ah....... a-a-adiantar tanto o relacionamento delas. Estava tão bom curtir cada novo passo assim, sem muita pressa.... por que avançar o sinal assim agora?(“Por que seria BOM demais....”)......................hum, a meio-uzoku nunca se acostumaria com as opiniões que vinha do seu sub-consciente...
“Ah.... os leitores vão mesmo ficar chupando dedo?! Que maldade....”.
- Não vem Set-chan? – chamou Konoka e só então Setsuna virou-se novamente na direção desta. A garota já estava sentada como uma criancinha esperando a hora de ir para o parque em uma cama de solteiro. De solteiro?! Ah... tinha mesmo que afastar esses pensamentos ‘sujos’(“Sujos nada! Ótimos!”). Se não, não conseguiria pregar os olhos aquela noite. Balançou a cabeça com força antes de ir até a Konoe.
Deitaram e Konoka rapidamente aninhou-se nos braços de sua Set-chan com o rosto não muito distante do desta. Setsuna sorriu, já estava completamente sob controle e podia admirar a fofura de sua princesa sem temer fazer ‘bobagens’ (“Ah.... estragou a onda dos leitores mesmo!”). Sono veio caindo sobre ambas rapidamente. A sensação de paz que sentiam cooperava incrivelmente para isso. A sensação de aperto que Setsuna sentia no peito havia desaparecido completamente. Era como se estivesse em paz por ter aproveitado verdadeiramente o tempo que tinha e agora não precisasse temer nada:
- Quero viver tardes assim para sempre Set-chan... – disse Konoka com os olhos semi-cerrados.
- Eu também Kono-chan. Quero ficar assim pra sempre com você... – respondeu Setsuna adormecendo logo em seguida e rapidamente a Konoe também dormiu. Tiveram sonhos tranqüilos aquela noite, na verdade o melhor sonho deveria ser relembrar as horas aproveitadas naquela tarde ilusória. Ambas tinham certeza de que nada podia separa-las ou lhes fazer qualquer mal. Tinham uma a outra.
“Gostaria mesmo que isso fosse verdade” disse uma voz no escuro daquela noite literalmente mágica.
O sol já começava a se aproximar do horizonte naquela tarde dentro do refúgio de Evangeline. Como era de costume quase todos os membros da Ala Alba estavam presentes no lugar, alguns assistindo ao treino diário do jovem professor-mago, outros tendo seus próprios treinos, e outros ainda fazendo coisas nada relacionadas a treinos ou lutas.
Estranhamente Setsuna Sakurazaki se encontrava no terceiro grupo de pessoas. Deveria na verdade estar treinando como sempre fazia no refúgio para melhorar sua técnica, mas naquela tarde não estava conseguindo se concentrar em nada direito. Isso porque uma estranha sensação que não conseguia discernir estava incomodando-a desde que acordara naquela manhã. Ao invés de treinar observava o de Negi contra Chachamaru e Chachazero de longe com o olhar vago, mas isso provavelmente não tinha haver com a sensação misteriosa, mas sim com o fato de Konoka estar com a cabeça deitada no seu ombro a quase meia hora respirando no seu cangote:
- Ah... Kono-chan? – chamou a espadachim corada pela situação. Mesmo que tivesse “se entendido” com a quase-maga, não lhe agradáva nem um pouco a idéia de expor essa nova fase da relação das duas as outras garotas, principalmente a repórter e a mangaka (provavelmente Mahora inteira saberia menos de vinte e quatro horas depois se a informação caísse nas mãos da Paru). Já bastava Negi, Asuna e Kamo terem visto o “cuidado médico” que Konoka havia aplicado-lhe após o treino da tarde anterior.
- O que foi Set-chan? – perguntou Konoka com a voz calma. Acabara de descobrir que o cheiro da pele de sua protetora tinha um forte efeito anestesiante sobre seus sentidos normais e um efeito... “bem interessante” sobre outros sentidos que ainda não conhecia bem em si mesma.
- Ah... – Setsuna reparou no tumultuo que se fazia mais adiante: parecia que as garotas haviam conseguido uma desculpa para iniciar uma festa com o estoque pessoal de vinho de Evangeline que estava esbravejando. De repente uma idéia bem ousada e ao mesmo tempo extremamente convidativa surgiu na mente da meio-uzoku.
- Que houve? – perguntou a garota de longos cabelos erguendo-se para olhar a outra nos olhos. – Que cara é essa Set-chan?
Setsuna corou por um instante, mas rapidamente acalmou-se. “Vamos lá... qual o problema afinal?” disse sua consciência apoiando seu instinto que dizia para dar vazão a sua idéia repentina. O estranho é que essa vontade parecia surgir de algum lugar próximo de onde estava a estranha sensação que vinha tendo o dia todo:
- Você quer voar? – perguntou a espadachim com um olhar direto e sem nenhuma timidez para Konoka que sentiu o coração dar um pulo diante dos olhos profundos da garota.
- Voar? Agora? – perguntou confusa e ao mesmo tempo ansiosa.
- É. Pra algum lugar mais calmo. – Setsuna não sabia por que, mas sentia que aquilo que dizia era a coisa mais certa a se fazer naquele momento. Mesmo que o convite dela pudesse ser interpretado de uma maneira maliciosa, a quase-maga sentia que não havia realmente nada de tão obscuro assim nas intenções de sua Set-chan. Que seria de tomar uma atitude assim tão repentinamente seria.... aquela outra pessoa.... mas ela já tinha ido para sempre.
- Ta bom.
Sem que as outras garotas notassem (elas pareciam mesmo era muito concentradas em fazer Evangeline aceitar de vez que se embriagassem com seus vinhos raros) Setsuna pegou Konoka no colo e abriu suas asas. Konoka sentiu uma emoção intensa ao ver aquelas asas brancas e límpidas. Nunca se cansaria de ver a figura angelical de sua Set-chan naquela forma. Ficava incontestavelmente igual a uma criatura divina daquele jeito (mesmo que ela própria nunca tivesse visto mesmo uma criatura divina alem dela). Era mesmo a garota de mais sorte no mundo por ser amada por seu anjo. Setsuna voou e desceu, desceu até a praia que havia no refúgio. Ali com certeza era bem distante dos olhares das outras pessoas. Era o local perfeito para passar algumas horas, ou quem sabe a eternidade, desfrutando da companhia intima de sua princesa.
A quase-maga não fez cerimônia sentando-se na areia perto do mar e puxar Setsuna para o seu lado. O céu estava começando a tingir-se de um laranja vivo e as duas passaram alguns segundos em silencio admirando a beleza daquele pôr-do-sol ilusório tão belo:
- Isso é melhor do que qualquer sonho que eu já tive, Set-chan. – disse Konoka quebrando o silencio, seus olhos ainda observando o horizonte. – Estar com você aqui agora é um sonho único.
Setsuna sentiu o coração aquecer-se a essas palavras. Mesmo que já tivesse ouvido antes, ainda era como algo inimaginável para ela. O amor de sua Kono-chan... quanto tempo havia sofrido por acreditar sentir algo não correspondido, por pensar que nunca poderia expressar seus sentimentos tão... verdadeiros. Mas tinha mesmo se tornado verdade que sua Kono-chan a amava e isso era algo tão incrível que ainda era difícil de acreditar:
- Eu... também... – a espadachim tentava dizer sem conseguir vencer completamente a timidez. Era tempo demais reprimindo seus sentimentos para libera-los de maneira tão fácil. - ... também estou muito feliz... de estar com você... aqui...
Konoka virou-se para encarar Setsuna. Os olhos negros da hanyo pareciam um abismo sem fim no qual queria perder-se para sempre. Sentia como se tivesse lutado toda a suas vida apenas para poder agora ver-se de frente para aqueles olhos. Sem perceber foi aproximando seu rosto do da “quase-alguma-coisa” que não fez nem menção de se afastar ou mesmo ficar desconcertada. Talvez também estivesse hipnotizada pelos olhos cor de chocolate da Konoe:
- Eu te amo de verdade Set-chan. – disse sem realmente perceber que falava e Setsuna aproximou-se mais. Konoka estava com o corpo quase encostado no da guerreira e ambas podiam sentir o calor do corpo uma da outra. Setsuna se conteve apenas por um segundo antes de acabar com a distancia que separava seus lábios dos de sua princesa.
Konoka perdeu a noção de realidade em meio as carícias de seu anjo. Setsuna degustava os lábios da maga com muito mais vontade e menos timidez do que fizera da vez anterior. Aos poucos os beijos foram se tornando mais quentes e profundos. A cada minuto que provava um pouco mais do calor da boca de Konoka, a espadachim tentava provar um pouco mais. Em determinado momento moveu-se e segurou o queixo de Konoka para que pudesse beijá-la profundamente. A quase-maga apenas aproveitava para também sentir o gosto que tinha sua Set-chan. Estava entorpecida por aquelas sensações de prazer, teve certeza que nenhuma bebida ou coisa qualquer poderia levá-la aquele estado de completo esquecimento do mundo.
“O que é ‘mundo’ mesmo, afinal?”.
O tempo foi passando sem que as duas percebessem e a noite caiu completamente tornando o céu negro e pontilhado de um número de estrelas sem fim. Setsuna envolvia a quase-maga completamente com o calor do seu corpo e dos seus beijos e Konoka segurava a espadachim junto a si com o a mão. Apenas depois de um tempo que parecera sem fim para ambas, elas se separaram e encostaram as testas. Setsuna manteve-se de olhos fechados como se relutasse em acordar de um sonho maravilhoso e Konoka admirava a face linda de sua protetora com um sorriso abobalhado que nem percebia estar:
- Já deve ser tarde. – comentou a espadachim ainda sem abrir os olhos sentindo o vento frio. – O mar já esta esfriando...
- ... – a outra apenas continuava a admirar sua “praticamente-alguma-coisa” com um sorriso que parecia querer se tornar perene ali. Setsuna abriu os olhos e encarou o rosto absurdamente belo e fofo de Konoka. Um terno sorriso também surgiu na face dela. Queria ficar ali pelo resort da vida a admirar a criatura mais bela do Universo. Infelizmente seu senso de “estraga-prazeres” despertava muito rapidamente e ela não conseguia ignorar o fato de que já devia ser muito tarde.
- Melhor voltarmos lá para cima. – disse ela despertando de vez e trazendo a quase-maga também de volta ao mundo.
- Dorme comigo, Set-chan?
- Quê?!
Dez minutos depois as duas entravam silenciosas pelo dormitório do refugio. Realmente deveria ter tido uma farra daquelas: havia copos e restos de comida por todos os lados, as garotas pareciam ter desmaiado depois da festa. Ninguém ali movia um músculo sequer enquanto dormia.
Konoka foi até um armário próximo para pegar um pijama. Havia se tornado tão normal a presença do grupo no refúgio outrora particular da vampira que já havia roupas para todas dormirem de reserva. Sem o menor pudor Konoka começara a despir-se e Setsuna corou violentamente ao virar-se para esta e vê-la desabotoando o sutiã. Teria gritado se não soubesse que isso acordaria a todas. Levou as mãos a boca e virou-se costas bruscamente. A quase-maga riu-se da reação da “realmente-ex-amiga” e continuou trocando-se calmamente.
De repente ocorreu a Setsuna que as duas dormiriam na mesma cama aquela noite. Seu rosto avermelhou-se perigosamente, mas a garota tratou de acalmar-se. Claro que nada aconteceria, e isso por dois motivos bem claros: não estavam realmente sozinhas ali (“Ah... nada que um pouco de silencio ou mesmo um feitiço de surdez não cuidasse”).......... ah........ bem, e dois: ainda era mesmo muito cedo para.....(“fazer coisas bem divertidas?”), NÃO! Ah....... a-a-adiantar tanto o relacionamento delas. Estava tão bom curtir cada novo passo assim, sem muita pressa.... por que avançar o sinal assim agora?(“Por que seria BOM demais....”)......................hum, a meio-uzoku nunca se acostumaria com as opiniões que vinha do seu sub-consciente...
“Ah.... os leitores vão mesmo ficar chupando dedo?! Que maldade....”.
- Não vem Set-chan? – chamou Konoka e só então Setsuna virou-se novamente na direção desta. A garota já estava sentada como uma criancinha esperando a hora de ir para o parque em uma cama de solteiro. De solteiro?! Ah... tinha mesmo que afastar esses pensamentos ‘sujos’(“Sujos nada! Ótimos!”). Se não, não conseguiria pregar os olhos aquela noite. Balançou a cabeça com força antes de ir até a Konoe.
Deitaram e Konoka rapidamente aninhou-se nos braços de sua Set-chan com o rosto não muito distante do desta. Setsuna sorriu, já estava completamente sob controle e podia admirar a fofura de sua princesa sem temer fazer ‘bobagens’ (“Ah.... estragou a onda dos leitores mesmo!”). Sono veio caindo sobre ambas rapidamente. A sensação de paz que sentiam cooperava incrivelmente para isso. A sensação de aperto que Setsuna sentia no peito havia desaparecido completamente. Era como se estivesse em paz por ter aproveitado verdadeiramente o tempo que tinha e agora não precisasse temer nada:
- Quero viver tardes assim para sempre Set-chan... – disse Konoka com os olhos semi-cerrados.
- Eu também Kono-chan. Quero ficar assim pra sempre com você... – respondeu Setsuna adormecendo logo em seguida e rapidamente a Konoe também dormiu. Tiveram sonhos tranqüilos aquela noite, na verdade o melhor sonho deveria ser relembrar as horas aproveitadas naquela tarde ilusória. Ambas tinham certeza de que nada podia separa-las ou lhes fazer qualquer mal. Tinham uma a outra.
“Gostaria mesmo que isso fosse verdade” disse uma voz no escuro daquela noite literalmente mágica.
LiVeS 21
CENA 21: OBJETIVOS
A manhã se iniciava quieta na floresta próxima a cidade acadêmica de Mahora. Parecia que tudo estava parado, que a própria natureza estava dormindo. Tudo ali parecia estático a não ser dois seres humanos que caminhavam lado a lado enquanto conversavam serenamente, como se temessem despertar a natureza de seu sono magnífico:
- O clima da manhã não é mesmo formidável querida? – perguntou Mash Magno recolhendo uma pequena flor pelo caminho e guardando-a em um pote pequeno e de aspecto frágil.
- ... – Setsuna-P nada respondeu ao comentário, na verdade o mago vinha tentando driblar a mudez da ex-shikigami desde o segundo dia convivendo com está, mas ainda não tinha conseguido muito sucesso. A quase-garota parecia sempre distante, concentrada em algo além que ele não podia ver.
- Pensando em seus objetivos querida? – perguntou suave como sempre. A “garota” encarou-o por um momento antes de responder.
- Talvez... e você, o que está fazendo catando essas ervas? – perguntou e o mago sentiu feliz por ela estar puxando conversa depois de cinco dias de silêncio.
- Ah... isto é só uma pequena precaução para a nossa breve investida... – respondeu sendo vago. Queria muito conversar com a quase-humana, mas interessava-se mesmo em tentar entender uma mente tão diferente e única que levara um shikigami até o estado em que se encontrava agora.
- “Nossa investida”... – repetiu refletindo a ex-shikigami. – Desde quando essa investida é nossa? Eu estou apenas retribuindo o favor que me fez salvando minha vida...
Mash demorou alguns segundo para processar a frieza das palavras da “garota”:
- Ora minha querida. Pensei que seus objetivos também estivessem em Mahora...
- “Meus objetivos”... – Setsuna-P refletia sem expor seus pensamentos. Mash teria dito a sua querida que não é um hábito muito educado ficar repetindo as palavras das outras pessoas com esse tom de desdém e dúvida que ela fazia se não estivesse interessado em descobrir mais do jeito de ser dela.
- Eu não estou certo?
- O que você sabe sobre os meus objetivos? – desafiou a quase-humana parando de caminhar e encarando seu salvador. Mash se surpreendia com a falta de temor pelo que poderia acontecer se ela desafiasse seu protetor. Claro que ele nunca faria mal a ela, mas ela deveria ao menos ponderar sobre o risco...
- Pouco. Por isso mesmo gostaria de ouvir de sua boca quais são eles, minha querida. – respondeu no tom mais afável e lisonjeiro que possuía. Setsuna-P não pode evitar sentir-se convidada a falar.
- Eu vou entrar em Mahora e tomar para mim Konoka Ojou-sama... – começou a “ex-shikigami” sem vergonha nenhuma de suas palavras. - ... eu preciso.... mereço...
- E em dois dias estará em perfeitas condições de obter isto! – apoiou Mash sendo cavalheiresco. – Apenas dois dias...
- Mas.... antes de mais nada... eu vou... me tornar Setsuna Sakurazaki...
Fez silêncio por um instante:
- Acho que não consegui acompanhar seu pensamento querida... – admitiu Mash que realmente fora pego de surpresa.
- Eu vou mata-la.... e terei a vida que mereço.... serei real...
Setsuna-P parecia absorta em seu próprio universo de aspirações e desejos. Parecia que nem mais notava a presença do mago logo a sua frente. Mash sentiu encantado e ameaçado ao mesmo tempo por aquela atitude:
- E como pretende fazer isso?
- .... você verá na hora... – respondeu vagamente Setsuna-P.
Mash teve a certeza de que ela nunca conseguiria mesmo atingir esse objetivo, claro que nunca magoaria seus sentimentos revelando-lhe esta verdade, mas tinha todas as certezas do mundo. Como seria possível realizar o que queria? Obter a vida de outra pessoa para si?
- E você? – perguntou de repente a quase-garota sentando-se em uma pedra logo ali. Encarava-o com curiosidade e o mago de presença imponente com sua capa negra não conseguiu deixar de sentir-se hipnotizado pelo rosto angelical moldado por aqueles cabelos negros lisos caídos pelos ombros. – Qual são, afinal, os seus objetivos?
- Eu vou entrar em Mahora e encontrar uma fonte secreta de poder mágico escondida pelo próprio Thousand Máster. Depois vou adquirir esse poder e vencer o lendário assassino que se infiltrou no Japão e me tornar uma lenda no mundo da magia. – contou o homem de meia idade com os olhos sonhadores. Setsuna-P(*gota*) observou reticente a quase narrativa fantasiosa do homem.
- E como pretende conseguir isso? – questionou sem conseguir esconder a incredulidade quanto ao mago achar tão simples a idéia de invadir uma cidade guardada por mais de uma centena de magos treinados pra descobrir um tal poder oculto guardado pelo Magister Magi mais famoso de todos os tempos simples.
- ... você verá na hora... – respondeu vagamente o mago da mesma maneira que fizera a “garota”. Setsuna-P teve certeza que o homem já estava mesmo na idade de caducar e o estava. Era simplesmente impossível realizar tal feito, mesmo que o tal “poder secreto” estivesse mesmo de fácil acesso nos terrenos de Mahora.
O mago refletiu em silêncio por alguns instantes enquanto Setsuna-P apenas observava. Não que ela tivesse se afeiçoado ao homem, mas devia algum respeito por um mago que armara uma missão falsa de roubo do tal Chikarasei apenas para libertá-la dos laços com sua “criadora”. Não jogaria na cara já velha do misterioso Mash Magno que ele era um louco, mas apenas por consideração aos mais velhos:
- Em dois dias nós vamos dar nossos primeiros passos decisivos para a conquista dos nossos planos querida. – afirmou o mago acordando do seu devaneio e voltando a catar ervas e flores.
- É... vamos realizar “nossos planos”. – concordou Setsuna-P perdendo o olhar na direção de Mahora. Uma pequena ponta da estrutura da ponte que ligava Mahora ao mundo externo era visível e a quase-garota parecia hipnotizada pela visão. Seus pensamentos se concentravam em seus mais profundos desejos, mais especialmente nas duas pessoas que habitavam nas suas aspirações: Konoka Konoe e Setsuna Sakurazaki. Era engraçado como elas tinham um papel totalmente contrário nos seus planos.
“Eu vou me tornar real”.
- Sério mesmo que aconteceu isso?!?!
Asuna Kagurazaka e Setsuna Sakurazaki terminavam mais um treino de kendo àquela tarde. Os ânimos haviam aliviado depois da conversa entre Setsuna e Konoka no refugio no dia anterior. Mesmo que nenhuma das duas tivesse contado a ninguém o conteúdo da conversa, quase que instantaneamente Asuna, Negi, Kamo e Evangeline deduziram que as duas haviam se acertado. Até mesmo as outras garotas notaram a diferença no clima entre o “quarteto maravilha” (Negi, Asuna, Konoka e Setsuna), mesmo sem ter certeza do que acontecera Paru e Asakura tinham certeza de que se tratava de algo do tipo “escândalo do século”:
- Quer dizer que aquela “vaca-anã” da tal Tsukuyomi teve a cara-de-pau de te agarrar assim a força?! – escandalizou-se a ruiva guardando a carta de pacto que até pouco era uma enorme espada.
- Não precisa falar tão alto assim Asuna... – advertiu Setsuna olhando para mais a frente onde Negi e Konoka conversavam enquanto assistiam ao treino.
- Bom, pelo menos você teve a dignidade de se livrar dela bem rapidinho... já a Kon...
- Não vamos entrar nesse assunto. – pediu a espadachim guardando Yuunagi e enxugando o suor. Asuna pode perceber uma leve sombra de abatimento passar pelo rosto da amiga. Mesmo que tivesse perdoado o acontecido era mesmo uma falta de delicadeza da parte dela tocar num assunto tão recente.
- Foi mal... – a ruiva sentiu desconfortável por um instante, mas a veterana fez questão de apagar aquele clima.
- Não se preocupe, já é coisa do passado.
As duas se encararam. Era em momentos assim que Setsuna percebia como era incrível ter uma amizade verdadeira com a qual contar. Só mesmo com Asuna ela poderia se abrir e ter contado do “incidente” em Kioto e mesmo só ela seria capaz de faze-la sentir-se melhor com aquilo referindo-se a Tsukutomi como “vaca-anã”. “Vaca-anã.... sinceramente...”:
- Ei, se continuar me encarando assim é capaz da Konoka ficar com ciúmes de mim. – riu-se Asuna despertando a espadachim que desconcertou-se completamente.
- HEIM?! – Setsuna corou por inteiro à piada e Asuna riu abertamente da cara da amiga enquanto Negi e Konoka chegavam até elas.
- Puxa Asuna, suas técnicas estão muito boas mesmo! Formidáveis! – elogiou sem receio o jovem professor e a ruiva sentiu-se incomodada.
- Ta mesmo ficando muito boa nas técnicas Nee-san! – concordou Kamo.
- Você sempre se esforça tanto nos seus treinos Set-chan... – comentou Konoka com um tom de “não se esforce tanto assim, pode fazer mal”.
- Só faço tudo isso para proteger você Kono-chan. – respondeu a espadachim com um sorriso que pegou Konoka de surpresa, e acrescentou para que apenas ela ouvisse. – Para poder estar sempre perto de você...
Konoka corou. Realmente pouco a pouco Setsuna vinha aprendendo a demonstrar mais seus sentimentos sem medo. Estava mesmo sendo uma experiência extremamente agradável acompanhar essa evolução de sua Set-chan. Ainda mais sabendo que seria a principal pessoa a lucrar com essa evolução toda. Quando havia se tornado tão interesseira? Bom, mas ainda assim era uma ótima oportunidade...
- Ara Set-chan, você está machucada. – disse a quase-maga reparando em algo no rosto da espadachim.
- Ãh? – Setsuna não entendeu do que a garota se referia, mas antes que pudesse ter alguma reação Konoka encostou seus lábios nos dela.
Asuna nem reparou na cena por estar de costas, mas Negi quase teve um ataque ao ver as duas garotas se beijarem. Ficou estático e com uma cara de “velho-tarado” assim como o arminho no seu ombro. Ao se virar distraída a ruiva se deparou com a cena de um Negi prestes a babar e decidiu que, ao invés de um ataque cardíaco, seria mais útil fazer o garoto retornar a realidade dando-lhe um cutucão.
Setsuna não conseguiu ter nenhuma reação contraria ao “ataque” inesperado da sua “praticamente alguma coisa”, apenas aproveitou os instantes de contato com os lábios macios de Konoka antes que essa se afastasse e a espadachim voltasse a realidade corando violentamente afastando-se cinco metros para trás:
- K-K-K-K-Ko..... – tentava balbuciar a shinmei em protesto a algo que nem sabia o que seria, mas não conseguiu concluir o raciocínio mínimo necessário para formar uma palavra completa.
- Agora sim. Você estava com o lábio cortado Set-chan, deveria tomar mais cuidado durante seus treinos. – recomendou Konoka com seu sorriso de sempre que retornara com toda a força depois de acertar-se com Setsuna. Pouco a pouco a espadachim foi conseguindo sair do estado de choque e entender melhor o que tinha acontecido. – Vamos indo pessoal? – perguntou a quase-maga virando-se para Asuna e Negi como se nada tivesse acontecido.
- Ah...... bah...... – tentou dizer o garoto que parecia tão aturdido quanto Setsuna.
- ... Ta certo.... – concordou Asuna sem encarar Konoka, com a face meio corada.
Os quatro amigos (“amigos” só pra falar de uma maneira genérica...) partiram em direção a republica estudantil. Konoka conversava distraidamente com Kamo e Negi (o garoto ainda parecia um pouco abalado com a visão que tivera) enquanto Asuna e Setsuna aim seguindo-os um pouco mais silenciosas:
- Hunf... – resmungou a baka red torcendo a boca. Setsuna sentiu incomodada com o silencio da outra.
- Ah.... algum problema Asuna? – perguntou sabendo que estava sendo muito cara de pau em faze-lo.
- Nada demais... – respondeu evasiva e sua expressão foi se tornando zombeteira. Ela encarou a veterana com um sorrisinho maroto. – Você e a Konoka estão se dando bem mesmo, não?
- QUÊ?! – a espadachim ruborizou violentamente. Não tinha nem como responder ao comentário. Asuna aproveitou-se da falta de reação da amiga para começar a cantar baixinho numa voz fininha.
- Ta namorando... Ta namorando...
- ASUNA!?!?!?
- hehehehe.....
- Ah.... Konoka.... fico feliz que.... você e a Setsuna tenham voltado a se entender... – comentou Negi tentando ser impassível sem muito sucesso.
- Obrigada, Negi. – respondeu Konoka ficando rosada.
- Ta namorando.... ta namorando...
- ASUNA! DÁ PRA PARAR COM ISSO?!?!
Setsuna passou o resto do caminho de volta para a republica tentando de todas as maneiras calar a amiga. Isso incluindo sufocar e até técnicas shinmei para o divertimento de Negi, Konoka e Kamo que não podiam ouvir o que afinal a ruiva dizia para irritar tanto a tímida espadachim.
No intimo, porém, Konoka sentia como se estivesse sido sorteada na loteria tamanha era a sua felicidade. Poder “brincar” com sua Set-chan e ver uma cena divertida como aquela depois de.... bem, não importa realmente o que, mas.... não conseguia deixar mesmo de sentir como se tivesse acabado de acordar de um sonho ruim. Apenas um sonho que não poderia mais lhe fazer mal agora que estava bem acordada. Agora era só aproveitar os dias longos de paz e... outras coisas, que estavam ali.
“Nada vai nos atrapalhar de agora em diante Set-chan”.
A manhã se iniciava quieta na floresta próxima a cidade acadêmica de Mahora. Parecia que tudo estava parado, que a própria natureza estava dormindo. Tudo ali parecia estático a não ser dois seres humanos que caminhavam lado a lado enquanto conversavam serenamente, como se temessem despertar a natureza de seu sono magnífico:
- O clima da manhã não é mesmo formidável querida? – perguntou Mash Magno recolhendo uma pequena flor pelo caminho e guardando-a em um pote pequeno e de aspecto frágil.
- ... – Setsuna-P nada respondeu ao comentário, na verdade o mago vinha tentando driblar a mudez da ex-shikigami desde o segundo dia convivendo com está, mas ainda não tinha conseguido muito sucesso. A quase-garota parecia sempre distante, concentrada em algo além que ele não podia ver.
- Pensando em seus objetivos querida? – perguntou suave como sempre. A “garota” encarou-o por um momento antes de responder.
- Talvez... e você, o que está fazendo catando essas ervas? – perguntou e o mago sentiu feliz por ela estar puxando conversa depois de cinco dias de silêncio.
- Ah... isto é só uma pequena precaução para a nossa breve investida... – respondeu sendo vago. Queria muito conversar com a quase-humana, mas interessava-se mesmo em tentar entender uma mente tão diferente e única que levara um shikigami até o estado em que se encontrava agora.
- “Nossa investida”... – repetiu refletindo a ex-shikigami. – Desde quando essa investida é nossa? Eu estou apenas retribuindo o favor que me fez salvando minha vida...
Mash demorou alguns segundo para processar a frieza das palavras da “garota”:
- Ora minha querida. Pensei que seus objetivos também estivessem em Mahora...
- “Meus objetivos”... – Setsuna-P refletia sem expor seus pensamentos. Mash teria dito a sua querida que não é um hábito muito educado ficar repetindo as palavras das outras pessoas com esse tom de desdém e dúvida que ela fazia se não estivesse interessado em descobrir mais do jeito de ser dela.
- Eu não estou certo?
- O que você sabe sobre os meus objetivos? – desafiou a quase-humana parando de caminhar e encarando seu salvador. Mash se surpreendia com a falta de temor pelo que poderia acontecer se ela desafiasse seu protetor. Claro que ele nunca faria mal a ela, mas ela deveria ao menos ponderar sobre o risco...
- Pouco. Por isso mesmo gostaria de ouvir de sua boca quais são eles, minha querida. – respondeu no tom mais afável e lisonjeiro que possuía. Setsuna-P não pode evitar sentir-se convidada a falar.
- Eu vou entrar em Mahora e tomar para mim Konoka Ojou-sama... – começou a “ex-shikigami” sem vergonha nenhuma de suas palavras. - ... eu preciso.... mereço...
- E em dois dias estará em perfeitas condições de obter isto! – apoiou Mash sendo cavalheiresco. – Apenas dois dias...
- Mas.... antes de mais nada... eu vou... me tornar Setsuna Sakurazaki...
Fez silêncio por um instante:
- Acho que não consegui acompanhar seu pensamento querida... – admitiu Mash que realmente fora pego de surpresa.
- Eu vou mata-la.... e terei a vida que mereço.... serei real...
Setsuna-P parecia absorta em seu próprio universo de aspirações e desejos. Parecia que nem mais notava a presença do mago logo a sua frente. Mash sentiu encantado e ameaçado ao mesmo tempo por aquela atitude:
- E como pretende fazer isso?
- .... você verá na hora... – respondeu vagamente Setsuna-P.
Mash teve a certeza de que ela nunca conseguiria mesmo atingir esse objetivo, claro que nunca magoaria seus sentimentos revelando-lhe esta verdade, mas tinha todas as certezas do mundo. Como seria possível realizar o que queria? Obter a vida de outra pessoa para si?
- E você? – perguntou de repente a quase-garota sentando-se em uma pedra logo ali. Encarava-o com curiosidade e o mago de presença imponente com sua capa negra não conseguiu deixar de sentir-se hipnotizado pelo rosto angelical moldado por aqueles cabelos negros lisos caídos pelos ombros. – Qual são, afinal, os seus objetivos?
- Eu vou entrar em Mahora e encontrar uma fonte secreta de poder mágico escondida pelo próprio Thousand Máster. Depois vou adquirir esse poder e vencer o lendário assassino que se infiltrou no Japão e me tornar uma lenda no mundo da magia. – contou o homem de meia idade com os olhos sonhadores. Setsuna-P(*gota*) observou reticente a quase narrativa fantasiosa do homem.
- E como pretende conseguir isso? – questionou sem conseguir esconder a incredulidade quanto ao mago achar tão simples a idéia de invadir uma cidade guardada por mais de uma centena de magos treinados pra descobrir um tal poder oculto guardado pelo Magister Magi mais famoso de todos os tempos simples.
- ... você verá na hora... – respondeu vagamente o mago da mesma maneira que fizera a “garota”. Setsuna-P teve certeza que o homem já estava mesmo na idade de caducar e o estava. Era simplesmente impossível realizar tal feito, mesmo que o tal “poder secreto” estivesse mesmo de fácil acesso nos terrenos de Mahora.
O mago refletiu em silêncio por alguns instantes enquanto Setsuna-P apenas observava. Não que ela tivesse se afeiçoado ao homem, mas devia algum respeito por um mago que armara uma missão falsa de roubo do tal Chikarasei apenas para libertá-la dos laços com sua “criadora”. Não jogaria na cara já velha do misterioso Mash Magno que ele era um louco, mas apenas por consideração aos mais velhos:
- Em dois dias nós vamos dar nossos primeiros passos decisivos para a conquista dos nossos planos querida. – afirmou o mago acordando do seu devaneio e voltando a catar ervas e flores.
- É... vamos realizar “nossos planos”. – concordou Setsuna-P perdendo o olhar na direção de Mahora. Uma pequena ponta da estrutura da ponte que ligava Mahora ao mundo externo era visível e a quase-garota parecia hipnotizada pela visão. Seus pensamentos se concentravam em seus mais profundos desejos, mais especialmente nas duas pessoas que habitavam nas suas aspirações: Konoka Konoe e Setsuna Sakurazaki. Era engraçado como elas tinham um papel totalmente contrário nos seus planos.
“Eu vou me tornar real”.
- Sério mesmo que aconteceu isso?!?!
Asuna Kagurazaka e Setsuna Sakurazaki terminavam mais um treino de kendo àquela tarde. Os ânimos haviam aliviado depois da conversa entre Setsuna e Konoka no refugio no dia anterior. Mesmo que nenhuma das duas tivesse contado a ninguém o conteúdo da conversa, quase que instantaneamente Asuna, Negi, Kamo e Evangeline deduziram que as duas haviam se acertado. Até mesmo as outras garotas notaram a diferença no clima entre o “quarteto maravilha” (Negi, Asuna, Konoka e Setsuna), mesmo sem ter certeza do que acontecera Paru e Asakura tinham certeza de que se tratava de algo do tipo “escândalo do século”:
- Quer dizer que aquela “vaca-anã” da tal Tsukuyomi teve a cara-de-pau de te agarrar assim a força?! – escandalizou-se a ruiva guardando a carta de pacto que até pouco era uma enorme espada.
- Não precisa falar tão alto assim Asuna... – advertiu Setsuna olhando para mais a frente onde Negi e Konoka conversavam enquanto assistiam ao treino.
- Bom, pelo menos você teve a dignidade de se livrar dela bem rapidinho... já a Kon...
- Não vamos entrar nesse assunto. – pediu a espadachim guardando Yuunagi e enxugando o suor. Asuna pode perceber uma leve sombra de abatimento passar pelo rosto da amiga. Mesmo que tivesse perdoado o acontecido era mesmo uma falta de delicadeza da parte dela tocar num assunto tão recente.
- Foi mal... – a ruiva sentiu desconfortável por um instante, mas a veterana fez questão de apagar aquele clima.
- Não se preocupe, já é coisa do passado.
As duas se encararam. Era em momentos assim que Setsuna percebia como era incrível ter uma amizade verdadeira com a qual contar. Só mesmo com Asuna ela poderia se abrir e ter contado do “incidente” em Kioto e mesmo só ela seria capaz de faze-la sentir-se melhor com aquilo referindo-se a Tsukutomi como “vaca-anã”. “Vaca-anã.... sinceramente...”:
- Ei, se continuar me encarando assim é capaz da Konoka ficar com ciúmes de mim. – riu-se Asuna despertando a espadachim que desconcertou-se completamente.
- HEIM?! – Setsuna corou por inteiro à piada e Asuna riu abertamente da cara da amiga enquanto Negi e Konoka chegavam até elas.
- Puxa Asuna, suas técnicas estão muito boas mesmo! Formidáveis! – elogiou sem receio o jovem professor e a ruiva sentiu-se incomodada.
- Ta mesmo ficando muito boa nas técnicas Nee-san! – concordou Kamo.
- Você sempre se esforça tanto nos seus treinos Set-chan... – comentou Konoka com um tom de “não se esforce tanto assim, pode fazer mal”.
- Só faço tudo isso para proteger você Kono-chan. – respondeu a espadachim com um sorriso que pegou Konoka de surpresa, e acrescentou para que apenas ela ouvisse. – Para poder estar sempre perto de você...
Konoka corou. Realmente pouco a pouco Setsuna vinha aprendendo a demonstrar mais seus sentimentos sem medo. Estava mesmo sendo uma experiência extremamente agradável acompanhar essa evolução de sua Set-chan. Ainda mais sabendo que seria a principal pessoa a lucrar com essa evolução toda. Quando havia se tornado tão interesseira? Bom, mas ainda assim era uma ótima oportunidade...
- Ara Set-chan, você está machucada. – disse a quase-maga reparando em algo no rosto da espadachim.
- Ãh? – Setsuna não entendeu do que a garota se referia, mas antes que pudesse ter alguma reação Konoka encostou seus lábios nos dela.
Asuna nem reparou na cena por estar de costas, mas Negi quase teve um ataque ao ver as duas garotas se beijarem. Ficou estático e com uma cara de “velho-tarado” assim como o arminho no seu ombro. Ao se virar distraída a ruiva se deparou com a cena de um Negi prestes a babar e decidiu que, ao invés de um ataque cardíaco, seria mais útil fazer o garoto retornar a realidade dando-lhe um cutucão.
Setsuna não conseguiu ter nenhuma reação contraria ao “ataque” inesperado da sua “praticamente alguma coisa”, apenas aproveitou os instantes de contato com os lábios macios de Konoka antes que essa se afastasse e a espadachim voltasse a realidade corando violentamente afastando-se cinco metros para trás:
- K-K-K-K-Ko..... – tentava balbuciar a shinmei em protesto a algo que nem sabia o que seria, mas não conseguiu concluir o raciocínio mínimo necessário para formar uma palavra completa.
- Agora sim. Você estava com o lábio cortado Set-chan, deveria tomar mais cuidado durante seus treinos. – recomendou Konoka com seu sorriso de sempre que retornara com toda a força depois de acertar-se com Setsuna. Pouco a pouco a espadachim foi conseguindo sair do estado de choque e entender melhor o que tinha acontecido. – Vamos indo pessoal? – perguntou a quase-maga virando-se para Asuna e Negi como se nada tivesse acontecido.
- Ah...... bah...... – tentou dizer o garoto que parecia tão aturdido quanto Setsuna.
- ... Ta certo.... – concordou Asuna sem encarar Konoka, com a face meio corada.
Os quatro amigos (“amigos” só pra falar de uma maneira genérica...) partiram em direção a republica estudantil. Konoka conversava distraidamente com Kamo e Negi (o garoto ainda parecia um pouco abalado com a visão que tivera) enquanto Asuna e Setsuna aim seguindo-os um pouco mais silenciosas:
- Hunf... – resmungou a baka red torcendo a boca. Setsuna sentiu incomodada com o silencio da outra.
- Ah.... algum problema Asuna? – perguntou sabendo que estava sendo muito cara de pau em faze-lo.
- Nada demais... – respondeu evasiva e sua expressão foi se tornando zombeteira. Ela encarou a veterana com um sorrisinho maroto. – Você e a Konoka estão se dando bem mesmo, não?
- QUÊ?! – a espadachim ruborizou violentamente. Não tinha nem como responder ao comentário. Asuna aproveitou-se da falta de reação da amiga para começar a cantar baixinho numa voz fininha.
- Ta namorando... Ta namorando...
- ASUNA!?!?!?
- hehehehe.....
- Ah.... Konoka.... fico feliz que.... você e a Setsuna tenham voltado a se entender... – comentou Negi tentando ser impassível sem muito sucesso.
- Obrigada, Negi. – respondeu Konoka ficando rosada.
- Ta namorando.... ta namorando...
- ASUNA! DÁ PRA PARAR COM ISSO?!?!
Setsuna passou o resto do caminho de volta para a republica tentando de todas as maneiras calar a amiga. Isso incluindo sufocar e até técnicas shinmei para o divertimento de Negi, Konoka e Kamo que não podiam ouvir o que afinal a ruiva dizia para irritar tanto a tímida espadachim.
No intimo, porém, Konoka sentia como se estivesse sido sorteada na loteria tamanha era a sua felicidade. Poder “brincar” com sua Set-chan e ver uma cena divertida como aquela depois de.... bem, não importa realmente o que, mas.... não conseguia deixar mesmo de sentir como se tivesse acabado de acordar de um sonho ruim. Apenas um sonho que não poderia mais lhe fazer mal agora que estava bem acordada. Agora era só aproveitar os dias longos de paz e... outras coisas, que estavam ali.
“Nada vai nos atrapalhar de agora em diante Set-chan”.
LiVeS 20
Ae genteeeee *apressada*
capitulo novo e hiper-d+!!! >D
CENA 20: PRECISO TER O SEU SORRISO
O grupo das garotas que era mais próximo de Negi já havia percebido que algo havia dado errado na passagem de Setsuna-P por Mahora, mas comentavam isso apenas entre si. Já fazia quatro dias desde que Setsuna voltara a escola e o estranhamente o tempo parecia se arrastar para todas as pessoa próximas a ela e Konoka. Todas faziam um ar de “eu não sei de nada”, principalmente depois da briga que Asuna tivera com a neta do diretor em plena sala de aula porque Konoka havia conseguido tirar a nota mais baixa nos exames preliminares do semestre que haviam se realizado logo que Setsuna voltara.
Claro que Paru e Asakura já haviam inventado mil possibilidades do que poderia ter acontecido. Incrivelmente suas teorias pervertidas e sem-noção desta vez estavam muito próximas da realidade. Asuna apenas dizia que não deviam se meter naquilo, apesar dela própria estar fazendo questão de discutir com a quase-maga todos os dias criando um clima ainda mais pesado dentro do grupo. Yue comentava que provavelmente todas estavam contagiadas pela falta de alegria de Konoka e por isso os dias pareciam durar séculos a mais.
Era de tarde e estavam todos no resort de Evangeline. Negi treinava contra Chachamaru enquanto as garotas assistiam Kotarô e Kuu Fei lutando. Konoka havia se isolado de todos indo para um lado solitário do lugar, Asuna e Setsuna tentavam retomar o treino de kendô, mas a ruiva não parava de reclamar e esbravejar:
- Que droga, não agüento mais a Konoka! – disse ela entre dentes sentando-se no chão coçando o queixo. – Por que você não vai logo falar com ela e acabar com toda essa coisa? – perguntou a mestra encarando-a severamente.
- ... – Setsuna olhou de volta para a amiga sem dizer nada por alguns segundos e desviou o olhar, a ruiva não sabia, mas estava olhando na direção em que estava Konoka, mesmo sem vê-la, apenas para sentir sua presença mágica. A verdade é que os dias iam se arrastando e a dor de Setsuna ia se transformando em algo que ela não entendia. Tudo o que sabia é que ver Konoka naquele estado a consumia como um ácido. Mesmo assim não havia conseguido sequer trocar um olhar com a garota, de que tinha medo afinal? Será que não mais conseguiria consertar tudo aquilo e as duas viveriam como zumbis para sempre? Não... não era isso que ela queria...
- Vocês me dão raiva... – comentou Asuna olhando com raiva para o lugar onde estavam as outras garotas e viu que Negi (todo machucado e com marcas de mordida no braço) e Evangeline se aproximavam das duas.
- Ainda está fazendo-se de “garota traída”? – provocou a vampira com um sorrisinho maléfico e Setsuna desviou os olhos de onde estava Konoka para encará-la.
- Ah... mestra... – Negi fez uma careta à provocação. Vinha tentando conversar com a espadachim todos os dias para tentar convence-la a ir falar logo com a quase-maga, mas nunca pensara em ser tão direto assim.
- Sei que foi uma baita sacanagem o que aconteceu, mas pretende ficar nesse “chove e não molha” pra sempre garota? – continuou Evangeline encarando profundamente os olhos negros e cheios de duvidas e dor de Setsuna. – Sabe, até um Evangelho Negro pode errar nos assuntos amorosos, o que se dirá de uma maga branca mimada e folgada?!
- ... – Setsuna desviou o olhar dos da vampira. Já sabia de tudo aquilo, não precisava da “grande” ajuda da imortal para saber de tudo aquilo. – Por que isso te interessa?
- Hu... por que já basta eu ter me dado mal no amor. – Asuna e Negi se surpreenderam com essa resposta e encaram abobados a “menina”. – Não gosto de ver alguém fazendo idiotices quanto a isso...
- Ah... Setsuna... – Negi chamou e a espadachim olhou-o. – Sei que você não quer ver a Konoka daquele jeito triste...
Setsuna sentiu o peso das palavras dos três. Sim, erros podem ocorrer... sim, não queria ver sua Kono-chan triste como estava... sim...
Sem dizer nada Setsuna começou a caminhar na direção em que estava Konoka. Os três apenas assistiram a garota sumir em uma esquina que levava até o outro lado do resort. Evangeline abriu um sorriso maquiavélico:
- Esses jovens são tão idiotas... – comentou antes de voltar para seu quarto para continuar uma leitura. Negi e Asuna ainda ficaram em silêncio por um tempo até que o mago falou.
- Será que vai dar tudo certo Asuna?
- Eu espero. E se não der... eu quebro a cara da Setsuna.
Konoka olhava para o mar que refletia o sol se pondo no fim daquela tarde ilusória dentro do resort encostada em um parapeito. Seus pensamentos vazios e sem nexo. Não conseguia mais refletir sobre o que acontecera, na verdade não conseguia refletir sobre nada. Tudo o que tinha era a culpa cortando-lhe lentamente a alma. Não tinha coragem de falar com sua Set-chan, mas a cada dia sentia que acabaria morrendo por sentir sua falta. Queria tanto o conforto do abraço forte de sua protetora... por que tinha que ter estragado tudo?! As lágrimas tão comuns nesses dias desceram mais uma vez pelo seu rosto pálido e abatido.
Setsuna caminhava silenciosamente em direção a quase-maga. Tinha um nó sufocante no peito. Podia sentir a tristeza e dor emanando desta e sua própria dor crescia. Tinha que consertar aquela situação, não agüentaria mais viver sem ver o sorriso de Konoka. Precisava dele para existir realmente. Por que fora tão estúpida em sua reação diante do que acontecera com Setsuna-P? Podia muito bem ter gritado com sua protegida (apesar de que tinha certeza que nunca teria coragem para isso) e perdoado-a em seguida. Mas não... tinha que complicar tudo...
- Acho que precisamos conversar... – Konoka quase teve um enfarte quando ouviu a voz de Setsuna ao seu lado. Virou e constatou que era mesmo a espadachim quando seu coração deu um salto no peito. A mesma reação interna se passou na outra ao ver as lágrimas no rosto de sua protegida.
- Ah... Set-chan... – a quase-maga não esperava pela iniciativa da outra de se aproximar para conversar. Setsuna encostou-se também no parapeito para apreciar a vista, não sabia muito bem como dizer o que na sua mente era tão fácil.
Houve mais um minuto de silencio entre as duas garotas. Setsuna sem saber como remover a camada espessa de gelo entre elas e Konoka se sentindo indigna de falar qualquer coisa que fosse. Por fim a maga decidiu que as desculpas eram um bom começo:
- Sinto muito por tudo, Set-chan.... – a espadachim prendeu a respiração ao ouvir aquilo: ela, uma reles meio-uzoku, recebendo desculpas da futura herdeira das Associações de Magia do Japão? Simplesmente absurdo. – Sei que você deve ter sofrido muito por ver... bem... o que viu entre mim e... a Setsuna-P...
Setsuna notou o nome que Konoka usara. Um fio de alegria se instaurou no sei peito ao perceber que, apesar das coisas que havia feito Konoka ainda tratava Setsuna-P como devia: apenas como um shikigami:
- É... – Setsuna percebeu o som que escapou de seus lábios como resposta a seus pensamentos. Konoka sentiu a coragem de falar diminuir muito: realmente Setsuna ainda a odiava. Entrementes a espadachim chegava a conclusão de que realmente a voz da maga,mesmo fraca e entrecortada, era um elixir que refrescava sua alma.
- Sei que fui uma idiota Set-chan... – continuou a quase-maga reunindo todas as forças que tinha. Mesmo que não fosse mais poder viver o que sentia por sua guardiã, deveria contar a esta o quanto estava triste e arrependida. Mesmo que fosse para receber um adeus em seguida por ser a patricinha mais mimada e desprezível de todas. – Não queria que você sofresse... eu...
- Todos erram, não? – Konoka ficou paralisada quando ouviu a espadachim tomar a palavra. Ia ouvir tudo o que merecia afinal. – Até mesmo herdeiras de famílias poderosas podem errar, não acha?
A garota não conseguiu distinguir de primeira o significado das palavras de Setsuna. Observou o mar sem compreender, mas rapidamente o entendimento lhe chegou ao pensamento e ela olhou assustada para o lado dando de cara inesperadamente com os olhos castanhos que tanto a fazia sonhar. Não podia ser o que achava... seria bom demais... mas, pensando bem, seria uma atitude digna de um ser tão magnífico quanto sua Set-chan.
Setsuna engoliu em seco. Os olhos de sua Kono-chan nos dela, depois de uma semana que mais parecera séculos de distancia. Tinha que terminar o que começara. Não poderia conter-se por mais tempo encarando aqueles olhos negros tão belos:
- Por que não deixamos tudo isso pra lá... já passou mesmo. – disse a espadachim deixando uma lágrima escapar-lhe por um sentimento estranho que não sabia descrever: tudo o que sabia que estava a um passo de voltar a sonhar.
- Você... Set-chan... você me perdoa? – perguntou Konoka sem acreditar no que ouvia. Era mesmo aquilo?! Tinha vontade de gritar e medo de morrer a qualquer momento. Como uma espadachim tão linda e perfeita podia amar-lhe daquele jeito? Não merecia tal benção...
Setsuna sorriu de lado. O sorriso mais incrível do universo para Konoka. O sorriso que dava uma vontade de viver sem precedentes na quase-maga branca. Precisava mesmo daquele sorriso para viver:
- Eu não sou capaz de sentir raiva de você Kono-chan... – na mente de Setsuna não havia espaço para qualquer culpa ou vergonha agora. Podia expressar o que sentia da melhor maneira possível em palavras. – Eu não posso viver sem o seu sorriso... Kono-chan...
O tempo pareceu parar. As duas garotas se encararam e suas mentes estavam vazias. Não pensavam, apenas se olhavam nos olhos como se nunca tivessem se visto. O olhar entre elas lembrava o do dia em tinham mesmo se visto pela primeira vez. Profundo e eterno, cheio de um sentimento inexpressável que surgia quando duas pessoas estavam se tornando parte uma da outra pela alma. Realmente Setsuna-P não existia mais e na vida delas. Um sorriso brotou nos lábios de Konoka enquanto o de Setsuna se abriu um pouco mais:
- Você é um anjo.
- E você a patricinha mais linda de todas.
Konoka riu da piada inesperada de Setsuna. A espadachim sentiu a alma se iluminar ao ver aquela alegria. Teve certeza naquele momento que poderia passar a vida inteira fazendo a garota sorrir e sorrir novamente para ela. Seria uma vida maravilhosa com certeza. Não... talvez sorrir somente não fosse tudo o que quisesse.
Setsuna encostou seus lábios nos da sua protegida num impulso. A aprendiz de magia se surpreendeu por um momento, mas rapidamente se localizou e se entregou a sensação de ter os lábios carinhosamente tomados pelos de sua guardiã. Setsuna podia ver a luz do pôr do sol pelas pálpebras, mas tudo o que percebia éramos beijos de sua, sim, novamente sua, Kono-chan. O momento pareceu durar vários minutos e quem sabe tenha durado até que Setsuna se afastou e contemplou o rosto mais feliz da galáxia que era o de Konoka.
Konoka quase não conseguia conter-se para não sair pulando de felicidade: realmente seu anjo era uma criatura única e perfeita. Nunca haveria ninguém em seu coração além de sua Set-chan. Percebeu que, mesmo que cruzasse novamente com uma Setsuna-P, depois de sentir o quão grande e maravilhoso era o sentimento que havia entre elas, não cairia novamente na armadilha de se deixar levar por outros braços. Somente sua Set-chan a fazia sentir aquele sentimento indescritível, o que fazia ela achar que a vida só existia ao lado dela:
- Eu te amo Set-chan. – a quase-maga não conseguiu deixar de expressar o que sentia na frase que mais se aproximava do tamanho de sua felicidade. Outra lágrima escorreu pelo rosto de Setsuna. Não gostava de chorar, mas sua emoção era maior que qualquer pudor.
- Melhor voltarmos para junto do pessoal antes que venham nos caçar. – disse a espadachim. Claro que preferiria ficar a sós com sua Kono-chan, mas a prudência sempre vinha antes na mente dela. – Não acha, Kono-chan?
- É... - o sentimento de ouvir a voz de sua Set-chan chamando-a pelo apelido que somente ela tinha permissão de usar com aquele tom de voz carinhoso era mais do que Konoka imaginara ter depois de tudo o que havia ocorrido. Mas... pensando bem: o que tinha acontecido mesmo? Realmente era melhor deixar o passado bem enterrado no passado e só viver o hoje.
Setsuna tomou uma das mãos de Konoka com a sua para conduzi-la de volta para a inevitável realidade. Ambas perderam-se na troca de olhares mais uma vez, espadachim admirando aquele sorriso que a fazia sentir-se viva e a quase-maga saboreando os olhos doces de sua guardiã e o calor da sua mão na dela.
Konoka despertou de seu devaneio ao ouvir uma explosão distante. É... não tinham como fugir do mundo real. Mas isso não tinha importância na frente do fato de ter sua Set-chan novamente com ela. Esse pensamento fez o sorriso da garota aumentar. Dando um rápido beijo em Setsuna rumaram de volta para o mundo.
“Como ela parece tão melhor só com a sua presença...” comentou a consciência de Setsuna referindo-se a cor que parecia estar de volta quase que normalmente ao rosto de Konoka. Apesar de desconcertada com o pensamento, a shinmei ficou feliz por ter certeza que dali pra frente não haveria mais ninguém entre elas (talvez excluindo os conselhos das Associações de Magia do Japão, mas ainda era muito cedo para pensar em qualquer coisa desse tipo).
Eu e você mais uma vez...(pensou Setsuna).
Uma nova chance... (pensou Konoka).
“Ah... como o amor é lindo”
...
- Adolescentes são mesmo ridículos e idiotas quando se trata de amor... – conclui Evangeline do conforto da sua leitura.
capitulo novo e hiper-d+!!! >D
CENA 20: PRECISO TER O SEU SORRISO
O grupo das garotas que era mais próximo de Negi já havia percebido que algo havia dado errado na passagem de Setsuna-P por Mahora, mas comentavam isso apenas entre si. Já fazia quatro dias desde que Setsuna voltara a escola e o estranhamente o tempo parecia se arrastar para todas as pessoa próximas a ela e Konoka. Todas faziam um ar de “eu não sei de nada”, principalmente depois da briga que Asuna tivera com a neta do diretor em plena sala de aula porque Konoka havia conseguido tirar a nota mais baixa nos exames preliminares do semestre que haviam se realizado logo que Setsuna voltara.
Claro que Paru e Asakura já haviam inventado mil possibilidades do que poderia ter acontecido. Incrivelmente suas teorias pervertidas e sem-noção desta vez estavam muito próximas da realidade. Asuna apenas dizia que não deviam se meter naquilo, apesar dela própria estar fazendo questão de discutir com a quase-maga todos os dias criando um clima ainda mais pesado dentro do grupo. Yue comentava que provavelmente todas estavam contagiadas pela falta de alegria de Konoka e por isso os dias pareciam durar séculos a mais.
Era de tarde e estavam todos no resort de Evangeline. Negi treinava contra Chachamaru enquanto as garotas assistiam Kotarô e Kuu Fei lutando. Konoka havia se isolado de todos indo para um lado solitário do lugar, Asuna e Setsuna tentavam retomar o treino de kendô, mas a ruiva não parava de reclamar e esbravejar:
- Que droga, não agüento mais a Konoka! – disse ela entre dentes sentando-se no chão coçando o queixo. – Por que você não vai logo falar com ela e acabar com toda essa coisa? – perguntou a mestra encarando-a severamente.
- ... – Setsuna olhou de volta para a amiga sem dizer nada por alguns segundos e desviou o olhar, a ruiva não sabia, mas estava olhando na direção em que estava Konoka, mesmo sem vê-la, apenas para sentir sua presença mágica. A verdade é que os dias iam se arrastando e a dor de Setsuna ia se transformando em algo que ela não entendia. Tudo o que sabia é que ver Konoka naquele estado a consumia como um ácido. Mesmo assim não havia conseguido sequer trocar um olhar com a garota, de que tinha medo afinal? Será que não mais conseguiria consertar tudo aquilo e as duas viveriam como zumbis para sempre? Não... não era isso que ela queria...
- Vocês me dão raiva... – comentou Asuna olhando com raiva para o lugar onde estavam as outras garotas e viu que Negi (todo machucado e com marcas de mordida no braço) e Evangeline se aproximavam das duas.
- Ainda está fazendo-se de “garota traída”? – provocou a vampira com um sorrisinho maléfico e Setsuna desviou os olhos de onde estava Konoka para encará-la.
- Ah... mestra... – Negi fez uma careta à provocação. Vinha tentando conversar com a espadachim todos os dias para tentar convence-la a ir falar logo com a quase-maga, mas nunca pensara em ser tão direto assim.
- Sei que foi uma baita sacanagem o que aconteceu, mas pretende ficar nesse “chove e não molha” pra sempre garota? – continuou Evangeline encarando profundamente os olhos negros e cheios de duvidas e dor de Setsuna. – Sabe, até um Evangelho Negro pode errar nos assuntos amorosos, o que se dirá de uma maga branca mimada e folgada?!
- ... – Setsuna desviou o olhar dos da vampira. Já sabia de tudo aquilo, não precisava da “grande” ajuda da imortal para saber de tudo aquilo. – Por que isso te interessa?
- Hu... por que já basta eu ter me dado mal no amor. – Asuna e Negi se surpreenderam com essa resposta e encaram abobados a “menina”. – Não gosto de ver alguém fazendo idiotices quanto a isso...
- Ah... Setsuna... – Negi chamou e a espadachim olhou-o. – Sei que você não quer ver a Konoka daquele jeito triste...
Setsuna sentiu o peso das palavras dos três. Sim, erros podem ocorrer... sim, não queria ver sua Kono-chan triste como estava... sim...
Sem dizer nada Setsuna começou a caminhar na direção em que estava Konoka. Os três apenas assistiram a garota sumir em uma esquina que levava até o outro lado do resort. Evangeline abriu um sorriso maquiavélico:
- Esses jovens são tão idiotas... – comentou antes de voltar para seu quarto para continuar uma leitura. Negi e Asuna ainda ficaram em silêncio por um tempo até que o mago falou.
- Será que vai dar tudo certo Asuna?
- Eu espero. E se não der... eu quebro a cara da Setsuna.
Konoka olhava para o mar que refletia o sol se pondo no fim daquela tarde ilusória dentro do resort encostada em um parapeito. Seus pensamentos vazios e sem nexo. Não conseguia mais refletir sobre o que acontecera, na verdade não conseguia refletir sobre nada. Tudo o que tinha era a culpa cortando-lhe lentamente a alma. Não tinha coragem de falar com sua Set-chan, mas a cada dia sentia que acabaria morrendo por sentir sua falta. Queria tanto o conforto do abraço forte de sua protetora... por que tinha que ter estragado tudo?! As lágrimas tão comuns nesses dias desceram mais uma vez pelo seu rosto pálido e abatido.
Setsuna caminhava silenciosamente em direção a quase-maga. Tinha um nó sufocante no peito. Podia sentir a tristeza e dor emanando desta e sua própria dor crescia. Tinha que consertar aquela situação, não agüentaria mais viver sem ver o sorriso de Konoka. Precisava dele para existir realmente. Por que fora tão estúpida em sua reação diante do que acontecera com Setsuna-P? Podia muito bem ter gritado com sua protegida (apesar de que tinha certeza que nunca teria coragem para isso) e perdoado-a em seguida. Mas não... tinha que complicar tudo...
- Acho que precisamos conversar... – Konoka quase teve um enfarte quando ouviu a voz de Setsuna ao seu lado. Virou e constatou que era mesmo a espadachim quando seu coração deu um salto no peito. A mesma reação interna se passou na outra ao ver as lágrimas no rosto de sua protegida.
- Ah... Set-chan... – a quase-maga não esperava pela iniciativa da outra de se aproximar para conversar. Setsuna encostou-se também no parapeito para apreciar a vista, não sabia muito bem como dizer o que na sua mente era tão fácil.
Houve mais um minuto de silencio entre as duas garotas. Setsuna sem saber como remover a camada espessa de gelo entre elas e Konoka se sentindo indigna de falar qualquer coisa que fosse. Por fim a maga decidiu que as desculpas eram um bom começo:
- Sinto muito por tudo, Set-chan.... – a espadachim prendeu a respiração ao ouvir aquilo: ela, uma reles meio-uzoku, recebendo desculpas da futura herdeira das Associações de Magia do Japão? Simplesmente absurdo. – Sei que você deve ter sofrido muito por ver... bem... o que viu entre mim e... a Setsuna-P...
Setsuna notou o nome que Konoka usara. Um fio de alegria se instaurou no sei peito ao perceber que, apesar das coisas que havia feito Konoka ainda tratava Setsuna-P como devia: apenas como um shikigami:
- É... – Setsuna percebeu o som que escapou de seus lábios como resposta a seus pensamentos. Konoka sentiu a coragem de falar diminuir muito: realmente Setsuna ainda a odiava. Entrementes a espadachim chegava a conclusão de que realmente a voz da maga,mesmo fraca e entrecortada, era um elixir que refrescava sua alma.
- Sei que fui uma idiota Set-chan... – continuou a quase-maga reunindo todas as forças que tinha. Mesmo que não fosse mais poder viver o que sentia por sua guardiã, deveria contar a esta o quanto estava triste e arrependida. Mesmo que fosse para receber um adeus em seguida por ser a patricinha mais mimada e desprezível de todas. – Não queria que você sofresse... eu...
- Todos erram, não? – Konoka ficou paralisada quando ouviu a espadachim tomar a palavra. Ia ouvir tudo o que merecia afinal. – Até mesmo herdeiras de famílias poderosas podem errar, não acha?
A garota não conseguiu distinguir de primeira o significado das palavras de Setsuna. Observou o mar sem compreender, mas rapidamente o entendimento lhe chegou ao pensamento e ela olhou assustada para o lado dando de cara inesperadamente com os olhos castanhos que tanto a fazia sonhar. Não podia ser o que achava... seria bom demais... mas, pensando bem, seria uma atitude digna de um ser tão magnífico quanto sua Set-chan.
Setsuna engoliu em seco. Os olhos de sua Kono-chan nos dela, depois de uma semana que mais parecera séculos de distancia. Tinha que terminar o que começara. Não poderia conter-se por mais tempo encarando aqueles olhos negros tão belos:
- Por que não deixamos tudo isso pra lá... já passou mesmo. – disse a espadachim deixando uma lágrima escapar-lhe por um sentimento estranho que não sabia descrever: tudo o que sabia que estava a um passo de voltar a sonhar.
- Você... Set-chan... você me perdoa? – perguntou Konoka sem acreditar no que ouvia. Era mesmo aquilo?! Tinha vontade de gritar e medo de morrer a qualquer momento. Como uma espadachim tão linda e perfeita podia amar-lhe daquele jeito? Não merecia tal benção...
Setsuna sorriu de lado. O sorriso mais incrível do universo para Konoka. O sorriso que dava uma vontade de viver sem precedentes na quase-maga branca. Precisava mesmo daquele sorriso para viver:
- Eu não sou capaz de sentir raiva de você Kono-chan... – na mente de Setsuna não havia espaço para qualquer culpa ou vergonha agora. Podia expressar o que sentia da melhor maneira possível em palavras. – Eu não posso viver sem o seu sorriso... Kono-chan...
O tempo pareceu parar. As duas garotas se encararam e suas mentes estavam vazias. Não pensavam, apenas se olhavam nos olhos como se nunca tivessem se visto. O olhar entre elas lembrava o do dia em tinham mesmo se visto pela primeira vez. Profundo e eterno, cheio de um sentimento inexpressável que surgia quando duas pessoas estavam se tornando parte uma da outra pela alma. Realmente Setsuna-P não existia mais e na vida delas. Um sorriso brotou nos lábios de Konoka enquanto o de Setsuna se abriu um pouco mais:
- Você é um anjo.
- E você a patricinha mais linda de todas.
Konoka riu da piada inesperada de Setsuna. A espadachim sentiu a alma se iluminar ao ver aquela alegria. Teve certeza naquele momento que poderia passar a vida inteira fazendo a garota sorrir e sorrir novamente para ela. Seria uma vida maravilhosa com certeza. Não... talvez sorrir somente não fosse tudo o que quisesse.
Setsuna encostou seus lábios nos da sua protegida num impulso. A aprendiz de magia se surpreendeu por um momento, mas rapidamente se localizou e se entregou a sensação de ter os lábios carinhosamente tomados pelos de sua guardiã. Setsuna podia ver a luz do pôr do sol pelas pálpebras, mas tudo o que percebia éramos beijos de sua, sim, novamente sua, Kono-chan. O momento pareceu durar vários minutos e quem sabe tenha durado até que Setsuna se afastou e contemplou o rosto mais feliz da galáxia que era o de Konoka.
Konoka quase não conseguia conter-se para não sair pulando de felicidade: realmente seu anjo era uma criatura única e perfeita. Nunca haveria ninguém em seu coração além de sua Set-chan. Percebeu que, mesmo que cruzasse novamente com uma Setsuna-P, depois de sentir o quão grande e maravilhoso era o sentimento que havia entre elas, não cairia novamente na armadilha de se deixar levar por outros braços. Somente sua Set-chan a fazia sentir aquele sentimento indescritível, o que fazia ela achar que a vida só existia ao lado dela:
- Eu te amo Set-chan. – a quase-maga não conseguiu deixar de expressar o que sentia na frase que mais se aproximava do tamanho de sua felicidade. Outra lágrima escorreu pelo rosto de Setsuna. Não gostava de chorar, mas sua emoção era maior que qualquer pudor.
- Melhor voltarmos para junto do pessoal antes que venham nos caçar. – disse a espadachim. Claro que preferiria ficar a sós com sua Kono-chan, mas a prudência sempre vinha antes na mente dela. – Não acha, Kono-chan?
- É... - o sentimento de ouvir a voz de sua Set-chan chamando-a pelo apelido que somente ela tinha permissão de usar com aquele tom de voz carinhoso era mais do que Konoka imaginara ter depois de tudo o que havia ocorrido. Mas... pensando bem: o que tinha acontecido mesmo? Realmente era melhor deixar o passado bem enterrado no passado e só viver o hoje.
Setsuna tomou uma das mãos de Konoka com a sua para conduzi-la de volta para a inevitável realidade. Ambas perderam-se na troca de olhares mais uma vez, espadachim admirando aquele sorriso que a fazia sentir-se viva e a quase-maga saboreando os olhos doces de sua guardiã e o calor da sua mão na dela.
Konoka despertou de seu devaneio ao ouvir uma explosão distante. É... não tinham como fugir do mundo real. Mas isso não tinha importância na frente do fato de ter sua Set-chan novamente com ela. Esse pensamento fez o sorriso da garota aumentar. Dando um rápido beijo em Setsuna rumaram de volta para o mundo.
“Como ela parece tão melhor só com a sua presença...” comentou a consciência de Setsuna referindo-se a cor que parecia estar de volta quase que normalmente ao rosto de Konoka. Apesar de desconcertada com o pensamento, a shinmei ficou feliz por ter certeza que dali pra frente não haveria mais ninguém entre elas (talvez excluindo os conselhos das Associações de Magia do Japão, mas ainda era muito cedo para pensar em qualquer coisa desse tipo).
Eu e você mais uma vez...(pensou Setsuna).
Uma nova chance... (pensou Konoka).
“Ah... como o amor é lindo”
...
- Adolescentes são mesmo ridículos e idiotas quando se trata de amor... – conclui Evangeline do conforto da sua leitura.
PaRtNeRs 4
Minna-san!!!!!! (Traduzindo: Pessoal!!!!)
Como estão? Já se viciaram em alguma coisa nesse ano??? Mesmo que seja só pelo verão, já se viciaram???
Pois eu to viciada em muita coisa!! XD
Ta influenciando até no meu modo de agir e falar pelo pc!!
Eh que eu to viciada em Azumanga Daioh! Anime/Mangá fofíiiiiiiiiiisssiiiiimmoooooo!!!!!!!!! *.*
Eu jah tinha visto ele antes, mas deu vontade de rever..
Pra variar(Sarcasmo mor), a minha personagem preferida eh a Sakaki-san! Dublada pela Asakawa Yu(Dubladora tbm da Motoko de Love Hina, por isso o sarcasmo no inicio). Quem eh que viu Azumanga e não se lembra dela com o Neko-san??? Eh impossível não lembrar! Tãaaaaao fofo!!! *.* Além disso, quem eh que naum amouuuu ela vestindo gakuran(uniforme com casaco de gola alta e comprido. Pra quem eh observador, em vários animes aparecem alunos baderneiros usando gakuran. Sério, mas é um uniforme bem estiloso >D) ALEEEEMMM dela rolando no chão com o Maia nos braços dizendo “Você é tão fofo!” e suspirando!!!!! *.* ela é TÃAAOOOOOO legalllllllllllllllllllllllllllllllllllllll.... *viciada na personagem. Ela eh uma das minhas preferidas de todos os animes que jah vi! >D*
Eu bem que queria fazer um cosplay de Azumanga, mas eu não sei de quem! Sakaki tem 1,74 m de atura, enquanto eu tenho.... 1 e 50 e 1 ou 2 m de altura (XD). Osaka eh mto tapada pra mim (XD). Tomo eh MTO energética e baka(^^’’), a Yomi eh gordinha, enquanto eu tenho 40 kg (XD), naum to afim de fazer da Karin ou da Kagura... Então... acho que sobra pra Chiyo-chan uahuahuahuahuahuahuhauhahauhahuauhahu Pior que eu acho que eu ficava fofa.. mas a Chiyo-chan eh insuperável em fofurice (Imitando uma fala da Yukari-sensei)
E, no final, o que isso tem a ver com eu estar toda gritante?? Eh pq eu to agindo no pc feito a Tomo-chan!! XD
Outro vicio que to atualmente eh Donkey Kong Contry! Pra Super Nintendo mesmo!! XD
To jogando no emulador do meu pc!
Já acabei o 1º jogo, agora to jogando o 2 (To jogando a menos de uma semana XD) e depois jogo o 3 soh pra acabar todos XD (Mesmo que eu naum goste da jogabilidade do 3º)
Outro ainda eh o meu fixo, escutar musicas no meu mp3 player! ^^’’’
Maaaasssss... to pensando.. nesse ano.. na faculdade (sim, estou jah na faculdade.. XD no 2º ano de artes visuais licenciatura, por acaso.. ^^’’) vou pegar estágio remunerado e, graças ao meu irmão que ta viciado em action figures da marvel legends (coleção realmente bem feita, com cada personagem com, no mínimo, uns 30 pontos de articulação.), e que vai comprar bonecos pelo Ebay, eu to achando que vou comprar coisas de anime pelo Ebay também. E ai.. num futuro não tão perto nem tão longe, comprarei cartas de pacto, um Kamo-kun de pelúcia, e, quem sabe, algum dvd ou algum outro bichinhu de pelúcia *.* (Será que existe algum bichinhu de pelúcia do Liddo-kun, akele bichinhu de Love Hina)
Quem sabe... neh?
Gente.. espero que gostem do capítulo, apesar do final (>D)
To me exibindo pq gostei da minha idéia pra Partners, e a Mazaki gostou.. entaum to feliz da vida! Uahahuahuahah
Se bem que eu mudei bastante desde a idéia que me veio em mente durante uma conversa com a Mazaki ... eu tava falando pra ela e depois fui fazendo um enredo até o final da historia em 10 minutos! XD (Dia memorável ^^’’)
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Capítulo 04 – Congelando o Tempo
Konoka estava no meio da sala de aula, em uma aula intediante de inglês, Negi que a perdoe, mas era verdade, relembrando os dias que passara em Kyoto junto de Setsuna, sendo em sua infância, seja na viajem escolar feita há poucos meses.
As memórias eram calorosas e a maga ria-se sem notar os acontecimentos durante a aula. Via Negi caminhando de um lado para outro com seu inseparável “Neo Horizon Volume 3”, falando algo em inglês que não prestara atenção o bastante para entender.
“Konoka-san! KO-NO-KA-SAN!?” A garota assustou-se com o professor parando ao seu lado e gritando seu nome.
“Have you understand my reading, Konoka-san?”(Tradução: Você entendeu a minha leitura Konoka-san?) A herdeira das Associações Mágicas não sabia o que responder. Poderia dizer que sim, mas correria risco de ter que explicar a oração, texto, ou o que diabos ele estivesse lido. Ou teria a opção de admitir que não prestara atenção e ser considerada a mais nova Baka Ranger da turma 3-A.
“Sorry, Negi-kun. But I was thinking in somethings and don’t pay attention in your reading.”(Tradução: Me desculpe, Negi-kun. Mas eu estava pensando em algumas coisas e não prestei atenção em sua leitura.) Preferiu dizer a verdade do que correr risco de passar a maior vergonha de sua vida escolar.
Setsuna olhou-a preocupada. Sua querida Kono-chan estava agindo estranho desde o final da noite passada e não sabia o porquê. Temia o que poderia vir, mas torcia para que não fosse nada demais.
Na verdade a futura Grã-Mestra das Associações Mágicas Japonesas tinha fixado seus pensamentos na memória de quando sua Set-chan falara que ‘mesmo que tenhamos que enfrentar magos, onis, espadachins Shinmei, e o que mais houver no mundo, eu tenho certeza de que ficaremos juntas no final..’ . Porque? Somente pelo fato desta não saber o que poderia vir. Imagine se elas tivessem de encontrar algum super mago ao estilo Evangeline (por mais que Set-chan tenha derrotado esta na outra vez.), ou pior, algo próximo de Fate ou dos companheiros de Nagi. ESPERE! Papai! Papai era companheiro do pai de Negi na Ala Rubra, ou seja, alguém extremamente forte, e se ele não concordasse com o relacionamento delas—
. . .
Não quis nem pensar na possibilidade, seria demasiadamente ruim. Contentava-se em pensar apenas em uma solução para seu problema de desconhecimento do futuro. Bem, saber o que viria em sua vida poderia fazer tudo ficar mais chato, mas seria muito mais precavido do que apenas ter confiança como Setsuna.
Decidira, iria pegar qualquer pessoa interessada no assunto e faria uma varredura sobre os livros do assunto. Mas, como ela iria achar livros do assunto? Ora, pra que serve uma amiga interessada em magia, que é uma Philosophastra Illustrans e que tem um Orbis Sensualium Pictus (“O mundo visível em imagens”, literalmente. Ou seja, um livro que mostra tudo que existe –A partir de uma interpretação meio forçada- Resumindo, é o livro que a Yue tem graças ao pacto com o Negi.)?
Chegara à hora do almoço. Teria que encarar Set-chan e disfarçar sua preocupação. Se a espadachim soubesse, certamente iria ser contra a idéia, já que obviamente uma previsão do futuro poderia ser perigoso, quem sabe até com efeitos colaterais.
A guarda-costas-amante-parceira-amiga-de-infância de Konoka puxou-a discretamente para fora da sala, daquela multidão de bisbilhoteiras de primeira, antes que elas percebessem que as duas estavam indo ter um momento de refeição solitário e, na visão da turma, com pitadas de luxúria.
Foram até um “canto” mais confortável da escola, onde tinha apenas estudantes já do colegial e o conselho estudantil de Mahora. Caminharam até achar uma mesa de estudos ao ar livre do pátio perto de algumas árvores e um pequeno jardim que era cuidado por um dos milhares de clubes de Mahora. Era do clube de floricultura, não do de arranjos florais, do qual Iincho fazia parte. A diferença entre eles? Quase nenhuma, mas o primeiro parecia ter mais relação biológica do que estética, talvez por isso a representante da 3-A tenha entrado no outro.
O olhar perdido da maga nas plantas e no solo provocavam uma estranha sensação de desconfiança em Setsuna. O que teria acontecido? Eishun-sama teria descoberto? Kamo-kun teria tirado uma foto comprometedora e estaria se aproveitando de Kono-chan!? Não, provavelmente não. Esse olhar não mostrava isso. Parece preocupado, mas ao mesmo tempo perdido, como se não soubesse o que fazer. Tinha medo deste olhar. Uma má impressão passou-lhe em mente, algo aconteceria e ela tinha que impedir! Mas... Impedir o que?
O almoço começara silencioso, sem muitas trocas de palavras. Não era um clima ruim, apenas não sabiam o que falar, o que muitas vezes é pior que um clima ruim onde simplesmente pode se perguntar “Por que você não quer falar comigo?”. Não é que não quisessem falar, mas não sabiam sobre o que nem o momento de falar.
“Set-chan, co... como que você sabe que... estaremos bem e juntas no futuro?” A pergunta fez vir na Meia-Uzoku um frio na espinha.
“B-Bem... Eu não sei... Só quero que seja assim...” Segurando a mão de Konoka foi se aproximando delicadamente do corpo da outra. “Eu vou lutar para que seja assim...”
“Co-Como você sabe que você me ama? Você... tem certeza de seus sentimentos? E se você estiver engana--”
“Não estou enganada!” Os olhos negros de Setsuna foram de encontro aos da herdeira das Associações como um raio. Transpareciam um sentimento de quase raiva. “Eu TE amo desde... Desde aquele dia... Você é com quem eu quero viver... Quem eu quero fazer feliz...” O rosto descia até que os olhos não pudessem ser vistos e a espadachim encostara a testa nos ombros de Konoka. “Kono-chan... Se isso não é amor... Então eu nunca vou amar... Por que sei que nada que vou sentir na vida será mais forte que isso!” Os braços agora entrelaçando o corpo da outra, fazendo o contato aprofundar-se, fez com que a maga ficasse com os olhos cheios de lágrimas.
Após alguns minutos de silêncio, com apenas os sons de Setsuna tentando segurar as lágrimas e de uma Konoka já desapontada consigo mesma por ter feito uma pergunta tão idiota, a guarda-costas conseguiu partir a distância de suas almas.
“Kono-chan...”
“Sim..?”
“Você já ouviu falar da semelhança entre o amor e o vento?”
“Hm? N-não..”
“O amor ... Assim como o vento... não é enchergado...”
A mão de Setsuna fora até o queixo da garota de cabelos chocolcate, puxando-a para um encontro de olhares.
“Mas... Pode ser sentido...” Colocando sua mão sobre o peito da maga, Setsuna sorriu ternamente para a garota. “Você pode sentir, Kono-chan? Por que eu já sinto há muito tempo..”
Um sorriso saíra dos lábios de Konoka. Sua Set-chan era tão doce, como pudera duvidar, mesmo que por alguns segundos, dos sentimentos dela? “S-sim... Eu também... Set-chan...”
“Então... Kono-chan.. você... quer... na-na... namorar... co-comigo..?” A vergonha vinha como se nunca fosse sair da cara da Shinmei. Era impróprio, cedo e extremamente perigoso faze-lo.
“Se-Set-chan..!” A pergunta vinha como colírio para os olhos de Konoka. Agora sim havia voltado à normalidade. Resultado, a resposta veio em forma física. A maga beijou-lhe nos lábios em uma felicidade que parecia além de humana.
“Devo entender isso como um sim?” O sorriso de Setsuna demonstrava toda a felicidade que sentia no momento, era tudo tão bom, porque diabos um amor tão verdadeiro assim não poderia ser aceito com tanta naturalidade.
Após o termino do momento romântico-depressivo com final demasiadamente-espontâneo de Konoka e de almoçarem, ambas foram até a sala da 3-A, de mãos dadas.
A confusão, mistura de garotas curiosas por novos babados e de quem estava apenas para varzear, estava feita. Quem queria boato, estava com um prato feito, quem queria brincar, tinha o mesmo, já que poderiam brincar muito com as atitudes protetoras de Setsuna a vontade, causando vergonha ao casal.
Setsuna, apesar da face que parecia de total arrependimento, via-se finalmente na situação em que sempre quis estar. Kono-chan finalmente era sua, como amiga, como parceira, como namorada, representava tudo o que lhe era importante. Via-se confiante com relação a reação de todos os que poderiam causar algum dano a reação. A confiança que lhe vinha logo após Kono-chan aceita-la como namorada sobrecarregava-a de energia. Poderia fazer mil seções de treinos mortais de Evangeline-san que não lhe causariam nem uma única falta de fôlego.
Já a herdeira das Associações Mágicas sentia a cadeira elétrica aproximar-se dela, como se seu avô já soubesse de tudo e que tentaria de tudo para empurrar a força um dos pretendentes de mau gosto do velho Grã-Mestre de Kanto. Mas Set-chan fora tão fofa, não conseguiria negar um pedido tão atraente da garota.
Logo após umas aulas mal entendidas, a maga e sua espadachim saíram em velocidade máxima, obviamente Setsuna estava carregando sua amada, até que as demais estudantes de sua sala as perdessem de vista. Não fora difícil, nem Tatsumiya, Kaede, Evangeline ou Chachamaru estavam interessadas em perseguir um simples casal novo no colégio, porém, Setsuna teve que usar alguns de seus shikigamis para despistar Ku Fei, que estava mais do que decidida a bisbilhotar o namorico alheio.
Ficaram certo tempo juntas, apenas andando pelo campus, mas logo Setsuna tivera que ir até um dos bicos que tinha que fazer para o diretor-geral de Mahora. Afinal, não é bom causar má impressão no pai do sogro de sua namorada, não é?
Com um beijo discreto nos lábios, Setsuna despediu-se com um sorriso da garota de cabelos negros. ‘Tenho que acabar o mais rápido possível esse bico... Ainda tem algo preocupando ela..’
Parou por um minuto olhando meio abobalhada para Konoka. A outra retribuiu-o expandindo seu sorriso característico. O momento tornou-se quase interminável, afinal, quem iria terminar um momento tão gostoso com sua recém namorada? Ainda mais quando a ama há tanto tempo.
O olhar tornou-se um toque no rosto e, em seguida, passou para um carinho nos longos cabelos. A maga nada fazia, no máximo soltava um ruído fofo como se fosse um gato pedindo mais carinho.
Infelizmente, o celular da espadachim tocou. Era Mana chamando-a urgentemente para o Templo Tatsumiya, onde iriam se encontrar desde o ínicio. Apesar de não usar nenhum tom severo, aparentava mal humorada com o atraso da companheira. Provavelmente ainda não havia se encontrado com o capitão do clube de Biathlon hoje.
Em seguida Konoka decidira que preferia prevenir-se sobre qualquer ataque futuro. Foi até o trio da biblioteca e discutiu sobre a tal previsão que desejava fazer. Yue e Nodoka logo concordaram, mas Haruna discordou, mas avisara que, se desse certo, que ela teria que ser a primeira a saber.
Paru, como tem uma estranha percepção para o “cheiro do amor”, logo se ria sozinha, fazendo todas ali presentes estranharem-na e desconfortáveis.
“Está aqui.” Yue apontava para o livro brilhante. “Divisão de Leitura da Sorte.” Descia o dedo até meados da folha à direita de seu corpo. “Previsão do Futuro Nível 01: Imagens e Ruídos.”
“Yue... Aqui diz que para qualquer nível de leitura da sorte se precisa de uma quantidade fora do comum de magia para que dê certo.. Será que conseguiremos?” O medo fazia a “livreira” esconder-se por de baixo das franjas extremamente compridas.
“Bem, vocês eu não sei...” A mangaká(desenhista de mangá) olhara maliciosamente para a maga de cabelos chocolate. “Mas essa aqui consegue com certeza... Tanto pela quantidade de magia... tanto pela vontade...” O sorriso se alargava proporcionalmente ao corado de Konoka.
“E-Então vamos começar!” Dizia a maga enquanto pegava um pedaço de giz.
Konoka e Nodoka seguiam as ordem de Yue, que ia lendo o Orbis(Livro). “Primeiro: desenhe um circulo mágico com uma estrela de 12 pontas no piso.”
“12 pontas!? Mas o que normalmente é usado é o de 6!” Haruna exclamava apavorada com a exigência de magia para a magia. “Não é a toa que não há muitos magos desse tipo de magia no mundo..”
“Após desenhado o circulo mágico, despeje pó de Youkai Raposa por este.” Yue lia altamente interessada nos “ingredientes” da magia. “Cada indivíduo deve se sentar nos lugares especificados pelas únicas partes sem o pó. Sem nenhuma exceção, o pó acertará o número de indivíduos que participarão da magia e concederá lugares específicos para cada um. O lugar será especificado para a pessoa para que este brilhará quando atravessado.” O tom de mistério que o livro revelava junto com as palavras era inacreditável.
“Após os indivíduos colocarem-se nos devidos lugares, deve-se repetir as seguintes palavras:”
Kosmike, vires tu lucis en mea direcione. (Cósmus, vire tua luz em minha direção.)
Pars secundas uses tu magica to khronon kristalline(Por segundos, use tua mágica para o futuro congelar.)
Khronon spiritus, mea mostrea tu vistas(Espírito do futuro, mostrem-me o que enxergas.)
Um clarão veio aos olhos de Konoka instantaneamente. Começara a enxergar figuras, como se fossem fotos passando em sua mente. A primeira, e mais apavorante, enxergava uma imagem devastadora de Setsuna em seus braços, ensangüentada, nas redondezas de Kyoto, mais especificamente no campo de flores, mas que agora era um mar de sangue em uma escuridão que nunca vira antes. Sons vinham há seus ouvidos. Escutara vários “amo”, “chore” e ruídos de dor e tristeza.
Quando menos esperava, a imagem mudara para um momento de luxúria onde esta estava deitada, em um futon com Setsuna segurando-a ternamente, ambas nuas, com faces cansadas e coradas, porém satisfeitas, como se seus desejos estivessem realizados. Sons de risadas e alguns “gostoso” e “quente” eram trilha sonora da previsão. Nunca pensara que o relacionamento entre elas iria se expandir tão rápido, pois na imagem elas ainda tinham a mesma aparência de agora.
A terceira, e última, imagem era de uma Konoka sozinha, em uma escuridão onde não se via mais nada. A garota parecia perdida e assustada por uma misteriosa razão. O completo silêncio era apavorante até para a que via, mas não entendia nada do que era o previsto. Via em seus próprios olhos um temor milhões de vezes pior do que na atual situação. Era o seu maior pesadelo aparecendo em sua frente, pelo que conseguia interpretar de sua face aterrorizada.
Acordara após ver as previsões. As três garotas correram até ela apavoradas. Já havia anoitecido e a garota tinha desmaiado logo após as palavras de ativação da magia serem recitadas.
Konoka estava tonta e confusa. Lembrava-se do que acabara de passar, porém, logo vieram lágrimas aos seus olhos. A garota que tanto queria ver o futuro e que o conseguiu de fato, recebera um efeito colateral. Um que as outras garotas na sala não receberam, pois não viram coisa alguma após as palavras. O efeito era certamente algo que não valeria a pena para o resultado bem sucedido do feitiço. Agora, a garota de cabelos chocolate, não tinha mais em mente a coisa mais importante de sua vida, suas memórias...
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Respondendo uma leitora as preças... uns.. devo colocar mais cenas do passado.. mas naum tantas.. acho XD
Bem... O que acharam? Irão me matar? ^^’’
Espero que naum! Ahahahuahuahuauha
Mas podem esperar.. vai ficar muito bom o enredo, desde que eu tenha paciência! >D
To com um medo, pq esse capitulo eu fiz mais corrido, pq queria colocar logo pra ver a reação do pessoal ^^
Então não me foquei muito no fato do começo de namoro delas.. acho que isso fez o cap não ficar tão bom.. mas como ainda to dando uma revisada no cap enquanto escrevo esses comentários, talvez ele melhore! XD
Além disso, na cena do pedido de namoro.. não sei se acabei tornando a Setsuna muito feminina e chorona.. ¬¬
Acho que vou mudar e postar a versão final (sem mudar esses comentários aki pq to com preguiça) jah no 1º post que fizer desse cap..
Aaahhh... e pra quem jah viu o filme “Um Amor para Recordar”... Reconheceram a frase do filme? A do “o amor eh como o vento e-mais-o-resto”... >D
Foi uma homenagem há pessoa que me recomendou o filme *Se coloca num canto escondendo o rosto*(Será que ela ainda lê as fics que posto aqui? XD)
Bjus e até o próximo conjunto de fics postadas ao mesmo tempo! >D
Como estão? Já se viciaram em alguma coisa nesse ano??? Mesmo que seja só pelo verão, já se viciaram???
Pois eu to viciada em muita coisa!! XD
Ta influenciando até no meu modo de agir e falar pelo pc!!
Eh que eu to viciada em Azumanga Daioh! Anime/Mangá fofíiiiiiiiiiisssiiiiimmoooooo!!!!!!!!! *.*
Eu jah tinha visto ele antes, mas deu vontade de rever..
Pra variar(Sarcasmo mor), a minha personagem preferida eh a Sakaki-san! Dublada pela Asakawa Yu(Dubladora tbm da Motoko de Love Hina, por isso o sarcasmo no inicio). Quem eh que viu Azumanga e não se lembra dela com o Neko-san??? Eh impossível não lembrar! Tãaaaaao fofo!!! *.* Além disso, quem eh que naum amouuuu ela vestindo gakuran(uniforme com casaco de gola alta e comprido. Pra quem eh observador, em vários animes aparecem alunos baderneiros usando gakuran. Sério, mas é um uniforme bem estiloso >D) ALEEEEMMM dela rolando no chão com o Maia nos braços dizendo “Você é tão fofo!” e suspirando!!!!! *.* ela é TÃAAOOOOOO legalllllllllllllllllllllllllllllllllllllll.... *viciada na personagem. Ela eh uma das minhas preferidas de todos os animes que jah vi! >D*
Eu bem que queria fazer um cosplay de Azumanga, mas eu não sei de quem! Sakaki tem 1,74 m de atura, enquanto eu tenho.... 1 e 50 e 1 ou 2 m de altura (XD). Osaka eh mto tapada pra mim (XD). Tomo eh MTO energética e baka(^^’’), a Yomi eh gordinha, enquanto eu tenho 40 kg (XD), naum to afim de fazer da Karin ou da Kagura... Então... acho que sobra pra Chiyo-chan uahuahuahuahuahuahuhauhahauhahuauhahu Pior que eu acho que eu ficava fofa.. mas a Chiyo-chan eh insuperável em fofurice (Imitando uma fala da Yukari-sensei)
E, no final, o que isso tem a ver com eu estar toda gritante?? Eh pq eu to agindo no pc feito a Tomo-chan!! XD
Outro vicio que to atualmente eh Donkey Kong Contry! Pra Super Nintendo mesmo!! XD
To jogando no emulador do meu pc!
Já acabei o 1º jogo, agora to jogando o 2 (To jogando a menos de uma semana XD) e depois jogo o 3 soh pra acabar todos XD (Mesmo que eu naum goste da jogabilidade do 3º)
Outro ainda eh o meu fixo, escutar musicas no meu mp3 player! ^^’’’
Maaaasssss... to pensando.. nesse ano.. na faculdade (sim, estou jah na faculdade.. XD no 2º ano de artes visuais licenciatura, por acaso.. ^^’’) vou pegar estágio remunerado e, graças ao meu irmão que ta viciado em action figures da marvel legends (coleção realmente bem feita, com cada personagem com, no mínimo, uns 30 pontos de articulação.), e que vai comprar bonecos pelo Ebay, eu to achando que vou comprar coisas de anime pelo Ebay também. E ai.. num futuro não tão perto nem tão longe, comprarei cartas de pacto, um Kamo-kun de pelúcia, e, quem sabe, algum dvd ou algum outro bichinhu de pelúcia *.* (Será que existe algum bichinhu de pelúcia do Liddo-kun, akele bichinhu de Love Hina)
Quem sabe... neh?
Gente.. espero que gostem do capítulo, apesar do final (>D)
To me exibindo pq gostei da minha idéia pra Partners, e a Mazaki gostou.. entaum to feliz da vida! Uahahuahuahah
Se bem que eu mudei bastante desde a idéia que me veio em mente durante uma conversa com a Mazaki ... eu tava falando pra ela e depois fui fazendo um enredo até o final da historia em 10 minutos! XD (Dia memorável ^^’’)
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Capítulo 04 – Congelando o Tempo
Konoka estava no meio da sala de aula, em uma aula intediante de inglês, Negi que a perdoe, mas era verdade, relembrando os dias que passara em Kyoto junto de Setsuna, sendo em sua infância, seja na viajem escolar feita há poucos meses.
As memórias eram calorosas e a maga ria-se sem notar os acontecimentos durante a aula. Via Negi caminhando de um lado para outro com seu inseparável “Neo Horizon Volume 3”, falando algo em inglês que não prestara atenção o bastante para entender.
“Konoka-san! KO-NO-KA-SAN!?” A garota assustou-se com o professor parando ao seu lado e gritando seu nome.
“Have you understand my reading, Konoka-san?”(Tradução: Você entendeu a minha leitura Konoka-san?) A herdeira das Associações Mágicas não sabia o que responder. Poderia dizer que sim, mas correria risco de ter que explicar a oração, texto, ou o que diabos ele estivesse lido. Ou teria a opção de admitir que não prestara atenção e ser considerada a mais nova Baka Ranger da turma 3-A.
“Sorry, Negi-kun. But I was thinking in somethings and don’t pay attention in your reading.”(Tradução: Me desculpe, Negi-kun. Mas eu estava pensando em algumas coisas e não prestei atenção em sua leitura.) Preferiu dizer a verdade do que correr risco de passar a maior vergonha de sua vida escolar.
Setsuna olhou-a preocupada. Sua querida Kono-chan estava agindo estranho desde o final da noite passada e não sabia o porquê. Temia o que poderia vir, mas torcia para que não fosse nada demais.
Na verdade a futura Grã-Mestra das Associações Mágicas Japonesas tinha fixado seus pensamentos na memória de quando sua Set-chan falara que ‘mesmo que tenhamos que enfrentar magos, onis, espadachins Shinmei, e o que mais houver no mundo, eu tenho certeza de que ficaremos juntas no final..’ . Porque? Somente pelo fato desta não saber o que poderia vir. Imagine se elas tivessem de encontrar algum super mago ao estilo Evangeline (por mais que Set-chan tenha derrotado esta na outra vez.), ou pior, algo próximo de Fate ou dos companheiros de Nagi. ESPERE! Papai! Papai era companheiro do pai de Negi na Ala Rubra, ou seja, alguém extremamente forte, e se ele não concordasse com o relacionamento delas—
. . .
Não quis nem pensar na possibilidade, seria demasiadamente ruim. Contentava-se em pensar apenas em uma solução para seu problema de desconhecimento do futuro. Bem, saber o que viria em sua vida poderia fazer tudo ficar mais chato, mas seria muito mais precavido do que apenas ter confiança como Setsuna.
Decidira, iria pegar qualquer pessoa interessada no assunto e faria uma varredura sobre os livros do assunto. Mas, como ela iria achar livros do assunto? Ora, pra que serve uma amiga interessada em magia, que é uma Philosophastra Illustrans e que tem um Orbis Sensualium Pictus (“O mundo visível em imagens”, literalmente. Ou seja, um livro que mostra tudo que existe –A partir de uma interpretação meio forçada- Resumindo, é o livro que a Yue tem graças ao pacto com o Negi.)?
Chegara à hora do almoço. Teria que encarar Set-chan e disfarçar sua preocupação. Se a espadachim soubesse, certamente iria ser contra a idéia, já que obviamente uma previsão do futuro poderia ser perigoso, quem sabe até com efeitos colaterais.
A guarda-costas-amante-parceira-amiga-de-infância de Konoka puxou-a discretamente para fora da sala, daquela multidão de bisbilhoteiras de primeira, antes que elas percebessem que as duas estavam indo ter um momento de refeição solitário e, na visão da turma, com pitadas de luxúria.
Foram até um “canto” mais confortável da escola, onde tinha apenas estudantes já do colegial e o conselho estudantil de Mahora. Caminharam até achar uma mesa de estudos ao ar livre do pátio perto de algumas árvores e um pequeno jardim que era cuidado por um dos milhares de clubes de Mahora. Era do clube de floricultura, não do de arranjos florais, do qual Iincho fazia parte. A diferença entre eles? Quase nenhuma, mas o primeiro parecia ter mais relação biológica do que estética, talvez por isso a representante da 3-A tenha entrado no outro.
O olhar perdido da maga nas plantas e no solo provocavam uma estranha sensação de desconfiança em Setsuna. O que teria acontecido? Eishun-sama teria descoberto? Kamo-kun teria tirado uma foto comprometedora e estaria se aproveitando de Kono-chan!? Não, provavelmente não. Esse olhar não mostrava isso. Parece preocupado, mas ao mesmo tempo perdido, como se não soubesse o que fazer. Tinha medo deste olhar. Uma má impressão passou-lhe em mente, algo aconteceria e ela tinha que impedir! Mas... Impedir o que?
O almoço começara silencioso, sem muitas trocas de palavras. Não era um clima ruim, apenas não sabiam o que falar, o que muitas vezes é pior que um clima ruim onde simplesmente pode se perguntar “Por que você não quer falar comigo?”. Não é que não quisessem falar, mas não sabiam sobre o que nem o momento de falar.
“Set-chan, co... como que você sabe que... estaremos bem e juntas no futuro?” A pergunta fez vir na Meia-Uzoku um frio na espinha.
“B-Bem... Eu não sei... Só quero que seja assim...” Segurando a mão de Konoka foi se aproximando delicadamente do corpo da outra. “Eu vou lutar para que seja assim...”
“Co-Como você sabe que você me ama? Você... tem certeza de seus sentimentos? E se você estiver engana--”
“Não estou enganada!” Os olhos negros de Setsuna foram de encontro aos da herdeira das Associações como um raio. Transpareciam um sentimento de quase raiva. “Eu TE amo desde... Desde aquele dia... Você é com quem eu quero viver... Quem eu quero fazer feliz...” O rosto descia até que os olhos não pudessem ser vistos e a espadachim encostara a testa nos ombros de Konoka. “Kono-chan... Se isso não é amor... Então eu nunca vou amar... Por que sei que nada que vou sentir na vida será mais forte que isso!” Os braços agora entrelaçando o corpo da outra, fazendo o contato aprofundar-se, fez com que a maga ficasse com os olhos cheios de lágrimas.
Após alguns minutos de silêncio, com apenas os sons de Setsuna tentando segurar as lágrimas e de uma Konoka já desapontada consigo mesma por ter feito uma pergunta tão idiota, a guarda-costas conseguiu partir a distância de suas almas.
“Kono-chan...”
“Sim..?”
“Você já ouviu falar da semelhança entre o amor e o vento?”
“Hm? N-não..”
“O amor ... Assim como o vento... não é enchergado...”
A mão de Setsuna fora até o queixo da garota de cabelos chocolcate, puxando-a para um encontro de olhares.
“Mas... Pode ser sentido...” Colocando sua mão sobre o peito da maga, Setsuna sorriu ternamente para a garota. “Você pode sentir, Kono-chan? Por que eu já sinto há muito tempo..”
Um sorriso saíra dos lábios de Konoka. Sua Set-chan era tão doce, como pudera duvidar, mesmo que por alguns segundos, dos sentimentos dela? “S-sim... Eu também... Set-chan...”
“Então... Kono-chan.. você... quer... na-na... namorar... co-comigo..?” A vergonha vinha como se nunca fosse sair da cara da Shinmei. Era impróprio, cedo e extremamente perigoso faze-lo.
“Se-Set-chan..!” A pergunta vinha como colírio para os olhos de Konoka. Agora sim havia voltado à normalidade. Resultado, a resposta veio em forma física. A maga beijou-lhe nos lábios em uma felicidade que parecia além de humana.
“Devo entender isso como um sim?” O sorriso de Setsuna demonstrava toda a felicidade que sentia no momento, era tudo tão bom, porque diabos um amor tão verdadeiro assim não poderia ser aceito com tanta naturalidade.
Após o termino do momento romântico-depressivo com final demasiadamente-espontâneo de Konoka e de almoçarem, ambas foram até a sala da 3-A, de mãos dadas.
A confusão, mistura de garotas curiosas por novos babados e de quem estava apenas para varzear, estava feita. Quem queria boato, estava com um prato feito, quem queria brincar, tinha o mesmo, já que poderiam brincar muito com as atitudes protetoras de Setsuna a vontade, causando vergonha ao casal.
Setsuna, apesar da face que parecia de total arrependimento, via-se finalmente na situação em que sempre quis estar. Kono-chan finalmente era sua, como amiga, como parceira, como namorada, representava tudo o que lhe era importante. Via-se confiante com relação a reação de todos os que poderiam causar algum dano a reação. A confiança que lhe vinha logo após Kono-chan aceita-la como namorada sobrecarregava-a de energia. Poderia fazer mil seções de treinos mortais de Evangeline-san que não lhe causariam nem uma única falta de fôlego.
Já a herdeira das Associações Mágicas sentia a cadeira elétrica aproximar-se dela, como se seu avô já soubesse de tudo e que tentaria de tudo para empurrar a força um dos pretendentes de mau gosto do velho Grã-Mestre de Kanto. Mas Set-chan fora tão fofa, não conseguiria negar um pedido tão atraente da garota.
Logo após umas aulas mal entendidas, a maga e sua espadachim saíram em velocidade máxima, obviamente Setsuna estava carregando sua amada, até que as demais estudantes de sua sala as perdessem de vista. Não fora difícil, nem Tatsumiya, Kaede, Evangeline ou Chachamaru estavam interessadas em perseguir um simples casal novo no colégio, porém, Setsuna teve que usar alguns de seus shikigamis para despistar Ku Fei, que estava mais do que decidida a bisbilhotar o namorico alheio.
Ficaram certo tempo juntas, apenas andando pelo campus, mas logo Setsuna tivera que ir até um dos bicos que tinha que fazer para o diretor-geral de Mahora. Afinal, não é bom causar má impressão no pai do sogro de sua namorada, não é?
Com um beijo discreto nos lábios, Setsuna despediu-se com um sorriso da garota de cabelos negros. ‘Tenho que acabar o mais rápido possível esse bico... Ainda tem algo preocupando ela..’
Parou por um minuto olhando meio abobalhada para Konoka. A outra retribuiu-o expandindo seu sorriso característico. O momento tornou-se quase interminável, afinal, quem iria terminar um momento tão gostoso com sua recém namorada? Ainda mais quando a ama há tanto tempo.
O olhar tornou-se um toque no rosto e, em seguida, passou para um carinho nos longos cabelos. A maga nada fazia, no máximo soltava um ruído fofo como se fosse um gato pedindo mais carinho.
Infelizmente, o celular da espadachim tocou. Era Mana chamando-a urgentemente para o Templo Tatsumiya, onde iriam se encontrar desde o ínicio. Apesar de não usar nenhum tom severo, aparentava mal humorada com o atraso da companheira. Provavelmente ainda não havia se encontrado com o capitão do clube de Biathlon hoje.
Em seguida Konoka decidira que preferia prevenir-se sobre qualquer ataque futuro. Foi até o trio da biblioteca e discutiu sobre a tal previsão que desejava fazer. Yue e Nodoka logo concordaram, mas Haruna discordou, mas avisara que, se desse certo, que ela teria que ser a primeira a saber.
Paru, como tem uma estranha percepção para o “cheiro do amor”, logo se ria sozinha, fazendo todas ali presentes estranharem-na e desconfortáveis.
“Está aqui.” Yue apontava para o livro brilhante. “Divisão de Leitura da Sorte.” Descia o dedo até meados da folha à direita de seu corpo. “Previsão do Futuro Nível 01: Imagens e Ruídos.”
“Yue... Aqui diz que para qualquer nível de leitura da sorte se precisa de uma quantidade fora do comum de magia para que dê certo.. Será que conseguiremos?” O medo fazia a “livreira” esconder-se por de baixo das franjas extremamente compridas.
“Bem, vocês eu não sei...” A mangaká(desenhista de mangá) olhara maliciosamente para a maga de cabelos chocolate. “Mas essa aqui consegue com certeza... Tanto pela quantidade de magia... tanto pela vontade...” O sorriso se alargava proporcionalmente ao corado de Konoka.
“E-Então vamos começar!” Dizia a maga enquanto pegava um pedaço de giz.
Konoka e Nodoka seguiam as ordem de Yue, que ia lendo o Orbis(Livro). “Primeiro: desenhe um circulo mágico com uma estrela de 12 pontas no piso.”
“12 pontas!? Mas o que normalmente é usado é o de 6!” Haruna exclamava apavorada com a exigência de magia para a magia. “Não é a toa que não há muitos magos desse tipo de magia no mundo..”
“Após desenhado o circulo mágico, despeje pó de Youkai Raposa por este.” Yue lia altamente interessada nos “ingredientes” da magia. “Cada indivíduo deve se sentar nos lugares especificados pelas únicas partes sem o pó. Sem nenhuma exceção, o pó acertará o número de indivíduos que participarão da magia e concederá lugares específicos para cada um. O lugar será especificado para a pessoa para que este brilhará quando atravessado.” O tom de mistério que o livro revelava junto com as palavras era inacreditável.
“Após os indivíduos colocarem-se nos devidos lugares, deve-se repetir as seguintes palavras:”
Kosmike, vires tu lucis en mea direcione. (Cósmus, vire tua luz em minha direção.)
Pars secundas uses tu magica to khronon kristalline(Por segundos, use tua mágica para o futuro congelar.)
Khronon spiritus, mea mostrea tu vistas(Espírito do futuro, mostrem-me o que enxergas.)
Um clarão veio aos olhos de Konoka instantaneamente. Começara a enxergar figuras, como se fossem fotos passando em sua mente. A primeira, e mais apavorante, enxergava uma imagem devastadora de Setsuna em seus braços, ensangüentada, nas redondezas de Kyoto, mais especificamente no campo de flores, mas que agora era um mar de sangue em uma escuridão que nunca vira antes. Sons vinham há seus ouvidos. Escutara vários “amo”, “chore” e ruídos de dor e tristeza.
Quando menos esperava, a imagem mudara para um momento de luxúria onde esta estava deitada, em um futon com Setsuna segurando-a ternamente, ambas nuas, com faces cansadas e coradas, porém satisfeitas, como se seus desejos estivessem realizados. Sons de risadas e alguns “gostoso” e “quente” eram trilha sonora da previsão. Nunca pensara que o relacionamento entre elas iria se expandir tão rápido, pois na imagem elas ainda tinham a mesma aparência de agora.
A terceira, e última, imagem era de uma Konoka sozinha, em uma escuridão onde não se via mais nada. A garota parecia perdida e assustada por uma misteriosa razão. O completo silêncio era apavorante até para a que via, mas não entendia nada do que era o previsto. Via em seus próprios olhos um temor milhões de vezes pior do que na atual situação. Era o seu maior pesadelo aparecendo em sua frente, pelo que conseguia interpretar de sua face aterrorizada.
Acordara após ver as previsões. As três garotas correram até ela apavoradas. Já havia anoitecido e a garota tinha desmaiado logo após as palavras de ativação da magia serem recitadas.
Konoka estava tonta e confusa. Lembrava-se do que acabara de passar, porém, logo vieram lágrimas aos seus olhos. A garota que tanto queria ver o futuro e que o conseguiu de fato, recebera um efeito colateral. Um que as outras garotas na sala não receberam, pois não viram coisa alguma após as palavras. O efeito era certamente algo que não valeria a pena para o resultado bem sucedido do feitiço. Agora, a garota de cabelos chocolate, não tinha mais em mente a coisa mais importante de sua vida, suas memórias...
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Respondendo uma leitora as preças... uns.. devo colocar mais cenas do passado.. mas naum tantas.. acho XD
Bem... O que acharam? Irão me matar? ^^’’
Espero que naum! Ahahahuahuahuauha
Mas podem esperar.. vai ficar muito bom o enredo, desde que eu tenha paciência! >D
To com um medo, pq esse capitulo eu fiz mais corrido, pq queria colocar logo pra ver a reação do pessoal ^^
Então não me foquei muito no fato do começo de namoro delas.. acho que isso fez o cap não ficar tão bom.. mas como ainda to dando uma revisada no cap enquanto escrevo esses comentários, talvez ele melhore! XD
Além disso, na cena do pedido de namoro.. não sei se acabei tornando a Setsuna muito feminina e chorona.. ¬¬
Acho que vou mudar e postar a versão final (sem mudar esses comentários aki pq to com preguiça) jah no 1º post que fizer desse cap..
Aaahhh... e pra quem jah viu o filme “Um Amor para Recordar”... Reconheceram a frase do filme? A do “o amor eh como o vento e-mais-o-resto”... >D
Foi uma homenagem há pessoa que me recomendou o filme *Se coloca num canto escondendo o rosto*(Será que ela ainda lê as fics que posto aqui? XD)
Bjus e até o próximo conjunto de fics postadas ao mesmo tempo! >D
MaStErEd NeGiMa - LiVeS cEnA 19
Eu quero que Lives fique com um astral mais fofffoooo
Tah taaauuummm depreeeeeee ;[
Quero cenas fofas Kono-Setsuuuu
Deve ser por isso que to enchendo disso no Partners! uauahahuauhahuauhahu
Espero que todos gostem do cap! o/
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CENA 19: O DIA SEGUINTE
Asuna caminhava lentamente de volta a republica estudantil naquela quinta-feira. O dia havia amanhecido cinzento e havia um temor no interior da jovem. Konoka não havia voltado para o quarto depois de ter falado coisas estranhas sobre “monstruosidades” e “auto destruir-se” e sair sem dizer aonde iria. Depois da cena que havia visto à tarde e do papo estranho de Setsuna a bakaranger não sabia o que pensar. Teriam Konoka e Setsuna se encontrado, conversado e acertado tudo? Sua mente dizia que não. Teriam se encontrado, brigado e se desentendido para sempre? Por que tinha que ficar tendendo a crer nessa opção! Isso não era nada bom! Nada mesmo!
Ao passar por uma das árvores do parque que havia naquela parte da república estudantil Asuna percebeu a presença familiar e se virou para ver uma Setsuna deitada no grosso galho a cima:
- Setsuna?! – a ruiva nem parou um segundo para refletir se seria melhor deixar a amiga nos seus pensamentos em paz ou não. O que queria era saber o que havia de fato ocorrido, não por que fosse uma bisbilhoteira, mas por que se preocupava com suas grandes companheiras em Mahora, as pessoas que mais gostava no mundo. – O que aconteceu ontem?
Setsuna não se moveu por um momento. Olhava para o céu nublado daquela manhã. Havia se levantado cedo para uma seção de treinos forçados com propósito de se distrair dos pensamentos que acabara sem surtir o efeito esperado. Agora estava ali tentando não pensar em nada no exato momento em que a discípula e amiga aparece lhe jogando uma pergunta dessa de cara. A garota no solo chegou a pensar que havia sido ignorada completamente, mas no instante seguinte Setsuna saltou do galho pousando com firmeza no chão logo a sua frente:
- Bom, se quer mesmo saber... – disse olhando profundamente nos olhos da ruiva que teve certeza naquele momento que seus piores pressentimentos haviam se cumprido.
As duas caminharam um tempo pelo parque enquanto Setsuna narrava a cena da ultima noite. Asuna rapidamente percebeu o tom vazio que a outra usava enquanto repetia as palavras absurdas de Setsuna-P. Mesmo tendo uma vontade enorme de parar pra xingar a shikigami, Asuna respeitou os sentimentos de sua amiga e esperou em silencio que esta terminasse:
- Hum? E você só disse isso antes de voltar para o seu quarto? – perguntou Asuna incrédula quando a amiga terminou seu discurso. Setsuna fintou os olhos dela com um olhar que dizia claramente “O que você queria que eu fizesse?”.
A ruiva engoliu em seco:
- Puxa... você não devia ter feito isso... – reclamou mesmo assim a bakaranger. – Cara, a Konoka não voltou pro quarto depois daquilo. Eu liguei pra ela mil vezes e ela só me mandou isso. – disse mostrando o celular pra outra com uma mensagem de texto mínima “Preciso ficar sozinha. Não se preocupe.”.
Foi Setsuna quem engoliu em seco desta vez. Ainda não havia parado para refletir sobre o que Konoka deveria estar sentindo com aquilo tudo. Sentiu-se um lixo humano por não levar em conta os sentimentos de sua querida “Kono-chan”. Porém, mesmo agora parando para pensar, não sentia vontade alguma de encarar Konoka, parecia que havia surgido uma barreira entre elas naquele terraço na noite anterior. Teve medo de que não mais conseguisse falar com sua querida e dividiu esse sentimento com Asuna:
- Ah... – a ruiva sentiu um nó na garganta pelas amigas. Ambas pareciam muito mal com tudo aquilo. – Caraca... sabe, eu tenho certeza de que você e a Konoka não vão passar o resto da vida sem se encarar ou falar... então... talvez seja melhor esperar a poeira baixar... depois tudo se conserta...
- ... – Setsuna perdeu novamente o olhar no céu cinzento como sua alma naquela manhã.
“Espero que você esteja certa Asuna... espero mesmo...”.
Negi Springfield entrava no quarto que dividia com Konoka e Asuna na república estudantil cansado. Já era fim da tarde e tinha tido um “dia” puxado de treinos no resort de sua mestra vampira. Tudo o que queria era relaxar e quem sabe se enfiar na cama de Asuna pra ter uma agradável noite de sono mesmo que talvez no dia seguinte isso lhe custasse um enorme galo na cabeça.
Ao entrar no quarto, porém, o ruivo deparou-se com uma cena inesperada: uma Asuna enraivecida esbravejando do alto de sua cama discutindo com uma Konoka igualmente irritada que se dirigia ao hall de entrada do aposento com uma toalha no ombro esquerdo:
- Por que você não deixa de idiotice e vai logo pedir desculpas dela?! Afinal você fez uma burrice sem tamanho, não? – perguntou a ruiva com o rosto vermelho pela exaltação. Konoka também estava vermelha e, Negi notou com um sobressalto, tinha lágrimas nos cantos dos olhos.
- Por que não para de se meter na vida dos outros e se declara de vez pro seu mago de estimação heim?! – esbravejou de volta Konoka antes de passar pelo professor sem nem ao menos notá-lo e sair batendo a porta com força. Asuna abafou um grito de raiva no travesseiro antes de descer do beliche e se dirigir à cozinha, provavelmente para compensar a raiva com comida.
- Mas o que houve aqui, Kamo? – perguntou o garoto abobado indo lentamente até a cozinha ao arminho que também assistira a cena na cabeça do “cliente” sem dizer uma palavra.
- Parece que a coisa fedeu Aniki... deve ser alguma treta entre a Setsuna-neesan e a Konoka-neesan... – declarou o arminho com tom de temor.
- Hã? A Setsuna e a Konoka? – Negi perguntou sem entender. – Mas como assim Kamo?
O arminho suspirou com um tom de “crianças” antes de responder:
- Ce num percebeu que rolou uma treta entre as duas antes da viagem da Setsuna-neesan, Aniki? – perguntou o furão sem acreditar na ingenuidade do garoto.
- Treta?! – Negi ficou ainda mais perdido com a pergunta.
- Ai ai... você é mesmo muito marreco Aniki... – comentou Kamo com uma gota. – As duas tão de rolo Aniki... de namoro...
O jovem mago engasgou à revelação e ficou estático no mesmo local perto da entrada da cozinha. Demorou alguns segundos até que voltasse a se mexer, parecia estar processando a incrível verdade por detrás das palavras do companheiro de jornada. “Setsuna e Konoka...na...moro?...beijo de.... garotas????”. O professor teve que se conter para não babar no terno novo que havia comprado a menos de um mês:
- Aniki? – chamou Kamo preocupado com a cara de tacho do garoto. – Que te deu moleque?
Negi despertou de um estalo. Sem dizer uma palavra ao arminho entrou como um furacão na cozinha surpreendendo uma Asuna que carregava diversas torradas em um prato e uma na boca:
- Ne...?
- A Setsuna e a Konoka estão namorando Asuna? – perguntou o mago sendo tão direto que fez Asuna quase atirar o prato para o alto. “O Negi ainda não tinha percebido?” pensou a ruiva se recuperando do susto inicial(*gota*).
- Ah... bom... era quase isso... mas parece que as coisas tão complicadas agora.. – respondeu com um tom evasivo. Provavelmente o garoto ainda não tinha mentalidade para compreender coisas tão complexas e profundas.
- Quê? Não estão?... – o mago parou para refletir por um minuto, a ruiva aproveitou para voltar a sua cama com as torradas que havia selecionado (“Como será que a Anesan tem tanta energia comendo tanta bobagem?” se questionou Kamo). – Houve algo relacionado com a Pee-chan? Digo, Setsuna-P? Ela causou uma briga feia entre as duas Asuna? – questionou o ruivo conseguindo fazer a ruiva derrubar o lanche no chão tamanha precisão que tivera. – Era por isso que você e a Konoka estavam discutindo? Você esta tentando ajuda-las Asuna?
- Tempo aí pirralho!!! – exclamou Asuna ficando tonta com tantas afirmações e perguntas simultâneas. Desceu do beliche novamente para juntar sua comida. Ficou em silêncio por um minuto enquanto catava as torradas e recolocava-as no prato que por sorte era descartável e não quebrara. Por essa não esperava, não havia percebido que o garoto era tão “sensitivo” a esse tipo de coisa. Seria alguma habilidade de mago? Quando terminou a garota sentou à mesa no centro do quarto sendo seguida pelo menino que esperava ansioso pelas suas respostas. – Acertou em cheio.
- Puxa... – Negi tinha um tom triste a Asuna se surpreendeu ao ver lágrimas nos olhos do garoto, não apenas ela, mas Kamo também (“Quê isso, Aniki...” disse o arminho). – Elas devem estar sofrendo Asuna... as duas se gostam tanto...
- Hã? Er... bem... estão mesmo, essa bakas... – Asuna irritou-se enfiando uma torrada inteira na boca e mastigando com um olhar feio para a janela.
- Por isso você estava dizendo pra Konoka ir falar com a Setsuna... – concluiu Negi sem perguntar nada. – Você é mesmo uma pessoa incrível Asuna... – A ruiva corou ainda mirando o céu cinzento que predominara durante o dia. – É verdade... hoje a Konoka nem apareceu na aula... e não veio dormir ontem...
- Oh... bingo. – confirmou a ruiva sem emoção. A verdade é que estava mesmo preocupada com as duas, mas a atitude de Konoka a estava irritando: desde quando fugir dos problemas vai resolver alguma coisa? Que garota idiota! Por que não dizer a Setsuna como estava arrependida e se entender logo?! Nem que fosse pra concordarem em dar um tempo ou (muito pior) se separarem de vez! Uh... não queria mesmo que a segunda alternativa fosse mesmo uma alternativa, mas não surportava aquele clima de “suspensão”. Nada acontece e apenas se espera... que bakas!
- Asuna, temos que ajuda-las! – disse o mago como se aquela fosse uma missão de um verdadeiro Magister Nagi. A ruiva o encarou séria antes de responder.
- Fico feliz que esteja querendo ajudar também, mas deixe o trabalho sujo de sair no tapa com a Konoka comigo. Você pode ir fazendo a cabeça da Setsuna com seus conselhos sábios que não segue.
- Ah.. – o ruivo se sentiu um pouco ofendido, mas aceitou com gosto a sua missão. Se aquelas duas iam querer fazer tudo da maneira mais difícil, pelo menos iam ter os amigos mais intrometidos do mundo para tentar acorda-las das maneiras mais inconvenientes possíveis!
Amigos de verdade às vezes são um pé no saco mesmo!
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Mais caps semana que vem! (Ou um dia XD)
OBS: Naum se esqueçam de ler o Partners cap 3 no post abaixo o/
Tah taaauuummm depreeeeeee ;[
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Espero que todos gostem do cap! o/
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CENA 19: O DIA SEGUINTE
Asuna caminhava lentamente de volta a republica estudantil naquela quinta-feira. O dia havia amanhecido cinzento e havia um temor no interior da jovem. Konoka não havia voltado para o quarto depois de ter falado coisas estranhas sobre “monstruosidades” e “auto destruir-se” e sair sem dizer aonde iria. Depois da cena que havia visto à tarde e do papo estranho de Setsuna a bakaranger não sabia o que pensar. Teriam Konoka e Setsuna se encontrado, conversado e acertado tudo? Sua mente dizia que não. Teriam se encontrado, brigado e se desentendido para sempre? Por que tinha que ficar tendendo a crer nessa opção! Isso não era nada bom! Nada mesmo!
Ao passar por uma das árvores do parque que havia naquela parte da república estudantil Asuna percebeu a presença familiar e se virou para ver uma Setsuna deitada no grosso galho a cima:
- Setsuna?! – a ruiva nem parou um segundo para refletir se seria melhor deixar a amiga nos seus pensamentos em paz ou não. O que queria era saber o que havia de fato ocorrido, não por que fosse uma bisbilhoteira, mas por que se preocupava com suas grandes companheiras em Mahora, as pessoas que mais gostava no mundo. – O que aconteceu ontem?
Setsuna não se moveu por um momento. Olhava para o céu nublado daquela manhã. Havia se levantado cedo para uma seção de treinos forçados com propósito de se distrair dos pensamentos que acabara sem surtir o efeito esperado. Agora estava ali tentando não pensar em nada no exato momento em que a discípula e amiga aparece lhe jogando uma pergunta dessa de cara. A garota no solo chegou a pensar que havia sido ignorada completamente, mas no instante seguinte Setsuna saltou do galho pousando com firmeza no chão logo a sua frente:
- Bom, se quer mesmo saber... – disse olhando profundamente nos olhos da ruiva que teve certeza naquele momento que seus piores pressentimentos haviam se cumprido.
As duas caminharam um tempo pelo parque enquanto Setsuna narrava a cena da ultima noite. Asuna rapidamente percebeu o tom vazio que a outra usava enquanto repetia as palavras absurdas de Setsuna-P. Mesmo tendo uma vontade enorme de parar pra xingar a shikigami, Asuna respeitou os sentimentos de sua amiga e esperou em silencio que esta terminasse:
- Hum? E você só disse isso antes de voltar para o seu quarto? – perguntou Asuna incrédula quando a amiga terminou seu discurso. Setsuna fintou os olhos dela com um olhar que dizia claramente “O que você queria que eu fizesse?”.
A ruiva engoliu em seco:
- Puxa... você não devia ter feito isso... – reclamou mesmo assim a bakaranger. – Cara, a Konoka não voltou pro quarto depois daquilo. Eu liguei pra ela mil vezes e ela só me mandou isso. – disse mostrando o celular pra outra com uma mensagem de texto mínima “Preciso ficar sozinha. Não se preocupe.”.
Foi Setsuna quem engoliu em seco desta vez. Ainda não havia parado para refletir sobre o que Konoka deveria estar sentindo com aquilo tudo. Sentiu-se um lixo humano por não levar em conta os sentimentos de sua querida “Kono-chan”. Porém, mesmo agora parando para pensar, não sentia vontade alguma de encarar Konoka, parecia que havia surgido uma barreira entre elas naquele terraço na noite anterior. Teve medo de que não mais conseguisse falar com sua querida e dividiu esse sentimento com Asuna:
- Ah... – a ruiva sentiu um nó na garganta pelas amigas. Ambas pareciam muito mal com tudo aquilo. – Caraca... sabe, eu tenho certeza de que você e a Konoka não vão passar o resto da vida sem se encarar ou falar... então... talvez seja melhor esperar a poeira baixar... depois tudo se conserta...
- ... – Setsuna perdeu novamente o olhar no céu cinzento como sua alma naquela manhã.
“Espero que você esteja certa Asuna... espero mesmo...”.
Negi Springfield entrava no quarto que dividia com Konoka e Asuna na república estudantil cansado. Já era fim da tarde e tinha tido um “dia” puxado de treinos no resort de sua mestra vampira. Tudo o que queria era relaxar e quem sabe se enfiar na cama de Asuna pra ter uma agradável noite de sono mesmo que talvez no dia seguinte isso lhe custasse um enorme galo na cabeça.
Ao entrar no quarto, porém, o ruivo deparou-se com uma cena inesperada: uma Asuna enraivecida esbravejando do alto de sua cama discutindo com uma Konoka igualmente irritada que se dirigia ao hall de entrada do aposento com uma toalha no ombro esquerdo:
- Por que você não deixa de idiotice e vai logo pedir desculpas dela?! Afinal você fez uma burrice sem tamanho, não? – perguntou a ruiva com o rosto vermelho pela exaltação. Konoka também estava vermelha e, Negi notou com um sobressalto, tinha lágrimas nos cantos dos olhos.
- Por que não para de se meter na vida dos outros e se declara de vez pro seu mago de estimação heim?! – esbravejou de volta Konoka antes de passar pelo professor sem nem ao menos notá-lo e sair batendo a porta com força. Asuna abafou um grito de raiva no travesseiro antes de descer do beliche e se dirigir à cozinha, provavelmente para compensar a raiva com comida.
- Mas o que houve aqui, Kamo? – perguntou o garoto abobado indo lentamente até a cozinha ao arminho que também assistira a cena na cabeça do “cliente” sem dizer uma palavra.
- Parece que a coisa fedeu Aniki... deve ser alguma treta entre a Setsuna-neesan e a Konoka-neesan... – declarou o arminho com tom de temor.
- Hã? A Setsuna e a Konoka? – Negi perguntou sem entender. – Mas como assim Kamo?
O arminho suspirou com um tom de “crianças” antes de responder:
- Ce num percebeu que rolou uma treta entre as duas antes da viagem da Setsuna-neesan, Aniki? – perguntou o furão sem acreditar na ingenuidade do garoto.
- Treta?! – Negi ficou ainda mais perdido com a pergunta.
- Ai ai... você é mesmo muito marreco Aniki... – comentou Kamo com uma gota. – As duas tão de rolo Aniki... de namoro...
O jovem mago engasgou à revelação e ficou estático no mesmo local perto da entrada da cozinha. Demorou alguns segundos até que voltasse a se mexer, parecia estar processando a incrível verdade por detrás das palavras do companheiro de jornada. “Setsuna e Konoka...na...moro?...beijo de.... garotas????”. O professor teve que se conter para não babar no terno novo que havia comprado a menos de um mês:
- Aniki? – chamou Kamo preocupado com a cara de tacho do garoto. – Que te deu moleque?
Negi despertou de um estalo. Sem dizer uma palavra ao arminho entrou como um furacão na cozinha surpreendendo uma Asuna que carregava diversas torradas em um prato e uma na boca:
- Ne...?
- A Setsuna e a Konoka estão namorando Asuna? – perguntou o mago sendo tão direto que fez Asuna quase atirar o prato para o alto. “O Negi ainda não tinha percebido?” pensou a ruiva se recuperando do susto inicial(*gota*).
- Ah... bom... era quase isso... mas parece que as coisas tão complicadas agora.. – respondeu com um tom evasivo. Provavelmente o garoto ainda não tinha mentalidade para compreender coisas tão complexas e profundas.
- Quê? Não estão?... – o mago parou para refletir por um minuto, a ruiva aproveitou para voltar a sua cama com as torradas que havia selecionado (“Como será que a Anesan tem tanta energia comendo tanta bobagem?” se questionou Kamo). – Houve algo relacionado com a Pee-chan? Digo, Setsuna-P? Ela causou uma briga feia entre as duas Asuna? – questionou o ruivo conseguindo fazer a ruiva derrubar o lanche no chão tamanha precisão que tivera. – Era por isso que você e a Konoka estavam discutindo? Você esta tentando ajuda-las Asuna?
- Tempo aí pirralho!!! – exclamou Asuna ficando tonta com tantas afirmações e perguntas simultâneas. Desceu do beliche novamente para juntar sua comida. Ficou em silêncio por um minuto enquanto catava as torradas e recolocava-as no prato que por sorte era descartável e não quebrara. Por essa não esperava, não havia percebido que o garoto era tão “sensitivo” a esse tipo de coisa. Seria alguma habilidade de mago? Quando terminou a garota sentou à mesa no centro do quarto sendo seguida pelo menino que esperava ansioso pelas suas respostas. – Acertou em cheio.
- Puxa... – Negi tinha um tom triste a Asuna se surpreendeu ao ver lágrimas nos olhos do garoto, não apenas ela, mas Kamo também (“Quê isso, Aniki...” disse o arminho). – Elas devem estar sofrendo Asuna... as duas se gostam tanto...
- Hã? Er... bem... estão mesmo, essa bakas... – Asuna irritou-se enfiando uma torrada inteira na boca e mastigando com um olhar feio para a janela.
- Por isso você estava dizendo pra Konoka ir falar com a Setsuna... – concluiu Negi sem perguntar nada. – Você é mesmo uma pessoa incrível Asuna... – A ruiva corou ainda mirando o céu cinzento que predominara durante o dia. – É verdade... hoje a Konoka nem apareceu na aula... e não veio dormir ontem...
- Oh... bingo. – confirmou a ruiva sem emoção. A verdade é que estava mesmo preocupada com as duas, mas a atitude de Konoka a estava irritando: desde quando fugir dos problemas vai resolver alguma coisa? Que garota idiota! Por que não dizer a Setsuna como estava arrependida e se entender logo?! Nem que fosse pra concordarem em dar um tempo ou (muito pior) se separarem de vez! Uh... não queria mesmo que a segunda alternativa fosse mesmo uma alternativa, mas não surportava aquele clima de “suspensão”. Nada acontece e apenas se espera... que bakas!
- Asuna, temos que ajuda-las! – disse o mago como se aquela fosse uma missão de um verdadeiro Magister Nagi. A ruiva o encarou séria antes de responder.
- Fico feliz que esteja querendo ajudar também, mas deixe o trabalho sujo de sair no tapa com a Konoka comigo. Você pode ir fazendo a cabeça da Setsuna com seus conselhos sábios que não segue.
- Ah.. – o ruivo se sentiu um pouco ofendido, mas aceitou com gosto a sua missão. Se aquelas duas iam querer fazer tudo da maneira mais difícil, pelo menos iam ter os amigos mais intrometidos do mundo para tentar acorda-las das maneiras mais inconvenientes possíveis!
Amigos de verdade às vezes são um pé no saco mesmo!
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Mais caps semana que vem! (Ou um dia XD)
OBS: Naum se esqueçam de ler o Partners cap 3 no post abaixo o/
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Posted by Se-chan
PaRtNeRs CaP 03
Gente, antes de tudo, eu queria dar umas explicações de tanta demora.
Pra quem naum acompanha a comunidade Setsuna & Konoka no orkut deve tah sendo confuso tanto tempo sem fic (pelo menos naum lembro de citar aki nada)
Eu to de férias, num bauneário, e to sem internet, nem telefone, soh o celular mesmo.
Entaum... pra postar.. tenho que ir em lan house..
Outra explicação da demora eh que a Mazaki me mandou soh ateh o cap 20 de Lives.. entaum to completamente sem pressa..
Outras coisas que taum ocupando o meu tempo saum os meus progetos paralelos.. que to inventando do nada pra ocupar meu tempo XD
Um eh um outro blog.. onde falarei mais das musicas de negima, seiyuus, shows e variantes.. mas nada sério.. provavelmente sairia um post por mês uhahahuauha
Jáaaa o outro... Eh um fansub.. Sim.. eu jah tenho o Negima Daisuki.. mas o problema de lah eh que ninguém se mexe pra nada.. e isso me irrita, como fã do manga e como “profissional” do meio. Gosto de fazer tudo prático e os caras de lá taum se fresqueando pra conseguir a legenda do Parallel(Live Action) separadamente... Além da demora de tradução.. jah fico mais impaciente pq faço o timming de um ep em um dia soh.. enquanto os outros ficam coçando e demoram meses pra colocar on-line o ep ¬¬
Pooorr isso, quero fazer um fansub.. pro MEU gosto de anime.. ou seja.. especialmente para garotas! >D
Contendo: Comédia, Comédia-Romantica, Romance, Shoujo-Ai(Pq muitas gurias naum saum de ferro! XD), entre outros mais populares.
Primeira coisa que vocês NAUM vaum ver no sub é: ANIMES AO ESTILO DBZ-NARUTO-BLEACH-ETC ... pq? Naum que eu naum goste, maaaaaassss 1º - naum eh shoujo(saum shonens de luta, ou seja, “masculino” demais), 2ººººººº - Naum tenho paciência pra fica legendando animes grandes XD
Primeiros animes que vocês vaum ver no sub se eu conseguir instalar um programa pra fazer legenda com karaokê(pq eu to usando o SubtitleWorkshop, mas ele não tem karaokê, e o AegiSub, o programa que eu uso pra mudar as fontes tem karaokê, mas ele tem que instalar online e eu tive que formatar a repartição onde instalo os programas = há eu não tenho nenhum programa realmente bom pra legendar XD): Kannazuki no Miko(Anime: Shoujo-Ai, Manga: Yuri), Azumanga Daioh(Uma das melhores comédias já feitas, na minha opinião), Negima Parallel(E o Daisuki que vá a *$@% que pariu! XD), Karekano(Romance com comédia, naum dah pra dizer que eh comédia-romantica, é sério demais e eh da Gainax(mesma empresa de Evangelion)! XD), Angelic Layer(Se eu achar o anime, já que naum tenho e soh li o manga no meu pc há alguns dias, já que tinha há anos num cd), Tsubasa Resevoir Chronicles(To pensando... Outro do clamp pra que neh? Algum dia eu jah devo legendar Sakura e Guerreiras Mágicas...Queria tbm Chobits.. mas eh muito masculino.. apesar de eu AMARRR akele manga, pra mim eh o melhor do clamp, sim eu sou burra.. naum sou taum fã de X, nem de outros, mas sou apaixonada pelo traço de Angelic Layer-Chobits.. eh fofo demais! XD), Otome wa Boku ni Koishiteru(Comédia-Romântica-Falso-Yuri... pq eh um cara que se veste de garota num colégio feminino.. o cara é dublado pela Yui Horie, Makie em Negima e Naru em Love Hina, e no final vc mal lembra que eh homem.. por isso.. “falso yuri”, a as yuris babam por “ela” e os homens ficam sem saber o que achar “dela” pq eh linda, mas eh homem, continua tendo “akilo”, mas eh “delicada”, “fofa” e tudo de bom XD .. um verdadeiro anime somente para bissexuais desfrutarem totalmente uahuahhaah .. outra comédia EXTREMAMENTE boa! Aconselho a todos, o traço eh lindo e vcs vão se matar rindo dos SDs, super deformeds, do anime! Vicio-me(maldita auto-correção do Word XD) cada vez mais quando re-vejo ele, jah vi 3 vezes o anime inteiro desde que entrei de férias e naum me enjôo! >D)
AGORA.. o ponto principal do fansub, para quem agüentou a faladeira ateh agora XD, eh: Você se cansa de fikar baxando anime que demora pra sair subado em port? Vc começa a baxar ele em inglês ou em Raw(Seja por torrent, youtube, google vídeo, ...) soh pra ver como termina e dpois naum volta a baxar pq tem preguiça? Agora chegou o Shoujo-Anime! Animes distribuídos com legenda separada (onde vc pode abrir o vídeo normalmente com a legenda, desde que essa esteja com o mesmo nome do vídeo, mesma pasta e tenha o programa VobSub instalado XD), para vc naum precisar passar trabalho baxando o vídeo inteiro novamente soh pq tem menos de 100kb há mais por causa da legenda inclusa!
Naum sei se soh eu que baxo os animes assim.. mas se der certo.. eu continuo com o projeto! /o/
Se eu conseguir os animes em raw, eu posso incluir as legendas e fazer opload tbm separado... mas tanto faz.. se der.. deu.. se naum der.. naum deu xD
Como eu vou traduzir tudo? Naum vou! Vou olhar vídeos de outros subs e revisar a legenda, pedir autorização pra copiar e distribuir! Se naum autorizarem? Distribuo tbm! Nunca irão saber! Sabe pq? Pq to aprendendo japonês sozinha e digo que eu traduzi ou digo que foi a coitada da Milk-chan que sabe japonês! Uahuahuahauhuha (empurrar a culpa pra amiga.. que feio Se-chan XD)
Mas vou traduzir animes que tenho em inglês (já que naum tive a paciência de esperar subarem em português), jah que to virando especialista nisso e jah completei meu curso de inglês com curso intermediário completo! (em três anos, +-, quatro livros, belezura naum!? >D) Eu também poderia pegar filmes e subar.. mas provavelmente naum muitos, pq filmes voltados pra mulheres normalmente saum complexos, chorões e água-com-açucar... Epa.. esses saum tipos que eu gosto! uhauahauhauh Se bem que tenho mania por filmes de terror XD (gosto estranho naum? heh) Entaum.. se eu traduzir filmes.. hmmm.. dexa eu ver.. provavelmente pegarei meus favoritos.. entaum deve ter na lista “Imagine eu e você” (lindo romance Yuri entre duas mulheres lindas! *.* Tah virando meu filme favorito), “Um Amor para Recordar” (Bem... aconselhado por alguém importante na minha vida, pelo menos no passado e presente, entaum... acho que naum pode ficar de fora *corada*), “O Último Samurai” (Naum poderia faltar, jah que eh pra mulheres... a desculpa será: “tem muito homem bonito!” auhauhauhauhauhahuauh), “Memórias de uma Gueixa” (Vai dizer que esse filme naum eh perfeito???? *.* E ainda com TANTA mulher bonita!! huahauhauhauhauh), “Nana 1 e 2” (Sim! >D Pegarei os dois filmes e farei legenda! Mesmo que eu tenha que morrer pra isso! /o/), “Love My Life” (Filme versão Live Action de um manga que eu nunca ouvi falar, se alguém conhece ... me diga onde baxar que eu legendo ou traduzo o manga. Obs: nunca vi o filme XD). Por enquanto eu acho que é só de filmes! XD
Bem.. além disso.. vou fazer esse fansub pra realizar um desejo de longo prazo meu: Subar shows! XD
Eu sou fanática por shows de seiyuus e cantoras, entaum quero fazer pelo menos o karaokê e fazer opload pros sofredores que naum conseguem baxar os shows por torrent! XD
Shows como:
- Negima Dai Mahora Sai
- Negima Magical X’mas
- Negima Princess Festival
- Love Live Hina in Osaka
- Love Live Hina in Tokyo Bay
- Ayumi Hamasaki ARENA Tour
- Kotoko (Algum show que eu naum sei o nome e um dia eu conseguirei baxar XD)
- High and Might Color (Se eu conseguir algum deles XD)
- E mais alguns XD
Sugestões, xingamentos e afins deixem nos comentários abaixo xD
Agorrraa!!! FICS!!! >D
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03 – O Romance que se Intensifica com a Lua
De repente escutaram-se, vindo dos corredores, sons interpretados como leves risadas e passos rápidos, escondidos pela escuridão. As moradoras não sabiam o que era, mas o mais provável era que fosse um casal secreto tentando passar um tempo a sós.
Bem, realmente era um casal secreto. Quer dizer, um casal que tentava ser secreto. Os passos foram escutados pela maior parte das moradoras e provavelmente as risadas talvez bastassem para se reconhecer as vozes.
Konoka puxava a espadachim pelo pulso com um sorriso enorme, estampado no rosto o dia inteiro, fazendo a mão da guarda-costas tocar de leve em seu ombro.
Enquanto subiam a escada que dava para o terraço escutaram uma voz vindo do corredor que haviam acabado de atravessar. Não podiam ser pegas no meio da noite fora de seus quartos, senão seriam levadas até o avô de Konoka por violarem regras dos dormitórios.
Conheciam essa voz, era Ayaka. Obviamente, a Iincho da sala 3-A era sempre preocupada com as regras, sendo dentro ou fora da sala, então colocou-se no posto de vigilância dos dormitórios. ‘Maldita Iincho!’ Pensava indignada a maga.
A espadachim segurou rapidamente Konoka e levou-a até o telhado antes que a representante da sala de ambas as vissem na escuridão dos corredores. Os corpos estavam colados, estavam escondidas atrás da porta que dava para o telhado. Setsuna sentira que já havia se sentido deste modo antes. Era estranho para a guarda-costas sentir um deja vú, não lembrava de ter muitos no decorrer de sua vida, isto a preocupava.
O cheiro adocicado de sua querida Kono-chan chegou-lhe as narinas rapidamente, por “culpa” da proximidade das duas. A guardiã avermelhou-se ao lembrar o porquê do deja vú. Fora causado pela lembrança de sua infância, o mesmo cheiro, o mesmo olhar, apesar do crescimento corporal causado pelo tempo decorrido.
A maga sorria-se com a preocupação de Setsuna. Queria mesmo ficar assim junto desta, mas não por causa de uma Iincho-chata, e sim por puro romantismo e calor humano. Desejava ver sua Set-chan declarando seu amor a ela, dizendo mil palavras de amor, seja em que língua fosse, apenas queria isso... O amor da garota expresso em palavras, mesmo sabendo que a outra não era das mais falantes e de melhor sentimentalismo.
Sabia que esta a amava, mas também sabia que Setsuna achava que não precisava expressar tal amor em palavras e gestos em público, mas isso não mudava o desejo de ver sua doce amada tomando coragem de enfrentar o mundo por ela. A sensação causada apenas pela imaginação da herdeira das Associações Mágicas já era boa demais... Imaginem só qual seria a verdadeira emoção causada pelo momento!
Deixando isso de lado, a maga olhou para a espadachim e apoiou seu rosto no ombro de Setsuna. Sabia que Ayaka já havia ido embora, mas queria aproveitar aquele momento com a garota. Poderia ser o último, nunca se sabe o que vai acontecer no futuro, não é?
Por mais contraditório que seja, a sensação calmante provocada pelo leve contato fazia seus corações apressarem-se levemente. A amargura que ambas sentiram ao lembrarem que ainda não poderiam fazer isso há qualquer momento veio num instante, e sumiu em outro. Não era hora de lembrar desse tipo de coisa, isso se deixa para qualquer outro momento, menos quando se está tão aconchegado.
Uma lembrança veio na mente da herdeira das Associações Mágicas, de uma bela noite, um pouco fria, lembrava, mas mesmo assim prazerosa, divertida e inesquecível.
“Né, Set-chan... Você lembra do dia do festival de Tanabata lá em Kyoto?” A espadachim mostrou um sorriso em seguida junto com um sinal de positivo com o rosto. “Você lembra dos fogos? Da fogueira? Da foto? Tudo?”
“Lembro até das nossas yukatas, heh.” Afirmava Setsuna com tom confiante.
“Aquele tempo era tão bom..” O suspiro que seguira após a fala da espadachim deixara Konoka confusa. Afinal, ela estava feliz com o estado atual da relação delas ou não?
A guarda-costas pôde parecer um pouco rude no momento, mas a verdade era que sua infância fora como um sonho, graças á graça de Deus(por mais sarcástico que isso pareça escrito) por ter posto em seu destino tal adorável criatura que era sua querida Konoe. Para Setsuna, o anjo não era ela, endeusada nunca conseguiria se ver. A verdadeira criatura divina sempre seria Kono-chan, a bela dama dos Konoe que sempre iria proteger, acima de si, acima da Ala Alba, incluindo seu estimado professor e sua amiga colegial que dá voadoras, acima das Associações Mágicas, ou seja, acima de qualquer coisa. Enfrentaria Deuses Gregos, Papas, Mães de Santo e o Exercito Americano se fosse preciso.
O silêncio de segundos passara como horas na lente estranhamente avoada da espadachim Shinmei. Apenas “acordara” após um toque que recebera no queixo e, em seguida, na bochecha, sentindo a pele lisa e confortável da face curiosa de Konoka.
“O que foi, Set-chan?”
“Nada.. Estava apenas lembrando algumas coisas..” O olhar ainda distante começara a fitar o céu aparentemente sem estrelas, apenas com a imagem da Lua iluminando seus corpos e a cidade acadêmica. “A noite está como naquele dia do Festival Tanabata, não?”
“É, só não tem aquele ventinho gostoso que batia no topo do morro..” Um sorriso doce invadia o rosto da maga. Lembrava-se do aroma, da vista, de sua Set-chan, de absolutamente tudo daquela noite querida.
Aos poucos foi recolocando sua face sob o ombro da amada e, ao fechar os olhos, fora como se tivesse voltado para aquela época de suas vidas, onde nada parecia dar errado e tudo era um paraíso.
A guardiã segurou-a mais delicadamente. As lembranças adquiridas naquele tempo não poderiam ser retiradas de suas mentes, nunca. Era algo precioso demais para alguém simplesmente não lembrar, como se fosse mais uma reles lembrança de uma infância sem grandes emoções. Era mais, extremamente maior, maior que quase tudo o que já viveram, afinal, naquele dia tiveram seu primeiro “encontro”, digamos assim.
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Estava anoitecendo, o sol indo em direção as montanhas da volta do castelo, era dia de Tanabata e a pequenina Konoe começava a arrumar-se para seu primeiro festival sem a supervisão de criados, tudo graças há sua Set-chan, que iria tomar-lhe conta.
Colocava uma yukata rosa claro, com detalhes de flores em branco, e com uma sandália de salto alto. Queria estar bem bonita, afinal, tinha que começar a agir como uma verdadeira dama, quer dizer, pelo menos é o que lhe diziam, o que queria era somente sair com a mais querida pessoa para ela, Set-chan.
Terminando de se arrumar, de pentear seus cabelos e de olhar-se milhões de vezes no espelho enorme que se localizava em seu quarto, Konoka correu em direção ao jardim de trás de sua casa para mostrar a sua ”amiga” o quanto levou a sério sua preparação para o festival dessa noite.
Mas, como nem tudo são rosas, a pequena futura grande maga não achara Setsuna. Porque diabos a criaturazinha tinha que sumir logo nesse momento? Disse que iria treinar no jardim e agora a Konoe estava e a pré-espadachim não. Afinal, há mais algum jardim nas redondezas?
Claro que tinha! Quando se lembrou do tal jardim ficara embaraçada, perante a lembrança fresquinha daquele dia onde seu rosto deparou-se com seu anjo protetor dando quase de boca, literalmente, nela.
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”Set-chan, por que você foi para o jardim das flores treinar naquele dia?” A curiosidade da maga veio há tona após tantos anos.
”Por que? Eu estava com saudade sua, mas não queria interrompê-la enquanto você trocava de roupa.” Uma pequena vermelhidão apareceu no rosto da espadachim. ”Lá é o único lugar onde eu conseguia matar saudades de você..”
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Chegando ao destino, a pequena Konoe achara finalmente sua ”amiga”. Estava treinando os poucos golpes que aprendera até então. Obviamente treinando para ser mais forte, para defender sua Kono-chan, sua querida e estimada primeira amiga e amor.
Nem sequer notara a presença do já razoável poder mágico da futura maga e continuou treinando. Apenas deu-se conta quando a outra meteu-se em seu caminho no meio de um golpe e a pré-espadachim acabara caindo ao chão de susto.
”Kono-chan!? Não me assuste assim!” Gritava afobadamente Setsuna. Tomara um grande susto, tinha que começar a aprender a sentir presenças em sua volta, senão um dia ainda iria morrer com um ataque súbito, seja por um inimigo real ou a futura maga brincando com seu pequeno coração.
”Desculpa Set-chan, mas é que eu não pude esperar você terminar! Olhe! Meu yukata não é bonito?” A pequenina perguntava enquanto dava uma volta sob o próprio corpo.
A pré-espadachim não havia ainda notado a roupa delicada da outra. Quando percebera, estava perdendo seus olhos visando a outra, achava, não, tinha certeza que nunca iria alcançar tamanha doçura no caminhar, no falar, em qualquer gênero. Se Kono-chan fosse uma deusa, certamente seria a da graciosidade (e isso existe!?) ” Est-Está .... Muito b-bonita, Kono-chan...”
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” Eu não tinha idéia do que falar naquela hora... Não pude disfarçar, você estava maravilhosa naquele yukata.” Comentava a, agora, espadachim para sua parceita.
” É... Você tava bem quieta mesmo naquela hora.. Por acaso você já tava me ‘cuidando’ naquela época?” A guarda-costas ficara sem jeito. Não é que já estivesse olhando para ela com OUTROS olhos, mas já era um olhar mais cuidadoso, admitia para si.
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” Ano.... Kono-chan, Hm... Você... quer brincar enquanto ainda não nos levam no festival? O medo faziam a pequena Setsuna abaixar a cabeça, fazendo-a apenas olhar para a outra com o canto dos olhos.
Um corado apareceu nas bochechas da futura maga e, com um pouco de receio, respondera afirmativamente. Mas o ” clima”(não se pode usar a palavra sem aspas pois ambas eram muito novas para ter um real c-l-i-m-a) fez com que surgisse sim um silêncio mortal e não risadas como de costume.
“Né, Set-chan... Vamos andar... pelas flores?” Perguntara a herdeira das Associações Mágicas enquanto tocava as pontas dos próprios dedos indicadores.
O clima parecia interminável. Mesmo com a pré-espadachim aceitando o convite, a caminhada estava sendo quieta e vergonhosa. Trocas de olhares causavam vermelhidão nas pequenas garotas.
A noite ia caindo e o silêncio continuava. As pequenas mocinhas ainda não haviam partido para o festival e continuavam a caminhar pelas flores. Luzes só haviam ao longe, aos poucos os rostos eram escurecidos pela noite sem alguma estrela. A lua vinha forte, mas não o bastante para pudesse se ver rostos nitidamente.
“Ano... Err..” A pequena Setsuna não sabia o que fazer, era estranho, não conseguia falar nada sem gaguejar, desde aquele maldito dia em que vira o rosto de Kono-chan sob as flores desde mesmo local. ‘Flores bakas!’ a pré-espadachim gritava em mente, mas secretamente sentia uma alegria por ter a oportunidade de voltar naquele local junto desta pequena ao seu lado.
Era estranho, incrivelmente incomum. Este sentimento que sentia. Era ..? Só poderia ser! Estava amando. Mas não poderia, garotas não amam garotas! Não! Mas estava amando! O que mais seria? O que mais poderia ser aquele calor que sentiu no coração, aquela palpitação fora do comum, aquela vontade de rir e chorar ao mesmo tempo vinha a tona enquanto olhava para Kono-chan e com a lua a iluminar o resto do mundo, menos a garota que estava com o rosto de costas para tal luz?
Já a pequena Konoe, via-se encurralada, Set-chan a estava olhando tão fixamente, estava ficando sem graça. Seu rosto começava a queimar de vergonha. Estava tão quente, principalmente seu peito. Aquele sentimento aquecendo seu coração, parecia tão bom, mas não podia contar tal coisa para sua querida primeira amiga, tinha tanto medo que esta fugisse, era a reação mais lógica que vinha na mente da garota.
A futura maga foi-se ao chão, sentou-se delicadamente e olhou para a pré-espadachim como se chamando-a para colocar-se ao lado dela. Tinha medo de que se ficasse muito perto desta revelaria seu segredo sem querer, mas não poderia ficar mais tempo sem trocar palavras com ela, não poderia ver-se longe desta, não queria isso, só de pensar sentia um tremor nas pernas.
Setsuna sentou-se ao lado da futura maga, temerosa, mas ao mesmo tempo com uma misteriosa vontade de sorrir. Assunto não lhe vinha em mente, mas sabia que em algum momento iria vir algo em mente para tirar este silêncio já enfurencedor.
“Ei, Set-chan, por que você tem treinado mais nos últimos dias?” A curiosidade veio na mente da garota, já que a outra intensificara seu treino logo após o dia que mudou sua vida.
“Bem.... é que...” A vermelhidão veio-lhe novamente, fazia isso demasiadamente nos dias após a visão de seu “anjo” entre as flores, será que passaria a fazer isso por toda a vida?(Pelo que conhecemos a garota-kendô até agora, a resposta é “sim”, não concordam?) “Eu sinto que tenho que te proteger...” Disse a garota olhando para uma flor logo a frente. “Eu... Quero te proteger...” Levantava o olhar até o horizonte. “Então estou treinando mais.. Para ficar forte...” Um leve sorriso aparecera no rosto da jovem. “Por que Kono-chan é muito importante para mim..” Segurando a mão da outra menina levemente, aos poucos ficara de mãos dadas com ela sobre a grama. “E não quero te perder..”
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“Aquela foi a primeira vez que te disse que queria te proteger..” Seguia abraçada a garota agora virada de costas, mas que permanecia olhando-a, de mãos dadas, com um sorriso terno.
“Eu queria muito pular naquela hora.” Comentava a maga risonhamente.
“Por isso que saiu querendo brincar depois?” A curiosidade subiu-lhe a mente.
“Mais ou menos... Também porque eu tava ficando muito sem jeito de ficar de mãos dadas com você!” Riu com gosto da lembrança.
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Certo tempo após as menininhas foram chamadas para saírem para o festival Tanabata. Entraram no carro sedan preto. Os bancos eram de couro, podia se sentir ainda o cheio do material do quão novo era este. As garotas sentaram-se uma ao lado da outra, com sorrisos bobos nos rostos, enquanto o motorista olhava seriamente pelo retrovisor para sair do estacionamento em frente ao “castelo” da Associação Mágica de Kansai.
A vista até o local era linda, coberta por árvores, suas flores cobriam a estrada de pétalas e o aroma das cerejeiras invadia o automóvel. Konoka abandonava seu lugar para colocar seu rosto para fora da janela, sentindo o vento, agora mais frio, as flores, o aroma. Enquanto isso Setsuna colocava-se prontamente na retaguarda, segurando a cintura da outra para que não houvesse problemas relacionados a uma certa pessoa caindo da janela.
“Ahh, Set-chan! Venha ver! O vento tá ótimo!” A futura maga puxava a outra com alegria. Realmente o vento estava gostoso, mas estava esfriando e isso começava a preocupar a pré-espadachim.
"Kono-chan, você trouxe algum casaco? Está ficando frio aqui. O noticiário também falou que ia esfriar cerca de 5 graus até a noite." Tendo sua pergunta totalmente ignorada, Setsuna puxou firmemente a garota para o lado de dentro do carro.
"Ei, Set-chan! Por que me puxou?"
"Por que chegamos Kono-chan!" Setsuna ria da garota que não notara a parada do carro diante do templo localizado numa região próxima a casa da Konoe.
Em seguida que sairam do automóvel, a pequena Setsuna sentiu um puxão no braço. Logo já estava sendo carregada pela herdeira das Associações para uma discreta barraca no início do festival.
"Set-chan, olhe! Peixes dourados! Vamos tentar pegar um?" Konoka perguntava com um olhar que praticamente obrigava a pré-espadachim responder afirmativamente.
"Ok, mas não se desaponte se não conseguirmos."
A futura maga pegou o equipamento de “caça” com o dono da banca e começou a tentar ganhar um peixe próximo a borda da pequena piscina. Desajeitada, não conseguia acertar a mira e continuar com o peixe tempo o bastante para colocá-lo num caquinho com água.
Setsuna colocou-se detrás da garota e segurou o pulso desta com certa pressão. "Está errado, Kono-chan." Encostando seu corpo nas costas da outra, colocando seu rosto no lado do de Konoka, e apoiando a mão que sobrara sobre a borda da piscina, Setsuna observou por alguns segundos o peixe dourado que a futura maga desejava pegar. "Tente não fazer muitas ondas, senão irá assustá-lo." Ao terminar, Setsuna esperou o animal aproximar-se levemente das mãos das garotas e, com um rápido movimento, pegara o peixe e colocou-o o mais rápido possível no saco plástico.
Só após a captura é que notou o que fizera. Konoka estava corada. Poderiam ainda não ter muita definição de corpo, afinal, tinham apenas 8 anos, mas a proximidade da garota já fora bastante "perturbadora".
A vergonha crescera de repente em Setsuna. Com um só pulo afastou-se alguns metros da outra.
A ojou(Bem, não acho justo colocar ojou(pelo que vi em School Rumble, significa “dondoca”, já que é sem o “-sama”), mas vou dexar “ojou” mesmo assim.) levantou-se, caminhando em direção a garota.
"Bem.. Aqui está Kono-chan.." A vermelhidão e o calor começavam a amenizar e o sorriso de Konoka fez com que seu coração subisse quase até o céu de felicidade.
"Obrigada, Set-chan." Com um beijo demorado na bochecha da garota agradeceu.(Essa ação da Konoka foi pra quem já viu o ep 8 do Negima Parallel/Live Action. A cena da Honya com o Negi.. heh)
E que BELO agradecimento. Setsuna não escondera a felicidade, sorrira, e muito, pelo ato carinhoso de sua amiga. Seus lábios tocando levemente sua face pareciam toques divinos, seu cheiro fora até suas narinas, embriagando-a de felicidade.
Mas como tudo que é bom dura pouco, Konoka logo deixou que seus lábios saísem do contato com a pré-espadachim, levantou-se e chamou a amiga para ir até outra barraca.
Na verdade, a futura maga não fazia idéia de onde ir, mas não queria seguir fazendo coisas que poderiam revelar seus verdadeiros sentimentos pela amiga, continuava com o medo desta fugir, achava que esse sentimento de insegurança nunca iria sair de seu peito. Olhara para os lados para ter alguma idéia, mas não conseguia pensar em nada. Set-chan já havia se colocado em seu devido lugar, ao lado da lady, e a herdeira das Associações começara a perder-se em seus pensamentos.
‘O que posso fazer? Kono-chan parece tão avoada.. Ela não falar o que pensa é tão extranho. Normalmente ela fala tudo para mim.. O que será que está acontecendo?’ A preocupação da mini guarda-costas já era notada por Konoka, mas esta nada conseguia fazer.
Tudo o que Setsuna acabou fazendo foi seguir seus instintos e chamou a futura maga para um lugar mais isolado. Caminharam por um certo tempo, até que chegassem ao topo de um morro, com vista para todo o festival. Haviam fogos de artifício, shows tradicionalistas.
‘Tanta luz e beleza juntas em um só lugar..’ Foi o que pensara Setsuna, mas não estava se referindo as luzes das ruas ou a quantidade excessiva de sakuras ao redor. Era a benevolência da pequena Konoe, havia notado há tão pouco tempo que amava esta, mas já queria tanto ficar sozinha num lugar assim com ela. Um suspiro soltara sem intenção alguma de pressionar a outra ou de causar vergonha na Konoe.
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“Set-chan..” A maga puxava a espadachim pela gola. “Por que naquela hora você deu um suspiro tão profundo..?”
“Porque eu estava junto de você, e isso era tudo o que eu queria naquela hora...” Konoka corou de leve e mostrou um leve sorriso. ‘Que bom....Set-chan...’
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A herdeira das Associações corou elevadamente, mas resistiu ao temor e arriscou ficar no local, com aquele “clima”, com aquela Set-chan que sabia que amaria sempre, com a certeza de que nunca iria diminuir seu amor por esta, tinha certeza, era a maior certeza que tinha na vida, nunca deixaria Set-chan, e desejava que a outra pensasse o mesmo, mais que tudo, mais que qualquer pensamento, mais que o mundo em que vive. Pode parecer exagerado para uma reles e inocente menina de 8 anos, mas estava apaixonada, perdidamente, e o que mais queria era ter a outra ao seu lado. Sabia que provavelmente iria ter problemas com relação à isso, já que ela mesma no começo não admitia para si, mas iria lutar por este sentimento, mesmo que isso significasse o rompimento de amizades, já que o amor é tudo e sem este tudo a garota não era nada.
As garotas olhavam-se calmamente, com olhares ternos, vocês sabem, aquele sentimento gostoso que vem na gente quando a gente sabe que nada pode dar errado, que mesmo que aconteça algo, nós iremos seguir em frente bem, mesmo que com arranhões, mesmo que prejudicados, o que nos é mais precioso continua com a gente, então nada nos faz realmente mal.
Setsuna vira o corpo da Konoe contorcer-se de frio. Encostara-se na garota e deu para esta o casaco que colocara por cima do próprio yukata por que sabia que iria esfriar. Cobriu-a não somente com um simples casaco, mas sim com seu corpo, colocou-se ao lado justamente para cobrir-lhe com o braço e, com o que sobrara, tocou-lhe as mãos e começara a aquece-las com toques, amorosos ou não, mas toques, o que fazia ambas corarem, mas não fugirem, continuavam abraçadas até que a futura maga ficasse aquecida adequadamente observando o céu escuro com somente a luz da Lua sob elas.
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“Nya, Set-chan... Aquele dia foi tãaaaoo bom!” A maga afundara o rosto sob o peito de Setsuna. A espadachim riu-se da fofura da garota, abraçou-a mais forte, confortou-a, e ficaram assim por volta de três horas. Não tinham pressa, tinham todo tempo do mundo, nada para temer, nada para pensar, podiam ficar ali calmamente, sem pensar no futuro que muitas vezes parecia assustador, cheio de desafios, por que ainda não oficializaram sua relação, não falaram para o avô de Konoka, não lutaram contra ninguém da Associação. Ainda tinham muito o que enfrentar, não precisavam apressar a angústia que iria vir mais tarde. Estavam ali, juntas, e isso era o que importava.
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GEEENNTEEE!!!!
EU AMEI RE-ESCREVER ESSE CAP!
ANTES DE EU RE-ESCREVER TAVA MTO YURI, PEVERTIDO E IRIA SER MTO PIOR QUE O ANTERIOR!
AGORA FICOU TAUM FOFO!
VALEU A PENA COMEÇAR A ESCREVER AOS POUCOS ESCUTANDO AS MUSICAS DO MEU MP3 PLAYER! XD
O estranho foi que eu fikei escutando musicas de animes Shoujo-ai/Yuri, como Kannazuki no Miko, Strawberry Panic, Otome wa Boku ni Koishiteru e Yami Hon no Tabibito uahuaahahuahuahu Será que deu inspiração? Masss.... Imaginação pra romance com musicas yuris? Sim!! >:D Animes Shoujo-ai/Yuri saum mto românticos! Quem viu principalmente Kannazuki e Strawberry sabe o que eh um verdadeiro romance mais realista entre personagens de manga/anime.
Como a Chikane-chan de Kannazuki disse no ep 3: “Himeko, você conhece Kaiawase? É da onde se originam as cartas Karuta.” Obs: Essas cartas saum akelas de ano novo, onde tem dois decks, um com o inicio de uma musica, e outro onde tem a continuação. O objetivo é achar a continuação da musica no segundo deck. “Para uma concha de dois lados, há apenas uma concha que combina com o outro. Apenas um par no mundo. Mas definitivamente existe um par. Eu penso que humanos não podem fugir da igualdade. Tem alguém no mundo esperando por você também. Você, apenas você, Himeko.Apenas uma pessoa. Com certeza. Não existe nenhuma pessoa que nasceu para ser sozinha. Você deve dar o seu melhor, devagar e com cautela, com o que você pode fazer. Depois você acha essa pessoa. Até lá eu, Eu irei te proteger” Obs 2: eu ... A-M-O essa cena!! *.* Chikane-chan, sua safada! Você disse isso soh pra dexar os teus fãs viciados nessa cena e mais lokos por você, neh criatura perfeita desse mundo! *.* (Gosto tanto do casal Chikane-Himeko quanto o Kono-Setsu! XD)
Ou como a Amane(Ela naum eh do casal principal, mas eh do meu casal favorito desse anime) de Strawberry disse no ep 4: “Eu também fiquei muito nervosa na minha primeira corrida. Fiquei tão nervosa que as minhas voltas foram terríveis. Ainda penso em desistir algumas vezes. Mas.. Sempre há coisas que nos levam à tristeza, raiva e desespero. Mesmo daqui para frente. Como também, há muitas coisas alegres e divertidas.” Obs: Nesse momento Amane faz com que Hikari coloque a mão no peito dela.(Não pensem bobagens! XD) “Como é?” Resposta: É quente...(Com direito a vermelhidão kawaii da Hikari) “Certo? É porque existem muitas coisas alegres aqui. Seu peito está quente também?” No final, sem a Amane colocar a mão no peito da Hikari(infelizmente XD), Hikari fica vermelha, paralisada com o quão fofa sua amada fora no momento, sendo que ela jah era apaixonada pela Amane, mas a Amane só conheceu ela agora XD
Ou seja... Casais Yuris podem ter seus momentos extremamente românticos, mesmo que após isso elas tenham momentos super hentais uahauhauhauhauhauh
ADOREI COLOCAR OS COMENTÁRIOS DAS PERSONAGENS NO MEIO DAS MEMÓRIAS!
Eu to falando bastante neh? Acho que eh o efeito “sem internet, sem comunicação” que eu tenho passado nos últimos tempos XD
PROXIMO CAP: COMEÇA A VERDADEIRA HISTÓRIA! SÉRIO, O FINAL DO CAP SERÁ PREOCUPANTE PRA TODO MUNDO QUE LER!! >D (E eu irei rir de todos muahahahah <- Risada Maligna Mor /o/)
Falow gente! o/
Pra quem naum acompanha a comunidade Setsuna & Konoka no orkut deve tah sendo confuso tanto tempo sem fic (pelo menos naum lembro de citar aki nada)
Eu to de férias, num bauneário, e to sem internet, nem telefone, soh o celular mesmo.
Entaum... pra postar.. tenho que ir em lan house..
Outra explicação da demora eh que a Mazaki me mandou soh ateh o cap 20 de Lives.. entaum to completamente sem pressa..
Outras coisas que taum ocupando o meu tempo saum os meus progetos paralelos.. que to inventando do nada pra ocupar meu tempo XD
Um eh um outro blog.. onde falarei mais das musicas de negima, seiyuus, shows e variantes.. mas nada sério.. provavelmente sairia um post por mês uhahahuauha
Jáaaa o outro... Eh um fansub.. Sim.. eu jah tenho o Negima Daisuki.. mas o problema de lah eh que ninguém se mexe pra nada.. e isso me irrita, como fã do manga e como “profissional” do meio. Gosto de fazer tudo prático e os caras de lá taum se fresqueando pra conseguir a legenda do Parallel(Live Action) separadamente... Além da demora de tradução.. jah fico mais impaciente pq faço o timming de um ep em um dia soh.. enquanto os outros ficam coçando e demoram meses pra colocar on-line o ep ¬¬
Pooorr isso, quero fazer um fansub.. pro MEU gosto de anime.. ou seja.. especialmente para garotas! >D
Contendo: Comédia, Comédia-Romantica, Romance, Shoujo-Ai(Pq muitas gurias naum saum de ferro! XD), entre outros mais populares.
Primeira coisa que vocês NAUM vaum ver no sub é: ANIMES AO ESTILO DBZ-NARUTO-BLEACH-ETC ... pq? Naum que eu naum goste, maaaaaassss 1º - naum eh shoujo(saum shonens de luta, ou seja, “masculino” demais), 2ººººººº - Naum tenho paciência pra fica legendando animes grandes XD
Primeiros animes que vocês vaum ver no sub se eu conseguir instalar um programa pra fazer legenda com karaokê(pq eu to usando o SubtitleWorkshop, mas ele não tem karaokê, e o AegiSub, o programa que eu uso pra mudar as fontes tem karaokê, mas ele tem que instalar online e eu tive que formatar a repartição onde instalo os programas = há eu não tenho nenhum programa realmente bom pra legendar XD): Kannazuki no Miko(Anime: Shoujo-Ai, Manga: Yuri), Azumanga Daioh(Uma das melhores comédias já feitas, na minha opinião), Negima Parallel(E o Daisuki que vá a *$@% que pariu! XD), Karekano(Romance com comédia, naum dah pra dizer que eh comédia-romantica, é sério demais e eh da Gainax(mesma empresa de Evangelion)! XD), Angelic Layer(Se eu achar o anime, já que naum tenho e soh li o manga no meu pc há alguns dias, já que tinha há anos num cd), Tsubasa Resevoir Chronicles(To pensando... Outro do clamp pra que neh? Algum dia eu jah devo legendar Sakura e Guerreiras Mágicas...Queria tbm Chobits.. mas eh muito masculino.. apesar de eu AMARRR akele manga, pra mim eh o melhor do clamp, sim eu sou burra.. naum sou taum fã de X, nem de outros, mas sou apaixonada pelo traço de Angelic Layer-Chobits.. eh fofo demais! XD), Otome wa Boku ni Koishiteru(Comédia-Romântica-Falso-Yuri... pq eh um cara que se veste de garota num colégio feminino.. o cara é dublado pela Yui Horie, Makie em Negima e Naru em Love Hina, e no final vc mal lembra que eh homem.. por isso.. “falso yuri”, a as yuris babam por “ela” e os homens ficam sem saber o que achar “dela” pq eh linda, mas eh homem, continua tendo “akilo”, mas eh “delicada”, “fofa” e tudo de bom XD .. um verdadeiro anime somente para bissexuais desfrutarem totalmente uahuahhaah .. outra comédia EXTREMAMENTE boa! Aconselho a todos, o traço eh lindo e vcs vão se matar rindo dos SDs, super deformeds, do anime! Vicio-me(maldita auto-correção do Word XD) cada vez mais quando re-vejo ele, jah vi 3 vezes o anime inteiro desde que entrei de férias e naum me enjôo! >D)
AGORA.. o ponto principal do fansub, para quem agüentou a faladeira ateh agora XD, eh: Você se cansa de fikar baxando anime que demora pra sair subado em port? Vc começa a baxar ele em inglês ou em Raw(Seja por torrent, youtube, google vídeo, ...) soh pra ver como termina e dpois naum volta a baxar pq tem preguiça? Agora chegou o Shoujo-Anime! Animes distribuídos com legenda separada (onde vc pode abrir o vídeo normalmente com a legenda, desde que essa esteja com o mesmo nome do vídeo, mesma pasta e tenha o programa VobSub instalado XD), para vc naum precisar passar trabalho baxando o vídeo inteiro novamente soh pq tem menos de 100kb há mais por causa da legenda inclusa!
Naum sei se soh eu que baxo os animes assim.. mas se der certo.. eu continuo com o projeto! /o/
Se eu conseguir os animes em raw, eu posso incluir as legendas e fazer opload tbm separado... mas tanto faz.. se der.. deu.. se naum der.. naum deu xD
Como eu vou traduzir tudo? Naum vou! Vou olhar vídeos de outros subs e revisar a legenda, pedir autorização pra copiar e distribuir! Se naum autorizarem? Distribuo tbm! Nunca irão saber! Sabe pq? Pq to aprendendo japonês sozinha e digo que eu traduzi ou digo que foi a coitada da Milk-chan que sabe japonês! Uahuahuahauhuha (empurrar a culpa pra amiga.. que feio Se-chan XD)
Mas vou traduzir animes que tenho em inglês (já que naum tive a paciência de esperar subarem em português), jah que to virando especialista nisso e jah completei meu curso de inglês com curso intermediário completo! (em três anos, +-, quatro livros, belezura naum!? >D) Eu também poderia pegar filmes e subar.. mas provavelmente naum muitos, pq filmes voltados pra mulheres normalmente saum complexos, chorões e água-com-açucar... Epa.. esses saum tipos que eu gosto! uhauahauhauh Se bem que tenho mania por filmes de terror XD (gosto estranho naum? heh) Entaum.. se eu traduzir filmes.. hmmm.. dexa eu ver.. provavelmente pegarei meus favoritos.. entaum deve ter na lista “Imagine eu e você” (lindo romance Yuri entre duas mulheres lindas! *.* Tah virando meu filme favorito), “Um Amor para Recordar” (Bem... aconselhado por alguém importante na minha vida, pelo menos no passado e presente, entaum... acho que naum pode ficar de fora *corada*), “O Último Samurai” (Naum poderia faltar, jah que eh pra mulheres... a desculpa será: “tem muito homem bonito!” auhauhauhauhauhahuauh), “Memórias de uma Gueixa” (Vai dizer que esse filme naum eh perfeito???? *.* E ainda com TANTA mulher bonita!! huahauhauhauhauh), “Nana 1 e 2” (Sim! >D Pegarei os dois filmes e farei legenda! Mesmo que eu tenha que morrer pra isso! /o/), “Love My Life” (Filme versão Live Action de um manga que eu nunca ouvi falar, se alguém conhece ... me diga onde baxar que eu legendo ou traduzo o manga. Obs: nunca vi o filme XD). Por enquanto eu acho que é só de filmes! XD
Bem.. além disso.. vou fazer esse fansub pra realizar um desejo de longo prazo meu: Subar shows! XD
Eu sou fanática por shows de seiyuus e cantoras, entaum quero fazer pelo menos o karaokê e fazer opload pros sofredores que naum conseguem baxar os shows por torrent! XD
Shows como:
- Negima Dai Mahora Sai
- Negima Magical X’mas
- Negima Princess Festival
- Love Live Hina in Osaka
- Love Live Hina in Tokyo Bay
- Ayumi Hamasaki ARENA Tour
- Kotoko (Algum show que eu naum sei o nome e um dia eu conseguirei baxar XD)
- High and Might Color (Se eu conseguir algum deles XD)
- E mais alguns XD
Sugestões, xingamentos e afins deixem nos comentários abaixo xD
Agorrraa!!! FICS!!! >D
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03 – O Romance que se Intensifica com a Lua
De repente escutaram-se, vindo dos corredores, sons interpretados como leves risadas e passos rápidos, escondidos pela escuridão. As moradoras não sabiam o que era, mas o mais provável era que fosse um casal secreto tentando passar um tempo a sós.
Bem, realmente era um casal secreto. Quer dizer, um casal que tentava ser secreto. Os passos foram escutados pela maior parte das moradoras e provavelmente as risadas talvez bastassem para se reconhecer as vozes.
Konoka puxava a espadachim pelo pulso com um sorriso enorme, estampado no rosto o dia inteiro, fazendo a mão da guarda-costas tocar de leve em seu ombro.
Enquanto subiam a escada que dava para o terraço escutaram uma voz vindo do corredor que haviam acabado de atravessar. Não podiam ser pegas no meio da noite fora de seus quartos, senão seriam levadas até o avô de Konoka por violarem regras dos dormitórios.
Conheciam essa voz, era Ayaka. Obviamente, a Iincho da sala 3-A era sempre preocupada com as regras, sendo dentro ou fora da sala, então colocou-se no posto de vigilância dos dormitórios. ‘Maldita Iincho!’ Pensava indignada a maga.
A espadachim segurou rapidamente Konoka e levou-a até o telhado antes que a representante da sala de ambas as vissem na escuridão dos corredores. Os corpos estavam colados, estavam escondidas atrás da porta que dava para o telhado. Setsuna sentira que já havia se sentido deste modo antes. Era estranho para a guarda-costas sentir um deja vú, não lembrava de ter muitos no decorrer de sua vida, isto a preocupava.
O cheiro adocicado de sua querida Kono-chan chegou-lhe as narinas rapidamente, por “culpa” da proximidade das duas. A guardiã avermelhou-se ao lembrar o porquê do deja vú. Fora causado pela lembrança de sua infância, o mesmo cheiro, o mesmo olhar, apesar do crescimento corporal causado pelo tempo decorrido.
A maga sorria-se com a preocupação de Setsuna. Queria mesmo ficar assim junto desta, mas não por causa de uma Iincho-chata, e sim por puro romantismo e calor humano. Desejava ver sua Set-chan declarando seu amor a ela, dizendo mil palavras de amor, seja em que língua fosse, apenas queria isso... O amor da garota expresso em palavras, mesmo sabendo que a outra não era das mais falantes e de melhor sentimentalismo.
Sabia que esta a amava, mas também sabia que Setsuna achava que não precisava expressar tal amor em palavras e gestos em público, mas isso não mudava o desejo de ver sua doce amada tomando coragem de enfrentar o mundo por ela. A sensação causada apenas pela imaginação da herdeira das Associações Mágicas já era boa demais... Imaginem só qual seria a verdadeira emoção causada pelo momento!
Deixando isso de lado, a maga olhou para a espadachim e apoiou seu rosto no ombro de Setsuna. Sabia que Ayaka já havia ido embora, mas queria aproveitar aquele momento com a garota. Poderia ser o último, nunca se sabe o que vai acontecer no futuro, não é?
Por mais contraditório que seja, a sensação calmante provocada pelo leve contato fazia seus corações apressarem-se levemente. A amargura que ambas sentiram ao lembrarem que ainda não poderiam fazer isso há qualquer momento veio num instante, e sumiu em outro. Não era hora de lembrar desse tipo de coisa, isso se deixa para qualquer outro momento, menos quando se está tão aconchegado.
Uma lembrança veio na mente da herdeira das Associações Mágicas, de uma bela noite, um pouco fria, lembrava, mas mesmo assim prazerosa, divertida e inesquecível.
“Né, Set-chan... Você lembra do dia do festival de Tanabata lá em Kyoto?” A espadachim mostrou um sorriso em seguida junto com um sinal de positivo com o rosto. “Você lembra dos fogos? Da fogueira? Da foto? Tudo?”
“Lembro até das nossas yukatas, heh.” Afirmava Setsuna com tom confiante.
“Aquele tempo era tão bom..” O suspiro que seguira após a fala da espadachim deixara Konoka confusa. Afinal, ela estava feliz com o estado atual da relação delas ou não?
A guarda-costas pôde parecer um pouco rude no momento, mas a verdade era que sua infância fora como um sonho, graças á graça de Deus(por mais sarcástico que isso pareça escrito) por ter posto em seu destino tal adorável criatura que era sua querida Konoe. Para Setsuna, o anjo não era ela, endeusada nunca conseguiria se ver. A verdadeira criatura divina sempre seria Kono-chan, a bela dama dos Konoe que sempre iria proteger, acima de si, acima da Ala Alba, incluindo seu estimado professor e sua amiga colegial que dá voadoras, acima das Associações Mágicas, ou seja, acima de qualquer coisa. Enfrentaria Deuses Gregos, Papas, Mães de Santo e o Exercito Americano se fosse preciso.
O silêncio de segundos passara como horas na lente estranhamente avoada da espadachim Shinmei. Apenas “acordara” após um toque que recebera no queixo e, em seguida, na bochecha, sentindo a pele lisa e confortável da face curiosa de Konoka.
“O que foi, Set-chan?”
“Nada.. Estava apenas lembrando algumas coisas..” O olhar ainda distante começara a fitar o céu aparentemente sem estrelas, apenas com a imagem da Lua iluminando seus corpos e a cidade acadêmica. “A noite está como naquele dia do Festival Tanabata, não?”
“É, só não tem aquele ventinho gostoso que batia no topo do morro..” Um sorriso doce invadia o rosto da maga. Lembrava-se do aroma, da vista, de sua Set-chan, de absolutamente tudo daquela noite querida.
Aos poucos foi recolocando sua face sob o ombro da amada e, ao fechar os olhos, fora como se tivesse voltado para aquela época de suas vidas, onde nada parecia dar errado e tudo era um paraíso.
A guardiã segurou-a mais delicadamente. As lembranças adquiridas naquele tempo não poderiam ser retiradas de suas mentes, nunca. Era algo precioso demais para alguém simplesmente não lembrar, como se fosse mais uma reles lembrança de uma infância sem grandes emoções. Era mais, extremamente maior, maior que quase tudo o que já viveram, afinal, naquele dia tiveram seu primeiro “encontro”, digamos assim.
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Estava anoitecendo, o sol indo em direção as montanhas da volta do castelo, era dia de Tanabata e a pequenina Konoe começava a arrumar-se para seu primeiro festival sem a supervisão de criados, tudo graças há sua Set-chan, que iria tomar-lhe conta.
Colocava uma yukata rosa claro, com detalhes de flores em branco, e com uma sandália de salto alto. Queria estar bem bonita, afinal, tinha que começar a agir como uma verdadeira dama, quer dizer, pelo menos é o que lhe diziam, o que queria era somente sair com a mais querida pessoa para ela, Set-chan.
Terminando de se arrumar, de pentear seus cabelos e de olhar-se milhões de vezes no espelho enorme que se localizava em seu quarto, Konoka correu em direção ao jardim de trás de sua casa para mostrar a sua ”amiga” o quanto levou a sério sua preparação para o festival dessa noite.
Mas, como nem tudo são rosas, a pequena futura grande maga não achara Setsuna. Porque diabos a criaturazinha tinha que sumir logo nesse momento? Disse que iria treinar no jardim e agora a Konoe estava e a pré-espadachim não. Afinal, há mais algum jardim nas redondezas?
Claro que tinha! Quando se lembrou do tal jardim ficara embaraçada, perante a lembrança fresquinha daquele dia onde seu rosto deparou-se com seu anjo protetor dando quase de boca, literalmente, nela.
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”Set-chan, por que você foi para o jardim das flores treinar naquele dia?” A curiosidade da maga veio há tona após tantos anos.
”Por que? Eu estava com saudade sua, mas não queria interrompê-la enquanto você trocava de roupa.” Uma pequena vermelhidão apareceu no rosto da espadachim. ”Lá é o único lugar onde eu conseguia matar saudades de você..”
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Chegando ao destino, a pequena Konoe achara finalmente sua ”amiga”. Estava treinando os poucos golpes que aprendera até então. Obviamente treinando para ser mais forte, para defender sua Kono-chan, sua querida e estimada primeira amiga e amor.
Nem sequer notara a presença do já razoável poder mágico da futura maga e continuou treinando. Apenas deu-se conta quando a outra meteu-se em seu caminho no meio de um golpe e a pré-espadachim acabara caindo ao chão de susto.
”Kono-chan!? Não me assuste assim!” Gritava afobadamente Setsuna. Tomara um grande susto, tinha que começar a aprender a sentir presenças em sua volta, senão um dia ainda iria morrer com um ataque súbito, seja por um inimigo real ou a futura maga brincando com seu pequeno coração.
”Desculpa Set-chan, mas é que eu não pude esperar você terminar! Olhe! Meu yukata não é bonito?” A pequenina perguntava enquanto dava uma volta sob o próprio corpo.
A pré-espadachim não havia ainda notado a roupa delicada da outra. Quando percebera, estava perdendo seus olhos visando a outra, achava, não, tinha certeza que nunca iria alcançar tamanha doçura no caminhar, no falar, em qualquer gênero. Se Kono-chan fosse uma deusa, certamente seria a da graciosidade (e isso existe!?) ” Est-Está .... Muito b-bonita, Kono-chan...”
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” Eu não tinha idéia do que falar naquela hora... Não pude disfarçar, você estava maravilhosa naquele yukata.” Comentava a, agora, espadachim para sua parceita.
” É... Você tava bem quieta mesmo naquela hora.. Por acaso você já tava me ‘cuidando’ naquela época?” A guarda-costas ficara sem jeito. Não é que já estivesse olhando para ela com OUTROS olhos, mas já era um olhar mais cuidadoso, admitia para si.
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” Ano.... Kono-chan, Hm... Você... quer brincar enquanto ainda não nos levam no festival? O medo faziam a pequena Setsuna abaixar a cabeça, fazendo-a apenas olhar para a outra com o canto dos olhos.
Um corado apareceu nas bochechas da futura maga e, com um pouco de receio, respondera afirmativamente. Mas o ” clima”(não se pode usar a palavra sem aspas pois ambas eram muito novas para ter um real c-l-i-m-a) fez com que surgisse sim um silêncio mortal e não risadas como de costume.
“Né, Set-chan... Vamos andar... pelas flores?” Perguntara a herdeira das Associações Mágicas enquanto tocava as pontas dos próprios dedos indicadores.
O clima parecia interminável. Mesmo com a pré-espadachim aceitando o convite, a caminhada estava sendo quieta e vergonhosa. Trocas de olhares causavam vermelhidão nas pequenas garotas.
A noite ia caindo e o silêncio continuava. As pequenas mocinhas ainda não haviam partido para o festival e continuavam a caminhar pelas flores. Luzes só haviam ao longe, aos poucos os rostos eram escurecidos pela noite sem alguma estrela. A lua vinha forte, mas não o bastante para pudesse se ver rostos nitidamente.
“Ano... Err..” A pequena Setsuna não sabia o que fazer, era estranho, não conseguia falar nada sem gaguejar, desde aquele maldito dia em que vira o rosto de Kono-chan sob as flores desde mesmo local. ‘Flores bakas!’ a pré-espadachim gritava em mente, mas secretamente sentia uma alegria por ter a oportunidade de voltar naquele local junto desta pequena ao seu lado.
Era estranho, incrivelmente incomum. Este sentimento que sentia. Era ..? Só poderia ser! Estava amando. Mas não poderia, garotas não amam garotas! Não! Mas estava amando! O que mais seria? O que mais poderia ser aquele calor que sentiu no coração, aquela palpitação fora do comum, aquela vontade de rir e chorar ao mesmo tempo vinha a tona enquanto olhava para Kono-chan e com a lua a iluminar o resto do mundo, menos a garota que estava com o rosto de costas para tal luz?
Já a pequena Konoe, via-se encurralada, Set-chan a estava olhando tão fixamente, estava ficando sem graça. Seu rosto começava a queimar de vergonha. Estava tão quente, principalmente seu peito. Aquele sentimento aquecendo seu coração, parecia tão bom, mas não podia contar tal coisa para sua querida primeira amiga, tinha tanto medo que esta fugisse, era a reação mais lógica que vinha na mente da garota.
A futura maga foi-se ao chão, sentou-se delicadamente e olhou para a pré-espadachim como se chamando-a para colocar-se ao lado dela. Tinha medo de que se ficasse muito perto desta revelaria seu segredo sem querer, mas não poderia ficar mais tempo sem trocar palavras com ela, não poderia ver-se longe desta, não queria isso, só de pensar sentia um tremor nas pernas.
Setsuna sentou-se ao lado da futura maga, temerosa, mas ao mesmo tempo com uma misteriosa vontade de sorrir. Assunto não lhe vinha em mente, mas sabia que em algum momento iria vir algo em mente para tirar este silêncio já enfurencedor.
“Ei, Set-chan, por que você tem treinado mais nos últimos dias?” A curiosidade veio na mente da garota, já que a outra intensificara seu treino logo após o dia que mudou sua vida.
“Bem.... é que...” A vermelhidão veio-lhe novamente, fazia isso demasiadamente nos dias após a visão de seu “anjo” entre as flores, será que passaria a fazer isso por toda a vida?(Pelo que conhecemos a garota-kendô até agora, a resposta é “sim”, não concordam?) “Eu sinto que tenho que te proteger...” Disse a garota olhando para uma flor logo a frente. “Eu... Quero te proteger...” Levantava o olhar até o horizonte. “Então estou treinando mais.. Para ficar forte...” Um leve sorriso aparecera no rosto da jovem. “Por que Kono-chan é muito importante para mim..” Segurando a mão da outra menina levemente, aos poucos ficara de mãos dadas com ela sobre a grama. “E não quero te perder..”
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“Aquela foi a primeira vez que te disse que queria te proteger..” Seguia abraçada a garota agora virada de costas, mas que permanecia olhando-a, de mãos dadas, com um sorriso terno.
“Eu queria muito pular naquela hora.” Comentava a maga risonhamente.
“Por isso que saiu querendo brincar depois?” A curiosidade subiu-lhe a mente.
“Mais ou menos... Também porque eu tava ficando muito sem jeito de ficar de mãos dadas com você!” Riu com gosto da lembrança.
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Certo tempo após as menininhas foram chamadas para saírem para o festival Tanabata. Entraram no carro sedan preto. Os bancos eram de couro, podia se sentir ainda o cheio do material do quão novo era este. As garotas sentaram-se uma ao lado da outra, com sorrisos bobos nos rostos, enquanto o motorista olhava seriamente pelo retrovisor para sair do estacionamento em frente ao “castelo” da Associação Mágica de Kansai.
A vista até o local era linda, coberta por árvores, suas flores cobriam a estrada de pétalas e o aroma das cerejeiras invadia o automóvel. Konoka abandonava seu lugar para colocar seu rosto para fora da janela, sentindo o vento, agora mais frio, as flores, o aroma. Enquanto isso Setsuna colocava-se prontamente na retaguarda, segurando a cintura da outra para que não houvesse problemas relacionados a uma certa pessoa caindo da janela.
“Ahh, Set-chan! Venha ver! O vento tá ótimo!” A futura maga puxava a outra com alegria. Realmente o vento estava gostoso, mas estava esfriando e isso começava a preocupar a pré-espadachim.
"Kono-chan, você trouxe algum casaco? Está ficando frio aqui. O noticiário também falou que ia esfriar cerca de 5 graus até a noite." Tendo sua pergunta totalmente ignorada, Setsuna puxou firmemente a garota para o lado de dentro do carro.
"Ei, Set-chan! Por que me puxou?"
"Por que chegamos Kono-chan!" Setsuna ria da garota que não notara a parada do carro diante do templo localizado numa região próxima a casa da Konoe.
Em seguida que sairam do automóvel, a pequena Setsuna sentiu um puxão no braço. Logo já estava sendo carregada pela herdeira das Associações para uma discreta barraca no início do festival.
"Set-chan, olhe! Peixes dourados! Vamos tentar pegar um?" Konoka perguntava com um olhar que praticamente obrigava a pré-espadachim responder afirmativamente.
"Ok, mas não se desaponte se não conseguirmos."
A futura maga pegou o equipamento de “caça” com o dono da banca e começou a tentar ganhar um peixe próximo a borda da pequena piscina. Desajeitada, não conseguia acertar a mira e continuar com o peixe tempo o bastante para colocá-lo num caquinho com água.
Setsuna colocou-se detrás da garota e segurou o pulso desta com certa pressão. "Está errado, Kono-chan." Encostando seu corpo nas costas da outra, colocando seu rosto no lado do de Konoka, e apoiando a mão que sobrara sobre a borda da piscina, Setsuna observou por alguns segundos o peixe dourado que a futura maga desejava pegar. "Tente não fazer muitas ondas, senão irá assustá-lo." Ao terminar, Setsuna esperou o animal aproximar-se levemente das mãos das garotas e, com um rápido movimento, pegara o peixe e colocou-o o mais rápido possível no saco plástico.
Só após a captura é que notou o que fizera. Konoka estava corada. Poderiam ainda não ter muita definição de corpo, afinal, tinham apenas 8 anos, mas a proximidade da garota já fora bastante "perturbadora".
A vergonha crescera de repente em Setsuna. Com um só pulo afastou-se alguns metros da outra.
A ojou(Bem, não acho justo colocar ojou(pelo que vi em School Rumble, significa “dondoca”, já que é sem o “-sama”), mas vou dexar “ojou” mesmo assim.) levantou-se, caminhando em direção a garota.
"Bem.. Aqui está Kono-chan.." A vermelhidão e o calor começavam a amenizar e o sorriso de Konoka fez com que seu coração subisse quase até o céu de felicidade.
"Obrigada, Set-chan." Com um beijo demorado na bochecha da garota agradeceu.(Essa ação da Konoka foi pra quem já viu o ep 8 do Negima Parallel/Live Action. A cena da Honya com o Negi.. heh)
E que BELO agradecimento. Setsuna não escondera a felicidade, sorrira, e muito, pelo ato carinhoso de sua amiga. Seus lábios tocando levemente sua face pareciam toques divinos, seu cheiro fora até suas narinas, embriagando-a de felicidade.
Mas como tudo que é bom dura pouco, Konoka logo deixou que seus lábios saísem do contato com a pré-espadachim, levantou-se e chamou a amiga para ir até outra barraca.
Na verdade, a futura maga não fazia idéia de onde ir, mas não queria seguir fazendo coisas que poderiam revelar seus verdadeiros sentimentos pela amiga, continuava com o medo desta fugir, achava que esse sentimento de insegurança nunca iria sair de seu peito. Olhara para os lados para ter alguma idéia, mas não conseguia pensar em nada. Set-chan já havia se colocado em seu devido lugar, ao lado da lady, e a herdeira das Associações começara a perder-se em seus pensamentos.
‘O que posso fazer? Kono-chan parece tão avoada.. Ela não falar o que pensa é tão extranho. Normalmente ela fala tudo para mim.. O que será que está acontecendo?’ A preocupação da mini guarda-costas já era notada por Konoka, mas esta nada conseguia fazer.
Tudo o que Setsuna acabou fazendo foi seguir seus instintos e chamou a futura maga para um lugar mais isolado. Caminharam por um certo tempo, até que chegassem ao topo de um morro, com vista para todo o festival. Haviam fogos de artifício, shows tradicionalistas.
‘Tanta luz e beleza juntas em um só lugar..’ Foi o que pensara Setsuna, mas não estava se referindo as luzes das ruas ou a quantidade excessiva de sakuras ao redor. Era a benevolência da pequena Konoe, havia notado há tão pouco tempo que amava esta, mas já queria tanto ficar sozinha num lugar assim com ela. Um suspiro soltara sem intenção alguma de pressionar a outra ou de causar vergonha na Konoe.
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“Set-chan..” A maga puxava a espadachim pela gola. “Por que naquela hora você deu um suspiro tão profundo..?”
“Porque eu estava junto de você, e isso era tudo o que eu queria naquela hora...” Konoka corou de leve e mostrou um leve sorriso. ‘Que bom....Set-chan...’
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A herdeira das Associações corou elevadamente, mas resistiu ao temor e arriscou ficar no local, com aquele “clima”, com aquela Set-chan que sabia que amaria sempre, com a certeza de que nunca iria diminuir seu amor por esta, tinha certeza, era a maior certeza que tinha na vida, nunca deixaria Set-chan, e desejava que a outra pensasse o mesmo, mais que tudo, mais que qualquer pensamento, mais que o mundo em que vive. Pode parecer exagerado para uma reles e inocente menina de 8 anos, mas estava apaixonada, perdidamente, e o que mais queria era ter a outra ao seu lado. Sabia que provavelmente iria ter problemas com relação à isso, já que ela mesma no começo não admitia para si, mas iria lutar por este sentimento, mesmo que isso significasse o rompimento de amizades, já que o amor é tudo e sem este tudo a garota não era nada.
As garotas olhavam-se calmamente, com olhares ternos, vocês sabem, aquele sentimento gostoso que vem na gente quando a gente sabe que nada pode dar errado, que mesmo que aconteça algo, nós iremos seguir em frente bem, mesmo que com arranhões, mesmo que prejudicados, o que nos é mais precioso continua com a gente, então nada nos faz realmente mal.
Setsuna vira o corpo da Konoe contorcer-se de frio. Encostara-se na garota e deu para esta o casaco que colocara por cima do próprio yukata por que sabia que iria esfriar. Cobriu-a não somente com um simples casaco, mas sim com seu corpo, colocou-se ao lado justamente para cobrir-lhe com o braço e, com o que sobrara, tocou-lhe as mãos e começara a aquece-las com toques, amorosos ou não, mas toques, o que fazia ambas corarem, mas não fugirem, continuavam abraçadas até que a futura maga ficasse aquecida adequadamente observando o céu escuro com somente a luz da Lua sob elas.
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“Nya, Set-chan... Aquele dia foi tãaaaoo bom!” A maga afundara o rosto sob o peito de Setsuna. A espadachim riu-se da fofura da garota, abraçou-a mais forte, confortou-a, e ficaram assim por volta de três horas. Não tinham pressa, tinham todo tempo do mundo, nada para temer, nada para pensar, podiam ficar ali calmamente, sem pensar no futuro que muitas vezes parecia assustador, cheio de desafios, por que ainda não oficializaram sua relação, não falaram para o avô de Konoka, não lutaram contra ninguém da Associação. Ainda tinham muito o que enfrentar, não precisavam apressar a angústia que iria vir mais tarde. Estavam ali, juntas, e isso era o que importava.
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GEEENNTEEE!!!!
EU AMEI RE-ESCREVER ESSE CAP!
ANTES DE EU RE-ESCREVER TAVA MTO YURI, PEVERTIDO E IRIA SER MTO PIOR QUE O ANTERIOR!
AGORA FICOU TAUM FOFO!
VALEU A PENA COMEÇAR A ESCREVER AOS POUCOS ESCUTANDO AS MUSICAS DO MEU MP3 PLAYER! XD
O estranho foi que eu fikei escutando musicas de animes Shoujo-ai/Yuri, como Kannazuki no Miko, Strawberry Panic, Otome wa Boku ni Koishiteru e Yami Hon no Tabibito uahuaahahuahuahu Será que deu inspiração? Masss.... Imaginação pra romance com musicas yuris? Sim!! >:D Animes Shoujo-ai/Yuri saum mto românticos! Quem viu principalmente Kannazuki e Strawberry sabe o que eh um verdadeiro romance mais realista entre personagens de manga/anime.
Como a Chikane-chan de Kannazuki disse no ep 3: “Himeko, você conhece Kaiawase? É da onde se originam as cartas Karuta.” Obs: Essas cartas saum akelas de ano novo, onde tem dois decks, um com o inicio de uma musica, e outro onde tem a continuação. O objetivo é achar a continuação da musica no segundo deck. “Para uma concha de dois lados, há apenas uma concha que combina com o outro. Apenas um par no mundo. Mas definitivamente existe um par. Eu penso que humanos não podem fugir da igualdade. Tem alguém no mundo esperando por você também. Você, apenas você, Himeko.Apenas uma pessoa. Com certeza. Não existe nenhuma pessoa que nasceu para ser sozinha. Você deve dar o seu melhor, devagar e com cautela, com o que você pode fazer. Depois você acha essa pessoa. Até lá eu, Eu irei te proteger” Obs 2: eu ... A-M-O essa cena!! *.* Chikane-chan, sua safada! Você disse isso soh pra dexar os teus fãs viciados nessa cena e mais lokos por você, neh criatura perfeita desse mundo! *.* (Gosto tanto do casal Chikane-Himeko quanto o Kono-Setsu! XD)
Ou como a Amane(Ela naum eh do casal principal, mas eh do meu casal favorito desse anime) de Strawberry disse no ep 4: “Eu também fiquei muito nervosa na minha primeira corrida. Fiquei tão nervosa que as minhas voltas foram terríveis. Ainda penso em desistir algumas vezes. Mas.. Sempre há coisas que nos levam à tristeza, raiva e desespero. Mesmo daqui para frente. Como também, há muitas coisas alegres e divertidas.” Obs: Nesse momento Amane faz com que Hikari coloque a mão no peito dela.(Não pensem bobagens! XD) “Como é?” Resposta: É quente...(Com direito a vermelhidão kawaii da Hikari) “Certo? É porque existem muitas coisas alegres aqui. Seu peito está quente também?” No final, sem a Amane colocar a mão no peito da Hikari(infelizmente XD), Hikari fica vermelha, paralisada com o quão fofa sua amada fora no momento, sendo que ela jah era apaixonada pela Amane, mas a Amane só conheceu ela agora XD
Ou seja... Casais Yuris podem ter seus momentos extremamente românticos, mesmo que após isso elas tenham momentos super hentais uahauhauhauhauhauh
ADOREI COLOCAR OS COMENTÁRIOS DAS PERSONAGENS NO MEIO DAS MEMÓRIAS!
Eu to falando bastante neh? Acho que eh o efeito “sem internet, sem comunicação” que eu tenho passado nos últimos tempos XD
PROXIMO CAP: COMEÇA A VERDADEIRA HISTÓRIA! SÉRIO, O FINAL DO CAP SERÁ PREOCUPANTE PRA TODO MUNDO QUE LER!! >D (E eu irei rir de todos muahahahah <- Risada Maligna Mor /o/)
Falow gente! o/