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Yuri Café #17 - Muitos mangás lidos
Olá a todos!
Chegamos ao último programa de 2019! Como de costume, aproveitamos nosso Café para ler e responder seus comentários sempre divertidos e carinhosos, repercutir as novidades do mundinho dos lírios e falar sobre nossas últimas leituras de mangás yuri. Nesta edição aliás, comentar as leituras foi o que mais rendeu, como vocês vão perceber.
Então peguem seu café (ou suco bem gelado, já que o verão está caprichado nessa época) e vamos falar de lírios!
[DOWNLOAD] Yuri Café #17 - Muitos mangás lidos (1:02:24 - 72MB)
TRANSCRIÇÃO : Em breve
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Obras citadas neste programa:
Citrus (e Citrus+) Given Banana Fish Yuri on Ice Sarazanmai Hoshiai no Sora Not so Shoujo Story Yuru Yuri (Namori) Uma Musume: Pretty Derby Love me for what I am Kanojo ni naritai Kimi to Boku Yagate kimi ni naru (aka 'YagaKimi' aka 'Bloom into you') Manga da Cunhada (My Unrequited Love) Whispering you a Love song Manga do Pikachi (The Gym Teacher and School Nurse are dating!) Tsuki ga kirei desu ne (Itou Hachi) Dear NOMAN
Chegamos ao último programa de 2019! Como de costume, aproveitamos nosso Café para ler e responder seus comentários sempre divertidos e carinhosos, repercutir as novidades do mundinho dos lírios e falar sobre nossas últimas leituras de mangás yuri. Nesta edição aliás, comentar as leituras foi o que mais rendeu, como vocês vão perceber.
Então peguem seu café (ou suco bem gelado, já que o verão está caprichado nessa época) e vamos falar de lírios!
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TRANSCRIÇÃO : Em breve
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Obras citadas neste programa:
Citrus (e Citrus+) Given Banana Fish Yuri on Ice Sarazanmai Hoshiai no Sora Not so Shoujo Story Yuru Yuri (Namori) Uma Musume: Pretty Derby Love me for what I am Kanojo ni naritai Kimi to Boku Yagate kimi ni naru (aka 'YagaKimi' aka 'Bloom into you') Manga da Cunhada (My Unrequited Love) Whispering you a Love song Manga do Pikachi (The Gym Teacher and School Nurse are dating!) Tsuki ga kirei desu ne (Itou Hachi) Dear NOMAN
quinta-feira, 26 de dezembro de 2019
Posted by Mazaki89
Yuricast #28 - Namori
Olá a todos! Cá estamos de volta com mais um Yuricast, dessa vez falando de uma das autoras mais importantes para a saúde financeira do mundo yuri: Namori, a gênio por detrás de Yuru Yuri!
Neste programa vamos falar muito sobre a obra surtada de uma autora que, apesar de muito amada por quem conhece seu trabalho, muitas vezes passa desapercebida por fãs de yuri no geral que não sabem o quanto o trabalho dela foi importante para a Comic Yurihime e, consequentemente, para outros mangás importantes dessa revista, como Citrus.
Então pegue seu chá, sente ao redor da mesa do clube de entretenimento sem sentido e venha para um mundo onde as coisas mais ordinárias são.... Bem, ordinárias, mas ainda assim divertidíssimas!
[DOWNLOAD] Yuri Cast #28 - Namori (1:00:26 - 70MB)
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Neste programa vamos falar muito sobre a obra surtada de uma autora que, apesar de muito amada por quem conhece seu trabalho, muitas vezes passa desapercebida por fãs de yuri no geral que não sabem o quanto o trabalho dela foi importante para a Comic Yurihime e, consequentemente, para outros mangás importantes dessa revista, como Citrus.
Então pegue seu chá, sente ao redor da mesa do clube de entretenimento sem sentido e venha para um mundo onde as coisas mais ordinárias são.... Bem, ordinárias, mas ainda assim divertidíssimas!
[DOWNLOAD] Yuri Cast #28 - Namori (1:00:26 - 70MB)
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[Notícia] Mangá Yuru Yuri entra em hiato
Depois de 10 anos sendo lançado ininterruptamente, o mangá Yuru Yuri entrará em hiato a partir da edição de setembro da Comic YuriHime.
A trama das garotas do clube de 'diversão' sempre estava presente na revista, onde chegou a ter 2 capítulos por edição. Após 16 volumes lançados, não se sabe quando haverá a volta do mangá de maior estabilidade da história yuri. Tudo o que se sabe é que o mangá irá voltar (pelo menos é o que foi comunicado).
Como autores japoneses são muito reclusos, não se sabe o por que de Namori ter tido este descanso. Basta torcer que sejam apenas férias bem merecidas ou pela carga de trabalho com a produção de Release the Spyce, anime com seu design que sair em outubro deste ano.
Fonte:
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segunda-feira, 23 de julho de 2018
Posted by Se-chan
[Notícia] Yuru Yuri ganha novo OVA
É isso mesmo!
A "dona" da Comic Yurihime, Namori, volta para os animes com mais um OVA para a popular série de garotas fazendo vários nadas (quase yuri). O projeto é uma comemoração aos 10 anos da série, que é um dos carros chefes da publicação yuri.
E já tem vídeo dele!
Ele mostra uma retrospectiva da série, que já conta com 3 temporadas, outro OVA e alguns episódios especiais para TV.
Será que a essa série avassaladora que já tem mais de 100 capítulos consegue mais uma temporada? Só o tempo dirá!
Se tiver vontade, mostre sua opinião para a equipe do Kono-ai-Setsu nos comentários abaixo. Nos siga nas redes sociais para ver notícias ou imagens super legais que estamos sempre colocando no ar!
E não se esqueça de nos dar uma mãozinha na divulgação, se achar nossas postagens interessantes, ok? (^.~)
Fonte:
Anime News Network
Fonte:
Anime News Network
Entre em contato por:
domingo, 22 de abril de 2018
Posted by Se-chan
Análise - Comic Yurihime 2015/11
Olá a todos!
Apesar do fandom yuri ao redor do globo ser bastante dedicado ah. . . Bom. . . “obter” mangás yuris digitalizados para então traduzí-los e disponibilizar a todos que não tem conhecimento em japonês ou mesmo acesso à esses arquivos, é indiscutível que nós, fãs do estrangeiro, sempre estamos alguns passos atrás do momento do mundo dos mangás yuris em publicação.
Foi a intenção de diminuir em alguns passos essa distância que tomei a decisão de começar a importar a Comic Yurihime, maior revista de mangá yuri atualmente, de forma regular. É um processo demorado, visto que faço através de uma importadora especializada, que trás tudo via navio, o que faz levar alguns meses (Mesmo assim, agradeço do fundo do coração ao pessoal da Fonomag por serem sempre prestativos e eficientes). Também é caro, mas não teria como ser diferente se tratando de uma publicação do outro lado do planeta.
Ainda assim, agora que a primeira edição da Yurihime chegou em minhas mãos posso dizer que não poderia ter tomado atitude mais acertada como fã e também como singela blogueira que também quer ver a cultura yuri mais espalhada por esses lados do mundo.
A parte boa dessa história é que, com esse material em mãos, não teria como não trazer a vocês, queridos leitores do Kono-ai-Setsu, o máximo de impressões e comentários possíveis sobre “a revista dos sonhos de todas as yurijoshis e yuridanshis”. Vamos nessa!
No momento em que tirei a revista da embalagem reforçada da importadora a primeira coisa que me veio a cabeça foi: uau! Ela é enorme como as revistas shoujo/shounen! E veja a qualidade dessa capa!
Há mais ou menos um ano a Yurihime mudou seu projeto gráfico para algo mais aproximado do estilo moe que fez sua, até então, obra mais bem sucedida (Yuru Yuri) e confesso que, apenas olhando os prints pelo site da Ichijinsha (a editora) não vinha achando essa mudança muito boa. Porém, com ela em mãos, e depois de folhear seu interior, esse visual passou a me agradar bastante. A arte da capa é colorida de uma maneira muito agradável e a qualidade da impressão desta, da contra capa e das folhas coloridas internas é espetacular.
Falando ainda em qualidade física, não apenas na parte colorida, mas em toda a publicação, que é feita em papel jornal com uma qualidade bem superior a das revistas semanais japonesas (o que é bem comum, visto que a Yurihime é bimestral). Além disso, um detalhe extremamente importante para deixar a leitura agradável é a qualidade de impressão das obras sobre o papel. Aliás, é essa qualidade da tinta e adesão da mesma sobre o papel uma das coisas que mais me chama a atenção em relação às versões brasileiras de qualquer mangá. Isso faz toda a diferença.
Enfim, abrindo a edição encontramos o sumário e. . . Nossa! Quanta coisa!
Após isso encontramos algumas páginas onde produtos derivados de Yuru Yuri estão em destaque. Nada mais natural, visto que na época a exibição da terceira temporada da série ainda estava bem recente. Confesso que não sei se resistiria a todos esses goodies fofos que eles fazem, se estivesse lá no Japão para comprar com facilidade!
Bom, seguindo. . .
Temos então o primeiro mangá da revista e um que eu nunca tinha ouvido falar: Tachibanakan to Lie Angle da mangaka Merryhachi. Uma obra que de cara se mostra como uma comédia com personagens bastante vívidas. Essa foi a primeira surpresa, afinal nunca tinha achado nada nela nos scans da vida. Uma obra curiosa, que parece que vai ficar apenas no slice-of-life e personagens cheias de graça, o que dependendo, pode até ser o suficiente para uma série bem sucedida.
Nesse ponto vocês podem estar se perguntando: Tia Mazaki (senti-me a verdadeira idozinha clichê), mas você consegue ler japonês é? Por isso não precisa nem esperar scan?
A resposta, infelizmente, não, eu não sei japonês. Sei mal o hiragana e katakana. Porém a vontade de ler mangá me faz gastar algumas horas em cada página nipônica à minha frente, fazendo busca em dicionário e arranhando o pouco que já absorvi. É um processo cansativo, mas é aquelas coisas que fanáticos fazem, não é mesmo? A Yurihime ainda tem a complicação de não possuir furigana (aqueles kanas pequenos ao lado dos kanjis, que dizem a pronúncia correta dos mesmo. Isso excetuando nomes de personagens, que mesmo em mangás juvenis aparecem os furiganas na primeira aparição do nome naquele capítulo).
Ainda assim, mangá é uma coisa bem fácil de se compreender, se comparado a textos mais longos de light novels e livros. A profusão de imagens expressivas, linguagem corporal das personagens, o uso de vocabulário simplificado e com muita repetição. Todas essas coisas servem de atalho para um entendimento universal nos quadrinhos.
(Alongando o comentário: Lembro de uma passagem de um dos livros do quadrinista e teórico de quadrinhos americano, Scott McCloud, onde ele relata seu primeiro contato com o mangá japonês e sua fascinação por aquelas imagens e personagens. Ele não tinha qualquer conhecimento do idioma, claro, nem de kanas, mas aquelas obras se comunicaram com ele ao ponto de ele perceber de imediato o universo de possibilidades que aquelas produções tinham e poderiam um dia revolucionar o mercado americano e mundial.
Entenderam o que quero dizer? Claro que saber japonês é importante, mas nem sempre deve ser o ponto de partida para se lidar com uma obra. No nosso caso específico)
OK, EM FRENTE!
O segundo mangá da revista é o Yurijoshi Side:G, de Kurata Uso. O autor de Yuri Danshi aparentemente começou uma série de spinoffs da sua obra mais famosa, agora pelo ponto de vista de várias das personagens que aparecem na série.
Aliás, ao ver esse nome. . . Yurijoshi, fiquei abismada. Como ninguém desses lados do mundos tinha chamado as fás de yuri desse jeito? Acho que vou adotar (junto com o Yurikô). A obra é bem pequena e mostra um dos primeiros pares que aparecem na saga do louco fã de yuri que protagoniza Yuri Danshi. Nada de especial a comentar, a não ser a arte, sempre bem peculiar do Kurata Uso.
O próximo mangá foi uma feliz surpresa: trata-se do Tsuki ga Kirei Desu Ne de Itou Hachi (Hatishiro). Uau! Sou hiper-fã da arte desse artista (que não identifica seu gênero) e suas tramas são todas muito delicadas e sensíveis. Tsuki ga está no seu segundo capítulo nesta edição 2015/11 e confesso que fiquei um tanto confusa para lembrar das personagens (o primeiro capítulo já foi disponibilizado em inglês pelo Yuri-ism, fica a dica), mas isso se deveu também ao único defeito que consigo atribuir às obras do Itou Hachi: o excesso de beleza do traço torna as personagens todas muito parecidas. Ele (ou ela) parece ter um temor de arriscar na variação de rostos e estilos de cabelo, o que gera certa confusão para quem ler suas obras de maneira salteada.
A trama parece estar evoluindo em um ritmo lento de romance, como é bem característico de suas obras. Estou ansiosa para mais disso! (E também um tanto confusa, afinal achava que o Hatishiro estava publicando em outra revista também . . .)
SEGUINTE, ou melhor, seguinte do seguinte, já que temos mais um mini-capítulo de Yurijoshi (side:h dessa vez): Last Waltz, de Katakura Ako. Outra obra que não tem ainda volume fechado, ou qualquer informação traduzida. Com uma arte pouco rebuscada, transmite dramaticidade em suas páginas e mostra um conflito forte entre as protagonista em um rapaz, numa espécie de triangulo amoroso bastante forçado (por parte dele).
Obra mais séria, seria ótimo vê-la com mais presença daqui pra frente.
O próximo mangá (depois de mais um Yurijoshi) é Honya no Hito de Furukawa Itsuki (mais uma obra da qual não temos qualquer informação em inglês). A obra possui três personagens centrais, possui uma arte fofa e usa vários elementos visuais que remetem a uma comédia slice-of-life com inspiração nos trabalhos da Namori. Pouco mais tenho a dizer deste, mas espero que próximos capítulos (e a melhora da minha leitura) me ajudem a esclarecer mais deste mangá.
Depois temos um oneshot de vinte e quatro páginas chamado Tomodachi Apuri de Numachi Doromaru (transcrição literal dos kanas, já que não já página no Mangá Updates nem dele nem do autor). A trama, com traço bastante agradável, gira em torno de uma amizade que surge através de um aplicativo de celular (algo como uma rede social, enfim. . .) e vai ganhando uma intensidade rapidamente. Trabalho bem interessante, com certeza lerei com muita calma (e com todos os dicionários do lado).
Após isto, enfim temos um dos carros-chefe da Yurihime: Yuru Yuri, com dois capítulos que já estão disponíveis no volume 14 da série. O humor da série é tão familiar aos que conhecem a série animada e o material já traduzido que essa é de longe a obra mais fácil de compreender sem tradução.
O destaque vai para o segundo capítulo de Yuru Yuri da edição, onde existem apenas falas na primeira e última página. Todo o resto é focado em uma ação non-sense impagável. Namori é realmente uma das artistas mais talentosas e inventivas do yuri atual.
Saindo da comédia, mas continuando nos mangás mais “poderosos” da Yurihime temos Netsuzou Trap – NTR de Kodama Naoko. Primeira obra até então dessa edição que, não apenas tem informações em inglês como está com os scans em dia! Esse sexto capítulo já está a disposição em inglês há algum tempo, ainda que não tenha ainda saído em volume fechado (isso me levanta o questionamento de como eles escaneiam algo da revista e não logo toda. Enfim. . . ).
Desse mangá nem preciso falar muito. Ele já foi licenciado nos EUA e começará a ser publicado pela Seven Seas em Setembro. Vocês podem conferir as impressões da Se-chan sobre a obra aqui no blog mesmo (http://konoaisetsu.blogspot.com.br/2015/12/noticia-ntr-netsuzou-trap-sera-lancado.html).
Em frente.
CITRUS, OH, CITRUS. O retumbante sucesso dentro do público, Citrus (Saburouta) aparece na sequência desta edição da Yurihime, no que parece ser “o bloco dos mangás sexualmente tensos”. Esse também é um capítulo já disponível na internet, o 17.5. Aliás, um capítulo bastante brincalhão, onde toda a irracionalidade de Yuzu é colocada em primeiro plano. Bastante divertido e interessante, como se espera de Citrus.
Seguindo.
2DK, G-Pen, Mezamashi Tokei, de Oosawa Yayoi está no primeiro capítulo de seu segundo volume nesta edição (igual número do capítulo de NTR) e é um Adult Life que envolve o ofício de fazer mangá no enredo. Não esperava ver um mangá dessa natureza nas páginas da Yurihime, mas comecei a rever minha visão da linha editoral deles depois de folhear essa obra. Ela não possui nada que possa ser qualificado como conteúdo adulto explícito, mas é uma obra bem mais sóbria do que as até então apresentadas. Fiquei bastante feliz com essa amplitude e logo veria um pouco mais disso nas páginas que se seguiria.
Inugami-san to Nekoyama-san da Kuzushiro é uma obra que já ganhou certa fama fora do Japão por ter tido uma série animada em 2015 (episódios de 5 minutos), mas é uma obra que não me chama muito a atenção. Ainda assim a arte é excelente e o estilo 4-koma traz piadas rápidas com personagens de personalidades bastante extremas (como é uma característica da autora). Devo voltar com olhos mais cuidadosos para Inugami x Nekoyama no futuro, para quebrar esse preconceito que tenho com a obra (afinal, estamos falando da Kuzushiro, de LoveXDeath).
A seguir temos o segundo mangá me fez dar um surto discreto ao ver ali: Shouka Sou Hi (romanização livre) da Takemiya Jin! Sim, a maravilhosa Takemiya Jin! Uau! Trata-se de um oneshot com um tema complicado (ao que deu a entender, a personagem acaba vendo um antigo amor em uma jovem colegial e isso começa uma situação de envolvimento que não tem resultados simples).
Desculpe ocupar espaço com meus surtos de fangirl, mas não é incrível ter tantas autoras talentosas condensadas em um só lugar?! Essa revista só não é perfeita porque o máximo que tem da Morishima-sensei é uma propaganda da última série que ela lançou por ali.
Enfim, seguindo. . .
A obra seguinte é Kanaete! Yuriyousei da Minamoto Hisanari (autora de Wife and Wife). Um gag-mangá bem maluco com duas criaturinhas que não sei dizer se são anjinhos, ou só espíritos de algo. Parece bem divertido. Vou dar uma espiada com cuidado com tempo.
Após isso, já passando da metade da publicação (revistas japonesas são gigantes ein. Que incrível!) temos uma sessão de cartas dos leitores, fanarts e alguns comentários dos autores presentes nessa revista. Também tem a divulgação de outros trabalhos que possam interessar yurijoshis que não são da revista, além de recomendações da equipe editorial.
E então, mais mangá! E um que me deixou bastante perplexa: Shoujo Shikkaku, de Kawai Rou. Uma obra de mistério, violência, assassinato e sangue. Por ser uma obra com uma trama mais complexa, ficou bem difícil entender o panorama geral do enredo apenas observando um capítulo, mas dá pra imaginar que a Yurihime tenha aberto as portar pra uma obra nesse feitio após o sucesso de Akuma no Riddle e isso é ótimo. A diversidade de estilos está presente na revista e isso só enriquece as opções de leitura dos fãs.
Depois disso temos. . . Ayame 14, de Amano Shuninta. Minha primeira reação ao ver que era esse mangá mesmo foi algo como “What?! Aquele mangá todo fanservice da mina e suas experimentações sexuais adolescentes?! Na Yurihime?!” Pois é. Esse mesmo. Apesar de não ser uma obra que leve à sério, Ayame 14 entretem e tem seu propósito (por favor, o mundo já está cheio demais de ecchi-haters para ficarmos propagando isso de graça, né?). As traduções na internet estão bem desatualizadas, então pelo menos o conteúdo é todo inédito.
Em frente.
12-bun no Etude de Nakahara Tsubaki é um mangá que não possui informações em inglês. Parece bem promissor, com uma tomboy trompetista e um casal mais velho do que as protagonistas no elenco secundário. Deu bastante curiosidade. Talvez agora esteja às vésperas de um primeiro compilado. Isso pode ajudar a trazer mais informações aos fãs ocidentais.
Momoiro Trans de Koruri é outro mangá do qual não há nada de informações em fontes mais conhecidas (como o Mangá Updates, que foi o site que usei como referência). Um traço bem fofo e uma protagonista com todo o estilo visual que já tem se tornado um clichê yuri (cabelo negro comprido, testa visível, óculos grossos. . . Enfim, algo entre Sumika, de Sasameki Koto, passando pela protagonista de Majo to Megane e que respinga até na Kuroko, de Murcielago). Um capítulo sobre resfriado com pano para várias situações complicadas para a protagonista. Vejamos o que vem depois daí.
A obra seguinte é Sumedo Jigoku no Inferno, de Kasuga Sunao. Fiquei bem confusa ao ver um título que remetia ao inferno e um traço super fofo e positivo. Acho que a barreira linguística foi demais nesse caso. Parece haver algo sobrenatural em alguns momentos, mas não ficou muito claro. Infelizmente, não há informações traduzidas da série, então apenas poderei contar com uma leitura detalhada para captar alguma pista do que é de fato esse mangá.
Depois disso temos Prince Prince, de Aoto Hibiki. Pela observada que dei no review da Erika, do Okazu, sobre essa mesma revista, ela parece não ter gostado nada dessa obra, mas particularmente não entendi muito o motivo. Garotas vestidas de garotos e beijos entre as garotas vestidas de garotos é algo que já vi bastante em Renai Idenshi XX, então não foi algo que me incomodou. Por um momento até me perguntei se seria o mesmo autor, por causa dessa pegada, mas não foi o caso. Uma obra escolar, vários personagens e muita confusão amorosa no meio do caminho. Se é ou não promissor, os próximos capítulos talvez esclareçam.
E então chegamos ao último mangá da revista (CARAMBA!) que na verdade já apareceu antes: é Inugami-san to Nekoyama-san. Ele e Yuru Yuri tem dois capítulos na edição, talvez como uma forma de compensar o fato da Yurihime ser bimestral e isso tornar os mangás muito demorados de fechar volume.
Uau! Foi uma longa jornada por vários traços, autores, estilos e temáticas dentro do mundo yuri, não é mesmo? Devo levar tanto tempo tentando ler esses mangás que a próxima edição vai chegar antes disso!
Do ponto de vista técnico, a Yurihime está mais do que aprovada. Talvez seja incômodo ler algo tão grande quanto a revista, mas creio que isso é algo de hábito mesmo. Do ponto de vista de conteúdo, tenho igual satisfação com essa edição. Creio que todas as palavras ditas anteriormente são o bastante para frisar esse ponto.
É ótimo ver que a maioria esmagadora das obras presentes na Yurihime atualmente são de séries (ainda que a maioria seja de curta duração). Há alguns anos os oneshots predominavam e parecia que a revista estava condenada a não emplacar nada que fosse ser durável (o que aliás, parece ter sido o calcanhar de Aquiles de outras publicações yuris de grande qualidade, mas que pela falta de compilados individuais talvez perdesse muito da lucratividade). Ver séries começando, terminando e algumas se estendendo por numerosos volumes é um sinal de saúde para a revista e de alívio para os fãs do yuri.
Gostaria de usar a conclusão deste artigo que estive aguardando tantos meses para escrever para fazer algumas ponderações mais longas. Praticamente tudo o que direito será um ponto de vista pessoal, então sinta-se à vontade para discordar de mim em pontos ou em tudo (Ou simplesmente ignorar, vai saber o tamanho da paciência que você está no momento né).
Quadrinhos são um hobbie caro, então todos precisamos, de uma maneira ou outra, fazer escolhas do que iremos consumir ou não. No último ano venho percebendo que adquirir mangás direto do Japão são a solução que eu precisava para meu consumo de material yuri regular e atualizado. Estou plenamente satisfeita com essa decisão e continuarei comprando as Comic Yurihime por um longo tempo, indefinido até, talvez dando mais passos quando minhas condições permitirem (como, por exemplo, passar a comprar eu mesma, em maior quantidade e diversidade de títulos, sejam de magazines ou compilados).
A importação via uma loja especializada (no meu caso, a Fonomag) é o caminho mais simples para quem quer tomar esse rumo. Não é algo barato, então é preciso muita ponderação no ponto de vista financeiro para seguir algo assim.
Barreiras linguísticas, geográficas ou culturais à parte, ler a Comic Yurihime só reforçou, pra mim, uma ideia que vi pessoas como a autora Takemiya Jin colocando: o yuri é uma linguagem universal. Não importa a parte do planeta que você esteja. A arte em todas as suas formas é capaz de tocar as pessoas, passando por cima de todas as questões
Não entendam esta minha ênfase na importância do material impresso original como uma aversão aos scans. Não sou hipócrita. Vivemos em um país onde a tradução oficial de títulos yuris é ZERO, em um continente onde apenas no país mais rico (os EUA) existem ALGUNS títulos oficiais e que são tão ou mais caros de serem obtidos do que suas versões originais japonesas.
Todos temos que usar scans para conhecer yuri e vai continuar sendo assim enquanto as empresas que são “especializadas” no nicho do mangá continuarem ignorando esse segmento. Eu mesma seguirei observando diariamente as atualizações do Dynasty Reader e Yuri-ism, pois eles são fontes incríveis e que resultam do trabalho dedicado de centenas de fãs (yurijoshis e/ou yuridanshis como eu e vocês). É uma infelicidade que os artistas que tanto aprendemos a admirar através desses meios acabem não tendo qualquer retorno (financeiro mesmo) que tanto merecem da nossa parte. Mas assim será a realidade enquanto não houverem meios, não é mesmo?
Enfim. . . (que discurso longo ein? Desculpem por isso)
Comprar a Yurihime foi ótimo e espero ter conseguido passar um pouco da experiência de ter essa publicação maravilhosa diante de si à vocês, leitores do Kono-ai-Setsu. Se tiverem alguma curiosidade específica sobre a edição, deixem nos comentários que procurarei esclarecer tudo o possível.
Me foi sugerido fazer um vídeo curto, mostrando a revista em tempo real, folheando e essas coisas. Assim que possível farei isto e compartilharei aqui no blog também.
E, já fica minha promessa, trazer outro post desnecessariamente longo como este em março/abril, quando chegar a próxima edição!
Matta ne!
Referências:
Site oficial da Comic Yurihime
Lista do Manga Updates das obras já lançadas na Yurihime
Comic Yurihime 2015/11. ASIN: B013TEMWZY – acervo pessoal
Nota Legal: Todas as imagens utilizadas neste artigo são para fins de divulgação. Os direitos autorais das obras citadas pertecem à Kabushikigaisha Ichijinsha (株式会社一迅社) e seus respectivos autores.
Apesar do fandom yuri ao redor do globo ser bastante dedicado ah. . . Bom. . . “obter” mangás yuris digitalizados para então traduzí-los e disponibilizar a todos que não tem conhecimento em japonês ou mesmo acesso à esses arquivos, é indiscutível que nós, fãs do estrangeiro, sempre estamos alguns passos atrás do momento do mundo dos mangás yuris em publicação.
Foi a intenção de diminuir em alguns passos essa distância que tomei a decisão de começar a importar a Comic Yurihime, maior revista de mangá yuri atualmente, de forma regular. É um processo demorado, visto que faço através de uma importadora especializada, que trás tudo via navio, o que faz levar alguns meses (Mesmo assim, agradeço do fundo do coração ao pessoal da Fonomag por serem sempre prestativos e eficientes). Também é caro, mas não teria como ser diferente se tratando de uma publicação do outro lado do planeta.
Ainda assim, agora que a primeira edição da Yurihime chegou em minhas mãos posso dizer que não poderia ter tomado atitude mais acertada como fã e também como singela blogueira que também quer ver a cultura yuri mais espalhada por esses lados do mundo.
A parte boa dessa história é que, com esse material em mãos, não teria como não trazer a vocês, queridos leitores do Kono-ai-Setsu, o máximo de impressões e comentários possíveis sobre “a revista dos sonhos de todas as yurijoshis e yuridanshis”. Vamos nessa!
Análise – Comic Yurihime 2015/11
No momento em que tirei a revista da embalagem reforçada da importadora a primeira coisa que me veio a cabeça foi: uau! Ela é enorme como as revistas shoujo/shounen! E veja a qualidade dessa capa!
Há mais ou menos um ano a Yurihime mudou seu projeto gráfico para algo mais aproximado do estilo moe que fez sua, até então, obra mais bem sucedida (Yuru Yuri) e confesso que, apenas olhando os prints pelo site da Ichijinsha (a editora) não vinha achando essa mudança muito boa. Porém, com ela em mãos, e depois de folhear seu interior, esse visual passou a me agradar bastante. A arte da capa é colorida de uma maneira muito agradável e a qualidade da impressão desta, da contra capa e das folhas coloridas internas é espetacular.
Falando ainda em qualidade física, não apenas na parte colorida, mas em toda a publicação, que é feita em papel jornal com uma qualidade bem superior a das revistas semanais japonesas (o que é bem comum, visto que a Yurihime é bimestral). Além disso, um detalhe extremamente importante para deixar a leitura agradável é a qualidade de impressão das obras sobre o papel. Aliás, é essa qualidade da tinta e adesão da mesma sobre o papel uma das coisas que mais me chama a atenção em relação às versões brasileiras de qualquer mangá. Isso faz toda a diferença.
Enfim, abrindo a edição encontramos o sumário e. . . Nossa! Quanta coisa!
Após isso encontramos algumas páginas onde produtos derivados de Yuru Yuri estão em destaque. Nada mais natural, visto que na época a exibição da terceira temporada da série ainda estava bem recente. Confesso que não sei se resistiria a todos esses goodies fofos que eles fazem, se estivesse lá no Japão para comprar com facilidade!
Bom, seguindo. . .
Temos então o primeiro mangá da revista e um que eu nunca tinha ouvido falar: Tachibanakan to Lie Angle da mangaka Merryhachi. Uma obra que de cara se mostra como uma comédia com personagens bastante vívidas. Essa foi a primeira surpresa, afinal nunca tinha achado nada nela nos scans da vida. Uma obra curiosa, que parece que vai ficar apenas no slice-of-life e personagens cheias de graça, o que dependendo, pode até ser o suficiente para uma série bem sucedida.
Nesse ponto vocês podem estar se perguntando: Tia Mazaki (senti-me a verdadeira idozinha clichê), mas você consegue ler japonês é? Por isso não precisa nem esperar scan?
A resposta, infelizmente, não, eu não sei japonês. Sei mal o hiragana e katakana. Porém a vontade de ler mangá me faz gastar algumas horas em cada página nipônica à minha frente, fazendo busca em dicionário e arranhando o pouco que já absorvi. É um processo cansativo, mas é aquelas coisas que fanáticos fazem, não é mesmo? A Yurihime ainda tem a complicação de não possuir furigana (aqueles kanas pequenos ao lado dos kanjis, que dizem a pronúncia correta dos mesmo. Isso excetuando nomes de personagens, que mesmo em mangás juvenis aparecem os furiganas na primeira aparição do nome naquele capítulo).
Ainda assim, mangá é uma coisa bem fácil de se compreender, se comparado a textos mais longos de light novels e livros. A profusão de imagens expressivas, linguagem corporal das personagens, o uso de vocabulário simplificado e com muita repetição. Todas essas coisas servem de atalho para um entendimento universal nos quadrinhos.
(Alongando o comentário: Lembro de uma passagem de um dos livros do quadrinista e teórico de quadrinhos americano, Scott McCloud, onde ele relata seu primeiro contato com o mangá japonês e sua fascinação por aquelas imagens e personagens. Ele não tinha qualquer conhecimento do idioma, claro, nem de kanas, mas aquelas obras se comunicaram com ele ao ponto de ele perceber de imediato o universo de possibilidades que aquelas produções tinham e poderiam um dia revolucionar o mercado americano e mundial.
Entenderam o que quero dizer? Claro que saber japonês é importante, mas nem sempre deve ser o ponto de partida para se lidar com uma obra. No nosso caso específico)
OK, EM FRENTE!
O segundo mangá da revista é o Yurijoshi Side:G, de Kurata Uso. O autor de Yuri Danshi aparentemente começou uma série de spinoffs da sua obra mais famosa, agora pelo ponto de vista de várias das personagens que aparecem na série.
Aliás, ao ver esse nome. . . Yurijoshi, fiquei abismada. Como ninguém desses lados do mundos tinha chamado as fás de yuri desse jeito? Acho que vou adotar (junto com o Yurikô). A obra é bem pequena e mostra um dos primeiros pares que aparecem na saga do louco fã de yuri que protagoniza Yuri Danshi. Nada de especial a comentar, a não ser a arte, sempre bem peculiar do Kurata Uso.
O próximo mangá foi uma feliz surpresa: trata-se do Tsuki ga Kirei Desu Ne de Itou Hachi (Hatishiro). Uau! Sou hiper-fã da arte desse artista (que não identifica seu gênero) e suas tramas são todas muito delicadas e sensíveis. Tsuki ga está no seu segundo capítulo nesta edição 2015/11 e confesso que fiquei um tanto confusa para lembrar das personagens (o primeiro capítulo já foi disponibilizado em inglês pelo Yuri-ism, fica a dica), mas isso se deveu também ao único defeito que consigo atribuir às obras do Itou Hachi: o excesso de beleza do traço torna as personagens todas muito parecidas. Ele (ou ela) parece ter um temor de arriscar na variação de rostos e estilos de cabelo, o que gera certa confusão para quem ler suas obras de maneira salteada.
A trama parece estar evoluindo em um ritmo lento de romance, como é bem característico de suas obras. Estou ansiosa para mais disso! (E também um tanto confusa, afinal achava que o Hatishiro estava publicando em outra revista também . . .)
SEGUINTE, ou melhor, seguinte do seguinte, já que temos mais um mini-capítulo de Yurijoshi (side:h dessa vez): Last Waltz, de Katakura Ako. Outra obra que não tem ainda volume fechado, ou qualquer informação traduzida. Com uma arte pouco rebuscada, transmite dramaticidade em suas páginas e mostra um conflito forte entre as protagonista em um rapaz, numa espécie de triangulo amoroso bastante forçado (por parte dele).
Obra mais séria, seria ótimo vê-la com mais presença daqui pra frente.
O próximo mangá (depois de mais um Yurijoshi) é Honya no Hito de Furukawa Itsuki (mais uma obra da qual não temos qualquer informação em inglês). A obra possui três personagens centrais, possui uma arte fofa e usa vários elementos visuais que remetem a uma comédia slice-of-life com inspiração nos trabalhos da Namori. Pouco mais tenho a dizer deste, mas espero que próximos capítulos (e a melhora da minha leitura) me ajudem a esclarecer mais deste mangá.
Depois temos um oneshot de vinte e quatro páginas chamado Tomodachi Apuri de Numachi Doromaru (transcrição literal dos kanas, já que não já página no Mangá Updates nem dele nem do autor). A trama, com traço bastante agradável, gira em torno de uma amizade que surge através de um aplicativo de celular (algo como uma rede social, enfim. . .) e vai ganhando uma intensidade rapidamente. Trabalho bem interessante, com certeza lerei com muita calma (e com todos os dicionários do lado).
Após isto, enfim temos um dos carros-chefe da Yurihime: Yuru Yuri, com dois capítulos que já estão disponíveis no volume 14 da série. O humor da série é tão familiar aos que conhecem a série animada e o material já traduzido que essa é de longe a obra mais fácil de compreender sem tradução.
O destaque vai para o segundo capítulo de Yuru Yuri da edição, onde existem apenas falas na primeira e última página. Todo o resto é focado em uma ação non-sense impagável. Namori é realmente uma das artistas mais talentosas e inventivas do yuri atual.
Saindo da comédia, mas continuando nos mangás mais “poderosos” da Yurihime temos Netsuzou Trap – NTR de Kodama Naoko. Primeira obra até então dessa edição que, não apenas tem informações em inglês como está com os scans em dia! Esse sexto capítulo já está a disposição em inglês há algum tempo, ainda que não tenha ainda saído em volume fechado (isso me levanta o questionamento de como eles escaneiam algo da revista e não logo toda. Enfim. . . ).
Desse mangá nem preciso falar muito. Ele já foi licenciado nos EUA e começará a ser publicado pela Seven Seas em Setembro. Vocês podem conferir as impressões da Se-chan sobre a obra aqui no blog mesmo (http://konoaisetsu.blogspot.com.br/2015/12/noticia-ntr-netsuzou-trap-sera-lancado.html).
Em frente.
CITRUS, OH, CITRUS. O retumbante sucesso dentro do público, Citrus (Saburouta) aparece na sequência desta edição da Yurihime, no que parece ser “o bloco dos mangás sexualmente tensos”. Esse também é um capítulo já disponível na internet, o 17.5. Aliás, um capítulo bastante brincalhão, onde toda a irracionalidade de Yuzu é colocada em primeiro plano. Bastante divertido e interessante, como se espera de Citrus.
Seguindo.
2DK, G-Pen, Mezamashi Tokei, de Oosawa Yayoi está no primeiro capítulo de seu segundo volume nesta edição (igual número do capítulo de NTR) e é um Adult Life que envolve o ofício de fazer mangá no enredo. Não esperava ver um mangá dessa natureza nas páginas da Yurihime, mas comecei a rever minha visão da linha editoral deles depois de folhear essa obra. Ela não possui nada que possa ser qualificado como conteúdo adulto explícito, mas é uma obra bem mais sóbria do que as até então apresentadas. Fiquei bastante feliz com essa amplitude e logo veria um pouco mais disso nas páginas que se seguiria.
Inugami-san to Nekoyama-san da Kuzushiro é uma obra que já ganhou certa fama fora do Japão por ter tido uma série animada em 2015 (episódios de 5 minutos), mas é uma obra que não me chama muito a atenção. Ainda assim a arte é excelente e o estilo 4-koma traz piadas rápidas com personagens de personalidades bastante extremas (como é uma característica da autora). Devo voltar com olhos mais cuidadosos para Inugami x Nekoyama no futuro, para quebrar esse preconceito que tenho com a obra (afinal, estamos falando da Kuzushiro, de LoveXDeath).
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| Quase todas as séries tem uma página de sumário antes do capítulo. |
A seguir temos o segundo mangá me fez dar um surto discreto ao ver ali: Shouka Sou Hi (romanização livre) da Takemiya Jin! Sim, a maravilhosa Takemiya Jin! Uau! Trata-se de um oneshot com um tema complicado (ao que deu a entender, a personagem acaba vendo um antigo amor em uma jovem colegial e isso começa uma situação de envolvimento que não tem resultados simples).
Desculpe ocupar espaço com meus surtos de fangirl, mas não é incrível ter tantas autoras talentosas condensadas em um só lugar?! Essa revista só não é perfeita porque o máximo que tem da Morishima-sensei é uma propaganda da última série que ela lançou por ali.
Enfim, seguindo. . .
A obra seguinte é Kanaete! Yuriyousei da Minamoto Hisanari (autora de Wife and Wife). Um gag-mangá bem maluco com duas criaturinhas que não sei dizer se são anjinhos, ou só espíritos de algo. Parece bem divertido. Vou dar uma espiada com cuidado com tempo.
Após isso, já passando da metade da publicação (revistas japonesas são gigantes ein. Que incrível!) temos uma sessão de cartas dos leitores, fanarts e alguns comentários dos autores presentes nessa revista. Também tem a divulgação de outros trabalhos que possam interessar yurijoshis que não são da revista, além de recomendações da equipe editorial.
E então, mais mangá! E um que me deixou bastante perplexa: Shoujo Shikkaku, de Kawai Rou. Uma obra de mistério, violência, assassinato e sangue. Por ser uma obra com uma trama mais complexa, ficou bem difícil entender o panorama geral do enredo apenas observando um capítulo, mas dá pra imaginar que a Yurihime tenha aberto as portar pra uma obra nesse feitio após o sucesso de Akuma no Riddle e isso é ótimo. A diversidade de estilos está presente na revista e isso só enriquece as opções de leitura dos fãs.
Depois disso temos. . . Ayame 14, de Amano Shuninta. Minha primeira reação ao ver que era esse mangá mesmo foi algo como “What?! Aquele mangá todo fanservice da mina e suas experimentações sexuais adolescentes?! Na Yurihime?!” Pois é. Esse mesmo. Apesar de não ser uma obra que leve à sério, Ayame 14 entretem e tem seu propósito (por favor, o mundo já está cheio demais de ecchi-haters para ficarmos propagando isso de graça, né?). As traduções na internet estão bem desatualizadas, então pelo menos o conteúdo é todo inédito.
Em frente.
12-bun no Etude de Nakahara Tsubaki é um mangá que não possui informações em inglês. Parece bem promissor, com uma tomboy trompetista e um casal mais velho do que as protagonistas no elenco secundário. Deu bastante curiosidade. Talvez agora esteja às vésperas de um primeiro compilado. Isso pode ajudar a trazer mais informações aos fãs ocidentais.
Momoiro Trans de Koruri é outro mangá do qual não há nada de informações em fontes mais conhecidas (como o Mangá Updates, que foi o site que usei como referência). Um traço bem fofo e uma protagonista com todo o estilo visual que já tem se tornado um clichê yuri (cabelo negro comprido, testa visível, óculos grossos. . . Enfim, algo entre Sumika, de Sasameki Koto, passando pela protagonista de Majo to Megane e que respinga até na Kuroko, de Murcielago). Um capítulo sobre resfriado com pano para várias situações complicadas para a protagonista. Vejamos o que vem depois daí.
A obra seguinte é Sumedo Jigoku no Inferno, de Kasuga Sunao. Fiquei bem confusa ao ver um título que remetia ao inferno e um traço super fofo e positivo. Acho que a barreira linguística foi demais nesse caso. Parece haver algo sobrenatural em alguns momentos, mas não ficou muito claro. Infelizmente, não há informações traduzidas da série, então apenas poderei contar com uma leitura detalhada para captar alguma pista do que é de fato esse mangá.
Depois disso temos Prince Prince, de Aoto Hibiki. Pela observada que dei no review da Erika, do Okazu, sobre essa mesma revista, ela parece não ter gostado nada dessa obra, mas particularmente não entendi muito o motivo. Garotas vestidas de garotos e beijos entre as garotas vestidas de garotos é algo que já vi bastante em Renai Idenshi XX, então não foi algo que me incomodou. Por um momento até me perguntei se seria o mesmo autor, por causa dessa pegada, mas não foi o caso. Uma obra escolar, vários personagens e muita confusão amorosa no meio do caminho. Se é ou não promissor, os próximos capítulos talvez esclareçam.
E então chegamos ao último mangá da revista (CARAMBA!) que na verdade já apareceu antes: é Inugami-san to Nekoyama-san. Ele e Yuru Yuri tem dois capítulos na edição, talvez como uma forma de compensar o fato da Yurihime ser bimestral e isso tornar os mangás muito demorados de fechar volume.
Uau! Foi uma longa jornada por vários traços, autores, estilos e temáticas dentro do mundo yuri, não é mesmo? Devo levar tanto tempo tentando ler esses mangás que a próxima edição vai chegar antes disso!
Conclusões
Do ponto de vista técnico, a Yurihime está mais do que aprovada. Talvez seja incômodo ler algo tão grande quanto a revista, mas creio que isso é algo de hábito mesmo. Do ponto de vista de conteúdo, tenho igual satisfação com essa edição. Creio que todas as palavras ditas anteriormente são o bastante para frisar esse ponto.
É ótimo ver que a maioria esmagadora das obras presentes na Yurihime atualmente são de séries (ainda que a maioria seja de curta duração). Há alguns anos os oneshots predominavam e parecia que a revista estava condenada a não emplacar nada que fosse ser durável (o que aliás, parece ter sido o calcanhar de Aquiles de outras publicações yuris de grande qualidade, mas que pela falta de compilados individuais talvez perdesse muito da lucratividade). Ver séries começando, terminando e algumas se estendendo por numerosos volumes é um sinal de saúde para a revista e de alívio para os fãs do yuri.
Gostaria de usar a conclusão deste artigo que estive aguardando tantos meses para escrever para fazer algumas ponderações mais longas. Praticamente tudo o que direito será um ponto de vista pessoal, então sinta-se à vontade para discordar de mim em pontos ou em tudo (Ou simplesmente ignorar, vai saber o tamanho da paciência que você está no momento né).
Quadrinhos são um hobbie caro, então todos precisamos, de uma maneira ou outra, fazer escolhas do que iremos consumir ou não. No último ano venho percebendo que adquirir mangás direto do Japão são a solução que eu precisava para meu consumo de material yuri regular e atualizado. Estou plenamente satisfeita com essa decisão e continuarei comprando as Comic Yurihime por um longo tempo, indefinido até, talvez dando mais passos quando minhas condições permitirem (como, por exemplo, passar a comprar eu mesma, em maior quantidade e diversidade de títulos, sejam de magazines ou compilados).
A importação via uma loja especializada (no meu caso, a Fonomag) é o caminho mais simples para quem quer tomar esse rumo. Não é algo barato, então é preciso muita ponderação no ponto de vista financeiro para seguir algo assim.
Barreiras linguísticas, geográficas ou culturais à parte, ler a Comic Yurihime só reforçou, pra mim, uma ideia que vi pessoas como a autora Takemiya Jin colocando: o yuri é uma linguagem universal. Não importa a parte do planeta que você esteja. A arte em todas as suas formas é capaz de tocar as pessoas, passando por cima de todas as questões
Não entendam esta minha ênfase na importância do material impresso original como uma aversão aos scans. Não sou hipócrita. Vivemos em um país onde a tradução oficial de títulos yuris é ZERO, em um continente onde apenas no país mais rico (os EUA) existem ALGUNS títulos oficiais e que são tão ou mais caros de serem obtidos do que suas versões originais japonesas.
Todos temos que usar scans para conhecer yuri e vai continuar sendo assim enquanto as empresas que são “especializadas” no nicho do mangá continuarem ignorando esse segmento. Eu mesma seguirei observando diariamente as atualizações do Dynasty Reader e Yuri-ism, pois eles são fontes incríveis e que resultam do trabalho dedicado de centenas de fãs (yurijoshis e/ou yuridanshis como eu e vocês). É uma infelicidade que os artistas que tanto aprendemos a admirar através desses meios acabem não tendo qualquer retorno (financeiro mesmo) que tanto merecem da nossa parte. Mas assim será a realidade enquanto não houverem meios, não é mesmo?
Enfim. . . (que discurso longo ein? Desculpem por isso)
Comprar a Yurihime foi ótimo e espero ter conseguido passar um pouco da experiência de ter essa publicação maravilhosa diante de si à vocês, leitores do Kono-ai-Setsu. Se tiverem alguma curiosidade específica sobre a edição, deixem nos comentários que procurarei esclarecer tudo o possível.
Me foi sugerido fazer um vídeo curto, mostrando a revista em tempo real, folheando e essas coisas. Assim que possível farei isto e compartilharei aqui no blog também.
E, já fica minha promessa, trazer outro post desnecessariamente longo como este em março/abril, quando chegar a próxima edição!
Matta ne!
Referências:
Site oficial da Comic Yurihime
Lista do Manga Updates das obras já lançadas na Yurihime
Comic Yurihime 2015/11. ASIN: B013TEMWZY – acervo pessoal
Nota Legal: Todas as imagens utilizadas neste artigo são para fins de divulgação. Os direitos autorais das obras citadas pertecem à Kabushikigaisha Ichijinsha (株式会社一迅社) e seus respectivos autores.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
Posted by Mazaki89
Os Yuris de 2015 (Parte 01) - Animações
Olá yurikos e yuri danshis!
Como estão passando o início de ano?
Pois é, o ano passou, e o KaS tem que manter a tradição que começamos ano passado falando dos animes/mangás/etc com temática lésbica que passaram pelo mundinho da Se-chan. Talvez eu esqueça de citar algo, mas é por que eu não vi, então me ajudem nos comentários dando uns conselhos do que ver/ler, ok? (obrigado!)
Ao princípio, pensei em fazer uma única postagem falando de TUDO o que vi/li, mas como estava ficando muito grande, resolvi que seria melhor publicar em partes. Além de citar, vou falar um pouquinho do que achei de cada um, então aguentem que a conversa vai ser longa! (\o/)
Nessa primeira postagem, resolvi falar das animações com conteúdo lésbico, até por que não foram poucas esse ano. (graças a Godoka~~) Vamos ver quantas você viu também?
Yuri Kuma Arashi
O ano de 2015 começou com o novo anime do gênio Kunihiko Ikuhara, Yuri Kuma Arashi. O diretor de Revolutionary Girl Utena e Mawaru Penguindrum, com animação feita pela SILVER LINK, criou uma verdadeira obra prima do mundo yuri. Por mais que nos primeiros episódios aparente ser só mais um anime cheio de fanservice e nada de conteúdo complexo, YKA demonstrou como fazer uma boa evolução de personagens e como levar o expectador até o climax com o máximo de atenção. Assistir a série semanalmente foi uma experiência magnífica.
Além da linda história (que não se deve pegar spoilers), há uma trilha sonora inesquecível, personagens carismáticos que conseguem transmitir simpatia, comédia e seriedade à trama. Yuri Kuma Arashi não é apenas uma história lésbica, mas sobre segregação, escolhas e sobre como lutar pelo amor.
Conselho: Já virou um novo clássico obrigatório para quem gosta do gênero.
Ponto Fraco: Não veja junto de parentes (muitas cenas de personagens sem roupas ou em atos "adultos")
Ponto Fraco: Não veja junto de parentes (muitas cenas de personagens sem roupas ou em atos "adultos")
Hibike! Euphonium
Aqui está um que eu estava receosa em dar uma chance. Hibike! Euphonium é uma série do estúdio Kyoto Animation, conhecido por K-ON (entre outros) e pela mania de fazer moe e um fanservice bait para o público yuri. Porém, a KyoAni (como o estúdio é carinhosamente apelidado) resolveu pegar todo seu investimento em qualidade de animação, além de reunir um excelente time de instrumental, e realizar uma animação invejável.
Sound! Euphonium (como também é conhecido) é uma animação que transpassa esse perfil "moe", realizando um trabalho sobre um clube de música (clássica). O trabalho com os detalhes dos instrumentos, a Sound Track e os cenários são de cair o queixo. Somente um pequeno cuidado, eu sei que a relação de Kumiko e Reina é muito bonita, e nessa primeira temporada terminou com elas muito próximas, mas eu não sei como elas terminam. Então não espere exatamente mais do que é mostrado. (o que para mim já é o bastante, depois do episódio 8)
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| Melhor resumo para Hibike! Euphonium |
Ponto Fraco: Pé atrás com o futuro da série (em termos de yuri)
Yuru Yuri San Hai
Tá ai o divertimento em forma de anime! Yuru Yuri, aquele anime bobo que a gente diz "vou ver só por que é divertidinho", mas que na real é uma obrigação ver. Ele é espetacular, eu fico rindo o tempo todo, e essa terceira temporada foi fantástica! Nossa... Esses episódios... Só lembrar as cenas na sala de artes (OMG Chinatsu!!! XD), a Kyoko brincando fazendo caras no escuro, os 5 MINUTOS sem falas por causa da personagem que não fala. NOSSA, FOI DEMAIS!!!
O melhor foi conseguir perceber que a relação entre as personagens está mais definida, não é mais um "escolha o casal de sua preferência". Alguns casais realmente ficaram muito mais enfatizados nesta temporada, então, se você é fã de Akari-Chinatsu, ou Kyoko-Ayano, fique feliz. Além disto, teve um destaque para as personagens mais novas (como as irmãs mais novas de Himawari e Sakurako). Pura fofura~~
Conselho: Ele pode parecer simples (e é!!), mas ele cumpre o que promete. Sempre.
Ponto Fraco: Sabe-se lá se terá realmente uma quarta temporada (por favor, Kumaria-sama!!)
Conselho: Ele pode parecer simples (e é!!), mas ele cumpre o que promete. Sempre.
Ponto Fraco: Sabe-se lá se terá realmente uma quarta temporada (por favor, Kumaria-sama!!)
Love Live! (filme em 2015)
Tá aí o meu arrependimento. Eu comecei a ver Love Live faltando 2 dias para o natal de 2015, e terminei 1 antes do ano novo. Depois que terminei, cheguei a conclusão de que desejaria tê-lo visto em 2013, quando as séries de TV foram lançadas. Pelo menos não me atrasei tanto com o filme, que foi lançado em 2015.
Eu tinha um pequeno preconceito por ser um anime de idols, mas a verdade é que eu via tanta imagem no Tumblr com os casais Nico-Maki e Eli-Nozomi que eu resolvi ver. E foi uma das melhores coisas que vi em 2015. Depois de YKA e Hibike, Love Live com certeza foi meu "fenômeno" do ano. Tanto que baixei o máximo de músicas possíveis e estou jogando o game para smartphones.
Para quem ficou curioso, minha temporada preferida foi a primeira, pela sua evolução e conclusão. Porém, a segunda temporada tem os melhores episódios, como o do Halloween, o que coloca a Nozomi em destaque e o da decisão com relação à formatura das garotas mais velhas.
E o melhor, os casais são muito verdadeiros! Nozomi e Eli tem uma relação muito estável já, e Maki e Nico tem uma evolução na série, se você for observador.
Conselho: Veja e jogue. Muitas horas de vício prontinhas para você.
Ponto Fraco: Acho que deveriam ter dividido em 3 temporadas. (explicação em uma futura postagem solo da série)
Ponto Fraco: Acho que deveriam ter dividido em 3 temporadas. (explicação em uma futura postagem solo da série)
Extras
Além destes destaques, ainda quero citar um pouquinho outros menorzinhos. Em 2015 ainda tivemos Nanoha Vivid, que eu acabei parando de ver por que não tive paciência com o fanservice de meninas loli e das lutas, mas que contém o casal lindo Nanoha e Fate, além da fofa filhinha delas Vivio.
Haikyuu finalmente ganhou o ship que todos esperavam, com Kiyoko e Yachi (que é muito gay, essa menina! XD). É só uma pequena parte da história, mas eu realmente adorei as duas personagens. Além disto, para quem curte esportes, o anime é uma excelente pedida.
Adventure Time teve vários episódios especiais da Marceline, além do episódio que eu comentei aqui no KaS. Foi fofo, mas ainda tenho que ver os episódios solos da Marcy para surtar até não poder mais, por que já peguei uns spoilers que é gaaaayyyyyy demais~~
Além desses que eu adorei, tiveram os que não olhei por que não são "meu tipo", como Kantai Collection, GocchiUsa e Valkirie Drive. Em termos de animações americanas, teve o sempre gay Steven Universe, que estou começando a pensar em ver, mas que parece tão louco que me dá um pouco de medo... Mas o Tumblr sempre me mostra muita coisa dele, então talvez eu veja sim esse ano.
Haikyuu finalmente ganhou o ship que todos esperavam, com Kiyoko e Yachi (que é muito gay, essa menina! XD). É só uma pequena parte da história, mas eu realmente adorei as duas personagens. Além disto, para quem curte esportes, o anime é uma excelente pedida.
Adventure Time teve vários episódios especiais da Marceline, além do episódio que eu comentei aqui no KaS. Foi fofo, mas ainda tenho que ver os episódios solos da Marcy para surtar até não poder mais, por que já peguei uns spoilers que é gaaaayyyyyy demais~~
Além desses que eu adorei, tiveram os que não olhei por que não são "meu tipo", como Kantai Collection, GocchiUsa e Valkirie Drive. Em termos de animações americanas, teve o sempre gay Steven Universe, que estou começando a pensar em ver, mas que parece tão louco que me dá um pouco de medo... Mas o Tumblr sempre me mostra muita coisa dele, então talvez eu veja sim esse ano.
Será que teve algo mais neste ano com relação a yuri? Por favor, colaborem com o blog e comentem sobre as animações citadas, ou sobre outras que eu não lembrei. E se você quer ver Steven Universe no KaS, me dê alguns argumentos para me influenciar. (haha!)
Mostre sua opinião para a equipe do Kono-ai-Setsu a partir de nossas redes sociais, ou nos comentários abaixo. E não se esqueça de nos dar uma mãozinha na divulgação, se achar nossas postagens interessantes, ok? (^.~)
Feliz ano novo gente!!
Até logo! o/
Entre em contato por:
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
Posted by Se-chan
[News] Yuru Yuri vai ter terceira temporada!
Olá a todos!
Yuru Yuri está de volta! O anúncio ocorreu durante um evento de yuru yuri, no último dia 07, e depois replicado no twitter da própria Namori. Vejam!
Ok, vocês não entedem japonês (nem eu), mas já é confirmado: Yuru Yuri vai ter terceira temporada! Mal deu tempo de assistir o OVA de 1h (que aliás, ainda pretendemos comentar aqui no blog, porque é bom demais) e já vem esse anúncio!
O que mais podemos dizer? Parece que o KaS tem pauta garantida para muito tempo XD
Vida longa e prospera para nossa mangaká nonsense favorita, Namori-sensei!
Akarin~
[Fanfiction] Apenas uma chance (Yuru Yuri)
Olá a todos!
Hoje trago mais um fanfic aqui para o KaS. Um oneshot que já estava (quase) pronto a mais de um ano e não tive coragem de finalizar para compartilhar com vocês. O motivo? Ser uma história meio séria ambientada em Yuru Yuri.
Pois é. . . Isso mesmo. Um breve drama com toque de romance ambientado alguns anos depois da história de YrYr. A protagonista, só pra dar noção, é ninguém menos do que a estranha da Chinatsu.
Enfim, minhas opções eram ou trazer isto ou demorar ainda mais para postar algo novo, ENTÃO. . . Espero que não me matem por essa história! Fics são especulações de fãs, não precisam levar tão a sério.
Er. . . boa leitura e façam os comentários/críticas que julgarem pertinentes.
Nota rápida: como não tive muito sucesso em algumas empreitadas para o KaS, é provável que compense isto trazendo novos contos, Originais e fics, com temática yuri para vocês nesses espaços de quarta-feira. Espero que seja do agrado dos pacientes para ler online!
Outras opções de leitura
Yuru Yuri fanfiction – Apenas uma chance
por LKMazaki
O vento soprava gelado pelas ruas. Os estudantes passavam de cabeça
baixa e as bochechas enfiadas em cachecóis grossos. As típicas
conversas que se escutavam pelas ruas naquele horário hoje não
aconteciam. Talvez fosse isso que trouxesse a impressão de
melancolia, e todos culpavam o frio por isto.
Yoshikawa Chinatsu estava alheia a tudo na pequena lanchonete à duas
quadras da escola onde estava se abrigando. Com o rosto completamente
enterrado entre os braços, ignorando por completo o café que
fumegava à sua frente, tudo o que chegava ao pensamento da jovem
eram os ecos das vozes agressivas que lhe bombardearam a poucas
horas.
“Como você pode fazer isso?!” ressoou uma voz deveras familiar.
A voz que ela poderia reconhecer mesmo em seus sonhos: Funami Yui.
“Antes de qualquer coisa você destruiu a nossa amizade! Todos
esses anos jogados no lixo!” berrava sem pausa nas memórias de
Chinatsu a voz de Toshino Kyouko.
“Você é a pessoa mais asquerosa que já conheci, Chinatsu.”
aquela era a declaração mais dolorosa que ela já ouvira da voz que
tanto amava.
Depois de todos os acontecimentos e verdades ditas, não havia como
Chinatsu negar a si mesma tudo o que havia feito de mal. No alto de
seus dezesseis anos sentia-se um lixo de pessoa. Encarava todos os
defeitos mesquinhos que fingira não enxergar durante toda a vida e
isso lhe causava um embrulho forte no estômago. Era podre e egoísta.
Usava tudo e todos ao redor para atingir seus objetivos. Nada lhe
importava além de buscar suas obssessões fúteis, nem mesmo amizade
ou ética. Merecia tudo o que estava acontecendo agora. Era apenas o
fruto de todo o mal que plantara na vida das pessoas ao seu redor.
Ela enxergava isso claramente.
Porém era tarde demais para mudar. Estava sozinha. Continuaria
sozinha. Ninguém mais daria-se ao desgosto de aproximar-se dela
sabendo do que era capaz. Mesmo quando se formasse e fosse para uma
universidade onde ninguém lhe conhecesse, logo seria percebida a
verdadeira natureza cruel que havia nela e a história se repetiria.
Não havia escapatória, nem que tentasse mudar quem e era.
E Chinatsu não acreditava que alguém fosse capaz de mudar.
Também se perguntava porquê ninguém havia tentado acordá-la dos
seus atos durante todo aquele tempo. Não era algo recente e pensando
bem, não era nada imperceptível. Amigas provavelmente deveriam
brigar umas com as outras para não lhes deixar cometer bobagens
ainda maiores.
Talvez elas tivessem pensando desde o começo que não havia o que
ser feito para que ela fosse uma pessoa melhor.
Chinatsu levantou a cabeça e provou um pouco do café que lhe
esperava. Estava apenas morno agora, mas era o bastante. Seus olhos
ardiam e ela sabia que deveriam estar ainda bem vermelhos. Só
desejava fechar os olhos e esquecer de toda a situação por horas ou
até dias, mas as lembranças e retrospectivas imergiam nos seus
pensamentos a cada momento.
Ela sempre tivera o hábito de implantar pequenas intrigas com as
amigas, mesmo quando ainda eram alunas do ensino fundamental. Naquela
época as coisas eram mais simples. Uma disputa boba de atenção, um
ato infantil de ciúmes. Nada comparado às farsas que implantou no
início do colegial. Um verdadeiro golpe de mestre. O ato de uma
pessoa dissimulada.
A verdade é que Chinatsu manteve-se apaixonada por Yui durante todos
aqueles anos e o desenrolar dos acontecimentos só lhe fizeram ficar
mais obssessiva e cega pela sua atração. Mesmo depois de
declarar-se e levar um fora, Chinatsu não desistira. Somente agora
ela conseguia perceber a proporção dos seus pecados. Fora capaz
mesmo de destruir o pequeno sentimento que brotou entre Yui e Kyouko
quando estavam no segundo ano. Não tentaria se enganar pensando que
se não fosse por aquilo Kyouko jamais teria enfim enxergado os
sentimentos de Ayano, por que no fim das contas a ruiva havia lutado
por aquilo por si mesma. Não, Chinatsu mentira e jogada as amigas
uma contra a outra na tentativa de destruir algo que acabaria com
suas chances. E fora bem sucedida.
Porém ainda demorou mais de um ano para que finalmente ela pagasse
por estes acontecimentos e todos os outros que vieram em decorrência.
Somente naquela tarde, na que fora definitivamente a última reunião
do clube de entretenimento. Os gritos de Yui e Kyouko ainda ressoavam
na cabeça da jovem.
“No fim, só estou recebendo o que mereço.” sentenciou a jovem,
por fim.
A neve começou a cair quando o dia já chegava ao fim. Akaza Akari
apressou o passo, olhando para cada canto. Rezava para que ainda
conseguisse encontrar Chinatsu a tempo.
Depois das coisas horríveis que haviam sido ditas naquela tarde e
conhecendo bem os pensamentos muitas vezes irrefreados e explosivos
da garota, Akari temia que alguma coisa ainda pior acontecesse. Era
uma história de anos afinal, não havia como Chinatsu sair daquilo
sem se ferir quase que mortalmente no processo.
Akari refreou uma risada de alívio quando vislumbrou os fios rosados
de cabelo que voavam para fora do capuz do grosso casaco marrom que
Chinatsu usava. Correu para alcançá-la, esperando estar próxima o
bastante para enfim chamar seu nome:
― Chinatsu-chan!
Chinatsu virou-se e seu rosto inxado pelas lágrimas transpareceu sua
surpresa ao ver Akari:
― A-Akari-chan?! O que. . . ― ela começou, atônita.
― Akari estava tão preocupada, Chinatsu-chan! ― interpôs Akaza,
sem deter-se.
― Você estava me procurando? Por que? ― questionou a outra, sem
compreender.
― Por que Akari estava preocupada com o que poderia ter acontecido.
― disse Akarin, com sinceridade.
Chinatsu encarou em silêncio a ruiva por algum tempo. Lágrimas
silênciosas brotaram e escorreram pelas bochechas coradas:
― C-Chinatsu-chan?! ― exclamou a ruiva, quase saltando no lugar
de susto por aquela reação.
― Eu não te entendo, Akari. ― disse Chinatsu, com a voz
embargando.
― Hã?
― Eu te fiz tanto mal durante todo esse tempo. Usei e abusei da sua
bondade para tentar me aproximar mais da Yui-senpai. Eu te usei,
Akari! Por que diz agora que estava preocupada?! ― perguntou,
exasperada.
― Por que Akari não gosta de pensar que você possa estar sofrendo
mais do que aguenta, Chinatsu-chan. ― respondeu Akari, mais uma vez
sem refrear a verdade.
A garota de cabelos róseos arregalou os olhos àquelas palavras. Não
conseguia acreditar que alguém poderia ser tão bondoso e perdoar
crimes tão sinistros daquele jeito simples. Ela merecia ser
humilhada e abandonada por todos, também especialmente por Akari,
mas ali estava a ruiva. O coração de Chinatsu batia forte contra o
peito e ela sentia-se ainda pior por perceber que a esperança havia
brotado diante daquele olhar caridoso:
― V-V-Você é uma pessoa. . . incrível, Akari. Eu. . . não
mereço esse p-perdão. ― guaguejou Chinatsu, limpando as lágrimas
que já tomavam todo seu rosto, tentando desviar o olhar o máximo
possível.
― Akari não é uma pessoa tão boa assim quanto você diz,
Chinatsu-chan. ― disse a primeira, em um tom mais determinado do
que até então.
― Eu te usei, Akari-chan! Eu te beijei para tentar despertar o
ciumes da Yui-senpai! Eu passei por cima dos seus sentimentos e foi
mais de uma vez! Como não poderia ser incrível você ser capaz de
não me odiar por isto?! ― Chinatsu argumentava com toda a sua
força. Ela era um monstro. Havia feito mal a todos e uma das suas
maiores vitimas estava bem ali, dizendo estar preocupada. Era
surreal.
― Você entende as coisas errado muitas vezes, Chinatsu-chan.
― O. . . que?
― Akari pensou que Chinatsu-chan pudesse fazer ainda mais bobagens
depois de tudo o que aconteceu hoje, de tudo o que as garotas
falaram. Akari não poderia viver se algo assim acontecesse mesmo. ―
confessou Akaza, com o olhar mais pesado, quando as possibilidades
sinistras voltavam a seu pensamento.
― A-Akari. . . chan? V-Você realmente se preocupa com todo mundo
ne, até mesmo eu.
― Não. . . ― disse Akaza fintando os olhos vermelhos de Chinatsu
com algo que pareceu frustração. ― Chinatsu-chan. . . eu. . .
― Hã? ― o coração da garota de cabelos róseos deu um salto
quando a outra usou o pronome na primeira pessoa. O olhar de Akari
era tão sério e até dolorido que Chinatsu esqueceu completamente
do que lhe aflingia e observou preocupada.
Porém a mensagem de Akari não veio através de palavras. Sem
parecer ter coragem de dizer mais alguma coisa, Akari aproximou-se e
tocou de luvas as bochechas quentes de Chinatsu. Esta sentiu um
arrepio correr pela espinha quando sentiu o carinho suave que os
dedos protegidos da outra faziam na sua pele.
O olhar das duas estava grudado. Havia um brilho no de Akaza que
fazia a outra sentir a força faltar nas pernas. Não conseguia
entender nem acreditar nos pensamentos que lhe vieram à mente. Era
surreal, mas fazia seu coração acelerar.
Akari abriu a boca para tentar dizer alguma coisa, mas as palavras
faltaram enquanto ela encarava os olhos azulados à trinta
centímetros. Desistiu e fez a única coisa que poderia explicar por
ela tudo o que as palavras não fariam durante a noite inteira.
Akari beijou Chinatsu, deixando seus lábios acariciarem os da garota
da maneira mais paciente e carinhosa o possível. Chinatsu não teve
reação no primeiro momento, mas logo foi absorvida pelo calor e
conforto daquele beijo longo, deixando que aprofundasse o contato.
Esta podia escutar as batidas sonoras do próprio coração contra o
peito. Akaza tremia, mas demorou para que recuasse, separando-se do
toque.
― Akari. . .
― Eu não sou uma pessoa bondosa, Chinatsu-chan. Eu só. . .
precisava te ver. Depois de tudo eu não aguentava pensar que algo
poderia acontecer. ― disse a ruiva,
― Ah. . .
― Talvez você seja uma pessoa ruim, Chinatsu-chan, mas. . . eu sei
que você só precisa de uma chance para melhorar. ― disse Akari,
com um sorriso fraco tomando seu rosto ainda corado. De repente era
como se o inverno tivesse acabado.
Sem palavras a única opção restante para Chinatsu foi atirar-se
contra Akari, deixando-se abraçar e apertando a outra com toda a
força que tinha nos braços cobertos por camadas de roupas grossas.
O choro extravazou mais do que nunca e os berros de angústia foram
abafados pelo casaco da ruiva. Em poucos minutos a dor pareceu
escapar como o ar e apenas a sensação de conforto foi restando no
consciente de Chinatsu.
Para Akari aqueles minutos foram apenas de alívio e satisfação.
Nada demais havia acontecido afinal e ela ainda conseguira enfim
colocar em palavras (e atitudes) o que estava guardando a tempo.
Ela não era uma vítima, mas talvez o maior algoz. Aquele que faz a
verdadeira vítima nem perceber o que está acontecendo.
Heroína ou vilã, não importava mais. O importante é que, dali em
diante, caberia apenas às duas consertar as coisas e tentar sorrir
todos os dias, apesar de todos os erros do passado. Talvez fosse
difícil para Chinatsu se perdoar depois de tudo, mas com aquela
ajuda especial tudo seria diferente.
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Posted by LKMazaki


































