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Strawberry Shake Sweet: Delírios de Amor



Dar uma definição exata para Strawberry Shake Sweet, talvez seja limita-lo um pouco, mas o mais justo aqui seria chamarmos de comédia romântica nonsense. É bem nos moldes de Kaichou wa Maid-Sama (lançado no Brasil, pela Panini), repleto de romantismo e situações hilariantes. O romantismo é daquele bem shoujo-ai; gostoso e ao mesmo tempo, enervante. Gostoso porque não tem pressa em desenvolver a relação afetiva entre as duas garotas, enervante porque demora pra rolar algo mais intimo, com mais pegada (nesse caso, um beijo, um amasso) e pior, às vezes nem rola (!!).

Strawberry Shake Sweet é um mangá shoujo-ai, da mangaká Shizuru Hayashiya, que foi serializado durante longos anos (de 2003 a 2008), primeiro na revista Yuri Shimai (da editora Sun Magazine), e depois na revista Comic Yuri Hime (da editora Ichijinsha), logo após a antologia anterior ser descontinuada.  Ao todo são 2 volumes, o que se justifica por causa da periodicidade da revista Comic Yuri Hime, que no caso é trimestral. O que é bem normal se tratando de antologias yuris, que fazem parte de um mercado pequeno. Mas a troca de revista, pouco afetou o conteúdo do mangá, o mais visível que se nota é a troca de titulo, onde na Yuri Shimai, era apenas chamado de Strawberry Shake, e claro, o traço acaba sofrendo uma sutil alteração. Strawberry Shake Sweet que nasceu com a ideia de ser apenas um one-shote, teve com justiça seu potencial expandido e depois de 5 capítulos serializados na Yuri Shimai, teve seu valor reconhecido ao ser resgatado para uma nova antologia. E posso dizer com toda verdade: QUE BOM!!!

Julia-chan, agora é o "lobo", indo à caça

Aqui, novamente vamos embarcar no universo das idols japonesas (já abordado aqui no KaS, nesse post), sempre retratado de uma forma extremamente caricata nos mangás yuris (aqui, estou falando da demografia e não do conteúdo). Então, novamente embarcamos nesse universo caricato, acompanhando Julia Tachibana, que trabalha para agencia Shanghai Talent Limited. A história faz uso daquele esqueminha presente em 99% das histórias yuris em geral, onde garota conhece garota e rola uma paixão ardente. No caso, a Julia é obrigada pelo dono da agencia, a cuidar e treinar uma nova promessa; Asakawa Ran. Uma garota com sangue japonês, mas aparência americana, devido ao envolvimento de sua mãe japonesa, com um americano. Além da aparência, o que mais se destaca em “Ran Ran”, é sua altura, tanto que ela mais parece uma jogadora de basquete. Enquanto isso, Julia é pequenina e isso gera não apenas um contraste excelente, como também situações hilariantes, com essa relação de Senpai e Kouhai.

Clichê, não é? Mas é exatamente essa a intenção. Strawberry Shake é um mangá que brinca com todos os clichês presentes nas histórias de shoujo-ai, ao ponto de as personagens quebrarem a quarta parede a todo o instante. Se você é um fã da Milk Morinaga, sem dúvidas a mais conhecida autora de mangás yuris aqui no ocidente, com certeza vai notar diversas situações de puro escracho e zoação. Só faltou mesmo, se passar em um ambiente escolar. Outro mangá do gênero, que parodia o gênero com certa destreza, é Maria Holic, mas Strawberry Shake Sweet tem um charme a mais, que é o romantismo.

Julia-chan quer por que quer, ser a Seme da relação, mesmo que não tenha condições para tal, rs

Inicialmente, Julia assume um papel de confronto com Ran Ran. Julia que era tida como o maior nome da agencia, vê seu reinado ameaçado com a chegada desse novo talento. É divertido ver a ofensiva de Julia para cima de Ran Ran, enquanto essa, super ingênua e aérea, a admira do fundo de seu coração, não percebendo as intenções de sua sempai. Mas Julia, rapidamente se apaixona e cai de amores por Ran Ran, que continua em sem próprio universo (LOL), continuando não a perceber as reais intenções da sua sempai. Esse é um legitimo romance entre uma cabeça de vento e uma idiota (!!). O mais gozado aqui é ver Julia assumindo um papel de Seme (ativo da relação) que não lhe pertence. É ela que primeiramente nota-se apaixonada pela Ran Ran, e desde então elabora diversos planos “infalíveis” para ficar próxima de sua kouhai, e claro, tudo acaba fracassando sempre. E pra piorar, ela ainda não pode contar com o apoio de sua agente pessoal, Ryoko Saeki, que abomina esse tipo de relação entre mulheres. Boa parte do mangá, o que vemos é isso, Julia em modo pervertido LEVEL 5, tentando de tudo pra conquistar e ficar perto de Ran Ran.

Strawberry Shake Sweet é um manga hiper divertido, que me fez dar altas gargalhadas e relê-lo algumas vezes (algo que não costumo fazer). É tudo deliciosamente obvio e eles brincam com isso a todo instante. Tanto Júlia, quanto Ran Ran, são super lerdas e mesmo quando uma declara o amor, pra outra, a coisa não acontece, não anda. E é divertido, putz! Sensacional. Confesso que a primeira vez, eu rangi os dentes, pois ainda não havia pegado qual era o POV do mangá, mas depois que tudo fica claro, é difícil não resistir. Eles pegam vários clichês e tabus do shoujo-ai, e se divertem com isso, quase, quase um Gitama. Quando Julia e Ran Ran, finalmente ficam juntas, numa sequência alucinante e de puro nervosismo, a relação ainda fica estagnada, porque a Uke da relação (no caso, a Ran Ran) ainda não pegou o jeito certo, e então as duas ficam apenas de mãos dadas e olhando uma para a cara da outra na cama (!!!).

O universo em que a história acontece, é quase que completamente feminino. O editor, é uma figura para lá de caricata e que não representa nenhum perigo para o “Conto de Fadas Yuri”, e o único personagem masculino que realmente apresenta uma ameaça, quando se declara para Júlia, é completamente avacalhado pela autora. Coitado. Só lendo pra saber. O ponto alto de Strawberry Shake, que são os personagens, também é o pior defeito. Eles são tão bons, que dá pena vê-los tão subaproveitados. A própria história, pega um ritmo rápido demais a partir de determinado capítulo e acaba decepcionando um pouquinho. Havia histórias que poderiam ser mais bem exploradas ali, rendendo ao mangá uns 3 ou 4 volumes, mas muitas coisas acabam sendo deixadas de lado e a história principal tendo um desfecho assustadoramente apressado, gerando um certo anticlímax.

Não importa o que a Saeki faça, não dá pra conter o apetite sexual de Julia-chan, rs! Morro de rir da Saeki

Ryoko Saeki foi de longe, a minha personagem preferida na história. Sua aversão a garotas se relacionando, sua preocupação, como agente de Julia e Ran Ran e a paixão platônica a qual sua amiga de longa data, Kaoru Shinjo, sente por ela, tornaram-na extremamente interessante. Suas caras, bocas e pensamentos, são impagáveis e as tentativas de Kaoru de dar uns “pegas” nela, são insanas. Acredito que ela merecia um arco próprio, com sua história sendo desenvolvida. Durante o mangá, é introduzido um grupo de lésbicas, a banda Zlay, que é uma parodia de uma banda real, a “Glay”, que acabam sendo bem secundarias, mas nesse caso, sem grande prejuízo. Apesar de que poderiam ter rendido mais. Mas certamente, é o desenvolvimento de Ran Ran, que mais decepciona, uma vez que ela é o grande “Deus Ex-Machina” da história, quando o clímax acontece. Mas Shizuru Hayashiya, resolve pular uma parte essencial, provavelmente pela história ter que terminar com 2 volumes e as situações acabam soando um pouco forçadas.

Mas se Strawberry Shake Sweet falha no quesito drama, consegue ser agradável e convincente com o seu romance, repletos de ternura e um pouco de tensão em algumas páginas. A brincadeira em torno do beijo foi sensacional, uma vez que beijos é o grande dilema dos mangás shoujo-ai. E claro, a comédia nonsense é o motor aqui e que faz a história andar deliciosamente. Vários tipos de piadinhas (como a dos lírios, que é yuri, e das rosas, que é yaoi), trocadilhos, referências e aquele tipo de humor gag que muitas vezes só é engraçado para o japonês, por envolver um contexto que não nos é familiar. Esse mangá é repleto disso, de várias piadas e trocadilhos, que acabam se perdendo na tradução.

Destaco novamente, a brincadeira em torno dos clichês. Cada personagem é basicamente um arquétipo das histórias shoujo-ai, que vemos sempre por ai. A Julia é a sempai, sempre cool. Veterana e conquistadora, mas—OH WAIT, Shizuru Hayashiya zoa completamente com ela, a deixando como uma garota desastrada e completamente pervertida (as piadinhas em torno das perseguições da Julia à Ran Ran são sensacionais; “Quer dizer que você é uma perseguidora?”), sempre rompendo em hemorragias nasais quando fica fantasiando ou é abraçada por Ran Ran. Enquanto isso, Ran Ran é construída como a típica “donzela” yuri; aquele lírio puro, branquinho, imaculado e ingênuo, mas é completamente destruída no processo. Começando pelo seu character designer, que é completamente inverso ao que intendemos como garotas Uke. Ela é altona, alheia a tudo que se passa ao seu redor e não percebe as aleatoriedades de Julia, sempre soltando fluidos (HOHOHO) por tudo que é orifício por causa dela. Em meio aquele universo de contos de fadas, com todas as personagens sendo lésbicas, encontra-se Ryoko Saeki, completamente frustrada e revoltada com aquilo tudo.


Strawberry Shake Sweet é uma comédia shoujo-ai, repleta de humor pastelão e romance, que merece ser apreciado. Principalmente, por ser um dos mais populares (como se mostrou aqui numa enquete realizada, sobre os 100 mangás yuris mais pops até o ano de 2010). A arte é excelente e foge completamente do senso de realidade e adequada a cada situação presenciada no mangá. Shizuru Hayashiya coloca aqui uma arte bem limpa, agradável e com uma escrita excelente. Você lê o primeiro volume e instantaneamente, quer devorar o resto. Os layouts tem um fluxo de leitura excelente, com uma ótima disposição para cada quadro. O problema é a presença em diversas páginas do formato yonkoma. Como eu não sabia, quando peguei pra ler, eu fiquei bastante confusa. Mas não é nada que atrapalhe o ritmo de leitura, só causa um pouco de estranheza inicialmente, já que se trata de um mangá convencional. O timing da Shizuru Hayashiya para o humor é excelente, seja nas reações estabanadas de Júlia quando está perto de Ran Ran, ou no excelente tom sarcástico de Saeki.

Hayashiya consegue captar de forma incrível cada expressão dos personagens, seja a inexpressividade, fraqueza emocional, delírios yuri, tudo leva ao riso frouxo. A paródia em torno do grupo Zlay, uma banda de visual key, formada por garotas excêntricas e lésbicas, são sensacionais, por ficarem a todo o momento cutucando o leitor yurifag (“Mulher que é bão, eu quero é mulher com mulher”) e abusando dos clichês (jamais me esquecerei, de uma delas dizendo: “Eu já fui vítima de dois perseguidores. Um homem e uma mulher. O homem, eu espanquei e depois chamei a policia. A mulher, eu levei pro meu apartamento e fizemos amor”). Se ainda não conhece Strawberry Shake Sweet, esse é o momento. 


Autora: Shizuru Hayashiya
Volumes: 02
Gênero: Comédia/ Romance/ Parodia
Demografia: Shoujo-ai
Ano: 2003/2008
Onde Encontrar: Aino Scalantion



domingo, 1 de abril de 2012
Posted by Unknown

TOP 100: Mangás yuris mais populares

Primeira vez, aparecendo aqui no sábado, pra trazer uma curiosidade pra vocês. E não passa disso mesmo, uma curiosidade, mas que é muito interessante. Trata-se de uma pesquisa realizada no Baka-Updates no finalzinho de 2010 (mais precisamente 27/12/2010) sobre os mangás “Girls Love” mais populares, desde o Yuri mais explicito até o Shoujo-Ai  com conotações implícitas quase que imperceptíveis. O Baka-Updates é um site bem confiável, voltado para o publico otaku, onde é divulgado informações sobre mangás, além de diversas curiosidades. Eles sempre fazem alguma enquete, que mesmo não tendo uma grande relevância fora dos limites da internets, por vezes são bem curiosas e interessantes. Como é o caso desta que trago a vocês,  ranking de mangás yuris mais populares.

Os 10 primeiros forma um autêntico Top 10 fortíssimo e bem teen e não é que são títulos que realmente são muito bons!? E que tiveram ou ainda tem uma extrema popularidade. Começando com o viral Girl Friends , mangá de autoria da Morinaga Milk e que já está ai na lida desde 2007 e que é o principal (pelo menos, é o que a massa diz) representante do super explorado “School Life”, que é aquele tipo de história centrada quase que completamente no ambiente escolar. Mas Girl Friends, mesmo não sendo o meu preferido, considero um mangá muito bacana e que usa bem todos os clichês bobos a seu favor. Ele já se encontra finalizado com 5 volumes, mas ainda faz barulho. 





Em segundo lugar, ficou o ótimo Sasameki Koto, que apesar de beber da mesma fonte que o primeiro colocado, é muito mais desenvolvido e com um conflito que realmente é interessante de se acompanhar. Enquanto um tem uma história mais ao estilo “mamão com açúcar”, o segundo se permite entrar mais no drama. Mas isso fica obvio quando vemos que Sasameki Koto é um seinen - publicado pela Media Factory desde 2007 e que atualmente conta com 08 volumes (em andamento) – e sua autora Takashi Ikeda tem a liberdade para utilizar uma linguagem um pouco mais madura. O ponto de destaque de Sasameki é que, assim como Aoi Hana, ele retrata o lesbianismo de uma forma muito mais madura e realista do que normalmente vemos nesses mangás mais teens.





Strawberry Shake é um shoujo-ai que divide algumas opiniões. É uma comédia romântica, onde o foco  é no romance, com aquela pegada cômica. Como já de se esperar nesse tipo de série, beijos e pegações é algo que não faz parte do contexto geral da história, tendo somente o básico e esporádicos. Não acho muito justo a comparação com Maria Holic, já que este se foca unicamente no humor pastelão. A história é bobinha, mas convence como uma autêntica comédia romântica. O titulo foi publicado primeiramente na revista Yuri Shimai em 2005 e depois foi transferido para Comic Yuri Hime com o titulo; Strawberry Shake Sweet. Mas acabou que o mangá ficou conhecido mesmo apenas como Straberry Shake. Já esta finalizado com 2 volumes.





Fico muito feliz de ver Aoi Hana entre os 10 principais, porque a série realmente MERECE esse destaque e aqui no Brasil é muito pouco comentada. Mas da pra entender o motivo. O enredo é quase novelístico, com uma trama slice of life regado a drama e se trata de um shoujo-ai. Porque realmente o que a grande maioria gosta de ver é um yuri explicito e presente na maioria das páginas e isso sem mencionar o traço, que para muitos não é muito convidativo. Mas mesmo não sendo o preferido de muito gente, Aoi Hana se faz presente na maioria das listas.O mangá sai desde 2004 pela revista Erotics Manga F e atualmente conta com 5 volumes. Sua autora, Shimura Takako é bem conhecida por aqui e é autora de Hourou Musuko, série que o publico de "Girls Love" abraçou com fervor.





Talvez, a grande surpresa desse top 10, seja a presença de Ebisu-san to Hotei-san. Eu não lembro de ter visto muitos comentários a respeito dessa série por aqui. Ou estou enganada? Bom, este é um romance shoujo-ai para mulheres jovens, ou melhor dizendo, este é um Josei. Ebisu-san e Hotei-san são duas mulheres que trabalham juntas. Quando Ebisu é transferida para o mesmo escritório de Hotei, esta não se mostra muito feliz inicialmente. Mas isso começa a mudar gradualmente, se é que me entendem e os sentimentos afloram. Mesmo não sendo o tipo de leitura “obrigatória”, é altamente recomendada para todos os amantes de shoujo-ai e para quem esta cansado de ler histórias de romances colegiais. Kizuki Akira leva sua história a frente de uma forma muito competente e consegue lidar bem com os vários clichês que aparecem no caminho. O mangá é de 2009 e já se encontra encerrado com apenas um volume.



Flower Flower é um Gender Bender (waah, eu adoro esse gênero. Tenho loucas fantasias que nem conto pra vocês  >_<). Para quem não conhece, posso dizer resumidamente que é o tipo de história onde o personagem se traveste do sexo oposto, podendo ser a garota que se passa por garoto ou vice e versa.  No caso de Flower Flower, se trata de uma garota se passando pelo sexo oposto. A princesa Nina foi enviada á um país estrangeiro para se casar com um príncipe. Mas quando Nina o conhece, acaba tomando aversão ao descobrir que ele na verdade é um travesti. Com isso, ela resolve se casar com o irmão mais novo, mas... O que ela nem imagina é que na verdade, ele não é “ele” e sim uma garota. Outro motivo que me chama atenção na série é o fato de ser histórico, se passando em um período do Japão antigo. O mangá é um shoujo-ai ou seja, não espere pegação e “diversão”. É de fato uma das melhores histórias que já apareceu na Comic Yuri Hime S, onde se encontra em publicação desde 2007. Apesar da data de estréia, a história de Ichijinsha só tem ainda 2 volumes.




Hanjuku Joshi  é mais um mangá de vida escolar e um dos bons. A história é sobre Yae, uma garota que não gosta do seu jeito feminino. Seu caminho se cruza com o de Chitose, que odeia seu jeito masculinizado. Juntas elas se completam e descobrem os segredos e delicias de ser mulher. A autoria é de Morishima Akiko, que é o principal trunfo do mangá no fim das contas. O foco é nas emoções das personagens e seus conflitos e isso são o melhor da história. Trata-se de um autentico Yuri e é recheado de demonstrações de afetos explícitos. O mangá é para um publico adulto, mais pelo apelo erótico do que pelo contexto da história. Foi publicado em 2008 e já se encontra finalizado com 2 volumes. Saiu por três revistas, a Comic i da editora solmare NTT e Comic Yuri Hime e Ichijinsha Mobile que é uma versão de histórias para celular da editora Ichijinsha.





Nessa injusta posição, se encontra Octave que é um dos mangás que eu mais gosto. Octave retrata a vida de uma mulher de 18 anos, Miashita Yukino, uma ex-ídol. Decidida a dar a volta por cima e talvez se encontrar, ela volta para Tokyo e acaba conhecendo Iwai Setsuko, uma ex-compositora. As duas acabam se envolvendo em um instigante e misterioso relacionamento. Este é um mangá seinen yuri, publicado pela Kodansha na revista Afternoon (casa de Aa Megami-sama e o elogiado Historie), que abrange um grande publico e não somente ao nicho. O mangá retrata uma história séria, com pouco humor, que foge daquelas típicas histórias açucaradas e com fan-service descarado. Akiyama Haru nos brinda com uma história fascinante sobre crescimento e conflitos internos. Octave também se diferencia por ter uma dose carregada de mistério sobre seu enredo. Este seria o mangá mais indicado para quem quer algo mais sério e com uma boa trama de envolvendo os personagens. O mangá é de 2008 e já está finalizado com 06 volumes.




Este é um josei com uma alta carga psicológica, para quem gosta de dramas, um prato cheio. A história segue de perto o relacionamento entre duas garotas, uma hikikomori e uma suicida. Rio Sakaki vive numa familia despedaçada, sendo constantemente abusada por sua madrasta e seu pai, embora tenha conhecimento de tudo o que acontece, nada faz a respeito. Ela conhece Sahoko Higa, uma garota que até então, passou dois anos dentro de casa. Elas se apaixonam e passam muito tempo juntas, até o momento em que Rio novamente entra em estado de depressão, voltando a pensar em suicídio. O mangá tem todo aquele clima de tragédia eminente no ar, consegue envolver habilmente o leitor no drama das protagonistas. Com certeza, pode ser considerada uma das mais belas histórias shoujo-ai já escrita, chegando a ser comovente em diversas passagens. Novamente, uma grande história publicada por uma grande editora, a Shueisha e serializada na Young You. A obra criada por Haruno Nanae foi encerrada com 2 volumes, tendo sido publicada em 1999.




Este é um mangá que peguei para ler recentemente, então não posso emitir muitas opiniões pessoais. Gokujou Drops é um ecchi yuri com um enredo escolar. Mas até onde li têm me agradado minimamente. O plot básico já da dimensão de toda a história:  Komari, uma caloura da Acadenia Ohtori precisa encontrar um alojamento para ficar. Com sorte, ela acaba encontrando uma vaga na prestigiada Paraiso Yakata (Mansão Paraiso – olha só o nome sugestivo). Mas tem um porém, para ser aceita no local, ela precisou aceitar ser criada de Himemiya Yukio. Paraiso Yakata é um alojamento onde toda a elite de Ohtori vive e é neste peculiar ambiente que se desenvolve a história desse mangá.  A série já esta finalizada com 3 volumes. Foi publicado originalmente no ano de 2008 e seu autor é Mikuni Hajime.



WOW!!! Ficou realmente um top 10 bem coerente e com as melhores opções em cada tipo de mangá. A listagem completa também está boa, ainda que eu não concorde com a posição de muitos títulos ai. A grande maioria tendem a ser os títulos mais novos, com alguns bons representantes da década de 70, 80 e 90. Incluindo a presença ilustre de Claudine, um clássico de Ryoko Ikeda (do inesquecível Versailles no Bara/Rosa de Versalhes). Claudine foi a primeira história que Ryoko Ikeda trata abertamente o tema yuri. A trama do mangá é toda ambientada no século 18 é um leitura quase que obrigatória pra quem se diz fã de yuri. O momento mimimi fica por conta de ausência de Shiroi Heya no Futari, prmeiro mangá yuri que foi publicado e não se faz presente nessa enorme lista, mas vai entender...

  1. Girls Friends (2007)
  2. Sasameko Koto (2007)
  3. Strawberry Shake (2005)
  4. Aoi Hana (2004)
  5. Ebisu-san to Hotei-san (2009)
  6. Flower Flower (2007)
  7. Hanjuku Joshi (2008)
  8. Octave (2008)
  9. Pieta (1999)
  10. Gokujou Drops (2008)
  11. Gurenki (2007)
  12. Husky and Medley (2008)
  13. Ameiro Kouchakan Kandan (2006)
  14. Tokimeki Mononoke Jogakkou (2006)
  15. Mizuiro Cinema ((2009)
  16. Junsui Adolescence (2006)
  17. Blue Friend (2010)
  18. Stray Little Devil (2005)
  19. Kuchibiru Tameiki Sakurairo (2005)
  20. Futari to Futari (2009)
  21. Maria-sama ga Miteru (2003)
  22. Chocolate Kiss Kiss (2006)
  23. Yuri Hime Wildrose (2007)
  24. Shinigami Alice (2009)
  25. Apocalypse (2009)
  26. Clover (OTSU HIYORI) (2007)
  27. Sisterism (2009)
  28. Fu~fu (2009)
  29. Shibuya District, Maruyama Neighborhood: After School (2004)
  30. Strawberry Panic! (2006)
  31. Hyakuoku Nengo no Kimi no Koe mo (2004)
  32. Hatsukoi Shimai (2006)
  33. That's Why I Sigh (2008)
  34. Kotonoha no Miko to Kotodama no Mahou to (2005)
  35. Venus Versus Virus (2005)
  36. Kimochi no Katachi (2009)
  37. Banana no Nana (2010)
  38. Kashimashi - Girls Meets Girls (2005)
  39. Sugar wa Otoshigoro (2008)
  40. Shitsuji Shoujo To Ojousama (2009)
  41. Shitsurakuen (2009)
  42. Himitsu no Recipe (2009)
  43. Otome - Kitan Gretel (2007)
  44. Transitor Teaset (2008)
  45. Blue Drop - Maiorita Tenshi (1999)
  46. Otome no Teikoku (2010)
  47. Presente (KURATA Uso) (2008)
  48. Manga no Tsurikata (2008)
  49. Natsu no Hajimari (2009)
  50. My Duckling (2010)
  51. Epitaph (2007)
  52. Blue (1995)
  53. Mai-ZHIME Zwei (2007)
  54. Nan no Iro (2008)
  55. Carbonard Crown (2007)
  56. Choir! (2008)
  57. Candy Boy (2009) 
  58. Gamerz Heaven (2003)
  59. Tetragrammaton Labyrinth (2005)
  60. Rakka Ryuusui (2006)
  61. Futari Goto (2004)
  62. Nettai Shoujo (2009)
  63. Katakoihime (2008)
  64. Honey Crush (2007)
  65. Otomeiro Stay Tune (2007)
  66. Petit Wildrose (2008)
  67. Tenbin wa Hana to Asobu (2008)
  68. Momo to Botan to Yuri no Hana (2010)
  69. Kawaii Anata (2007)
  70. Otome wa Inoru (2000)
  71. Yuru Yuri (2008)
  72. Hatshepsut (1995)
  73. Solfege - Sweet Harmony (2009)
  74. Candy Boy - Young Girls Fall in Live! (2009)
  75. Claudine...! (1978)
  76. Shoujo Kakumei Utena (1996)
  77. Tama to Tama to (2008)
  78. Shoujo Kakumei Utena: Adolescence Mokushiroku (1999)
  79. Na*Na*Ki!! (2006)
  80. Applause (1981)
  81. The Secret Stream (2008)
  82. Poor Poor Lips (2008)
  83. Sanbika (2003)
  84. Rakuen no Jouken (2007)
  85. Kurogane Pukapuka Tai (2008)
  86. Nekomedou Kokoro Tan  (2009)
  87. Your Fragrance (2008)
  88. Concerto (2005)
  89. Eve no Musukotachi
  90. Yume Message (1988)
  91. 9 Faces of Love (2001)
  92. Yuri Seijin Naoko-san (2002)
  93. Linkage (2009)
  94. Nobara no MOri no Otometachi (2010)
  95. Cat and Dog (2008)
  96. Showflakes Fluttering Down Though the Clear Sky (2005)
  97. Futtemo Haretemo (1993)
  98. Pixy Gale (2006)
  99. Shoujo Bigaku (2006)
  100. Eru-Eru Sister (2008)

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