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[Notícia] Editora Seven Seas oculta trechos de light novel yuri em tradução

Atualização, dia 20/03/21

A Seven Seas se pronunciou sobre o caso:

"Obrigado por trazer este assunto a nossa atenção. Essas partes do texto foram removidas durante o processo editorial na época, mas nós mudamos como editamos esses livros para ter certeza que partes importantes não sejam perdidas. Nós vamos revisar o eBook nas próximas semanas e adicionar a parte cortada de volta no livro, e revisão também refletirá em todas as reimpressões futuras do livro."

Fonte: Anime News Network.



Texto original:

Não é como eu esperava acordar nesta sexta-feira.

Logo cedo, vi um tweet da escritora Inori, autora da light novel Me apaixonei pela vilã (I'm in love with the villainess ou 私の推しは悪役令嬢) que foi anunciada pela Editora NewPOP. Fiquei confusa e fui entender o que aconteceu.



Ela estava respondendo uma pessoa que colocou na rede social um link para uma discussão sobre traduções feitas pela Seven Seas, editora responsável pela tradução de sua obra na América do Norte, e como a editora havia removido frases e parágrafos da obra original no caso da autora da light novel yuri.
Irei traduzir algumas partes de modo livre. Não sou tradutora, então estou apenas fazendo um serviço para facilitar quem não tem conhecimento suficiente de inglês, para que todos possam pensar sobre o assunto.

Antes de chegar a obra de Inori-sensei, a conversa já falava sobre outras novels que haviam tido traduções controversas. Mas quando alguém listou os problemas com a tradução de Me apaixonei pela vilã, o assunto me pareceu muito sério. E o por quê das alterações e remoções de partes é ainda nebuloso.

Por exemplo, na imagem acima (Imagem 1), é a cena onde Rei é perguntada sobre sua sexualidade e sobre sua relação com Claire (a mesma foi adaptada já para mangá no capítulo 7). A tradução da Seven Seas de uma frase é "Talvez isso seja verdade, e se sim eu estaria ultrapassando limites.".

Se você observar a imagem, há 3 partes. A primeira, é o texto original. A segunda parte, é a tradução da Seven Seas. A terceira, é a tradução de fãs. Vê que há várias partes vermelhas? A primeira é a que corresponde ao trecho que traduzi da Seven Seas, mas o de fã é maior né? Além disso, há mais uma parte em vermelho onde a fala de Rei é diferente da tradução da Seven Seas. Vou traduzir ambos:

Primeira parte, que não há na Seven Seas: "É, isso com certeza é minha culpa. Numa maneira de dizer, eu mesma estava espalhando homofobia. Exatamente como aqueles artistas da minha vida passada que exageravam em sua homossexualidade para vender um personagem." O outro trecho: "Eu acho que não poderia continuar se não brincasse assim, sabe?". A fala segundo a editora americana, seria "Eu não poderia viver sem brincar assim com você" (brincar como zombar, entende?)

A parte da fala é uma adaptação. Normalmente não se chama de erro, afinal nem tudo fica bonito ou é passado de modo correto em uma simples tradução literal. Eu não vou julgar esta parte aqui, apesar de achar que o contexto ficou bem diferente. Já a parte apagada.. eu não saberia explicar.

Imagem 2
Mais para frente, no mesmo capítulo, no final da mesma cena, uma conversa entre Rei, Misha, Lene e Claire, faço novamente uma imagem para mostrar as diferenças entre as versões. (Imagem 2)

Na primeira parte (japonesa) e na última (tradução de fã) parte da imagem, há uma grande área vermelha nas escritas. Ela corresponde há uma parte onde a Seven Seas escolheu não traduzir, retirar de sua edição.

Tradução da Seven Seas:
"Ha ha ha."
A conversa séria finalmente terminou. Eu zombei Claire, Claire se irritou, Lene a acalmou, e Misha observou tudo o que aconteceu com um olhar resignado. As coisas voltaram ao normal.
Normal. E como sempre, eu me senti um pouco.. triste.
"Miss Claire?"

Tradução de fã:
"Ha ha ha"

"..."

A conversa séria finalmente terminou. Eu zombei Claire, Claire se irritou, Lene a acalmou, e Misha observou tudo o que aconteceu com um olhar resignado. As coisas voltaram ao normal.

Normal. E como sempre, eu me senti um pouco.. triste.

Na minha vida passada, haviam progressistas que queriam acabar com a homofobia e criticavam artistas de TV que faziam sua homossexualidade uma piada (OBS em português: piada como entretenimento, arma para atrair a atenção do expectador. Chamar a atenção)

Essas pessoas estavam, sem dúvida, certas. Mas acho que havia mais do que isso. Independentemente se estava certo ou errado, haviam pessoas que não conseguiriam seguir sem fazer piada com isso.

Claro, é fato que esses artistas aumentavam o preconceito.
E se possível, seria bom se o preconceito desaparecesse (OBS em português: desaparecesse como "morresse" mesmo)
Mas a triste verdade é que havia pessoas gays que agiam assim para atrair o preconceito para si mesmos. Eu acho que eles tinham sua própria razão para isso. Para algumas pessoas, zombar era provavelmente o único jeito eles lidarem com a dor.

Pessoas de quem gostávamos dificilmente iriam nos corresponder. Se nós não dizíamos nada para eles, nós poderíamos ser mais próximos deles que alguém do sexo oposto, mas no momento que começássemos a gostar deles, seríamos mais distantes do que qualquer um.
Depois de repetir isso várias vezes, antes que soubéssemos, nós nos tornamos alguém que só poderia rir disso. Pessoas assim certamente existiam.
Nem todas pessoas gays eram assim.
Mas, pelo menos, eu era.

"Miss Claire".

Fim da Tradução de fã.

Depois de traduzir isto para vocês, eu realmente não sei como opinar. O que estava na mente de quem fez a escolha de retirar isto do texto ou se foi uma conversa entre a editora e o tradutor. O importante é que essas alterações não foram comunicadas à Inori-sensei, que estava no Twitter tentando acalmar as pessoas que estavam acusando a Seven Seas de censura. Ela disse que não acredita que nem a Seven Seas, nem o tradutor fizeram isso por malícia. Várias pessoas foram falar com ela por no final do primeiro volume não terem entendido o motivo de algumas atitudes de Rei e, bem.. as pessoas disseram que após ler este pedaço retirado, entenderam os motivos da personagem.

Inori-sensei já entrou em contato com a editora norte-americana para saber o que houve. A editora ainda não se pronunciou sobre o caso e é algo muito delicado. Reitero aqui que fiz uma tradução de uma tradução, então pode haver algumas coisas que ficaram faltando ou um sentido que pode estar diferente do original. Mas acredito que consegui mostrar um pouco o problema que houve.

Por favor, não procurem o tradutor para criticar seu trabalho. Se forem fazer algo, se preocupem com a Editora NewPOP, que contém os direitos da light novel no Brasil e mostrem sua preocupação para que a obra seja integralmente traduzida. Façam isso com respeito, por favor.

Meu comentário, como leitora:

Sinceramente, eu li a primeira light novel pela versão da Seven Seas e a achei muito interessante. E o capítulo específico que houve o problema provavelmente é o meu favorito do volume. Infelizmente, talvez eu o achasse ainda melhor se lê-se com todo o conteúdo. Quando li a segunda light novel, a partir da tradução de fãs, me apaixonei pela evolução de Rei e as discussões sobre amor que há durante todo o volume. Eu não tenho a versão da Seven Seas dessa parte, então fico curiosa para saber se eu teria o mesmo sentimento.



Espero ter esclarecido o acontecimento para vocês. Se quiserem comentar este texto, ficarei agradecida. Se preferir, entre em contato pelas nossas redes sociais ou pelo Discord. A Mazaki está pensando em falar também sobre o ocorrido, já que estuda sobre tradução.

Fontes recomendadas:

[Recomendação] Como gostar de um mangá quando se odeia uma das protagonistas? Failed Princesses - Ajiichi

Minha primeira impressão de Failed Princesses (できそこないの姫君たち ou Dekisokonai no Himegimi-tachi) foi pela capa quando foi anunciado na América do Norte pela Editora Seven Seas. Sempre pensei antes de lê-lo que ele seria algo ao estilo Girl Friends, afinal os traços conseguem ser familiares e uma protagonista de cabelo escuro e curto e outra com cabelo comprido e claro é um dos mais recorrentes clichês de Milk Morinaga. Eu só não sabia que eu, lendo minha primeira obra da Ajichi, é que eu teria o desafio de me afeiçoar por uma personagem que inicialmente achei insuportável.


Deixe-me explicar.


O primeiro capítulo capítulo de Failed Princesses começa com Nanaki, uma menina popular e que se veste como uma gyaru (tipo a Yuzu de Citrus) destratando uma garota com estereótipo nerd desarrumada. Mas não é destratar no estilo "ai, que menina estranha", mas sim do tipo que fala na cara da menina pra ela "fazer as sobrancelhas feias". Ou seja, com 3 páginas, eu já achei a personagem uma superficial e mal educada. Ela fica falando que tem que "ser mais fofa que todas" e que "quer ser uma princesa". Foi um desafio chegar ao final do primeiro capítulo, já que ele é focado praticamente só nessa menina.


Apesar de insuportável, ela tem um namorado e um grupo de amigas que são suas seguidoras fiéis. Além disso ela é famosinha no Instagram e já é falada em revistas de moda. Só que na metade do capítulo a garota descobre que seu namorado na verdade já tinha uma namorada antes mesmo deles começarem um relacionamento e que ela era só uma "reserva". Ele termina falando "Você pode até ser bonita, mas quem iria querer namorar uma menina chata como você?".


Ow.... Essa doeu heim? 


A reviravolta começa a acontecer quando ela percebe que a nerd que ela maltratava estava escondida (ela estava no local antes e se escondeu por que, bem, ela é medrosa) e escutou toda a conversa. Nanaki começa a surtar, falando que a menina vai espalhar isso pra todo mundo e se vingar por ela ter sido tão escrota com ela. Mas a outra garota, Kanade, diz que não irá fazer isso e que a culpa era do cara e que "qualquer pessoa iria se sentir triste se a pessoa que ela ama dissesse tantas coisas horríveis para ela". Era exatamente o que Nanaki precisava escutar e a nerd fica lá, com ela, dando suporte.


E assim começa a amizade entre Nanaki e Kanade. Garotas tão diferentes, que tinham tudo para se odiar, mas acabam se dando muito bem.


Apesar de ao longo dos seus mais de 30 capítulos (ainda em andamento) as garotas mudarem e cada vez serem mais próximas, demorou um pouco para eu poder me afeiçoar a Nanaki. A garota muitas vezes impulsiva e meio burrinha começou a me conquistar quando ela começa a defender a Kanade. Seja das meninas de seu ex-grupo, ou do professor maldoso, ou de ciúmes que ela sente mais pra frente.


Já Kanade, é uma garota que tem trauma de infância e não se acha boa o suficiente para ser uma "princesa" e que nunca chegará ao nível de Nanaki, mesmo com a amizade que elas têm. É um pouco conflituoso para mim, já que eu não me incomodava da Kanade ter essa "carinha de nerd", mas ela fez um makeover e ficou fofinha. Essa coisa meio "Diário da Princesa" não é do meu agrado, mas acho que pode ser explorada ainda para a Kanade entender que ela não é menos do que outras pessoas.


Além disso, essa mudança de visual da personagem me lembrou muito Girl Friends e é uma das razões pela qual eu falei no Twitter que Failed Princesses é uma "versão extreme" do mangá de Milk Morinaga. Não só o assunto de maquiagem e roupas é comum aos dois mangás, mas também essa coisa de personagem extrovertida popular se junta com a nerdinha quieta também relaciona as duas obras. Só que as coincidências entre as obras para por aí.

Uma coisa muito boa da obra é como há cenas que são mostradas por mais de um ponto de vista, ou que aparece parte da cena em um momento e depois a obra volta para a mesma cena e mostra outro ponto de vista e continua a cena. É muito interessante o modo que a narrativa é feita e como todas as personagens conseguem um ótimo destaque. Enquanto Girl Friends tem amigas que servem de pequenas conselheiras e alívio cômico, Failed Princesses conta com as personagens secundárias para dar mais profundidade há obra e elas são extremamente importantes. Não tem como ter a obra e vários momentos importantes dela sem essas personagens.


A obra nos joga alguns personagens que juramos que podemos não gostar e nos faz se importar com elas. A protagonista gyaru egoísta que na verdade é uma fiel amiga, a nerd fujoshi que é responsável e amorosa, a extrovertida que quer fazer 1000 amigos, mas que é fofa e sem jeito com quem ela gosta, a garota misteriosa que na verdade é frágil. Failed Princesses nos trás personagens que não são perfeitos, e por isso mesmo é tão bom.


E quem diria que agora eu iria torcer para a menina que eu odiei em 3 páginas, não é mesmo?


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sexta-feira, 12 de março de 2021
Posted by Se-chan

[Notícia] NewPOP anuncia "My Lesbian Experience With Loneliness"

É isto mesmo!
A Editora NewPOP, a mesma que está lançando este mês o primeiro volume de Citrus no Brasil, acaba de anunciar neste sábado um novo yuri no Brasil: My Lesbian Experience With Loneliness ("Minha lésbica relação com a Solidão", em tradução livre).

O mangá auto-biográfico de Kabi Nagata, fala sobre as dificuldades de uma pessoa com problemas psicológicos e a busca por sentir sentimentos e aflorar a sexualidade. Inicialmente publicado no Pixiv, o mangá foi ganhador do Harvey Award de melhor mangá de 2018, contra nada mais, nada menos do que mangás como My Hero Academia, Tokyo Ghoul e Your Name.
É uma grande felicidade para a equipe do KaS (que tem a versão americana da Seven Seas em sua biblioteca) ver um mangá tão denso e fora do "padrão yuri" ser lançado no Brasil. Mais uma vez a editora NewPOP mostra que está pesquisando muito bem os títulos para serem trazidos ao país e se colocou de vez como a queridinha do público yuri.

Agora é esperar para ver quando que o mangá será lançado.

Fonte:
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[Notícia] Anunciado anime de Yagate Kimi ni naru! (Ainda a confirmar)

Pois então gente,

Vamos morrer ou não com essa notícia do título?

Suposta capa da Dengeki Daioh.
Sim? Não? Vamos confirmar até sexta-feira no máximo, mas vamos explicar o que anda acontecendo nos últimos tempos com a popular série de mangá.

Yagate kimi ni Naru (Bloom into you na adaptação feita pela Seven Seas na América do Norte) é um mangá yuri, de autoria de Nakatani Nio, onde Koito Yuu é uma garota que nunca amou ninguém e que acha que nunca irá sentir este tipo de coisa. Quando entra no colegial conhece a participante do conselho estudantil Nanami Touko, uma garota perfeita, educada, inteligente e popular. Yuu vê sem querer um garoto se declarando para ela e esta o dispensa dizendo exatamente o que Koito sentia. Porém, Nanami acaba se apaixonando por Yuu e a relação singular de amor e descobertas entre elas começa a surgir.

O mangá já está indo para seu sexto volume no Japão e a muito tempo se especulava que ele seria um dos grandes nomes para ser adaptado para TV. Quando houve este ano uma votação aberta na internet sobre que mangás deveriam ganhar adaptação animada, Yagate kimi ni Naru ficou em terceiro lugar, perdendo apenas para um mangá yaoi que já foi anunciado para anime e uma série de Fate. Então, era esperado que o yuri estaria próximo de ter um anúncio.
Banner que apareceu no site.
No inicio desta semana o site da Dengeki Daioh deixou vazar uma imagem de YagaKimi que não era desenhada pela autora original (que em pouco tempo foi tirada do ar!) e todo mundo estava ansioso para alguma novidade na revista que iria ser lançada dia 27 no Japão, até por que a editora já havia anunciado que a capa seria da série em comemoração aos 3 anos de publicação de Bloom into you. E não é que aparentemente já vazou a capa com anuncio de anime?!

Sim, vamos esperar mais um pouquinho para confirmar a partir dos scans ou um anuncio no site da revista. Mas vamos comemorar!

Por que lá vem um anime de um verdadeiro romance natural entre duas garotas.

Fonte:

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Comentários sobre Kobayashi-san Chi no Maid Dragon - Episódio 01

Quem estava esperando por um anime de Citrus, Netsuzou Trap, AnoKiss ou Yagatte kimi ni naru, yuris "sérios" e com reputação no fandom, talvez tenha ficado surpreso por quem ter tomado a dianteira na adaptação animada tenha sido o que é o mais "simples" e sem grandes almejos. Estou falando de Kobayashi-san Chi no Maid Dragon (Miss Kobayashi's Dragon Maid), uma comédia com pequeno teor lésbico, mas que andava fazendo sucesso com quem lia os mangás do estilo mais recentemente.
Não é a toa que a Seven Seas já passou na frente de todo mundo e lançou o mangá na América do Norte. E a Kyoto Animation (sim, aquela de K-ON, Hibike! Euphonium e companhia) pegou os direitos sobre a série animada e está lançando nesta temporada talvez uma das comédias yuris mais diferente que veremos nas telinhas.

Comentários sobre o Episódio:

Tudo começa com Kobayashi-san acordando e se preparando para ir trabalhar, reclamando da lombar e pensando no que iria fazer hoje. Porém, quando a mulher reclamona estava saindo de casa, deu de cara com um gigante dragão em sua porta. Porém, em um instante, a criatura amedrontadora virou uma garota fofa, de cabelos claros e que tem olhos muito fofos (eu amei~~).

Depois de entrarem para conversarem, Tooru diz que elas se conheceram na montanha, e que Kobayashi-san a salvou e convidou para morar com ela. Só que a de cabelos rosados estava bêbada, e com certeza não tinha a intensão verdadeira de ter mais um morador em seu apartamento. Por isto, Tooru se oferece para virar empregada de Kobayashi-san. Só que a dragão não faz nem ideia do que uma verdadeira maid faz. Ela acha que o que elas fazem é a mesma coisa que os maid cafés.
Depois de um pouco de conversa e de quase Tooru ir embora, Kobayashi-san percebe que está extremamente atrasada, e pega uma carona com a forma dragão da outra (e estraga mais um pouco a lombar..). Quando volta para casa a noite, a protagonista tentar ensinar Tooru o que uma maid faz de verdade (por ser uma doida viciada em maids...). Depois de se declarar (sexualmente) para Kobayashi-san e se oferecer para ser carona novamente no dia seguinte, Tooru é designada a cuidar da casa para que não ocorra nada de ruim na moradia.

Quando Kobayashi-san sai do turno de trabalho querendo ir a um bar com o colega de trabalho Makoto, vê que a dragão está a sua espera, e tem que arrumar uma desculpa para a existência da garota e a leva junto para o happy hour
Depois de uma tentativa falha de mostrar o quão é intima com Kobayashi-san, ficar perdida com o assunto deles e de ser xingada por que não é nada além de um esteriótipo de maid comum, Tooru tem ainda que carregar sua mestra para casa. Pelo menos ela se "vinga" de Makoto mostrando sua verdadeira identidade, deixando-o um tanto perdido, porém reconhecendo o quanto a dragão gosta de Kobayashi-san.
O episódio continua até o final com mais piadas sobre os métodos estranhos de limpeza de Tooru, mais um pouco de insinuação sexual da dragão para com a humana, uma revisão de métodos de limpeza, um presente fofo de Kobayashi-san para Tooru, e a dragão tentar usar internet para aprender algo.

Comentários Finais:

Eu já queria ler Kobayashi-san Chi no Maid Dragon há algum tempo, mas como sempre dei prioridade para mangás com mais romance, ele e Sakura Trick sempre ficaram para trás. Com uma animação bem fluida, simples, mas constante, Kyoto Animation acertou não só no clima, mas no estilo de arte final. A pintura que se assemelha a aquarela (estilo que foi utilizado também em Aoi Hana), funciona bem e dá um ar leve para a série.

As dubladoras trabalharam muito bem, e as expressões de Kobayashi-san são impagáveis! Mesmo assim, o que me surpreende é que, logo em uma série de comédia, a KyoAni resolveu colocar duas mulheres onde uma está decidida a falar de seu amor para a outra. Mesmo que pareça piada, e seja em tom leve, Tooru fala em termos sexuais demais para não se levar a sério o que fala.
Há muitos acontecimentos durante o episódio, mas ele não foi massante e muito menos sem graça. Eu adorei o clima, as personagens e o humor adulto da série. Não, Kobayashi-san não é para ser visto por pré-adolescentes ou algo do tipo. Eles não pegariam todas as piadas e sinceros problemas adultos que há na série. Sair para beber com os colegas para reclamar do trabalho, da saúde e falar de gastos econômicos, isso é algo que não se vê em qualquer anime (e o melhor, sendo engraçado!).

Não, Kobayashi-san não lhe tirará nenhuma gigante gargalhada, mas lhe fará rir em várias ocasiões. Por isto, irei ver ele inteiro, com certeza. Que venham mais animes com yuri, vida adulta, e personagens que não tenham medo de expressar seus sentimentos/desejos!

E o melhor, está disponível oficialmente no Crunchyroll Brasil!


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[Notícia] Adaptação em mangá de 'Kindred Spirits on the Roof' será lançado nos EUA

Se não bastasse dois licenciamentos de Milk Morinaga, a Seven Seas anunciou que irá publicar a adaptação em mangá do jogo "Kindred Spirits on the Roof" que foi lançado este ano na Steam pela MangaGamer.

Primeiro jogo Visual Novel com teor adulto (cenas de sexo explicito) lançado na plataforma de compra de jogos, Kindred Spirits virou um queridinho do fandom yuri pela sua quantidade enorme de casais lésbicos inseridos no jogo.

Lançado com o lema de propagar a "Yuritopia", Kindred Spirits on the Roof conta a história de Yuna, que enxerga duas namoradas fantasmas que querem juntar diversos casais da Escola Feminina Kokonotsuboshi. Sim, todos casais entre meninas. No início, Yuna tem dificuldade de aceitar, mas após um tempo, ela mesma começa a interver sem nem as fantasmas Sachi e Megumi pedirem. Porém, Yuna começa a ter sentimentos inesperados por uma menina. O que será que acontece?

Apesar do mangá se inspirar na obra do jogo, as histórias dos dois volumes (um desenhado por Itou Hachi, e outro por Aya Fumio) não tem haver diretamente com os personagens do jogo, mas acontecem na mesma escola e tem participação de algumas das personagens.

Se o mangá for que nem o jogo (o qual já terminei) será uma obra divertidíssima de ler. O clima é cheio de fofura, e os romances se desenrolam muitas vezes de modo inesperado. Além disso, as cenas +18 são muito bem dubladas. Mas imagino que o mangá não contenha essa última parte (+18).

O mangá de Kindred Spirits on the Roof será lançado em 31 de janeiro de 2017.

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[Notícia] Mais dois mangás de Milk Morinaga licenciados nos EUA

Pois é, mais dois mangás yuris licenciados nos Estados Unidos. E ainda mais, são mangás de uma das maiores autoras da última década, Milk Morinaga, que já tem obras como Girl Friends e Gakuen Polizi lançados na terrinha gringa pela editora (amada pelos fãs de yuri) Seven Seas. Estou falando das obras Hana & Hina After School e Secret of the Princess. A primeira delas ainda está sendo lançada no Japão, e a segunda é um volume único previamente lançado online. 

Hana & Hina After School é uma história sobre duas garotas que são contratadas para um emprego de meio período em uma loja cheia de coisas fofas, porém, além de serem super diferentes, as garotas têm que ser discretas e manter em segredo na escola, por que a mesma não permite que seus alunos trabalhem fora do horário de estudo. Além disso, a atração entre as duas só aumenta. O que será das vidas de Hana e Hina?
Secret of the Princess é sobre um acidente onde Fujiwara, a garota mais popular da escola, acaba quebrando um vaso raro do diretor da escola, e o ocorrido somente é testemunhado por Miu. Portanto, a garota diz que faria qualquer coisa que a outra desejasse para que não contasse o incidente à ninguém. Então, Miu, prontamente pede que Fujiwara namore com ela. E agora, será que esse relacionamento dará certo?

Já temos também as datas de lançamento (gente organizada é outra coisa). Secret of the Princess será lançado no ano que vem, no dia dos namorados estrangeiro (14 de fevereiro), e Hana & Hina After School deverá sair um mês depois, na data que os japoneses chamam de White day (data onde as pessoas que recebem presentes dos dias dos namorados dão um presente em retorno). Boas escolhas de datas, não acham?

Enquanto esses ótimos mangás não saem nos Estados Unidos, quem sabe há o anúncio do primeiro mangá yuri no Brasil? Só nos resta sonhar.

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[Notícia] Bloom into you é licenciado na América do Norte

Olá yurikos e yuri danshis!

A novidade no Brasil em pleno dia dos namorados (Valentine's Day, 14 de janeiro) era que o shoujo queridinho, fofo e maravilhoso Ore Monogatari será publicado no país pela Editora Panini (mais informações clicando aqui). Porém, como os Estados Unidos estão em outro nível de lançamentos, a novidade por lá foi dada pela queridinha do público yuri, a Editora Seven Seas:


Sim, o dia dos namorados americano foi muito mais lésbico, lindinho e animado. Bloom into you ('Florescer em você', tradução livre), também conhecido como 'Eventually, I will become yours' ou pelo título original 'Yagate kimi ni naru', já teve uma análise inicial no KaS (leia aqui) e é um dos mangás yuris mais populares atualmente no Japão.

A história gira em torno de Yuu, garota comum que entrou para o ensino médio, mas que ainda tem que responder uma declaração de amor que recebeu de um amigo em sua formatura do fundamental. A garota tem medo de recusar o menino e estragar sua relação com ele. Porém, com a ajuda de Nanami, veterana responsável, confiável e que faz parte do conselho estudantil, Yuu consegue responder adequadamente o menino. Ela somente não esperava que fosse receber uma declaração de amor logo após desligar o celular onde estava respondendo o garoto. Nanami havia criado sentimentos por Yuu. E agora, a garota irá negar os sentimentos de Nanami também?

Com esta premissa fofa e interessante, além de mostrar o lado de quem recebe a declaração, e não de quem está amando, Bloom into you chamou a atenção de muita gente. E a Seven Seas não é de deixar as pessoas aguardando pelos mangás yuris, até por que a mesma já levou para à América do Norte (EUA e Canadá) mangás como Citrus, Netsuzou Trap e Girl Friends.
O mangá foi anunciado com muita antecedência (como é de costume por lá), então será lançado apenas em 2017. O custo do mesmo será de $ 12,99 nos Estados Unidos e $ 14,99 no Canadá. Agora somente nos resta, mais uma vez, esperar para ver se alguém no Brasil tem uma boa alma e nos traga esta obra linda. Enquanto isto, podemos ler Bloom into you em português pelo AION, parceirão da vida yuri!

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[Notícia] NTR: Netsuzou Trap será lançado na América do Norte

Pois é, não deu nem tempo de eu trazer essa maravilha de mangá no KaS e a América do Norte já está com os direitos de Netsuzou Trap. A novidade é trazida pela editora Seven Seas, uma queridinha dos fãs de girls love.
Para quem não conhece, NTR conta a história de Yuma, uma garota que está receosa em ficar a sós com o namorado Takeda, então chama sua amiga Hotaru e o namorado dela para um encontro duplo. Após Hotaru começar a fazer gestos, tocar e roubar um beijo de Yuma, a garota fica agitada e confusa do por quê ela estaria gostando mais do beijo de sua amiga do que do seu namorado. (retirado do Baka Updates)

É uma trama de traição, de auto-entendimento e de violência contra mulher. Muitos comparam o mesmo ao Citrus, por que tem aqueles climas quentes entre as protagonistas, mas a verdade é que acho Netsuzou Trap muito mais interessante do que Citrus. Ele abrange assuntos mais adultos e de uma forma muito franca, enquanto Citrus continua a se enrolar em um único tema, praticamente. Se não conhecem, aconselho muito a leitura.
A Seven Seas irá lançar NTR: Netsuzou Trap na América do Norte em volume maiores que tanko. Pelo que entendi, deve ser um formato parecido com o de Girl Friends, também lançado pela editora, e que pode ser comparado ao volume Big da Editora JBC. Além do acabamento maior do que o normal, o volume conterá algumas páginas coloridas. O primeiro volume de NTR: Netsuzou Trap será lançado em 20 de setembro de 2016 por $13,99 nos EUA e $15,99 no Canadá.

Para quem não sabe, a Seven Seas é conhecida por levar à América do Norte muitos mangás yuris, eu contei 10: Girl Friends, Kisses, Sighs and Cherry Blosson Pink (também da Morinaga Milk), Akuma no Riddle, Gakuen Polizi (Morinaga novamente), Strawberry Panic, Kashimashi, Venus versus Virus, Voiceful, The Last Uniform, First Love Sisters. Entre esses, eu nem conhecia os dois últimos citados! Além disso, eles publicam muitos mangás que o pessoal shippa personagens, como Railgun, Gunslinger Girl, Strike Witches, Mouretsu Pirates, Hayate x Blade.
Quem ficou curioso com Netsuzou Trap, pode achá-lo para leitura no Gokigenyou Fansub, nosso querido parceiro de jornada por mais yuri no Brasil. Ah, eles estão fazendo esse projeto em parceria com o AION Scans, que eu particularmente adoro também.

Minha única observação é: por favor, Seven Seas, venha pro Brasil salvar o yuri~~ (XD)

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