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Quase 3 anos de Kono ai Setsu

By: Mazaki

Olá a todos! Estou de volta depois de um tempinho pra não deixar o blog parar enquanto a Se-chan faz uma pequena viagem de final de férias. O post de hoje e um pouco diferente, pois e a primeira vez que vamos falar no Kono ai Setsu do... Kono ai Setsu!

Sim, sem que percebêssemos ja faz quase três anos que o blog se iniciou e vamos dar uma pequena recapitulada, já que o momento atual, onde estamos pretendendo retomar antigos projetos do blog e bem propício.



Foi em Maio de 2007 que a Se-chan não mais do que de repente decidiu dividir com os interessados, fanfics traduzidos de um de seus casais shoujo-ai favoritos: Konoka e Setsuna do mangá Mahou Sensei Negima. E ela não era uma fã maluca solitária, pois o movimento conhecido como "Konosetsu" já era bem forte desde aquela época. Não tardou para que vários fãs das garotas de Negima como também outros que apreciavam o gênero comecarem a perceber o blog como uma fonte boa de conteúdo.

Naquela época, esta que escreve este artigo, era somente mais uma leitora do blog que tinha como sucesso o fanfic traduzido do ingles chamado "Konoka's Betrothed". Como vou dizer mais a frente, essa influência de fics foi decisiva para a minha própria entrada tanto na equipe do blog como no mundo das "ficções de fã".

Naquele ano movimentos como o (falecido) Negima Advanced e o Blogima! (até hoje blog referência sobre Mahou Sensei Negima em português) surgiram, formando uma espécie de sub-websfera negimática (uau, inventei um termo pomposo!). Paralelamente para os fãs konosetsu três fanfics nacionais atraíam a ateção pela qualidade: Sis Mea Pars, Mastered Negima - Lives e Partners, sendo o primeiro fanfic da (para mim consagrada xD) Milk-sama, sendo publicado exclusivamente no site Fanfiction.net, enquanto os outros dois fics eram lançados no "Kono ai Setsu", sendo um de minha autoria e outra da dona deste blog.

Tempos de ouro.

Que se seguiram de uma parada total do blog.

Pois é, infelizmente como bloggar ainda não e reconhecido como trabalho justo e sério e por isso não tenhamos um salário fixo, normalmente os blogueiros enfrentam dificuldades em consiliar seu hobby com estudos ou trabalho, e foi o que fez o K-A-S amargar um silêncio duradouro após o término da publicação de Mastered Negima - Lives e interrupção de Partners. Logo quando o público ainda fervilhava por continuações.

Enfim, o tempo passou e as editoras deste blog ganharam mais maturidade como blogueiras devido a outros trabalhos e o ganho de conhecimentos (é... idade trás sabedoria [Sim, a frase de velho foi de propósito XD]). E depois de um grande período o Kono ai Setsu renasceu para, não abandonar sua antiga face de compartilhar fanfics, mas para expandir-se, trazendo também notícias, reviews e artigos do mundo do shoujo-ai/yuri (seré que crescemos e conhecemos mais animes bons para se falar? Quem sabe, quem sabe... xD).

Hoje o blog conta com duas editoras com especialidades diferentes. Se-chan focada em reviews de animes shoujo-ai/yuri e artigos debatendo questões interessantes desse mundo, e Mazaki (oie) que trás comentários sobre animes que, mesmo não sendo puros shoujo-ai, tem esse elemento. Alem disso ambas as autoras estao planejando retomar o lado de fanfics do blog com o passar do tempo (só eu fico super animada com isso??? *-*).

Finalizando, (após este post egocentrico xD) como podem ver o K-A-S está numa fase amadurecida e em constante crescimento. E o que isso interessa? Ora, isso significa que cada vez mais vocês encontrarão bom conteudo shoujo-ai/yuri aqui neste espaço (eeeeee /o/).

Espero que não tenham se enxido demais deste post, pois em breve, como introdução ao retorno de uma das séries de sucesso aqui já publicadas, virei falar sobre o universo que surgiu junto com um simples fic: Mastered Negima. Espero vocês lá ;D

Matta ne!
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Posted by LKMazaki

PaRtNeRs 09

Aeeee~
Finalmente!
Me inspirei hoje e escrevi 3 paginas de Partners XD
Tenho que tomar mais cuidado...
Ando me perdendo muito na mente...
Mas consegui colocar a minha atenção pro cap... e acho que até dah pra ler! (Nossa.. sou má qndo o assunto saum minhas proprias fics >.<)
Bem.. Espero que gostem... Apesar de eu naum tah mto confiante por causa do começo do cap.. Achei o final bem bom.. apesar de que eu sei que dava pra deixar ele maior XP (Pra que maior se eles querem o mais rapido que der? X.x - alto xingamento)

Lah vai finalmente Partners!

Capítulo 09 – A Salvação?! Kyoto!?


O sorriso da misteriosa garota alargou-se. “Huhuhu.. me perdoe Sakurazaki-san.” Afastou levemente a mão. “Sou Minagawa Yumi..” Ofereceu a mão para cumprimento, mas fora rejeitada pela espadachim. “..Uma reles subordinada da Associação de Kyoto. Chamaram-me imediatamente para ajudar na recuperação de Ojou-sama.”

A felicidade nos olhos brilhantes e nos lábios abertos da Konoe não conseguiam fazer sumir a desconfiança da espadachim que estava próxima a ela.

“Você não tem postura de curandeira..” A Shinmei a encarou por certo tempo. “Tem Ki fora do comum e percebo que carrega uma Espada de Invocação em seu colar.”

A garota soltara uma gargalhada. “Você é como me contaram. Uma excelente guarda-costas para Ojou-sama..” Parou por um momento e jogou uma mecha de cabelo para demonstrar um ar de superioridade. “..Apesar de ser uma Hanyou.”

A cutucada no ponto “fraco” da espadachim se concretizou em uma terrível cutucada na Konoe junto a ela. “O que você quer dizer com isso?” O olhar agora firme de Konoka deixara a curandeira acanhada. “O que você tem de superior a ela? N-A-D-A. Então não venha achando que irá fazer Set-chan de fraca, pois tenho certeza de que ela iria--” A namorada a impediu de continuar, afinal, saber que sua querida Kono-chan a considerava tanto já era o bastante para ela.

“Sinto muito se aparentei superior.” Desviou o olhar de modo subordinado e frágiu. “Eu ... Só...”

“Nada de só. Se quiser me curar terá que respeitar Set-chan tanto quanto me respeita!” A ordem fez até Setsuna tremer. A maga conseguia ser bastante assustadora quando desejava.

“C-Claro.. mas... ‘Set-chan’? Ojou-sama realmente chama Sakurazaki-san por um apelido?”

“Sim!” Soltara sua risada característica. “Por que Set-chan é a Set-chan. Ela foi minha primeira amiga e agora...” Segurando a mão da amada deixou desnecessária qualquer continuação para a frase.

“J-...” A garota olhou o gesto de modo surpreso, com olhos levemente, digamos, tristonhos. “..Quer dizer... Há quanto tempo?”

“Poucos dias..” Setsuna abaixara a cabeça com uma expressão dolorida. “Pouco antes de acontecer... ‘Aquilo’...”

“Entendo.. Então.. Ojou-sama tem um relacionamento levemente proibido.” A voz saia fria, porém, estranhamente preocupada. Seus olhos estavam como se tivesse achado um erro em uma equação matemática.

“Um sentimento sincero... Que ultrapassa o amor irmão, o amor de pais para filhos. Uma palpitação além do comum. Uma sensação diferenciada. Um sorriso dela e o mundo aparentava ser mais florido...”

“Então, como Yumi-chan irá nos ajudar?” O sorriso da maga a fez corar.

“Hmm... Temos que ir até Kyoto. Lá posso arrumar tudo o que preciso para o encantamento. Lá estão suas principais memórias, não é, Ojou-sama?” O olhar certo de que tinha falado o que a garota sentia era um tanto ameaçador ao ver de Setsuna. Como alguém poderia conhecer Kono-chan intimamente? Será que lê mentes? Será que realmente era uma curandeira da Associação Mágica?

“O que isso tem a ver?” Nesse momento, o trem parou bruscamente, rompendo de certo modo o “clima” da pergunta. A quantidade excessiva de garotas saíra correndo em busca do colégio feminino mais arruaceiro do Japão.

As jovens locomoveram-se até um local mais tranqüilo, afinal, um assunto tão sério não deveria ser tratado no meio das ginasiais energéticas de Mahora. Se uma sequer descobrisse, ou ao menos visse as três, no mínimo sairia um boato de um triângulo amoroso que estava morando junto em um apartamento. Qualquer semelhança com telenovelas é um simples acaso.

“Você me lembra tanto ela....”

A atmosfera tensa entre a espadachim e a “salvadora” era no mínimo amenizada pelo sorriso brilhante da Konoe. Subtamente a maga pulara praticamente aos braços da sua protetora.

“Ko-Ko-Kono-chan!?” A vermelhidão crescia de tanta vergonha de demonstração de tanto carinho na frente de uma estranha.

“O que foi? Não sou sua namorada, Set-chan?” Os olhos respondiam “sim” pela outra, então a maga não esperou pelos reflexos de apaixonada besta de sua espadachim. “Vai dizer que você não gosta quando a gente fica assim?”

“Kono-chan...” Será que o beijo mais cedo a fizera recuperar mais rápido suas memórias? Ou será que os sentimentos pela Shinmei já eram tão fortes mesmo antes das situações passadas em Mahora?

“Vocês... podem prestar um pouco de atenção em mim por favor?” O susto foi imediato. As garotas já mal lembravam da existência da tal “salvadora” de Konoka. “Ojou-sama. Se me permite dizer, seria bom não fazer tais coisas na frente de outras pessoas. Lembre-se que você tem uma reputação a zelar.”

“Reputação de quem? Do meu avô? Deixa que ele resolve!” A garota maga-que-não-sabe-que-é-maga agia de modo infantil, instintivo, mas estranhamente fofo. Setsuna só fazia rir da reação da namorada e a garota que tentava reprimir avermelhou-se e aparentava querer meter-se em qualquer canto para não ser quase xingada daquele jeito.

“En-Entendo magestade..”

“Yumi-chan parece Set-chan quando me trata assim. Até pouco tempo, pelo que entendi, Set-chan era tão formal quanto você.” E a risada característica soltada a seguir parecia o último murro no rosto antes de um knockout.

“Sakurazaki Setsuna.. e depois.. Konoe Setsuna...”

Após certo tempo as duas namoradas ainda esperavam algum sinal de vida vindo de Yumi, mas a garota parecia mergulhada num mar de pensamentos que a tomavam conta por completo. Sua expressão triste, preocupada, fazia com que a maga-desmemoriada comover-se ao olha-la.

A garota soltara Setsuna e correra até a outra. Puxou a outra em um abraço apertado, carinhoso. A bondade no gesto da Konoe era mais do que notado, parecia a coisa mais obvia que poderia acontecer naquele momento. Sua espadachim resistiu ao ciúme, não deixando seu corpo arrastar a curandeira para longe de sua querida amada.

O contato permaneceu por belos segundos. A que deveria ser a “salvação” parecia estar sendo salva, mas estranhamente tentava lutar contra aquilo. As lágrimas lhe vinham ao rosto como inconscientemente e a voz falhada dizia seguidas palavras de repressão, como se fingindo não desejar aquele abraço. O apego da garota por Konoka era tão grande que parecia que eram amigas de infância. ‘Ei! A namorada é minha!’ e o ciúme foi dominando os sentidos da pobre espadachim que não podia fazer nada.

Após certo tempo Konoka e Yumi se “soltaram”, Setsuna permanecia com certa expressão de “larga a MINHA namorada” e Konoka, ao perceber tal olhar da Shinmei, tratou de “lascar” um beijo rápido nos lábios da namorada. A vermelhidão voltara novamente e as jovens voltaram ao seu estado “namoro mais do que perfeito”.

Em seguida a “salvadora” tratou de interromper os segundos de felicidade que estavam permanecendo por tempo demais para seu gosto. Certamente a garota era uma infeliz que estava fazendo de tudo para roubar Kono-chan de Setsuna. Pensamentos possessivos vindos da espadachim? Bem, vocês nunca penetraram realmente na mente desta garota a noite para conhece-la a fundo.

“Bem, então, Ojou-sama. Temos que preparar suas malas para viajarmos para Kyoto.” Com um olhar ameaçador, mas que não causou medo algum na Shinmei, continuou. “Sakurazaki-san, permaneça aqui e cuide de Mahora e do Diretor-Geral.”

“De modo algum!!” A voz firme, de timbre grave, fizera a garota-curandeira metida a salvadora do mundo saltar de susto. “Kono-chan não sairá dos meus braços!”

A súbita declaração de Setsuna fizera a curandeira-Konoe corar e fluir lágrimas entre os cantos dos olhos. A face ficara mais corada ainda quando a espadachim a abraçou e a olhou firme em seus olhos.

Aquela face agora corada só a fazia sentir-se mais atraída por sua amada princesa. Se antes a achava vivaz e provocadora, agora olhando-a em seu momento de fraqueza, envergonhada e maravilhosamente fofa a faziam apenas imaginar coisas indevidas, principalmente por seu corpo estar tão colado ao seu.

“Esse carinho....
Esse olhar.....
Aquele dia....
Aquele campo de flores....
Os mesmos olhos que agora me olham tão profundamente.....
Eu... Lembro......
Desse sentimento....”


De repente as memórias lhe viam em mente. A Konoe lembrou-se nitidamente de uma única coisa em sua vida nesse momento, aquele lindo momento junto de sua namorada, que na época estava longe de ser tal, no local onde suas vidas mudaram completamente. Onde o amor surgiu. O campo de flores...........

A maga descansou o rosto sobre o peito de Setsuna com um sorriso doce. Aquele calor. Ela conhecia aquela sensação. O amor transformado em calor e batidas descompassadas em seu peito. O calor de sua espadachim. Sua Set-chan! As lágrimas agora caiam constantemente de seu rosto. Percorreram até seu queixo e tocaram na mão de Setsuna, que estava tocando neste.

Olhara para os olhos de sua amada. Finalmente notara. Até que enfim lembrara..... Tudo, tudo veio-lhe em mente. O amor renascera finalmente. Antes desse doce e amável abraço, lembrava de que era namorada de sua Set-chan, mas não sentia Set-chan como sua. Apenas nesse momento, nesse toque, nesse olhar, pudera sentir que tudo o que realmente sentia por sua espadachim, protetora, amada, amiga, companheira, amante e parceira. Aquela palpitação, todo aquele turbilhão de sentimentos por uma só pessoa nesse mundo. Lembrara de seu amor. Finalmente lembrara que amava Sakurazaki Setsuna.

Sua guerreira permanecera imóvel. Apenas admirava os olhos de sua amada com carinho, notando as mudanças de expressão que ocorriam. Sua princesa era perfeita. Mesmo perante um cruel desafio, estava enfrentando-o, e mais importante ainda, parecia estar ganhando. Podia sentir em seus olhos o antigo brilho deles. Aquela antiga Konoka que a amava tanto. Que sabia que realmente a amava. Isso fazia seu coração imensamente feliz. Feliz como nunca.

Já Yumi, que não suportava mais a cena, apertou os dentes e correra em qualquer direção que o casal nem percebera. Nem queriam saber de “salvadora”, de “viagem para Kyoto”, “magia mal feita”, ou qualquer coisa do tipo. Apenas queriam permanecer ali, olhando uma a outra, demonstrando seus sentimentos, emanando tal, deixando transparecer como antigamente suas emoções.

Um sorriso solto pela Konoe fizera o coração da espadachim quase ir a Lua de tanta felicidade. Aqueles sorrisos lindos de sua Kono-chan quase a matavam de emoção! Era tão linda, tão fofa, tão perfeita. Tudo nela era lindo. A criatura mais perfeita no mundo! Poderia parecer uma boba apaixonada, não ligava, afinal, ela está apaixonada! Tinha certeza mais do que nunca que amava Konoe Konoka.

“Esse sorriso.....
Tão lindo.....
Tão sincero.....
Que saudade que eu estava de você....
Que saudade desse sentimento......
Desse calor vindo de você......
Esse calor que sinto vindo de você desde aquela vez....
Desde que vi a minha razão de viver misturada com as lindas flores do campo....”


Tudo ao redor sumira. Apenas as namoradas permaneciam ali. O mundo era somente as duas garotas e nada mais. Um branco em suas mentes era preenchido apenas com uma frase: “Eu amo ela!”.

Os lábios aproximando-se, o calor sentido aos poucos, a sensação quente e gostosa dos lábios de sua amada agora não tinham apenas “impressão de que já fiz isso”, mas sim a certeza de que beijara muitas vezes sua espadachim e que iria fazer isso milhões de vezes mais. Aquele amor. Oh, mas que amor bom esse! Os lábios de sua Set-chan estavam mais perfeitos que nunca. Seu amor parecia ainda mais perfeito que antes. Tudo era perfeito. Nada mais poderia parar a vontade de permanecer com suas memórias.

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Arg! >.<
Acho que dei pistas demais! >.<²
Mas agora jah era! >.<³
Ateh o/
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Posted by Se-chan

PaRtNeRs CaP 08

Editadooo~
Bem.. o que mudou? Soh a aparencia da guria lah no final do cap! X.x
Vaum lah olhar ^^''

----II----

Yoooooo~
Como vão????
Tudo bem???
Finalmente! Dpois de uma grande crise, consegui fazer Partners Cap 08!
A linha divsória foi colocada! Sejam leitores agora e acompanhem a terrível saga dramática de Konoka e Setsuna! *Nossa... Pareceu Narração de Anime Tosco XD*

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Capítulo 08 – Preciso de seu Calor

A dor tomava conta do corpo da espadachim como uma infecção. Seria muito melhor se fosse realmente qualquer dor física. Mas era tremendamente cruel. Setsuna não podia lutar contra algo tão devastador. Como poderia haver efeito tão devastador quanto esse em um feitiço.

Konoka olhava-a de modo confuso, não entendera nada do que se passava ali. As lágrimas começavam a sair dos olhos escuros da guardiã. A preocupação crescia dentro da curandeira.

“Set-chan.. Não fique assim.. O que houve?”

As tentativas de amenizar a dor não tinham resultado. A herdeira das Associações Mágicas assustara-se com todo aquele choro. Nunca havia visto sua amiga (pelo menos nas atuais memórias dela) chorar deste jeito, tirando aquela vez sobre o rio.

Quanto mais Konoka se aproximava, maior era o desespero da Uzoku. Tremia, chorava, abaixava a cabeça, trocava de lugar, andava em círculos, fazia de tudo para não olhar nos olhos de sua namorada, que nem sabe que é, e fazer algo que a assustasse.

Mas nem tudo era como Setsuna desejava. A maga correu em sua direção subitamente e encarou-a preocupantemente. A meia-youkai não segurou toda aquela vontade e capturou os lábios da princesa.

Verdade era que sentia algo muito forte dentro de si por aquela garota, mas ser beijada tão de repente depois de tanto tempo sem se ver era algo no mínimo exagerado. Ainda nem havia entendido por que acordara junto dela, afinal.

O beijo era tão forte, tão atraente e misteriosamente familiar. Parecia que já haviam feito aquilo milhões de vezes. Set-chan parecia saber muito bem como satisfazê-la e sentiu seu corpo ser empurrado até uma parede.

A espadachim estava desesperada. Não conseguiria explicar tudo novamente para a garota. Mas isso também não é razão para sair agarrando a garota sem nem a outra lembrar de tudo o que passaram. Na verdade, no fundo do coração, Setsuna tinha esperança de que sua querida Kono-chan lembrasse de tudo com o choque que receberia com o contato dos lábios.

Bem, é verdade. A curandeira teve uma surpresa enorme com o ocorrido e também lembrara de alguns contatos dos lábios delas, entre outras coisas, mas tudo vinha em sua mente mais como um sonho impossível de ser real.

O contato se quebrara e, ao olhar os olhos de sua princesa, Setsuna abraçou-a desesperadamente com uma intenção qualquer que não importava no momento. Só desejava o carinho de sua Kono-chan. Apenas aquela felicidade de volta. Por que estava destinada a sentir tanta dor? Por que simplesmente não poderia estar ao lado de Kono-chan se elas se amavam tanto?

“Set-chan...”

“Kono-channnn... Eu... Eu...” O nó na garganta da espadachim não deixava-a expressar todos os sentimentos que lhe vinham em mente naquele tumultuado momento de sua vida.

“Que bom Set-chan...” Os olhos tristonhos agora se arregalaram. “..Você sente o mesmo..” Um carinho no rosto de Setsuna a garota fez dando um sorriso puro em direção a sua amada. “Então.. Tudo aquilo... que veio na minha cabeça--”

“É tudo verdade! Pode ter certeza!” O desespero misturado com o alivio de ver que a garota havia lembrado de algo era claramente visto nos olhos negros e na expressão do rosto da guardiã Shinmei.

“Então nós...”

“Estamos...” O olhar ficara tímido e a pele rosada. “...namorando.. Kono-chan...”

O sorriso se alargara e a maga abraçou-a com o máximo de força de conseguia. Tudo parecia estranhamente ruim, mas ao mesmo tempo delicioso. Estava junto com sua querida espadachim, mas não lembrava-se exatamente de nada. Estava confusa até com relação a sua idade!

Sentiu o coração bater mais forte. Aquele desespero que a Uzoku (que nem lembrava que era tal) sentia era tão indescritível. Todos aqueles sentimentos que notara nos olhos de Set-chan a comoviam, deixavam-a com um desejo de proteger finalmente quem sempre a protegeu. E era exatamente o que a garota estava fazendo. O calor que Setsuna agora sentia era confortante, saber que mesmo sem lembrar de nada, sua querida Kono-chan a tinha ainda em seu coração.

Um sorriso saira dos lábios da Shinmei. Aquele sentimento doce chamado amor expandia sobre seu corpo, a deixava mais leve e confiante. Não precisava ter medo. Sabia que poderia contar com sua amada para tudo, desde uma luta até o mais profundo conflito de sua mente.

O sorriso de Set-chan a aliviara. ‘Que bom..’ passou em sua mente enquanto seu corpo reagia ao sorriso da guarda-costas com o mais largo dos sorrisos que possuia. Foi em direção a espadachim calmamente, aproximando-se dos lábios de Setsuna, com sua doçura natural e sua inesperiência memórial em relação a seu relacionamento, chegando no final ao mel da boca de sua namorada.

Tal carinho que sua querida espadachim a transmitia ao beijar-lhe a fazia subir as paredes de tanta felicidade. Queria abraça-la, beija-la mais, elogia-la, dizer que a achava linda, fofa, querida, a mais adorável de todas as samurais do mundo! O que faria primeiro? Tinha que aproveitar muito bem o tempo que tinham juntas.

As duas olhavam se apaixonadamente bobas abraçadas como se não se vissem a anos. Aquela emoção nos corações das jovens transparecia aos olhos de qualquer um que estivesse psicologicamente normal. A coisa mais obvia de se enxergar, o amor entre duas jovens amigas de infância.

De repente, a guarda-costas sentira uma presença diante a porta do quarto. Parou por alguns segundos e decidiu afastar-se levemente de sua Kono-chan. Provavelmente a sacerdotiza-assassina queria estragar a sua vida de alguém por não estar com seu querido capitão. E fez sinal para Konoka levantar-se junto.

“O que foi..?” A garota perguntava o por que da infeliz paralisação de seu doce momento com sua amada.

“Tatsumiya...” O tom de descontentamento fora notado e gravado na mente da maga. Realmente Set-chan sentiu-se tão infeliz quanto ela.

Abrindo a porta encontrando um olhar levemente sarcástico da morena com um sorriso que mostrava a felicidade de estragar a vida alheia.

“O..o que foi?” Perguntava fazendo gesto para a garota entrar.

“Estraguei algo?”

“Ara.. Claro que não... err... Ma... Mana-chan?” A garota acertara o nome com dificuldade. O olhar das duas ficara sério. A preocupação com a herdeira das Associações Mágicas vinha a tona novamente. Até onde o efeito colateral iria chegar?

“Bem. Vim aqui para saber como você está. Pelo que noto você teve certa recaída. Consegue lembrar do que acontecera nos últimos tempos claramente ou ainda tem apenas as tais imagens em sua mente?”

“Ano...” A expressão de aflição ia substituindo o que havia antes. “Eu.. não..”

“Após acordar, Ojou-sama esqueceu de mais detalhes de sua memória que antes.” O tom frio e técnico tomara lugar da antes até bastante social Setsuna.

“Entendo. Era uma magia de alto grau mesmo.” A assassina passara a mão sobre a cabeça da maga. “Tome cuidado e não se deixe levar novamente pelo medo. Saber o futuro não ajuda. Acredite, você é a pessoa mais poderosa no mundo e nada poderá ganhar de seu potencial mágico.”

A surpresa de Setsuna ao ver a garota falando aquilo era incalculável. Mana falando tudo aquilo? Parecendo alguém gentil?! Sem ter sido paga para tal!? Deveria estar louca ou Kaede havia mudado de algum modo misterioso e, provavelmente, pervertido aquela garota.

“Não se esqueçam de ir a aula.” Konoka agradeceu mexendo o rosto e a gunslinger deixara o local.

As garotas arrumaram-se para ir para Mahora e passaram pelo quarto da maga. Tudo parecia como antes. E definitivamente estava. Mas de qualquer modo Konoka não conseguia ter certeza de qualquer lembrança, tudo passava apenas de um local nostálgico e familiar.

Asuna enxergou o olhar da curandeira e saltou da cama, onde comia um cereal qualquer (já que a cozinheira oficial do quarto não estava no quarto), correndo em direção da garota.

“O que houve??” A sacudida da usuária de Kanka só conseguia deixar a donzela de cabelos longos mais confusa. “Por que diabos você tá com cara de bixo de faculdade no primeiro dia de aula, heim garota?”

“Asuna-san... Kono-chan.. teve uma recaída...” O ar tristonho fora cortado por um tapa nas costas bem dado pela guerreira de sininhos.

“Ah! Ninguém morreu Setsuna-san!” Seguiu com um abraço forte no pescoço. “Vê se te liga! A Konoka ta aqui! Vocês podem se agarrar em qualquer canto ainda!”

“É isso ae! Você ainda pode ser considerada uma boa vida, afinal, tu pode aproveita e dá uns pegas na nee-san enquanto conta a vidinha de vocês que ela nem lembra!”

O palavreado do arminho assustaria a mais forte das criaturas. Tudo aquilo era um pouco exagerado no momento. Deveriam ter calma e seguir em suas vidas apaixonadas e puras. Tudo tinha que ser tranquilo, para que conseguissem superar os efeitos colaterais da magia feita por Konoka.

Todos tentaram ao máximo despistar o assunto e tirar de suas mentes o que havia acontecido nos últimos tempos, alias, era uma das mais fortes preocupações na garota de cabelos laranja. Aquela noite anterior. Todas aquelas malditas revelações! E ainda se entregara há aquele am—DESEJO! Nada daquela palavra com “A”! Qualquer coisa menos Amor!! A garota lutava claramente consigo mesma para esquecer de certos acontecimentos daquela noite romântica de “estudos” com seu professor de “língua estrangeira”.

Logo que entraram no trem sentiram o mais novo turbilhão. Agora de pessoas desesperadas por chegar ao seu devido destino. Setsuna viu sua princesa meio perdida em tudo aquilo. Devia assegurar-se que esta chegasse confortável a Mahora. Então, nada mais obvio do que abraça-la pelas costas, apoiando-a sobre seu corpo e sentindo seu corpo corar para que ela se sinta em segurança, não? Seja qual fosse a resposta correta, o anunciado acima foi o que a guardiã fez.

Konoka corava como nunca. Como Set-chan poderia ser assim? Ela estava diferente de como era na infância e mal se lembrava de tudo o que passaram. Mesmo assim, não queria ir a lugar nenhum. Todo o amor que sua querida espadachim de cabelos negros mostrava era lindo, mal conseguia imaginar que aquela garota de suas memórias viraria alguém tão bonita e atenciosa.

O tempo ia passando e o abraço só se intensificara. Não no mal sentido, mas em relação aos sentimentos que as duas sentiam. Konoka começava a sentir-se mais segura junto da outra e a espadachim notava a maga debruçar-se sobre seu colo. Um discreto beijo na bochecha a curandeira deu para agradecer o apoio e um sorriso bobo fora revelado nos lábios da Uzoku. A Konoe virara o corpo e abraçou a guardiã pelo tronco, apoiando o rosto nos ombros da garota.

A espadachim pôde sentir as lágrimas de Konoka molhando sua blusa. “Desculpa Set-chan...” As lágrimas saiam mesmo com o esforço da garota para detê-las. “.. Eu não sou tão forte...” O aperto na manga do casaco de Setsuna feita por uma das mãos da maga transmitia toda a sensação de incapacidade da donzela por não conseguir deter os efeitos colaterais da magia que ela mesma tinha escolhido fazer.

Setsuna tocou-lhe os longos cabelos e a acariciou lentamente. Não podia deixar sua Kono-chan sozinha naquele estado. Ela a apoiou e agora era sua vez. Tinha que faze-la resistir ao lado escuro e depressivo de sua vida. Não podia entregar-se. Teria que entender que tinha sua namorada e que poderia sempre apoiar-se sobre ela. Faria qualquer coisa para tirar aquelas lágrimas do rosto de sua amada.

Uma mão misteriosa tocou no ombro da Uzoku. Era uma garota em roupas modernas, mas ao mesmo tempo com um leve toque tradicional ocidental. Tinha olhos castanhos bem escuros, sérios e penetrantes. Seus cabelos castanhos e brilhosos não disfarçavam a emanação de uma presença misteriosa vindo da garota. Tinha pele clara e uma estatura de um pouco mais de 1,50 metros de altura. O sorriso familiar intimidara Setsuna.

“Olá, Ojou-sama, Sakurazaki-san.” Setsuna a encarou de modo ameaçador. “Eu tenho a solução para seus problemas.”

“O-O Que!?”

“Eu tenho um ‘remédio’ para seu pequeno ‘problema de memória’.”

As namoradas arregalaram seus olhos. Um sorriso alargara nos lábios de Konoka, enquanto Setsuna segurava-se para não desembainhar Yuunagi.


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Gostaram?
Bem vindos ao universo que eu sempre quis colocar pra Partners *.*
Agora a história está clara na minha mente e espero que com isso eu consiga escrever tudo bem mais rápido...
Previsão de quantos caps faltam pra terminar?
Naum tenho mta noção XD
Mas talvez uns ............... 7
Tenho certeza que vou fazer o máximo pra ficar grande...
pq ela será sempre marcada como a que me esforçei ao máximo XD
Até Lives 25! >D
Sairá em breve!
Eu e a Mazaki sempre entramos e saimos dos momentos dificeis de escrita juntas! ahuahuahuhauah
Bjus o/
segunda-feira, 31 de março de 2008
Posted by Se-chan

PaRtNeRs CaP 07


Oii! o/

Pra quem jah viu o OVA de ep único “Candy Boy” (Apesar do nome eh shoujo-ai) que é a coisa mais fofa do mundo eu informo: Haverá uma série com 7 episódios!!
O eu não sei se terá mais, mas já tem site oficial e é tudo certo! Esse certamente estará na lista de fenômenos shoujo-ai! *Sim, Shoujo-ai, é fofo e romântico, não são gurias que se agarram do nada XD*

Vídeos:

OVA No YouTube(Tem 7:39 min)
Música Tema (Cantada pela Meilin)
Site Oficial de Candy Boy

Lista de Dubladoras:

(Dubladora – Personagem – Quem a dubladora já dublou)

Nabatame Hitomi – Kanade Sakurai - Shizuma Hanazono/Etoile-sama (Strawberry Panic), Eriko Torii (Maria-sama ga Miteru) * SSIMMM.. adorei essa seiyuu *.* Shizuma-samaaaaaaaaa*

Ryoka Yuzuki - Yukino Sakurai – Tsunami (Steel Angel Kurumi), Ino Yamanaka (Naruto) *Não consegui achar animes melhores pra vcs lembrarem da voz dela.. ¬¬ Não queria colocar a Ino.. mas fui cruelmente forçada pq vcs naum iam saber quem eh a Katsumi de Initial D* *

Katō Emiri - Sakuya Kamiyama - Kagami Hiiragi(Lucky Star), e 7 pontas no XXXHolic! Sim! 7! XD *Ela é uma seiyuu muito nova pelo jeito, não tem mtos trabalhos ainda*

Quem quiser olhar o site oficial vai encontrar um wallpaper mto fofo desse trio do anime! o/


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Capítulo 07 – Casais à Solta

A espadachim e sua protegida iam caminhando pelas proximidades dos dormitórios despreocupadamente após o momento carinhoso que passaram no quarto de Konoka. O convite veio da guarda-costas, provavelmente tentando desviar de futuras investidas tentadoras da namorada.

“Nya, Set-chan... Por que sair há essa hora? Poderíamos estar aproveitando a noite melhor...” A garota fazia um beicinho que merecia se tirar uma foto.

“Por que quero ver você sorrir, Kono-chan...” Uma pequena vergonha veio na curandeira depois da confissão. “... você ia continuar naquele clima meio triste se ficassemos lá.. tenho certeza..”

“Set-chan...” Começava Konoka enquanto passava o dedo indicador pela face da outra. “Por que você tem que ser tão fofa assim?”

“Por que eu tenho que pelo menos chegar aos seus pés, né?” Ambas coraram. As palavras simplesmente saiam, revelando o amor que sentiam uma pela outra.

Andando até uma área mais inabitada do campus, se depararam com duas figuras atrás de uma árvore. Setsuna posicionou-se frente à sua amada e chamou quem é que fosse com um timbre de voz firme.

As duas figuras pareciam ter saltado detrás da árvore até quase darem-se de cara com o casal. Era a dupla de fofoqueiras de primeira, a mangaká e a reporter. “Né né, quando é que vão deixar a Kazumi-chan fazer uma super matéria sobre vocês?” O olhar de Haruna assustava a espadachim de tão pervertido que era.

“Posso até ver! Uma foto das pombinhas abraçadas com olhares envergonhados e com uma fonte tamanho 72 dizendo ‘O Casal do Ano!’ e ‘Fotos secretas da espadachim e sua princesa!’!” A similaridade da desenhista com uma certa fuinha safada certamente não deveria ser somente coincidência.

“Ka-Kazumi...-chan!?” A espadachim estranhou o tratamento altamente informal que Haruna usou para se tratar da colega informante de boatos.

“É. Por acaso não posso chamar assim, não?”

“Bem... pode...”

“É! Pensam que vocês são o único casal da sala?” Kazumi falava enquanto se atirava nos braços da outra.

Os olhos da espadachim quase saltaram do rosto e os da namorada enchiam-se de brilho empolgados com a descoberta.

“Peraí.. Eu já disse que não quero nada com você Kazumi-chan!” Reclamava enquanto afastava a jornalista de perto, procurando segurança.

“Ahhh... Paru-chan... Vai dizer que você nunca me quis!?” Kazumi enchia o peito orgulhosa de seu corpo escultural e, ainda mais, de seu busto, um dos maiores da turma.

“N-Não me venha com essa conversa!” Paru arrumava os óculos enquanto tentava argumentar contra Kazumi, reconhecida como a maior arranjadora de desculpas furadas para tirar foto de qualquer coisa que fosse. “Passado é passado! V-Você não quis antes, agora eu que não quero!” Fazendo pose exaltando sua protuberância peitoral, Haruna parecia pronta para fazer uma comparação de “crescimento”.

O, verdadeiro, casal foi retirando-se antes de presenciar mais revelações altamente interessantes sobre o, talvez, casal de amantes ou algo do tipo.

“Então.. agora podemos nos divertir?” Perguntava maliciosamente a repórter enquanto entrelaçava a cintura de Haruna.

“O que você acha?” Respondia já puxando Kazumi pelo pescoço, dando-lhe um beijo exageradamente caloroso.


“N-Nunca... pensei que pudessem ... ter algo...” Setsuna tentava falar algo que não fosse uma das perversões que passaram em sua mente ao pensar em como deveria ser interessante o relacionamento não assumido das amigas. Realmente, era difícil não pensar em algo tão emocionante após ver as duas quase se agarrarem em sua frente.

“S-Será que... as interrompemos?” Um silêncio se fez ao imaginarem as duas atrás de um bosque escuro onde pensavam não serem encontradas por ninguém.

“E-E-Eto.. É melhor voltarmos para o quarto!”

Ao voltarem para o quarto, abrindo devagar a porta para não acordar os outros moradores, sem alguma intenção de achar ninguém na intimidade, afinal, já haviam espiado demais os outros, admitiam. Mas, como a sorte, ou azar, permanecia, depararam-se com Asuna segurando firme o braço de Negi, que só fazia corar, enquanto a garota iria em direção ao seus lábios, se não fosse por ver suas alunas entrarem ao quarto.

“Ano... G-Gomen..” Tentava achar alguma desculpa do tipo “entrou areia nos meus olhos e eu não vi que você ia dar uma de iincho-shotakon nesse exato momento!”, mas simplesmente não conseguiu, a cena fora inesperada demais para seus miolos sem maldade.

“Só viemos avisar que eu vou passar a noite no quarto da Set-chan. Já estamos indo!” Enquanto fechava a porta completou. “Aproveitem!”. A maga realmente tinha coragem. Quase fora perseguida mortalmente pela garota de cabelos laranja.

“Mou... Não era nada do que elas pensaram!” Reclamava enquanto cruzava os braços.

“N-Não?” Ainda corado, o mago estranhava a “parceira”. Será que ele estava enganado? Depois de todo aquele papo de parceiros, beijos, fase-não-quero-senhores-idosos e todo o resto, a senhorita baka redoo não iria tentar nada com ele?

“C-Claro que não! Baka Negi!” Dando um gancho de direita, que pegara no queixo do garoto, ia em direção à cozinha, mas parou quando viu que o garoto não levantou instantaneamente. Ele poderia estar machucado, nunca se sabe? Magos não são de ferro!

Quando chegara mais perto, quase colada do garoto-professor, notou um certo sorriso vindo dele. E-Ele estava se vingindo de dodói! Co-Como pudera!? Sem nem pensar duas vezes, a garota virou-se de costas e tentara ignorar Negi, mas fora puxada para perto. Demasiadamente perto! Extremamente perto! Daqui a pouco perderia a virgindade!

Apesar dos exageros da usuária de Kanka, Negi virou-a e mostrou um olhar firme e determinado. Não iria resistir à aquela carinha de santo que ele tinha! Até agora, nesses meses que andou surtada e esquecera, de certo modo, Takahata, lutara bravamente contra essa depravação em sua mente, mas estava descarado demais o clima. E se nunca mais houvesse oportunidade de mostrar esse “sentimento” para o garoto?


“Será praga?”

“Você não lembra de ver eles assim? Quer dizer, eu não sabia, mas você poderia ter visto eles antes, não é?”

“N-não lembro de nada.. Acho que eles finalmente vão se entender! Que bom!” Novamente com os olhos brilhando a maga seguia até o quarto com sua namorada.

Konoka sentiu um puxão na manga da roupa enquanto caminhava. “Vamos ir até o telhado antes?” Já eram mais ou menos meia noite e meia, mas quem se importa, seria gostoso sentir de novo a brisa com sua amada ao lado para aquecê-la.

Ao chegarem no local, viram logo de cara uma Kaede sendo empurrada brutamente contra uma parede por uma certa gunslinger girl quase colada em seu rosto. Preferiram sair de fininho, sem serem percebidas, apesar de que o poder mágico de Konoka poder ser percebido há quilômetros por um mago mediano, o que poderia se dizer há cerca de quatro passos de duas das mais fortes garotas de Mahora?

“Acho que elas não viram que...” Tentando tomar fôlego, a ninja continuava com uma voz um tanto prejudicada por ter uma mão a sufocando o pescoço. “..elas não notaram que era um treino de gozaru.”

“E eu com isso?” Uma pausa para fazer uma cara de assassina com sorriso psicopata. “I just want power and money. I don’t care about what other peoples thinking about me!” (Tradução: Eu só desejo poder e dinheiro. Eu não me preocupo com que as outras pessoas pensam de mim!)

“Ano... poderia traduzir de gozaru?”


“A-Até elas?? Como eu nunca notei nas nossas missões!?” Setsuna ficara inconsolável. Era tão abobada que nem notara que as duas “colegas de profissão” tinham um caso tão... tão... indecente!

“Ara... Calma Set-chan..” A curandeira ria-se sozinha enquanto a outra continuava desolada. “Vamos indo?”

Setsuna se “acordou” do choque após a proposta. “K-Kono-chan!! Por que você quis..” Abaixou o tom de voz de repente. “..dormir no meu quarto..?”

“Bem... na verdade...” a garota foi se aproximando enquanto a outra só fazia ficar paralisada. Na verdade, nem que quisesse iria conseguir, Konoka ia se aproximando tão sedutoramente com seus olhos fixos na gola da blusa da espadachim, onde estava brincando com os dedos. “.. eu queria... fazer ‘aquilo’...”

Setsuna quase caiu no chão. O que diabos a garota estava pensando!? Acabara de perder a memória e já queria avançar ainda mais na relação!? N-Não podia! Não! ‘K-Kono-chan... Não me leve para o mundo da perdiçãaaaaoooooo........!’

“Set-chan...”

“Eu tava brincando.. Ehe”

BRINCANDO!?!?!? BRINCANDO SUA MAGA IRRESSISTÍVELMENTE LINDA! Vá dar intenções depravadas para outras!! *cof cof* Não... para outras não.

“Na verdade foi por que eu não queria ficar atrapalhando Negi-kun e Asuna... Eles pareciam tão bem..”

“E.. Então vamos?”

“Hai!” A herdeira das Associações segurou a mão de sua namorada rapidamente com um sorriso estampado no rosto. Era bom demais brincar com sua Set-chan e com todo o pudor que ainda existia dentro da garota. Como ela conseguia segurar todas as vontades que lhe viam em mente? Será que ela se soltaria um pouquinho para ela hoje? Só um pouquinho... Só tocar um pouco por debaixo da blusa, né? NÃO! Aff.. tinha que se controlar, seguir o exemplo de sua doce namorada e ficar vermelha COM CARA DE PERVERTIDA DESVIANDO O OLHAR!? O QUE SET-CHAN ESTAVA PENSANDO??

A outra só fazia corar, delicadamente, mas a expressão denunciava os pensamentos maquiavélicos. Isso fez com que Konoka soltasse uma rápida risada ao melhor estilo pervertida. Será que a maga tentaria com todas as suas forças soltar o “dark side” (lado negro) de Setsuna?

Chegando ao quarto, a guardiã soltou por alguns segundos a mão de sua amada e abrira a porta. Era tão limpo, lindo, arrumado, levemente tradicional e dava uma certa impressão de tranqüilidade e alto confiança. A curandeira entrou e, passo a passo, sentia mais a tal impressão. Não era a toa que Set-chan era tão tranqüila, para algumas coisas, e quieta, tinha um quarto perfeito que combinava com seu modo de agir.

‘Acordou’ das observações quando a outra chamou-lhe pelo apelido. Já tinha estado naquele quarto, afinal, já tinham quase feito um pacto no local, mas tudo parecia diferente, de certo modo. Era uma atmosfera mais... romântica?

Caminhou até a mesa e, quando menos esperava, recebera um abraço de sua querida guarda-costas. Setsuna a puxou para mais perto, as costas da maga encostavam-se no tecido que cobria a outra.

O aroma que vinha do pescoço de Konoka deixava os membros da garota fracos. A namorada estava claramente aprontando com todas as armas possíveis. Seu jeito era fofo demais, seu cheiro doce, seus cabelos brilhosos encostavam sobre seu rosto, estava tudo a favor de um momento de intimidade entre as garotas, mas sem perversidades, é claro. Estava tudo muito carinhoso para os desejos carnais se apossarem das garotas.

As mãos da espadachim massageando os braços da garota estavam fazendo uma espécie de terapia na estressada maga que antes só conseguia pensar em salvar seu maravilhoso anjo. Como é que podiam cogitar tirar a vida de alguém tão carinhosa e bondosa? Mas não devia pensar nesse tipo de coisa, afinal, sua linda estava a tratando tão bem, para que pensar em problemas?

O carinho se intensificava e, junto dele, uma leve vozinha da preocupação. “Kono-chan...” As lágrimas vinham ao rosto de Setsuna. “..E-Eu... não quero que isso termine...”


‘!? Ela havia segurado toda a tristeza até agora!?’ Ela já havia sofrido o bastante, mas nunca tinha visto que sua querida Set-chan estava todo aquele tempo segurando a dor de saber que iria morrer no futuro.

“E.. Eu também...”

As garotas continuaram ali até as lagrimas de Setsuna cessarem. Aos poucos o abraço se desfez e os sorrisos voltaram a se formar. ‘Que bom que posso contar com você.’, ‘Você é o amor da minha vida.’, ‘Só você pode me fazer ser tão feliz.’ e outras tantas frases transpareciam dos olhares que as garotas trocavam naquele momento.

Aos poucos o casal foi em direção à cama. Setsuna convenceu a garota de cabelos chocolate a se deitar na cama sozinha, sem o calor do corpo da espadachim. Sim, após tudo, ainda havia o pudor. Mas a maga sabia que podia esperar, afinal, uma amava a outra.


Ao acordar, Setsuna encontrou-se sentada na beirada de sua cama. Havia pegado no sono enquanto via sua linda Kono-chan sonhando. Tranquilamente acordou sua amada. Os olhos da garota abriram-se calmamente até que—

“Nani? Set-chan? Você havia vindo para Mahora? E-E... que quarto é esse?”

“O QUE?? DO QUE VOCÊ ESTÁ FALANDO KONO-CHAN! VO-VOCÊ NÃO PODE TER PERDIDO A MEMÓRIA DENOVO!!”

A maga, que não sabe que é tal, levantou-se de uma vez só. “M-Mas eu não me lembro!”

“Como assim não se lembra? Você tem que lembrar! Você lembrava antes!”

“E.. Eu não lembro... Não vejo você desde Kyoto..”


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Ae!
No final eu escrevi meio mal, eu só queria postar mais rápido!
Espero que naum me espanqueeemmmmm! XD

Vcs tem lido o Sis Mea Pars?? Tah taum bom * . *
E outras fics? Alguém me aconselha algo? Não precisa ser de Negima... Desde que seja yuri e num seja de Maria-sama ga Miteru.. *Não sei pq... mas num vo com a cara desse manga XD*
Como vai a vida de vcs?
Espero que bem?
Os que não conheciam Candy Boy gostaram? Espero que sim! * . *
Bjus a todos! o/
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Posted by Se-chan

MoDiFiCaDo - PaRtNerS 06

Sem enrolação!
Voltei pra minha cidadezinha e arrumei o final de Partners! >D
To traduzindo Blessed Child, mas devo postar o cap 7 de Partners antes!
Amanhã *Acho* postarei o Lives!
Até! o/

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Capítulo 06 – O Re-encontro dos Lábios

Ainda era de noite quando Setsuna fora informada que o Grã-Mestre de Kanto, também conhecido como avô de sua, novamente, namorada, desejava vê-la em sua sala. A espadachim, como todo serviçal Konoe fora ensinado, obedecera sem hesitar. Afinal, provavelmente Tatsumiya já teria descoberto sobre a perda de memória da neta do diretor e informado o senhor Konoe “quero empurrar um noivo para minha neta” Konoemon.

Quando abrira as grandes portas da sala, vira o velho sorridente, com um olhar malicioso, quase igual aos olhares constantes de Paru e Kazumi quando as virão juntas de manhã. Fazendo sinal para a garota aproximar-se, foi o próprio indo de encontro a garota no meio da sala e, sem permissão, aviso, ou qualquer coisa do tipo, dera um apertado abraço na garota, com direito a batida nas costas e uma risada de como se fossem os amigos mais íntimos do mundo. Bem, se conhecerem bem, se conheciam, mas isso não quer dizer que ele viria em direção a ela para dar-lhe um abraço tão querido enquanto sua neta está desmemoriada.

“Eu soube a pouco Setsuna-kun.” Disse o idoso, seguido de uma risada que parecia de um maníaco assassino sanguinário de filme de segunda categoria. “Você heim? Nem para me dar chance!”

O rosto confuso da Meia-Uzoku revelava as palavras que desejava pronunciar: “Mas do que diabos você está falando??”

“Ora, não se faça de boba! Por isso que Konoka sempre recusava os pretendentes!”

A guarda-costas paralisou-se. Uma estátua viva, talvez. Maldita Tatsumiya! Havia fofocado para o velho sobre o romance dos outros! Não se pode mais namorar em paz sem que uma Associação Mágica inteira tome conhecimento!? Não se fazem mais “companheiros de trabalho” como antigamente! Sabia que não poderia contar com a garota desde o início. Fazer o que? Estava fadada a morrer nas mãos do velho maníaco por Omiais.

Espere um pouco? Ele está sorrindo?? Viva! Joguem confetes! Dancem! Bebam até cair no chão ou até fazerem perversões sem que se lembrem no dia seguinte que hoje Sakurazaki Setsuna pagará tudo para todos!

“Ano.... Diretor-geral...” A garota de cabelos escuros envergonhada, com o rosto tão para baixo que parecia ter perdido o pescoço, tentava fazer com que a conversa não virasse um monólogo. “Bem...”

“Me chame de Konoemon, avô, avozinho, ou qualquer coisa, menos essas coisas formais! Afinal, você é a ‘grande escolha’ da minha neta!” Argumentava alegremente o Grã-Mestre batendo mais uma vez carinhosamente nas costas de Setsuna.

“‘Grande Escolha’...?”

“Tudo o que eu mais desejava era que Konoka encontrasse logo sua ‘cara metade’, ‘alma gêmea’, ‘a pessoa só para ela’, ‘a pessoa mais importante da vida dela’, ou seja, que encontrasse logo o amor verdadeiro!” (A utilização de falas de mangás conhecidos da Clamp são meramente “ilustrativas”.) Abrindo ainda mais o sorriso, continuara. “E no final, eu não olhei para o lado da minha neta! Como sou cego, não enxerguei o quanto ela amava você!” Setsuna tinha o dever de acalmar o coração demasiadamente acelerado do senhor ao seu lado. Daqui a pouco o velho correria perigo de vida por causa de um, bem provável, infarto no meio de sua sala.

“C-Calma Dir.. Konoemon.... sama....” Deu uma pausa até ver que o velhote não iria interrompe-la com mais um discurso. “O senhor ainda não sabe do estado de Kono-chan?”

“Do que você está falando? Não faça piadas! Ela não pode ficar grávida!”

O choque pelo pensamento perverso do homem a sua frente fora enorme. Como alguém que aparentava ser tão sábio conseguia pensava tanta bobagem maliciosa? Setsuna tentava continuar sem demonstrar o trauma em sua mente.

“N-Não é esse tipo de coisa... É... Kono-chan perdeu a memória no fim desta tarde...” Disse seriamente enquanto notava a expressão facial do idoso mudar da mais adorável para a mais horrorizada possível.

“Como? E onde você estava? Não deveria estar com ela?”

“Bem.. Foi durante o meu turno de vigilância na área do Templo Tatsumiya.” E fora explicando passo a passo o que se passara.

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“Mou! Sobre o que será que o vovô está falando com a Set-chan?” A garota parcialmente sem memória não estava gostando da idéia de não poder ver onde a garota estava. O susto que passara ao ver a previsão de sua namorada ainda não tinha passado por completo. Sabe-se lá se, por causa da previsão, a morte de sua tão querida Set-chan não havia sido adiantada alguns meses.

“Para de drama, Konoka! Setsuna-san é empregada da sua família, ela sempre é chamada pra conversar com o diretor-geral, ou não se lem... Ops!” E, mostrando a língua e batendo na própria cabeça de leve como reprovação, fizera a maga sorrir.

“Mesmo assim (mesmo você falando isso, não lembro direito), Set-chan pode muito bem ter sido chamada pelo meu avô por ele ter descoberto sobre o nosso namoro.. Pelo que vocês disseram a gente foi pra sala de aula de mãos dadas e tudo!” Exclamando que poderia ser o fim dos tempos para a Uzoku, mostrava as quinhentas mil razões (que sabemos que estão erradas) para o velho querer tirar o pescoço da Shinmei.

“Bem... é real... O teu véio tava sempre te empurrando tudo quanto é cara cheio da grana e pra vê se te grudava num deles...” O arminho argumentava enquanto “fumava” um chocolate em forma de cigarro. “Vê se abre o olho na próxima! Aquela mana das armas num é uma espiã das boas? Então, vê se dá um fim nela!” A resolução absurda do problema certamente não daria certo, afinal, o que é a morte de um quando se tem centenas de magos preparados para receber ordens da Associação?

“Err... Esquece... não escuta esse ero-arminho!” A guerreira de cabelos laranja dizia a amiga enquanto esgoelava o “pobre” animalzinho.

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“Mas pelo jeito está tudo bem. Apenas tome cuidado. Se foi Konoka que previu.. É bem possível que se torne verdade...” O conselho do idoso fora anotado em mente pela espadachim. Devidamente anotado, com luzes ofuscantes e com uma camiseta do palmeiras cor de caneta marca texto ao lado para não se esquecer. Todo cuidado era pouco.

“Amanhã traga Konoka até mim, se ela estiver em condições.”

“Sim, senhor.” Recebendo como uma ordem, Setsuna saíra da sala calmamente.

‘O velho aceitou??? Demais!’ A garota quase saiu voando, literalmente, pelo corredor do prédio principal do colégio. Tudo o que fez no final fora mostrar um sorriso de orelha a orelha a cada pessoa que passava por ela, ou dizer um “excelente boa noite” para os que a cumprimentavam.

Chegando aos dormitórios, vira Konoka saindo do apartamento. A maga fora correndo em sua direção. Apesar de já estar mais recuperada, não escapou de um “Você não deveria estar forçando tanto o seu corpo” e um “É melhor descansar no seu quarto.”. Mas, como toda boa Konoe independente que é, ignorou o conselho e seguiu para o salão de banho.

“Você vem comigo, Set-chan?” Mostrando um sorriso falso de pura inocência, a maga perguntava enquanto brincava com a gravata de Setsuna.

“Bem... É melhor eu ir junto.. Para assegurar sua segurança, já que Asuna-san não irá junto..” A desculpa mais idiota dos últimos 500 anos. A espadachim sabia que Konoka já estava bem, notava só de sentir o poder mágico da maga voltando cada vez mais à normalidade.

E foram até lá, sendo seguidas pelos olhos das estudantes da 3-A que estavam pelos corredores. Chegando ao local, a Shinmei despiu-se rapidamente, antes que a própria Konoka notasse. Em seguida, já estava muito bem localizada em uma das grandes “termas artificiais” lendárias do dormitório.

Algum tempo depois, a maga entrara na sala. Todas, não algumas, simplesmente TODAS as alunas da 3-A olharam maliciosamente ou de forma reprovadora para as duas garotas. Claro, que tipo de pessoa iria para o banho junto de sua namorada? Certamente já teriam se agarrado em algum canto e firmado bem firme o relacionamento delas, era o pensamento da maioria ali presente.

Em meio aos ruídos de “depravadas”, “inacreditável”, “será que é um relacionamento sério?”, “por que ninguém as proíbe de fazer isso?”, e dos mais interessantes “o que será que elas estão pensando?” e “Será que elas estão exci&*#@?” (Não resisti, tive que colocar isso!) que somente Setsuna escutava infelizmente por ter sentidos super-humanos, as duas tentavam não ter trocas de olhares muito longas, afinal, a carne é fraca e não queriam ter uma recaída (Elas já caíram nesse fanfic pra ter uma “recaída”?) em frente à tantas garotas familiares presentes. Então, pela lógica usada, se as “familiares” não estivessem presentes, elas poderiam ter a recaída? Provavelmente não.

“Então, Set-chan...” A curandeira ia falando enquanto jogava um pouco d’água nos próprios longos cabelos chocolate. “O que meu vovô queria falar com você?”

“Bem... Pra falar a verdade... Ele sabe sobre “nós”....”

O choque fora terrível. Como é que Set-chan estaria viva neste momento? Será que estava machucada? Não, pelo que notara durante o banho, até agora, não havia nenhum arranhão em seu corpo. Será que o vovô teria dito para Set-chan se despedir dela e depois cair fora de Mahora antes que ele solte os cachorros(Ou Tatsumiyas) atrás dela?

Tentando acalmar a garota, Setsuna foi em direção à ela e colocou a mão em seu ombro. “Não se preocupe... Ele aceitou bem...” A expressão de “Você está louca espadachim? Será que você fumou uma antes de falar com ele? Nunca que ele iria aceitar!” da maga fora bastante compreensível para Setsuna, afinal, ela mesma ainda não acreditava muito nas palavras do chefão da família Konoe. “Pode confirmar com ele amanhã. Já o informei do seu problema de memória e ele gostaria de vê-la amanhã, se você for à aula.”

“Bem... se você diz... não tenho do que duvidar...” Com um sorriso meio tímido a Konoe tentava ignorar o corpo nu da sua namorada quase encostando no seu. Começou a corar pela proximidade e pela capacidade da espadachim de não notar tal fato. Será mesmo que a via de forma diferente das outras pessoas? Ela não tinha atração por ela ou estava aproveitando a vista?

Resposta para tal pergunta é: Sim, Setsuna é tapada e com um parafuso a menos. Somente depois do impulso de acalmar Konoka que notou que a outra estava sem roupa, sem toalha, sem nenhuma coisinha sequer para tapar o corpo. Pois bem, os olhos nervosos da guarda-costas acabaram por, de fato por tentar focar outro lugar que não fosse alguma parte intima da namorada, mirar exatamente onde não devia. Claro, sabe como é, um ataque de nervos aqui, um olhar no busto da namorada e você logo está escorrendo sangue pelo nariz.

Tentando disfarçar a depravação, a samurai olhara para o lado contrário o mais rápido possível e focou os olhos em qualquer outra coisa. Bem, aparentemente a “outra coisa” foram as “outras coisas” da sua “querida” colega Saotome Haruna.

‘Mas o que diabos Set-chan está fazendo? Não quer olhar os meus, mas vai olhar os das outras que são maiores!?’ Com uma cara emburrada a maga pegou qualquer coisa que estivesse lá, entre shampoo, sabonete e outras coisas do gênero, e foi quase derrubando porta e tudo, a não ser pela sua amada namorada tê-la pego pelo braço enquanto ainda não tinha dado dois passos em direção à saída.

“Gomen... Kono-chan... Não foi de propósito... eu juro...” Com um rosto irresistivelmente fofo Setsuna lamentava-se por ter feito tais bobagens por “simplesmente” ter visto o corpo de Konoka nu, o que já tinha visto milhões de vezes. Prazerosas vezes, admitia para si.

“Foi por que então?”


“Eu acabei olhando pros seus --! Acabei perdendo o controle por causa da emoção e--” Notando as revelações que fazia para a curandeira, Setsuna se atirou na parede mais próxima para tentar enfiar um pouco de juízo em sua mente.

A maga, em compensação, via-se num mar da velha e adorada luxúria dentro de si. ‘Ah, Set-chan. Podia ter falado mais cedo esse tipo de coisa...’ Surpreendeu-se quando acabara se lamentando por não ter tido outros banhos como esse depois de tantas vezes indo para essa área dos dormitórios com a Shinmei.

Rapidamente, Setsuna afastou-se tentando manter todo o pudor possível em um momento como esse. Fora rápida, mas mesmo assim continuava a ver as costas da herdeira das Associações Mágicas, o que já chamava bastante atenção.

Os longos cabelos chocolates de Konoka agora estavam sendo lavados. Há cada jorrada de água, a espadachim engolia a seco milhões de perversões que passavam em sua mente secretamente.

Aquele dorso, aquela fina curva que o corpo novo e puro que Konoka tinha, a harmonia no corpo da curandeira fazia a espadachim quase ter suas depravações percebida pelas demais ali presentes. Tinha que ter calma, afinal, mal tinha completado seus 14 anos e já estava pensando em fazer besteiras com Kono-chan!?

Após o longo e prazeroso, na querida e bem entendida opinião de Setsuna, banho, as garotas dirigiram-se para o quarto da maga. Estava vazio. Completamente vazio, escuro, com ares de armação feita pela amiga usuária de Kanka e de cenário para uma seção de fotos pornográficas dirigidas por um certo ero-arminho conhecido de todos.

“Ara... Estranho... Por que Negi-kun, Asuna e Kamo-kun não estão aqui?” Mais se perguntava do que para a samurai enquanto acendia a luz do quarto.

“Aqui diz que foram fazer um pequeno treino com Evangeline-san.” Respondia para a maga enquanto pegava um pequeno pedaço de papel localizado na mesinha de centro da sala-quarto do pequeno apartamento.

“Hmm... Você vai ficar mais um tempo aqui, não vai Set-chan? Eu não quero ficar sozinha aqui...”

“Hai hai... Não se preocupe.. ficarei bem aqui enquanto eles estiverem fora.”

A Konoe sentou-se na ponta de sua cama admirando Setsuna enquanto esta procurava por algo em sua pasta do colégio. Retirava um álbum de fotos, na capa dizia “Propriedade do Jornal Mahora”.

“Olhe, Kono-chan.. Talvez isso ajude a você se lembrar de alguma coisa...” A espadachim sentou-se ao lado de Konoka e ternamente abriu o álbum com um sorriso para a curandeira.

Konoka ia folheando e prestando atenção a cada foto. As mais importantes, como as da viagem escolar, incluindo a que tirou junto de Setsuna na Vila Cinema, as de aniversários de colegas, de dias de festas arranjadas com qualquer desculpa, entre outras, lembrava-se imediatamente do ocorrido, mas sempre só com meras imagens e leves “falas” vindo em sua mente. Nada completamente concreto, somente o bastante para confirmar que aquilo acontecera de verdade.

“Ne ne.. Set-chan... Foi uma boa idéia... Okini...” E, quando virou o rosto para olhar para a guarda-costas, sentira seus lábios encostarem levemente nos de Setsuna. Não fora de propósito, ia apenas mostrar sua expressão de agradecimento.

A troca de olhares surpresos, de temperaturas, a sensação do toque, tudo pareceu tão misteriosamente familiar, tão fantasticamente tentador e aquela sensação de “eu sempre quis fazer isso” com “eu quero mais” fez com que a maga encostasse o rosto sob o ombro de Setsuna.

Era quente, macio, com um cheiro gostoso e um carinho incomparável. Cada gesto de Setsuna parecia feito com a intenção de provocar sua felicidade. Cada treino, cada aula inutilmente (afinal, é uma espadachim, e não uma garota comum), cada mínimo detalhe da vida da guardiã parecia feito para sustentar a vida da maga. Agora tinha certeza de que não sobreviveria sem aquela garota. Sem Sakurazaki Setsuna. Sem seu carinho, sem seu amor, sem sua proteção, sem sua existência de nada seria a vida de Konoe Konoka. Tinha que fazer Set-chan sobreviver ao que fosse aquela terrível visão, senão não seguiria sua vida. Não conseguiria sem ela, sem a pessoa mais importante no mundo para ela.

Afinal, todo aquele raciocínio após o contato dos lábios das namoradas foi dado, obviamente, por ser o primeiro, apesar de apenas encostarem os lábios, após a perda da memória da maga.

Setsuna era só silêncio. Tudo o que fazia era acariciar a cabeça nitidamente avoada da maga. Era tão gostosa aquela sensação de paz, poderia permanecer ali passando as mãos no cabelo de Konoka para sempre. Ou, senão, fazendo outras coisas com ela. ‘Droga! Pare de pensar bobagens!’ Realmente, 14 anos é uma idade delicada. Idade de crescer hormonalmente, e fazer bobagem em pensar nas conseqüências. Ei! Mas que conseqüências? Poderia fazer mil safadezas que não engravidaria a garota!

A lembrança do senhor Konoe veio em mente. Não tinha algo mais broxante para falar velho de uma figa? A maldita frase só podia ser proposital! Tentando recuperar a compostura, a meia-Uzoku tentava pensar em algo para conversar com a lindíssima Konoe quase dormindo com um rosto que parecia um SD (super deformed) de neko (gato).

A espadachim vira a dificuldade de fixar um assunto quando se está apenas pensando em o quanto se é sortuda por ter em seus braços a criatura mais fofa do mundo. Olhando a maga mudar cerca de 15 vezes de posição em seu ombro, fizera sinal para a garota deitar-se. Konoka sentiu-se um tanto contrariada, afinal, estava tão bom ali com sua(nossa, a pequena Konoe já está se adonando novamente da espadachim) Set-chan. Então, se ia deitar, que fosse junto dela!

“Vem aki, Set-chan!” O tom de felicidade não podia ser ignorado. Konoka puxou a guarda-costas cama abaixo e deixou-a com o meado de cima do tronco por cima do seu.

‘Kono-chan! Você já recuperou tanto a memória que já quer avançar o nosso relacionamento com relação ao ponto que nós estávamos!?’ A visão da maga atirada na cama fez Setsuna lembrar dos momentos de infância e, claro, daquele maravilhoso dia em que as duas descobriram o amor.

“Set-chan...” O apelido foi dito mais para si do que para a outra. Um tipo de suspiro, ou algum problema mental dado à magia que utilizara que a fizera perder o poder de segurar as palavras que lhe vem em mente (quanto sarcasmo).

“Hai... Kono-chan?”

“Me beija?”

“N-ã-o.”

“NANI??”(Traduzindo: O QUE??) A espadachim estava louca é? Que diabos aconteceu?

“Calma.. era brincadeira... já vou...” E calmamente a espadachim chegou até o rosto de Konoka, passando a mão sobre sua franja, tirando-a do caminho, alisando o cabelo, tocando-lhe a face levemente rosada, estavam muito próximas, afinal. Vinha pouco a pouco querendo aproveitar ao máximo aquele momento. Era tão gostoso estarem juntas, ali, parecia que o tempo fora parado por alguma magia misteriosa. Arg! Malditas magias! Era bom não pensar em magias no momento, poderia estragar todo aquele momento carinhoso.

A maga foi-se adiantando passando com os lábios levemente pela face de Setsuna. O cheio misteriosamente sedutor da Uzoku parecia cada vez mais embriagar suas narinas. De beijo em beijo na bochecha, Konoka chegara a beirada dos lábios da Shinmei.

Após Setsuna ligeiramente procurar pela mão da curandeira e entrelaçar com a sua, foi aproximando-se até encostarem suas testas.

“Kono-chan....”

“Hm?”

“Você é linda...”

A declaração da espadachim a fizera corar. Bem, poderia se concluir que Setsuna a achava atraente, senão de nada passaria o relacionamento de uma pequena amizade colorida, mas não era todo dia que se via a guarda-costas falar tão abertamente seus sentimentos.

“Não vou a lugar algum...” “Estarei sempre aqui para te abraçar...”

Um arrepio na espia a maga sentiu. Era como se Setsuna estivesse sempre um passo a frente de seus próprios pensamentos. Será uma técnica Shinmei?

E os olhos de Konoka fecharam-se enquanto seus lábios ficavam entreabertos. Estava sob total controle da garota. Estava dada! Descaradamente dada! Após um sorriso de canto por parte de Setsuna, que a maga não vira por estar com os olhos cerrados, o contato entre os lábios começara. Fora lento e prazeroso, apesar de ainda estarem com suas línguas em suas respectivas bocas.

Cada momento deparavam-se com mais novidades sob seus corpos. Sentiam uma alegria subir em seus corpos quando Konoka achou uma brecha na espadachim e encontrou sua língua junto da dela. O calor subia a cabeça da herdeira das Associações, pouco a pouco desejava mais, e o pouco de agora, logo seria muito.

Claramente o corpo da curandeira desejava mais do que simples beijos. Estava claro, mas Setsuna não deixaria levar-se pelo momento. Talvez devesse rever seus conceitos e deixar-se levar pelo momento, afinal, o velho Konoe sabia e já tinha até falado que não havia mal nenhum!

‘Não! De modo algum! Só por serem namoradas não quer dizer que possam sair fazendo esse tipo de coisa! Afinal, existem regras a serem seguidas!’ É isso aí! Nada antes do casamento! Ei! Casar? Mas não podiam. Solução: Mudem-se para algum lugar onde seja permitido, case e “faça a festa” com a Konoe!

Após algum tempo de investidas falhadas, Konoka deitou-se ao lado da guardiã. Sabia que não conseguiria fazer algo assim facilmente com sua doce Shinmei. Ela era uma pessoa controlada e seguia as normas de etiqueta até demais. Mesmo assim, adorava esse jeito de Setsuna e esperaria até a outra dar-se permissão para mostrar o lado luxurioso de sua mente.

A outra virou para seu lado e ternamente beijou-lhe a testa passando os dedos entre as mechas de cabelo que iam caindo sobre o rosto da maga. Uma dor veio no peito da garota.

“Set-chan...” Dizia com um olhar preocupado. “Como é que você consegue ficar tão calma sabendo que .... você vai mo--” A espadachim tapou-lhe os lábios com um dedo para que não continuasse.

“É o meu destino....” Setsuna misteriosamente respondia com brilho nos olhos. “Kono-chan... Eu sempre desejei protege-la... é o que mais desejo...” Segurando uma lágrima que vinha, cortou a frase por um momento por uma leve falha na voz. Respirando fundo, continuou. “Se eu pelo menos conseguir realiza-lo... não me importarei de partir deste mundo...”

“......”

“Mou, você é sempre tão séria e calma!” Konoka sentava na cama com as pernas dobradas e os braços entre elas. “Não me venha com essa desculpa de “destino”. Se existe algum destino para mim....” Parou de repente, colocando um tom sério na voz. “... tenho certeza que ele será junto com você.”

O rosto tristonho da garota, que mesmo com um tom quase choroso, mantinha um beicinho fofo nos lábios, fez criar um sorriso terno na guardiã.

“Arigatou ne...” Aproximando aos poucos da garota, Setsuna abraçou-a com os olhos cerrados e acariciando os longos cabelos chocolate da curandeira. “Não se preocupe... vou fazer de tudo para continuar junto com você, Kono-chan...”

“Eu...” Dizia murmurando. Mesmo que desejasse falar mais alto, o nó na garganta trancava sua voz. “.. eu te amo...” Entrelaçando os braços pelos meados do tronco da guarda-costas, seguia com o tom fraco, quase inaudível. Por isso, Konoka posicionou-se para deixar os lábios perto de um dos ouvidos de Setsuna. “.. não quero ficar longe de você... então... sempre... sempre me abrace.. afinal...anata wa watashi ni tenshi desu ne...?” (Tradução: Você é o meu anjo, não é...?)

O abraço se intensificava e um sorriso doce aparecia nos lábios da espadachim. “Não...” Acariciando com dois dedos a face de Konoka, continuara. “Kono-chan é o meu anjo...” “...Afinal de contas...” “... Kono-chan wa watashi ni mainichi hikari desu...” (Tradução: ...Kono-chan é a minha luz de todos os dias... - Se é que tá certo)

“Okini Set-chan...” (Tradução: Obrigada Set-chan... – Dialeto de Kansai.)


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E dá-le Kono-Setsu!
Até a próxima! o/
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Posted by Se-chan

EdItADo - PaRtNeRs 05

Bem..
To atualizando esse pq..
Pro cap 6 tah certo (Pra ser o título "O Re-encontro dos lábios").. naum poderia ter beijo nesse cap...
entaum modifiquei! XD
Além disso...
Eu tinha que escrever a ultima linha que ficou cortada! XD
Soh isso de modificações..
entaum troquem um beijo por um abraço e leiam a ultima linha do cap uahauhauhauh
o/

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Capítulo 05 - Watashi ni Kanojo Janai (Tradução: Não é minha Namorada)

Setsuna fora chamada o mais rápido possível. A maga havia sido levada para seu quarto e a guarda-costas correra desesperadamente até o local. Tudo o que sabia era que havia acontecido algo com Kono-chan, mas não especificaram o que.

Teria sentido uma presença maligna se acontecido algo de mal, mas realmente, mais para a noite, sentira uma magia incrivelmente forte por volta de um dos pavilhões de Mahora.

Será que Konoka estava gravemente ferida? Será que não conseguiria protege-la logo agora que estavam juntas? O pavor passava na mente da espadachim enquanto chegava nos dormitórios.

Batera na porta firme e em incontáveis vezes até que Asuna abrira a porta com o rosto apreensivo.

“Setsuna-san... isso não vai ser fácil para você...” disse puxando a garota para dentro do quarto.

Mas o que teria acontecido? Algo difícil para ela!? Será que Kono-chan havia –

Olhara para a cama da maga e a vira sentada com um sorriso.

“Ko-Kono-chan... o que houve?” Perguntava enquanto passava pelos moradores da casa sem cumprimentar e sentando-se na ponta da cama.

“!?” A garota de cabelos chocolate surpreendeu-se alegremente. “Set-chan! Você está aqui! Que bom que voltou a falar o meu apelido!” E, dando um abraço gentil na espadachim, deixou-a sem palavras.

“M-Mas como assim voltei a falar o seu apelido!? Kono-chan nós --” E fora cortada por um toque de Asuna.

“Esse é o problema, Setsuna-san.” O mago-mirim intrometeu-se na conversa. “Konoka-san não se lembra de quase nada das suas lembranças após entrar no ginasial de Mahora.. Quanto mais recente... mais dificuldade ela tem para lembrar...”

O estalo instantâneo fizera Setsuna quase desmaiar de dor no coração. ‘Como assim não se lembra?? E.. E... TUDO!? Co.. Como..?’ O olhar confuso da espadachim começara a ganhar forma de inconformada e de que tudo não passaria de um terrível pesadelo, mas logo fora confortada pela sua namorada que não sabe que é tal.

“Não se preocupe, Set-chan. Eu posso não lembrar, mas se alguém me conta é como se imagens passassem em minha mente e eu me lembro.” A garota olhou para o professor. “Eu não lembrava de Negi-kun, mas quando Asuna me falou dele, do pacto e de magia, eu me lembrei do que ocorrera em Kyoto na Viagem Escolar e também de quando Negi-kun chegou aqui.”

“Mas...” As palavras simplesmente não saiam da boca da guarda-costas. Havia realmente sido rebaixada para o posto que tinha acabado de sair, se assim podemos sarcasticamente dizer. “E... sobre... hoje..?”

“Tudo o que me lembro é de ver umas imagens. Quando me acordei sem memória, Nodoka-chan, Yue-chan e Paru e disseram que eu havia feito um feitiço de previsão de futuro...” Os olhos da espadachim encheram-se de lágrimas, mas a garota controlou-se respirando fundo e conformou-se com tudo.

“Então, meu pressentimento que você estava me escondendo algo estava certo...” O tom magoado da voz fez Konoka tremer de remorso.

Asuna, tentando consolar a garota-Shinmei, colocou a mão sobre o ombro desta. Tudo o que conseguira fora uma Setsuna desesperada.

“E VALEU A PENA? SACRIFICOU TODA AS SUA MEMÓRIAS PARA VER UM FUTURO QUE PODIA MUITO BEM ENFRENTAR SEM VÊ-LO!!” Gritava enquanto empurrava a maga para a parede encostada à cama. “... como ... como você pode... esquecer TUDO...” Perdendo as forças para a tristeza, a espadachim abraçara Konoka e colocou o rosto sob o ombro da Konoe. “Logo agora...”

Sem entender nada a herdeira das Associações Mágicas deixara que Setsuna ficasse ali, até que acalmasse um pouco. “Set-chan... o futuro que eu vi... você morria... nos meus braços.. Agora que eu vi aquilo.. tenho que impedir! Não quero ficar sem você! Não sem a minha querida amiga..”

A dor no coração de Setsuna se intensificara. Fora realmente jogada para o posto de amiga sem ao menos ser avisada. Konoka teria perdido seu amor por ela? Será que nunca mais iria ter a maga em seus braços no sentido mais amoroso do gesto? Tudo o que conseguiu pronunciar naquele momento fora a palavra que a garota de cabelos chocolate mais gostava de escutar, pelo menos no passado, “Ko... Kono-chan..”, e lágrimas vieram ao seu rosto, demonstrando o caos que estava passando dentro de si.

A herdeira das Associações Mágicas não entendia muito bem, mas sentia o coração de Setsuna bater forte, rapidamente, mas de um modo que fazia o seu bater do mesmo modo, triste, como se tivesse perdido tudo o que tinha no mundo.

“Vamu quebra o clima depre pé no saco que temu muito o que conta pra Konoka, né, Se-tsu-na-san?” E com o tom despojado a garota conseguiu fazer a espadachim afastar-se levemente de Konoka corando ao pensar em como iria contar para a garota o relacionamento recém admitido das duas.

“Vocês vão começar pelo que, Asuna?” A maga inocentemente perguntou a amiga que estava louca para ver Setsuna corar com a cor de uma rosa vermelha.

“Que tal pelo meu recente começo de namoro com o Negi?” No mesmo instante que a garota de sininhos acabara de falar, Setsuna deu um pulo que fez a garota bater contra a cama de cima do beliche.

“DO QUE VOCÊ ESTÁ FALANDO, ASUNA-SAN!?!?” Desesperadamente a mente curiosa da espadachim faz seu próprio corpo descontrolar-se ao ponto de perder a compostura.

“Eu não lembro disso. É verdade, Asuna?” A cara da maga mostrava uma certa suspeita com relação ao fato novo que ouvira.

Soltando uma risada frenética, a guerreira debochou da amiga senpai no kendô. “Calma ae Setsuna-san. Era só pra testar se a Konoka ia cair em alguma mentira. Se não, muito bem as aproveitadoras lá da turma podiam ir falando mil bobagens pra garota. Vê lá se alguma tinha uma paixão secreta por ela e rouba a Konoka de você, Setsuna-san!”

Os momentos dos últimos dias passaram em imagens calorosas na mente de Konoka. O coração confirmava, era real. Tinha mesmo um relacionamento com a garota que agora achava sua mais querida amiga.

Não queria aquilo. Estava tão bem estando perto da guarda-costas. Não desejava beijar, abraçar, ou qualquer coisa tão .... depravada(!?) assim com Setsuna! Q-Quer dizer... Desejava sim.. Mas não podia! Não! De modo algum! A fúria vinha na cabeça desmemoriada da garota. Não queria, não poderia ter isso dentro de si, se não... Set-chan iria...

A garota de cabelos chocolate embranquecera após a novidade. Seus olhos revelavam surpresa e seus lábios estavam cerrados.

“O... Ojou-sama....” Colocando a mão sobre o ombro da garota, tentava ajudar a garota lembrar-se dos momentos lindos que passaram, de sua declaração mais do que verdadeira quando a pedira em namoro, de tudo, tudo o que passaram.

“Não toca em mim!” E dando um tapa na mão da espadachim, Konoka afastou a espadachim que ficara chocada e que dera cerca de dois ou três passos para trás. “Você não pode ser minha namorada!” As lágrimas vieram ao rosto da Meia-Uzoku, que saíra correndo o mais rápido possível do quarto da, agora, ex-namorada.

“KONOKA-SAN! Por que fez isso??” O professor-mago gritara reprovando o ato da herdeira das Associações Mágicas.

“VOCÊ NÃO ENTENDE!” Lágrimas vinham aos olhos de Konoka. “Se eu...nós... ficarmos felizes juntas... Set-chan... vai morrer...” E aos prantos a garota ficara junto de Negi, enquanto a guerreira fora atrás de sua senpai.

A porta do quarto estava fechada, mas destrancada. Batendo duas vezes na porta, foi entrando no quarto com um “com licença” de quem está entrando onde não deve. Setsuna estava atirada sobre a cama, havia móveis espalhados pelo chão. Provavelmente a espadachim teria tentado aliviar sua dor descontando em tudo o que via.

“Setsuna-san... Sou eu... Asuna...”

“Eu sei! .... Acha que não reconheço seu Kanka de longe? Quem mais teria tanto poder mágico misturado com ‘Ki’ em Mahora?”

“Não sei... Tem tanta gente estranha nesse colégio que não se pode duvidar de nada!” Tentando arrancar alguma risada da garota respondeu. Até conseguira, mas por dois segundos, e depois a aura de depressão voltara ao tom de voz da Shinmei.

“Me desculpe.. Mas... Pode me deixar aqui sozinha por um tempo?” Enterrando o rosto sobre o travesseiro.

“Foi mal... Mas eu tenho que falar com você...” Foi se aproximando aos poucos da garota. “Se não for por bem...” A garota disse em tom baixo a palavra “Adeat”, tentando não ser ouvida. “SERÁ POR MAL!” E golpeando a Shinmei com sua espada de aproximadamente 1,90m, Asuna decepcionou-se quando vira que a outra já estava atrás dela.


“Teimosa... Se não quiser se ferir sério é bom você parar..” Com um olhar sem brilho a espadachim fora de encontro a espada de Asuna. O impacto fora tão grande que fizera a garota de sininhos voar pela janela.

Setsuna pulara até uma árvore, de onde observara a garota cair até o chão. Asuna ria com gosto. “Nem parece a minha senpai! Não doeu nadinha Setsuna-san!” Pulando rapidamente a garota tentara um golpe vertical sobre Setsuna. Nada conseguira, a espadachim apoiou-se sobre a própria espada que a ameaçava e pressionou a cabeça de Asuna sobre a árvore, em uma altura realmente arriscada para pessoas comuns.

“Não me provoque quando eu estou de mal humor..”

“B-Bem... V-você s-sabe ... K-Kono-noka ainda t-te ama..”

“Eu sei ....” Soltando a amiga, veio nos olhos uma profunda mágoa. “Mas.. se ela quer tanto assim impedir esse futuro..”

“BAKA! Se ela não estiver com você, você vai parar de protegê-la?” Dando um soco no rosto de Setsuna, a guarda-costas da família Konoe finalmente entendera o recado da amiga.

“Não... Nunca deixarei que algo de mal aconteça com ela!” Encarando com um sorriso Asuna, a Meia-Uzoku parecia agradecer com os olhos a fiel e querida amiga.

“Então vê se dá às caras lá pelo quarto e desabafa logo, Setsuna no baka!” Com um sorriso orgulhoso do que fizera, Asuna fora deixada pela companheira de luta.


A espadachim corria desesperadamente pelos dormitórios até chegar ao quarto da maga. Batera uma vez como aviso, nada responderam. Batendo mais forte, tentara ser ouvida, nada novamente. Quando iria bater pela terceira vez, Negi abrira a porta. A herdeira das Associações Mágicas estava deitada na sua respectiva cama, tapada até a cabeça. Parecia tão amargurada quanto a espadachim estava há pouco.

Foi aproximando-se aos poucos e fizera sinal para o professor-mirim sair um pouco do local. Provavelmente seria uma discussão bem feia, com direito a tapas, ponta-pés, beijos, abraços, arranhões, quebração de móveis e o que mais poderia se imaginar numa briga de casal.

Relutante, Setsuna tocou o ombro da garota. A outra, não notando que era a espadachim, apenas mexeu-o para afastar a ‘tal’ pessoa que estava querendo incomodar-lhe. Insistindo, a garota destapou-a até o meio do tronco, fazendo a outra virar até ela com uma cara próxima ao ódio, e que se transformara em total depressão em um único segundo.

“O que você está fazendo aqui? Não deixei você entrar!” Dizia mal-educadamente a maga.

“Negi-sensei me deixou entrar, então, posso muito bem estar aqui.” Respondera com um sorriso de ‘eu venci’ a guarda-costas.

“Eu não quero nada com você! Você não vai ser minha namorada, nem guarda-costas, nem nada!”

“Como queira... O-J-O-U-S-A-M-A!” Dando um sorriso descaradamente debochado, mostrou-se superior ao mal-humorismo da garota.

Logo se encararam por uns segundos e, de surpresa, Setsuna segurou-a firmemente e puxou-a para um abraço. A maga nada conseguira fazer, no máximo, soltara uma ou duas lágrimas. Não de ódio, mas de uma misteriosa saudade que sentira.

“Eu te amo, Kono-chan.” Com um olhar terno a espadachim declarava-se após a demonstração de afeto.

“M-Mas... e..” a Konoe estava nitidamente confusa. Não poderia voltar a entregar-se aos prazeres daquele amor, se não.....

“Mesmo se você não me quiser, isso nunca me impedirá de protegê-la!” Abraçando a maga novamente com aquele carinho indescritível, Setsuna sabia que teria que abrir-se ao máximo para que a garota finalmente volta-se a se entregar aos seus sentimentos. “Eu nunca irei deixar de proteger Kono-chan! Mesmo que você não me ame mais! Eu morrerei por você do mesmo modo! E nunca me arrependerei! Nunca!”

As lágrimas davam lugar às dúvidas. Não adiantara, nunca iria poder ficar longe daquele anjo que a protegia. Para que deixar as coisas mais difíceis de ela terá que morrer de qualquer jeito? (Nossa, que horrível esse pensamento XD) Amava sua Set-chan, sempre iria amar, então, que esses últimos tempos junto a ela, de acordo com a visão que tivera, sejam felizes até que a morte as separe, literalmente. (Outra frase incrivelmente deprimida ^^’’) Retribuindo o abraço, o amor, Konoka respondera a espadachim.

“Eu lembro... do seu amor.. Set-chan...”

“Que bom...”

“Você pode... Me contar tudo? Eu não me lembro de muita coisa... mas... se for com Set-chan.. Sei que vou lembrar...”

“Claro... Minha Kono-chan...”

Ambas sabiam que reatar todas as memórias da garota iria ser difícil. Um trabalho árduo, mas que certamente iria ter resultados. Se não houvesse, com todo o prazer a espadachim colocaria novas, doces e prazerosas lembranças na mente novamente apaixonada de Konoka.

Mal saberiam elas que este não seria o único efeito colateral.



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Bye Gente!
Até! o/
Posted by Se-chan

PaRtNeRs 4

Minna-san!!!!!! (Traduzindo: Pessoal!!!!)
Como estão? Já se viciaram em alguma coisa nesse ano??? Mesmo que seja só pelo verão, já se viciaram???
Pois eu to viciada em muita coisa!! XD
Ta influenciando até no meu modo de agir e falar pelo pc!!
Eh que eu to viciada em Azumanga Daioh! Anime/Mangá fofíiiiiiiiiiisssiiiiimmoooooo!!!!!!!!! *.*
Eu jah tinha visto ele antes, mas deu vontade de rever..
Pra variar(Sarcasmo mor), a minha personagem preferida eh a Sakaki-san! Dublada pela Asakawa Yu(Dubladora tbm da Motoko de Love Hina, por isso o sarcasmo no inicio). Quem eh que viu Azumanga e não se lembra dela com o Neko-san??? Eh impossível não lembrar! Tãaaaaao fofo!!! *.* Além disso, quem eh que naum amouuuu ela vestindo gakuran(uniforme com casaco de gola alta e comprido. Pra quem eh observador, em vários animes aparecem alunos baderneiros usando gakuran. Sério, mas é um uniforme bem estiloso >D) ALEEEEMMM dela rolando no chão com o Maia nos braços dizendo “Você é tão fofo!” e suspirando!!!!! *.* ela é TÃAAOOOOOO legalllllllllllllllllllllllllllllllllllllll.... *viciada na personagem. Ela eh uma das minhas preferidas de todos os animes que jah vi! >D*
Eu bem que queria fazer um cosplay de Azumanga, mas eu não sei de quem! Sakaki tem 1,74 m de atura, enquanto eu tenho.... 1 e 50 e 1 ou 2 m de altura (XD). Osaka eh mto tapada pra mim (XD). Tomo eh MTO energética e baka(^^’’), a Yomi eh gordinha, enquanto eu tenho 40 kg (XD), naum to afim de fazer da Karin ou da Kagura... Então... acho que sobra pra Chiyo-chan uahuahuahuahuahuahuhauhahauhahuauhahu Pior que eu acho que eu ficava fofa.. mas a Chiyo-chan eh insuperável em fofurice (Imitando uma fala da Yukari-sensei)
E, no final, o que isso tem a ver com eu estar toda gritante?? Eh pq eu to agindo no pc feito a Tomo-chan!! XD

Outro vicio que to atualmente eh Donkey Kong Contry! Pra Super Nintendo mesmo!! XD
To jogando no emulador do meu pc!
Já acabei o 1º jogo, agora to jogando o 2 (To jogando a menos de uma semana XD) e depois jogo o 3 soh pra acabar todos XD (Mesmo que eu naum goste da jogabilidade do 3º)

Outro ainda eh o meu fixo, escutar musicas no meu mp3 player! ^^’’’
Maaaasssss... to pensando.. nesse ano.. na faculdade (sim, estou jah na faculdade.. XD no 2º ano de artes visuais licenciatura, por acaso.. ^^’’) vou pegar estágio remunerado e, graças ao meu irmão que ta viciado em action figures da marvel legends (coleção realmente bem feita, com cada personagem com, no mínimo, uns 30 pontos de articulação.), e que vai comprar bonecos pelo Ebay, eu to achando que vou comprar coisas de anime pelo Ebay também. E ai.. num futuro não tão perto nem tão longe, comprarei cartas de pacto, um Kamo-kun de pelúcia, e, quem sabe, algum dvd ou algum outro bichinhu de pelúcia *.* (Será que existe algum bichinhu de pelúcia do Liddo-kun, akele bichinhu de Love Hina)

Quem sabe... neh?
Gente.. espero que gostem do capítulo, apesar do final (>D)
To me exibindo pq gostei da minha idéia pra Partners, e a Mazaki gostou.. entaum to feliz da vida! Uahahuahuahah
Se bem que eu mudei bastante desde a idéia que me veio em mente durante uma conversa com a Mazaki ... eu tava falando pra ela e depois fui fazendo um enredo até o final da historia em 10 minutos! XD (Dia memorável ^^’’)

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Capítulo 04 – Congelando o Tempo

Konoka estava no meio da sala de aula, em uma aula intediante de inglês, Negi que a perdoe, mas era verdade, relembrando os dias que passara em Kyoto junto de Setsuna, sendo em sua infância, seja na viajem escolar feita há poucos meses.

As memórias eram calorosas e a maga ria-se sem notar os acontecimentos durante a aula. Via Negi caminhando de um lado para outro com seu inseparável “Neo Horizon Volume 3”, falando algo em inglês que não prestara atenção o bastante para entender.

“Konoka-san! KO-NO-KA-SAN!?” A garota assustou-se com o professor parando ao seu lado e gritando seu nome.

“Have you understand my reading, Konoka-san?”(Tradução: Você entendeu a minha leitura Konoka-san?) A herdeira das Associações Mágicas não sabia o que responder. Poderia dizer que sim, mas correria risco de ter que explicar a oração, texto, ou o que diabos ele estivesse lido. Ou teria a opção de admitir que não prestara atenção e ser considerada a mais nova Baka Ranger da turma 3-A.

“Sorry, Negi-kun. But I was thinking in somethings and don’t pay attention in your reading.”(Tradução: Me desculpe, Negi-kun. Mas eu estava pensando em algumas coisas e não prestei atenção em sua leitura.) Preferiu dizer a verdade do que correr risco de passar a maior vergonha de sua vida escolar.

Setsuna olhou-a preocupada. Sua querida Kono-chan estava agindo estranho desde o final da noite passada e não sabia o porquê. Temia o que poderia vir, mas torcia para que não fosse nada demais.

Na verdade a futura Grã-Mestra das Associações Mágicas Japonesas tinha fixado seus pensamentos na memória de quando sua Set-chan falara que ‘mesmo que tenhamos que enfrentar magos, onis, espadachins Shinmei, e o que mais houver no mundo, eu tenho certeza de que ficaremos juntas no final..’ . Porque? Somente pelo fato desta não saber o que poderia vir. Imagine se elas tivessem de encontrar algum super mago ao estilo Evangeline (por mais que Set-chan tenha derrotado esta na outra vez.), ou pior, algo próximo de Fate ou dos companheiros de Nagi. ESPERE! Papai! Papai era companheiro do pai de Negi na Ala Rubra, ou seja, alguém extremamente forte, e se ele não concordasse com o relacionamento delas—

. . .

Não quis nem pensar na possibilidade, seria demasiadamente ruim. Contentava-se em pensar apenas em uma solução para seu problema de desconhecimento do futuro. Bem, saber o que viria em sua vida poderia fazer tudo ficar mais chato, mas seria muito mais precavido do que apenas ter confiança como Setsuna.

Decidira, iria pegar qualquer pessoa interessada no assunto e faria uma varredura sobre os livros do assunto. Mas, como ela iria achar livros do assunto? Ora, pra que serve uma amiga interessada em magia, que é uma Philosophastra Illustrans e que tem um Orbis Sensualium Pictus (“O mundo visível em imagens”, literalmente. Ou seja, um livro que mostra tudo que existe –A partir de uma interpretação meio forçada- Resumindo, é o livro que a Yue tem graças ao pacto com o Negi.)?

Chegara à hora do almoço. Teria que encarar Set-chan e disfarçar sua preocupação. Se a espadachim soubesse, certamente iria ser contra a idéia, já que obviamente uma previsão do futuro poderia ser perigoso, quem sabe até com efeitos colaterais.

A guarda-costas-amante-parceira-amiga-de-infância de Konoka puxou-a discretamente para fora da sala, daquela multidão de bisbilhoteiras de primeira, antes que elas percebessem que as duas estavam indo ter um momento de refeição solitário e, na visão da turma, com pitadas de luxúria.

Foram até um “canto” mais confortável da escola, onde tinha apenas estudantes já do colegial e o conselho estudantil de Mahora. Caminharam até achar uma mesa de estudos ao ar livre do pátio perto de algumas árvores e um pequeno jardim que era cuidado por um dos milhares de clubes de Mahora. Era do clube de floricultura, não do de arranjos florais, do qual Iincho fazia parte. A diferença entre eles? Quase nenhuma, mas o primeiro parecia ter mais relação biológica do que estética, talvez por isso a representante da 3-A tenha entrado no outro.

O olhar perdido da maga nas plantas e no solo provocavam uma estranha sensação de desconfiança em Setsuna. O que teria acontecido? Eishun-sama teria descoberto? Kamo-kun teria tirado uma foto comprometedora e estaria se aproveitando de Kono-chan!? Não, provavelmente não. Esse olhar não mostrava isso. Parece preocupado, mas ao mesmo tempo perdido, como se não soubesse o que fazer. Tinha medo deste olhar. Uma má impressão passou-lhe em mente, algo aconteceria e ela tinha que impedir! Mas... Impedir o que?

O almoço começara silencioso, sem muitas trocas de palavras. Não era um clima ruim, apenas não sabiam o que falar, o que muitas vezes é pior que um clima ruim onde simplesmente pode se perguntar “Por que você não quer falar comigo?”. Não é que não quisessem falar, mas não sabiam sobre o que nem o momento de falar.

“Set-chan, co... como que você sabe que... estaremos bem e juntas no futuro?” A pergunta fez vir na Meia-Uzoku um frio na espinha.

“B-Bem... Eu não sei... Só quero que seja assim...” Segurando a mão de Konoka foi se aproximando delicadamente do corpo da outra. “Eu vou lutar para que seja assim...”

“Co-Como você sabe que você me ama? Você... tem certeza de seus sentimentos? E se você estiver engana--”

“Não estou enganada!” Os olhos negros de Setsuna foram de encontro aos da herdeira das Associações como um raio. Transpareciam um sentimento de quase raiva. “Eu TE amo desde... Desde aquele dia... Você é com quem eu quero viver... Quem eu quero fazer feliz...” O rosto descia até que os olhos não pudessem ser vistos e a espadachim encostara a testa nos ombros de Konoka. “Kono-chan... Se isso não é amor... Então eu nunca vou amar... Por que sei que nada que vou sentir na vida será mais forte que isso!” Os braços agora entrelaçando o corpo da outra, fazendo o contato aprofundar-se, fez com que a maga ficasse com os olhos cheios de lágrimas.

Após alguns minutos de silêncio, com apenas os sons de Setsuna tentando segurar as lágrimas e de uma Konoka já desapontada consigo mesma por ter feito uma pergunta tão idiota, a guarda-costas conseguiu partir a distância de suas almas.

“Kono-chan...”

“Sim..?”

“Você já ouviu falar da semelhança entre o amor e o vento?”

“Hm? N-não..”

“O amor ... Assim como o vento... não é enchergado...”

A mão de Setsuna fora até o queixo da garota de cabelos chocolcate, puxando-a para um encontro de olhares.

“Mas... Pode ser sentido...” Colocando sua mão sobre o peito da maga, Setsuna sorriu ternamente para a garota. “Você pode sentir, Kono-chan? Por que eu já sinto há muito tempo..”

Um sorriso saíra dos lábios de Konoka. Sua Set-chan era tão doce, como pudera duvidar, mesmo que por alguns segundos, dos sentimentos dela? “S-sim... Eu também... Set-chan...”

“Então... Kono-chan.. você... quer... na-na... namorar... co-comigo..?” A vergonha vinha como se nunca fosse sair da cara da Shinmei. Era impróprio, cedo e extremamente perigoso faze-lo.

“Se-Set-chan..!” A pergunta vinha como colírio para os olhos de Konoka. Agora sim havia voltado à normalidade. Resultado, a resposta veio em forma física. A maga beijou-lhe nos lábios em uma felicidade que parecia além de humana.

“Devo entender isso como um sim?” O sorriso de Setsuna demonstrava toda a felicidade que sentia no momento, era tudo tão bom, porque diabos um amor tão verdadeiro assim não poderia ser aceito com tanta naturalidade.

Após o termino do momento romântico-depressivo com final demasiadamente-espontâneo de Konoka e de almoçarem, ambas foram até a sala da 3-A, de mãos dadas.

A confusão, mistura de garotas curiosas por novos babados e de quem estava apenas para varzear, estava feita. Quem queria boato, estava com um prato feito, quem queria brincar, tinha o mesmo, já que poderiam brincar muito com as atitudes protetoras de Setsuna a vontade, causando vergonha ao casal.

Setsuna, apesar da face que parecia de total arrependimento, via-se finalmente na situação em que sempre quis estar. Kono-chan finalmente era sua, como amiga, como parceira, como namorada, representava tudo o que lhe era importante. Via-se confiante com relação a reação de todos os que poderiam causar algum dano a reação. A confiança que lhe vinha logo após Kono-chan aceita-la como namorada sobrecarregava-a de energia. Poderia fazer mil seções de treinos mortais de Evangeline-san que não lhe causariam nem uma única falta de fôlego.

Já a herdeira das Associações Mágicas sentia a cadeira elétrica aproximar-se dela, como se seu avô já soubesse de tudo e que tentaria de tudo para empurrar a força um dos pretendentes de mau gosto do velho Grã-Mestre de Kanto. Mas Set-chan fora tão fofa, não conseguiria negar um pedido tão atraente da garota.

Logo após umas aulas mal entendidas, a maga e sua espadachim saíram em velocidade máxima, obviamente Setsuna estava carregando sua amada, até que as demais estudantes de sua sala as perdessem de vista. Não fora difícil, nem Tatsumiya, Kaede, Evangeline ou Chachamaru estavam interessadas em perseguir um simples casal novo no colégio, porém, Setsuna teve que usar alguns de seus shikigamis para despistar Ku Fei, que estava mais do que decidida a bisbilhotar o namorico alheio.

Ficaram certo tempo juntas, apenas andando pelo campus, mas logo Setsuna tivera que ir até um dos bicos que tinha que fazer para o diretor-geral de Mahora. Afinal, não é bom causar má impressão no pai do sogro de sua namorada, não é?

Com um beijo discreto nos lábios, Setsuna despediu-se com um sorriso da garota de cabelos negros. ‘Tenho que acabar o mais rápido possível esse bico... Ainda tem algo preocupando ela..’

Parou por um minuto olhando meio abobalhada para Konoka. A outra retribuiu-o expandindo seu sorriso característico. O momento tornou-se quase interminável, afinal, quem iria terminar um momento tão gostoso com sua recém namorada? Ainda mais quando a ama há tanto tempo.

O olhar tornou-se um toque no rosto e, em seguida, passou para um carinho nos longos cabelos. A maga nada fazia, no máximo soltava um ruído fofo como se fosse um gato pedindo mais carinho.

Infelizmente, o celular da espadachim tocou. Era Mana chamando-a urgentemente para o Templo Tatsumiya, onde iriam se encontrar desde o ínicio. Apesar de não usar nenhum tom severo, aparentava mal humorada com o atraso da companheira. Provavelmente ainda não havia se encontrado com o capitão do clube de Biathlon hoje.

Em seguida Konoka decidira que preferia prevenir-se sobre qualquer ataque futuro. Foi até o trio da biblioteca e discutiu sobre a tal previsão que desejava fazer. Yue e Nodoka logo concordaram, mas Haruna discordou, mas avisara que, se desse certo, que ela teria que ser a primeira a saber.

Paru, como tem uma estranha percepção para o “cheiro do amor”, logo se ria sozinha, fazendo todas ali presentes estranharem-na e desconfortáveis.

“Está aqui.” Yue apontava para o livro brilhante. “Divisão de Leitura da Sorte.” Descia o dedo até meados da folha à direita de seu corpo. “Previsão do Futuro Nível 01: Imagens e Ruídos.”

“Yue... Aqui diz que para qualquer nível de leitura da sorte se precisa de uma quantidade fora do comum de magia para que dê certo.. Será que conseguiremos?” O medo fazia a “livreira” esconder-se por de baixo das franjas extremamente compridas.

“Bem, vocês eu não sei...” A mangaká(desenhista de mangá) olhara maliciosamente para a maga de cabelos chocolate. “Mas essa aqui consegue com certeza... Tanto pela quantidade de magia... tanto pela vontade...” O sorriso se alargava proporcionalmente ao corado de Konoka.

“E-Então vamos começar!” Dizia a maga enquanto pegava um pedaço de giz.

Konoka e Nodoka seguiam as ordem de Yue, que ia lendo o Orbis(Livro). “Primeiro: desenhe um circulo mágico com uma estrela de 12 pontas no piso.”

“12 pontas!? Mas o que normalmente é usado é o de 6!” Haruna exclamava apavorada com a exigência de magia para a magia. “Não é a toa que não há muitos magos desse tipo de magia no mundo..”

“Após desenhado o circulo mágico, despeje pó de Youkai Raposa por este.” Yue lia altamente interessada nos “ingredientes” da magia. “Cada indivíduo deve se sentar nos lugares especificados pelas únicas partes sem o pó. Sem nenhuma exceção, o pó acertará o número de indivíduos que participarão da magia e concederá lugares específicos para cada um. O lugar será especificado para a pessoa para que este brilhará quando atravessado.” O tom de mistério que o livro revelava junto com as palavras era inacreditável.

“Após os indivíduos colocarem-se nos devidos lugares, deve-se repetir as seguintes palavras:”

Kosmike, vires tu lucis en mea direcione. (Cósmus, vire tua luz em minha direção.)

Pars secundas uses tu magica to khronon kristalline(Por segundos, use tua mágica para o futuro congelar.)

Khronon spiritus, mea mostrea tu vistas(Espírito do futuro, mostrem-me o que enxergas.)

Um clarão veio aos olhos de Konoka instantaneamente. Começara a enxergar figuras, como se fossem fotos passando em sua mente. A primeira, e mais apavorante, enxergava uma imagem devastadora de Setsuna em seus braços, ensangüentada, nas redondezas de Kyoto, mais especificamente no campo de flores, mas que agora era um mar de sangue em uma escuridão que nunca vira antes. Sons vinham há seus ouvidos. Escutara vários “amo”, “chore” e ruídos de dor e tristeza.

Quando menos esperava, a imagem mudara para um momento de luxúria onde esta estava deitada, em um futon com Setsuna segurando-a ternamente, ambas nuas, com faces cansadas e coradas, porém satisfeitas, como se seus desejos estivessem realizados. Sons de risadas e alguns “gostoso” e “quente” eram trilha sonora da previsão. Nunca pensara que o relacionamento entre elas iria se expandir tão rápido, pois na imagem elas ainda tinham a mesma aparência de agora.

A terceira, e última, imagem era de uma Konoka sozinha, em uma escuridão onde não se via mais nada. A garota parecia perdida e assustada por uma misteriosa razão. O completo silêncio era apavorante até para a que via, mas não entendia nada do que era o previsto. Via em seus próprios olhos um temor milhões de vezes pior do que na atual situação. Era o seu maior pesadelo aparecendo em sua frente, pelo que conseguia interpretar de sua face aterrorizada.

Acordara após ver as previsões. As três garotas correram até ela apavoradas. Já havia anoitecido e a garota tinha desmaiado logo após as palavras de ativação da magia serem recitadas.

Konoka estava tonta e confusa. Lembrava-se do que acabara de passar, porém, logo vieram lágrimas aos seus olhos. A garota que tanto queria ver o futuro e que o conseguiu de fato, recebera um efeito colateral. Um que as outras garotas na sala não receberam, pois não viram coisa alguma após as palavras. O efeito era certamente algo que não valeria a pena para o resultado bem sucedido do feitiço. Agora, a garota de cabelos chocolate, não tinha mais em mente a coisa mais importante de sua vida, suas memórias...

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Respondendo uma leitora as preças... uns.. devo colocar mais cenas do passado.. mas naum tantas.. acho XD
Bem... O que acharam? Irão me matar? ^^’’
Espero que naum! Ahahahuahuahuauha
Mas podem esperar.. vai ficar muito bom o enredo, desde que eu tenha paciência! >D
To com um medo, pq esse capitulo eu fiz mais corrido, pq queria colocar logo pra ver a reação do pessoal ^^
Então não me foquei muito no fato do começo de namoro delas.. acho que isso fez o cap não ficar tão bom.. mas como ainda to dando uma revisada no cap enquanto escrevo esses comentários, talvez ele melhore! XD
Além disso, na cena do pedido de namoro.. não sei se acabei tornando a Setsuna muito feminina e chorona.. ¬¬
Acho que vou mudar e postar a versão final (sem mudar esses comentários aki pq to com preguiça) jah no 1º post que fizer desse cap..
Aaahhh... e pra quem jah viu o filme “Um Amor para Recordar”... Reconheceram a frase do filme? A do “o amor eh como o vento e-mais-o-resto”... >D
Foi uma homenagem há pessoa que me recomendou o filme *Se coloca num canto escondendo o rosto*(Será que ela ainda lê as fics que posto aqui? XD)
Bjus e até o próximo conjunto de fics postadas ao mesmo tempo! >D
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Posted by Se-chan

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