LiVeS 25 (E Aviso NOVO)

Editando postagem! o/
Gente! Amanhã não será postado nada graças a minha lerdeza para escrever e uma prova da facul que terei quinta XD
Mas to editando o cap 8 de Partners.. entaum vão pro post anterior! /o/


-----II------


Oi! o/
Respondendo o anonimo que comentou no ultimo post...
bem...
DE ONDE VC TIROU ISSO?? XD
Eu ainda to criando a história pra Partners.. entaum naum eh certo de nada...
Não tirem conclusões preciptadas...
Alias.. eu jah tenho uma base pra quem ela seja.. mas num tem nada a ver.

Outra coisa... Noticia pra vcs...
Serei boazinha com vcs...
vou adiantar um dos presentes do niver de um ano do blog! /o/
naum tah nem no daisuki ainda!

Lengenda do Ep 4 do Negima Parallel!! XD
Aki oh:

Negima! Parallel - Legenda ep4.smi(As falhas serão em breve corrigidas)

Para abrir a legenda junto do vídeo tem que os dois estarem na mesma pasta e com o mesmo nome, ok?



e fotos da Ichikawa Haruki (1ª e perfeita atriz da Setsuna) tiradas do blog dela (q assustadoramente não é atualizado desde julho passado):

Fotos - Haruki-chan

Mais um pokinho...
Espero que eu consiga consiliar Daisuki e Kono-Ai-Setsu.. tah ficando dificil...
mas acho que consigo.. jah que eu que me meti a fazer tudo junto X.x


CENA 25: FELICIDADE



O golpe foi fulminante.
Setsuna atacou com tanta velocidade e precisão que foi apenas por meio milímetro que Setsuna-P esquivou-se de um ataque que seria o único da batalha. O impacto do ki emanado pelo corte que acertou o ar foi tão forte que a ex-shikigami foi empurrada mais de três metros a frente, afastando-se de Konoka.
A quase-maga, por sua vez, só percebeu a cena quando viu Setsuna um pouco a sua frente, a Yuunagi esticada ao lado logo após executar o ataque, seus olhos voltados na direção de Setsuna-P. A shinmei na verdade nem pareceu tocar-se naquele instante da existência de Konoka que arrepiou-se ao perceber isso. Só não se sentia mais atordoada com a súbita interrupção por que, desta vez, ela não queria MESMO a aproximação da quase-garota. Desta vez ela não havia feito nada que pudesse ser repreendido. Mesmo que fosse bem humilhante, ela era a vitima desta vez.
Setsuna, porém, apenas pensava em destruir. A verdade é que, dentro de toda aquela história, o seu maior medo era o de sucumbir ao ódio que o sangue dos uzokus lhe trazia. Mas, ao ver Konoka sendo... atacada(!) por aquela criatura nojenta que era Setsuna-P... qualquer medo ou receio sumiu completamente de sua mente deixando apenas espaço para um instinto primitivo de ferir e fazer sofrer.
Pee surpreendia-se com a força e velocidade do ataque que recebera. Sua “criadora” era muito poderosa, mesmo fazendo-se de “guarda-costas-dedicada-e-amorosa” ela era uma espadachim mortal... Isso era perigoso. Porém algo dentro da ex-shikigami a fazia sentir-se muito excitada pela luta. Aquela era sua oportunidade perfeita: Setsuna estava completamente cega pelo rancor, era a oportunidade perfeita para vence-la em pequenas falhas. Era a sua hora de vencer.
Porém aquela ela uma batalha muito mais importante do que poderia sugerir o local e ocasião. As três pessoas ali lutavam umas contra as outras e contra si próprias.



Ansiedade fazia o coração de Setsuna-P acelerar em demasia antes mesmo do esforço físico. Aquela era a oportunidade que tanto esperava. Mesmo que todo o Universo achasse absurda sua idéia fixa de se tornar Setsuna Sakurazaki, ela sabia que o Destino a ajudaria. Exatamente como estava fazendo agora. Estava marcado para ser assim. Era o sentido da sua vida. Ela havia nascido para isso. Necessitava disso... porém sua mente lhe dizia a verdade por detrás de tudo: ela amava. Como uma shikigami havia se apaixonado verdadeiramente? Por que Konoka não percebia que ela era a pessoa certa, mesmo que tenha iniciado sua existência de uma maneira meio “inusitada”? Sentir a rejeição da quase-maga a havia cortado a alma recém-criada. Mas isso mudaria assim que ela matasse a sua.... “criadora”.
“Eu tenho o direito de ser feliz”.




Setsuna golpeou novamente com uma força fulminante. Pee mal teve tempo de sacar a espada para bloquear, ainda assim sendo arremessada mais alguns centímetros para trás. Que força brutal era aquela?! Realmente se surpreendia com o poder que sua “criadora” demonstrava. Realmente o ódio era um sentimento poderoso. Ergueu o rosto para a adversária mostrando seu típico sorriso sarcástico. Gostava daquilo. Era mesmo uma luta incrível que marcaria sua passagem para a verdadeira vida.
Entrementes a espadachim shinmei sequer piscava. Não enxergava nada além de seu alvo. Tudo o que importava era matar. O sorriso no rosto da “shikigami” aumentava sua ira. Aquilo era confuso, afinal era o seu rosto o que encarava com tanta ferocidade. Mas essas questões filosóficas podiam ficar para depois.
Pee só teve tempo de avaliar a situação antes de ter que esquivar-se de outro ataque altamente destrutivo. Porém desta vez Setsuna havia errado feio demais. Exatamente como a praticamente-garota esperava que ocorresse. Durante um único segundo Setsuna viu-se com as costas expostas a um ataque certeiro da inimiga. Pee alargou mais o sorriso antes de emitir um golpe formado de ki contra as costas de sua “ex-chefa”.
O impacto foi fulminante, arremessando Setsuna na parede mais distante de onde estava Konoka. A shinmei apoiou-se na parede para levantar sentindo o sangue na garganta. O mundo girava ao seu redor. Fora descuidada. Se continuasse se deixando levar cegamente pelo rancor acabaria morta. Na verdade não sabia como ainda não o havia.
Na verdade Setsuna havia sido poupada pelo instinto suicida de Pee de “brincar com a comida”. Ganhar apenas não bastava, tinha que fazer a garota sofrer toda a humilhação que a fizera passar. Só assim se sentiria bem para viver a sua nova vida que a aguardava. Pee era só confiança enquanto caminhava lentamente na direção de Setsuna. Seu sorriso enlouquecido era enorme, quase demente. Konoka não gostava nada da virada que a batalha estava tendo.
Porém, a experiência da “shikigami” não chegava aos pés da de sua ”criadora”, infelizmente a segunda não podia nunca ignorar essa fato sem conseqüências. Setsuna nunca desistiria tão fácil de sua felicidade:
- ZAN TETSU SEM!!! - berrou a meio-uzoku com um golpe diagonal veloz como um raio.




O golpe fora completamente inesperado. Por uma questão de sorte, ou quem sabe de capricho do Destino, Setsuna-P estava com a espada larga e curta na frente do corpo, bloqueando parcialmente o golpe, do contrário aquele teria sido fatal. Antes mesmo de ser atirada pelo impacto do ataque, Setsuna-P pode sentir o corte profundo abrindo-se na calça de couro negro e na sua coxa esquerda.
CRASH!
A garota foi atirada pela sala até o canto oposto, quebrando parte da parede. De cara no chão, Pee sentiu tudo rodar ao seu redor. Que sensação horrível era aquela?! Mas não foi pior do que a dor que logo se alastrou pela coxa ferida profundamente que sangrava. A "shikigami" apertou os olhos pela dor ainda caída e gemeu baixo. Nunca havia sentido dor na vida, ainda mais de um ferimento sério como aquele. Não conseguia pensar em nada além da dor lancinante que rasgava sua perna. Como podia existir algo tão terrível assim?!
- Surpresa?
Pee ergueu com dificuldade a cabeça para tentar encontrar o dono do comentário. Viu Setsuna caminhando lentamente na sua direção. Não sorria, mas o tom de satisfação na voz da garota era evidente. Por um momento a quase-garota não conseguiu reconhecer o rosto que via tamanha a sua confusão. Somente um instante depois percebeu que havia marcado feio. Que praticamente havia entregue a vitória nas mãos da adversária:
– Isso se chama dor. E isso é tudo o que você vai ter nessa sua curta vida miserável. – continuou sobressaltando Konoka que fintou sua protetora. Quem afinal era aquela pessoa que dizia coisas tão terríveis e destrutivas? Podia mesmo sua amada Set-chan ter um lado “assim”? Konoka ainda não havia percebido algo muito simples nesse instante:

Todos têm um lado “assim”.




Ódio era tudo o que havia no coração de Setsuna. Os pensamentos eram como raios de luz em meio as trevas do rancor profundo que sentia e não conseguia mais suprimir. A traição de Setsuna-P nunca lhe desceria pela garganta. Havia lhe confiado a segurança de Konoka e ganhara uma apunhalada nas costelas quando mais temia que algo acontecesse. Era injusto, era cruel. Aquela criatura infeliz dizer que ela era quem merecia ser Setsuna Sakurazaki! Que absurdo! Mesmo que sua vida não fosse a mais bela e calma de todas, ela tinha o mais importante: sua Kono-chan. Demorara tanto tempo para começar a viver o amor que sempre carregara no peito... logo quando seu maior sonho se tornava realidade... Pelo menos iria terminar com esse pesadelo naquela noite. Iria matar, pela primeira vez com gosto, por que lutava por algo que era único.
“Eu vou recuperar a minha felicidade!!!”.




- Sua... – tentava contra-ameaçar Setsuna-P, porém sem conseguir pela dor que sentia. Era mesmo uma criatura que não merecia a vida maravilhosa que tinha aquela espadachim confusa.
Setsuna parou de caminhar a alguns mestros de Pee, encarando-a sem alteração alguma. Interiormente a espadachim shinmei deliciava-se com o sabor da vingança. Era mesmo ótimo ver a ex-shikigami, quase humana, se contorcer de dor. Seria certo sentir aquilo? Não estaria se tornando igual a Setsuna-P agindo daquela maneira?
“Droga! Você não é a tampinha da Yue pra ficar filosofando uma hora importante como essa!” disse bruscamente o único pensamento que chegou a sua mente naquele momento. Sim, não tinha tempo naquele momento para bobagens como ética ou moral. Tinha um assunto pendente muito sério para resolver.
- Você vai pagar... por... tudo... – disse Pee apoiando-se nos braços para se levantar com muita dificuldade. – Eu... vou ter a... vida que... – continuou estabilizando-se fragilmente sobre as pernas. - Mereço!
A ex-shikigami apoiou-se fragilmente sobre as pernas, uma expressão de dor surgiu em seu rosto no lugar do sorriso debochado e frio. Ofegava pelo esforço de suportar a agonia, o suor escorria-lhe pela face pálida. Precisou utilizar a espada que por milagre ainda estava em suas mãos para não desabar novamente. Encarou com toda a força que conseguiu reunir os olhos da sua... criadora! Como sentia desprezo e repulsa pela espadachim que tinha tudo o que não merecia e ainda era tão audaciosa a ponto de achar-se capaz de decidir quem merecia ou não viver:
- Prepare-se para deixar de existir. Este vai ser o último ataque. – disse Setsuna que também suava pela adrenalina.
- É... só é preciso mais esse ataque para que você pereça... espadachim shinmei. – rebateu Pee com a voz quase sem falhar. Reunia todas as forças que possuía no seu quase completo corpo para desferir o golpe final.
- Set..... chan... – Konoka não conseguia respirar diante daquela situação suspensa no tempo. O medo dominava seu coração.




Medo. Este era o sentimento que ecoava no coração de Konoka. Ver uma luta tão violenta entre Setsuna e Setsuna-P a apavorava imensamente. Era terrível. Qual das duas sairia vencedora? Quais seriam as conseqüências daquela batalha? Por que era tão difícil ser feliz?! Droga, tudo o que a Konoe queria era poder viver uma vidinha reles e tranqüila, contanto que fosse ao lado de sua Set-chan... Set-chan, como havia sido incrível ter se entendido com a espadachim... A vida era mesmo uma peça muito sem graça!
“Eu só quero ser feliz!”.




Um trovão distante. Foi o sinal. As duas guerreiras avançaram para o confronto.




O que se passou no segundo seguinte foi como um raio. Os brilhos das lâminas cortando o ar com rajadas audíveis como chicotadas. Yuunagi voou longe ao ser atingida pela lâmina pesada de Pee. Outra rajada de vento de espadas. No momento seguinte as duas “setsunas” estavam encarando-se a dez centímetros de distância. Pee podia sentir a respiração da adversária contra a sua face.
Uma respiração fora do compasso.
A ex-shikigami apoiou-se dando dois passos para trás. Pode sentir a lâmina de sua espada que proferira o golpe desprender-se de algo. Ergueu-a, estava ensangüentada. Definitivamente era sangue o que havia ali. Mas era mais do que isso. A quase-garota não conseguiu conter o sorriso que tomou conta do seu rosto, um sorriso selvagem e quase fanático. Aquele não era apenas sangue.
Era o símbolo de sua vitória.
Encarou os olhos de Setsuna que permanecia na mesma posição de antes. Recebeu seu olhar em resposta. Sério e concentrado. A espadachim endireitou-se, sua mão sem a Yuunagi encoberta pelas sombras. A espada caída como uma varetinha ao canto. Não havia expressão distinguível em seu semblante:
- Eu... venci. – anunciou Pee erguendo a lâmina de sua espada ocidental. O seu sorriso frio e homicida cresceu. – Eu vou viver... – havia vencido afinal, nada mais importava. Nem o corte na coxa, ou a pontada que sentia no ombro esquerdo, próximo ao pescoço.
Mas Setsuna não demonstrou fraqueza ao ouvir aquelas palavras. O que havia? Devia estar dobrando-se em dor, afinal fora um golpe fatal.
- O que há?! Por que você não admite que perdeu?! – Pee estava irritando-se com a falta de reação da adversária derrotada. Aquilo era estranho. Mas por que aquela pontadinha no pescoço incomodava tanto afinal.
Ao invés de dizer algo, Setsuna ergueu a mão que devia segurar Yuunagi. Estava sangrando, afinal estava cortada em dois pontos. Mas o que isso queria di....
- Dois cortes?...... Dois? – as idéias começaram a formar-se com clareza para Pee. Dois cortes, como se tivesse segurado uma lâmina de dois gumes com ela, uma lâmina exatamente como a de sua espada... – Não pode ser....argh!
A pontada no pescoço doeu intensamente e a garota levou a mão ao local e sentiu o estomago contorcer-se: havia uma espada de uma lâmina de mais de trinta centímetros cravada até o cabo no seu pescoço:
- Shika........... Shi...shik-kushiro? – gaguejou sentindo o sangue invadindo-lhe a garganta. Provavelmente era sangue do pulmão perfurado que devia estar agora. Porém em alguns minutos o sangue seria também o de seu estomago ou até quem sabe do coração. – S-s-ua....
- Você perdeu Setsuna-P... – disse a espadachim para o horror da ex-shikigami.
Isso porque era a absoluta verdade: havia sido vencida e provavelmente morreria em menos de vinte minutos mesmo que a shinmei nada fizesse. O golpe havia sido mesmo fatal.
Tremendo por inteiro Pee puxou a lâmina do pescoço. A dor não era o maior problema, sabia que não sobreviveria aquele ferimento e em pouco tempo não teria forças sequer para tentar fugir. Não tinha um segundo a perder. Correu com toda a velocidade pela porta desaparecendo pelo corredor:
- Covarde! – exclamou Setsuna fazendo menção de ir atrás da “shikigami”. Queria ver a garota morrer sentindo dor. Precisava daquela vingança. Mas a falta da presença da quase-garota, mesmo que por um segundo, fez sua consciência voltar a funcionar.

“Ela está acabada. E mesmo que não esteja você tem alguém que precisa muito mais de você agora”.
Sim, como poderia ter pensado em seguir a shikigami?! Virou-se para o canto onde Konoka parecia prestes a desmaiar. Como deveria estar se sentindo?
“Como você se sentiria depois de ser atacada covardemente e ainda ter que assistir a pessoa que você mais confia agir como uma psicopata sanguinária?”
...
O silencio permaneceu por mais de um minuto enquanto Setsuna e Konoka se encaravam. A espadachim não encontrava palavras. O que havia para se dizer?
“Que tal: ‘Kono-chan, sinto muito por ser uma criatura destruidora e vil?’”.
Talvez fosse melhor não dizer nada. Apenas fazer.




TAUM BOM! *.*
Adoro Lives!
A Mazaki é uma grande escritora! >D
To taum animada!
Falta taum poko pra terminar ¬¬
Eh uma pena que ela naum esteja adiantada e eu naum possa ler o resto XD
(sim, nos ajudamos e mandamos adiantadamente muitas fics)
Ateh semana que vem (rezem, peçam, comentem, gritem, xinguem ou façam algo que faça-me avançar em Partners pq to lenta feito uma tartaruga manca)
Ateh o/
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Posted by Se-chan

PaRtNeRs CaP 08

Editadooo~
Bem.. o que mudou? Soh a aparencia da guria lah no final do cap! X.x
Vaum lah olhar ^^''

----II----

Yoooooo~
Como vão????
Tudo bem???
Finalmente! Dpois de uma grande crise, consegui fazer Partners Cap 08!
A linha divsória foi colocada! Sejam leitores agora e acompanhem a terrível saga dramática de Konoka e Setsuna! *Nossa... Pareceu Narração de Anime Tosco XD*

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Capítulo 08 – Preciso de seu Calor

A dor tomava conta do corpo da espadachim como uma infecção. Seria muito melhor se fosse realmente qualquer dor física. Mas era tremendamente cruel. Setsuna não podia lutar contra algo tão devastador. Como poderia haver efeito tão devastador quanto esse em um feitiço.

Konoka olhava-a de modo confuso, não entendera nada do que se passava ali. As lágrimas começavam a sair dos olhos escuros da guardiã. A preocupação crescia dentro da curandeira.

“Set-chan.. Não fique assim.. O que houve?”

As tentativas de amenizar a dor não tinham resultado. A herdeira das Associações Mágicas assustara-se com todo aquele choro. Nunca havia visto sua amiga (pelo menos nas atuais memórias dela) chorar deste jeito, tirando aquela vez sobre o rio.

Quanto mais Konoka se aproximava, maior era o desespero da Uzoku. Tremia, chorava, abaixava a cabeça, trocava de lugar, andava em círculos, fazia de tudo para não olhar nos olhos de sua namorada, que nem sabe que é, e fazer algo que a assustasse.

Mas nem tudo era como Setsuna desejava. A maga correu em sua direção subitamente e encarou-a preocupantemente. A meia-youkai não segurou toda aquela vontade e capturou os lábios da princesa.

Verdade era que sentia algo muito forte dentro de si por aquela garota, mas ser beijada tão de repente depois de tanto tempo sem se ver era algo no mínimo exagerado. Ainda nem havia entendido por que acordara junto dela, afinal.

O beijo era tão forte, tão atraente e misteriosamente familiar. Parecia que já haviam feito aquilo milhões de vezes. Set-chan parecia saber muito bem como satisfazê-la e sentiu seu corpo ser empurrado até uma parede.

A espadachim estava desesperada. Não conseguiria explicar tudo novamente para a garota. Mas isso também não é razão para sair agarrando a garota sem nem a outra lembrar de tudo o que passaram. Na verdade, no fundo do coração, Setsuna tinha esperança de que sua querida Kono-chan lembrasse de tudo com o choque que receberia com o contato dos lábios.

Bem, é verdade. A curandeira teve uma surpresa enorme com o ocorrido e também lembrara de alguns contatos dos lábios delas, entre outras coisas, mas tudo vinha em sua mente mais como um sonho impossível de ser real.

O contato se quebrara e, ao olhar os olhos de sua princesa, Setsuna abraçou-a desesperadamente com uma intenção qualquer que não importava no momento. Só desejava o carinho de sua Kono-chan. Apenas aquela felicidade de volta. Por que estava destinada a sentir tanta dor? Por que simplesmente não poderia estar ao lado de Kono-chan se elas se amavam tanto?

“Set-chan...”

“Kono-channnn... Eu... Eu...” O nó na garganta da espadachim não deixava-a expressar todos os sentimentos que lhe vinham em mente naquele tumultuado momento de sua vida.

“Que bom Set-chan...” Os olhos tristonhos agora se arregalaram. “..Você sente o mesmo..” Um carinho no rosto de Setsuna a garota fez dando um sorriso puro em direção a sua amada. “Então.. Tudo aquilo... que veio na minha cabeça--”

“É tudo verdade! Pode ter certeza!” O desespero misturado com o alivio de ver que a garota havia lembrado de algo era claramente visto nos olhos negros e na expressão do rosto da guardiã Shinmei.

“Então nós...”

“Estamos...” O olhar ficara tímido e a pele rosada. “...namorando.. Kono-chan...”

O sorriso se alargara e a maga abraçou-a com o máximo de força de conseguia. Tudo parecia estranhamente ruim, mas ao mesmo tempo delicioso. Estava junto com sua querida espadachim, mas não lembrava-se exatamente de nada. Estava confusa até com relação a sua idade!

Sentiu o coração bater mais forte. Aquele desespero que a Uzoku (que nem lembrava que era tal) sentia era tão indescritível. Todos aqueles sentimentos que notara nos olhos de Set-chan a comoviam, deixavam-a com um desejo de proteger finalmente quem sempre a protegeu. E era exatamente o que a garota estava fazendo. O calor que Setsuna agora sentia era confortante, saber que mesmo sem lembrar de nada, sua querida Kono-chan a tinha ainda em seu coração.

Um sorriso saira dos lábios da Shinmei. Aquele sentimento doce chamado amor expandia sobre seu corpo, a deixava mais leve e confiante. Não precisava ter medo. Sabia que poderia contar com sua amada para tudo, desde uma luta até o mais profundo conflito de sua mente.

O sorriso de Set-chan a aliviara. ‘Que bom..’ passou em sua mente enquanto seu corpo reagia ao sorriso da guarda-costas com o mais largo dos sorrisos que possuia. Foi em direção a espadachim calmamente, aproximando-se dos lábios de Setsuna, com sua doçura natural e sua inesperiência memórial em relação a seu relacionamento, chegando no final ao mel da boca de sua namorada.

Tal carinho que sua querida espadachim a transmitia ao beijar-lhe a fazia subir as paredes de tanta felicidade. Queria abraça-la, beija-la mais, elogia-la, dizer que a achava linda, fofa, querida, a mais adorável de todas as samurais do mundo! O que faria primeiro? Tinha que aproveitar muito bem o tempo que tinham juntas.

As duas olhavam se apaixonadamente bobas abraçadas como se não se vissem a anos. Aquela emoção nos corações das jovens transparecia aos olhos de qualquer um que estivesse psicologicamente normal. A coisa mais obvia de se enxergar, o amor entre duas jovens amigas de infância.

De repente, a guarda-costas sentira uma presença diante a porta do quarto. Parou por alguns segundos e decidiu afastar-se levemente de sua Kono-chan. Provavelmente a sacerdotiza-assassina queria estragar a sua vida de alguém por não estar com seu querido capitão. E fez sinal para Konoka levantar-se junto.

“O que foi..?” A garota perguntava o por que da infeliz paralisação de seu doce momento com sua amada.

“Tatsumiya...” O tom de descontentamento fora notado e gravado na mente da maga. Realmente Set-chan sentiu-se tão infeliz quanto ela.

Abrindo a porta encontrando um olhar levemente sarcástico da morena com um sorriso que mostrava a felicidade de estragar a vida alheia.

“O..o que foi?” Perguntava fazendo gesto para a garota entrar.

“Estraguei algo?”

“Ara.. Claro que não... err... Ma... Mana-chan?” A garota acertara o nome com dificuldade. O olhar das duas ficara sério. A preocupação com a herdeira das Associações Mágicas vinha a tona novamente. Até onde o efeito colateral iria chegar?

“Bem. Vim aqui para saber como você está. Pelo que noto você teve certa recaída. Consegue lembrar do que acontecera nos últimos tempos claramente ou ainda tem apenas as tais imagens em sua mente?”

“Ano...” A expressão de aflição ia substituindo o que havia antes. “Eu.. não..”

“Após acordar, Ojou-sama esqueceu de mais detalhes de sua memória que antes.” O tom frio e técnico tomara lugar da antes até bastante social Setsuna.

“Entendo. Era uma magia de alto grau mesmo.” A assassina passara a mão sobre a cabeça da maga. “Tome cuidado e não se deixe levar novamente pelo medo. Saber o futuro não ajuda. Acredite, você é a pessoa mais poderosa no mundo e nada poderá ganhar de seu potencial mágico.”

A surpresa de Setsuna ao ver a garota falando aquilo era incalculável. Mana falando tudo aquilo? Parecendo alguém gentil?! Sem ter sido paga para tal!? Deveria estar louca ou Kaede havia mudado de algum modo misterioso e, provavelmente, pervertido aquela garota.

“Não se esqueçam de ir a aula.” Konoka agradeceu mexendo o rosto e a gunslinger deixara o local.

As garotas arrumaram-se para ir para Mahora e passaram pelo quarto da maga. Tudo parecia como antes. E definitivamente estava. Mas de qualquer modo Konoka não conseguia ter certeza de qualquer lembrança, tudo passava apenas de um local nostálgico e familiar.

Asuna enxergou o olhar da curandeira e saltou da cama, onde comia um cereal qualquer (já que a cozinheira oficial do quarto não estava no quarto), correndo em direção da garota.

“O que houve??” A sacudida da usuária de Kanka só conseguia deixar a donzela de cabelos longos mais confusa. “Por que diabos você tá com cara de bixo de faculdade no primeiro dia de aula, heim garota?”

“Asuna-san... Kono-chan.. teve uma recaída...” O ar tristonho fora cortado por um tapa nas costas bem dado pela guerreira de sininhos.

“Ah! Ninguém morreu Setsuna-san!” Seguiu com um abraço forte no pescoço. “Vê se te liga! A Konoka ta aqui! Vocês podem se agarrar em qualquer canto ainda!”

“É isso ae! Você ainda pode ser considerada uma boa vida, afinal, tu pode aproveita e dá uns pegas na nee-san enquanto conta a vidinha de vocês que ela nem lembra!”

O palavreado do arminho assustaria a mais forte das criaturas. Tudo aquilo era um pouco exagerado no momento. Deveriam ter calma e seguir em suas vidas apaixonadas e puras. Tudo tinha que ser tranquilo, para que conseguissem superar os efeitos colaterais da magia feita por Konoka.

Todos tentaram ao máximo despistar o assunto e tirar de suas mentes o que havia acontecido nos últimos tempos, alias, era uma das mais fortes preocupações na garota de cabelos laranja. Aquela noite anterior. Todas aquelas malditas revelações! E ainda se entregara há aquele am—DESEJO! Nada daquela palavra com “A”! Qualquer coisa menos Amor!! A garota lutava claramente consigo mesma para esquecer de certos acontecimentos daquela noite romântica de “estudos” com seu professor de “língua estrangeira”.

Logo que entraram no trem sentiram o mais novo turbilhão. Agora de pessoas desesperadas por chegar ao seu devido destino. Setsuna viu sua princesa meio perdida em tudo aquilo. Devia assegurar-se que esta chegasse confortável a Mahora. Então, nada mais obvio do que abraça-la pelas costas, apoiando-a sobre seu corpo e sentindo seu corpo corar para que ela se sinta em segurança, não? Seja qual fosse a resposta correta, o anunciado acima foi o que a guardiã fez.

Konoka corava como nunca. Como Set-chan poderia ser assim? Ela estava diferente de como era na infância e mal se lembrava de tudo o que passaram. Mesmo assim, não queria ir a lugar nenhum. Todo o amor que sua querida espadachim de cabelos negros mostrava era lindo, mal conseguia imaginar que aquela garota de suas memórias viraria alguém tão bonita e atenciosa.

O tempo ia passando e o abraço só se intensificara. Não no mal sentido, mas em relação aos sentimentos que as duas sentiam. Konoka começava a sentir-se mais segura junto da outra e a espadachim notava a maga debruçar-se sobre seu colo. Um discreto beijo na bochecha a curandeira deu para agradecer o apoio e um sorriso bobo fora revelado nos lábios da Uzoku. A Konoe virara o corpo e abraçou a guardiã pelo tronco, apoiando o rosto nos ombros da garota.

A espadachim pôde sentir as lágrimas de Konoka molhando sua blusa. “Desculpa Set-chan...” As lágrimas saiam mesmo com o esforço da garota para detê-las. “.. Eu não sou tão forte...” O aperto na manga do casaco de Setsuna feita por uma das mãos da maga transmitia toda a sensação de incapacidade da donzela por não conseguir deter os efeitos colaterais da magia que ela mesma tinha escolhido fazer.

Setsuna tocou-lhe os longos cabelos e a acariciou lentamente. Não podia deixar sua Kono-chan sozinha naquele estado. Ela a apoiou e agora era sua vez. Tinha que faze-la resistir ao lado escuro e depressivo de sua vida. Não podia entregar-se. Teria que entender que tinha sua namorada e que poderia sempre apoiar-se sobre ela. Faria qualquer coisa para tirar aquelas lágrimas do rosto de sua amada.

Uma mão misteriosa tocou no ombro da Uzoku. Era uma garota em roupas modernas, mas ao mesmo tempo com um leve toque tradicional ocidental. Tinha olhos castanhos bem escuros, sérios e penetrantes. Seus cabelos castanhos e brilhosos não disfarçavam a emanação de uma presença misteriosa vindo da garota. Tinha pele clara e uma estatura de um pouco mais de 1,50 metros de altura. O sorriso familiar intimidara Setsuna.

“Olá, Ojou-sama, Sakurazaki-san.” Setsuna a encarou de modo ameaçador. “Eu tenho a solução para seus problemas.”

“O-O Que!?”

“Eu tenho um ‘remédio’ para seu pequeno ‘problema de memória’.”

As namoradas arregalaram seus olhos. Um sorriso alargara nos lábios de Konoka, enquanto Setsuna segurava-se para não desembainhar Yuunagi.


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Gostaram?
Bem vindos ao universo que eu sempre quis colocar pra Partners *.*
Agora a história está clara na minha mente e espero que com isso eu consiga escrever tudo bem mais rápido...
Previsão de quantos caps faltam pra terminar?
Naum tenho mta noção XD
Mas talvez uns ............... 7
Tenho certeza que vou fazer o máximo pra ficar grande...
pq ela será sempre marcada como a que me esforçei ao máximo XD
Até Lives 25! >D
Sairá em breve!
Eu e a Mazaki sempre entramos e saimos dos momentos dificeis de escrita juntas! ahuahuahuhauah
Bjus o/
segunda-feira, 31 de março de 2008
Posted by Se-chan

LiVeS 24

Cap MTO MTO MTO MTO BOM!!! _o/\o_

CENA 24: O PRIMEIRO FLOCO DE NEVE



A sala de estar da cabana de Evageline estava escura e aquecida. A lareira acesa e as cortinas cerradas estavam tornando o clima bem típico que se pensaria para a casa de uma vampira e o silêncio pesado entre os presentes só acentuava mais o ar sombrio.
Negi Springfield, Asuna Kagurazaka e Konoka Konoe estavam sentados um ao lado do outro no longo sofá de fronte para a Mestras das Bonecas que tomava um chá calmamente, parecia gostar daquela atmosfera. O silencio parecia interminável:
- Então... você percebeu o que houve mestra? – perguntou Negi calteloso.
- Só quando houve o combate. – respondeu Evangeline repousando a xícara de chá na mesinha entre eles. – Claro que percebi uma presença entrando em Mahora mais cedo, mas como a energia era muito semelhante a da Sakurazaki, não dei importância.
- A mestra estava com muito sono pra ir investigar.- complementou Chachamaru que estava em pé atrás da sua Magister Magi que franziu a testa a fala da robô.
- Será que mais alguém percebeu, mestra? – continuou Negi parecendo preocupado.
- Provavelmente não. Os diretores já teriam caído em cima de vocês pra saber de tudo. – respondeu Eva encostando-se confortavelmente nas suas almofadas. – Principalmente em cima da nossa espadachim favorita. – completou olhando para a figura mais distante.
Setsuna Sakurazaki estava distante de todos em pé à janela do outro lado da sala. Olhava para fora fintando o céu que escurecia rapidamente. Provavelmente iria nevar. Não havia dito uma palavra sequer deste a luta contra Setsuna-P e ninguém teve coragem de chegar a ela, nem mesmo Konoka. A quase-maga por sinal também estava muito abalada, confusa. Sentia-se vivendo o pesadelo mais duradouro e real de sua vida. Logo agora que estava tudo caminhando certo, por que a shikigami tinha que reaparecer do nada?!
- Eva.... como é possível que a Setsuna-P esteja viva? Ela não depende da energia da Setsuna pra existir? – perguntou Asuna depois de terminar seu chá sob o silencio que seguiu a menção a Setsuna que foi ignorada por esta.
- Dependia... – a vampira esfregou o queixo assumindo um ar mais reflexivo. – Mas agora não depende mais...
- E como pode ser isso?! – a ruiva estava realmente confusa com a situação. Não que fosse a única, mas era a única que expressava essa confusão sem pudor.
- Existem algumas magias... muito poderosas e difíceis de se conhecer e dominar... amuletos também, mas esses são ainda mais raros.... além disso não funcionam sem um feitiço... – Evangeline parecia mais estar falando consigo mesma do que para os jovens. Seu olhar estava perdido enquanto sua mente viajava rapidamente.
- Mas... será que a Setsuna-P conseguiria fazer uma magia dessas? – questionou a baka ranger que não conseguia conter sua curiosidade. Eva sorriu astutamente despertando e fintando os olhos bicolores da ruiva.
- Eu não esperaria que você entendesse mesmo, bakared...
- Há outra pessoa por detrás do retorno dela... – disse Negi espantado com a própria dedução. Asuna e Konoka se sobressaltaram.
- Outra pessoa?!
- Um mago. E dos bons... – confirmou Eva tentando esconder o orgulho pela capacidade do discípulo.
- Não pode ser o tal assassino que dizem estar no Japão, mestra? – perguntou Negi ansioso por chegar a mais verdades.
- Não... – dessa vez a vampira pareceu se perder em seus próprios pensamentos. – Ele não trabalha com outras pessoas... não precisa disso...
- Você sabe que é esse tal assassino, Eva?! – exclamou Asuna surpresa e a outra demorou um pouco para responder.
- Isso não vem ao caso. Temos outras coisas para nos preocupar. Ou melhor: para você, Setsuna, se preocupar. – afirmou desviando a conversa de si e fazendo os presentes se virarem novamente para encarar as costas da shinmei.
Setsuna fintava o céu fora da cabana. Estava triste e tenebroso assim como sua vida estava. Sim, Setsuna-P havia encontrado uma maneira de sobreviver e tinha alguém que a queria viva. Um mago. O que a shikigami queria? Sua cabeça provavelmente era uma dessas coisas. Porém o olhar insistente da... “garota” para Konoka era o que mais a incomodava e revoltava. Sentia ódio, como nunca sentira em sua vida. Nunca um inimigo conseguira fazê-la sentir tanta vontade de... “Por que um mago ia querer que ela o ajudasse?” perguntou-se por que este ponto era realmente uma interrogação. Um mago ter o trabalho de conseguir algum.... item para dar vida própria para a shikigami, ele....item?........................... Amuleto?!
- Chikarasei... – disse sem perceber, sem mesmo acreditar nas suas palavras. O amuleto não havia se destruído... era o único item mágico tão poderoso para dar vida a um boneco de papel no Japão que não estava seguro em um templo por se supor estar destruído.
Evangeline sentiu a veia da têmpora direita pulsar por ser ignorada novamente pela Hanyou. A garota parecia incapaz de dar atenção a qualquer coisa que não os próprios pensamentos, mas a vampira sabia como desperta a atenção:
- Você vai matá-la Setsuna Sakurazaki?
Todos os presentes estalaram à pergunta de Evangeline, até mesmo Chachamaru pareceu surpresa. Setsuna virou-se para encarar os olhos claros e frios da vampira que sorria satisfeita. Os outros três não ousavam fazer qualquer movimento:
- Ela é uma grande ameaça afinal... – completou Eva com o sorrisinho insistente.
Setsuna encarou-a, mas nada respondeu. Não tinha como responder. Tinha sim muita vontade de acabar definitivamente com a sua cópia, e como. Mas, ao mesmo tempo, sentia-se confusa e perturbada pelo ódio que sentia desperto. Temia se deixar dominar por aquele sentimento. Dentro de si sempre carregava o medo de se deixar levar pelo temperamento brutal da sua metade Uzoku. Eram coisas demais que a pertubavam... por que Evageline tinha que ser tão invasiva e lha pertubar quando estava mais confusa? “Essa vampira também merece uma coça pra deixar de ser tão indiscreta!”. Realmente tinha que tomar cuidado para não se deixar levar...
- Setsuna... – Asuna sentiu-se preocupada diante observando o olhar que esta lançava a vampira. Parecia prestes a pular no pescoço dessa.
Sem dizer nada a Hanyou dirigiu-se a porta e saiu. Konoka, Asuna e Negi ficaram estupefatos diante da atitude inesperada. Até Chachamaru pareceu surpresa. Somente Evangeline mantinha sua expressão de “Nada no mundo pode me pegar de surpresa”:
- Os adolescentes são mesmo muito previsíveis.... – comentou sobressaltando aos outros.
A conversa continuou como se Setsuna nunca estivesse estado presente. Negi e Asuna tentando desvendar o mistério da reaparição de Setsuna-P sob o olhar e comentários de Evangeline. Entrementes Konoka estava perdida no próprio mar de pesadelos. Toda aquela situação era irreal demais para sua mente aceitar. Parecia que sua felicidade imensa havia sido estourada como uma bolha de sabão. Set-chan estava muito perturbada com o retorno de Setsuna-P, e não era sem motivo. O olhar que a ex-shikigami havia lhe lançado... arrepiava-se sinistramente só de lembrar deste olhar. Temia Setsuna-P por algo que nem mesmo sabia o que era. Tinha certeza de que não iria mais cair nas armadilhas da “garota”, mas não conseguia deixar de se sentir muito ameaçada sob o olhar tão diferente dela.
“Set-chan... eu não quero que isso estrague tudo de novo...”.

Enquanto isso Setsuna andava sem saber para onde. Estava mergulhada em sua raiva. Não... em seu ódio. Um ódio fervente que a tirava da realidade. Nunca havia sentido-se daquela maneira. Por que estava tão descontrolada? Havia motivo para tudo aquilo?
“Ela quer roubar a sua vida idiota!”.
Sim... era esse o motivo. Como uma shikigami poderia simplesmente achar-se no direito de querer possuir sua vida?! Ter tudo o que era seu, ser ela...... Como alguém poderia querer algo assim?! Como?!?!
“Ela vai tirar Kono-chan de você”.
Não... Não... isso não permitiria... Kono-chan mesma já havia dito que não mais cairia nas armadilhas como aquelas... ela nunca.... ela nunca...”Mas já aconteceu antes... por que não agora?”. O sangue de Setsuna fervia. Nem tinha noção de onde estava, provavelmente enlouqueceria se continuasse naqueles pensamentos....
- Não! – disse a si mesma violentamente parando de andar. Olhou ao redor. Estava no campus 4 da Universidade de Mahora. Como havia chegado ali tão rápido? Ou será que haviam se passado horas sem que percebesse?
O céu estava completamente cinzento e o vento era frio e cortante. Nada amigável, mas a espadachim sentia-se confortada por aquele sopro gelado do inverno. O frio parecia tentar esfriar os seus nervos que pareciam prestes a explodir. Sentia-se exausta. Parecia ter gastado todas as suas forças naquela luta mental contra sua vontade de explodir tudo ao seu redor.
As nuvens... mesmo antes de uma nevasca as nuvens pareciam serenas. Mesmo quando há inúmeros raios... mesmo assim as nuvens parecem serenas. Elas nunca se aborrecem, nunca se pertubam... as nuvens podem destruir cidades sem deixar de ser calmas antes da tempestade. Até mesmo as nuvens negras e gigantescas são incrivelmente tranqüilas. Queria tanto ser calma como as nuvens... tinha muito o que aprender com elas, afinal também era uma habitante dos ares...
Setsuna pode ver quando o primeiro floco de neve caiu das nuvens e tocou-lhe no rosto. Era gelado.
“A Natureza é sempre linda. Até na estação da morte.”.





Konoka caminhava pelos corredores dos vestiários da sala de banho “brisa fresca”. Estava exausta depois daquele dias de horrores. Um banho confortante era mais do que bem vindo. Tinha certeza de que se sentiria melhor depois dele. Quem sabe conseguisse encontrar uma maneira de dar apoio e força para sua Set-chan que parecia estar tão fraca.
Parte de si estava desapontada: como pode não consolar sua querida espadachim quando ela mais precisou? Sentia-se um fiasco, mas pelo menos ainda restava-lhe a esperança de confortá-la depois dela própria sentir-se melhor.
Depois de pegar uma toalha a quase-maga dirigiu-se para a porta da sala que dava acesso à sala de banho. Devia estar vazia, não se ouvia um barulho sequer. Melhor assim. Não sentia-se bem para conversar descontraídas de adolescentes normais. Pela primeira vez sentia que talvez a solidão fosse uma boa companhia. Ao entrar na sala ampla ocupada apenas com algumas pias no canto oposto um pequeno ruído de impacto fez Konoka estancar no mesmo lugar. Estava no meio do caminho entre a sala de banho e a saída. Algo lhe dizia que não havia como escapar.
Um movimento rápido como um raio e um som de grito abafado. No instante seguinte Konoka percebeu que estava com os braços imobilizados junto ao corpo e sua boca tampada com uma mão que não parecia querer machuca-la. Uma voz sussurrada em seu ouvido a fez sentir uma náusea de temor fortíssima:
- Que bom que te encontrei aqui.... Konoka Ojou-sama...
Setsuna-P abraçava a garota pelas costas usando o braço para prender os dela. Aquela era realmente uma posição confortável a ex-shikigami concluiu. Ter o corpo da garota colado no seu era realmente algo muito interessante.
Konoka tentou se desvencilhar sem sucesso. Nunca teria força para se livrar de Setsuna-P. Seu coração apertou. O que aconteceria? O temor tomou conta mente da garota paralisando qualquer raciocínio lógico. Tentou se livrar mais insistentemente mas parou ao sentir o corpo ser mais pressionado pelo da “shikigami”:
- Não precisa ficar com medo... eu só quero o seu bem...
Em um movimento rápido Setsuna-P virou Konoka e empurrou-a até a parede, deixando seu corpo novamente preso no seu. Como gostava daquela sensação. O domínio, o controle. Podia ver nos olhos da garota que ela não teria como resistir a ela. E era exatamente isso que queria. Mas é claro que um pouco de resistência sempre torna as coisas mais... bem... excitantes:
- P-pare... – gaguejou Konoka com a voz cortada pelo temor. Sentia-se completamente acuada. – P-por.. favor...
- Não adianta tentar resistir Konoka Ojou-sama... – disse Pee com seu já costumeiro sorrisinho debochado e frio encarando os olhos hesitantes de Konoka. – Eu vim a Mahora especialmente para te ver...
- Eu... n-não.... quero... ah...
Setsuna-P beijou de maneira provocante o pescoço de Konoka que não pode continuar o que dizia. A “shikigami” provava a pele da quase-maga como se fosse um néctar único em sabor. Degustava com desejo como nunca tinha tentado fazer antes. Na verdade nunca havia sentido aquele tipo de emoções de uma maneira tão intensa. Agora que era praticamente humana os sentidos se tornavam muito mais completos.
Konoka se debatia inutilmente, os braços presos pelos da outra. O coração disparado e a respiração descompassada. Também ela nunca tinha sentido algo tão intenso com Setsuna. Bem, ela estavam indo com calma afinal. Mas, ao invés de ser algo incrível e “estimulante”, ela sentia-se revoltada e frustrada com aquela situação. Não era assim que devia ser! Como ousava toca-la daquela maneira quando ela não o queria! Não queria ser de mais ninguém que não fosse sua Set-chan... aquilo a angustiava! Tentava socar Setsuna-P mesmo com a pouca mobilidade que tinha com os braços.
- Konoka Ojou-sama... – Pee disse parando por um instante de beija-la pelo pescoço e colo, sentido seu cheiro como nunca pudera antes. – Eu...
- Afaste-se de mim... – pedia desesperada a quase-maga e Pee sentiu o coração doer ao ouvir aquilo.
- Mas... você não entende... – tentava argumentar sem separar-se do calor da pele da garota nem do seu cheiro.
- Me solta...
- Eu preciso de você... – o que era aquele aperto na garganta que a ex-shikigami sentia? Por que a rejeição clara da curandeira a fazia sentir aquilo? O que era aquele sentimento amargo na boca do estômago?
- Afaste-se dela imediatamente.
Setsuna-P e Konoka congelaram. A quase-maga sentiu um misto de alivio e vergonha que quase a fez ceder sob o próprio peso. Pee por outro lado sentiu o estalo da surpresa. Havia realmente se distraído muito. Como podia não ter percebido a aproximação?
- Afaste-se da Kono-chan.... agora! – ordenou Setsuna com a Yuunagi posicionada para atacar.
Sem outra alternativa, Pee soltou Konoka que escorregou pela parede até o chão e virou-se para encarar sua...... criadora e “futura eu”. Apesar da surpresa o sorriso frio mais uma vez estava ali sem tremer ou hesitar. Encarou os olhos negros que pareciam querer estraçalha-la sem determinação:
- Parece que vamos terminar nosso acerto de contas mais cedo do que eu pensava... – riu-se a “praticamente” garota.
- Prepare-se para morrer... – disse Setsuna um segundo antes de partir para o ataque que seria o primeiro o único necessário para trucidar.







Aeeee MTO BOM!! >D
AAAAAAHHHHHHHHH
Naum to mais atualizada em Lives do que vcs agora!!! -.-''
Quero maaaiiisss XD
Comentem please! o/
quinta-feira, 6 de março de 2008
Posted by Se-chan

Review Cap 206

OIIII o/
Hoje é dia de Review!
Originalmente esse review era pra tah no daisuki.. mas como naum to conseguindo posta lah to postando aki pq to loka pra falar pra alguem sobre o cap! * . *
Pq tanta animaçãom, pressa e tudo mais? PQ TEM KONO-SETSU NESSE CAP!!!!! /o/
Hohoho~ Logo num capítulo que eu amei substituímos o Blogima por uns tempos e eu fico de encarregada do review! >D
Sem perder tempo, vamos ao capítulo!

206 Jikanme: Saikai. Saikai S2 (Traduzindo: 206ª Aula: Reencontro. Reencontro S2)

Uma grande floresta aparece e logo abaixo se vê Kaede correndo (fugindo) de um dragão! E ainda por cima a ninja ta de olhos vendados! A garota dá um super salto e, usando sua shuriken presa a uma corrente, ataca o monstrengo e com algum golpe ninja (envolvendo um pedaço de papel) o bichano explode.

Konoka aparece no chão toda arrumadinha enquanto Kaede está.. hmm.. bem (depois de lutar com um bicho desses!?). A maga usa o artefato e cura o dragão(!?). A maga fofa chega a dar tchauzinho pro bicho enorme que sai voando pra longe.

As duas vão até uma vila com um pedaço do dragão (algum tipo de chifre ou seja lá como se chama aquilo na cabeça dele).

Kaede fala algo e Konoka fica vermelha com cara de preocupada, muito preocupada, algo do tipo “quero ver vocês logo...”. Em seguida a ninja fala “Konoka-dono ga sore hodo ochi konde iru no wa mezuushi ikotode gozaru na.” (não sei se se separa as palavras assim e não sei a tradução. aff) e a herdeira das Associações Mágicas fica toda sem graça tentando convencer a outra que não era nada do que ela disse (pelo que dá pra entender sem ler). Mas quando elas estavam no meio da conversa escutam uma voz familiar vindo do céu. Olham pro lado e quem vem?

Asuna e Setsuna! (quase saí pulando na hora XD) Setsuna começa a ficar com lagrimas nos olhos e .... Konoka vem correndo abraçar ela! (coisa fofa * . *) Asuna cumprimenta de longe a ninja enquanto a espadachim é derrubada pela Konoka. Quando Setsuna está mais do que tonta, surtada e se aproveitando (em mente) do momento, a maguinha passa a abraçar Asuna (observem a Setsuna com fumaça saindo da cabeça ao canto do quadrinho). O grupo se acalma após a festança de cumprimentos e fica com cara de confiante para seguir em frente.

Voltando ao Negi.. O garoto tá parecendo até o Goku na saga do Cell quando tá com a doença no coração. Chiu-chan tá com cara de quem vai matar o Dornegão (sim, eu peguei o apelido criado no Blogima. Não consigo chamar ele de outro jeito! XD), mas o grandalhão parece dizer que não dá pra fazer nada e que tem que esperar o pirralho vencer algum desafio.

Negi “acorda” num mundo todo branco e se depara com Evangeline com a melhor cara de assassina que ela tem (e com uma bela espada feita com magia... acho)!

Coooonclusão: O garoto vai ter que gagar a própria mestra a pau! Ou ser morto por ela! XD Parece que o casal Kono-Setsu começou a se encaminhar melhor, já que finalmente apareceu algum sentimento um pouco mais exagerado da maga pela sua guarda-costas (abraço dela na Set foi bem mais apertado do que na Asuna, não acharam ou é só surto de viciada em Kono-Setsu?). E Kaede, Asuna e Setsuna estão com uma mega força pra conseguir acabar com dragões daquele jeito! (Se não notaram, quando Asuna e Setsuna apareceram, estavam com um outro pedaço de dragão.) E Konoka tá evoluindo MUITO pra conseguir curar um bicho daquele tamanho! Essa saga tá ficando muito boa! Daqui a pouco a Yue e a Honya-chan também devem ficar bem fortes (afinal, quem não ficaria vivendo num mundo desses?).

Aki vai o capítulo pra vocês o/

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Até o dia onde conseguirei escrever partners XD
quarta-feira, 5 de março de 2008
Posted by Se-chan

PaRtNeRs CaP 07


Oii! o/

Pra quem jah viu o OVA de ep único “Candy Boy” (Apesar do nome eh shoujo-ai) que é a coisa mais fofa do mundo eu informo: Haverá uma série com 7 episódios!!
O eu não sei se terá mais, mas já tem site oficial e é tudo certo! Esse certamente estará na lista de fenômenos shoujo-ai! *Sim, Shoujo-ai, é fofo e romântico, não são gurias que se agarram do nada XD*

Vídeos:

OVA No YouTube(Tem 7:39 min)
Música Tema (Cantada pela Meilin)
Site Oficial de Candy Boy

Lista de Dubladoras:

(Dubladora – Personagem – Quem a dubladora já dublou)

Nabatame Hitomi – Kanade Sakurai - Shizuma Hanazono/Etoile-sama (Strawberry Panic), Eriko Torii (Maria-sama ga Miteru) * SSIMMM.. adorei essa seiyuu *.* Shizuma-samaaaaaaaaa*

Ryoka Yuzuki - Yukino Sakurai – Tsunami (Steel Angel Kurumi), Ino Yamanaka (Naruto) *Não consegui achar animes melhores pra vcs lembrarem da voz dela.. ¬¬ Não queria colocar a Ino.. mas fui cruelmente forçada pq vcs naum iam saber quem eh a Katsumi de Initial D* *

Katō Emiri - Sakuya Kamiyama - Kagami Hiiragi(Lucky Star), e 7 pontas no XXXHolic! Sim! 7! XD *Ela é uma seiyuu muito nova pelo jeito, não tem mtos trabalhos ainda*

Quem quiser olhar o site oficial vai encontrar um wallpaper mto fofo desse trio do anime! o/


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Capítulo 07 – Casais à Solta

A espadachim e sua protegida iam caminhando pelas proximidades dos dormitórios despreocupadamente após o momento carinhoso que passaram no quarto de Konoka. O convite veio da guarda-costas, provavelmente tentando desviar de futuras investidas tentadoras da namorada.

“Nya, Set-chan... Por que sair há essa hora? Poderíamos estar aproveitando a noite melhor...” A garota fazia um beicinho que merecia se tirar uma foto.

“Por que quero ver você sorrir, Kono-chan...” Uma pequena vergonha veio na curandeira depois da confissão. “... você ia continuar naquele clima meio triste se ficassemos lá.. tenho certeza..”

“Set-chan...” Começava Konoka enquanto passava o dedo indicador pela face da outra. “Por que você tem que ser tão fofa assim?”

“Por que eu tenho que pelo menos chegar aos seus pés, né?” Ambas coraram. As palavras simplesmente saiam, revelando o amor que sentiam uma pela outra.

Andando até uma área mais inabitada do campus, se depararam com duas figuras atrás de uma árvore. Setsuna posicionou-se frente à sua amada e chamou quem é que fosse com um timbre de voz firme.

As duas figuras pareciam ter saltado detrás da árvore até quase darem-se de cara com o casal. Era a dupla de fofoqueiras de primeira, a mangaká e a reporter. “Né né, quando é que vão deixar a Kazumi-chan fazer uma super matéria sobre vocês?” O olhar de Haruna assustava a espadachim de tão pervertido que era.

“Posso até ver! Uma foto das pombinhas abraçadas com olhares envergonhados e com uma fonte tamanho 72 dizendo ‘O Casal do Ano!’ e ‘Fotos secretas da espadachim e sua princesa!’!” A similaridade da desenhista com uma certa fuinha safada certamente não deveria ser somente coincidência.

“Ka-Kazumi...-chan!?” A espadachim estranhou o tratamento altamente informal que Haruna usou para se tratar da colega informante de boatos.

“É. Por acaso não posso chamar assim, não?”

“Bem... pode...”

“É! Pensam que vocês são o único casal da sala?” Kazumi falava enquanto se atirava nos braços da outra.

Os olhos da espadachim quase saltaram do rosto e os da namorada enchiam-se de brilho empolgados com a descoberta.

“Peraí.. Eu já disse que não quero nada com você Kazumi-chan!” Reclamava enquanto afastava a jornalista de perto, procurando segurança.

“Ahhh... Paru-chan... Vai dizer que você nunca me quis!?” Kazumi enchia o peito orgulhosa de seu corpo escultural e, ainda mais, de seu busto, um dos maiores da turma.

“N-Não me venha com essa conversa!” Paru arrumava os óculos enquanto tentava argumentar contra Kazumi, reconhecida como a maior arranjadora de desculpas furadas para tirar foto de qualquer coisa que fosse. “Passado é passado! V-Você não quis antes, agora eu que não quero!” Fazendo pose exaltando sua protuberância peitoral, Haruna parecia pronta para fazer uma comparação de “crescimento”.

O, verdadeiro, casal foi retirando-se antes de presenciar mais revelações altamente interessantes sobre o, talvez, casal de amantes ou algo do tipo.

“Então.. agora podemos nos divertir?” Perguntava maliciosamente a repórter enquanto entrelaçava a cintura de Haruna.

“O que você acha?” Respondia já puxando Kazumi pelo pescoço, dando-lhe um beijo exageradamente caloroso.


“N-Nunca... pensei que pudessem ... ter algo...” Setsuna tentava falar algo que não fosse uma das perversões que passaram em sua mente ao pensar em como deveria ser interessante o relacionamento não assumido das amigas. Realmente, era difícil não pensar em algo tão emocionante após ver as duas quase se agarrarem em sua frente.

“S-Será que... as interrompemos?” Um silêncio se fez ao imaginarem as duas atrás de um bosque escuro onde pensavam não serem encontradas por ninguém.

“E-E-Eto.. É melhor voltarmos para o quarto!”

Ao voltarem para o quarto, abrindo devagar a porta para não acordar os outros moradores, sem alguma intenção de achar ninguém na intimidade, afinal, já haviam espiado demais os outros, admitiam. Mas, como a sorte, ou azar, permanecia, depararam-se com Asuna segurando firme o braço de Negi, que só fazia corar, enquanto a garota iria em direção ao seus lábios, se não fosse por ver suas alunas entrarem ao quarto.

“Ano... G-Gomen..” Tentava achar alguma desculpa do tipo “entrou areia nos meus olhos e eu não vi que você ia dar uma de iincho-shotakon nesse exato momento!”, mas simplesmente não conseguiu, a cena fora inesperada demais para seus miolos sem maldade.

“Só viemos avisar que eu vou passar a noite no quarto da Set-chan. Já estamos indo!” Enquanto fechava a porta completou. “Aproveitem!”. A maga realmente tinha coragem. Quase fora perseguida mortalmente pela garota de cabelos laranja.

“Mou... Não era nada do que elas pensaram!” Reclamava enquanto cruzava os braços.

“N-Não?” Ainda corado, o mago estranhava a “parceira”. Será que ele estava enganado? Depois de todo aquele papo de parceiros, beijos, fase-não-quero-senhores-idosos e todo o resto, a senhorita baka redoo não iria tentar nada com ele?

“C-Claro que não! Baka Negi!” Dando um gancho de direita, que pegara no queixo do garoto, ia em direção à cozinha, mas parou quando viu que o garoto não levantou instantaneamente. Ele poderia estar machucado, nunca se sabe? Magos não são de ferro!

Quando chegara mais perto, quase colada do garoto-professor, notou um certo sorriso vindo dele. E-Ele estava se vingindo de dodói! Co-Como pudera!? Sem nem pensar duas vezes, a garota virou-se de costas e tentara ignorar Negi, mas fora puxada para perto. Demasiadamente perto! Extremamente perto! Daqui a pouco perderia a virgindade!

Apesar dos exageros da usuária de Kanka, Negi virou-a e mostrou um olhar firme e determinado. Não iria resistir à aquela carinha de santo que ele tinha! Até agora, nesses meses que andou surtada e esquecera, de certo modo, Takahata, lutara bravamente contra essa depravação em sua mente, mas estava descarado demais o clima. E se nunca mais houvesse oportunidade de mostrar esse “sentimento” para o garoto?


“Será praga?”

“Você não lembra de ver eles assim? Quer dizer, eu não sabia, mas você poderia ter visto eles antes, não é?”

“N-não lembro de nada.. Acho que eles finalmente vão se entender! Que bom!” Novamente com os olhos brilhando a maga seguia até o quarto com sua namorada.

Konoka sentiu um puxão na manga da roupa enquanto caminhava. “Vamos ir até o telhado antes?” Já eram mais ou menos meia noite e meia, mas quem se importa, seria gostoso sentir de novo a brisa com sua amada ao lado para aquecê-la.

Ao chegarem no local, viram logo de cara uma Kaede sendo empurrada brutamente contra uma parede por uma certa gunslinger girl quase colada em seu rosto. Preferiram sair de fininho, sem serem percebidas, apesar de que o poder mágico de Konoka poder ser percebido há quilômetros por um mago mediano, o que poderia se dizer há cerca de quatro passos de duas das mais fortes garotas de Mahora?

“Acho que elas não viram que...” Tentando tomar fôlego, a ninja continuava com uma voz um tanto prejudicada por ter uma mão a sufocando o pescoço. “..elas não notaram que era um treino de gozaru.”

“E eu com isso?” Uma pausa para fazer uma cara de assassina com sorriso psicopata. “I just want power and money. I don’t care about what other peoples thinking about me!” (Tradução: Eu só desejo poder e dinheiro. Eu não me preocupo com que as outras pessoas pensam de mim!)

“Ano... poderia traduzir de gozaru?”


“A-Até elas?? Como eu nunca notei nas nossas missões!?” Setsuna ficara inconsolável. Era tão abobada que nem notara que as duas “colegas de profissão” tinham um caso tão... tão... indecente!

“Ara... Calma Set-chan..” A curandeira ria-se sozinha enquanto a outra continuava desolada. “Vamos indo?”

Setsuna se “acordou” do choque após a proposta. “K-Kono-chan!! Por que você quis..” Abaixou o tom de voz de repente. “..dormir no meu quarto..?”

“Bem... na verdade...” a garota foi se aproximando enquanto a outra só fazia ficar paralisada. Na verdade, nem que quisesse iria conseguir, Konoka ia se aproximando tão sedutoramente com seus olhos fixos na gola da blusa da espadachim, onde estava brincando com os dedos. “.. eu queria... fazer ‘aquilo’...”

Setsuna quase caiu no chão. O que diabos a garota estava pensando!? Acabara de perder a memória e já queria avançar ainda mais na relação!? N-Não podia! Não! ‘K-Kono-chan... Não me leve para o mundo da perdiçãaaaaoooooo........!’

“Set-chan...”

“Eu tava brincando.. Ehe”

BRINCANDO!?!?!? BRINCANDO SUA MAGA IRRESSISTÍVELMENTE LINDA! Vá dar intenções depravadas para outras!! *cof cof* Não... para outras não.

“Na verdade foi por que eu não queria ficar atrapalhando Negi-kun e Asuna... Eles pareciam tão bem..”

“E.. Então vamos?”

“Hai!” A herdeira das Associações segurou a mão de sua namorada rapidamente com um sorriso estampado no rosto. Era bom demais brincar com sua Set-chan e com todo o pudor que ainda existia dentro da garota. Como ela conseguia segurar todas as vontades que lhe viam em mente? Será que ela se soltaria um pouquinho para ela hoje? Só um pouquinho... Só tocar um pouco por debaixo da blusa, né? NÃO! Aff.. tinha que se controlar, seguir o exemplo de sua doce namorada e ficar vermelha COM CARA DE PERVERTIDA DESVIANDO O OLHAR!? O QUE SET-CHAN ESTAVA PENSANDO??

A outra só fazia corar, delicadamente, mas a expressão denunciava os pensamentos maquiavélicos. Isso fez com que Konoka soltasse uma rápida risada ao melhor estilo pervertida. Será que a maga tentaria com todas as suas forças soltar o “dark side” (lado negro) de Setsuna?

Chegando ao quarto, a guardiã soltou por alguns segundos a mão de sua amada e abrira a porta. Era tão limpo, lindo, arrumado, levemente tradicional e dava uma certa impressão de tranqüilidade e alto confiança. A curandeira entrou e, passo a passo, sentia mais a tal impressão. Não era a toa que Set-chan era tão tranqüila, para algumas coisas, e quieta, tinha um quarto perfeito que combinava com seu modo de agir.

‘Acordou’ das observações quando a outra chamou-lhe pelo apelido. Já tinha estado naquele quarto, afinal, já tinham quase feito um pacto no local, mas tudo parecia diferente, de certo modo. Era uma atmosfera mais... romântica?

Caminhou até a mesa e, quando menos esperava, recebera um abraço de sua querida guarda-costas. Setsuna a puxou para mais perto, as costas da maga encostavam-se no tecido que cobria a outra.

O aroma que vinha do pescoço de Konoka deixava os membros da garota fracos. A namorada estava claramente aprontando com todas as armas possíveis. Seu jeito era fofo demais, seu cheiro doce, seus cabelos brilhosos encostavam sobre seu rosto, estava tudo a favor de um momento de intimidade entre as garotas, mas sem perversidades, é claro. Estava tudo muito carinhoso para os desejos carnais se apossarem das garotas.

As mãos da espadachim massageando os braços da garota estavam fazendo uma espécie de terapia na estressada maga que antes só conseguia pensar em salvar seu maravilhoso anjo. Como é que podiam cogitar tirar a vida de alguém tão carinhosa e bondosa? Mas não devia pensar nesse tipo de coisa, afinal, sua linda estava a tratando tão bem, para que pensar em problemas?

O carinho se intensificava e, junto dele, uma leve vozinha da preocupação. “Kono-chan...” As lágrimas vinham ao rosto de Setsuna. “..E-Eu... não quero que isso termine...”


‘!? Ela havia segurado toda a tristeza até agora!?’ Ela já havia sofrido o bastante, mas nunca tinha visto que sua querida Set-chan estava todo aquele tempo segurando a dor de saber que iria morrer no futuro.

“E.. Eu também...”

As garotas continuaram ali até as lagrimas de Setsuna cessarem. Aos poucos o abraço se desfez e os sorrisos voltaram a se formar. ‘Que bom que posso contar com você.’, ‘Você é o amor da minha vida.’, ‘Só você pode me fazer ser tão feliz.’ e outras tantas frases transpareciam dos olhares que as garotas trocavam naquele momento.

Aos poucos o casal foi em direção à cama. Setsuna convenceu a garota de cabelos chocolate a se deitar na cama sozinha, sem o calor do corpo da espadachim. Sim, após tudo, ainda havia o pudor. Mas a maga sabia que podia esperar, afinal, uma amava a outra.


Ao acordar, Setsuna encontrou-se sentada na beirada de sua cama. Havia pegado no sono enquanto via sua linda Kono-chan sonhando. Tranquilamente acordou sua amada. Os olhos da garota abriram-se calmamente até que—

“Nani? Set-chan? Você havia vindo para Mahora? E-E... que quarto é esse?”

“O QUE?? DO QUE VOCÊ ESTÁ FALANDO KONO-CHAN! VO-VOCÊ NÃO PODE TER PERDIDO A MEMÓRIA DENOVO!!”

A maga, que não sabe que é tal, levantou-se de uma vez só. “M-Mas eu não me lembro!”

“Como assim não se lembra? Você tem que lembrar! Você lembrava antes!”

“E.. Eu não lembro... Não vejo você desde Kyoto..”


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Ae!
No final eu escrevi meio mal, eu só queria postar mais rápido!
Espero que naum me espanqueeemmmmm! XD

Vcs tem lido o Sis Mea Pars?? Tah taum bom * . *
E outras fics? Alguém me aconselha algo? Não precisa ser de Negima... Desde que seja yuri e num seja de Maria-sama ga Miteru.. *Não sei pq... mas num vo com a cara desse manga XD*
Como vai a vida de vcs?
Espero que bem?
Os que não conheciam Candy Boy gostaram? Espero que sim! * . *
Bjus a todos! o/
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
Posted by Se-chan

LiVeS 23

CENA 23: REVENGA



Próximo ao colegial Mahora estava cheio de passantes como sempre era no horário do fim das aulas. A tarde estava fria e o sol parecia estar com muita preguiça de aparecer naquele dia. Parecia mesmo que o inverno estaria logo de vez por ali.
Negi Springfield, Asuna Kagurazaka, Konoka Konoe e Setsuna Sakurazaki andavam por ali sem muita pressa como os outros. Vinham na verdade conversando descontraídos sem se preocupar muito com horas. O mago havia recebido uma pequena folga aquela tarde de seus treinos diários com Evangeline e agora conversava sobre o que poderia fazer para relaxar naquela tarde livre:
- É mesmo uma raridade você ter um tempinho livre. – comentou Asuna que caminhava ao lado do garoto enquanto folheava um mangá novo que Paru a emprestara. – Como pretende aproveitar esse tempo “Sr. Moleque-Cheio-de-Compromissos” ?
- Ah... sei lá... – começou Negi sem ter mesmo muita idéia do que fazer. Estava mesmo muito acostumado à rotina apressada de professor-mago. – Quem sabe eu possa continuar um estudo que estava fazendo sobre porções de fortalecimento...
- Puxa Negi, que coisa mais sem graça pra relaxar... – comentou Konoka que caminhava quase pendurada no braço de Setsuna, vinha exibindo um sorriso besta no rosto desde o início da manhã.
- Cada um tem sua maneira de se distrair Kono-chan... – comentou a espadachim que tinha o costume de se fogar ainda mais em treinos quando queria algo relaxante pra fazer. Mas de repente pensou que havia conseguido um novo hobby muito mais interessante para as horas de lazer... ‘Hei! Desde quando fico pensando nessas coisas?!’
- Ué... por que ficou vermelha Set-chan. – perguntou a quase-maga baixinho observando a mudança repentina de cor da protetora. Setsuna engasgou.
- N-Nada! – gaguejou desajeitada em resposta.
- Agente bem que podia ir no fliperama novo que tem no campus 2 da Universidade! – sugeriu a bararanger lembrando-se do estabelecimento que havia inaugurado há duas semanas.
- Cê gosta mesmo de uma jogatina dessas, heim Anesan! – comentou Kamo que vinha no ombro de seu assessorado e a ruiva coçou a cabeça como quem diz “fazer o que né?”.
Nesse momento o grupo de esportistas passou pelo grupo. Akira, Makie, Ako e Yuuna conversavam animadas entre si e saudaram os quatro amigos ao passarem por eles. Todas cumprimentaram alegres até que os olhos da jogadora de basquete recaíram sobre Setsuna. Ela virou o rosto rapidamente parecendo ter ficado muito chateada e saiu da conversa que suas amigas tinham, ficando calada acompanhando-as:
- Ah.... o que deu na Akashi? – perguntou Asuna sem entender a reação da jogadora.
- Hum.... sei lá... – começou a espadachim reflexiva. – Mas parece que sempre que passo por ela nesses dias ela fica desse jeito... – comentou fintando as costas da outra.
- E por que ela estaria com raiva de você Setsuna? – questionou a ruiva sem ver a mínima lógica. Na verdade nem a própria Setsuna via lógica nisso, mas era o que aparentava ser.
- Você fez alguma coisa para ela nesses últimos dias Setsuna? – perguntou o professor-mago e de repente o grupo todo fez silencio. Aparentemente o fio de raciocínio foi o mesmo para todos:
Setsuna não poderia ter feito nada contra Yuuna nos últimos dias se não estava falando com ninguém desde que voltara de Kyoto, também não poderia ter feito nada antes da viagem se antes ela agia naturalmente com ela. Então... só poderia ter acontecido algo quando não era ELA quem estava em Mahora... só quem poderia ter feito algo era...
- Será.....? – a ruiva começou boquiaberta com as possibilidades que surgiam em sua mente do que poderia ter feito SEtsuna-P para deixar Yuuna Akashi tão recentida. Konoka engoliu em seco também formulando muitas possibilidades sinistras (e por que não... pervertidas?!). O que teria acontecido?
- O que ce acha dessa Aniki? – perguntou Kamo que mais parecia muito interessado e curioso sobre os possíveis acontecimentos secretos da passagem de Setsuna-P por Mahora, mas Negi não respondeu.
-.... !
Negi parou de andar sem aviso e Asuna colidiu com ele quase deixando o mangá que segurava cair de suas mãos. Setsuna também parou de andar prendendo o braço de Konoka com o seu com mais força:
- Aniki?
- O que aconteceu moleque?! – perguntou Asuna irritada para as costas de Negi, mas este não respondeu imediatamente.
- Set-chan o que.... – começou Konoka, mas começou a compreender antes que terminasse a frase. Pode sentir uma força mágica que vinha de algum objeto pequeno mais a frente. Não era mesmo algo perigoso, mas parecia querer chamar a atenção deles.
- Aquela folha... – disse o jovem apontando para uma pequena folha extremamente verde para a época do ano. – Alguém enviou ela com magia para nos atrair...
- Ãh?! Aquela folha ali? – Asuna olhou incrédula para o pedaço de vegetal. Nunca pensara que uma simples folha poderia servir de mensageira. Esses magos ainda conseguiam surpreende-la depois de tantas coisas que vira.
- Pode ser uma armadilha. – advertiu o arminho que fintava desconfiado o “mensageiro”. – Tem que ser um mago ocidental para ter feito algo assim.
- ...Eu sei mas... – tentou contra-argumentar Negi sem completar a frase. O chamado da folha era urgente, soava quase como um pedido de socorro. Era como se a frase “Sigam-me, preciso de vocês” estivesse sendo dita seguidamente na cabeça do mago. Apenas ele e Setsuna podiam ouvir tal voz que não existia.
A espadachim começou a caminhar na direção da folha soltando o braço de Konoka. Mesmo que fosse se meter em uma furada sabendo disso, nunca teria a ousadia de arrastar sua amada Kono-chan junto consigo. Konoka segurou sua mão quando a viu afastar-se:
- O que esta fazendo Set-chan? – perguntou preocupada encarando os olhos negros da guardiã.
- Tenho que verificar o que é isso... – respondeu num tom vazio tentando desvencilhar-se da mão de Konoka sem sucesso. – Se algum mago tivesse entrado em Mahora Evangeline saberia, este é o trabalho dela aqui, ela teria nos avisado...
Negi e Setsuna foram na direção da folha seguidos por Asuna e Konoka logo atrás. A ruiva tinha certeza de que vinha alguma treta feia por ai e Konoka tinha uma impressão parecida. Já o jovem mago e a shinmei apenas queria apurar o que acontecia.
Como já esperavam a folha foi se deslocando graciosamente pelo ar a medida que tentavam se aproximar dela. Estava levando-os. Para onde? Só saberiam quando já estivessem lá. E era exatamente isso que Setsuna queria que acontecesse logo.
Depois de quase vinte minutos seguindo a misteriosa folhinha o grupo chegou a uma praça deserta perto do mini-campus 4 da Universidade de Mahora. Era normalmente um lugar calmo mesmo, mas nunca o tinham visto completamente vazio. A coisa cheirava cada vez pior.
Sem o mais nem menos a “folha-alada” desfez-se no ar alertando os quatro jovens. Setsuna levou a mão ao cabo da Yuunagi e Negi empunhou seu báculo a frente do corpo esperando uma investida a qualquer momento. Porém nada aconteceu. Os segundos foram passando silenciosos. Asuna e Konoka ainda estavam muito atordoadas com a situação para se precaverem contra qualquer coisa que fosse.
Os olhos ágeis de Setsuna varriam os arredores a procura do menor sinal de pudesse indicar a posição de um inimigo, ou mesmo o que denunciasse que estavam quase sendo pegos por uma armadilha. Mas nem seus olhos nem seus sentidos apurados captavam qualquer presença mágica ou outra coisa. Mas foi ao olhar para o chão logo a sua frente que viu algo que roubou-lhe a atenção.
Era um pequeno apito. Um apito incomum que era preciso apertar para soar. Não era o tipo de objeto que se via por ai com freqüência. Na verdade só os havia visto duas vezes na vida toda. Foi ao recordar-se disso que a mente da espadachim voou para o passado em menos de um segundo: uma tarde de sexta-feira... Konoka chamando-a para ir ao cinema junto com Asuna, Negi e Kamo.... ela dando dois apitos como aquele para dois shikigamis seus... ela recebendo de volta apenas um deles sem a explicação do que acontecera com o outro de seu principal shiki.... seu shikigami mais forte e no qual mais confiava...
Não era possível...



- Até que você tem uma boa memória...
A voz veio das costas do grupo. Todos se viraram para ver de quem se tratava. Todos menos a própria Setsuna que inconscientemente amassou completamente o apito que segurava. Seu coração e sua mente estavam sentindo um misto de choque e o mais puro rancor... Não precisava ver para saber de quem se tratava...... Não havia como confundir aquela voz feminina meio grave e suave....
Isso por que era a sua própria voz.




Konoka recuou três passos para trás. Sentiu-se completamente atordoada. Como era possível? O que estava acontecendo?! Seria um pesadelo? Os seus batimentos cardíacos acelerados teimavam em dizer-lhe que não era ilusão. Parecia que alguém havia acabado de roubar-lhe toda a vontade de existir de uma só vez. Era uma sensação ruim demais para que pudesse dizer ou fazer alguma coisa além de olhar incrédula para aquela pessoa...
Não... não era uma pessoa ali.





Asuna fez sua espada conjurada surgir sem mesmo precisar ser conjurada. A energia que liberou pelo choque da visão foi o suficiente. Assumiu posição de luta sem realmente entender: Como?!?!
Negi empunhou o báculo com mais força encarando a figura a frente sem temer. Estava confuso, mas isso não nublaria sua visão de batalha. E experiência que já havia adquirido lhe dizia para não perder a concentração mesmo diante se situações muito adversas. Mas tinha que admitir que aquilo estava alem do que ele classificava normalmente em situação adversa:
- Como isso é possível? – perguntou o jovem mago sem hesitar.



- Que bom saber que causo tanta sensação quando chego nos lugares... – admirou-se Setsuna-P com um sorrisinho que já poderia dizer-se típico seu.
A ex-shikigami encarava o grupo de cima de um banco de madeira mais a frente. Usava roupas totalmente negras e uma espada mais curta e larga do que normalmente seria uma espada Shinmei. Encarava os rostos surpresos um a um, demorando-se mais no que não podia ver: Setsuna ainda parecia paralisada:
- Mas você foi... – começou Asuna sem conseguir disfarçar o abobalhamento.
- Morta? – perguntou a “garota” fazendo a ruiva engolir em seco. – É... era mesmo isso que devia ter acontecido comigo quando meu feitiço de conjuração foi desfeito...
- Mas então, como você pode estar... – começou Negi, mas a “shikigami” o interrompeu também.
- Viva? – seu sorriso frio e sarcástico cresceu no seu rosto que era igual ao de Setsuna. A única diferença eram os cabelos que estavam soltos. – Infelizmente esse é um segredinho que prefiro manter... se não se importar Negi-kun...
Setsuna não conseguia prestar atenção no que diziam. Parecia haver um zunido em sua mente. Tudo o que conseguia saber era que Setsuna-P, shikigami que ela criara para ser-lhe completamente leal e a traíra da maneira mais vil possível, estava viva. E estava bem ali logo atrás de si... sua respiração estava forçada e seus músculos completamente tensos. Sabia que o que sentia só poderia ser dito como uma coisa: Ódio. Tinha um ódio profundo daquela “criatura” que ousava achar que poderia ter a vida que pertencia a ela para seu ser desprezível:
- O que você quer conosco... Setsuna-P? – perguntou o mago sem perder a calma. Os olhos da “garota” fecharam ligeiramente.
- Na verdade tenho muito assuntos para resolver em Mahora... – seu olhar focou-se em Konoka ao dizer isso e a quase-maga se encolheu mais ainda no mesmo lugar. – Mas hoje.... vim acertar algumas pendências com minha.....”ex-chefa”...
Usou o mesmo tom de pouco respeito que sempre guardava para referir-se a Setsuna e os três puderam sentir o clima do lugar se tornar extremamente hostil e isso intimidou até o jovem Springfield. Setsuna-P encarou insistentemente as costas da verdadeira Setsuna e esta parecia saber disso, sua mão apertou o cabo da Yuunagi com mais força. Sua voz saiu tremida como se tentasse conter-se para não explodir quando falou:
- Saiam daqui...
- O que?! – Asuna escandalizou-se. – Não vamos deixar você sozinha nessa!
- Saiam...
- Setsuna... – Negi parecia compreender um pouco do que a espadachim sentia.
- Set-chan... – Konoka temia terrivelmente o que poderia acontecer se as duas lutassem. Seu coração gritava para que impedisse seu anjo de lutar contra aquele... demônio.
Setsuna virou para encarar Setsuna-P. O olhar que trocaram foi frio e assassino. Era como se tentassem destruir uma a outra apenas com os olhos. A quase-maga-branca percebeu que seria impossível para sua protetora naquele estado de nervos:
- Set-chan...
- Isso é um assunto apenas meu... não se intrometam... – a shinmei nem piscava ao encarar a criatura que mais conseguira despertar-lhe ódio em toda a sua vida.
Asuna sentiu-se revoltada. Lembrou-se perfeitamente da época em que Negi dizia a mesma coisa: “Não se intrometa em meus assuntos!”. Como esse pessoal se acha!? Pensam que podem resolver tudo sem ajuda de ninguém..... idiotas!
- É assim que se fala. – Setsuna-P parecia muito ansiosa para a batalha. Seu sorriso não deixava enganar.
- Por favor... tome cuidado... – pediu Konoka fintando os olhos frios de sua amada Set-chan. Setsuna sentiu o peso dessas palavras e piscou. Sem desviar-se de Setsuna-P respondeu com a voz mais controlada.
- Não se preocupe. Nada vai me fazer deixar de te proteger.
- Então.... vamos a briga...




Setsuna avançou contra Pee que preparou-se. O inpacto das espadas fez ambas afastarem-se quase cinco metros uma da outra. A ex-shikigami avançou brandindo sua espada na direção do abdômen da meio-uzoku que por pouco não foi atingida, desviou-se por pouco tendo o uniforme rasgado pelo foi extremamente afiado da espada ocidental da adversária. Contra-atacou com um corte diagonal que Pee defendeu sem esforço. A mente de Setsuna questionava-se de onde a shikigami tirava poder para auto-manter-se e ainda por cima lutar com um nível alto daqueles. Pee apenas divertia-se com o calor da batalha:
- Raí Mei Ken! – a espada curta de Setsuna-P emitiu raios que por pouco não paralisaram Setsuna. Esta avançou contra a adversária desprotegida por ter aberto a guarda para proferir o golpe.
- Shin Raikou Ken! – um brilho forte fez com que Negi, Asuna e Konoka não pudessem ver a cena por alguns segundos. Os três se perguntaram aflitos o que teria acontecido, mas aliviaram-se ao conseguir enxergar novamente a luta.
Pee estava a cinco metros de Setsuna. Parecia ter sido arremessada com força para trás, provavelmente pelo impacto do golpe, e arfava muito com as costas em uma árvore atrás de si. Sua espada tinha sumido de vista e o mago deduziu que o impacto par defender o ataque de Setsuna havia sido o suficiente para que Pee a soltasse. Setsuna estava parada no mesmo local em que proferira o golpe shinmei. Seus olhos focados em Pee. As duas ficaram paradas por um instante. Pareciam ainda estudar-se. Era mesmo uma cena muito estranha ver duas Setsunas lutando daquela maneira feroz.
A Setsuna verdadeira avançou primeiro na direção da “shikigami”. Proferiu um corte horizontal que Pee quase não conseguiu desviar-se. A arvore atrás de si foi partida ao meio quando ela rolou pelo lado da shinmei e começou a correr para longe. Porém Setsuna não parecia disposta a dar tempo para a adversária:
- Zan Tetsu Sem!!! – Pee só teve tempo de proteger o rosto com os braços antes que o golpe a atingisse em cheio, arremessando-a no chão seis metros adiante. Seus braços ficaram tremendo sem que pudesse controla-los. Sua respiração parecia difícil devido ao impacto quando atingiu o solo.
Setsuna foi caminhando sem perder tempo na direção a parou de frente para esta. Encarou o ex-shikigami com um olhar sem piedade de cima por alguns segundos. Pee revidou o seu olhar, mas agora era visível a preocupação que tinha. De repente Setsuna pareceu notar algo que a deixou perplexa. Sua boca entreabriu-se.
- Você... – começou encarando o rosto da inimiga com crescente pavor. – Você... está.... sangrando.
Negi sobressaltou-se ao ouvir essas palavras e olhou melhor para Pee. Realmente os arranhões que haviam no rosto deste sangravam um pouquinho:
- Como assim? – Asuna não entendeu o significado de tanto drama por causa de uma gotinhas de sangue.
- Anesan... – Kamo também estava estupefato com a cena. – É que.... na verdade... shikigamis não tem sangue...
Konoka lembrou-se perfeitamente do dia na vila cinema, em Kyoto, durante a excursão escolar. Quando o Negi-shiki se botara na frente da flecha que viria a atingir Setsuna. Realmente ele não se ferira, apenas fora distorcido e atravessado sem sofrer dano. Mas... o que isso queria dizer?
Pee levantou-se e encarou Setsuna reabrindo seu sorriso sarcástico. Estava com uma grande vantagem agora, aquela era sua chance. Infelizmente percebia que não poderia terminar com aquilo naquele dia, mas sair inteira para ter uma nova chance já era muito bom:
- É... eu estou sangrando sim. – disse com uma voz mortalmente suave. – Essa é a prova de que você estava errada naquela noite... Eu sou SIM real... e em breve você será a ilusão...
Setsuna sentiu em choqre ao ouvir essas palavras. Sim era única explicação. Ela não era mais um simples shikigami. Era uma pessoa. A verdade por detrás dessas palavras era tão assombrosa que a espadachim não conseguiu ter nenhuma reação quando Setsuna-P começou a andar para trás, afastando-se dela:
- Voltaremos a nos ver em breve... ainda tenho muita coisa a fazer por aqui... – seus olhos rondarem ameaçadoramente o lugar onde estava Konoka ao falar isso. – Ai então você verá o que é ser real e o que é deixar de ser...
Num movimento rápido, Pee foi em direção a mata do bosque que havia ali nos arredores e sumiu de vista. Negi nem Setsuna fizeram a mínima menção de seguir a.... garota?!
- Ei! Vamos deixar ela fugir assim!?! – indignou-se exasperada (ainda não tinha entendido completamente o por que de tanta surpresa com o sangue da falsária).
- Não é seguro. – disse o mago com simplicidade virando-se para encarar a cidade estudantil sob o céu cinzento daquele dia de início de inverno.
- Mas então o que vamos fazer?!
- É mais negocio falarmos o que aconteceu pra Eva, Anesan. Ela vai saber o que fazer, mesmo que seja contar sobre isso pro pessoal todo. – disse Kamo que também estava sério.
Setsuna olhava para o chão sem se mover. Parecia ter sido completamente desarmada por Pee com suas palavras enigmáticas. Konoka observava a protetora com um nó no peito.
- Além disso... – continuou o garoto olhando também na direção de Setsuna e Asuna também o fez. – Temos outras coisas mais importantes para cuidar Asuna...
- É...
Konoka olhou para a mata na direção onde Pee desaparecera. Não conseguia aceitar que aquela cena toda havia mesmo acabado de acontecer. Era surreal demais. Era horrível demais. Era cruel demais... esse tipo de coisa só acontecia em estórias de aventura quando estão perto do clímax dramático. Como poderia estar acontecendo com ela?
“Por que isso não pode ser só um pesadelo?”.






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Que belezaaa!!! >D
Bom demais!
Ahh... como eh ruim saber que jah está se encaminhando pro final... ¬¬
MAAASSS.. como sabemos que terá outras sagas tá tudo bem!! >D
Bjus para todos e até... espero que amanha, se eu resistir ao meu vicio de internet e escrever o resto de Partners (naum falta mto pra acabar)
Bye Bye o/
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Posted by Se-chan

MoDiFiCaDo - PaRtNerS 06

Sem enrolação!
Voltei pra minha cidadezinha e arrumei o final de Partners! >D
To traduzindo Blessed Child, mas devo postar o cap 7 de Partners antes!
Amanhã *Acho* postarei o Lives!
Até! o/

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Capítulo 06 – O Re-encontro dos Lábios

Ainda era de noite quando Setsuna fora informada que o Grã-Mestre de Kanto, também conhecido como avô de sua, novamente, namorada, desejava vê-la em sua sala. A espadachim, como todo serviçal Konoe fora ensinado, obedecera sem hesitar. Afinal, provavelmente Tatsumiya já teria descoberto sobre a perda de memória da neta do diretor e informado o senhor Konoe “quero empurrar um noivo para minha neta” Konoemon.

Quando abrira as grandes portas da sala, vira o velho sorridente, com um olhar malicioso, quase igual aos olhares constantes de Paru e Kazumi quando as virão juntas de manhã. Fazendo sinal para a garota aproximar-se, foi o próprio indo de encontro a garota no meio da sala e, sem permissão, aviso, ou qualquer coisa do tipo, dera um apertado abraço na garota, com direito a batida nas costas e uma risada de como se fossem os amigos mais íntimos do mundo. Bem, se conhecerem bem, se conheciam, mas isso não quer dizer que ele viria em direção a ela para dar-lhe um abraço tão querido enquanto sua neta está desmemoriada.

“Eu soube a pouco Setsuna-kun.” Disse o idoso, seguido de uma risada que parecia de um maníaco assassino sanguinário de filme de segunda categoria. “Você heim? Nem para me dar chance!”

O rosto confuso da Meia-Uzoku revelava as palavras que desejava pronunciar: “Mas do que diabos você está falando??”

“Ora, não se faça de boba! Por isso que Konoka sempre recusava os pretendentes!”

A guarda-costas paralisou-se. Uma estátua viva, talvez. Maldita Tatsumiya! Havia fofocado para o velho sobre o romance dos outros! Não se pode mais namorar em paz sem que uma Associação Mágica inteira tome conhecimento!? Não se fazem mais “companheiros de trabalho” como antigamente! Sabia que não poderia contar com a garota desde o início. Fazer o que? Estava fadada a morrer nas mãos do velho maníaco por Omiais.

Espere um pouco? Ele está sorrindo?? Viva! Joguem confetes! Dancem! Bebam até cair no chão ou até fazerem perversões sem que se lembrem no dia seguinte que hoje Sakurazaki Setsuna pagará tudo para todos!

“Ano.... Diretor-geral...” A garota de cabelos escuros envergonhada, com o rosto tão para baixo que parecia ter perdido o pescoço, tentava fazer com que a conversa não virasse um monólogo. “Bem...”

“Me chame de Konoemon, avô, avozinho, ou qualquer coisa, menos essas coisas formais! Afinal, você é a ‘grande escolha’ da minha neta!” Argumentava alegremente o Grã-Mestre batendo mais uma vez carinhosamente nas costas de Setsuna.

“‘Grande Escolha’...?”

“Tudo o que eu mais desejava era que Konoka encontrasse logo sua ‘cara metade’, ‘alma gêmea’, ‘a pessoa só para ela’, ‘a pessoa mais importante da vida dela’, ou seja, que encontrasse logo o amor verdadeiro!” (A utilização de falas de mangás conhecidos da Clamp são meramente “ilustrativas”.) Abrindo ainda mais o sorriso, continuara. “E no final, eu não olhei para o lado da minha neta! Como sou cego, não enxerguei o quanto ela amava você!” Setsuna tinha o dever de acalmar o coração demasiadamente acelerado do senhor ao seu lado. Daqui a pouco o velho correria perigo de vida por causa de um, bem provável, infarto no meio de sua sala.

“C-Calma Dir.. Konoemon.... sama....” Deu uma pausa até ver que o velhote não iria interrompe-la com mais um discurso. “O senhor ainda não sabe do estado de Kono-chan?”

“Do que você está falando? Não faça piadas! Ela não pode ficar grávida!”

O choque pelo pensamento perverso do homem a sua frente fora enorme. Como alguém que aparentava ser tão sábio conseguia pensava tanta bobagem maliciosa? Setsuna tentava continuar sem demonstrar o trauma em sua mente.

“N-Não é esse tipo de coisa... É... Kono-chan perdeu a memória no fim desta tarde...” Disse seriamente enquanto notava a expressão facial do idoso mudar da mais adorável para a mais horrorizada possível.

“Como? E onde você estava? Não deveria estar com ela?”

“Bem.. Foi durante o meu turno de vigilância na área do Templo Tatsumiya.” E fora explicando passo a passo o que se passara.

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“Mou! Sobre o que será que o vovô está falando com a Set-chan?” A garota parcialmente sem memória não estava gostando da idéia de não poder ver onde a garota estava. O susto que passara ao ver a previsão de sua namorada ainda não tinha passado por completo. Sabe-se lá se, por causa da previsão, a morte de sua tão querida Set-chan não havia sido adiantada alguns meses.

“Para de drama, Konoka! Setsuna-san é empregada da sua família, ela sempre é chamada pra conversar com o diretor-geral, ou não se lem... Ops!” E, mostrando a língua e batendo na própria cabeça de leve como reprovação, fizera a maga sorrir.

“Mesmo assim (mesmo você falando isso, não lembro direito), Set-chan pode muito bem ter sido chamada pelo meu avô por ele ter descoberto sobre o nosso namoro.. Pelo que vocês disseram a gente foi pra sala de aula de mãos dadas e tudo!” Exclamando que poderia ser o fim dos tempos para a Uzoku, mostrava as quinhentas mil razões (que sabemos que estão erradas) para o velho querer tirar o pescoço da Shinmei.

“Bem... é real... O teu véio tava sempre te empurrando tudo quanto é cara cheio da grana e pra vê se te grudava num deles...” O arminho argumentava enquanto “fumava” um chocolate em forma de cigarro. “Vê se abre o olho na próxima! Aquela mana das armas num é uma espiã das boas? Então, vê se dá um fim nela!” A resolução absurda do problema certamente não daria certo, afinal, o que é a morte de um quando se tem centenas de magos preparados para receber ordens da Associação?

“Err... Esquece... não escuta esse ero-arminho!” A guerreira de cabelos laranja dizia a amiga enquanto esgoelava o “pobre” animalzinho.

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“Mas pelo jeito está tudo bem. Apenas tome cuidado. Se foi Konoka que previu.. É bem possível que se torne verdade...” O conselho do idoso fora anotado em mente pela espadachim. Devidamente anotado, com luzes ofuscantes e com uma camiseta do palmeiras cor de caneta marca texto ao lado para não se esquecer. Todo cuidado era pouco.

“Amanhã traga Konoka até mim, se ela estiver em condições.”

“Sim, senhor.” Recebendo como uma ordem, Setsuna saíra da sala calmamente.

‘O velho aceitou??? Demais!’ A garota quase saiu voando, literalmente, pelo corredor do prédio principal do colégio. Tudo o que fez no final fora mostrar um sorriso de orelha a orelha a cada pessoa que passava por ela, ou dizer um “excelente boa noite” para os que a cumprimentavam.

Chegando aos dormitórios, vira Konoka saindo do apartamento. A maga fora correndo em sua direção. Apesar de já estar mais recuperada, não escapou de um “Você não deveria estar forçando tanto o seu corpo” e um “É melhor descansar no seu quarto.”. Mas, como toda boa Konoe independente que é, ignorou o conselho e seguiu para o salão de banho.

“Você vem comigo, Set-chan?” Mostrando um sorriso falso de pura inocência, a maga perguntava enquanto brincava com a gravata de Setsuna.

“Bem... É melhor eu ir junto.. Para assegurar sua segurança, já que Asuna-san não irá junto..” A desculpa mais idiota dos últimos 500 anos. A espadachim sabia que Konoka já estava bem, notava só de sentir o poder mágico da maga voltando cada vez mais à normalidade.

E foram até lá, sendo seguidas pelos olhos das estudantes da 3-A que estavam pelos corredores. Chegando ao local, a Shinmei despiu-se rapidamente, antes que a própria Konoka notasse. Em seguida, já estava muito bem localizada em uma das grandes “termas artificiais” lendárias do dormitório.

Algum tempo depois, a maga entrara na sala. Todas, não algumas, simplesmente TODAS as alunas da 3-A olharam maliciosamente ou de forma reprovadora para as duas garotas. Claro, que tipo de pessoa iria para o banho junto de sua namorada? Certamente já teriam se agarrado em algum canto e firmado bem firme o relacionamento delas, era o pensamento da maioria ali presente.

Em meio aos ruídos de “depravadas”, “inacreditável”, “será que é um relacionamento sério?”, “por que ninguém as proíbe de fazer isso?”, e dos mais interessantes “o que será que elas estão pensando?” e “Será que elas estão exci&*#@?” (Não resisti, tive que colocar isso!) que somente Setsuna escutava infelizmente por ter sentidos super-humanos, as duas tentavam não ter trocas de olhares muito longas, afinal, a carne é fraca e não queriam ter uma recaída (Elas já caíram nesse fanfic pra ter uma “recaída”?) em frente à tantas garotas familiares presentes. Então, pela lógica usada, se as “familiares” não estivessem presentes, elas poderiam ter a recaída? Provavelmente não.

“Então, Set-chan...” A curandeira ia falando enquanto jogava um pouco d’água nos próprios longos cabelos chocolate. “O que meu vovô queria falar com você?”

“Bem... Pra falar a verdade... Ele sabe sobre “nós”....”

O choque fora terrível. Como é que Set-chan estaria viva neste momento? Será que estava machucada? Não, pelo que notara durante o banho, até agora, não havia nenhum arranhão em seu corpo. Será que o vovô teria dito para Set-chan se despedir dela e depois cair fora de Mahora antes que ele solte os cachorros(Ou Tatsumiyas) atrás dela?

Tentando acalmar a garota, Setsuna foi em direção à ela e colocou a mão em seu ombro. “Não se preocupe... Ele aceitou bem...” A expressão de “Você está louca espadachim? Será que você fumou uma antes de falar com ele? Nunca que ele iria aceitar!” da maga fora bastante compreensível para Setsuna, afinal, ela mesma ainda não acreditava muito nas palavras do chefão da família Konoe. “Pode confirmar com ele amanhã. Já o informei do seu problema de memória e ele gostaria de vê-la amanhã, se você for à aula.”

“Bem... se você diz... não tenho do que duvidar...” Com um sorriso meio tímido a Konoe tentava ignorar o corpo nu da sua namorada quase encostando no seu. Começou a corar pela proximidade e pela capacidade da espadachim de não notar tal fato. Será mesmo que a via de forma diferente das outras pessoas? Ela não tinha atração por ela ou estava aproveitando a vista?

Resposta para tal pergunta é: Sim, Setsuna é tapada e com um parafuso a menos. Somente depois do impulso de acalmar Konoka que notou que a outra estava sem roupa, sem toalha, sem nenhuma coisinha sequer para tapar o corpo. Pois bem, os olhos nervosos da guarda-costas acabaram por, de fato por tentar focar outro lugar que não fosse alguma parte intima da namorada, mirar exatamente onde não devia. Claro, sabe como é, um ataque de nervos aqui, um olhar no busto da namorada e você logo está escorrendo sangue pelo nariz.

Tentando disfarçar a depravação, a samurai olhara para o lado contrário o mais rápido possível e focou os olhos em qualquer outra coisa. Bem, aparentemente a “outra coisa” foram as “outras coisas” da sua “querida” colega Saotome Haruna.

‘Mas o que diabos Set-chan está fazendo? Não quer olhar os meus, mas vai olhar os das outras que são maiores!?’ Com uma cara emburrada a maga pegou qualquer coisa que estivesse lá, entre shampoo, sabonete e outras coisas do gênero, e foi quase derrubando porta e tudo, a não ser pela sua amada namorada tê-la pego pelo braço enquanto ainda não tinha dado dois passos em direção à saída.

“Gomen... Kono-chan... Não foi de propósito... eu juro...” Com um rosto irresistivelmente fofo Setsuna lamentava-se por ter feito tais bobagens por “simplesmente” ter visto o corpo de Konoka nu, o que já tinha visto milhões de vezes. Prazerosas vezes, admitia para si.

“Foi por que então?”


“Eu acabei olhando pros seus --! Acabei perdendo o controle por causa da emoção e--” Notando as revelações que fazia para a curandeira, Setsuna se atirou na parede mais próxima para tentar enfiar um pouco de juízo em sua mente.

A maga, em compensação, via-se num mar da velha e adorada luxúria dentro de si. ‘Ah, Set-chan. Podia ter falado mais cedo esse tipo de coisa...’ Surpreendeu-se quando acabara se lamentando por não ter tido outros banhos como esse depois de tantas vezes indo para essa área dos dormitórios com a Shinmei.

Rapidamente, Setsuna afastou-se tentando manter todo o pudor possível em um momento como esse. Fora rápida, mas mesmo assim continuava a ver as costas da herdeira das Associações Mágicas, o que já chamava bastante atenção.

Os longos cabelos chocolates de Konoka agora estavam sendo lavados. Há cada jorrada de água, a espadachim engolia a seco milhões de perversões que passavam em sua mente secretamente.

Aquele dorso, aquela fina curva que o corpo novo e puro que Konoka tinha, a harmonia no corpo da curandeira fazia a espadachim quase ter suas depravações percebida pelas demais ali presentes. Tinha que ter calma, afinal, mal tinha completado seus 14 anos e já estava pensando em fazer besteiras com Kono-chan!?

Após o longo e prazeroso, na querida e bem entendida opinião de Setsuna, banho, as garotas dirigiram-se para o quarto da maga. Estava vazio. Completamente vazio, escuro, com ares de armação feita pela amiga usuária de Kanka e de cenário para uma seção de fotos pornográficas dirigidas por um certo ero-arminho conhecido de todos.

“Ara... Estranho... Por que Negi-kun, Asuna e Kamo-kun não estão aqui?” Mais se perguntava do que para a samurai enquanto acendia a luz do quarto.

“Aqui diz que foram fazer um pequeno treino com Evangeline-san.” Respondia para a maga enquanto pegava um pequeno pedaço de papel localizado na mesinha de centro da sala-quarto do pequeno apartamento.

“Hmm... Você vai ficar mais um tempo aqui, não vai Set-chan? Eu não quero ficar sozinha aqui...”

“Hai hai... Não se preocupe.. ficarei bem aqui enquanto eles estiverem fora.”

A Konoe sentou-se na ponta de sua cama admirando Setsuna enquanto esta procurava por algo em sua pasta do colégio. Retirava um álbum de fotos, na capa dizia “Propriedade do Jornal Mahora”.

“Olhe, Kono-chan.. Talvez isso ajude a você se lembrar de alguma coisa...” A espadachim sentou-se ao lado de Konoka e ternamente abriu o álbum com um sorriso para a curandeira.

Konoka ia folheando e prestando atenção a cada foto. As mais importantes, como as da viagem escolar, incluindo a que tirou junto de Setsuna na Vila Cinema, as de aniversários de colegas, de dias de festas arranjadas com qualquer desculpa, entre outras, lembrava-se imediatamente do ocorrido, mas sempre só com meras imagens e leves “falas” vindo em sua mente. Nada completamente concreto, somente o bastante para confirmar que aquilo acontecera de verdade.

“Ne ne.. Set-chan... Foi uma boa idéia... Okini...” E, quando virou o rosto para olhar para a guarda-costas, sentira seus lábios encostarem levemente nos de Setsuna. Não fora de propósito, ia apenas mostrar sua expressão de agradecimento.

A troca de olhares surpresos, de temperaturas, a sensação do toque, tudo pareceu tão misteriosamente familiar, tão fantasticamente tentador e aquela sensação de “eu sempre quis fazer isso” com “eu quero mais” fez com que a maga encostasse o rosto sob o ombro de Setsuna.

Era quente, macio, com um cheiro gostoso e um carinho incomparável. Cada gesto de Setsuna parecia feito com a intenção de provocar sua felicidade. Cada treino, cada aula inutilmente (afinal, é uma espadachim, e não uma garota comum), cada mínimo detalhe da vida da guardiã parecia feito para sustentar a vida da maga. Agora tinha certeza de que não sobreviveria sem aquela garota. Sem Sakurazaki Setsuna. Sem seu carinho, sem seu amor, sem sua proteção, sem sua existência de nada seria a vida de Konoe Konoka. Tinha que fazer Set-chan sobreviver ao que fosse aquela terrível visão, senão não seguiria sua vida. Não conseguiria sem ela, sem a pessoa mais importante no mundo para ela.

Afinal, todo aquele raciocínio após o contato dos lábios das namoradas foi dado, obviamente, por ser o primeiro, apesar de apenas encostarem os lábios, após a perda da memória da maga.

Setsuna era só silêncio. Tudo o que fazia era acariciar a cabeça nitidamente avoada da maga. Era tão gostosa aquela sensação de paz, poderia permanecer ali passando as mãos no cabelo de Konoka para sempre. Ou, senão, fazendo outras coisas com ela. ‘Droga! Pare de pensar bobagens!’ Realmente, 14 anos é uma idade delicada. Idade de crescer hormonalmente, e fazer bobagem em pensar nas conseqüências. Ei! Mas que conseqüências? Poderia fazer mil safadezas que não engravidaria a garota!

A lembrança do senhor Konoe veio em mente. Não tinha algo mais broxante para falar velho de uma figa? A maldita frase só podia ser proposital! Tentando recuperar a compostura, a meia-Uzoku tentava pensar em algo para conversar com a lindíssima Konoe quase dormindo com um rosto que parecia um SD (super deformed) de neko (gato).

A espadachim vira a dificuldade de fixar um assunto quando se está apenas pensando em o quanto se é sortuda por ter em seus braços a criatura mais fofa do mundo. Olhando a maga mudar cerca de 15 vezes de posição em seu ombro, fizera sinal para a garota deitar-se. Konoka sentiu-se um tanto contrariada, afinal, estava tão bom ali com sua(nossa, a pequena Konoe já está se adonando novamente da espadachim) Set-chan. Então, se ia deitar, que fosse junto dela!

“Vem aki, Set-chan!” O tom de felicidade não podia ser ignorado. Konoka puxou a guarda-costas cama abaixo e deixou-a com o meado de cima do tronco por cima do seu.

‘Kono-chan! Você já recuperou tanto a memória que já quer avançar o nosso relacionamento com relação ao ponto que nós estávamos!?’ A visão da maga atirada na cama fez Setsuna lembrar dos momentos de infância e, claro, daquele maravilhoso dia em que as duas descobriram o amor.

“Set-chan...” O apelido foi dito mais para si do que para a outra. Um tipo de suspiro, ou algum problema mental dado à magia que utilizara que a fizera perder o poder de segurar as palavras que lhe vem em mente (quanto sarcasmo).

“Hai... Kono-chan?”

“Me beija?”

“N-ã-o.”

“NANI??”(Traduzindo: O QUE??) A espadachim estava louca é? Que diabos aconteceu?

“Calma.. era brincadeira... já vou...” E calmamente a espadachim chegou até o rosto de Konoka, passando a mão sobre sua franja, tirando-a do caminho, alisando o cabelo, tocando-lhe a face levemente rosada, estavam muito próximas, afinal. Vinha pouco a pouco querendo aproveitar ao máximo aquele momento. Era tão gostoso estarem juntas, ali, parecia que o tempo fora parado por alguma magia misteriosa. Arg! Malditas magias! Era bom não pensar em magias no momento, poderia estragar todo aquele momento carinhoso.

A maga foi-se adiantando passando com os lábios levemente pela face de Setsuna. O cheio misteriosamente sedutor da Uzoku parecia cada vez mais embriagar suas narinas. De beijo em beijo na bochecha, Konoka chegara a beirada dos lábios da Shinmei.

Após Setsuna ligeiramente procurar pela mão da curandeira e entrelaçar com a sua, foi aproximando-se até encostarem suas testas.

“Kono-chan....”

“Hm?”

“Você é linda...”

A declaração da espadachim a fizera corar. Bem, poderia se concluir que Setsuna a achava atraente, senão de nada passaria o relacionamento de uma pequena amizade colorida, mas não era todo dia que se via a guarda-costas falar tão abertamente seus sentimentos.

“Não vou a lugar algum...” “Estarei sempre aqui para te abraçar...”

Um arrepio na espia a maga sentiu. Era como se Setsuna estivesse sempre um passo a frente de seus próprios pensamentos. Será uma técnica Shinmei?

E os olhos de Konoka fecharam-se enquanto seus lábios ficavam entreabertos. Estava sob total controle da garota. Estava dada! Descaradamente dada! Após um sorriso de canto por parte de Setsuna, que a maga não vira por estar com os olhos cerrados, o contato entre os lábios começara. Fora lento e prazeroso, apesar de ainda estarem com suas línguas em suas respectivas bocas.

Cada momento deparavam-se com mais novidades sob seus corpos. Sentiam uma alegria subir em seus corpos quando Konoka achou uma brecha na espadachim e encontrou sua língua junto da dela. O calor subia a cabeça da herdeira das Associações, pouco a pouco desejava mais, e o pouco de agora, logo seria muito.

Claramente o corpo da curandeira desejava mais do que simples beijos. Estava claro, mas Setsuna não deixaria levar-se pelo momento. Talvez devesse rever seus conceitos e deixar-se levar pelo momento, afinal, o velho Konoe sabia e já tinha até falado que não havia mal nenhum!

‘Não! De modo algum! Só por serem namoradas não quer dizer que possam sair fazendo esse tipo de coisa! Afinal, existem regras a serem seguidas!’ É isso aí! Nada antes do casamento! Ei! Casar? Mas não podiam. Solução: Mudem-se para algum lugar onde seja permitido, case e “faça a festa” com a Konoe!

Após algum tempo de investidas falhadas, Konoka deitou-se ao lado da guardiã. Sabia que não conseguiria fazer algo assim facilmente com sua doce Shinmei. Ela era uma pessoa controlada e seguia as normas de etiqueta até demais. Mesmo assim, adorava esse jeito de Setsuna e esperaria até a outra dar-se permissão para mostrar o lado luxurioso de sua mente.

A outra virou para seu lado e ternamente beijou-lhe a testa passando os dedos entre as mechas de cabelo que iam caindo sobre o rosto da maga. Uma dor veio no peito da garota.

“Set-chan...” Dizia com um olhar preocupado. “Como é que você consegue ficar tão calma sabendo que .... você vai mo--” A espadachim tapou-lhe os lábios com um dedo para que não continuasse.

“É o meu destino....” Setsuna misteriosamente respondia com brilho nos olhos. “Kono-chan... Eu sempre desejei protege-la... é o que mais desejo...” Segurando uma lágrima que vinha, cortou a frase por um momento por uma leve falha na voz. Respirando fundo, continuou. “Se eu pelo menos conseguir realiza-lo... não me importarei de partir deste mundo...”

“......”

“Mou, você é sempre tão séria e calma!” Konoka sentava na cama com as pernas dobradas e os braços entre elas. “Não me venha com essa desculpa de “destino”. Se existe algum destino para mim....” Parou de repente, colocando um tom sério na voz. “... tenho certeza que ele será junto com você.”

O rosto tristonho da garota, que mesmo com um tom quase choroso, mantinha um beicinho fofo nos lábios, fez criar um sorriso terno na guardiã.

“Arigatou ne...” Aproximando aos poucos da garota, Setsuna abraçou-a com os olhos cerrados e acariciando os longos cabelos chocolate da curandeira. “Não se preocupe... vou fazer de tudo para continuar junto com você, Kono-chan...”

“Eu...” Dizia murmurando. Mesmo que desejasse falar mais alto, o nó na garganta trancava sua voz. “.. eu te amo...” Entrelaçando os braços pelos meados do tronco da guarda-costas, seguia com o tom fraco, quase inaudível. Por isso, Konoka posicionou-se para deixar os lábios perto de um dos ouvidos de Setsuna. “.. não quero ficar longe de você... então... sempre... sempre me abrace.. afinal...anata wa watashi ni tenshi desu ne...?” (Tradução: Você é o meu anjo, não é...?)

O abraço se intensificava e um sorriso doce aparecia nos lábios da espadachim. “Não...” Acariciando com dois dedos a face de Konoka, continuara. “Kono-chan é o meu anjo...” “...Afinal de contas...” “... Kono-chan wa watashi ni mainichi hikari desu...” (Tradução: ...Kono-chan é a minha luz de todos os dias... - Se é que tá certo)

“Okini Set-chan...” (Tradução: Obrigada Set-chan... – Dialeto de Kansai.)


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E dá-le Kono-Setsu!
Até a próxima! o/
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Posted by Se-chan

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