Análise - Comic Yurihime 2015/11

Olá a todos!

Apesar do fandom yuri ao redor do globo ser bastante dedicado ah. . . Bom. . . “obter” mangás yuris digitalizados para então traduzí-los e disponibilizar a todos que não tem conhecimento em japonês ou mesmo acesso à esses arquivos, é indiscutível que nós, fãs do estrangeiro, sempre estamos alguns passos atrás do momento do mundo dos mangás yuris em publicação.

Foi a intenção de diminuir em alguns passos essa distância que tomei a decisão de começar a importar a Comic Yurihime, maior revista de mangá yuri atualmente, de forma regular. É um processo demorado, visto que faço através de uma importadora especializada, que trás tudo via navio, o que faz levar alguns meses (Mesmo assim, agradeço do fundo do coração ao pessoal da Fonomag por serem sempre prestativos e eficientes). Também é caro, mas não teria como ser diferente se tratando de uma publicação do outro lado do planeta.

Ainda assim, agora que a primeira edição da Yurihime chegou em minhas mãos posso dizer que não poderia ter tomado atitude mais acertada como fã e também como singela blogueira que também quer ver a cultura yuri mais espalhada por esses lados do mundo.

A parte boa dessa história é que, com esse material em mãos, não teria como não trazer a vocês, queridos leitores do Kono-ai-Setsu, o máximo de impressões e comentários possíveis sobre “a revista dos sonhos de todas as yurijoshis e yuridanshis”. Vamos nessa!

Análise – Comic Yurihime 2015/11


No momento em que tirei a revista da embalagem reforçada da importadora a primeira coisa que me veio a cabeça foi: uau! Ela é enorme como as revistas shoujo/shounen! E veja a qualidade dessa capa!



Há mais ou menos um ano a Yurihime mudou seu projeto gráfico para algo mais aproximado do estilo moe que fez sua, até então, obra mais bem sucedida (Yuru Yuri) e confesso que, apenas olhando os prints pelo site da Ichijinsha (a editora) não vinha achando essa mudança muito boa. Porém, com ela em mãos, e depois de folhear seu interior, esse visual passou a me agradar bastante. A arte da capa é colorida de uma maneira muito agradável e a qualidade da impressão desta, da contra capa e das folhas coloridas internas é espetacular.



Falando ainda em qualidade física, não apenas na parte colorida, mas em toda a publicação, que é feita em papel jornal com uma qualidade bem superior a das revistas semanais japonesas (o que é bem comum, visto que a Yurihime é bimestral). Além disso, um detalhe extremamente importante para deixar a leitura agradável é a qualidade de impressão das obras sobre o papel. Aliás, é essa qualidade da tinta e adesão da mesma sobre o papel uma das coisas que mais me chama a atenção em relação às versões brasileiras de qualquer mangá. Isso faz toda a diferença.

Enfim, abrindo a edição encontramos o sumário e. . . Nossa! Quanta coisa!



Após isso encontramos algumas páginas onde produtos derivados de Yuru Yuri estão em destaque. Nada mais natural, visto que na época a exibição da terceira temporada da série ainda estava bem recente. Confesso que não sei se resistiria a todos esses goodies fofos que eles fazem, se estivesse lá no Japão para comprar com facilidade!

Bom, seguindo. . .

Temos então o primeiro mangá da revista e um que eu nunca tinha ouvido falar: Tachibanakan to Lie Angle da mangaka Merryhachi. Uma obra que de cara se mostra como uma comédia com personagens bastante vívidas. Essa foi a primeira surpresa, afinal nunca tinha achado nada nela nos scans da vida. Uma obra curiosa, que parece que vai ficar apenas no slice-of-life e personagens cheias de graça, o que dependendo, pode até ser o suficiente para uma série bem sucedida.



Nesse ponto vocês podem estar se perguntando: Tia Mazaki (senti-me a verdadeira idozinha clichê), mas você consegue ler japonês é? Por isso não precisa nem esperar scan?

A resposta, infelizmente, não, eu não sei japonês. Sei mal o hiragana e katakana. Porém a vontade de ler mangá me faz gastar algumas horas em cada página nipônica à minha frente, fazendo busca em dicionário e arranhando o pouco que já absorvi. É um processo cansativo, mas é aquelas coisas que fanáticos fazem, não é mesmo? A Yurihime ainda tem a complicação de não possuir furigana (aqueles kanas pequenos ao lado dos kanjis, que dizem a pronúncia correta dos mesmo. Isso excetuando nomes de personagens, que mesmo em mangás juvenis aparecem os furiganas na primeira aparição do nome naquele capítulo).

Ainda assim, mangá é uma coisa bem fácil de se compreender, se comparado a textos mais longos de light novels e livros. A profusão de imagens expressivas, linguagem corporal das personagens, o uso de vocabulário simplificado e com muita repetição. Todas essas coisas servem de atalho para um entendimento universal nos quadrinhos.

(Alongando o comentário: Lembro de uma passagem de um dos livros do quadrinista e teórico de quadrinhos americano, Scott McCloud, onde ele relata seu primeiro contato com o mangá japonês e sua fascinação por aquelas imagens e personagens. Ele não tinha qualquer conhecimento do idioma, claro, nem de kanas, mas aquelas obras se comunicaram com ele ao ponto de ele perceber de imediato o universo de possibilidades que aquelas produções tinham e poderiam um dia revolucionar o mercado americano e mundial.

Entenderam o que quero dizer? Claro que saber japonês é importante, mas nem sempre deve ser o ponto de partida para se lidar com uma obra. No nosso caso específico)

OK, EM FRENTE!

O segundo mangá da revista é o Yurijoshi Side:G, de Kurata Uso. O autor de Yuri Danshi aparentemente começou uma série de spinoffs da sua obra mais famosa, agora pelo ponto de vista de várias das personagens que aparecem na série.
Aliás, ao ver esse nome. . . Yurijoshi, fiquei abismada. Como ninguém desses lados do mundos tinha chamado as fás de yuri desse jeito? Acho que vou adotar (junto com o Yurikô). A obra é bem pequena e mostra um dos primeiros pares que aparecem na saga do louco fã de yuri que protagoniza Yuri Danshi. Nada de especial a comentar, a não ser a arte, sempre bem peculiar do Kurata Uso.



O próximo mangá foi uma feliz surpresa: trata-se do Tsuki ga Kirei Desu Ne de Itou Hachi (Hatishiro). Uau! Sou hiper-fã da arte desse artista (que não identifica seu gênero) e suas tramas são todas muito delicadas e sensíveis. Tsuki ga está no seu segundo capítulo nesta edição 2015/11 e confesso que fiquei um tanto confusa para lembrar das personagens (o primeiro capítulo já foi disponibilizado em inglês pelo Yuri-ism, fica a dica), mas isso se deveu também ao único defeito que consigo atribuir às obras do Itou Hachi: o excesso de beleza do traço torna as personagens todas muito parecidas. Ele (ou ela) parece ter um temor de arriscar na variação de rostos e estilos de cabelo, o que gera certa confusão para quem ler suas obras de maneira salteada.

A trama parece estar evoluindo em um ritmo lento de romance, como é bem característico de suas obras. Estou ansiosa para mais disso! (E também um tanto confusa, afinal achava que o Hatishiro estava publicando em outra revista também . . .)



SEGUINTE, ou melhor, seguinte do seguinte, já que temos mais um mini-capítulo de Yurijoshi (side:h dessa vez): Last Waltz, de Katakura Ako. Outra obra que não tem ainda volume fechado, ou qualquer informação traduzida. Com uma arte pouco rebuscada, transmite dramaticidade em suas páginas e mostra um conflito forte entre as protagonista em um rapaz, numa espécie de triangulo amoroso bastante forçado (por parte dele).

Obra mais séria, seria ótimo vê-la com mais presença daqui pra frente.



O próximo mangá (depois de mais um Yurijoshi) é Honya no Hito de Furukawa Itsuki (mais uma obra da qual não temos qualquer informação em inglês). A obra possui três personagens centrais, possui uma arte fofa e usa vários elementos visuais que remetem a uma comédia slice-of-life com inspiração nos trabalhos da Namori. Pouco mais tenho a dizer deste, mas espero que próximos capítulos (e a melhora da minha leitura) me ajudem a esclarecer mais deste mangá.

Depois temos um oneshot de vinte e quatro páginas chamado Tomodachi Apuri de Numachi Doromaru (transcrição literal dos kanas, já que não já página no Mangá Updates nem dele nem do autor). A trama, com traço bastante agradável, gira em torno de uma amizade que surge através de um aplicativo de celular (algo como uma rede social, enfim. . .) e vai ganhando uma intensidade rapidamente. Trabalho bem interessante, com certeza lerei com muita calma (e com todos os dicionários do lado).



Após isto, enfim temos um dos carros-chefe da Yurihime: Yuru Yuri, com dois capítulos que já estão disponíveis no volume 14 da série. O humor da série é tão familiar aos que conhecem a série animada e o material já traduzido que essa é de longe a obra mais fácil de compreender sem tradução.

O destaque vai para o segundo capítulo de Yuru Yuri da edição, onde existem apenas falas na primeira e última página. Todo o resto é focado em uma ação non-sense impagável. Namori é realmente uma das artistas mais talentosas e inventivas do yuri atual.



Saindo da comédia, mas continuando nos mangás mais “poderosos” da Yurihime temos Netsuzou Trap – NTR de Kodama Naoko. Primeira obra até então dessa edição que, não apenas tem informações em inglês como está com os scans em dia! Esse sexto capítulo já está a disposição em inglês há algum tempo, ainda que não tenha ainda saído em volume fechado (isso me levanta o questionamento de como eles escaneiam algo da revista e não logo toda. Enfim. . . ).

Desse mangá nem preciso falar muito. Ele já foi licenciado nos EUA e começará a ser publicado pela Seven Seas em Setembro. Vocês podem conferir as impressões da Se-chan sobre a obra aqui no blog mesmo (http://konoaisetsu.blogspot.com.br/2015/12/noticia-ntr-netsuzou-trap-sera-lancado.html).



Em frente.

CITRUS, OH, CITRUS. O retumbante sucesso dentro do público, Citrus (Saburouta) aparece na sequência desta edição da Yurihime, no que parece ser “o bloco dos mangás sexualmente tensos”. Esse também é um capítulo já disponível na internet, o 17.5. Aliás, um capítulo bastante brincalhão, onde toda a irracionalidade de Yuzu é colocada em primeiro plano. Bastante divertido e interessante, como se espera de Citrus.



Seguindo.

2DK, G-Pen, Mezamashi Tokei, de Oosawa Yayoi está no primeiro capítulo de seu segundo volume nesta edição (igual número do capítulo de NTR) e é um Adult Life que envolve o ofício de fazer mangá no enredo. Não esperava ver um mangá dessa natureza nas páginas da Yurihime, mas comecei a rever minha visão da linha editoral deles depois de folhear essa obra. Ela não possui nada que possa ser qualificado como conteúdo adulto explícito, mas é uma obra bem mais sóbria do que as até então apresentadas. Fiquei bastante feliz com essa amplitude e logo veria um pouco mais disso nas páginas que se seguiria.



Inugami-san to Nekoyama-san da Kuzushiro é uma obra que já ganhou certa fama fora do Japão por ter tido uma série animada em 2015 (episódios de 5 minutos), mas é uma obra que não me chama muito a atenção. Ainda assim a arte é excelente e o estilo 4-koma traz piadas rápidas com personagens de personalidades bastante extremas (como é uma característica da autora). Devo voltar com olhos mais cuidadosos para Inugami x Nekoyama no futuro, para quebrar esse preconceito que tenho com a obra (afinal, estamos falando da Kuzushiro, de LoveXDeath).

Quase todas as séries tem uma página de sumário antes do capítulo.

A seguir temos o segundo mangá me fez dar um surto discreto ao ver ali: Shouka Sou Hi (romanização livre) da Takemiya Jin! Sim, a maravilhosa Takemiya Jin! Uau! Trata-se de um oneshot com um tema complicado (ao que deu a entender, a personagem acaba vendo um antigo amor em uma jovem colegial e isso começa uma situação de envolvimento que não tem resultados simples).


Desculpe ocupar espaço com meus surtos de fangirl, mas não é incrível ter tantas autoras talentosas condensadas em um só lugar?! Essa revista só não é perfeita porque o máximo que tem da Morishima-sensei é uma propaganda da última série que ela lançou por ali.

Enfim, seguindo. . .

A obra seguinte é Kanaete! Yuriyousei da Minamoto Hisanari (autora de Wife and Wife). Um gag-mangá bem maluco com duas criaturinhas que não sei dizer se são anjinhos, ou só espíritos de algo. Parece bem divertido. Vou dar uma espiada com cuidado com tempo.



Após isso, já passando da metade da publicação (revistas japonesas são gigantes ein. Que incrível!) temos uma sessão de cartas dos leitores, fanarts e alguns comentários dos autores presentes nessa revista. Também tem a divulgação de outros trabalhos que possam interessar yurijoshis que não são da revista, além de recomendações da equipe editorial.

E então, mais mangá! E um que me deixou bastante perplexa: Shoujo Shikkaku, de Kawai Rou. Uma obra de mistério, violência, assassinato e sangue. Por ser uma obra com uma trama mais complexa, ficou bem difícil entender o panorama geral do enredo apenas observando um capítulo, mas dá pra imaginar que a Yurihime tenha aberto as portar pra uma obra nesse feitio após o sucesso de Akuma no Riddle e isso é ótimo. A diversidade de estilos está presente na revista e isso só enriquece as opções de leitura dos fãs.



Depois disso temos. . . Ayame 14, de Amano Shuninta. Minha primeira reação ao ver que era esse mangá mesmo foi algo como “What?! Aquele mangá todo fanservice da mina e suas experimentações sexuais adolescentes?! Na Yurihime?!” Pois é. Esse mesmo. Apesar de não ser uma obra que leve à sério, Ayame 14 entretem e tem seu propósito (por favor, o mundo já está cheio demais de ecchi-haters para ficarmos propagando isso de graça, né?). As traduções na internet estão bem desatualizadas, então pelo menos o conteúdo é todo inédito.



Em frente.

12-bun no Etude de Nakahara Tsubaki é um mangá que não possui informações em inglês. Parece bem promissor, com uma tomboy trompetista e um casal mais velho do que as protagonistas no elenco secundário. Deu bastante curiosidade. Talvez agora esteja às vésperas de um primeiro compilado. Isso pode ajudar a trazer mais informações aos fãs ocidentais.



Momoiro Trans de Koruri é outro mangá do qual não há nada de informações em fontes mais conhecidas (como o Mangá Updates, que foi o site que usei como referência). Um traço bem fofo e uma protagonista com todo o estilo visual que já tem se tornado um clichê yuri (cabelo negro comprido, testa visível, óculos grossos. . . Enfim, algo entre Sumika, de Sasameki Koto, passando pela protagonista de Majo to Megane e que respinga até na Kuroko, de Murcielago). Um capítulo sobre resfriado com pano para várias situações complicadas para a protagonista. Vejamos o que vem depois daí.



A obra seguinte é Sumedo Jigoku no Inferno, de Kasuga Sunao. Fiquei bem confusa ao ver um título que remetia ao inferno e um traço super fofo e positivo. Acho que a barreira linguística foi demais nesse caso. Parece haver algo sobrenatural em alguns momentos, mas não ficou muito claro. Infelizmente, não há informações traduzidas da série, então apenas poderei contar com uma leitura detalhada para captar alguma pista do que é de fato esse mangá.



Depois disso temos Prince Prince, de Aoto Hibiki. Pela observada que dei no review da Erika, do Okazu, sobre essa mesma revista, ela parece não ter gostado nada dessa obra, mas particularmente não entendi muito o motivo. Garotas vestidas de garotos e beijos entre as garotas vestidas de garotos é algo que já vi bastante em Renai Idenshi XX, então não foi algo que me incomodou. Por um momento até me perguntei se seria o mesmo autor, por causa dessa pegada, mas não foi o caso. Uma obra escolar, vários personagens e muita confusão amorosa no meio do caminho. Se é ou não promissor, os próximos capítulos talvez esclareçam.



E então chegamos ao último mangá da revista (CARAMBA!) que na verdade já apareceu antes: é Inugami-san to Nekoyama-san. Ele e Yuru Yuri tem dois capítulos na edição, talvez como uma forma de compensar o fato da Yurihime ser bimestral e isso tornar os mangás muito demorados de fechar volume.

Uau! Foi uma longa jornada por vários traços, autores, estilos e temáticas dentro do mundo yuri, não é mesmo? Devo levar tanto tempo tentando ler esses mangás que a próxima edição vai chegar antes disso!

Conclusões


Do ponto de vista técnico, a Yurihime está mais do que aprovada. Talvez seja incômodo ler algo tão grande quanto a revista, mas creio que isso é algo de hábito mesmo. Do ponto de vista de conteúdo, tenho igual satisfação com essa edição. Creio que todas as palavras ditas anteriormente são o bastante para frisar esse ponto.

É ótimo ver que a maioria esmagadora das obras presentes na Yurihime atualmente são de séries (ainda que a maioria seja de curta duração). Há alguns anos os oneshots predominavam e parecia que a revista estava condenada a não emplacar nada que fosse ser durável (o que aliás, parece ter sido o calcanhar de Aquiles de outras publicações yuris de grande qualidade, mas que pela falta de compilados individuais talvez perdesse muito da lucratividade). Ver séries começando, terminando e algumas se estendendo por numerosos volumes é um sinal de saúde para a revista e de alívio para os fãs do yuri.

Gostaria de usar a conclusão deste artigo que estive aguardando tantos meses para escrever para fazer algumas ponderações mais longas. Praticamente tudo o que direito será um ponto de vista pessoal, então sinta-se à vontade para discordar de mim em pontos ou em tudo (Ou simplesmente ignorar, vai saber o tamanho da paciência que você está no momento né).

Quadrinhos são um hobbie caro, então todos precisamos, de uma maneira ou outra, fazer escolhas do que iremos consumir ou não. No último ano venho percebendo que adquirir mangás direto do Japão são a solução que eu precisava para meu consumo de material yuri regular e atualizado. Estou plenamente satisfeita com essa decisão e continuarei comprando as Comic Yurihime por um longo tempo, indefinido até, talvez dando mais passos quando minhas condições permitirem (como, por exemplo, passar a comprar eu mesma, em maior quantidade e diversidade de títulos, sejam de magazines ou compilados).

A importação via uma loja especializada (no meu caso, a Fonomag) é o caminho mais simples para quem quer tomar esse rumo. Não é algo barato, então é preciso muita ponderação no ponto de vista financeiro para seguir algo assim.

Barreiras linguísticas, geográficas ou culturais à parte, ler a Comic Yurihime só reforçou, pra mim, uma ideia que vi pessoas como a autora Takemiya Jin colocando: o yuri é uma linguagem universal. Não importa a parte do planeta que você esteja. A arte em todas as suas formas é capaz de tocar as pessoas, passando por cima de todas as questões

Não entendam esta minha ênfase na importância do material impresso original como uma aversão aos scans. Não sou hipócrita. Vivemos em um país onde a tradução oficial de títulos yuris é ZERO, em um continente onde apenas no país mais rico (os EUA) existem ALGUNS títulos oficiais e que são tão ou mais caros de serem obtidos do que suas versões originais japonesas.

Todos temos que usar scans para conhecer yuri e vai continuar sendo assim enquanto as empresas que são “especializadas” no nicho do mangá continuarem ignorando esse segmento. Eu mesma seguirei observando diariamente as atualizações do Dynasty Reader e Yuri-ism, pois eles são fontes incríveis e que resultam do trabalho dedicado de centenas de fãs (yurijoshis e/ou yuridanshis como eu e vocês). É uma infelicidade que os artistas que tanto aprendemos a admirar através desses meios acabem não tendo qualquer retorno (financeiro mesmo) que tanto merecem da nossa parte. Mas assim será a realidade enquanto não houverem meios, não é mesmo?

Enfim. . . (que discurso longo ein? Desculpem por isso)

Comprar a Yurihime foi ótimo e espero ter conseguido passar um pouco da experiência de ter essa publicação maravilhosa diante de si à vocês, leitores do Kono-ai-Setsu. Se tiverem alguma curiosidade específica sobre a edição, deixem nos comentários que procurarei esclarecer tudo o possível.

Me foi sugerido fazer um vídeo curto, mostrando a revista em tempo real, folheando e essas coisas. Assim que possível farei isto e compartilharei aqui no blog também.

E, já fica minha promessa, trazer outro post desnecessariamente longo como este em março/abril, quando chegar a próxima edição!

Matta ne!


Referências:
Site oficial da Comic Yurihime
Lista do Manga Updates das obras já lançadas na Yurihime
Comic Yurihime 2015/11. ASIN: B013TEMWZY – acervo pessoal

Nota Legal: Todas as imagens utilizadas neste artigo são para fins de divulgação. Os direitos autorais das obras citadas pertecem à Kabushikigaisha Ichijinsha (株式会社一迅社) e seus respectivos autores.

Os Yuris de 2015 (Parte 01) - Animações

Olá yurikos e yuri danshis!
Como estão passando o início de ano?

Pois é, o ano passou, e o KaS tem que manter a tradição que começamos ano passado falando dos animes/mangás/etc com temática lésbica que passaram pelo mundinho da Se-chan. Talvez eu esqueça de citar algo, mas é por que eu não vi, então me ajudem nos comentários dando uns conselhos do que ver/ler, ok? (obrigado!)

Ao princípio, pensei em fazer uma única postagem falando de TUDO o que vi/li, mas como estava ficando muito grande, resolvi que seria melhor publicar em partes. Além de citar, vou falar um pouquinho do que achei de cada um, então aguentem que a conversa vai ser longa! (\o/)

Nessa primeira postagem, resolvi falar das animações com conteúdo lésbico, até por que não foram poucas esse ano. (graças a Godoka~~) Vamos ver quantas você viu também?

Yuri Kuma Arashi
O ano de 2015 começou com o novo anime do gênio Kunihiko Ikuhara, Yuri Kuma Arashi. O diretor de Revolutionary Girl Utena e Mawaru Penguindrum, com animação feita pela SILVER LINK, criou uma verdadeira obra prima do mundo yuri. Por mais que nos primeiros episódios aparente ser só mais um anime cheio de fanservice e nada de conteúdo complexo, YKA demonstrou como fazer uma boa evolução de personagens e como levar o expectador até o climax com o máximo de atenção. Assistir a série semanalmente foi uma experiência magnífica.

Além da linda história (que não se deve pegar spoilers), há uma trilha sonora inesquecível, personagens carismáticos que conseguem transmitir simpatia, comédia e seriedade à trama. Yuri Kuma Arashi não é apenas uma história lésbica, mas sobre segregação, escolhas e sobre como lutar pelo amor.

Conselho: Já virou um novo clássico obrigatório para quem gosta do gênero.
Ponto Fraco: Não veja junto de parentes (muitas cenas de personagens sem roupas ou em atos "adultos")

Hibike! Euphonium
Aqui está um que eu estava receosa em dar uma chance. Hibike! Euphonium é uma série do estúdio Kyoto Animation, conhecido por K-ON (entre outros) e pela mania de fazer moe e um fanservice bait para o público yuri. Porém, a KyoAni (como o estúdio é carinhosamente apelidado) resolveu pegar todo seu investimento em qualidade de animação, além de reunir um excelente time de instrumental, e realizar uma animação invejável.

Sound! Euphonium (como também é conhecido) é uma animação que transpassa esse perfil "moe", realizando um trabalho sobre um clube de música (clássica). O trabalho com os detalhes dos instrumentos, a Sound Track e os cenários são de cair o queixo. Somente um pequeno cuidado, eu sei que a relação de Kumiko e Reina é muito bonita, e nessa primeira temporada terminou com elas muito próximas, mas eu não sei como elas terminam. Então não espere exatamente mais do que é mostrado. (o que para mim já é o bastante, depois do episódio 8)
Melhor resumo para Hibike! Euphonium
Conselho: Veja de fones de ouvido (que tenham uma boa qualidade!)
Ponto Fraco: Pé atrás com o futuro da série (em termos de yuri)

Yuru Yuri San Hai
Tá ai o divertimento em forma de anime! Yuru Yuri, aquele anime bobo que a gente diz "vou ver só por que é divertidinho", mas que na real é uma obrigação ver. Ele é espetacular, eu fico rindo o tempo todo, e essa terceira temporada foi fantástica! Nossa... Esses episódios... Só lembrar as cenas na sala de artes (OMG Chinatsu!!! XD), a Kyoko brincando fazendo caras no escuro, os 5 MINUTOS sem falas por causa da personagem que não fala. NOSSA, FOI DEMAIS!!!

O melhor foi conseguir perceber que a relação entre as personagens está mais definida, não é mais um "escolha o casal de sua preferência". Alguns casais realmente ficaram muito mais enfatizados nesta temporada, então, se você é fã de Akari-Chinatsu, ou Kyoko-Ayano, fique feliz. Além disto, teve um destaque para as personagens mais novas (como as irmãs mais novas de Himawari e Sakurako). Pura fofura~~

Conselho: Ele pode parecer simples (e é!!), mas ele cumpre o que promete. Sempre.
Ponto Fraco: Sabe-se lá se terá realmente uma quarta temporada (por favor, Kumaria-sama!!)

Love Live! (filme em 2015)
Tá aí o meu arrependimento. Eu comecei a ver Love Live faltando 2 dias para o natal de 2015, e terminei 1 antes do ano novo. Depois que terminei, cheguei a conclusão de que desejaria tê-lo visto em 2013, quando as séries de TV foram lançadas. Pelo menos não me atrasei tanto com o filme, que foi lançado em 2015.

Eu tinha um pequeno preconceito por ser um anime de idols, mas a verdade é que eu via tanta imagem no Tumblr com os casais Nico-Maki e Eli-Nozomi que eu resolvi ver. E foi uma das melhores coisas que vi em 2015. Depois de YKA e Hibike, Love Live com certeza foi meu "fenômeno" do ano. Tanto que baixei o máximo de músicas possíveis e estou jogando o game para smartphones.
Para quem ficou curioso, minha temporada preferida foi a primeira, pela sua evolução e conclusão. Porém, a segunda temporada tem os melhores episódios, como o do Halloween, o que coloca a Nozomi em destaque e o da decisão com relação à formatura das garotas mais velhas.

E o melhor, os casais são muito verdadeiros! Nozomi e Eli tem uma relação muito estável já, e Maki e Nico tem uma evolução na série, se você for observador.

Conselho: Veja e jogue. Muitas horas de vício prontinhas para você.
Ponto Fraco: Acho que deveriam ter dividido em 3 temporadas. (explicação em uma futura postagem solo da série)

Extras

Além destes destaques, ainda quero citar um pouquinho outros menorzinhos. Em 2015 ainda tivemos Nanoha Vivid, que eu acabei parando de ver por que não tive paciência com o fanservice de meninas loli e das lutas, mas que contém o casal lindo Nanoha e Fate, além da fofa filhinha delas Vivio.

Haikyuu finalmente ganhou o ship que todos esperavam, com Kiyoko e Yachi (que é muito gay, essa menina! XD). É só uma pequena parte da história, mas eu realmente adorei as duas personagens. Além disto, para quem curte esportes, o anime é uma excelente pedida.

Adventure Time teve vários episódios especiais da Marceline, além do episódio que eu comentei aqui no KaS. Foi fofo, mas ainda tenho que ver os episódios solos da Marcy para surtar até não poder mais, por que já peguei uns spoilers que é gaaaayyyyyy demais~~

Além desses que eu adorei, tiveram os que não olhei por que não são "meu tipo", como Kantai Collection, GocchiUsa e Valkirie Drive. Em termos de animações americanas, teve o sempre gay Steven Universe, que estou começando a pensar em ver, mas que parece tão louco que me dá um pouco de medo... Mas o Tumblr sempre me mostra muita coisa dele, então talvez eu veja sim esse ano.



Será que teve algo mais neste ano com relação a yuri? Por favor, colaborem com o blog e comentem sobre as animações citadas, ou sobre outras que eu não lembrei. E se você quer ver Steven Universe no KaS, me dê alguns argumentos para me influenciar. (haha!)


Mostre sua opinião para a equipe do Kono-ai-Setsu a partir de nossas redes sociais, ou nos comentários abaixo. E não se esqueça de nos dar uma mãozinha na divulgação, se achar nossas postagens interessantes, ok? (^.~)

Feliz ano novo gente!!
Até logo! o/

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[Assistindo] Transit Girls - Episódio 03 (Dorama)

Olá pessoal!

A Se-chan está correndo aqui para trazê-los mais comentários sobre Transit Girls, aquele dorama com plot de Citrus só que com menos tensão sexual! (XD) Em compensação, ele é mais fofo também...

Vamos parar de enrolação, venham ver o que rolou no episódio!!

Transit Girls
Episódio 03

Como sempre, começamos com aquele minutinho de reprise, com a Yui admitindo que talvez esteja começando a gostar de Sayuri. A protagonista aparece tentando se concentrar nos estudos após o ocorrido, mas desiste.
No dia seguinte, café da manhã com a tradição de Sayuri mal humorada e negando aquele clima familiar. Enquanto seu pai está super feliz elogiando os simples ovos fritos da nova esposa, Sayuri dá uma mordida e vai embora, falando que está só se sentindo meio resfriada. Yui leva um corte da garota, mas a segue (que stalker!).

Sayuri vai caminhando (com a stalker atrás, eu teria medo dela.. credo! XD), e enquanto isso Mirai e Aoi conversam sobre a relação de Sayuri e Nao, com a garota apaixonada dizendo que não gostaria de ser chamada de manju que nem a Sayuri e que sabe que não deveria ter problema em os dois amigos continuarem sua relação, que é clara que eles não tem nada além de amizade.

Aoi pega o celular de Mirai e começa a digitar pedindo ajuda na questão que o garoto não sabia responder no dia anterior. A garota apaixonada pega o celular de volta, troca a frase por uma mais formal, e continua a 'teclar' com o garoto, combinando de ele ajudá-la mais tarde. Ao mesmo tempo, o garoto está mandando mensagens para Sayuri, sabendo que ela está doente. (mas a garota segue na rua..)
Sayuri continua a andar pela rua, até que chega no templo, reza e depois se senta, vendo Yui se aproximar. A colegial tenta espantar a moça, e pergunta se a outra vai mandá-la ir a escola. Porém, Yui apenas responde que não é mãe dela para fazer isto, e além, diz que também não a vê como irmã. Esse foi o limite para Sayuri, que diz que desde que a outra chegou, ela sente o corpo pesado, a garganta queimar e até sente dor de cabeça. Yui percebe que a garota está mal, e a leva para casa.

Já em casa, Yui cuida de Sayuri, e elas tem uma conversa sobre os ovos do café da manhã (no final, isso é apenas para falarem das diferenças que Sayuri sente entre sua mãe e Madoka, a mãe de Yui). A garota mais velha explica que mal lembra de seu pai, que abandonou a família quando ela ainda estava no primário. E, por fim, Sayuri deixa a entender que Madoka não é uma má pessoa.
Algumas horas depois, Nao chega na casa de Sayuri e o pai da garota e sua esposa ficam falando como ele seria um bom partido para a menina (omg, que desnecessário...), e o garoto vai até o quarto de Sayuri para ver se a garota está acordada para receber algum doce que ele trouxe para ela. Chegando lá, ele vê que Sayuri está sim dormindo, mas de mãos dadas com Yui, que também dorme apoiada na cama. O garoto sai, desce, guarda o doce e fica com uma cara bem preocupada.
Após mais algum tempo, Yui acorda e arruma as cobertas de Sayuri, que ainda está dormindo. A mais velha para, a observa, e lhe dá um novo beijo (sério? qual o problema dos japoneses?! XD). Ela sai do quarto e, para a surpresa de ninguém (imagino) Sayuri abre os olhos de modo que deixa claro que ela estava acordada quando recebeu o beijo (HMMMM!).

E assim termina o episódio~~


O terceiro episódio da série foi mais calmo, até por que, o anterior tinha sido mais carregado de informações e draminhas. Os pontos fortes foram os personagens secundários, ao meu ver. Nao vendo Sayuri dormindo com a mão junta a de Yui foi interessante, já que o menino ficou bem encucado e preocupado com a situação. Gostei da atuação do ator.

Já no caso de Mirai, o ciúmes de Sayuri e a conversa com Aoi foi o melhor momento do episódio. Ela está consciente que não precisa ter ciúmes com relação a Sayuri, mas tem aquela pulga atrás da orelha quanto aos sentimentos do garoto. A menina o observou o bastante para ver por detrás daquela esfera de "Sou o amiguinho de infância que quer só incomodar a garota". Ela sabe que Nao gosta de Sayuri e isso a deixa incomodada. Gostei muito da interação dela com a colega de classe, sendo encorajada a falar por mensagens com Nao.
Outra coisa que gostei é que como foi um episódio mais calmo, eles resolveram fazer cenas bem mais compridas, menos apressadas, então desenvolveu alguns diálogos bem mais interessantes. Achei ótimo, já que a pressa do primeiro episódio me deixou bem nervosa. Parece que agora que os personagens já foram apresentados, eles estão começando a tirar o melhor deles. Vamos torcer para que continuem assim!


Agora é esperar para ver o que acontecerá. Nao ficará quieto quanto ao que viu? Mirai irá dar algum passo na sua relação com Nao? Vamos ver o que teremos logo logo, já que o AION trouxe dois episódios seguidos em uma única postagem!!

Esse foi um presentinho de Natal da Se-chan para vocês, espero que tenham gostado e desejo a todos um ótimo feriado! (comemorem com muito yuri~~ \o/)

Até logo! o/

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[Notícia] NTR: Netsuzou Trap será lançado na América do Norte

Pois é, não deu nem tempo de eu trazer essa maravilha de mangá no KaS e a América do Norte já está com os direitos de Netsuzou Trap. A novidade é trazida pela editora Seven Seas, uma queridinha dos fãs de girls love.
Para quem não conhece, NTR conta a história de Yuma, uma garota que está receosa em ficar a sós com o namorado Takeda, então chama sua amiga Hotaru e o namorado dela para um encontro duplo. Após Hotaru começar a fazer gestos, tocar e roubar um beijo de Yuma, a garota fica agitada e confusa do por quê ela estaria gostando mais do beijo de sua amiga do que do seu namorado. (retirado do Baka Updates)

É uma trama de traição, de auto-entendimento e de violência contra mulher. Muitos comparam o mesmo ao Citrus, por que tem aqueles climas quentes entre as protagonistas, mas a verdade é que acho Netsuzou Trap muito mais interessante do que Citrus. Ele abrange assuntos mais adultos e de uma forma muito franca, enquanto Citrus continua a se enrolar em um único tema, praticamente. Se não conhecem, aconselho muito a leitura.
A Seven Seas irá lançar NTR: Netsuzou Trap na América do Norte em volume maiores que tanko. Pelo que entendi, deve ser um formato parecido com o de Girl Friends, também lançado pela editora, e que pode ser comparado ao volume Big da Editora JBC. Além do acabamento maior do que o normal, o volume conterá algumas páginas coloridas. O primeiro volume de NTR: Netsuzou Trap será lançado em 20 de setembro de 2016 por $13,99 nos EUA e $15,99 no Canadá.

Para quem não sabe, a Seven Seas é conhecida por levar à América do Norte muitos mangás yuris, eu contei 10: Girl Friends, Kisses, Sighs and Cherry Blosson Pink (também da Morinaga Milk), Akuma no Riddle, Gakuen Polizi (Morinaga novamente), Strawberry Panic, Kashimashi, Venus versus Virus, Voiceful, The Last Uniform, First Love Sisters. Entre esses, eu nem conhecia os dois últimos citados! Além disso, eles publicam muitos mangás que o pessoal shippa personagens, como Railgun, Gunslinger Girl, Strike Witches, Mouretsu Pirates, Hayate x Blade.
Quem ficou curioso com Netsuzou Trap, pode achá-lo para leitura no Gokigenyou Fansub, nosso querido parceiro de jornada por mais yuri no Brasil. Ah, eles estão fazendo esse projeto em parceria com o AION Scans, que eu particularmente adoro também.

Minha única observação é: por favor, Seven Seas, venha pro Brasil salvar o yuri~~ (XD)

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[Assistindo] Transit Girls - Episódio 02 (Dorama)

E não é que a Se-chan voltou com Transit Girls aqui no KaS? Pois é, depois de tanta procura pelo dorama, e minha curiosidade sobre a série, estou aqui para contar para vocês o que aconteceu no segundo episódio da série, além dizer o que achei.

Este episódio eu também consegui no AION, agradeçam a eles por estarem trazendo a série em português para nós!

Transit Girls
Episódio 02

Depois de aparecer um pequeno resumo do episódio anterior, vemos Sayuri expulsar Yui de seu quarto depois de ter um beijo roubado. A garota fica chocada sentada na cama. No dia seguinte, Sayuri acorda (ou melhor, parece nem ter dormido direito) e vai tomar café da manhã e rola um clima chato com Yui. O pai dela percebe que há algo errado e tenta saber o que há, mas ela foge.
Sayuri está conversando com suas amigas depois das aulas, sobre ter terminado com seu namorado e como uma das garotas está precavida caso haja um "algo mais" com o namorado. A outra, que sabemos que gosta do Nao, conta isto para Sayuri, já que ela é lerda e não percebeu. Além disso, pergunta se a protagonista não sente nada pelo garoto. Sayuri nega, enfatizando que a garota não precisa a ver como uma rival.

Eles vão para a casa de Sayuri para estudar, e Yui chega em casa e diz que irá preparar algo para eles comerem. A protagonista nega e diz que fará, e Nao, querendo ficar junto de Sayuri, vai ajudar (o cara não se liga que ela não gosta dele...). Yui somente fica observando a situação, vendo Sayuri e Nao se dando bem (e ele pegando o rosto da garota brincando), e a garota que gosta do menino com ciúmes. As garotas acabam conversando sobre o que Yui faz, e Nao faz insinuar que o chefe da moça também é seu namorado (eu vi o teu plano, chato). Eles comentam que ele parece ser espanhol (o que?! aquele cara é super japonês....).

De noite Sayuri vai até a porta do quarto de Yui, e a outra a pega parada na frente da porta quando volta do banho. Ai vai a cena "constrangedora". Sayuri entra no quarto junto da Yui (só de toalha), e a espera vestir algo antes de conversarem. A garota pergunta se ela faz aquilo com qualquer pessoa (beijar né), mesmo tendo namorado (JÁ DISSE QUE NÃO É NAMORADO, MENINA PENTELHA), e sai voando do quarto.
No dia seguinte, há uma cena de conversa entre Yui e seu chefe, ele comentando como Sayuri está dificultando as coisas, e como Yui dificilmente demonstra seus sentimentos. Depois disto, aparece uma cena de Sayuri e suas amigas, comentando sobre se Nao tem ou não namorada (Sayuri enfatizando que ele com certeza não tem), e que a garota deveria perguntar sobre os planos dele para o Natal, para os dois sairem juntos (para quem não sabe, Natal no Japão é uma data bem estilo "Dia dos Namorados").

Sayuri e Aoi tentam sair para os dois ficarem juntos, dando desculpa que elas já haviam terminado de estudar, e que Mirai queria tirar uma dúvida com o menino. Só que a garota mostra o exercício para ele e o menino diz que também não sabe a resposta, e ele convida ela para irem comer algo juntos. Ela tenta negar de todos os jeitos possíveis, mas ele simplesmente pega a bolsa dela e vai. E rola um clima ruim entre as garotas.

Sayuri fica jogada na cama, com luz apagada e tudo, até que Yui chega no quarto e acende a luz dizendo que logo será hora do jantar. Ela senta na cama e pergunta se é algum problema com os amigos dela. Sayuri nega, e pede para a outra sair. Yui fica parada, e pergunta se Mirai gosta do Nao e presume que aconteceu algo quanto a isto. Sayuri continua parada, portanto Yui acaba fazendo o mesmo gesto que Nao fez antes (segurando as bochechas de Sayuri), e que não irá parar até que a outra fale.
Sayuri desabafa, achando que foi sua culpa, e não faz ideia do que fazer, por que não quer que sua relação com Nao fique estranha, por que são amigos de infância. Além disso, diz que acha que seria bom se Nao e Mirai começassem a namorar. Yui aconselha então que a garota diga o que acabou de falar para Mirai. Quando ela está indo embora, Sayuri faz a mesma pergunta que antes. "Você faz aquilo com qualquer um?", mesmo que ela tenha namorado (JÁ DISSE QUE NÃO É), a outra responde que não tem namorado.

Então Sayuri pergunta se beija outras mulheres, e recebe a resposta que foi a primeira vez e que não estava debochando da menina e pede desculpas. Sayuri continua o "questionário", perguntando se Yui gosta dos dois, a outra apenas diz que não sabe. Pergunta se a garota já saiu com outras mulheres, a outra nega. Mas a outra diz, que sempre sentiu que havia algo preso em seu coração, e que agora finalmente não se sente desse modo.
Ela pede desculpas por não conseguir explicar direito, mas ela mesma não entende direito, e fala que a única certeza que tem é que quer saber mais sobre Sayuri. Que sempre que a vê, quer tocá-la. E diz que talvez goste de Sayuri. (AEEEEEE~~)


Eu gostei muito mais desse episódio. As cenas são mais conectadas, além de que o desenvolvimento das personagens é melhor mostrado. Yui deixou de aparentar ser apenas uma garota calada e misteriosa, para se mostrar uma jovem recém-apaixonada, descobrindo sua sexualidade. É sútil, mas há uma evolução, e dá para ver que gosta de Sayuri na cena que ela está vendo a garota preparar o lanche junto de Nao.

Já Sayuri deixou de ser só uma garota problemática com o novo casamento de seu pai. Ela está rodeada de sentimentos e confusões amorosas que obviamente nunca haviam passado por sua cabeça. E, principalmente, está curiosa sobre Yui, e o por quê do beijo. Está óbvio que ela ainda não entendeu seus próprios sentimentos, mas está em busca de resposta.

As atrizes parecem mais expressivas (ou o roteiro tenha ajudado, talvez), e gostei também da evolução dos personagens secundários. Fico com pena de Mirai ficar com ciúmes da Sayuri com o Nao, mas sei que é normal. A garota não faz ideia do que se passa com a amiga, então é complicado realmente não achar que os amigos de infância tem algo.

No final do episódio, fiquei muito satisfeita. Achei infinitamente melhor que o primeiro capítulo da série e estou muito curiosa para o que vem. A verdade é que acabei vendo ele sem legenda até o episódio 5 após ver esse episódio, de tão animada que fiquei. Agora espero as legendas (por favor AION, traga para nós!) para saber exatamente o que está rolando em algumas cenas e poder fazer as próximas postagens!


Espero que tenham se animado com o dorama como eu. Será que continuar as análises com um resumo do episódio inteiro seguido de uma opinião está bom? Ou será melhor só opinião? O que acham?

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Fontes:
Anime News Network
Página Kill Witches, Get Bitches

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Posted by Se-chan

[Notícia/Análise] Vaza "concept movie" do novo projeto de Madoka Magica - ATUALIZADO

Pois é, há algumas semanas houve um evento chamado de Madogatari, comemorando os 40 anos da SHAFT (produtora das animações de Madoka Magica, série Monogatari, Maria Holic, entre outros) e muita gente estava tentando entender uma imagem da Madoka vestida de bailarina que estava em uma das imagens promocionais do evento.

Nesta semana, acabou vazando um vídeo de alguém filmando um "concept movie" (vídeo conceito, provavelmente para conseguir financiamento e/ou marketing para o projeto) de um novo projeto envolvendo a série Puella Magi Madoka Magica. E neste vídeo, sim, há esta Madoka dançando com roupa de bailarina.

Não posso dizer que entendi o vídeo por completo, até por que não sei muito de japonês, mas há uma fala perguntando "O que é felicidade?" (usa a palavra shiawase). Não sou lá tão boa para identificar as dubladoras, mas me parece ser a voz da Aoi Yuki (dubladora de Madoka), então combinando com o que vejo no vídeo, imagino que se passa não em uma nova linha temporal, mas nessa época onde ela está sob controle da Homura.

Não, não dá para ter 100% de certeza, mas é o que me parece. Se não é a mesma realidade que vemos ao final do filme Rebelion, acho que é outra linha neste mundo. Mas o que me pergunto é: nesse mundo pós Godoka e Homucifer, será que Homura ainda controla o tempo? Pois quando ela era garota mágica na linha de Godoka, ela tinha só o arco e flecha (ou será que ela não utilizava o poder de parar tempo por que não era necessário?).
E um último comentário sobre esta parte da conversa sobre felicidade, a voz da Madoka as vezes parece estar unida há outra, em um coral. Para mim, essa voz é do Kyubey, o que me dá muito medo. (eu sempre tive a teoria do final de Rebelion mostrar o Kyubey virando "quase bruxa" - olhem seus olhos enquanto a Homura dança) Na pior das opções, Madoka pode estar virando uma bruxa, já que ela virou Godoka quando virou garota mágica.

Também vemos por alguns instantes Kyoko e Octavia. Não sei se a Octavia está sob controle da Sayaka ou o contrário, o que me deixa apreensiva (o câmera não ajudou nessa parte). Também temos um tempinho pequeno mostrando a fofinha da Nagisa.

Mas temos um destaque muito interessante para a Mami. Primeiramente ela sob um monte de lava (aparentemente sob seu controle?), depois aparecendo no topo de uma estrutura muito estranha (parece coisa de bruxa) que vai até o espaço.
Além disto, vemos uma Madoka fugindo de corvos. Talvez de Homura, quem sabe. Só sei que o vídeo é muito interessante, e me deixou muito curiosa sobre o que acontecerá na série. Ainda não há confirmação de que o projeto é filme, série ou OVA.

Apesar das poucas informações, sabemos que todas as dubladoras da série foram chamadas para trabalhar neste concept movie. Também sabemos que Yuki Kajiura continua criando as músicas para o projeto, assim como Akiyuki Shimbo foi o diretor do curta (assim como da série original). O único problema é que não se sabe se o roteirista original, o amado Gen Urobuchi continua na série (até por que dizem que o final com Homucifer não era a ideia original dele, mas sim a Godoka buscando a Homura e elas ficando felizes no final).

Quanto ao resto, só nos resta esperar por novas informações.

Atualização

O parceiro Kiyoteru Fansub legendou o vídeo, e a Se-chan está aqui de volta para informá-los mais um pouquinho! (vejam o vídeo aqui)

O começo do vídeo eu acertei mesmo com meu japonês precário. Madoka e Homura estão conversando sobre o que é a felicidade. E que a Madoka, no céu (chamada de "Deusa"), não tinha felicidade, e por isto que Homura (chamada de "garota-lagarto"), com pena da "Deusa", decidiu dividi-la em duas iguais e trazer uma para a Terra.

Já com Kyoko em ação, alguém fala (não parece ela, talvez seja a Nagisa) que estão aparecendo muitos gatos, e que eles estão se confundindo com os mortos. "Mas como diferenciá-los?" ela fala. Nessa cena, aparece a Kyoko enfrentando algo e depois aparece a Octavia, mas não parece que elas estavam se re-enfrentando. A garota fala que não irá perder, e que "essa pessoa" não permitiria essa situação acontecesse sem explicação. Tenho a impressão de que ela fala da Madoka, mas me pergunto o por quê, se elas nunca foram muito ligadas (na série original).

O cenário parece ser até depois da Walpurgis Night (sabe, quando a Homura sempre voltava no tempo), e tem algo brilhando no canto da tela quando falam "Isso é impossível, não é?", mas não consigo identificar o que é.

Depois disto, Sayaka diz que consegue ler os símbolos das bruxas (inicialmente achava que era a Hitomi, mas pelo que me concentrei a entender a voz, é a Eri Kitamura). Depois disto, Hitomi diz que falar sobre isto é segredo, e que se não mantiver a magia em segredo, pode ser que ela perca efeito.

Nesse momento, aparece a Sayaka meio que adormecida com parte da roupa de Octavia. Nagisa (acho) diz que sente cheiro de conspiração (ISSO! Vamo acabar com isso!). E Kyubey diz "Por que eu? E também, não tem nenhum benefício nisso, tem?". Lá vem ele querendo controlar as meninas das idéias de acabar com o negócio!

Ai as coisas ficam confusas. Mami diz que alguém é ela mesma, e que mantém em segredo (não sei o que) o tempo que passou com as outras. Com quem ela está falando? Madoka ou Homura? Talvez até a Hitomi. Difícil, mas aposto na Madoka mais consciente do que ela estava ao final de Rebellion.

Depois disto aparece algumas coisas que parecem bruxas e Homura perguntando se vai ficar no seu caminho (quem? Mami de novo?). Além disto, aparece o laço que a Madoka dá para a Homura ao final da série (e que a Homura devolve em Rebellion) preso em uma árvore. Também Madoka está fugindo dos corvos, e falando que alguém não precisa ter ressentimentos de ninguém (com certeza a Homura!). E pergunta se as fadas irão salvá-la (?).

E assim, com a Mami em cima do negócio doido das bruxas, acaba o Concept Movie. Complicado entender, mas que tal pensarem comigo?

Além do vídeo, fui pesquisar simbologias de "lagarto", para saber o por quê da Homura se chamar assim. E vi que, aparentemente, um dos significados é "um intercessor entre os deuses e os homens", o que remete realmente à Madoka Magica e um pouco do que a personagem fez em Rebellion.

O que acham?


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