Yuri Week Gallery #01

Olá pessoal! Desculpem o silêncio demais prolongado do Kono ai Setsu, já estamos de volta e já armando planos secretos terríveis! (ho-ho-ho, sim, estou fazendo um suspense, mas futuramente vocês vão gostar). Hoje estou aqui trazendo um novo formato de postagem que fazia muito tempo que queria iniciar - a Yuri Week Gallery. Ou seja, a dose de multimídia yuri/shoujo-ai que você precisava ;)

A maior parte das imagens de hoje encontrei procurando em diversos tumblrs dedicados ao yuri e shoujo-ai. Fanarts simplesmente maravilhosos.


Aproveitando a hype ao redor de Madoka Magica (e também porque sou fã desse bishoujo depressivo), uma imagem de um casal shoujo-ai de grande potencial: Madoka e Homura.


Mas confesso que Sayaka e Kyoko são de um ótimo nível também ;D


Não sou conhecedora de Sailor Moon, mas fiquei surpresa de ver um fanart com a Chibi Moon xD


Ok, agora um casal mais tradicional e marcante no fandom shoujo-ai/yuri.


Mugi-chan?! (Que maldade, o contexto é totalmente outro, mas a cara dela dá todas as brechas, não é? XD)

E pra finalizar um AMV de Sasameki Koto, esse por recomendação da chefa do blog, a @SechanKV.


Por hoje é isso! Se conhecerem outros bons amvs, ou mesmo fanarts, mandem pra nós e com certeza eles estarão aqui em um próximo Yuri Week Gallery. E fiquem de olho, porque o KaS está tentando voltar a dar o melhor de si por vocês!
terça-feira, 29 de março de 2011
Posted by LKMazaki

[News] Silêncio nesta segunda-feira pela situação japonesa [Update]

[Update] - Desculpem o silêncio do blog prolongado, este se deve a problemas meus com a escrita. Espero estar retornando esta semana. =)

Todos já devem estar cientes da situação grave que se abateu sobre o Japão graças ao terremoto de magnitude 9 (segundo as mais recentes informações) que ocorreu no oceano, gerando tsunamis devastadoras que causaram perdas imensas a diversas áreas costeiras do país.

Sabemos perfeitamente que a situação não afeta de nenhum modo as pequenas atividades deste fã-blog de cultura japonesa, mas após alguma conversa, nós staffs decidimos adiar as atrações deste blog neste início de semana, pois nenhuma de nós esta realmente com clima para falar de nossos assuntos de fã. Sabemos perfeitamente que entretenimento ainda é preciso, principalmente em momentos difíceis, mas acreditamos que nosso silêncio necessário neste momento.

Particularmente eu, não sentiria-me feliz lançando um pequeno fanfiction tão desejado em um momento tão pouco pertinente.

Acreditamos na compreesão de todos os leitores, em breve voltaremos com muito mais do universo shoujo-ai ;)
domingo, 13 de março de 2011
Posted by LKMazaki
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[Fanfiction] Mastered Negima Destiny 01

by Mazaki.

Olá pessoal! Como o prometido lá em dezembro, quando Heart terminou, aqui estou eu, trazendo para vocês o primeiro capítulo da terceira fase de Mastered Negima - Destiny. Dá pra acreditar que já faz quase 4 anos desde que a primeira parte dessa série, Lives, começou a ser publicada aqui no Kono Ai Setsu? Começo a sentir que em fanfics esse é mesmo o nosso "mainstream", se é que dá pra chamar assim.

Enfim, a publicação será de duas em duas semanas. Mas não me matem ou se desesperem, isso tudo é porque apartir deste mês estarei publicando aqui no blog DUAS SÉRIES. Pois é, dois fanfictions de duas obras que eu sou extremamente fã. Na próxima segunda será devidamente introduzido o lançamento de "Don't Stop the Music", fanfic de K-On! que venho escrevendo e retrabalhando desde dezembro. Mais detalhes em breve!

E o que esperar de Destiny? Se tratando do fanfiction focado no casal mais amado de Negima - Konoka e Setsuna, e tratando-se da autora que adora fazer os amados personagens passarem por vários problemas até alcançarem a felicidade... pode esperar fortes emoções! E desta vez com mais ação do que o visto anteriormente, em um ritmo mais veloz do que foi em Lives.

Por favor, preciso de um feedback de quem ler para saber se estou indo pelo caminho certo com essa história. Os comentários de vocês são fundamentais!

VERSÃO EM PDF PARA DOWNLOAD - Para quem não se sente muito confortável para ler no browser.

Agora, vamos ao texto!


Elaborado e escrito por: Lilian K. Mazaki - http://twitter.com/LKMazaki - http://lkmazaki.blogspot.com
Aviso legal: Mahou Sensei Negima não me pertence, essa é uma obra de fã sem fins lucrativos.

Mastered Negima Destiny

Cena 01 - Novos caminhos, novos desafios


A vida e o tempo trazem sempre diversos acontecimentos fascinantes e incomuns, seja no amor, nos estudos, na vida. Acontecimentos que se cruzam e se unem, formando grandes jornadas. É sempre assim para todas as pessoas, incluindo até as mais incomuns e diferentes, como aquelas que se reuniam numa escola conhecida como Mahora e que formavam um grupo único, conhecido como Ala Alba.

Asuna Kagurazaka observava calmamente, com os braços encostados em uma mesa logo às suas costas, o movimento de pessoas conhecidas naquele espaço ainda estranho e diferente que tornara-se parte de sua rotina dos últimos dias. Logo ao seu lado estava a baixa e sempre reflexiva Yue Ayase, que também apenas observava enquanto diversas discussões bagunçadas se desenrolavam logo à frente. Era o último dia das curtas férias de primavera e logo todas as garotas estariam entrando no seu último ano de escola. Asuna particularmente estava ansiosa pois sabia que o novo professor e também mago, Claus, que conhecera no final do ano anterior, iria lecionar matemática no lugar de um antigo professor que ela detestava:

- Eles são tão animados ne. - comentou a ruiva alta, com um tom de preguiça evidente.

- Mesmo que não entendam nada sobre essa máquina, estão ajudando com toda a vontade. Devem estar mesmo interessados em aventuras. - observou a baka-black, tomando um incomum e misterioso suco de mandioca com chocolate amargo.

- É uma grande sorte que a Hakase tenha aceitado ajudar o Negi a construir essa tal máquina, ne.

- Hm. - limitou-se a dizer a mais baixa, aproveitando o sabor exótico do seu suco.

As duas continuaram na sua letargia ainda por alguns minutos, sem dizer nada, observando o fenômeno do agitado grupo que continha Kotarô, Ku Fei e Haruna(que usava invocações feitas com seu artefato para auxiliar). Pouco a pouco diversas pessas metálicas grandes e ocas eram postar em um circulo ao centro do grande laboratório particular da estudante-cientísta do que seria a parte externa do artefato físico-mágico. De modo inesperado Asuna acabou retomando a conversa por um ponto bem diferente:

- Em pensar que tudo isso começou no final de outubro passado, quando fomos até uma pequena livraria, seguindo uma pista falsa deixada pelo pai do Negi. - relembrou a bakared com excessiva nostaugia.

- Outubro... ainda estamos chegando em Abril... não é tanto tempo assim... - pontuou Ayase, sem emoção.

- É metade de um ano! É um tempo enorme! Além disso, tantas coisas aconteceram desde lá que parece ser ainda mais tempo. - defendeu a ruiva, acenando com a mão no ar.

- Isso é verdade. - concordou a filósofa do grupo, lembrando das noites que passou sem dormir na casa abandonada do Thousand Master, enquanto procurava a solução para um livro codificado.

- Aliás, agora pensando, foi naquele mesmo dia da livraria que vimos pela primeira vez a Pee... Setsuna-P. - corrigiu-se Asuna sem conseguir deixar o tom de voz relaxado ao lembrar-se de mais fatos do passado.

- Uma simples shikigami, uma invocação a partir deum pedaço de papel. Sakurazaki-san realmente não teve sorte.

- Quem iria imaginar que uma simples shikigami ia fazer tanto estrago, não é? E logo na época que Setsuna e Konoka.... bem, estavam finalmente começando a se entender.

- Verdade. - disse Yue, confirmando os pensamentos de Asuna sobre o fato de todos da Ala Alba saberem sobre o namoro de suas amigas desde antes de ser realmente dito um namoro oficial.

- Depois ainda apareceu aquele tal Mash Magno. Mago fajuto que fez a situação com a Pee ainda mais complicada...

- Mas no fim ele tinha a verdadeira pista que o Negi-sensei queria de seu pai.

- Isso é verdade, mas não era realmente algo relacionado ao velho dele. Era esse livro que agora está fazendo o pessoal trabalhar tanto.

- A máquina que vai apontar a localização de três fontes poderosas e perigosas de magia, que o Thousand Master fez questão de espalhar e esconder. Realmente algo muito interessante. - disse Yue demonstrando pela primeira vez na conversa algum interesse. Era evidente que ela era uma das pessoas mais curiosas e ávidas por descobrir os segredos dessas pequenas e misteriosas fontes de poder tão secretamente seladas.

- Ainda me pergunto se o Negi não está fazendo tudo isso só porque tem alguma esperança de encontrar alguma notícia sobre o pai. - disse Asuna, repetindo pela centésima vez a sua preocupação naquela situação toda.

- Você realmente se preocupa com ele.... - observou Yue, olhando de canto para a outra, com um ar sem emoção na verdade cheio de significado.

- C-claro! Ele é um pirralho ainda!

- Mas já tem 13 anos, Asuna...

- C-continua sendo quatro anos mais novos de nós! - argumentou a barared temendo ficar nervosa demais e acabar corando desnecessáriamente

- Bem, eu não acho que ele esteja fazendo isso por causa do pai. Afinal é bem evidente que o Thousand Master fez tudo sobre estas energias ainda bem jovem, vários anos antes de seu desaparecimento.

- Mesmo?

- Sim. Ainda que inicialmente tenha sido por causa do pai, acho que agora o que move o Negi-sensei é a curiosidade intelectual. O mesmo motivo que me faz estar ansiosa por essa máquina.

- Yue...

As duas bakarangers permaneceram em silêncio, observando a confusão que Kotarô estava fazendo, reclamando com Hakase sobre as posições que ele havia deixado as grandes peças de metal que havia ajudado a carregar. A cientista tentava dizer-lhe que nada podia ficar fora de lugar, senão seria difícil na hora que tivesse que unir todo o esqueleto externo da maquinaria. O hanyou esbravejava sobre a inutilidade de ter que construir algo tão grande só para servir de indicador do lugar que deveriam realmente ir para ter alguma ação. Por sorte Negi não estava presente, senão iria provavelmente ficar com a motivação ferida por essas argumentações.

- Onde está a Konoka? - perguntou Yue, depois de observar melhor o grupo mais a frente? - Sakurazaki-san não está voltando ainda para a cidade acadêmica, por causa de seus trabalhos para o diretor?

- Ah... a Konoka deve estar com a Eva, ou então treinando alguma coisa na sala do clube de artes esotéricas. É incrível como ela pode passar horas lá quando a Setsuna não está.

- Sakurazaki-san tem estado ausente bastante nos últimos tempos não acha?

- É....

- Tem alguma coisa errada, Asuna? - perguntou Yue observando a bakared de canto, notando claramente quando a outra tentou disfarçar sua preocupação sobre o assunto do casal.

- Hm... é só que... sabe, as coisas não parecem assim tão fáceis para elas ultimamente...

- Depois de tantos problemas elas estão fragilizadas por causa de alguma coisa banal de casal? - estranhou a baka-black, curvando a sobrancelha.

- Não é nada disso. - desmentiu imediantamente Asuna. Sentia-se levemente culpada por comentar sobre as duas com mais alguém, mas pensou que era o que uma amiga acabaria fazendo, por preocupação. - É por causa do avô da Konoka.

- O diretor fez algo?

- É... sabe, ele disse que dava a benção dele e tudo mais. Só que ele está mais é parecendo querer ver a Setsuna cada vez mais ocupada e longe da escola!

- Isso é mesmo ruim... apesar de não ser realmente surpreendente.

- Não é?

- Ele é um homem idoso e antigo, Asuna. Não importa o quanto inteligente seja, tem coisas que não mudam assim na cabeça de alguém.

- Yare... - agora realmente Asuna estava preocupada com a felicidade de suas melhores amigas. Em pensar que aquele ainda era o último dia antes de entrarem no último ano de colegial. Como o esperado, o ano estava começando cheio de emoções.



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Primavera, céu azul de um limpo início de manhã, o vento suave, as flores desabrochando por todos os lados. Nada disso porém conseguia trazer alegria ao coração e corpo cansado de Setsuna Sakurazaki.

Agora já fazia pouco mais de uma semana desde que o período escolar havia iniciado, porém a espadachim shinmei mal havia tido tempo de refletir sobre o fato de estar no seu último ano escolar, junto com todas as pessoas que gostava. A verdade é que o estado de exaustão da garota era tanto que ela não se dava ao luxo de refletir muito sobre qualquer coisa a vários dias.

Noites e mais noites de vigílância, mas mais diversas partes da gigantesca cidade acadêmica. Talvez fosse menos duro se ela pudesse se dar ao luxo de usar mais shikigamis para auxiliá-la, porém desde o incidente com Setsuna-P ela havia evitado ao máximo o uso deste artifício, contentando-se somente com a pequena ajuda de Chibi-Setsuna, sua pequena, fraca, mais antiga e confiável invocação. Mas ainda que tivesse um exército ao seu lado, ainda não mudaria a fato de estar dormindo cerca de três horas por dia, por volta do final da tarde, a quase 1 mês. Somando tudo isso ao fato de que tinha que estar bem acordada e disposta para as aulas puxadas da manhã e começo da tarde a jovem só conseguia definir seu dia a dia de uma maneira.

Insuportável.

O pior de tudo era o tempo limitadíssimo que tinha para estar junto de Konoka. De uma a duas horas após o final das aulas, isso quando não tinha que transcrever infinitos relatórios sobre suas atividades para passar ao conselho mágico que secretamente zelava pela perfeita ordem dentro do instituto. Não havia um dia sequer que ela não enviasse emails com desculpas por essa situação para a sua namorada. Sabia bem que Konoka compreendia, mas também era certo que estava também sentindo-se muito incomodada. Era como se ambas estivessem cada vez mais longe, mesmo que agora pudessem admitir seus sentimentos sem quase medo.

"Tudo culpa daquele velho..." queixou-se mentalmente Setsuna, caminhando lentamente a caminho do seu dormitório. Faltavam menos de duas horas até o início das aulas, só estava indo ao seu quarto para mudar de roupas e pegar algum material necessário aos estudos daquela manhã. Conseguia sentir a mão de castigo de Konoemon Konoe lhe pressionando contra o chão, o tempo inteiro. Sentia-se enganada e frustrada mais do que qualquer coisa.

O homem idoso que a muito contragosto havia lhe dado permissão para namorar agora era quem estava usando de todas as artimanhas para destruir a relação forte que havia entre a maga branca e a hanyou. Não que isso fosse de todo inesperado, o que realmente era amargo era o fato de ele ter dito que não iria se opor a felicidade da própria neta. Quanta mentira para um velho babaca!

- Estou mesmo sofrendo de stress por causa das noites sem dormir... - comentou consigo mesma a jovem que sequer conseguia manter os ombros em pé, tamanho peso do cansaço e tristeza. Incrível como, depois de passar por tantas coisas, nada parecia cooperar para dar a ela e Konoka uma vida tranquila e feliz de casal. O destino não gostava mesmo daquele amor?

- Setsuna-san!! - chamou uma voz familiar, levemente rouca e desajeitada e ela virou-se ao ver Negi vindo apressado de longe, acenando. A cada dia a voz do professor ficava mais errada enquanto ele passava pelo momento mais evidente da sua puberdade, a troca de voz. Sem muita energia para falar de volta, Setsuna limitou-se a sorrir levemente enquanto ele se aproximava.

Era primavera afinal, ainda que houvessem problemas a espadachim tinha que lembrar que estava vivendo o momento mais feliz de sua curta e amaldiçoada vida de meio-uzoku. Não importavam a dificuldades, nada mudava o amor que existia entre ela e Konoka. Pensando bem, não havia como as coisas piorarem. Com dificuldades ou não, só se podia melhorar dali em diante.

Como estava enganada:

- Setsuna-san. O diretor está chamando todos os membros das equipes de proteção de Mahora. Disse que tem algo a falar a todos com a maior urgência. - disse o jovem rouco, chegando ao lado da jovem, parecendo afobado, esquecendo-se até das formalidades do início do dia.

- Ok... - limitou-se a responder a shinmei, observando o garoto.

- Você parece tão cansada, Setsuna-san...

- Heh, não se preocupe comigo, sensei. Onde é a reunião?

- Ah... no campus um. Vamos juntos. Não quer comer algo antes disso? - perguntou ele ainda preocupado com a visível fragilidade da guerreira.

- Depois da reunião comemos algo, sensei.

- Certo então...

Os dois foram caminhando apressados em direção ao campus um, onde ficava o prédio da direção geral de Mahora. O cansaço de Setsuna lhe impediu de sequer cogitar qualquer coisa sobre o que poderia estar por vir, só esperava na verdade não ter sua carga de trabalho aumentada, pois sentia que mesmo ela acabaria indo parar no hospital por exaustão se fosse-lhe exigido mais por muito tempo.
quarta-feira, 9 de março de 2011
Posted by LKMazaki

[One-shot] My Heartbeat

by Mazaki

Oi pessoal! Sentiram minha falta? Acho nem tanto, afinal fanfictions é algo que não tem faltado por aqui. Hoje estou trazendo um pequeno especial para vocês, um one-shot independente, porém no mesmo 'universo' do grande fanfiction que estou preparando para depois de Mastered Negima Destiny.

Trata-se de My Heartbeat, inspirado no universo de K-On!, mais especificamente sete anos após o final da série mangá/anime. Neste universo a Houkago Tea Time não só continuou existindo como se tornou uma dos grandes nomes do cenário musical japonês. Esta trama é independente, mas pode ser associada como sequel do fanfiction que estou escrevendo desde dezembro - Don't Stop the Music, e que irá pintar por aqui no blog quando a postagem de Destiny for concluída.

Claro que, vindo de mim para o Kono ai Setsu, é uma trama de yuri leve, romântico e sem cenas sexuais fortes ("poxa, tia Mazaki, como você é má!"). 

Espero que apreciem essa pequena amostra que deixo do material que estou trabalhando =)


Nota 1: a personagem `Kazumi` é a agente pessoal da banda Houkago Tea Time.
Nota 2: perdoem os eventuais pequenos erros de digitação. Se forem realmente incômodos podem apontar através dos comentários que eu corrigo (estar trabalhando em 2 fanfictions completos sem parar desde dezembro gera esse tipo de coisa)

Aviso legal: K-On! pertence à Kakifly. Esta é uma obra de fã sem fins lucrativos.

My Heartbeat - Ritsu Tainaka


         Haviam pessoas em polvorosa por todos os lados, mídia, os fieis fãs, tudo tomado enquanto a banda atravessava o saguão rumo ao elevador que as levaria ao andar térreo. O rebuliço pela passagem da Houkago Tea Time era ultimamente umas dez vezes mais barulhento do que antes, afinal as notícias eram chocantes e todos cometiam loucuras para tentar conseguir mais explicações sobre o anuncio mais bombástico para a industria da música em todo aquele ano.

            A banda de maior sucesso atual da light music iria parar de tocar.


       Fãs choravam por toda a internet e os boatos se multiplicavam muito mais rápido do que a quantidade de downloads oficiais e não-oficiais de Don’t Say Lazy. Os jornalistas jogavam todas os tipos de perguntas de modo interrupto, chamava ao máximo cada uma das integrantes em qualquer oportunidade, ninguém sabia o que estava acontecendo, pois tudo o que havia sido pronunciado era simples ou bonito demais para parecer verdade.


        Ritsu Tainaka estava se sentindo particularmente perturbada desta vez. Não era sem motivo. A menos de quinze minutos havia dito tudo o que a líder da banda poderia naquele momento, diante de centenas de pessoas presentes, mais os milhares que acompanharam tudo pela web, e ainda assim as perguntas eram as mesmas, cada vez mais ilógicas e nervosas. Havia se preparado tanto na noite anterior para falar do modo mais claro e simples sobre os acontecimentos para que tudo começasse a se acalmar, foi em vão?

           “Não há brigas, ou desentendimentos. Nós somos grandes amigas e temos também outros projetos para nossas vidas. A Houkago Tea Time não está morrendo, não vai silenciar para toda a eternidade. Nós somente acreditamos que, neste momento, este é o melhor para cada uma de nós.”. Tudo podia ser resumido de modo tão simples, porque não entendiam? Já havia se desgastado tanto para fazer todos os produtores e envolvidos na equipe entenderem a decisão delas, e agora os fãs e a imprensa faziam um alarde tão grande, ou ainda maior, do que os acionistas que mais gostavam do próprio bolso do que de algo nas músicas que tocavam.


          Talvez o cansaço causado por tudo isso não lhe estivesse fazendo bem, pois ela estava prestes a agir sem pensar, não sabia como, mas sabia que acabaria encrencada se deixa-se se levar pela fadiga psicológica. Em meio a toda a avalanche de pessoas falando e questionando, algumas indagações se repetiam bastante e era mais audíveis aos ouvidos já treinados para ignorar multidões escandalosas da baterista:


            - Ritsu! Ritsu! Como vocês chegaram nessa decisão tão impactante?


            - Ritsu!!! Vocês não gostam mais de tocar?


            - Ritsu, vocês conseguem colocar-se no lugar de seus fãs e compreender o quanto essa decisão de vocês muda o panorama da música atual? (Que jornalista elaborado em suas perguntas, pensou Ritsu erguendo a sobrancelha, sem olhar para ninguém).


           Porém sem perceber ela fez algo que não esperava, que não devia, que de algum modo poderia ser perigoso, maluco, arriscado. Na verdade, provavelmente Ritsu estava apenas cansada demais para ter um total controle sobre suas atitudes. As outras garotas e Kazumi demoraram alguns passos para perceber que a baterista havia parado de caminhar e voltaram-se para ver que ela encarava com uma expressão meio anestesiada para a multidão. Os flashes aumentaram ainda mais, as perguntas e desespero da mídia também:


          - O que ela está fazendo? Já explicamos o bastante por hoje. – comentou Kazumi levemente preocupada com o ar abatido da amiga.


             - O que a Riichan vai dizer a eles? – perguntou Yui, que estava mais distante da multidão do que as outras, uma prevenção por ela ser a pessoa que se distraí mais fácil e por isso é mais sucetível aos ataques que os corvos da imprensa fazem com suas questões maldosas.


          - Ritsu!! Como aconteceu tudo isso??? – voltou a perguntar algum blogueiro que gravava tudo com uma câmera pesada nas mãos, talvez estivesse transmitindo para o mundo inteiro, pensou a baterista.


           A verdade é que uma sensação de entorpecimento tomou conta de Ritsu quando ela encarou todas aquelas luzes, escutando tantas vozes exaltadas. Não parava de pensar e relembrar os seus próprios motivos para começar a falar no assunto com as outras, isso a mais de um ano atrás. Mas é claro que, colocando-se no lugar daquelas pessoas à sua frente, ela conseguia entender o choque e até revolta com tal anúncio:


         - Na verdade, eu fui quem comecei com essa idéia de dar um tempo com a banda. – disse ela, sendo escutada, gravada, transmitida por dezenas de pessoas ali na sua frente. Como resposta a sua reação, as perguntas e frases enlouquecidas aumentaram ainda mais. Eram como chacais querendo ainda mais o sangue de sua presa, jamais saciados, pelo menos era assim que Mio via aquelas pessoas naquele momento.


          A baixista aliás era quem mais estava apreensiva com a situação. Conhecia Ritsu, sabia que ela não estava bem. Parecia exausta, saturada, provavelmente a ponto de explodir, eu fazer uma besteira, e ambas as hipóteses eram realmente preocupantes. Sentia como se a pessoa que tanto amasse estivesse frágil e cercada por animais terríveis, que devoravam com prazer sua fraqueza:


            - Mas Ritsu, porque? Porque é a pergunta que todo o Japão está se fazendo. Porque?


            - O que te leva a querer parar com a Houkago Tea Time agora, Ritsu???


            - Ritsu! Ritsu! Ritsuu! Uma pergunta!


           Os olhos da baterista não conseguiam distinguir muito da massa a sua frente, era tudo luz e sons perturbados. Seu coração acelerou quando a resposta veio a sua garganta. Sem saber porque, a súbita vontade de dizer abertamente, na frente do mundo, todos os seus motivos, tornou-se quase uma necessidade vital. Era loucura, mas ela sequer conseguia imaginar um porcento do impacto que esse tipo de verdade traria para a imprensa, para si mesma:


         - Ritsu..... – Mio chamou baixinho, como uma esperança tola de que ela parasse de se esforçar tanto diante daquelas pessoas que não se lembravam jamais que ela era somente uma mulher como qualquer outra.


           - Ritsu. Vamos. – Kazumi chamou a outra como que para tentar acorda-la, porém não surtiu efeito algum. Não sabia porque, mas a produtora estava ansiosa e nervosa com tudo aquilo. Um pressentimento realmente.


         - Eu.... –começou Ritsu, com o coração pulando e o estomago gelado. Sentia-se nervosa e corajosa ao mesmo tempo. “Deus, o que eu estou fazendo?”. – Na verdade eu...


      A multidão escutava-lhe como se a vida de cada um ali dependesse disso e ainda assim a movimentação e barulheira era infernal de suportar:


           - Na verdade eu só quero uma folga, para poder....


           Flashes, câmeras, gravações, o mundo.


           - ... pedir a uma pessoa especial...


       Se uma bomba explodisse na sala ao lado ninguém escutaria em meio a aquela agitação quase surreal:


           - ... que case-se comigo.


           ...


       Silêncio. Absoluto, inexplorado e congelado silêncio. Subtamente todos os flashes pararam de acontecer, todos os fãs pararam de gritar e se empurrar, todos os repórteres pararam de perguntar e chamar inutilmente por qualquer membro da Houkago Tea Time. O pequeno estrondo de um balde cair de lado, próximo a uma distante porta ressoou pelo saguão como se o tempo tivesse congelado completamente. Se um pintor quizesse, poderia fazer um quadro perfeito daquela cena, afinal todos os modelos estava exatamente petrificados.


         Ela havia dito. O peso de suas próprias palavras e todo o peso delas estavam trazendo Ritsu de volta a realidade de uma maneira terrificadora. Havia acabado de dizer aquilo que sequer ao espelho tivera coragem de expor de modo tão claro. O seu maior sonho, o seu maior medo, tudo ali. Exposto, ouvido, visto. Claro que ela não se importaria com qualquer impacto no universo, a questão toda é que Mio estava a menos de seis passos de distância, quando o correto deveria ter sido ela deixar de existir durante a fração de tempo em que ela, Ritsu, dizia no ar a coisa mais chocante que se poderia esperar. Ou sequer esperar.


         Todas as membros do Houkago Tea Time, além de Kazumi, também só conseguiram ficar em silêncio das palavras da outra. Bem, na verdade Mio havia quase desmaiado por um momento, mas era uma mulher madura agora, e resistiu ao desejo de desaparecer da face da terra com bravura. As outras limitaram-se a ficar com os queixos caídos ao máximo e com uma estranha súbita vontade de gargalhar muito.


            Após mais de vinte segundo de completo silêncio, Ritsu conseguiu forças o bastante, ou melhor, sentiu-se incrivelmente imbecil e amedrontada o bastante para sair fugida do saguão a toda a velocidade, sendo seguida depois pelas outras, que demoraram alguns instantes a mais para acordar do choque. Incrivelmente a multidão permaneceu completamente congelada até que tivesse deixado completamente o recinto.


           Assim que entrou no espaçoso elevador Ritsu foi abordada pelo produtor Satou que começou a fazer uma série e discursos e afirmações escandalisadas sobre o fato da baterista ter simplesmente agido da forma mais imprudente e irresponsável que ele já havia visto alguém fazer na vida. Quanto a porta do elevador finalmente fechou, Mio encostou-se contra a parede mais distante o possível de Ritsu e respirou diversas vezes como que para retomar as forças, ou não cair desmaiada ali mesmo. Yui, Asuza, Mugi e Kazumi se entreolharam em silêncio e tentaram ao máximo não sorrir tanto ao ponto de começar a rir loucamente com a situação:


          - Tainaka! A imprensa vai enlouquecer com isso! A imagem perfeita que eu estava construindo para essa pausa na carreira vai ser destruída!!! Será que você não entende que ídolos não podem dizer que, simplesmente, vão casar?!?!?! – choramingava Sr. Satou quase sacudindo os ombros da mulher que estava voltada para a parede, de costas para todos. – Tainaka! Tainaka?!?!? – foi então que eles perceberam que Ritsu provavelmente estava em algum tipo de estado de choque, porque estava completamente alienada da realidade, o homem reparou que sequer ela piscava.


          - Será que dá pra não me torrar agora Satou!!! Eu acabei de.... de.... AAAHHHRRGG!!! – berrou Ritsu, quando a porta do elevador finalmente abriu-se no andar térreo e ela saiu em disparada em direção aos carros que lhes levariam de duas em duas para bem longe daquele maldito prédio onde ela havia feito a, que ela pensava naquele momento ser, a coisa mais constrangedora e idiota de toda a sua vida.


           Elas se viram novamente atravessando mais multidões de fãs e repórteres, e, por mais absurdo que se possa sonhar, todos ali só perguntavam sobre a declaração que Ritsu havia acabado de realizar, a pouco mais de dois minutos, à 3 andares de distancia dali:


           - Ritsu! Você vai se casar?!


           - Ritsu!!! Quem é o seu noivo?


           - Ritsu!! É verdade que você está grávida e por isso precisa casar as pressas?


           - Você tem um caso com algum produtor da equipe HTT?!


            Porém foi o questionamento de um grupo de jovens fãs que ressoou mais alto:


            - Riichan!!! É a Mio-chan?


            Ritsu parou de caminhar ao escutar isso. Estava cansada demais, assustada demais, envergonhada demais, não era capaz de esconder o choque ao escutar aquilo. Voltou seu olhar na direção que ouviu a voz da jovem estudante que perguntou aquilo, porém só foi capaz de ver os flashes. Imaginou que muito em breve fotos suas estariam nas páginas principais de muitos sites, além de seu nomes entre os assuntos mais falados do Japão:


        - Vamos indo. – disse Kazumi, passando o braço pelos ombros da mulher, arrastando-a rapidamente para dentro do veiculo que a levaria junto com a DJ para bem longe daquele prédio causador de tanta confusão. Quando conseguiu dar conta de si, Ritsu percebeu que estava olhando para o teto do carro que se movimentava a uma velocidade constante. Sequer escutava-se mais qualquer murmúrio de multidão.


         Como havia sido capaz de falar sobre casamento na presença de Mio daquele jeito? Obviamente ela sequer conseguia dormir as vezes, apenas ao sonhar com o dia em que teria que encarar a mulher para fazer a pergunta fatídica, mas isso não justificava ela simplesmente jogar tudo para o alto e declarar suas intenções na frente do mundo inteiro. Com certeza Mio não conseguiria olhá-la na cara novamente por dias, semanas, meses.... a vida toda?


    - Aquilo foi tão fofo. – comentou Kazumi sorrindo abertamente, fazendo a baterista virar precariamente a cabeça encostada no banco para o seu lado. Parecia sequer ter forças de segurar a cabeça pesada com tantos pensamentos.


         - O que cê tá dizendo Kazumi..... eu fui louca.


        - Foi sim, mas foi demais, Ritsu. – disse a DJ olhando de modo solidário para a amiga. Entendia o sentimento de medo que ela devia estar sentindo. – A Mio deve estar com as pernas moles até agora. Espero que não passe mal no carro.... – completou, não conseguindo evitar rir de tudo aquilo.


         - Mou...... eu quero me enterrar neste momento....


         - Deixa de bobagem. Tudo o que tem a fazer é ir escutar a resposta da sua noiva, Ritsu.


       A primeira coisa que Ritsu escutou ao abrir vagarosamente a porta do apartamento de Mio, que aliás ela já tinha a chave a mais de dois anos, foi o som da televisão ligada, tirando todas as suas esperanças de que não precisasse realmente encarar Mio hoje, nem nunca. A baterista estava realmente com medo demais da reação da outra.


       Mas já que era inevitável, fez questão de fechar a porta e trancar de modo audível, para alerta-la, mesmo que estivesse dormindo no sofá. Tirou os sapatos e, respirando fundo, caminhou em direção a sala. Encontrou as costas de Mio ali no meio do sofá. Ela estava ali, olhando comportadamente para a televisão ligada, ou ao menos fingindo, abraçando as próprias pernas, quase como uma criança, com as roupas leves que costumava usar nos momentos de completa folga. Até mesmo as folgas para encarar a namorada louca que lhe pedia em casamento indiretamente na frente de toda a mídia.


    Ritsu não conseguia encontrar a própria voz, encostou as mãos no sofá, ao lado de Mio, demonstrando que estava ali, enquanto abria a boca para tentar dizer algo. Porém nem murmúrios saiam. Estava completamente envergonhada, amedrontada. Sentia vergonha de si por estar tão impotente diante de um momento tão marcante e importante que deveria ser aquele. Para piorar a baixista sequer reagia a sua presença, continuava a olhar fixamente para frente.

       Os suspiros que Ritsu dava ao tomar ar para falar e falhar completamente se repetiram ainda algumas vezes para que algo realmente acontecesse. Mio olhava para o lado em que, atrás de si, estava a baterista e deixou escapar um suspiro depois de um tempo:


       - Baka.


        - Hã? – o som havia sido tão singelo e baixo que Ritsu foi despertada de sua espiral eterna de medo se saber se havia imaginado a voz da mulher ao seu lado. Sem poder sequer pensar, ou reagir, Ritsu viu o movimento rápido e no momento seguinte, os braços de Mio estava ao redor do seu corpo.


        Claro que a baixista também estava chocada e envergonhada demais para encarar de frente o rosto da namorada, portanto apoiar-se com os joelhos no sofá para ficar em uma altura próxima a de Ritsu e assim poder abraçá-la havia sido a escolha mais fácil e para medrosas como ela. Ela pode sentir a respiração completamente suspensa da outra por vários momentos de mais silêncio que se sucederam ao seu gesto:


         - Mio....


         - Você é mesmo louca, ne Ritsu.


       - Eu...... - a voz dela era tão assustada que Mio não conseguiu deixar de sentir a necessidade de proteger aquela mulher estúpida que era tão importante em cada momento de sua vida. Apertou o abraço e sentiu Ritsu retribuindo-lhe, encostando o queixo nela, tão frágil que fazia a baixista esquecer completamente de suas tolas inseguranças.


       - Você fazer coisas tão malucas e vem depois pedir por colo é? – questionou a mulher de longos cabelos negros, nos mais as mãos de Ritsu se perdiam em meio ao apertado abraço.


         - Eu..... desculpe, Mio....


        - Desculpar.... será que eu não te amo o bastante para você saber que não precisa se desculpar por nada..... muito menos..... – o seu coração acelerava de um jeito desenfreado, ela teve que engolir a vontade de chorar como uma criança que machuca o dedo em uma porta malvada que fecha com o vento.


       - Mio..... eu.... te amo tanto..... – Ritsu fechou os olhos apertando ainda mais o abraço. Se era tão difícil, que fosse todo de uma vez. – Eu... realmente.... quero... quero te ter comigo a vida inteira.... quero... poder dizer ao mundo inteiro o quanto eu sou feliz quando te vejo sorrir irritada.... quero tudo... quem sabe um dia até filhos.... crianças barulhentas que vão destruir a minha bateria sem piedade..... Mio....


         Era demais para a baixista, eram sentimentos fortes e maravilhosos demais. Sem afrouxar o aperto ao redor do corpo magro e trêmulo de Ritsu, ela buscou seu lábios e deu-lhe o beijo mais apaixonado, feliz, salgado pelas suas lágrimas e doce pelos calor que sentia no peito. Nem sempre as palavras podem dizer tudo o que é preciso e não havia outro meio para ela dizer tudo o que tinha dentro de si.


        Ritsu sentiu aqueles sentimentos e sentiu-se quase fora da realidade. Todo o tempo que ela tivera medo e vergonha de dizer abertamente a Mio. Sempre pensando que a garota lhe xingaria, fugiria, brigaria de verdade. Tantas hipóteses tão planejadas mas que sempre davam errado nos seus sonhos. Logo uma realidade totalmente inesperada tinha acabado nesse nervoso e total sucesso.


         Quando finalmente o beijo terminou elas se encararam de frente, próximas, ainda os rostos corados, os olhos levemente umedecidos, inevitavelmente sorrindo, não havia outro modo de ser:


         - Nunca mais me fale de crianças a não ser que realmente esteja querendo me fazer chorar, Ritsu-baka. – disse Mio sorrindo ainda mais abobalhadamente, com uma lágrima escapando, como aquela baterista conseguia dizer coisas que lhe tocavam tão profundamente sem pensar nas conseqüências.


            - Mio...


            - Não vá me perguntar se eu digo “sim”, senão eu vou te bater pra valer.


            - Ok....


            - Mou, Ritsu~~!


- W-woa!! - inesperadamente Mio agarrou a garota de franjas atualmente mais para os lados pela cintura e a puxou por cima do sofá, fazendo-as cair uma sobre a outra, deitadas. Ritsu demorou alguns segundos para localizar-se novamente, agora por inteira sobre o corpo da baixista que lhe encarava com um largo sorriso. – Que tipo de reação é essa, Mio?


- Hm? – a mulher não fez muito esforço para entender o que tinha escutado.


- Não sabia que você iria querer esse tipo de comemoração tão rápido assim. – completou Ritsu fazendo a outra finalmente se tocar das posições delas deitadas no sofá.


- Baka... na verdade eu só queria ver a novela que já vai começar. – disse ela apontando para a televisão ligada à frente delas.

- É? – Ritsu ergueu uma de suas finas sobrancelhas e parou para encarar o aparelho por algum tempo, para depois voltar-se para a baixista.

- É porque o Matsuo-kun e a Hime-chan estão num momento tão bonito.... – argumentou Mio tocando os indicadores entre os rostos delas e a baterista realmente ficou de sobrancelhas erguidas dessa vez.

- Sempre Moe Moe Kyun....

- Baka.....
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Posted by LKMazaki

No K-a-S em 2011 [Fanfictions]

Oi pessoal! Estou vindo finalmente fazer os breves anúncios de atrações que iremos postar neste blog neste ano de 2011. Na verdade é somente na área de fanfictions, que é a minha especialidade por aqui.

Para quem não sabe eu (Mazaki, prazer =3) sou quem publica atualmente os fanfictions do Kono ai Setsu. Este blog teve início voltado para os fics e com o tempo foram incorporadas novas coisas (como as postagens sempre polêmicas da chefa-Sechan xD). Por tanto estou vindo lhes contar o que estou preparando na minha especialidade para este ano que está parecendo bem promissor.

Teremos básicamente três novos fanfictions em 2011, sendo um dos destaques a continuação de Mastered Negima, chamada Destiny. Além disso é provavél que eu também lançe por aqui um fanfic alternativo do já antigo Lives (dá pra acreditar que fazem quase 4 anos desde comecei Mastered Negima!), chamado Other Lives. (se houver tempo viável então pode  haver mais um fanfic, o quarto um arco de Mastered Negima: Shadow).

Mas na verdade o anúncio que mais me empolga e também preocupa é do fanfiction que estou trabalhando atualmente, que aliás estou dando o meu máximo em qualidade: "Don't Stop the Music" um fanfiction baseado na série K-On! e se passa a após o fim da franquia e, é claro, é romantico e shoujo-ai dá melhor forma possível. Estou realmente muito empolgada para mostrar este, apesar de estar passando sérias dificuldades para escrevê-lo.

A única estréia marcada até agora é a de Destiny - 9 de Março. Eu pretendia também postar Dont Stop the Music ao mesmo tempo, mas por ser uma trama extensa e com capítulos bem maiores do que Mastered Negima, não sei se será possível do jeito que eu quero.

Fora isso pessoal, também queria retomar o Shoujo-ai Drops, aquelas tirinhas que tentamos ano passado. Infelizmente estou dependendo mais é de alguém que me ajude com desenhos e arte final porque eu não tenho TEMPO para tal, já que escrevo e em breve a faculdade vai acabar com o resto do meu tempo.

Por fim, se alguém der sugestões eu estou bem interessada em postar contos one-shot shoujo-ai. Idéias são bem vindas.

Bom, era isso. Acho que já tomei muito tempo de vocês para lhes contar sobre os projetos do ano. Estou seriamente querendo dividir minha experiência enquanto escrevo Don't Stop the Music e Destiny através do Deviantart, quem quizer acompanhar e opinar é bem vindo ^^
sábado, 15 de janeiro de 2011
Posted by LKMazaki

K-a-S no Devianart

Oi pessoal, como está sendo o início deste ano para vocês? Para mim está sendo bem trabalhoso e, acreditem, boa parte deste trabalho é para o Kono ai Setsu! Sim! E para começar as novidades deste ano, estou passando aqui para deixar o link do nosso perfil (agora finalmente ativo e atualizado) do Kono ai Setsu no Devianart!

Não só estamos lá como estamos pretendendo manter um contato mais direto com vocês a partir de lá e também apartir do Twitter, para podermos divulgar nossos novos projetos e também saber mais do que vocês achar que seria interessante para nós trazermos ao blog.

Então é isso, aí vão os links:

Kono-ai-Setsu - Devianart

Lilian K. Mazaki - Devianart

LKMazaki - Twitter - Quando eu pegar também a senha do twitter do Kas eu posto aqui! heheheh


Por enquanto é isso, muito em breve boas notícias para o Kono ai Setsu estão chegando ;D
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Posted by LKMazaki

Mastered Negima - Heart 13 - Final

Bom, apesar de todos os atrasos e percalços, eis que chegamos ao final de Mastered Negima – Heart. Assim como em Lives, estou vindo agradecer a todos que tiveram paciência para agüentar mais essa aventura KonoSetsu escrita por mim. Espero que tenha sido bom de alguma forma ler está história =)

E lembrando a todos (ou informando aos que não sabem): Mastered Negima está somente começando. Heart é o segundo arco da trama e o final da introdução à história principal (“Como é?! Ainda tem mais coisas mesmo?!”).  Ainda temos mais quatro arcos cheios de mais aventuras e desventuras para o casal estrela mais querido do universo Negima (e com certeza um dos casais mais carismáticos do shoujo-ai). E, além da “péssima” notícia de que ainda tem mais MN pra vocês, tem mais:

Mastered Negima – Destiny, já tem data de estréia, e é 9 de Março de 2011. =)

Eu sei, eu sei, ainda falta um bocado para março, mas fato é que, além de que dessa vez não haverão mais atrasos na publicação (tudo já estará concluído na época da estréia ;D) dessa vez teremos alguns materiais extras (torço para que fique bonitinho esse negócio x_x’’’).

Além disso também estou trabalhando em outro fanfiction para publicar paralelamente a Destiny, mas desse eu falo em outra oportunidade ^^

Concluindo: Obrigada pela leitura até aqui! Façam críticas construtivas e podem me enxer a paciência à vontade para que eu possa sempre trazer novas estórias boas de se ler para este blog. (Também agradeço em particular pra “equipe de apoio moral” de sempre, Se-chan, Rerisson... todos que fazem comentários sempre, dos anônimos aos velhos conhecidos!).

Em frente!

Heart 13 – Epílogo do prólogo

                Os flocos de neve caiam preguiçosos sobre a grande festa de ano novo que começava a encher de pessoas que comiam e bebiam na Praça da Árvore Mundo, no centro de Mahora. Era até bem considerável a quantidade de funcionários e estudantes que acabavam não indo ver a virada de ano junto com suas famílias, fora da escola, o que fazia da festa um evento até de grande importância. Este ano particularmente a festa estava com uma grande presença de alunas supervisionadas por Negi, mesmo as que não faziam parte da Ala Alba. Até mesmo Ayaka, que conhecia de cor as festas pomposas, cheias de riqueza e bem chatas da alta sociedade, escolhera este ano ficar em Mahora:

                - Mas que droga, além de toda essa estória de Livro, agora vamos ter que esperar o Negi conseguir construir a tal máquina de encontrar amuletos para, aí sim ter alguma ação. Chatice. – queixou-se Kotarô para as garotas da Ala Alba que se reuniam ao redor de uma mesinha para desfrutar dos quitutes vendidos, apesar da noite ainda ser bem fria.

                - Lealmente é pleciso muita paciência, mas tenho celteza de que as aventuras e desafiantes que villão, selão emocionantes, pala compensar. – comentou Kuu, engolindo em seguida um enorme bolinho de carne, de uma só vez.

                - Bem, pelo menos o ano promete muito ein. – comentou Haruna, guardando para proteger da neve uma ilustração que os outros preferiam nem ver novamente, depois do susto geral com o nível de perversão que a aprendiz de mangaká conseguia transmitir em uma imagem com dois rapazes sorridentes.

                - É verdade... essa história de poder mágico secreto ainda vai longe. – respondeu Kazumi que estava bem relaxada, já que estava totalmente dispensada de seus serviços de paparazzi naquela noite.

                - Onde está o quarteto maravilha? – perguntou Kotarô dando por falta de Negi, Asuna, Konoka e Setsuna.

                - O Aneki só estava esperando a Anechan sair do banho e se arrumar para vir. – respondeu Kamo fumando um típico cigarrinho.

                - Ah, então você estava aí Kamo. – comentou Yue sem muita emoção, ao notar o arminho sobre sua cabeça.

                Mais ao longe o novato professor Claus observava o grupo da Ala Alba com um sorriso de quem aprecia o vigor da juventude. Seus cabelos acizentados e finos esvoaçavam com muita facilidade na brisa fria da noite de virada. Ele sorria de leve, apoiado sobre sua bengala:

                - Realmente foi uma grande sorte poder vir para Mahora, logo quando tantas coisas estão por vir. – ele disse a si mesmo e parou para observar o céu estrelado. Estava realmente ansioso pelo que estava para vir a seguir.





         - Mou, Asuna, porque você demora tanto assim se não está nem fazendo nada demais nessa arrumação. – resmungou Konoka com um beicinho de insatisfação para a amiga que estava terminando de prender seus sininhos nos cabelos.

                - Ah, Setsuna, diz pra essa sua namorada parar de me enxer porque eu já estou terminando vai. – pediu a baka-red virando-se para enxergar melhor o local que estava tentando prender o acessório.

                Setsuna somente sorriu meio sem graça para a maga branca que acentuou o bico para a amiga. Negi por sua vez parecia meio perdido no tempo e espaço, de tanto que tivera que esperar, apenas olhava desfocadamente para alguma parte do espelho no qual Asuna se via para arrumar os longos cabelos ruivos:

                - Se-chan, vamos indo andando enquanto a Asuna tenta colocar esses sininhos tão simples, práticos e nada diferentes de sempre? – perguntou a Konoe voltando-se para a shinmei que concordou inocentemente.

                - É, vê se vai na frente pra parar de me atrapalhar aqui.  – resmungou a ruiva que estava realmente falhando em prender os cabelos, graças a grande pressa que a outra estava lhe colocando. Nem era ainda hora da virada e ela estava fazendo todo aquele drama! Konoka mostrou a língua de modo divertido para o espelho antes de sair pela porta empurrando a espadachim na sua frente.

                - Você não está sendo meio apressada, Kono-chan? – perguntou a shinmei sorrindo de lado para a outra garota que ainda fazia uma leve pose de irritação enquanto caminhavam pelo largo corredor agora silencioso e vazio. – Afinal ainda falta um pouco para a passagem de ano.

                - Mas é que eu gosto sempre de ficar um bom tempo pensando, antes e depois da virada de ano, Set-chan, só um costume bobo, mas eu acho bom. – respondeu a maga sendo sincera e abrindo um sorriso até tímido, fazendo a outra perder um pouco da noção de onde estava e quem era afinal.

                - Entendi.

               Elas caminharam alguns minutos a mais, sem falar nada, completamente confortáveis com a presença uma da outra, até chegarem à sacada do segundo andar dos dormitórios, um lugar que tinha uma bela visão da iluminada Praça da Árvore Mundo ao longe. Talvez fosse de propósito, mas o céu estava limpo e preenchido de incontáveis estrelas. Por algum motivo Setsuna lembrou-se de suas asas ao olhar para aquele mar infinito de constelações:

                - Ne, Set-chan. Esse ano que passou foi agitado, mas bom ne. – comentou a Konoe, encostando-se no parapeito da sacada, observando demoradamente todas as luzes que vinham da cidade acadêmica e do céu sem fim. A sensação que ela tinha no peito, de uma certa paz e satisfação, também tomou o coração de Sakurazaki.

                - É sim, Kono-chan.... apesar de tudo.

                - Viu como não íamos demorar? – questionou Asuna com um tom de raivinha ao adentrar a sacada acompanhada de Negi, que parecia finalmente ter retornado a realidade. – Nossa, que noite maravilhosa!

                - Ne. – concordou Konoka, não dando chances para mais implicâncias com sua melhor amiga.

                - Eu juro que fico com vontade de pensar na vida olhando uma noite tão bonita. –disse Asuna e seu tom soou tão... “bakaranger fascinada” que os outros três seguraram-se momentaneamente para não cair na risada.

                - Heh... realmente, Asuna. – concordou Setsuna antes que a bakared notasse o tom de diversão deles. – Eu diria que.... inspira.

                - É verdade. – concordou Negi que de repente teve em sua mente diversos pensamentos sobre seu pai, seus objetivos e o novo desafio que se abria diante de si. Eram muitos valores e acontecimentos importantes para se lembrar antes de começar um novo e promissor ano. Aproveitou para também recostar-se no parapeito, sendo rapidamente imitado por Asuna, que na verdade só procurava qualquer posição confortável para estar, não importa o lugar.

                - Foi um final de ano maluco.. com tudo o que aconteceu. – comentou Asuna para o vento e todos pensaram exatamente na mesma coisa – Setsuna-P, ou Pee, como havia sido apelidada -  a shikigami de Setsuna que ganhara uma vontade própria e que, graças a isso, havia ido muito mais longe do que os limites que qualquer outro servo de papel foi, tanto em termos de ousadia, como em termos de existência.

                - Mas este ano ainda teremos mais coisas acontecendo não é, já que Negi-sensei decidiu realmente continuar na busca pelos artefatos que seu pai escreveu. – disse Setsuna, ficando encostada próxima a sua, agora, namorada.

                - Eu fico feliz de poder contar com a ajuda de todas para isso, mesmo que... ainda sinta remorso por isso.. hehehe.

                - Você nunca muda, Negi-kun. – disse Konoka ainda com os olhos perdidos no céu.

                - Negi, você ainda vai me explicar bem o que prentende, ainda não consigo confiar nessa sua determinação. – comentou Asuna fazendo uma expressão desconfiada para o rapaz que a encarou de volta com uma expressão de exasperação divertida.

                - Mas eu já te expliquei isso tantas vezes, Asuna.......

                Entrementes, Setsuna passou o braço pelos ombros da maga de cabelos compridos, despertando-a finalmente de seus devaneios. Sorria levemente para a maga que percebeu naquele momento como era maravilhoso que “sua Set-chan” pudesse finalmente agir como quisesse, sem medos ou culpa (ainda que seu avô parecesse estar determinado a não deixá-las assim tão bem). Setsuna encostou-se também no parapeito, bem ao lado da outra, sorrindo mais abertamente:

                - Obrigada por me agüentar, apesar de tudo, neste ano, Kono-chan. – disse a shinmei com um sorriso em tom de desculpas tão sincero e fofo que Konoka teve que se segurar para não ter um pequeno surto romântico.

                - Set-chan boba.... – limitou-se a dizer enquanto se recuperava do efeito da fofura. – Sabe muito bem que eu também tenho que agradecer.... tenho muito mais motivos. – completou, deixando a culpa transparecer. Era impossível esquecer seus graves erros diante de Pee. Havia sido a menos de três meses.

                - Estamos competindo em “pior comportamento” por acaso? – perguntou Setsuna sendo divertida quanto aos graves problemas de antes, o que surpreendeu a Konoe. – Talvez, o importante mesmo é que estamos aqui, que estamos terminando um ano e começando outro tão próximas quanto jamais estivemos.

                - Sim.... – o que mais dizer quando a criatura mais maravilhosa do Universo fala todas as palavras necessárias sobre as suas vidas?

                -  Graças a você, eu posso crescer em partes do meu coração que eu jamais achei que poderia. – confessou a shinmei, olhando levemente para as luzes da praça a distância, porém depois concentrando-se no reflexo dessas luzes, no olhar que estava tão perto do seu.

                - Set-chan.... eu... eu posso finalmente ser eu mesma, por completo. Só porque você está comigo. – respondeu Konoka, ficando cada vez mais anestesiada e confusa pela proximidade do rosto de Setsuna em relação ao seu. Ela realmente iria...beijá-la na presença de outras pessoas, sem se importar, sem achar que é um monstro ou uma insolente?

                Talvez fosse um encantamento de ano novo, uma magia do verdadeiro amor. Puro e puramente humano. Sujeito a todas as falhas do mundo, mas ainda assim mais forte que o mundo inteiro. Konoka não teria tempo de refletir por completo sobre tudo isso, afinal os lábios da espadachim alcançaram os seus antes que pudesse ter qualquer definição, sobre qualquer que fosse o assunto que estivesse pensando.

               Quando seus lábios se separaram e a shinmei pode dar uma olhada no rosto corado e abobalhado de sua namorada, sentiu uma satisfação quase ilógica em existir e ser o que era, seja o qual terrível fosse sua existência. Graças a aquela princesa, existia um sentido, um valor, para sua vida, a vida de uma hanyou que voou muito mais longe do que quaisquer asas poderiam levar:

                - Uau.......... – disse Negi baixinho, sem conseguir esconder a cara de babão pelo pequeno beijo entre Konoka e Setsuna. Sorte que o casal estava muito distraído para prestar atenção à séria gafe do professor mirim. Porém Asuna, que estava bem ao seu lado, escutou muito bem, e ficou com uma vontade tremenda de encher aquela criança mal educada de porrada.

                - Ei seu moleque! – exclamou ela, baixinho, puxando a orelha do garoto para começar um sermão, o máximo que podia fazer sem chamar atenção. Porém antes que pudesse começar a falar, fogos explodiram por todo o campus, principalmente próximo à Árvore Mundo. As pessoas começaram a dar vivas e rir enquanto assistiam ao espetáculo. – Espera... meia-noite, já?!

                - É sim. – afirmou Setsuna sorrindo, afinal tinha sido ousada exatamente por causa dos últimos minutos do ano, um momento ideal para fazer desejos sem palavras, com o coração. Percebendo perfeitamente isso, Konoka riu e abraçou o braço direito da namorada, pronta para irem comemorar um novo ano.

                - Mas eu nem fiz meus desejos de virada!! – exclamou a bakared inconsolável.

                - Calma, Asuna.... – disse Negi, aliviado por não mais levar um sermão por causa de seus hormônios deselegantes.

                - Bom, vai ser um ano bem comprido, então vamos logo pra festa, Asuna! – chamou Konoka, levando Setsuna consigo pelo braço, rumando para a saída dos dormitórios.

                 - Aff!!! – resmungou a ruiva seguindo o casal estrela. Negi ainda demorou um pouco na sacada. Olhando para o céu.

                “Que a sorte continue nos acompanhando e todas as jornadas que estão por vir” pediu ele a mais brilhante estrela que achou.

MASTERED NEGIMA – HEART - FIM
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Posted by LKMazaki

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