Mastered Negima - Heart 10

Espero realmente conseguir acabar de escrever o último capítulo a tempo de não atrasar \o/

Heart 10 – O desafio da maga branca
Nota: Pra quem achava que Heart não teria nenhuma cena de mais ação!

                “Droga, realmente chegou o dia...” pensou uma nervosa Konoka Konoe, ainda deitada em sua quente e confortável cama que logo teria que abandonar, para ir encarar uma vampira com intenções nada amigáveis e um desafio que ela tinha esperança de sobreviver.



                Algumas horas depois, toda a Ala Alba estava reunida no refúgio de Evangeline, que como sempre estava em um verão mágico absolutamente magnífico, principalmente para estudantes que estava a pouco tempo lidando com um dia de neve pesada que caía sem parar. Devidamente livres de seus cachecóis e casacos pesados, elas conversavam animadas e distraídas, afinal para a maioria ali era somente mais um dia comum.

                Mas para a herdeira da Associação de Magia de Kansai aquele era um dia realmente diferente. Estava tentando não suar de nervosismo, enquanto terminava de guardar seu uniforme, que havia sido substituído por uma roupa mais confortável para praticar magia, algo que ela realmente faria hoje – colocar magia em prática. Depois ela pegou um bastão branco que aparentemente tinha sido deixado ali justamente para si.

                Negi, Asuna e Setsuna a observavam atentamente, afinal agora sabiam do que se tratava ao tal desafio citado por Evangeline. E estava (particularmente a shinmei) ansiosos.

                A verdade afinal é que, sete meses antes Evangeline havia conversado seriamente com Konoka, escudando seu pedido para que ela lhe treina-se. A vontade que a garota expressava convenceu a vampira a lhe dar enfim uma chance, mesmo que de um modo mais difícil. Lhe entregou uma pequena esfera que além de ser uma barreira mágica tinha o poder de disfarçar a presença mágica em um recinto para quem o observasse de fora. Acompanhando isso também um livro de magia branca com técnicas simples e mais avançadas e uma proposta – se em seis meses ela fosse capaz de se preparar para um desafio de luta que ela iria submetê-la, ela poderia, além de considerar-se uma maga branca iniciante de verdade, ser sua discípula.

                E para sua surpresa, Konoka aceitou imediatamente. E assim, quase todos os dias ela ia para a vazia sala do clube de artes esotéricas e, utilizando-se da pequena esfera, treinou incessantemente, passando a usar limitadores de magia a uma certa altura do seu treinamento, para que ninguém notasse o que ocorria.

                Não que ela fizesse questão de segredo, mas realmente achava que devia se virar sozinha desta vez. Sempre tivera tudo na vida tão fácil, tudo entregue pelas mãos poderosas de seu pai e avô. Sentia vontade de, daquela vez, fazer tudo por si mesma. Provavelmente era só a vontade de sentir como crescia.

                Só esperava que seus esforços fossem o bastante.

                - Então, acho que está na hora, não é Konoe? – perguntou Evangeline que sorria com o ar superior de sempre. – Não vai apelar por mais tempo ou uma ajudinha?

                - Não. Eu estou pronta. – respondeu Konoka engolindo o melhor que podia a ansiedade.

                - O que que tá pegando? – perguntou Kotarô, ao ver Eva e Chachamaru encarando a quase-maga de uma forma que sugeria um confronto.

                - Parece que a Konoka vai passar por uma espécie de prova da Evangeline. – disse Kazumi, sempre rápida como uma repórter deve ser. Imediatamente o grupo começou a conversar freneticamente sobre o assunto.

                - Bom. – continuou a vampira para a garota. – Vamos então aos preparativos e explicações. – disse ela e apontou para Setsuna. – Você, vou ter que tomar umas providências para que não atrapalhe. – e estalou os dedos.

                - O-o que... a-ah.. Eva. – a espadachim sentiu o corpo inteiro completamente paralisado instantaneamente. Estava presa em uma magia forte. Será que era tão evidente assim que ela era descontrolada ao ponto de intervir no desafio se nota-se qualquer sinal de perigo à sua Kono-chan? (“Bem óbvio ne...” refletiu).

                - O desafio será o seguinte, Konoe – Você terá que ser capaz de resistir aos ataques diretos de Chachamaru. Utilize-se das técnicas de magia branca que tinham naquele livro que eu te dei a seis meses. Claro que Chachamaru não vai começar atacando com toda a força, mas ela irá aumentar gradualmente conforme você for resistindo. Entendido?

                A garota engoliu em seco:

                - Sim.

                - Então podemos começar.



                - Espero que a Konoka se saia bem. – comentou Asuna enquanto observavam Chachamaru entrar em posição de ataque. Olhou para Setsuna ao seu lado, paralisada, mas com uma expressão totalmente apreensiva e reprovativa. – Relaxa, vai ficar tudo bem, a Eva não é tão má quanto parece.

                Evangeline fechou uma barreira entre ela, Chacha e Konoka, para que as magias não alcançassem os outros que observavam curiosos, no agora lado de fora. Não sabia o que realmente esperar da garota, mas tinha esperanças de se divertir com aquilo:

                - Pode ir, Chachamaru.

                - Sim mestra.

                Chachamaru disparou dois mísseis na direção da garota que, armada do seu bastão, brandiu-o fazendo ambos desviarem e explodirem na barreira. Observando a facilidade que havia sido detido o ataque, a robô decidiu que uma investida mais direta seria mais eficaz e partiu para cima de Konoka que desviou o chute direto que vinha na direção do seu rosto, fazendo a outra ir parar a uns dois metros, virando-se rapidamente para tentar novamente.

                Depois de ter uma sequência altamente veloz de golpes detida da mesma forma, Chachamaru ativou o pacto para então deferir golpes cobertos de magia e ki. Dessa vez Konoka teve que usar um escudo de fato para deter o golpe pesado. Sem perder um instante sequer a robô utilizou um armamento mágico realmente mais pesado e disparou.

                Konoka girou o bastão, evocando palavras e batendo-o fortemente no chão, como se quizesse fincá-lo ali. A onde de energia azul foi desviada ao meio próximo ao bastão, explodindo nas laterais da barreira mágica, mas o impacto foi tamanho que a garota foi arremessada cinco metros para trás, quase colada na parede mágica mais distante. Ela ofegava.

                Mas era exatamente isso que a robô queria, disparou novamente. Dessa vez a mesma técnica não ajudaria em nada, já que a quase-maga estava encurralada, só iria desviar a energia para os lados e ela explodiria a menos de dois metros de si.

                Só que Konoka não era tão fraca assim como a robô acabara suponto. Ela avançou com a mão para frente e ergueu-a em um gesto que fez a trajetória do disparo ser totalmente desviada e ir explodir no “teto” da barreira.

                Evangeline sorriu.

                Konoka agora ofegava, havia despendido muita energia de uma só vez. Obsevando o cansaço da garota, a robô largou a arma para partir novamente para um ataque direto:

                - Negi, mas a Konoka não vai ser maga branca? Porque ela tem que ter um desafio em uma luta desse jeito? – perguntou Asuna que estava visivelmente ficando aflita pela amiga.

                - Na verdade Asuna, o que a Konoka quer realmente é se tornar uma Magister Magi. E para um mago branco se tornar um Magister Magi, o que ele mais deve saber são magias de defesa em luta, para proteger o Minister, que deve ser alguém de habilidade física bem alta. – explicou o garoto sem tirar os olhos da luta que de desenrolava.

                Asuna voltou a focar-se na cena no exato momento que Chachamaru conseguiu furar o bloqueio de Konoka, acertando um chute de raspão na barriga da garota, o que já foi o bastante para fazer-lhe recuar vários metros e cair bem no meio do espaço da barreira.  A ruiva podia quase ouvir os berros mudos de indignação de Setsuna ao seu lado.

                - Aff... aff.... aff... – Konoka se ergueu cambaleante, mas rápido. Estava sentindo a dor apesar do golpe com certeza ter sido bem amortecido pela sua defesa. Ela era completamente frágil fisicamente afinal, se mais um golpe lhe acertasse, com certeza seria o seu fim. Ela podia sentir o olhar pesado de Evangeline, logo atrás de si. A robô ficou parada observando.

                - Tem certeza de que agüenta mais? – perguntou com sua voz sem emoção até demonstrando uma pequena preocupação.

                - Tudo bem. – afirmou a garota com a garganta seca. A vampira decidiu que o final do teste estava chegando. Sem que fosse notada, ela acenou com a cabeça para a robô.

                Chachamaru disparou na direção de Konoka para tentar mais uma sequência de socos e chutes para tentar acertá-la. Porém, dessa vez, quando Konoka desviou-a de modo eficaz do primeiro chute, Evangeline interferiu. Sem dizer uma palavra lançou uma magia diretamente na direção das costas garota, que estava a menos de sete metros de si. Claro que a Konoe percebeu o ataque no mesmo instante, mas Chachamaru não lhe dava trégua e veio com um soco direto.

                A garota “empurrou” Chachamaru longe com a sua defesa e segurou o bastão branco com as duas mãos, pronunciando algo, com a magia de Eva a menos de meio metro de si. Para a surpresa, no momento que ia acertar o alvo, a magia foi completamente distorcida, contornando o campo mágico do corpo de Konoka e voltando a se reunir no ponto onde as mãos dela se encontravam no bastão. Ali reunida a energia seguindo disparando como se não tivesse encontrado nada no caminho, indo até Chachamaru que mal pode defender-se, recebendo o ataque:

                - Ora ora, realmente impressionante, Konoe. – disse a vampira batendo uma palma que desfez a barreia e a força que prendia Setsuna, que caiu, ao ser pega de surpresa pelo próprio peso novamente. – Você realmente foi muito melhor do que eu esperaria para uma filhinha de papai.

                Konoka simplesmente observava a imortal, ofegante e suando. Não tinha muitas palavras e o elogia sequer pareciam realmente muito merecidos. Talvez ela só estivesse com dor:

                - Então ela foi aprovada no teste ne!? – questionou Asuna, se aproximando mais da amiga que estava ligeiramente mais pálida do que deveria. Rapidamente Setsuna a ultrapassou indo falar com a garota.

                - Sim, foi. – respondeu com simplicidade a vampira e o grupo que assistia e torcia freneticamente pela, agora sim, maga branca, comemorou.

                - Que bom ne, Konoka! – exclamou Negi, que também observava Chachamaru que se levantava somente com algumas pequenas avarias no braço.

                - Grande Konoka! – comemorou Asuna.

                - Você está bem, Kono-chan?! – perguntou Setsuna, aflita com a cara pálida e cansada da sua, agora sim, namorada.

                - Eu consegui, então está tudo bem ne, Se-chan. Ainda vou me tornar uma Magister Magi e lutaremos juntas. – disse a garota, deixando-se cair nos braços da espadachim, levando as mãos as costelas. Era só uma garota comum afinal.

                - K-Kono-chan!!!

                - Hunf, sabia que eu podia esperar bastante de você, Konoka Konoe. – disse a si mesma Evangeline, junto a Chachamaru que estava sentada em um dos sofás à sombra, verificando os danos.

                - Konoe-san vai ainda ser uma Magister, não acha mestra?

                - E muito mais.



segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Posted by LKMazaki

Doujinshi | Houkago Tea Time 02

Olá a todos!
Hoje, como prometido, estou deixando disponível a nova página do doujinshi Houkago Tea Time!
Espero que gostem, dei uma caprichada e achei uma fonte boa pra todos lerem. (^ ^)


Mugi-chan já é engraçada com essas deixadas no anime e no mangá, mas nesse doujin tá demais! (XD)
Até a Yui santinha e tapada ela não perdoa, esse "filtro" não presta! (HAHAH)


Até mais! Comentem please!
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Posted by Se-chan

Mastered Negima - 09

Eu não tive tempo de revisar o texto todo, então se tiver algo MUITO errado, pode deixar um comentário me xingando que corrigo, ok? xD



Heart 09: Desculpe-me por duvidar de nós

                -Eu realmente sou a criatura mais miserável que existe. – disse Setsuna Sakurazaki a si mesma em voz alta, sozinha no dojo do clube de kendô de Mahora. Havia acabado de colocar a roupa de treino e pegava uma espada pesada (não para ela, é claro) de treino para golpear o ar até que todas as suas focas fossem consumidas.

                Estava se sentindo completamente patética. Afinal tinha escolhido voltar a Mahora, lutar pelo seu amor e tudo mais. E simplesmente não conseguia dizer isso a pessoa mais importante – Konoka! Só de pensar em olha pro rosto da garota que devia estar totalmente desapontada com ela.... a sensação era tão ruim que a espadachim quase caía sozinha. Estava com medo, puro e simples medo de admitir sua burrada desnecessária.

                Claro que ela pretendia ir falar com a garota ainda naquele dia, mas..... estava com tanto medo de não se sabe o que, que quase tremia. Como uma guerreira como ela, que passara tantas coisas na vida até ali conseguia ficar sem reação numa situação de amor adolescente?! Estava realmente irritada consigo mesmo.

                Ainda se lembrava da expressão revoltada que uma gripada Asuna tivera quando ela demonstrou que poderia não voltar de Kyoto. Aff, agora concordava totalmente com a raiva da amiga, é realmente uma pena que naquele dia ela não tivesse condições de ter dado uma surra nela, Setsuna. Porque seria bem merecido:

                - Acho que no fim ainda sou uma criança. – concluiu chateada a shinmei, começando a brandir a espada para afastar os pensamentos o máximo que conseguisse. Só assim talvez pudesse se acalmar o suficiente até a hora de encarar o rosto que tanto amava e que lhe fazia sentir vergonha por seus atos.

                Só que ela não teria o tempo que achava tão necessário para se acalmar.


                Uma leve mudança no vento que entrava pela porta foi o que lhe despertou. Foi então que sentiu a presença. Não estava só e o pior, estava logo com a última pessoa que se sentia capaz de ver. Instintivamente ela olhou para a janela da sala, que estava entreaberta e tentou ir na sua direção para sair, porém seu corpo não respondeu. Não que tivesse virado uma completa covarde, mas havia algum tipo de selo ao redor do local. Mesmo que ela quizesse com todas as suas forças escapar, não conseguiria, assim como alguém distraído querendo vir ao dojo de kendô do templo Tatsumiya, não conseguiria fazê-lo.

                Fora Konoka que colocara a barreira? Mas pelo que percebia era um tipo de barreira bem mais complexo de conjurar e manter do que uma principiante em magia branca seria capaz. Por algum motivo lembrou-se da vez que sentira a força mágica da garota diferente e se questionou, o que a distraiu um pouco, só um pouco, ao ponto dela nem ver quando a porta atrás de si fechou. Realmente ela estava merecendo levar uma surra de Asuna pelo estado ridículo da sua guarda:

                - Se-chan.

                Setsuna voltou-se e sentiu um choque percorrer o corpo quando viu Konoka ali parada, lhe observando. Não que houvessem lágrimas ou algum rancor, mas ainda assim a insegurança da espadachim gritava:

                - K-Kono-chan....

                - Se-chan... porque você fez isso? Eu... estava preocupada.

                A shinmei desviou um pouco o olhar. Realmente a havia preocupado, é óbvio que a havia preocupado, que tolice. A cada instante sentia-se mais como uma criança. Apesar disso uma voz surgiu de si sem que ela sequer quizesse:

                - Você não entende Kono-chan... as Associações de Magia são muito poderosas.... eles não vão ficar em silêncio quando souberem...

                - Eu... sei disso, Se-chan....

                - Eles são muitos, não são todos controlados pelo Eishun-sama e Konoemon-sama... eles podem fazer.... qualquer coisa...

                - Se-chan... – a quase-maga só queria saber o porquê de sua.. sim, sua Setsuna ter guardado tanto esses seus pensamentos tão pessimistas.

                - Eu.... – a hanyou olhou por um instante para os olhos fortes de sua amada e virou-se em seguida. – Eu não poderia deixar que você visse.... se eles.... se eles fizerem algo a mim.

                - ....

                - Eu... sei que fugir não ia adiantar nada.... mas... ainda assim eles vão vir até nós...

                Em silêncio, Konoka se aproximou da outra, passando os braços pelos seus ombros, abraçando-a forte como seu coração sentia tanta falta. Por um momento elas apenas desfrutaram do fato de estar novamente ali, juntas, não importando motivos ou medos. Parecia que nem mesmo o frio do inverno conseguia entrar pela janela entreaberta para alcançar os dois corações que só desejavam estar juntos:

                - Kono-chan... – engraçado como de repente questionamentos perdiam tanto o seu sentido.

                - Se-chan... eu sei que muita coisa pode acontecer. Mas isso não vai mudar o que eu sinto, nem a minha vontade de estar contigo... sempre. – disse a Konoe, quase num sussurro, as palavras que lhe vinham naturalmente.

                - Me desculpa... eu... eu quase fugi de nós. – disse Setsuna com a voz engasgada. Como era boa aquela sensação do abraço, lhe tirava o ar.

                - Tudo bem... eu sei que você voltaria, ne Se-chan... mesmo que eu tivesse que ir te buscar. – disse Konoka com um sorriso. Estava ali, a sua Se-chan estava ali. A guerreira se virou de frente para ela, apertando o abraço, enterrando o rosto nos seus cabelos. Parecia necessitar sentir realmente que estava de volta.

                - Eu te amo... Konoka. – disse a meio uzoku, fazendo o coração da outra disparar.

                - Eu... também te amo... Se-c.... Setsuna. – respondeu ela sem muito fôlego.

                As coisas eram tão simples, a espadachim se arrependia de ter tentando tanto superar tudo sozinha e acabar se machucando tanto quando um abraço tão apertado como aquele resolveria qualquer situação. Era realmente uma magia miraculosa aquela forma como as duas conseguiam se entender e se amar sem nenhuma palavra. Como se seus corações pudessem falar diretamente. Ela pode ver os primeiro flocos de neve do final daquela tarde caindo preguiçosos através da janela e a sensação de estar no seu lugar se acentuou:

                - Se-chan... tem umas coisinhas que eu preciso te falar depois. Mas não é nada demais. – disse a Konoe com um sorrisinho fraco, afinal faltava menos de um dia para ela passar por um desafio importante para sua quase-carreira como maga branca.

                - Pode ser depois ne?

                - Sim, mas porq- . – ia perguntar a garota, mas Setsuna não lhe deu tempo de terminar, ao beijar-lhe de forma apaixonada. Era tudo o que precisavam afinal para encerrar todo aquele assunto cansativo de medos do futuro.

A espadachim sentia tanta falta daquela sensação que quase fez Konoka perder o equilíbrio, enquanto lhe beijava com tudo o que sentia, com todo aquele amor, com verdadeira paixão. Ela só despertou quando escutou a garota gemer de leve:

                - Gomen ne. – pediu a shinmei, observando o rosto corado da sua “praticamente alguma coisa” e sentindo o calor no seu também. Aliás....

                - Tudo bem... – Konoka estava completamente fora do chão.

                - Kono-chan.

                - Hm?

                - Posso te chamar de namorada?

                - ......... claro. – respondeu a garota que teve duvidas de que conseguiria manter o equilíbrio. Desse jeito seu coração nunca se acalmaria. A outra riu de leve. Droga, lhe havia pegado completamente desprevenida.

                - Se-chan. – mas não ia ficar barato.

                - O que?

                - Porque quando você me beija, suas mãos descem tanto assim pelas minha costas? – perguntou a garota de cabelos chocolate, deixando escapar o sorrisinho. Setsuna realmente reparou onde suas mãos estavam, nada tão impuro assim, mas também não tão inocente. Gaguejou alguma coisa e desfez o abraço, corando.

                - Heheh, vamos então?

                - Claro. – e assim, após Konoka esperar impacientemente a shinmei trocar de roupa, elas partiram para os dormitórios, com uma sensação de paz e tranqüilidade que à tanto tempo precisavam.

                “Eu vou lutar por nós, com todas as minhas forças, Kono-chan.”
                 
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Posted by LKMazaki

Doujinshi | Houkago Tea Time 01

Olá pessoal!
Aqui é a Se-chan trazendo um lançamento novo! Toda semana agora, as quintas, haverá uma página de tirinha traduzida do doujinshi (fanzine) Houkago Tea Time, com piadinhas yuris da garota mais suspeita do mangá/animê K-ON! (Mugi) em yonkoma (tirinha de 4 quadros)!


Eu baixei a versão em inglês do site Wings of Yuri, um blog muito conhecido em inglês que contém vários mangás e doujins shoujo-ai/yuri. Aconselho a todos a darem uma olhadinha no site!


Agora, a 1ª página do doujinshi que falei!


Espero que gostem. Comentem por favor. (^ ^)
Até logo! o/
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Posted by Se-chan

Mastered Negima - Heart 08

Avisando que está versão do texto ainda não é completamente revisada ok?


Opiniões e críticas sempre ajudam, então se leu e gostou, ou não!, comenta aí =D






Heart 08 – Vampiras e canções de natal


                - O que?!?! Vocês decifraram o livro?!?!?! – exclamou Negi completamente estupefato, sendo distraído completamente da sua preocupação.

                - Na verdade, como o livro era codificado baseado em uma chave lógica literal é melhor dizer que encontramos a chave para traduzir tudo. – explicou Yue que mal podia conter sua empolgação com o feito.

                - Ein? Não entendi nada.... – comentou Asuna que estava sentada em sua escrivaninha, estavam no dormitório dela e de Konoka, um quarto que estava particularmente lotado, tamanha a quantidade de visitantes.

                - Eu também não entendo nada, mas o importante é que tá no papo, Asuna. – respondeu Paru, que estava em pé na porta para o corredor de saída do quarto. – Aliás, você parece bem melhor da gripe...

                - Eu disse que sou forte contra doenças. Aliás, a bronca já acabou?! – perguntou a garota inutilmente, vendo que o professor já estava empolgadíssimo vendo os resultados obtidos pela equipe que fora a Kyoto. A livreira parecia também consciente de que o garoto esquecera-se completamente de que estava brigando com as garotas por descumprirem as regras.

                - Quem liga, estamos aqui e vamos poder fazer seja lá o que for ne. – concluiu Paru sacudindo os ombros.

                - Quer dizer que agente ainda vai ter que traduzir esse negócio é? – perguntou Kotarô a Negi. Ele tentava acompanhar a conversa dos cdfs, mas era difícil.

                - Sim, faremos uma maratona o quanto antes e vamos enfim descobrir onde está essa tal fonte de poder secreta! – exclamou o professor-mago que naquele momento parecia mais num fã de dragon Ball tendo a chance de ir atrás das esferas do dragão.

                - Desde quando você ficou ganancioso desse jeito ein moleque? Andou aprendendo com o arminho sem-vergonha? – disse Asuna.

                - Que maldade Anechan! – exclamou Kamo de sua da cabeça da baka red, ofendido (“Ah, cê ‘tava ai...” comentou Asuna que não tinha percebido o animal).

                Todos conversavam animados em meio a tarde fria que fazia lá fora. Somente uma pessoa parecia completamente alheia a bagunça. Konoka olhava para fora da janela com uma freqüência que quase parecia um tique. Estava com as palavras mal ditas que ouvira pelo celular mais cedo.

                Quando ela já estava realmente ficando preocupada, finalmente o seu celular havia chamado, com o numero de Setsuna no visor. Ela atendera desesperada, querendo notícias, querendo saber quando veria a garota. Após uma conversa extremamente rápida, a espadachim lhe dissera que estava de volta a Mahora, mas que o clube de kendô estava precisando da ajuda dela, então só poderiam se falar talvez no início da noite.

                Que coisa mais cruel! Depois de dias sem nenhum contato ela simplesmente teria que esperar! O que tinha dado na cabeça da shinmei para tratá-la daquele modo evasivo?! Claro que ela sabia que a sua “quase-alguma coisa” estava confusa e apreensiva nas últimas semanas. Na verdade por um momento a “quase maga” havia se perguntado se a outra nunca mais voltaria de Kyoto.

                Aliás, que vida cheia de “quases” essa a dela:

                - Konoka, tudo bem? – perguntou Asuna, acordando a garota de seus pensamentos de jovem enamorada enfrentando seus primeiros problemas de amor.

                - Etto... tudo sim, Asuna. – respondeu a garota com um tom realmente nada convincente, mas que dizia “eu vou melhorar, então não se preocupe”. Asuna fez uma expressão desconfiada, afinal não se tinha como saber se uma bakaranger era capaz de entender essas mensagens subliminares. Mas logo as duas foram distraídas pelo celular de Negi tocando.

                - Alô... ah, mestra! O que?.... Ah... é que na verdade..... ah.... mas mestra... t-tudo bem... aham... claro.... sim... tudo bem me..... – e desligou o aparelho, voltando-se para olhar Asuna e Konoka. – A mestra disse para estarmos na praça sudoeste em meia hora. – disse ele.

                Asuna resmungou. Konoka ficou apreensiva, afinal a hora estava chegando e ela estava se sentindo cada vez menos pronta.



                - Perae, quer dizer que nos chamou simplesmente para carregar suas compras natalinas?!?! – berrou Asuna totalmente indignada.

                A garota acompanhada de Negi e Konoka tinha saído do aquecido dormitório para ir esperar na fria praça suoeste pela vampira que fizera questão de demorar um pouco e chegar sem  nenhum ar de pressa, acompanhada de Chachamaru:

                - Pode ser uma data critã, mas pelo menos é um motivo para fazer algumas coisas diferentes. – disse Evangeline ajeitando a gola fofa e quente do seu casaco de pele sintética (vai dizer que vampiros não se preocupam com o meio-ambiente...).

                - Argh, que droga! – gemeu a ruiva completamente inconsolável.

                - Porque tanta cena Kagurazaka?  Ontem mesmo você estava passeando por Mahora acompanhando o novo professor de Matemática. Ou será que com ele o inverno parece menos frio? – alfinetou a imortal com o sorriso mais debochado do universo.

                - E-ei! – para a surpresa de Negi, Konoka e Chachamaru, Asuna corou forte e gaguejou alguns instantes antes de conseguir responder alguma coisa inteligível. – Mas eu só acompanhei a Ayaka que estava mostrando a cidade para o Claus-sensei!!

                - Ah... então ele se chama Claus é..... – continuou a vampira com o ar ainda mais insuportavelmente sarcástico, fazendo os outros três (até mesmo a robô) segurarem risos.

                - Ah Eva!! Para de pegar no pé! – disse a bakared e a vampira realmente a obedeceu, na verdade por que voltou sua atenção para o coral que começara a cantar do outro lado da praça, fazendo várias pessoas que passavam, também parar para observar.

                Os cinco passaram alguns minutos apenas assistindo a apresentação das simplórias, mas bonitas músicas natalinas. Negi se surpreendia como Evangeline às vezes deixava escapar algum traço mais sensível de personalidade, como quando demonstrava seu agrado pelo natal:

                - Konoe – chamou de repente a loira, sem tirar os olhos do coral que ainda cantava alegre. Konoka se voltou para ela com um ar de culpa e apreensão que os dois amigos de quarto não entenderam.

                - Amanhã é o desafio e você não parece nada preparada, ou é impressão minha?

                - Desafio?- perguntaram Negi e Asuna juntos, mas foram ignorados.

                - Eu... acredito que treinei o suficiente para o desafio. – respondeu Konoka e Asuna se perguntou sobre o que afinal estariam falando. Que papo era aquele de desafio? Desde quando Konoka e Evangeline tinham negócios em particular que ninguém mais sabia?

                - E apesar disso a presença que sinto de você é tão fragilizada e ridícula que mesmo que estivéssemos no ambiente ideal, sei que não teria nenhuma chance.

                - ... – a quase maga evitou os olhos da vampira, para aumentar a confusão dos dois ruivos.

                - Mestra, do que vocês..... – tentou Negi, em vão.

                - Vai deixar mesmo que a burrice da Sakurazaki que façam perder a chance que eu te dei? – desafiou Evangeline com um olhar penetrante na direção de Konoka que ela pode sentir mesmo sem correspondê-lo.

                - Eva-san...

                - Porque não vai logo falar com aquela idiota e fazer ela te pedir desculpas por agir como uma retardada? Vai mesmo ficar enrolando e sofrendo por algo completamente desnecessário? Que gosto será que vocês adolescentes vêem nessa perca de tempo ein?

                O silêncio entre o grupo durou mais de um minuto. Onde Negi e Asuna continuaram a tentar entender aquela situação esquisita:

               - Você está certa... eu vou agora mesmo falar com a Se-chan.... Falta muito pouco até a hora do desafio.... Obrigada, mestra.

                - Nossa, que bom que eu não vou precisar desenhar... – respondeu sarcástica como sempre a vampira. Sem olhar para ninguém do grupo Konoka não só fez menção como afastou-se caminhando na direção da parte norte da cidade, onde era a sede do clube de kendô.

                - Eva... cê promete que vai explicar esse papo de desafio não é? Eu não entendi nadinha.... (nem os leitores devem ter entendido, sei lá...) – pediu Asuna com uma total expressão de baka-red.

                - Bem, primeiro vamos as compras, afinal eu escolho muito bem o peru para a ceia. Que delicioso costume dos humanos... – disse Evangeline quase salivando ao pensar num dos raros alimentos comuns que lhe agradavam.

                Enquanto caminhavam em direção ao super-mercado ali perto, Negi olhou rapidamente na direção norte, desejando sorte para a Konoka.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Posted by LKMazaki

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