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Após 3 episódios, será que a adaptação de Me Apaixonei pela Vilã em anime vingou?
Já faz alguns anos desde que Me Apaixonei pela Vilã ficou em 5º lugar na votação no AnimeJapan sobre que obra os fãs gostariam que fosse adaptado em anime, mas finalmente tivemos a oportunidade de ver Rei e Claire serem animadas. Antes mesmo da série ser adaptada para anime, a obra de Inori-sensei foi integralmente lançada no Brasil pela Editora NewPOP. Além disso, já houve confirmação que o mangá (ainda em publicação na Comic YuriHime) será também publicado pela editora brasileira.
E a Crunchyroll está trazendo o anime oficialmente para o Brasil legendado e dublado.
Agora a questão que fica é: Será que a série yuri mais difundida atualmente no Brasil será bem adaptada e chamará ainda mais a atenção do público ou um desastre está para acontecer? Hoje, dia 16 de outubro, foi lançado o terceiro episódio da série. O que é perfeito para fazer uma resenha inicial da série (segundo a regra Madoka Magica de medida analítica).
Primeiro, devo dizer que estava levemente receosa, pois os trailers estavam deixando a mostra que a série não terá um investimento tão grande, dada a animação mais básica. Porém, esse detalhe apenas me chamou a atenção durante o primeiro episódio. Ou nem isso, pois o ritmo frenético da série me entreteu tanto, as vozes perfeitamente encaixadas para os personagens e o carisma dos mesmos foi mais forte do que ficar prestando atenção no que criticar na animação.
Mas espera. Sobre o que é mesmo Me Apaixonei pela Vilã?
Depois de mais um dia de trabalho exaustivo, Rei vai jogar seu jogo favorito de visual novel e quando percebe, vai parar nele. E, apesar do otome game Revolution ser focado em relações héterossexuais com príncipes em um reino cheio de magia, Rei sempre teve como seu amor Claire, a vilã do jogo. Agora, nesse mundo, ela vai fazer de tudo para chamar a atenção da figura vilanesca e fugir das flags para aumentar o relacionamento com os meninos.
O que gostei do primeiro episódio é que logo ele te joga na situação e não tenta explicar muita coisa. Começa uma implicância pra cá, uma declaração de amor prá lá. Claire com pavio curto no meio do episódio já faz uma aposta onde se Rei perdesse para ela, a protagonista teria que sair da escola. E claro, no final das contas tudo dá certo para nossa lésbica surtada favorita.
O temperamento das personagens foi perfeitamente traduzido nas vozes de Yū Serizawa (Rei) e Karin Nanami (Claire), roubam a cena nesse primeiro episódio. Apesar disso, ficou evidente que as outras vozes funcionaram bem. Rod com uma voz bem de príncipe confiante que ele deveria ter, Thane com ar todo contido e Yur com, nossa, A voz perfeita.
O segundo episódio adapta como Rei consegue seu papel de empregada de Claire, já dando os primeiros ares misteriosos que tem para os demais personagens. A protagonista ter mais conhecimento do que uma pessoa comum desse mundo deveria ter é sempre um foco da série, então foi muito interessante ver a reação do pai de Claire há uma frase que Rei diz para ele (ainda mais por ter acabado de reler a segunda novel). Pelo menos por enquanto a protagonista tem todos na sua mão, já que é uma fã do jogo que sabe tudo o que deveria acontecer nele.
Mas as melhores partes desse episódio foram a conversa no banho, quando Lene pede para Claire não chame Rei apenas de plebeia e a vilã responde que "uma plebeia é uma plebeia" (sendo que Lene que a conhece há tanto tempo é uma também), ou na cena no quarto de Claire quando ela pergunta qual era o real objetivo de Rei, já que ela "sabe" que não tem personalidade para ser amada por ninguém.
É por esses momentos que a série é tão boa. Pegando as pequenas coisas que vão crescendo no caminho, cada vez se tornando maiores.
Já no terceiro episódio, vemos uma série de interações das protagonistas com os príncipes. Primeiro, um jogo de xadrez com Rod, onde Rei perde de propósito, mas ele percebe. OU SEJA, mais uma vez ele vai ficar mais interessado na personagem. Após isso, um jogo de pôquer com Yur, que trapaceia para ganhar, mas Rei não fala nada porquê, bem, é um príncipe, não é mesmo? (Obs: Rei shipper de Misha/Yur como todos nós)
Por último Claire interrompe Thane de tocar harpa (o que é péssimo para a afeição dele com relação a ela), então Rei tenta intervir fazendo todos jogarem "O rei manda". Roubando no jogo junto com a Lene, elas decidem fazer Claire e o príncipe terem momentos juntos. Isso deixa a outra empregada com uma pulga atrás da orelha com Rei. Por isso, ela e Misha perguntam para a protagonista sobre seus sentimentos quanto a vilã, já que ela não parece querer ter seus sentimentos correspondidos.
Na novel, esse momento tem um monólogo em pensamento da Rei bem interessante e profundo sobre representação queer no Japão e como ela consegue levar a sexualidade dela fazendo apenas piadas como reflexo. Basicamente, auto-homofobia. Ela não acha que vai ter seus sentimentos correspondidos, então deixa esse limite com piadas e tenta fazer a Claire ficar com o Thane como resultado.
O anime consegue mostrar isso de um jeito bem interessante, com a protagonista falando sobre seus sentimentos e mostrando o quanto ela, apenas de estar decidida a fazer esse papel, não é imune ao que isso provoca, dor. E para completar a cena, Claire defender a Rei das meninas que estavam falando mau dela por ser lésbica. É um dos melhores momentos do início da série, e precisava ser bem adaptado. Ficou impecável.
Por enquanto, a série está seguindo sem problemas. Se continuar neste ritmo, é provável que o anime adapte até o final do arco da Manaria (já sabido que vai ser dublada pela lendária Nana Mizuki). É o ponto perfeito para acabar uma primeira temporada, por envolver diretamente o que acontece neste terceiro episódio. É um ponto de virada para as duas personagens, como se vêem e seu relacionamento.
Mal posso esperar para ver.
Se gostou dessa resenha, comente e compartilhe. Irei provavelmente seguir fazendo comentários sobre a série por aqui.
[Notícia] Autora de A Tropical Fish Yearns For Snow já prepara novo mangá
Hanigare terá um total de 9 volumes, o último irá ser publicado em junho. A obra ainda é inédita no Brasil, mas já está sendo lançada na América do Norte pela Viz Media. A Tropical Fish Yearns For Snow conta a história de Konatsu e Koyuki, duas garotas que tem que lidar com sentimentos como solidão e como a amizade entre elas é importante. As duas personagens são muito bem trabalhadas e os personagens secundários são muito carismáticos.
Tentaremos trazer uma resenha sobre a obra ao final da semana.
OBS: "Mangá da Salamandra" é o apelido que a equipe do KaS deu para o mangá.
Fonte:
Analisando a Capa Brasileira de Bloom into You
Sim, a novidade na verdade saiu na semana passada.
A Editora Panini colocou em seu site a capa brasileira de Bloom into You (Yagate kimi ni naru). Com um logo exclusivo e o nome americano sem tradução ou menção ao nome original. Me apeguei há alguns detalhes e ficaremos com algumas dúvidas até vermos as próximas capas.
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| Verde sinalizando a posição da numeração brasileira. Vermelho sinalizando a posição da numeração Norte-americana. |
[Recomendação] Como gostar de um mangá quando se odeia uma das protagonistas? Failed Princesses - Ajiichi
Minha primeira impressão de Failed Princesses (できそこないの姫君たち ou Dekisokonai no Himegimi-tachi) foi pela capa quando foi anunciado na América do Norte pela Editora Seven Seas. Sempre pensei antes de lê-lo que ele seria algo ao estilo Girl Friends, afinal os traços conseguem ser familiares e uma protagonista de cabelo escuro e curto e outra com cabelo comprido e claro é um dos mais recorrentes clichês de Milk Morinaga. Eu só não sabia que eu, lendo minha primeira obra da Ajichi, é que eu teria o desafio de me afeiçoar por uma personagem que inicialmente achei insuportável.
Deixe-me explicar.
Apesar de insuportável, ela tem um namorado e um grupo de amigas que são suas seguidoras fiéis. Além disso ela é famosinha no Instagram e já é falada em revistas de moda. Só que na metade do capítulo a garota descobre que seu namorado na verdade já tinha uma namorada antes mesmo deles começarem um relacionamento e que ela era só uma "reserva". Ele termina falando "Você pode até ser bonita, mas quem iria querer namorar uma menina chata como você?".
Ow.... Essa doeu heim?
A reviravolta começa a acontecer quando ela percebe que a nerd que ela maltratava estava escondida (ela estava no local antes e se escondeu por que, bem, ela é medrosa) e escutou toda a conversa. Nanaki começa a surtar, falando que a menina vai espalhar isso pra todo mundo e se vingar por ela ter sido tão escrota com ela. Mas a outra garota, Kanade, diz que não irá fazer isso e que a culpa era do cara e que "qualquer pessoa iria se sentir triste se a pessoa que ela ama dissesse tantas coisas horríveis para ela". Era exatamente o que Nanaki precisava escutar e a nerd fica lá, com ela, dando suporte.
E assim começa a amizade entre Nanaki e Kanade. Garotas tão diferentes, que tinham tudo para se odiar, mas acabam se dando muito bem.
Apesar de ao longo dos seus mais de 30 capítulos (ainda em andamento) as garotas mudarem e cada vez serem mais próximas, demorou um pouco para eu poder me afeiçoar a Nanaki. A garota muitas vezes impulsiva e meio burrinha começou a me conquistar quando ela começa a defender a Kanade. Seja das meninas de seu ex-grupo, ou do professor maldoso, ou de ciúmes que ela sente mais pra frente.
Já Kanade, é uma garota que tem trauma de infância e não se acha boa o suficiente para ser uma "princesa" e que nunca chegará ao nível de Nanaki, mesmo com a amizade que elas têm. É um pouco conflituoso para mim, já que eu não me incomodava da Kanade ter essa "carinha de nerd", mas ela fez um makeover e ficou fofinha. Essa coisa meio "Diário da Princesa" não é do meu agrado, mas acho que pode ser explorada ainda para a Kanade entender que ela não é menos do que outras pessoas.
Além disso, essa mudança de visual da personagem me lembrou muito Girl Friends e é uma das razões pela qual eu falei no Twitter que Failed Princesses é uma "versão extreme" do mangá de Milk Morinaga. Não só o assunto de maquiagem e roupas é comum aos dois mangás, mas também essa coisa de personagem extrovertida popular se junta com a nerdinha quieta também relaciona as duas obras. Só que as coincidências entre as obras para por aí.
Uma coisa muito boa da obra é como há cenas que são mostradas por mais de um ponto de vista, ou que aparece parte da cena em um momento e depois a obra volta para a mesma cena e mostra outro ponto de vista e continua a cena. É muito interessante o modo que a narrativa é feita e como todas as personagens conseguem um ótimo destaque. Enquanto Girl Friends tem amigas que servem de pequenas conselheiras e alívio cômico, Failed Princesses conta com as personagens secundárias para dar mais profundidade há obra e elas são extremamente importantes. Não tem como ter a obra e vários momentos importantes dela sem essas personagens.
A obra nos joga alguns personagens que juramos que podemos não gostar e nos faz se importar com elas. A protagonista gyaru egoísta que na verdade é uma fiel amiga, a nerd fujoshi que é responsável e amorosa, a extrovertida que quer fazer 1000 amigos, mas que é fofa e sem jeito com quem ela gosta, a garota misteriosa que na verdade é frágil. Failed Princesses nos trás personagens que não são perfeitos, e por isso mesmo é tão bom.
E quem diria que agora eu iria torcer para a menina que eu odiei em 3 páginas, não é mesmo?
[Notícia] Mangás com clima fofo entre garotas ganham anime
Há alguns dias fizemos uma postagem mostrando mangás yuris (ou pra quem gosta de meninas sendo fofas juntas) que teriam chance de ganhar anime se fossem bem votados em uma votação (clique aqui para ler a postagem).
E não é que alguns deles já tiveram anuncio?!
Os apressadinhos são "Bocchi the Rock!" e "Slow Loop". Os dois foram apresentados respectivamente por nós como "Garota tímida é guitarrista, quer montar uma banda e encontra uma baterista que quer uma guitarrista na banda dela" e "Um Yurucamp (Laid-Back Camp) de pesca".
Eu não havia lido nenhum deles até então e, depois dos anúncios, fui dar uma olhadinha em "Bocchi the Rock!". Sinceramente? Talvez o mangá não seja pra mim, não sou muito de mangá yonkoma (4 quadros por "cena" - que nem K-ON). Mas o clima parece interessante e devo gostar do anime, já que as personagens pareceram bem carismáticas.
Nenhuma das obras teve data de quando sairá seus animes, mas deve demorar um tempo. Diria entre final do ano e início do ano que vem. Ambos são lançados em variantes da revista Mangá Time Kirara.
Vamos esperar um pouco para ver se mais algum daquela lista será anunciado.
Fontes:
Twitter da Manga Time Kirara falando sobre Bocchi the Rock!
Twitter da Manga Time Kirara falando sobre Slow Loop
[Recomendação] Whispering You a Love Song - de Takeshima Eku
Os capítulos tem sempre uma evolução legal entre as personagens e o clima entre elas é muito bom. A Yori tentando não surtar na frente de Himari é muito bom, a Himari obviamente gostando da Yori mais do que ela mesma pensa é ÓTIMO.
[Notícia] NewPOP anuncia "My Lesbian Experience With Loneliness"
[Comentários] Yagate kimi ni Naru 1 e 2: A importância de uma boa fotografia
O mangá é cheio de questões sobre sexualidade, sentimentos e a complexidade das relações entre pessoas. Por isto, a adaptação para animação poderia dar muito certo, ou muito errado visualmente. Fazer uma adaptação ao pé da letra de tudo o que se tem do mangá ficaria bom, mas poderia em alguns momentos não conseguir transparecer o que acontece nas páginas, já que são mídias diferentes.
Nanami-senpai já sabe o que é sentir que alguém é especial para ela. É um artifício simples, mas que funciona muito bem e nem era usado na obra original. É surpreendente que este seja o primeiro trabalho como diretor de fotografia de Tomonori Katou. Os detalhes são muito bem cuidados e transmitem muito bem o que os personagens sentem.
O que havia no mangá e foi utilizado visualmente um pouco diferente foi a questão dos brilhos. Na obra original, sempre que mostrava alguém apaixonado (principalmente no primeiro volume), havia brilhos na volta. Já na animação, foi feito questão de ser realizado de modo diferente. Seja com os olhos da Touko brilhando, com o garoto que se declara ou com a amiga do clube de basquete. É muito interessante, fico querendo voltar e voltar a ver todas as cenas, dissecando.[Opinião] Sobre Trailers de YagaKimi e Primeiras Impressões
Faz um tempo desde que a Se-chan aqui não posta nada, mas acredito que chegou a hora de surtar como nunca e tirar o atraso com o assunto que me tem mais importância no ano: o anime de Yagate kimi ni naru (Bloom into you).
Nossa protagonista Yuu vai ser dublada por Yūki Takada, que não é a mesma dubladora dos PVs. Minako Kotobuki continua dublando Nanami-senpai e foi divulgado que os dubladores da Sayaka e do Maki (o menininho que gosta de ver a evolução do romance de longe) são Ai Kayano e Taichi Ichikawa.
Após o primeiro trailer, tivemos ótimas imagens promocionais do anime e a poucas horas tivemos a divulgação do segundo (e provável último) trailer da série. Nela é possível ver um trecho da mais icônica cena do primeiro capítulo, além de escutar parte da abertura do anime ("Kimi ni Furete" interpretada por Riko Azuna).Trailer e Informações sobre Anime de YagaKimi
[Notícia] Anunciado anime de Yagate Kimi ni naru! (Ainda a confirmar)
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| Suposta capa da Dengeki Daioh. |
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| Banner que apareceu no site. |
Yuricast 15: Girl Friends (Parte 1) #OPodcastÉDelas2018
Cá estamos de volta para começar a falar de um dos temas que é, sem sombra de dúvida, um dos assuntos que mais estávamos ansiosas para trazer ao programa: Girl Friends, o grande título que tanto marcou e ainda marca o mundo do mangá yuri.
Afinal, o que torna Girl Friends tão especial? Falamos aqui um pouco sobre sua autora, a idolatrada Milk Morinaga, falamos do contexto da publicação e adentramos na história, abordando o primeiro volume do compilado americano da série (Ou seja, os 2,5 primeiros volumes).
Um bate-papo levado por Mazaki e Se-chan com bastante descontração (como o usual) e mesmo algumas opiniões opostas (pra ver que nem os clássicos do gênero escapam de discordância). Vamos começar nossa aventura pela jornada romântica de Mari e Akko neste programa.
Download: Yuricast 15: Girl Friends (Parte 1) #OPodcastÉDelas2018 (127,1MB - 1:24:48)
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Nota importante: Este programa faz parte da campanha #OPodcastÉDelas2018, uma iniciativa no meio do podcasting brasileiro para incentivar a maior participação de mulheres neste meio. O Yuricast já é um reduto de meninas, mas claro que fizemos questão de acrescentar ao número enorme de programas participando da campanha.
Sigam o perfil oficial do #OPodcastÉDelas2018 no Twitter: https://twitter.com/opodcastedelas
Alguns pensamentos e observações sobre os primeiros episódios de Citrus
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| Não é tão ruim ao ponto de ter vergonha vai. Netsuzou foi bem pior XD |

































