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Comentários, surtos e teorias sobre Shoujo Kageki Revue Starlight 01 e 02
E eis que fomos pegos de surpresa por um filho entre Love Live e Utena. . . (Ótima definição que o Steve Jones também usou no review dele no Anime News Network)
Olá a todos! Sejam bem-vindos ao começo de uma nova série de textos de "Comentários, surtos e teorias", dessa vez comentando uma série que mal lembrava que iria estrear, mas que tomou de assalto minha atenção assim que teve início: Shoujo Kageki Revue Starlight. E o motivo dessa paixão inesperada é bem claro:
Não é todo dia que temos um anime que parece tanto ser do Ikuhara sem ser do Ikuhara.
Como é possível uma equipe criar algo tão influenciado pelos trabalhos do aclamado diretor de Shoujo Kakumei Utena ? A primeira resposta para isso é o nome de Tomohiro Furukawa. Ele é o diretor do anime de Revue Starlight e foi diretor assistente de Yuri Kuma Arashi. Porém, além disso existe claramente uma inteção de que Revue Starlight tenha um "estilo Ikuhara".
MAS acho que estou me adiantando. Vamos voltar um pouco a fita aqui e explicar as coisas (me desculpem, esse tipo de texto mais livre e experimental acaba me fazendo flutuar em diversas direções diferentes ao mesmo tempo)
Sobre a série
Shoujo Kageki Revue Starlight é uma franquia criada pela produtora Bushiroad que teve sua estréia em 2017. O mote principal é um grupo de nove jovens artistas que estudam na escola da companhia teatral Starlight e que buscam conquistar o posto de Top Star, a grande estrela das apresentações da companhia.
A proposta dessa franquia já de cara soa como uma junção de muitas coisas que dão certo em termos de público e de mercado: A Bushiroad é a produtora de outras franquias como Love Live! School Idol Project e BanG Dream! e isso foi utilizado como modelo de negócios para a criação de um grupo de garotas que buscam o estrelato (o fator transmídia está no cerne do projeto, que já teve uma apresentação em formato de musical, tem CDs, mangá e agora uma animação). Fora isso temos o outro fator de popularidade do setting escolhido para ambientar a franquia. Ainda que o Revue Starlight seja ficcional sua referência é totalmente o Takarazuka Revue, companhia teatral feminina centenária que tem imensa influência sobre a cultura japonesa contemporânea.
E onde entra a parte Utena/Yurikuma dessa franquia? Bom, dando para as artistas uma dose descarada de yuri, espadas, duelos e um tanto de surrealismo as coisas começam a ficar mais evidentes.
Ah, vamos direto para os episódios que tudo fica melhor!
#01 - Butai Shoujo
Ok, no começo da história somos apresentados à Karen Aijou, aluna da 99ª turma do Revue Starlight. Somos apresentadas também de maneira superficial às outras personagens de destaque desta turma. As coisas começam a se movimentar com a chegada de uma aluna transferida de uma escola na Inglaterra, Hikari Kagura. Karen fica muito surpresa e feliz, pois Hikari é uma amiga de infância muito especial com quem ela fez a promessa de chegar até o estrelato juntas.
Porém a reação de Hikari ao encontrar Karen é bem diferente do que esta esperava. Ao invés de sorrisos, Hikari é apenas frieza e distância. Quando Karen sugere que Hikari divida o quarto com ela e Mahiru (a amiga mais próxima da turma de Karen e um tanto. . . obsessiva sobre esta) Hikari nega, ficando sozinha em um quarto seu.
Enfim, a história até então estava um tanto tensa pelo clima de animosidade velada tanto entre algumas personagens (Claudine e Maya são as que mais destacam isso), mas ainda assim caminhando dentro do esperado. Só que então, quando Karen tenta encontrar Hikari na escola após o final das aulas, ela acaba descobrindo o que não deveria.
As audições secretas.
Em um suntuoso palco sobre o olhar de uma girafa (?!) Hikari duela contra Junna, outra integrante da 99ª turma. Karen não compreende aquilo e, em um movimento instintivo para proteger Hikari dos ataques da adversária, acaba indo na direção do palco.
E é aí que entramos de vez na loucura ikuhariana que tanto falei antes.
Essa sequência de transformação dá para ser descrita como uma junção maravilhosa das sequências de transformação de Mawaru Penguindrum e Yuri Kuma Arashi. A linguagem visual é impressionante, mas alguns elementos revelados logo após esta transformação dão a toda esta cena um toque primoroso.
O girafa explica para Karen que a "audição" é vencida por aquela que consegue arrancar o broche de estrela que sustenta a capa da adversária. Então, apesar de ter chego ali sem qualquer conhecimento do que estava acontecendo, Karen sai vitoriosa.
#02 - Unmei no Butai
Diferente do que poderíamos esperar de desenvolvimento de enredo, neste segundo episódio da série temos um aprofundamento nas questões que envolveram o primeiro e inesperado duelo de Karen e Junna. Em pararelo a isto também temos um pouco de esclarecimento sobre o que afinal está acontecendo.
Karen em um primeiro momento acha que tudo não passou de um sonho, mas logo descobre que não. Porém tanto Hikari quanto Junna lhe alertam para o fato de que não podem falar sobre aquilo em público. Karen continua sua busca por confrontar Hikari e tentar compreender o motivo de seu afastamento. Hikari tenta escapar dela e chega a confrontar a girafa (?!) que é quem comanda as audições, mas sem obter alguma resposta satisfatória. Então a atenção do episódio se volta para Junna.
A frustração da derrota e a necessidade de encontrar forças para continuar sua busca por ser uma Top Star. Dessa maneira temos uma revanche logo no segundo duelo: Karen x Junno.
O duelo é intenso e tende muito a favor de Junna (as observações do Steve Jones, do ANN, sobre a simbologia desse duelo foram ótimas, fica a dica de leitura - https://www.animenewsnetwork.com/review/revue-starlight/episodes-1-2/.134573). Porém, ao final, a determinação de Karen em chegar ao topo junto com Hikari sobressai e esta vence mais uma vez.
O girafa (?!) então se pergunta o motivo de Karen não ter sido selecionada de primeira para as audições (ela chegou de intrusa na primeira vez, lembrando). Ele então parece perceber que isso se deve a ligação extremamente forte de Karen e Hikari (duas pessoas com um mesmo destino).
Os créditos aparecem, mas o episódio continua. Karen vai até Junna e lhe agradece pela batalha. Junna diz que aquele não é o fim, que seguirá buscando sua estrela. As duas se conciliam e se permitem chamar pelo primeiro nome, uma demonstração de ganho de intimidade.
Ao final, vemos que outro duelo ocorria. Maya Tendou vence Claudine Saijou e seu nome assim figura em primeiro lugar no ranking do estrelato das audições.
Comentários finais
Um mundo ordinário onde um conflito de interesses entre os personagens culmina em uma realidade quase paralela e surreal onde seus conflitos é literal em forma de duelos onde é necessário desarmar um arranjo do adversário para vencer. . . Esta descrição serve tanto para Revue Starlight quanto para Utena e é o ponto central para entender porque esta série começou causando esta impressão forte de ter um "jeitão Ikuhara". Porém, apesar de toda a influência visual e de estrutura de mundo ficcional, Revue Starlight possui muita originalidade vindo tanto da sua outras influências quanto em questões narrativas, onde consegue deixar bem claro que, apesar de toda a homenagem nada velada, a série terá muito de si mesma para mostrar.
Ainda que o diretor Ikuhara não goste de falar sobre como estrutura suas histórias, ou mesmo explicar tudo aquilo que deixa ao entendimento subjetivo do expectador, quem acompanha seu trabalho consegue perceber alguns padrões bem claros. Talvez o mais claro seja o das realidades paralelas.
Em Utena temos a arena de duelos, um lugar que parece ser físico, mas que nunca ninguém vê de qualquer outra parte do campi de Ohtori. Em Mawaru Penguindrum temos a realidade que surge quando Himari se transforma, além da transição menos física mas ainda presente dos trens para outro lugar diferente do mundo real. Em Yurikuma temos o Tribunal da Segregação, até então o ponto culminante dessa ferramenta narrativa, onde os eventos acontecem em paralelo surreal exato da realidade.
Revue Starlight utiliza de algo bastante semelhante a isto quando cria as Audições. Diferente de Ikuhara, porém, em Starlight se faz necessário algum nível de explicação lógica para os fatos, ainda que seja uma lógica bastante frágil. Porém, ainda que aja algum motivo mais concreto, em certo nível, os duelos são também representações dos conflitos que estão acontecendo no mundo real, mas vistos sobre uma ótica mais simbólica (e surreal).
Aliás, o celular tocando para chamar as garotas para o duelo foi o toquezinho Yuri Kuma que me fez arrepiar no fangirlzismo!
ENFIM. . .
Revue Starlight está apenas começando. Para quem tem curiosidade mórbida para entender logo onde ess história vai parar (como euzinha) é possível encontrar nas ~internets da vida~ o primeiro musical estrelado pelas dubladoras do grupo. A história inicia exatamente como o anime, então a probabilidade de que siga esse enredo em boa parte é alta. Talvez eu traga mais comentários sobre essa peça no decorrer dos textos de comentários. Este primeiro já está bem atrasado, então melhor lançar antes que tenham mais episódios novos para comentar do que estes que fiz agora.
Leitoras e leitores do KaS, vocês já estão assistindo Shoujo Kageki Revue Starlight? Irão assistir depois de ler um texto tão empolgadinho como este? Não conhecem a obra do Ikuhara e por isso não estão dando muita bola? Comentem aí! Diferente do usual estes comentários não irão parar nas leituras do Yuri Café, porque quero conversar com vocês diretamente nos textos e nos comentários do site. Vamos surtar juntos!
Até muito em breve!
Olá a todos! Sejam bem-vindos ao começo de uma nova série de textos de "Comentários, surtos e teorias", dessa vez comentando uma série que mal lembrava que iria estrear, mas que tomou de assalto minha atenção assim que teve início: Shoujo Kageki Revue Starlight. E o motivo dessa paixão inesperada é bem claro:
Não é todo dia que temos um anime que parece tanto ser do Ikuhara sem ser do Ikuhara.
Como é possível uma equipe criar algo tão influenciado pelos trabalhos do aclamado diretor de Shoujo Kakumei Utena ? A primeira resposta para isso é o nome de Tomohiro Furukawa. Ele é o diretor do anime de Revue Starlight e foi diretor assistente de Yuri Kuma Arashi. Porém, além disso existe claramente uma inteção de que Revue Starlight tenha um "estilo Ikuhara".
MAS acho que estou me adiantando. Vamos voltar um pouco a fita aqui e explicar as coisas (me desculpem, esse tipo de texto mais livre e experimental acaba me fazendo flutuar em diversas direções diferentes ao mesmo tempo)
Sobre a série
Shoujo Kageki Revue Starlight é uma franquia criada pela produtora Bushiroad que teve sua estréia em 2017. O mote principal é um grupo de nove jovens artistas que estudam na escola da companhia teatral Starlight e que buscam conquistar o posto de Top Star, a grande estrela das apresentações da companhia.
A proposta dessa franquia já de cara soa como uma junção de muitas coisas que dão certo em termos de público e de mercado: A Bushiroad é a produtora de outras franquias como Love Live! School Idol Project e BanG Dream! e isso foi utilizado como modelo de negócios para a criação de um grupo de garotas que buscam o estrelato (o fator transmídia está no cerne do projeto, que já teve uma apresentação em formato de musical, tem CDs, mangá e agora uma animação). Fora isso temos o outro fator de popularidade do setting escolhido para ambientar a franquia. Ainda que o Revue Starlight seja ficcional sua referência é totalmente o Takarazuka Revue, companhia teatral feminina centenária que tem imensa influência sobre a cultura japonesa contemporânea.
E onde entra a parte Utena/Yurikuma dessa franquia? Bom, dando para as artistas uma dose descarada de yuri, espadas, duelos e um tanto de surrealismo as coisas começam a ficar mais evidentes.
Ah, vamos direto para os episódios que tudo fica melhor!
#01 - Butai Shoujo
Ok, no começo da história somos apresentados à Karen Aijou, aluna da 99ª turma do Revue Starlight. Somos apresentadas também de maneira superficial às outras personagens de destaque desta turma. As coisas começam a se movimentar com a chegada de uma aluna transferida de uma escola na Inglaterra, Hikari Kagura. Karen fica muito surpresa e feliz, pois Hikari é uma amiga de infância muito especial com quem ela fez a promessa de chegar até o estrelato juntas.
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| A peça da 99ª turma. Elas pareciam um grupo feliz aí |
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| Hikari tem todo o feeling dark and egde. . . |
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| Apesar da indiferença, Karen tá feliz pela volta da AMIGA |
Porém a reação de Hikari ao encontrar Karen é bem diferente do que esta esperava. Ao invés de sorrisos, Hikari é apenas frieza e distância. Quando Karen sugere que Hikari divida o quarto com ela e Mahiru (a amiga mais próxima da turma de Karen e um tanto. . . obsessiva sobre esta) Hikari nega, ficando sozinha em um quarto seu.
Enfim, a história até então estava um tanto tensa pelo clima de animosidade velada tanto entre algumas personagens (Claudine e Maya são as que mais destacam isso), mas ainda assim caminhando dentro do esperado. Só que então, quando Karen tenta encontrar Hikari na escola após o final das aulas, ela acaba descobrindo o que não deveria.
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| Em um corredor qualquer, um elevador aguarda. . . |
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| E a Karen acaba sendo levada para uma experiência muito louca |
As audições secretas.
Em um suntuoso palco sobre o olhar de uma girafa (?!) Hikari duela contra Junna, outra integrante da 99ª turma. Karen não compreende aquilo e, em um movimento instintivo para proteger Hikari dos ataques da adversária, acaba indo na direção do palco.
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| MANO, ESSAS POSES ME MATAM! |
E é aí que entramos de vez na loucura ikuhariana que tanto falei antes.
Essa sequência de transformação dá para ser descrita como uma junção maravilhosa das sequências de transformação de Mawaru Penguindrum e Yuri Kuma Arashi. A linguagem visual é impressionante, mas alguns elementos revelados logo após esta transformação dão a toda esta cena um toque primoroso.
O girafa explica para Karen que a "audição" é vencida por aquela que consegue arrancar o broche de estrela que sustenta a capa da adversária. Então, apesar de ter chego ali sem qualquer conhecimento do que estava acontecendo, Karen sai vitoriosa.
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| Karen x Junna é o melhor ship que não é porque, bom, existe a Hikari |
#02 - Unmei no Butai
Diferente do que poderíamos esperar de desenvolvimento de enredo, neste segundo episódio da série temos um aprofundamento nas questões que envolveram o primeiro e inesperado duelo de Karen e Junna. Em pararelo a isto também temos um pouco de esclarecimento sobre o que afinal está acontecendo.
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| A Junna-chan virou rapidinho a minha personagem favorita. . . |
Karen em um primeiro momento acha que tudo não passou de um sonho, mas logo descobre que não. Porém tanto Hikari quanto Junna lhe alertam para o fato de que não podem falar sobre aquilo em público. Karen continua sua busca por confrontar Hikari e tentar compreender o motivo de seu afastamento. Hikari tenta escapar dela e chega a confrontar a girafa (?!) que é quem comanda as audições, mas sem obter alguma resposta satisfatória. Então a atenção do episódio se volta para Junna.
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| Tão séria, tão frustrada, mas ainda assim determinada a conseguir brilhar! |
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| Karen fica ~chats~ quando sente que feriu os sentimentos de Junna com o duelo |
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| Não tinha como não colocar um print do ship de ódio mais maravilhoso! |
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| Até triste não consigo parar de achá-la adorável, tadinha. . . |
A frustração da derrota e a necessidade de encontrar forças para continuar sua busca por ser uma Top Star. Dessa maneira temos uma revanche logo no segundo duelo: Karen x Junno.
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| Junna faz os ares de Sayonji tendo o primeiro e segundo duelo! |
O duelo é intenso e tende muito a favor de Junna (as observações do Steve Jones, do ANN, sobre a simbologia desse duelo foram ótimas, fica a dica de leitura - https://www.animenewsnetwork.com/review/revue-starlight/episodes-1-2/.134573). Porém, ao final, a determinação de Karen em chegar ao topo junto com Hikari sobressai e esta vence mais uma vez.
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| Essas sequências de duelo são incríveis, vale assistir só por elas! |
O girafa (?!) então se pergunta o motivo de Karen não ter sido selecionada de primeira para as audições (ela chegou de intrusa na primeira vez, lembrando). Ele então parece perceber que isso se deve a ligação extremamente forte de Karen e Hikari (duas pessoas com um mesmo destino).
Os créditos aparecem, mas o episódio continua. Karen vai até Junna e lhe agradece pela batalha. Junna diz que aquele não é o fim, que seguirá buscando sua estrela. As duas se conciliam e se permitem chamar pelo primeiro nome, uma demonstração de ganho de intimidade.
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| Tentei não colocar tantos prints da Junna, mas. . . |
Ao final, vemos que outro duelo ocorria. Maya Tendou vence Claudine Saijou e seu nome assim figura em primeiro lugar no ranking do estrelato das audições.
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| A raiva que Claudine tem pela sua rival é tão genuína que me encanta [e faz shipar mto] |
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| Alerta de elemento de Yuri Kuma Arashi! |
Comentários finais
Um mundo ordinário onde um conflito de interesses entre os personagens culmina em uma realidade quase paralela e surreal onde seus conflitos é literal em forma de duelos onde é necessário desarmar um arranjo do adversário para vencer. . . Esta descrição serve tanto para Revue Starlight quanto para Utena e é o ponto central para entender porque esta série começou causando esta impressão forte de ter um "jeitão Ikuhara". Porém, apesar de toda a influência visual e de estrutura de mundo ficcional, Revue Starlight possui muita originalidade vindo tanto da sua outras influências quanto em questões narrativas, onde consegue deixar bem claro que, apesar de toda a homenagem nada velada, a série terá muito de si mesma para mostrar.
Ainda que o diretor Ikuhara não goste de falar sobre como estrutura suas histórias, ou mesmo explicar tudo aquilo que deixa ao entendimento subjetivo do expectador, quem acompanha seu trabalho consegue perceber alguns padrões bem claros. Talvez o mais claro seja o das realidades paralelas.
Em Utena temos a arena de duelos, um lugar que parece ser físico, mas que nunca ninguém vê de qualquer outra parte do campi de Ohtori. Em Mawaru Penguindrum temos a realidade que surge quando Himari se transforma, além da transição menos física mas ainda presente dos trens para outro lugar diferente do mundo real. Em Yurikuma temos o Tribunal da Segregação, até então o ponto culminante dessa ferramenta narrativa, onde os eventos acontecem em paralelo surreal exato da realidade.
Revue Starlight utiliza de algo bastante semelhante a isto quando cria as Audições. Diferente de Ikuhara, porém, em Starlight se faz necessário algum nível de explicação lógica para os fatos, ainda que seja uma lógica bastante frágil. Porém, ainda que aja algum motivo mais concreto, em certo nível, os duelos são também representações dos conflitos que estão acontecendo no mundo real, mas vistos sobre uma ótica mais simbólica (e surreal).
Aliás, o celular tocando para chamar as garotas para o duelo foi o toquezinho Yuri Kuma que me fez arrepiar no fangirlzismo!
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| Alerta de elemento de Yuri Kuma Arashi! [2] |
ENFIM. . .
Revue Starlight está apenas começando. Para quem tem curiosidade mórbida para entender logo onde ess história vai parar (como euzinha) é possível encontrar nas ~internets da vida~ o primeiro musical estrelado pelas dubladoras do grupo. A história inicia exatamente como o anime, então a probabilidade de que siga esse enredo em boa parte é alta. Talvez eu traga mais comentários sobre essa peça no decorrer dos textos de comentários. Este primeiro já está bem atrasado, então melhor lançar antes que tenham mais episódios novos para comentar do que estes que fiz agora.
Leitoras e leitores do KaS, vocês já estão assistindo Shoujo Kageki Revue Starlight? Irão assistir depois de ler um texto tão empolgadinho como este? Não conhecem a obra do Ikuhara e por isso não estão dando muita bola? Comentem aí! Diferente do usual estes comentários não irão parar nas leituras do Yuri Café, porque quero conversar com vocês diretamente nos textos e nos comentários do site. Vamos surtar juntos!
Até muito em breve!
sábado, 28 de julho de 2018
Posted by Mazaki89
Pare de inventar casais!
Hello gente! Como estão?
Desculpem por não postar no fim de semana como planejado, mas agora estou cá eu para manter o assunto (polêmico) que eu queria.
Iimagino que todos nós já vimos um anime e já enxergamos um ou dois casais que não existem. É fácil cair nisto, não é só culpa nossa, muitas vezes os artistas dão pistas vazias que nós caimos. Eu já cai, você, se não caiu, vai cair. É inevitável. Porém, o que eu quero explorar nessa postagem é o outro lado dessa moeda.
Você já não exagerou afirmando que um casal existe, mesmo que não tenha tido nada demais na série?
Bom, é sempre bom colocar as coisas em pratos limpos, então tenho a impressão que devo explicar adequadamente qual é o conceito desse universo dos fãs de anime. Todos sabem que há aqueles fãs chatos de algumas séries, que são viciados, andam em grupo e não falam mais nada além do que sobre aquele pequeno mundinho de uma série que nem todo mundo gosta, ou até poderia vir a gostar, mas acham os fãs da série tão chatos que dar uma chance a série fica até difícil.
Afinal, quem vê um anime normalmente quer comentar sobre ele com alguém, e se esse outro alguém, sinceramente, é chato, viciado e exagerado em alguns aspectos da série, acabamos ficando sem vontade de falar sobre o assunto.
O grupinho de gente chata que eu falei antes é chamado de Fandom. Pra ficar melhor, vamos ao Wikipedia:
O Fandom é mais comum entre fãs de ciência, literatura ou série de TV, aplica-se geralmente na Internet, entre os usuários que se prontificam a passar horas online discutindo sobre o tema e debatendo idéias diferentes. O Fandom considera que apenas as pessoas dentro do mesmo são seus verdadeiros amigos, eles se ajudam entre sí e chegam a marcar encontros para se conhecerem pessoalmente.
Ok, agora você sabe o que é Fandom. Então continuando, você sabe quem é aquele viciado, chato pacas, que você só vê falando ou de garotinhas moes, ou de alguns shounens? (Naruto/Bleach/One Piece/Death Note/Fairy Tail OPS XD) Este é um Fanboy (ou uma Fangirl). A diferença entre os nomes está apenas no gênero, por que ambos podem ser muito chatos (me divirto xingando, dá pra notar? XD). Pois então, vamos novamente ao nosso amigo nada confiável Wikipedia pra saber o significado do termo:
Fanboy (feminino Fangirl) é um termo usado em muitos fóruns para definir uma pessoa que não é só um fã de alguma coisa, mas é obcecada por ela e defende fortemente sua opinião ao respeito do assunto ignorando, quase sempre, a opinião alheia, sem estar, muitas vezes, aberto a novas idéias. Por achar que o que ama é melhor e muitas vezes atacar os que não concordam, eles são mal vistos por isso. Os objetos de devoção inclui empresas, personagens, seriados, mangás, jogos e softwares.
Também são mal vistos pelo simples fato de serem geeks, obcecados por algum assunto, e muitas vezes excluídos dos grupos mais populares.
Muitas vezes excluídos dos grupos mais populares? Não vejo alguns shounens Naruto/Bleach/One Piece sendo excluídos, mas eu entendi o que essa definição quis dizer. E você, está começando a entender aonde eu quero chegar?
Se não, vamos a próxima parte do assunto.....
POIS É, não tente me enganar, e se enganar. Você faz parte de um fandom. É, sua pessoa mesquinha que acha que não faz parte do povo bizarro que fala loucamente sobre algum assunto. Você É um viciado!
Se você vê anime, e está lendo esta postagem, você É um viciado, e faz parte do Fandom de Animes. Não pense que ler um blog sobre o assunto, ou dois, ou .... vinte não faz você viciado. Não pense que ter um avatar de anime e 80% das coisas que você tweeta não faz você um Otaku louco e fanático. Faz sim. Você só não acha por que já acha tão natural que ignora o fato.
Agora, “pior” ainda, se é um leitor desse blog, se entra volta e meia em sites pra baixar animes shoujo ai/yuri, você É mais viciado ainda, e faz parte sim do Fandom Yuri.
Calma, calma. Isso não faz de você um doente, louco, maniaco e tarado. Você apenas gosta de um gênero que muitas vezes é fofo e romântico. Só que o problema não é esse. Você pode fazer parte deste mundo, ser super fã, idolatrar a Utena ou a Chikane se quiser, PORÉM, não exagere além da conta.
E vamos ao próximo ponto.
Vamos começar esta parte com uma pequena retrospectiva. Você olhou a postagem de terça do Yuri Week Gallery? Se não, vamos repetir: Quantos casais VERDADEIROS você enxerga nas seguintes opções:
Madoka & Homura – Puella Magi Madoka Magica ( )
Hotaru & Chibiusa – Sailor Moon ( )
Sei & Shimako – Maria-sama ga Miteru ( )
Mato & Yomi – Black Rock Shooter ( )
Se você enxergou pelo menos um casal, você tem um leve problema. Se você pensou todos, pois é, você tem um problema um pouco mais sério. Se você não conhecia todos e marcou os que você conhecia, sério, você tem bastante problemas. Ou pior, se conseguiu marcar todos, e pensar outros nesse estilo, pois é, my friend, você tem problemas, muitos problemas. Mas todos o temos.
Agora, vamos admitir nosso problema pessoal? Não!? Então eu começo a rodinha de viciados em "quase" casais shoujo ai:
Bom, eu, Se-chan, tenho um problema. Eu sou uma Fangirl exagerada de shoujo-ai. Eu enxergo casais em personagens que não são necessariamente de verdade. Bom na lista que eu montei, eu marquei sinceramente a Madoka e a Homura. Elas tem um clima muito bom de casal, e como a Homura se parece, tanto fisicamente quanto psicologicamente com a Chikane (Kannazuki no Miko), fico ainda mais encucada. Mas eu tenho a noção de que o pessoal da Staff do anime fez isso de propósito, essa ligação fofa e quase homoafetiva entre elas.
Sim, quase. Por que apesar de eu imaginar mil mundos felizes com elas como um casal feliz e de verdade, eu sei que elas não são um casal oficial. Elas são um possível casal. Eu sei que eu tenho probleminhas por cair no que a Shaft fez, mas pelo menos não fico com a impressão com a que eu fico com a Kyouko e a Sayaka. Pra mim, elas são um casal oficial, e se você não concorda, vá ao nbm² e descubra a explicação para o casal.
Mas mesmo sabendo que elas não são um casal, tanto Homura & Madoka, Sei & Shimako e Mato & Yomi, eu acho que tem esse “toque” da direção do anime pra deixar com a impressão que temos. Porém, temos que entender o limite entre o anime nos deixar com a impressão, e nós enfiarmos algo em nossa cabeça que não é verdade.
Casais bizarros que VOCÊS criam.
Olha, eu sei que eu não sou perfeita, eu acredito em casais como Homura & Madoka e Mio & Ritsu (K-ON), ou até em um que tem piada no meio de um episódio, mas que é improvável, que é Konata & Kagami (Lucky Star), mas até eu tenho um limite para a minha loucura. E eu estou aqui para tentar dar um limite a você, seu doente que lê e está duvidando de que há um limite.
Veja os casos que coloquei antes. Homura & Madoka eu até entendo, por que eu também cai nessa. Sei & Shimako eu entendo até, mas também sei que todo shoujo ai de Marimie feito voltado para a amizade idealizada, portanto eu dificilmente notei detalhes que pudessem revelar um casal verdadeiro na série. Bom, o caso Mato & Yomi é ridiculo, por favor, aquela animação não é para ser levada a sério, então, fique em seu devaneio louco se quiser. Não me importarei. Black Rock Shooter tem um visual bonito, mas me perdoem, eu ignoro sua existência.
Veja os casos que coloquei antes. Homura & Madoka eu até entendo, por que eu também cai nessa. Sei & Shimako eu entendo até, mas também sei que todo shoujo ai de Marimie feito voltado para a amizade idealizada, portanto eu dificilmente notei detalhes que pudessem revelar um casal verdadeiro na série. Bom, o caso Mato & Yomi é ridiculo, por favor, aquela animação não é para ser levada a sério, então, fique em seu devaneio louco se quiser. Não me importarei. Black Rock Shooter tem um visual bonito, mas me perdoem, eu ignoro sua existência.
PORÉM, chegamos ao caso mais sério da doença dos Fanboys e Fangirls de Yuri. O caso Hotaru & Chibiusa. Por favor, eu até entendo, elas tem um tom meio shoujo ai. Mas vocês, que considero mais doentes do que eu, tem que etender que elas são amiguinhas. Tenham um pouco de limite para suas loucuras. Elas não são culpadas da doença de vocês, então deixem, por favor, as garotinhas inocentes longe disso.
E além disso.... a Chibiusa já beijou até um pégasus (o.o).....
Mas tentando continuar isto, tenho que dizer que há certos casais na mente das pessoas que passam, e muito, do senso comum. Ui & Yui (K-ON), Sakura & Hinata (Naruto), Inoue & Matsumoto (Bleach), Chiyo & Sakaki (Azumanga Daioh), são alguns dos casais estranhos que consegui pensar nesse momento. Mas existem muitos outros, podem ter certeza. Então, pense antes de afirmar alguns casais, ok?
A única diferença que um Fanboy exagerado para um que se controla é que.... o controlado tem noção do que ele imagina, e o exagerado não. Imagino aquele viciado louco, tarado, olhando imagens da linda Chiyo-chan e pensando besteiras mil com a Sakaki. Sim, eu tenho essa visão tensa sobre os Fanboys exagerados, principalmente por que eu tenho noção a partir do que eu noto nos mais bizarros doujins yuris que há por ai. E sim, você também tem noção, não tem?
Portanto, tome um cole d'água e acalme-se antes de imaginar cenas de alguns dos seus casais falsos preferidos.
Finalizando
Portanto, tome um cole d'água e acalme-se antes de imaginar cenas de alguns dos seus casais falsos preferidos.
Finalizando
Por fim, queria dizer que tudo bem se você acha um possível casal fofo, mas não se esqueça que ele é um possível casal, e não um real.
Mas tudo bem se você exagerar, no máximo o que vai acontecer é aparecer mais uma imagem na internet engraçada sobre um possível casal de anime.
E sim, eu sou cara de pau o bastante para dizer que os casais que eu acho possíveis são mais lógicos e menos bizarros do que o que você imagina. (XD)
E sim, eu sou cara de pau o bastante para dizer que os casais que eu acho possíveis são mais lógicos e menos bizarros do que o que você imagina. (XD)
Comentem.
Até logo! (se abaixa pra não ser apedrejada)
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Posted by Se-chan








































