Posted by : Lilian Kate Mazaki sábado, 28 de novembro de 2015

Olá a todos!

Cá estamos com a terceira e quarta parte da história de Diovana e Amanda. Fiquei muito feliz pelo retorno das primeiras duas partes dos textos. Ainda não tinha visto um post de literatura alcançar números bons tão rápido quanto este último, então só tenho a agradecer.

Vamos direto ao ponto aqui: mais duas partes da história e, um ponto importante, temos uma cena adulta na quarta parte. Sintam-se avisados e não queiram matar essa que vos escreve por trazer um romance lésbico tão explícito assim ao blog.

Em frente!


Circunstância
por LKMazaki – 2015

Parte 03 – Passo adiante


Como sempre o vai-e-vem de gente no centro da cidade era intenso, ainda que o sol já tivesse desaparecido a algum tempo.

Amanda caminhava sem muita pressa, tentando desviar-se dos maiores aglomerados de pessoas. Seus fones brancos, sempre nos ouvidos, não tocavam nada naquele dia. A verdade é que, a despeito da sua tentativa de parecer desatenta, ela estava mais observadora do que normalmente seria. Estava mais ou menos uma duas horas mais tarde do que seu horário padrão e sua cabeça não conseguia deixar de pensar nas possibilidades.

Seu passo vacilou quando seus olhos enfim a encontraram. A figura alta e magra, apoiada a um canto próximo à entrada da estação de metrô. A mulher de cabelos negros longos e lisos tragava um cigarro como se usasse uma bomba de ar depois de um afogamento, tamanha sua vontade. Amanda tentou não demonstrar sua ansiedade quando caminhou propositalmente mais próximo da do lado onde estava a outra.

Pode ver pela sua visão periférica perfeitamente quando esta denotou sua figura e como manteve fixo seu olhar enquanto se aproximava. Amanda se esforçou para parecer olhar casualmente em sua direção e deteve o seu sorriso que quase foi maior do que deveria:

— Ora. — disse Amanda em cumprimento. — Indo tomar o R10? — perguntou, com certa intimidade. A morena sorriu e tragou mais uma vez o cigarro antes de responder.

— Talvez. Eu não estou com muita pressa.

— Eu também não.

O silêncio acabou se prolongando por um momento, gerando certo desconforto:

— Se não está com pressa não quer tomar alguma coisa? — perguntou a morena. — A verdade é que eu não tenho nenhum colega de trabalho que preste para dividir uma cerveja.

Amanda sorriu e tossiu uma risada para disfarçar:

— Por que não? Parece uma boa. — concordou, tirando os fones mudos dos ouvidos. As duas se encararam de cima à baixo.

— Diovana. — apresentou-se a morena.

— “Di”? Com “dê”? — perguntou Amanda, surpresa.

— Isso mesmo.

— Prazer, Amanda. — respondeu a primeira, esticando a mão para um cumprimento. Um tanto desconfortável Diovana aceitou e as duas apertaram as mãos.

— Então. . . Eu conheço um barzinho tranquilo aqui perto. É por esse lado.

As duas mulheres recém apresentadas caminharam em um silêncio pontual até o bar. Uma salinha com meia dúzia de mesas, no terceiro andar de um edifício comercial. Amanda nunca encontraria local mais tranquilo e aconchegante no centro da cidade se quisesse. O barman cumprimentou Diovana com entusiasmo quando entraram e lhe ofereceu a mesa mais ao fundo. A morena pediu um chopp e Amanda ficou com uma bebida Ice.

Amanda podia sentir o cheiro de cigarro misturado ao perfume já pouco evidente de Diovana. Uma fragrância agradável que deveria se destacar quando não misturada à nicotina. A franja comprida desta cobria-lhe parcialmente a expressão, despertando uma constante de curiosidade. Era possível ver o rosto magro e comprido de Diovana através das madeixas, mas era como se houvesse um segredo ali que era incapaz de descifrar a não ser desvelando aquela cortina de fios tão lisos que quase ocultavam por completo as sobrancelhas finas da morena.

Talvez Diovana tivesse percebido o quanto era encarada, pois decidiu quebrar o silêncio estabelecido assim que tomou o primeiro gole de sua bebida:

— Então, o que você faz da vida? — perguntou.

— Bom, eu sou Gerente de Projetos de uma multinacional com sede brasileira aqui em Silveria. — respondeu Amanda, sem muito entusiasmo. — É mais fácil de entender se eu disser que sou uma programadora que manda nos outros programadores, não?

— E que deve ganhar uma nota. — comentou Diovana.

— Esse negócio de salário não faz muita diferente depois de um tempo.

— Tenho certeza que não. — disse Diovana, num deboche evidente. Amanda riu-se daquela atitude.

— E você?

— Nada demais. Auxiliar administrativo num escritório que terceiriza telemarketing. Uma coisa para quem não quer escolher o que fazer da vida.

— Pelo menos você não volta pra casa no horário de pico. — tentou amenizar Amanda, conseguindo tirar um sorriso da outra.

— Talvez. Mas também não tem nenhuma outra vantagem.

— A vantagem atual do meu emprego é me fazer sair tarde o bastante para encontrar pessoas diferentes nas ruas. — contrapôs Amanda, sabendo estar sendo um tanto piegas.

— Essa foi terrível, garota de programas.

As duas continuaram a conversa introdutória por mais ou menos meia hora, quando a segunda rodada de bebidas terminou. Diovana insistiu para que partissem e as duas retornaram ao metrô, onde tomaram a linha R10. Para a surpresa da morena, Amanda insistiu para desembarcar junto na sua estação:

— É um tanto perigoso para uma mulher alcoolizada e sozinha depois do anoitecer. — disse esta, fazendo um trejeito pomposo na voz proposital.

— Como se não estivesse acostumada a estar fora até mais tarde ainda. — retrucou Diovana, apesar da visível diversão com o comentário descabido.

As duas desembarcaram e saíram da estação, tomando uma rua lateral que levava a uma área cheia de condomínios prediais. Subiram uma rua comprida e fizeram uma curva por uma passagem bem iluminada, enfim chegando nas proximidades do prédio que Diovana indicara ser onde residia:

— Viu só? Tem um táxi ali no ponto. Não precisa se preocupar comigo. — disse Amanda, apontando par ao veículo.

— Está certo. — concordou Diovana. — Então. . .

As duas mulheres se encararam. O que havia sido aquela noite, afinal? Parecia que ambas tentavam responder aquela questão internamente enquanto tentavam ensaiar uma despedida de algo que não havia sido nada, mas ao mesmo tempo poderia ter sido muita coisa.

Amanda tinha um sentimento de frustração entalado na garganta. Não podia acreditar que iriam acabar daquele maneira. Sequer haviam trocado telefones, sequer haviam aproveitado aquela noite como se fosse uma única. Não haviam avançado quase nada, apesar de terem tido todas as oportunidades. Decidida a não levar aquele sentimento de derrota consigo, a programadora deu dois passos na direção de Diovana, que por um momento pareceu se surpreender, mas que não fez qualquer resistência quando foi levemente puxada pelo colarinho da camisa para o beijo que ambas desejavam.

Um toque harmônico e incontido no desejo graças às doses de álcool no sangue. Diovana  deixou suas mãos segurarem Amanda pela cintura, aproximando mais seus corpos. O desejo aflorando rápido em meio a toque das suas línguas. Quando enfim se se separaram, seus olhares permaneceram unidos enquanto retornavam à realidade.

Diovana foi quem abriu os lábios para quebrar os silêncio, mas Amanda levou os dedos para silenciá-la. Com a outra mão catou no bolso do jeans um cartão de visitas, entregando-o para a morena. Sem dizer mais nada Amanda tomou o caminho do táxi, sem ser capaz de conter o sorriso de satisfação. Haviam dado todos os passos necessários naquela noite.



Parte 04 - Aproximação



“Espero que o R10 não tenha atrasado hoje cedo. No meio da tarde estava um caos”. Foi com essa mensagem singela que Diovana havia estabelecido o contato eletrônico entre ela e Amanda, no final da tarde do dia seguinte ao reencontro das duas. Logo aquele sinal havia se transformado em uma longa conversa, que se estendeu pela tarde, e toda a noite.

Amanda mal viu o caminho pra casa. Sabia que Diovana estava trabalhando, portanto sua atenção ficou toda voltada para as mensagens que chegavam apenas alguns minutos depois das suas. Talvez o metrô tivesse de repente decidido funcionar como o esperado, pois ela sequer se incomodou com a lotação do horário do rush. Mesmo com o sinal oscilante, ainda conseguiu enviar meia dúzia de pequenos conjuntos de palavras cheias de significado.

Falavam de trivialidades. Sobre o clima, sobre o trabalho, sobre o quanto as atrações televisivas eram nocivas para pessoas de boa mente. Era como se tivessem sentadas ainda na mesinha do bar, agora sem pressa, se conhecendo com menos receio.

Amanda ficou grudada no aparelho celular até quase uma da manhã. Diovana foi quem encerrou a conversa, não antes de deixar mais um dos vários comentários mais explícitos que haviam pontuado o bate-papo até então:

“Vou dormir. Tenha bons sonhos. Os meus com certeza serão.”

A programadora soltou uma risada alta, já deitada em meio aos seus travesseiros e edredons. Não ousou responder à provocação, apenas despediu-se. Colocou o smartphone no carregador e tentou voltar sua atenção para o filme na televisão. Era difícil, um sorriso idiota persistia na sua cara, ainda que soubesse que ninguém o veria.

Diovana, uma pessoa que poderia passar como comum aos olhos estranhos, mas que lhe fascinava em vários sentidos. Seu pensamento astuto e sarcástico, sua tendência para humor sombrio. Sua beleza contida, quase camuflada em uma vitrine de insipiência. Lembrar das suas formas esbeltas e das sensações dos beijos trocados na noite anterior faziam o corpo de Amanda fervilhar. Estava ficando completamente encantada, como a muitos e muitos anos não ficava. Ria de si mesma por sentir-se quase uma adolescente outra vez.



Os dias foram passando e a rotina de mensagens tornou-se parte do cotidiano. Amanda sabia que Diovana acordava apenas depois das dez e fazia questão de enviar uma mensagem excessivamente animadora de cumprimento. Não fazia isso para parecer uma boa pessoa, mas sim porque Diovana parecia capaz de criar as mais variadas formas de expressar desprezo pelo positivismo de forma irônica, sempre arrancando-lhe risos na sala de café da empresa.

Mesmo que tentassem parecer sóbrias, a cada dia ficava mais claro o quanto as mensagens eram limitadas. Cada vez havia mais ansiedade e menos espaço para pudor nos textos. Especialmente à noite, nas últimas mensagens trocadas enquanto Diovana fazia o caminho para casa. Parecia que a morena fazia questão de perturbar a libido de Amanda, mas esta sabia que o efeito era mútuo, então apenas desfrutava dos benefícios daquelas trocas finais de palavras.

Pareceu que uma eternidade se passou até que enfim chegou a sexta-feira. As duas marcaram no barzinho depois das dez horas. Amanda ficou fazendo hora no centro comercial até perto do horário e então foi para o local. Levou apenas o tempo de ela tomar a primeira Ice até que Diovana chegasse até a sua mesa:

― Olá. ― disse a morena, encarando Amanda que lhe sinalizou para sentar. Ela tinha um tom de divertimento no rosto que a outra sabia também estar carregando. ― Espero que não tenha bebido demais para trocar meu nome logo na largada

― Não. ― riu-se Amanda. ― Eu tenho lembrado do seu nome demais para esquecer fácil, Diovana.

As duas beberam e conversaram. Seus tons de voz eram um tanto baixos e a troca de provocações era constante. Elas não eram mais tão desconhecidas assim. A sensação de intimidade já crescente estava atingindo seus tons mais evidentes enquanto trocavam olhares e toques sutis das mãos sobre a mesa, e de tornozelos e pés por baixo do tampo.

Amanda decidiu parar de beber depois de apenas três doses tomadas com toda a calma. Não era tão resistente ao álcool e temia que aquilo pudesse entorpecer seus sentidos. Diovana pareceu em nada se alterar mesmo depois de quatro chopps. A essa altura a morena já acariciava o antebraço e mão de Amanda sem disfarçar, causando arrepios constantes na outra. Pediram a conta e tomaram um táxi para o condomínio de alto padrão onde Amanda morava.

Amanda destrancou a porta e as duas entraram:

― Nossa, que belo lugar. ― comentou Diovana, admirando o espaço amplo valorizado pelos móveis planejados.

― Minha mãe foi quem ajeitou esse lugar. Eu tenho um péssimo senso pra essas coisas. ― comentou Amanda, trancando a porta e jogando as chaves em algum lugar do balcão que havia na parece adjacente à entrada.

― Eu poderia pegar algumas dicas com a sua mãe sobre o assunto. Quem sabe conseguisse transformar meu cubículo em algo habitável. ― disse a morena, rindo-se, aceitando o enlaçamento dos braços de Amanda nos seus ombros e passando suas mãos pela sua cintura.

― Não viemos pra cá falar de decoração, não é mesmo? ― comentou Amanda, recebendo um beijo no lóbulo da orelha como resposta.

― Decoração pra depois, já entendi.

Apesar de saber ser mais experiente que Diovana, Amanda se viu completamente entregue à sedução desta. Diovana acariciava suas costas de cima a baixo, com um toque firme, mas ainda sensual, instigante. Suas bocas trocavam beijos longos e suas línguas se entrelaçavam com desejo. Era impossível para Amanda conter seus suspiros e ficou bem claro que Diovana não iria deixar sua “vantagem” escapar. As duas foram aos tropeços para o quarto e arrancaram as roupas com ansiedade. Diovana levou Amanda para a cama e se colocou sob ela. Sob seu controle.

O jogo de experimentações era delicioso. Diovana beijava e mordiscava cada parte do corpo de Amanda buscando as melhores reações de excitação. Pescoço, ombros, seios e abdômem. Amanda era incapaz de conter os murmúrios crescentes. Diovana demorou-se nos seus seios, chupando seus mamilos e se deliciando com os primeiros gemidos incontidos da outra.

Descendo mais Diovana beijou as coxas de Amanda, subindo dos seus joelhos até chegar à virilha. Amanda se contorcia, desesperada, sua voz descontrolada:

― Diovana, me fode. Eu quero que me coma, agora. ― pediu, quase chorosa. A morena fintou o olhar cheio de tesão de Amanda e sua própria excitação se tornou quase insuportável. Sem mais esperar atendeu ao pedido e a sua própria luxúria, levando a boca ao sexo da amante, sentindo o corpo inteiro desta reagir ao toque da sua língua sobre o seu clitóris.

Diovana teve que segurar as pernas de Amanda enquanto sua língua e lábios acariciavam. O gosto tão forte e tão característico inebriavam todos os seus sentidos. Amanda tentava controlar os gemidos em vão e a morena sentia como se ela mesma estivesse transbordando de prazer, ainda que seu próprio sexo estivesse apenas tocando de leve as cobertas. Beijou, chupou e acariciou os lábios e clitóris de Amanda, experimentando suas reações próximo a entrada vaginal. Amanda pareceu adorar aquilo e Diovana não teve dúvidas em fodê-la com a língua por algum tempo para depois se concentrar na parte mais sensível.

Amanda tentou segurar o orgasmo o quanto pode e sentiu claramente o quanto Diovana também queria lhe prolongar aquele momento. Porém foi impossível conter-se muito depois que a morena passou a se concentrar em pressionar-lhe com a língua. O toque tão quente, forte, incessante que terminou por levar Amanda ao êxtase.

Diovana percebeu com facilidade a explosão da outra e lhe acariciou apenas o bastante para que aproveitasse até o fim a sensação. Logo o sexo de Amanda ficou sensível em demasia e ela teve que admitir que a diversão do momento terminara. Tentou inutilmente limpar o queixo, mas estava completamente ensopada pelos fluídos da parceira. Atenciosa, Diovana subiu e beijou Amanda com ternura, sentindo a satisfação da posse sexual também espalhada pelo seu corpo. A morena deitou-se e acolheu a outra no seus braços, com afeto:

― Isso foi ótimo. ― disse Amanda, com a voz fraca.

― Obrigada. Você também estava ótima. ― elogiou Diovana, com um sorriso.

― Quero que diga isso depois que eu mostrar o que posso fazer.

― Ei, calma aí. Eu te deixo respirar um pouco antes disso. ― riu-se a morena.

― Eu estou ótima. Quer ver? ― perguntou Amanda, levantando a cabeça para encarar a amante, um sorriso felino nos lábios.

Não demorou para que fosse a voz de Diovana que enchesse o aposento, escapando para o restante da casa e até mesmo para o ar noturno. Uma vez, duas vezes. Aquela primeira noite de sexo das duas foi uma batalha longa e que iria se repetir quase na íntegra na tarde do dia seguinte.

One Response so far.

  1. Ok, that was unexpected...but not bad, not bad at all.

    Devo descrever minha trajetória através do texto nesses passados minutos:
    Inicio a leitura indignado comigo mesmo por não ter lido antes, já que tem uns dias que foi postado e eu vi a postagem, mas, infelizmente, a universidade as vezes não é tão amiga do meu tempo.

    Começo a ler, adoro a descrição das coisas, o trecho "Amanda podia sentir o cheiro de cigarro misturado ao perfume já pouco evidente de Diovana. Uma fragrância agradável que deveria se destacar quando não misturada à nicotina." me chama especialmente a atenção, por que, pessoalmente, odeio o cheiro de cigarro.

    Continuo lendo e, no meio das conversas penso "o que se passa na mente de um autor ao fazer diálogos 'reais'? experiência própria? só imaginação? seriam aplicáveis em situações verdadeiras?".....continuo lendo aí BOOOOOOM.

    Esqueço meus questionamentos totalmente, tanto que só relembro deles na hora de elaborar este comentário. Essas garotas avançaram bastante em apenas duas postagens *embora sejam 4 partes*, e só depois de ler tudo impressionado *de boa maneira* me concentro, vou até o título e facilmente noto que deixei passar um belo "[+18]" e um pequeno aviso na introdução.

    Estou gostando da história, e ela me parece interessante, me pergunto o quão realista ela é. Não poderia eu analisar isso já que não sou uma lésbica...nem mesmo uma mulher...nem mesmo me adequo muito aos padrões de relacionamentos atuais *sou um tanto quanto mais lento...tipo muuuito mais lento*


    Ok, devo parar por aqui antes que meu texto fique maior que o seu, acho que o tempo que dediquei escrevendo tudo isso já deve servir bastante como um elogio, ainda mais por ser o tempo de um universitário em época de provas.

    Esperando por mais.

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