Posted by : Roberta Caroline domingo, 9 de novembro de 2014

Quais as chances de você encontrar seu parceiro simétrico em uma fila de supermercado ou numa coincidência que parece mais obra dos deuses? Muitas. Mas, e de encontrar um parceiro que possui o mesmo nome que você e outras várias semelhanças em uma fila de espera em um hospital em uma perfeita simetria? Ai as chances diminuem drasticamente. E é por isso que existem as histórias de amor, que faça com que nossas idealizações se tornem reais.

Kakimoto Imari é cute girl, baixinha e bonitinha; com traços delicados, loirinha, branquinha e aparência com evocativa feminilidade – mais parecendo uma boneca de porcelana daquelas que a gente manuseia com extremo cuidado, pois ao menor choque poderia quebrar.

Kakimoto Imari é alta e moleca; morena, meio desajeitada, fisicamente forte, ela tem um aspecto visual de fera selvagem – o fato de gostar de pilotar uma moto enorme e pesada ressalta seu aspecto tomboy e viril.
Elas compartilham o mesmo mês e ano de nascimento, e ambas, vitimas de um acidente, se encontraram no mesmo hospital e no mesmo dia em busca de tratamento para lesões semelhantes.

Apesar de serem lesões físicas que acabam unindo e traçando o destino das duas, são as lesões emocionais que as unem e faz com que elas se tornem mais próximas do que talvez fossem se sofressem apenas de lesões corporais.

Lonely Wolf,Lonely Sheep
Lobo Solitário, Ovelha Solitária
O título estabelece esteticamente a característica de cada personagem, ressaltando a natureza romântica que enxergamos em elementos complementares – e se você não leu este mangá ainda, com certeza estará [corretamente] associando a cute Imari à ovelha e a tomboy Imari ao lobo, mas a história vai além e promove uma inversão de papeis na personalidade de cada personagem. Ambas possuem graves lesões emocionais que a aproximam, mas também faz com que se repelem, com medo da não aceitação, por receio de não serem compreendidas uma pela outra e principalmente vergonha de se exporem.

Tão próximo e tão longe. Quem nunca viveu ou sentiu isso? De estar tão próximo a alguém ao ponto de escutar as batidas em seu peito, sentir seu hálito; seu odor, mas ao mesmo tempo também sentir que há uma barreira tão grande que parece intransponível ao ponto de inviabilizar que a relação atinja um novo degrau. Lonely Wolf,Lonely Sheep é um drama lésbico-romântico não explicito [infelizmente], que apesar de não ter largamente elementos de comédia, é conduzido com tanta graciosidade pela autora Mizutani Fuka que rende diversos momentos doces de pura ternura. Siiimmmm é muito, muito adocicado e repleto de momentos meigos, é difícil se manter indiferente. A série consegue transmitir muito calor e deixar o coração explodindo no peito. É de fato um mangá yuri que se enquadra maravilhosamente bem no que se entende por shoujo-ai; algo ingênuo, bonito, que faça o coração disparar, e com garotas bonitas no centro da narrativa. Portanto, é altamente fantasioso e idealizado. E como a própria premissa sugere, há essa fantasia romântica de termos diversas familiaridades com a pessoa amada, por erroneamente sentir que quanto coisas tiverem em comum, mas chances tem de ficarem juntos. 

Lonely Wolf,Lonely Sheep já se torna uma boa história ao se enfocar nos conflitos da cute Imari e na aproximação da tomboy Imari, mas cresce substancialmente quando se foca nos conflitos desta última; ela sendo lésbica, se receia de manter uma relação – mesmo que seja apenas de amizade – com outras mulheres, devido a um problema que ocorreu no passado. É então que a cute Imari se mostra uma verdadeira loba e guerreira destemida, que não se deixa derrotar pelas adversidades que se colocam no caminho que a levará até a tomboy Imari. É uma trama açucarada e melodramática, inclusive há uma personagem que é bem similar às clássicas vilãs mexicanas, com direito a jogar a rival do amor escadaria abaixo (!!!). O bagulho é doido. Não há um poço de profundidade aqui, é uma história simples que se estrutura como um conto, curto e eficaz ao que se propõe, que é exatamente deixar o coração aquecido. A arte da autora é "redondinha" nem performática, é de linhas turvas e em alguns momentos de proporções imprecisas, mas tem seu charme e casa com o teor da história. As expressões que ela utiliza nos personagens são magnificas de hilárias e de amorzinho!

Volumes: 01 (encerrado)
Ano: 2011
Autora: Fuka Mizutani
Serialização: Tsubomi (Houbunsha) 
Demográfico: Shoujo
Estilo: Shoujo-Ai

@beta_blood


2 Responses so far.

  1. Caramba,acho que é a primeira vez que venho e vejo uma postagem sobre algo que eu já tinha lido xD

    Gostei muito desse mangá, é o tipo de coisa que não tem como não dizer "meu deus, que fofo". Dá aqueles apertinhos no coração <3

  2. Anônimo says:

    Nossaaa, depois de ler esse post, vou agora ler esse mangá. Me deixou super curiosa.

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