Posted by : Roberta Caroline domingo, 25 de agosto de 2013

Eu sou tão menininha com essas histórias doces e idealizadas, quando dei por mim, eu estava quase que derramando lágrimas, “eu quero que elas fiquem juntas”, eu pensei. Eu acho que nessas histórias que servem apenas para aquecer o coração das pessoas, finais tristes deveriam ser proibidos, hehehe. Hey, não digam a ninguém que eu disse isso!

Nessa história, o pai de Yui recebe uma oferta de trabalho no exterior, mas ela decide ficar por estar saindo um com garoto, porém, a condição para que ela fique é que vá morar com sua avó. Yui acaba se distanciado do garoto ao se matricular numa escola só para garotas, onde conhece Nagi, uma menina que se comporta como um macaquinho de tão serelepe. Nagi fica encantada com Yui, e gradualmente as duas começam uma tenra amizade...

Ah, é aquilo de sempre, né mesmo? Mas a autora Aoi Hana (hahaha, que curioso esse nome...) desenvolve esse conto de fadas de modo agradabilíssimo. Shoujo Holic me pegou nos detalhes. A história cobre a vida das garotas do ensino médio ao ginasial, e a progressão é muito sutil, a Aoi Hana não coloca letreiros ou qualquer tipo de avisos, sabemos que passou certo tempo na trama por causa de uma frase de uma das personagens ou algo que deixe isso subtendido, como Yui comentando do quanto Nagi cresceu desde que a viu pela primeira vez. Isso nos passa uma falsa impressão de aproximação muito maior do que realmente houve com relação ao cotidiano das personagens. E a história se centra sobre basicamente basicamente as duas.

Yui se desilude com o namorado, Nagi está ali para apoiar, e nasce um sentimento mais profundo. Mas como eu disse, essa história me pegou pelos detalhes. Aoi Hana é muito direta, não fica enrolando em caracterização de personagens, só que ela faz isso de um modo tão sensível que soa sincero. Nagi desde a primeira vez toma uma enorme intimidade com Yui; a beija [no rosto], abraça, faz aconchegos e todo aquele carinho. Dai quando Yui se sente deprimida, ela diz coisas tão legais capazes de abalar qualquer ser carente, e Yui acaba se sentindo atraída por ela e lhe dá um beijo. A partir dai a relação das duas fica estranha por não saberem ao certo lidar com este sentimento.

“Ter a Nagi me agarrando não parece mais normal”

Lembra de fato um primeiro amor, em que depois do primeiro beijo, você não sabe o que dizer, como se comportar na presença do ser amado e às vezes por timidez acaba evitando olhares e uma aproximação maior da pessoa. O legal é que Yui é sempre muito direta e não dá brechas pra mal entendidos e toda aquela enrolação comum em romances shoujo. Outro ponto interessante é a percepção.

“Como definir até onde vai a amizade entre duas garotas”

Mesmo depois de um primeiro beijo, Yui fica inquieta por nada ter mudado entre as duas, mas ao mesmo tempo as coisas estarem tão diferentes. Duas garotas se trocarem juntas, se verem nuas, se apalparem, é a coisa mais normal do mundo. Tomar banho juntas, dormirem juntas cara a cara, e até selinhos quando há muita intimidade. Porém, quando uma das duas começa a emitir uma sintonia diferente, se é que me entendem, nada disso parece ser mais tão natural como antes. Ao menos, para uma das duas. E Aoi Hana mostra essa perspectiva através de Yui. Essa é a primeira vez que contarei isso publicamente, mas quando morava no Rio Grande do Sul, tive uma amiga maravilhosa, só que ela era lésbica (eu acho), e eu uma pobre garotinha ingênua, e então certa vez nós duas a sós ela me rouba um selinho e eu a empurro assustada. Ela se declara, e eu corro (não exatamente, huehueehu), e resumindo: nossa amizade nunca mais foi a mesma, na verdade, como eu não pude corresponder, acabei me distanciando. A partir de então, eu fiquei um pouco mais sensível, ou seria melhor dizer... maliciosa? Cof, cof, acho que não o lugar pra comentar sobre a minha vida, desculpem.




Enfim, é difícil definir a linha tênue entre amizade e romance em amizades coloridas, mas é muito gostoso, então como não sentir o coração fuwa fuwa com Yui e Nagi? As incertezas de Yui, a forma como observa atentamente as mudanças físicas no corpo da Nagi, a vontade que sente de gritar bem alto que Nagi pertence somente à ela (aquela possessividade de ver o parceiro como propriedade partícula típico de pessoas inseguras), mas não poder revelar que estão tendo um romance. Aliás, gostei de não haver outras garotas se pegando na história, ou mesmo alguma que se destacasse como Yui e Nagi, isto tornou o andamento da história mais dinâmico. Também gosto muito do aspecto de não haver uma definição clara entre semi e uke na história. Ambas as garotas tem personalidades fortes, Yui é objetiva; mas insegura. Nagi tem iniciativa; mas demasiadamente sonhadora e positiva. Ambas se ajudam, ambas alternam entre ser o príncipe e a princesa da outra, querem ser ativas e passivas, se completam. Eu gosto desse tom de igualdade num relacionamento.

“As mãos da Nagi, seu cabelo, e até mesmo sua voz. Eu quero beijá-la por toda parte”

Apesar da capa explicitamente yuri, e de haver sexo, Shoujo Holic é muito doce e não dá aberturas para você sentir excitação, a autora mostra só o básico para entendermos que Nagi é insaciável e curte fazer em locais abertos. E que levou Yui ao orgasmo várias vezes (isso é importante!). Agora, o que talvez mais tenha me chamado a atenção são os diálogos, tão típicos de um amor florescendo, ou talvez seja eu que estivesse muito sensível, mas não pude evitar sentir meu coração pulsando sorridente neste conto de fadas. Shoujo Holic é tão  ingênuo que dá vergonha, tão romântico que faz brotar sorrisão grandão, e o romance de Yui e Nagi se assemelha muito com duas pessoas descobrindo o amor na fase mais doce da vida. A arte não é muito estimulante, mas não dizem que o que importa é o amor?

Volumes: 01
Ano: 2010
Autora: Aoi Hana
Revista: Ichijinsha

Onde achar: Aion-Scan

4 Responses so far.

  1. Saudações


    Parece que esta história soa de uma forma muito agradável, concisa. Deixa os sentimentos pulsarem e ganharem força, e isto julgo como muito importante.

    A única recompensa que estas duas queriam, em tese, era estar uma ao lado da outra. Pai distante e desilusão amorosa são elementos crave, que quando somados a amizade tenra que acabara de surgir, acaba formando o escopo perfeito para que um grande sentimento apareça.

    Muito interessante tal indicação, Roberta.



    Até mais!

  2. Anônimo says:

    Estou gostando de ver o blog mais "movimentado", indicações são sempre bem vindas, ainda mais seguido por um texto muito agradável. Espero que continuem assim ^^

  3. Lana-chan says:

    Oi,

    Li Shoujo Holic e achei uma leitura muito boa. Prefiro mangás assim, que vão direto ao ponto, talvez tenha sido por isso que gostei tanto. Depois de ler sua review, que adorei fiquei com vontade de reler novamente.

  4. yuzu rity says:

    a historia de shoujo holic e uma das melhores que eu li ,por mostrar um sentimento de desaborchar de um no vo amor,em descobrir e aceitar por parte da nagi,um amor verdadeiro e tao doce de dar carie,me lembro ter chorado no final pois foi tocante e muito!!!

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