Posted by : Roberta Caroline domingo, 4 de março de 2012


Aqua Blue Cinema (Mizuiro Cinema) foi o primeiro mangá que eu li da Otsu Hiyori e engraçado que eu peguei ele, meio que sem esperar nada. Tanto que depois de ler o primeiro capitulo, abandonei a leitura, por motivos diversos e relutei a voltar a lê-lo por imaginar que fosse uma história sem substância alguma. O primeiro capítulo é basicamente a sinopse da história: “Aqua Blue Cinema é sobre uma atriz e uma menina que ela conhece por meio de circunstâncias incomuns.” – POAAAR, o que esperar de uma sinopse dessas? E já digo que nem foi à sinopse que me atraiu e sim o character designer bonitinho e as cores chamativas, além do título. Sou dessas.

Mas Aqua Blue Cinema é realmente sem substância alguma? Beeeeem, com relação ao enredo, sim. Yuri-chan é uma jovem atriz, ao que tudo indica famosa e vivendo num ritmo de idol, já que a garota não pode nem ao menos se bronzear ou se envolver em relacionamentos afetivos, com seu empresário a tratando como uma boneca de porcelana. Mas a história não se foca nisso – Otsu Hiyori até comenta sobre esse detalhe nos freetalks, que recebeu bastante material, mas que tinha dúvidas se realmente conseguiu recriar o universo das celebridades. A resposta é que ficou bem superficial, mas combinou perfeitamente com a história –, Yui-chan está do alto de uma pedra, observando o mar quando é interceptada por Tae-chan, que pensa que a garota está prestes a cometer suicídio, mas ela é tão desastrada que realmente acaba derrubando a jovem atriz no mar, a molhando completamente. A partir desse mal entendido, as duas passam a se relacionar como amigas.


Aqua Blue Cinema é a típica história onde a personagem demora a descobrir seus sentimentos, com uma atmosfera completamente shoujo-ai, ou seja, praticamente sem envolvimento romântico. Mas esse é o ponto forte da série de Otsu Hiyori, principalmente porque é basicamente um daqueles clássicos slice of life de raiz, onde somos levados a conhecer juntamente com a Tae-chan, um pouco mais sobre o cotidiano da Yui-chan. É realmente muito lindinho o modo como isso é retratado, fazendo qualquer um vomitar arco-íris com a gentileza e aparente inocência de Tae, que passa a ser a assistente pessoal de Yui, que a contrata com segundas intenções. Com isso, elas acabam indo parar em Tóquio, dividindo o mesmo apartamento e a mesma cama. Mas nada comparado a um Prism da vida, aqui a delicadeza é que fala mais alto e não há sequer nenhum momento romântico, porque a Tae-chan vive praticamente em outro universo.

E a história se encaminha assim, de forma leve e descompromissada, ressaltando a amizade entre as duas. Obviamente, há um fio condutor, que é a predileção de Yui pelo sexo feminino e o fato dela já ter namorado uma garota e sido abandonada. É um drama bem sútil. Isso tudo só faz crescer a ansiedade de ser ler o desfecho final de Aqua Blue Cinema em todo o seu clímax, mas infelizmente o resultado sai muito aquém do esperado, chegando a ser um pouquinho frustrante. Interessante é ler os freetalks da Otsu Hiyori ao termino do mangá, onde ela revela ter se arrependido amargamente de ter feito 6 capítulos e não os 5 previstos. E realmente, ela apenas confirma um sentimento geral, de que determinada situação empregada por ela na história, foi completamente descartável e talvez fosse bem mais pratico, ter se focado exclusivamente na dupla principal e sua relação.


Mas esse detalhe ainda não é o suficiente pra tirar o brilho e frescor de Aqua Blue Cinema. Uma leitura leve, bobinha e extremamente descompromissada, mas que te dá à impressão de que te faz levitar a cada página. Ao contrário de Morinaga Milk, que retrata as garotas de forma sempre delicadas e gentis, mas ao mesmo tempo, com tensão sexual a flor da pele. As garotas da Otsu Hiyori são bem mais idealizadas, sendo que dificilmente as verão sendo retratadas repletas de impulsos sexuais. Tudo isso é maximizado na sua principal série até então, o mangá Clover. A Yui-chan é retratada como uma garota determinada, que sabe o quão linda é e de um gênio forte. Mas ainda assim, não está tão distante da imagem de uma gatinha abandonada e solitária, a procura de um “dono”. A Tae-chan é incrivelmente gentil e meio ingênua, que sequer deve ter se apaixonada alguma vez na vida, mas não chega a ser uma Kuromuna Sawako, de Kimi ni Todoke. É completamente avoada e fico seriamente em dúvidas qual foi o momento onde ela realmente se descobriu apaixonada por Yui-chan. As duas personagens tem uma excelente química. Sabe, se tem uma super amiga e tem com ela, um relacionamento afetivo que soa quase como uma amizade colorida, certamente se verá um pouco nas duas. Não há muito o que falar sobre Aqua Blue Cinema. É como comer um pedaço de pudim. É delicioso, mas essa sensação de se estar flutuando e poder tocar as nuvens dura muito pouco, mas deixa um sabor doce e de contentamento, como resquícios de um beijo.

Autora: Otsu Hiyori
Volumes: 01
Ano: 2009
Revista: Comic Yuri Hime
Gênero: Drama/ Slice of life
Demografia: Shoujo

One Response so far.

  1. Vou ler \o/
    Mas não sei o que deve ser melhor, o mangá em si, ou a forma com que você escreveu sobre ele, por que eu praticamente senti tudo que você descreveu apenas lendo *-*

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