Posted by : Roberta Caroline domingo, 22 de janeiro de 2012


Olá vocês! 2011 acabou e tá naquele momento de relembrar as séries mais marcantes daquele ano. E hoje tendo como foco, os mangás. Claro que, essa lista aqui é apenas minha opinião, sinta se livre para discordar ou postar sua própria lista. Inicialmente havia pensado em fazer um top 10, mas além de ficar grande demais, perderia um pouco do feelig de “peneiragem”, de citar apenas realmente aqueles que se destacaram com certa vantagem sobre os demais. Acredito que ficou uma lista bem justa, com alguns dos títulos mais comentados do ano passado e que se destacaram de alguma maneira. Com isso, muito dos mangás que eu gostaria de incluir, acabaram ficando de fora, como Nobara no Mori no Otometachi, Renai Joshika, Omoi no Kakera e Yamanko, que rivalizou forte com Prism, mas acabou ficando de fora. Então essas são minhas dicas de mangás yuris que valem a pena serem lidos. Desses, o mais diferente talvezseja Omoi no Kakera, que é josei e tem uma narrativa bem mais madura e centrada, porém ainda está bem no inicio. Bem, vamos ao que interessa; minha seleção de melhores mangás de 2011. 



Menção honrosa: Kuchibiru Tameiki Sakurairo


Continuação da one-shot que conta a história de duas amigas de infância, Nana e Hitomoi, feita pela mais popular mangaká yuri, Milk Morinaga, que sabe oferecer exatamente aquilo que o fandom quer, que é um belo traço, romance e algo um pouco mais apimentado, mas comedido. É a típica série da antologia Yuri Hime, sempre com enfoque em garotinhas apaixonadas e numa trama extremamente doce e delicada. A história gira em torno do colégio feminino Sakurakai, onde as garotas vivem altos e baixos de seus relacionamentos amorosos. É uma coletânea de 7 histórias, que contam um pouco dos relacionamentos amorosos de algumas daquelas garotas. Teve inicio em 2005 e chegou ao final em 2011, pela antologia Comic Yuri Hime. É doce, muito doce, meigo ao extremo, como só a Morinaga sabe fazer. 



05) Kimi Koi Limit


kimi Koi limit representa minha volta ao mundo dos mangás yuri no ano de 2011. Com a demora de lançamentos de alguns títulos que eu acompanhava, acabei deixando a paixão esfriar, não me interessando por nada do gênero por um bom tempo, com exceção de animes, o resultado é que fiquei mais de 6 meses sem ler nada yuri. A história criada e desenhada por Momono Moto, teve inicio em 2010 e chegou ao final em 2011 com 1 volume no total. A história tem classificação 18 anos, pois, além de partir de uma perspectiva adulta, possui sexo e nudez explicita. A narrativa prende pela peculiaridade das personagens. Sono é elétrica, impulsiva e hiperativa, é a personagem que faz a história girar e centraliza todas as tramas do mangá. Com diversos momentos hilários, um toque gostoso de romance e uma premissa que se distância daquele tipo de romance idealizado, Kimi Koi Limit foi uma bela descoberta.

Sono confessa seu amor por Sato, mas acaba sendo recusada. Agora ela vive como um parasita em um apartamento com sua namorada, Hiroko. No entanto, Sono ainda não se esqueceu de Sato, e quando as duas estão fazendo amor, a garota em um momento de prazer acaba gritando o nome de sua paixão platônica, logicamente, Horoko não gostou nada disso e a expulsa de casa. Agora ela está com sérios problemas...

Bem, essa é a sinopse meia boca de Kimi koi limit, mas digo que a história é muito mais interessante do que aparenta. Como eu faço questão de alardear aos quatro cantos, eu adoro histórias de amores platônicos e claro, não foi difícil me identificar com Sato, que é extremamente preguiçosa e parasita. O traço é lindinho demais, o cenário muito bem desenhado, aqui temos um pouquinho de drama, de humor e um certo suspense. Agora como moradora de rua, Sono ainda sonha encontrar seu antigo amor, mas as coisas na vida real são muito mais complicadas do que aparenta e não estamos no universo agridoce de um orfanato só pra garotas lésbicas que não precisam se preocupar com mais nada, além de seus sentimentos. Sono terá que conviver com isso. 


04) Prism


Puta merda!!! Quando a @SechanKV me disse que Prism era muito bom, eu não imaginei que era tanto assim. Eu nem sei como eu não me molhei lendo os 6 capítulos que foram lançados do mangá, mas eu delirei com força e tive orgasmos mentais que me fizeram ir do céu ao inferno e assim repetidamente num loop infinito que quase me fizeram ter uma convulsão (na verdade, me faltou ar diversas vezes). Não, sinceramente, histórias assim deveriam ser proibidas pelo vaticano, pois se alguma amiga minha estivesse por perto, eu teria dado um mordida nela (GRRRR), com força de tão HHHHHHGGGG que é o desenvolvimento da relação das protagonistas (foi tanto amor que eu tive que morder meus lábios e fechar os olhos para ver o se o mundo ao redor parava de girar). Oh, eu ainda vou morrer. Morrer do mais puro amor yuri 2D. É moe demais, vejo vocês no inferno.


A premissa de Prism é bem clichê; Megumi desde criança, nutre um profundo amor por Hikaru, garoto que ela conheceu na infância e que lhe “roubou” o primeiro beijo, mas logo acabaram se separando. Há oitos anos que ela não consegue tirar Hikaru da cabeça. Já no ensino fundamental, ela decide que precisa deixar o passado para trás e parar de sonhar que um dia poderá reencontra-lo. É então que ao avistar uma linda garota no primeiro dia de aula, algo inesperado acaba acontecendo: Essa garota não tira os olhos de cima de Megumi e inesperada a abraça como se fossem velhas conhecias. É então que Megumi se dá conta que está diante do seu primeiro amor, Hikaru. Mas para sua surpresa, Hikaru não era um garoto e sim, garota! E agora? Este é o primeiro mangá Yuri de Higashiyama Shou (que antes de Prism, só tinha títulos hentais), que mesmo com um histórico suspeito, tem conseguido desenvolver Prism de uma forma delicada, romântica e levemente apimentada. O mangá é publicado desde 2010 pela antologia bimestral, especializada em títulos yuri, Tsubomi, da editora Houbunsha. Por ser extremamente competente no que se propôs a ser (ou seja, arrancar suspiro das garotas – Yes! Este mangá tem como público alvo, as garotas japonesas), Prism merece estar na lista dos 10 melhores mangás yuris de 2011. É doce, muito doce. É uma mistura insana de chocolate com pimenta. 


03) Gunjo




A história é uma grande novela e lendo os 3 primeiros capítulos, fica difícil largar de lado, pela grande rede de relacionamentos que interligam os personagens e uma trama na outra, tudo bem trabalhado e desenvolvido a seu tempo. Algo bem bacana é o fato de Shimura Takako trabalhar bem o relacionamento entre Fumi e Akira, que são realmente grandes amigas e demora para que uma, comesse a perceber que um sentimento novo começa a brotar ali. A partir dai, mas dúvidas e um suspense realmente convincente. Aoi Hana para mim, é o melhor titulo yuri de 2011, não apenas por retratar de forma realística um sentimento conflituoso, mas por possuir um background tão bom e impactante, como a trama principal, ao ponto do autor poder se dar ao luxo de deixa-la de lado em detrimento do desenvolvimento de outras camadas da história. Esse é especialmente para quem curte um bom drama, regado a lágrimas e beijos salgados.


Gunjo, de Nakamura Ching, certamente é aquele tipo de mangá essencial não apenas para fãs de yuri, mas para apreciadores de uma boa história. A trama é mais madura que o habitual, com uma narrativa sensacional. Mas Gunjo não é nada convidativo, seja pelo traço exótico, sujo e bruto, ou pela narrativa brusca, que deixa de lado todo o encanto agridoce dos romances yuris tradicionais e aposta em algo quase selvagem. Isso mesmo, Gunjo é bem cru, saindo do cenário colegial e abraçando o mundo adulto de 2 mulheres em fuga. Lembra um pouco de Pieta, porém mais truculento.

Na história, temos uma mulher supostamente hetero, que cansada dos abusos físicos que recebia do marido, seduz e manipula uma lésbica, ex-colega de faculdade, para que essa o mate. Após o assassinato do mesmo, as duas resolvem fugir, sem rumo ou direção certa. Elas passam a viver sempre na estrada, entre dramas e outros diversos temas com uma forte carga psicológica. É bem no estilo Thelma e Louise, em um relacionamento autodestrutivo, dramático e que não se sabe ao certo como acabará.

De Nakamura Ching, Gunjo é um seinen yuri, para aqueles que procuram algo mais. Lançado desde 2007 pela antologia Ikk i (Shogakukan) e Morning Two (Kodansha), ainda está encostado nos 2 volumes iniciais. A arte é completamente diferente de tudo que já se viu e como já comentei, nada convidativo ao primeiro olhar. Muito sujo, cru, brusco, mas apesar de não ser algo que possamos falar que é bonito, possui extrema originalidade e casou perfeitamente com a história. Pode não ser uma arte atraente, mas é linda se olha-la pelo lado artístico, sendo repleta de um detalhismo que assusta, de tão crível que é, pois Nakamura não maquia suas personagens. Elas são feias, como qualquer outra mulher japonesa que passeia tranquilamente pela rua. Por não se prender a velhos clichês do gênero yuri, Gunjo certamente não é o tipo de titulo que as meninas de um modo geral procuram pra ler, o que é uma pena, pois essa excelente história, acaba se tornando refém do que tem de melhor pra oferecer.


02) Sasameki Koto



“O meu amor é uma flor solitária. Ela floresceu e se espalhou sem que ninguém percebesse.” – Assim começa uma das comédias românticas mais badaladas do gênero yuri, sendo uma das que tinha mais leitores (isso mesmo, tinha, pois já termino no ano passado, com um total de 8 volumes). É constantemente comparado com Aoi Hana, porém, apesar de tratarem do mesmo tema, que aquele velho e sempre atual clichê da melhor amiga se apaixonando pela outra, ambas a histórias possuem diferenças sutis. Enquanto Sasameki Koto é mais bem humorado e com enfoque na comédia, Aoi Hana se foca mais no drama. É a mesma coisa que comparar Kaichou wa Maid-Sama, com Kimi ni Todoke. A história tem um grande número de personagens, o que é bem peculiar, se tratando de um mangá yuri. Ao longo dos volumes, as personagens vão amadurecendo e a história tem boas reviravoltas e faz uma mistura satisfatória de humor e drama.

Na história, Murasame Sumika, uma garota inteligente e talentosa, é apaixonada em segredo por sua melhor amiga, Kazama Ushio. Aqui temos a clássica situação da garota que até então nunca se interessou pelo sexo oposto, mas que comete um grande erro ao se apaixonar pela melhor amiga. Parece ser algo bem recorrente, principalmente para quem está se descobrindo. Com isso, Sumiko se sente incapaz de revelar seus sentimentos, com medo de perder a amizade da amiga. Só que Kazama abertamente tem interesse no sexo oposto, mas tem predileção por garotas bonitas, “fofas” como ela mesma diz – E Sumika não se enquadra de forma alguma nesses requisitos (ao menos, aos olhos de Kazama), não sendo sequer notada como mulher, por Kazama.

A maior característica de Sasameki Koto é o fato de conseguir ser realista, abordando vários temas durante sua execução. Se destaca por ser um dos poucos que tem a sutileza de tratar a homossexualidade de uma forma verossímil, que foge um pouco do tão popular “mundo de contos de fadas” do universo yuri, que onde todas as garotas parecem com o gene yuriness no sangue. Outro detalhe é o fato dos sentimentos dos personagens se sobressaírem aos hormônios, algo que muitas vezes acaba pré-moldando a cabeça de muita gente com relação aos mangás yuris (não estou considerando o termo shoujo-ai – apesar de esse ter se tornado importante para fazer essa separação), que normalmente, acabam ressaltando o desejo sexual. Sasameki consegue se desvencilhar disso e atingir um público bem maior que a maioria das séries do gênero. Acompanhamos a angústia dos personagens e como isso afeta a vida de cada um e daqueles que o cercam, trazendo a tona às dificuldades que uma pessoa homossexual acaba enfrentando. Mas claro sempre de uma forma muito doce e bem humorada que tornaram a obra de Takashi Ikeda, um dos melhores títulos yuris já publicados.

01) Aoi Hana

Aoi Hana é o meu mangá preferido do gênero yuri. Tem uma pegada bem “novelão” mesmo, o que faz com que muitos torçam o nariz para ele. Fora que a arte de Shimura Takako, apesar de original e de dar toda uma personalidade aos personagens, não é aquele traço bishoujo que faz muita gente suspirar. Assim como Sasameki Koto, Aoi Hana tem como objetivo, transmitir com o máximo de verossimilhança possível, os sentimentos de suas personagens, com seus dilemas e personalidades tão destoantes. Em muitos momentos, a história descentraliza completamente das duas personagens principais, que seriam o pressuposto par romântico da história, em detrimento de traumas e inseguranças que rodeiam a trama. Fumi-Chan é lésbica e veem acumulando uma série de decepções em sua vida amorosa. Primeiro, ela acaba se apaixonando por uma amiga hetero, depois acaba se envolvendo com a sedutora Yasuko, lésbica assumida e com um estilo tomboy que lhe dá bastante personalidade, tem fama de pegadora e Fumi-chan se vê envolvida em uma complicada relação com ela.

Outro ponto em que as pessoas reclamam bastante de Aoi Hana é o fato de Fumi ser bastante chorona. Mas com o decorrer da história, ela vai amadurecendo de uma forma bem sútil. Ela é amiga de infância de Akira, que na época tinha uma aparência meio masculinizada (não chegando a ser tomboy) e mais alta que Fumi (que depois de 10 anos, a situação acaba se invertendo, e Fumi acaba ficando bem mais alta que Akira). Ah-Chan, como é chamada, sempre defendia Fumi, que invariavelmente se via envolvida em alguma situação complicada. Elas acabam se separando, porém 10 anos depois, inusitadamente, acabam se encontrando no metrô, no primeiro dia de aula. As duas acabam redescobrindo a amizade e recriando um importante laço de companheirismo.

A história é uma grande novela e lendo os 3 primeiros capítulos, fica difícil largar de lado, pela grande rede de relacionamentos que interligam os personagens e uma trama na outra, tudo bem trabalhado e desenvolvido a seu tempo. Algo bem bacana é o fato de Shimura Takako trabalhar bem o relacionamento entre Fumi e Akira, que são realmente grandes amigas e demora para que uma, comesse a perceber que um sentimento novo começa a brotar ali. A partir dai, mas dúvidas e um suspense realmente convincente. Aoi Hana para mim, é o melhor titulo yuri de 2011, não apenas por retratar de forma realística um sentimento conflituoso, mas por possuir um background tão bom e impactante, como a trama principal, ao ponto do autor poder se dar ao luxo de deixa-la de lado em detrimento do desenvolvimento de outras camadas da história. Esse é especialmente para quem curte um bom drama, regado a lágrimas e beijos salgados. 


8 Responses so far.

  1. Aoi Hana, Sasameki Koto e Prism são os que li/estou lendo...awn perfeitos *-*

  2. Milk* says:

    Hmmmm, gostei!!Acho que vou ler alguns desses, prism parece mt legal!!

  3. Anônimo says:

    Gosto muito de todos esses mangás listados, mas Sasameki Koto e Prism são os mangás que mais gosto, amo demais msm *-----* SK eu gosto mais pq ja estava a mais tempo acompanhando, pena q já acabou, mas bom q Prism conseguiu ocupar em partes o vazio q SK deixou, e vc definiu bem, é uma mistura insana de chocolate com pimenta kkkk

  4. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk olha só essa beta se derretendo toda com Prism <3

    Prism é o meu atual yuri preferido.

  5. And-chan says:

    fui correr pra baixar esses mangás, tantos links offline ç-ç

  6. Anônimo says:

    eka yuri

  7. Anônimo says:

    Gunjo é simplesmente incrível, só que infelizmente não consigo encontrar além do capítulo 6.

  8. Todos esses mangás foram ótimos, mas não sei se Aoi Hana ficaria com o 1º Lugar... Enfim... Também acho que Prism deveria ser proibido pelo Vaticano! Como você falou de morder amigas, eu li Prism com uma amiga apaixonada por Yuri e tipo, toda hora ela me mordi por uma razão! Gostei e concordo com quase tudo ai!

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