Posted by : Roberta Caroline domingo, 15 de janeiro de 2012


O ano de 2011 foi embora e agora é possível fazer um balanço geral no que se diz respeito ao cenário yuri. No que diz respeito a animes, fui ruim ou muito ruim? Escolha a opção que mais lhe satisfazer, pois apesar da tendência homossexual que se espalhou nos animes esse ano, continua bem fraco quando se trata de algo genuinamente yuri. Tivemos na Winter Season 2011, o primeiro de três OAD’s de Yuri Seijin Naoko-san, que despertou uma sensação de estranheza em grande parte das pessoas que assistiram. Mas não há muito o que esperar em um OAD de apenas cinco minutinhos, ainda que a premissa seja boa. Tá mais para um curtíssimo trailer no qual serve de propaganda para o mangá. Sei que há certo preconceito dos yurifags quanto a series de comédias, mas Yuri Seijin Naoko-san (Lesbian Citizen Naoko-san) tem um potencial bom, infelizmente desperdiçado.

Na história temos Misuzu, uma menina que acha que Naoko, sua irmã mais velha, está chegando do exterior. Mas no dia da chegada quem aparece é Naoko-chan, uma alienígena do planeta Yuri, onde impera o lolicon e o lesbianismo. Produzido pelo estúdio ufotable (Fate/Zero), a série que parece engraçadíssima só de ler a sinopse, escorrega feio na casca de banana, ao menos, o primeiro da série que foi lançado. E já que estamos falando de comédia, de roteiro inusitado, que tal comentarmos a melhor sátira yuri que já produziram em muito tempo? Sim, o amado e odiado, Maria Holic, que chega a sua segunda temporada (na Spring Season 2011), com o nome “Maria Holic Alive”. Tinha tudo pra dar certo e repetir a formula de sucesso que foi a primeira temporada, MÃS, o Shinbo agitou tanto a Coca-Cola, que na hora de abri-la, sobrou espuma voando na sua cara e faltou conteúdo. A falta de uma linha narrativa foi o grande diferencial da primeira para a segunda temporada, e nem mesmo as incríveis referências, o trap mais gostoso dos “animus”, o sádico Mariya, a pervertida Kanako, que é o retrato de toda garota yurifag, e a silenciosa, mas sempre sagaz, Shizu Shido; puderam salvar esse anime rápido esquecimento coletivo. Maiores detalhes, no meu texto sobre o anime; As loucuras de Maria†Holic Alive.

 Mas a grande sensação foi mesmo Yuru Yuri, que alcançou grande sucesso no Japão, já tendo garantido inclusive, uma segunda temporada. Uma prova da excelente receptividade, por parte do fandom yuriness, está nesse ótimopost feito pela Mazaki aqui no KaS. Acho que fui uma das poucas que ficou completamente a parte desse hype, em grande parte por ver o anime como apenas mais um do enorme filão que seguiu a formula de sucesso de K-On! – O que não deixa de ser verdade, mas que também não tira o mérito e a boa qualidade deste. O fato de ter como público alvo, o otaku hardcore japonês, contribui muito para o seu sucesso, além de ser um material de boa qualidade. Seguindo a formula de menininhas fofinhas exalando moe, teve vários outros, que podem não ser classificados como yuri, mas propositalmente se aproveitam do escopo da amizade intima entre as mesmas, para fazerem os fanboys vomitarem arco-íris. Do especial Hidamari Sketch x Sp, à Morita-san wa Mukuchi, este foi um ano onde tentaram emplacar forte a premissa de um mundo sem homens, recheado de garotas fofinhas. E também houve a inversão, pois as mulheres também querem um mundo repleto de garotos.

Na falta de opção, o fandom acaba se agarrando no último fio de esperança, que são animes que contam com o minucioso “yuri fanservice”, que são introduzidos para a felicidade dos garotos, ou com o “yuri secundário”, que é menos promiscuo, mas tão famigerado quanto. Quem ai gostou dos OVA’s da aguardada (?) continuação de Kampfer Für die Liebe [Comentando Kampfer Für die Liebe: Muitofanservice Yuri] ? Aêêêh!!! Percebo a presença silenciosa de vários “Kanako’s” que não resistem a uma “pegação” feminina. Cada um com seu motivo especial; seja pra vomitar arco-íris ou “se divertir” daquele jeito ai que vocês estão imaginando – O fato concreto e absoluto é que yurifags não resistem a um rape rape e também são masoquistas, afinal, vivem no shipping [Shippers e a incrível arte de incomodar osoutros] de casais gays impossíveis dentro de um anime ou mangá. E eu sei que vocês, assim como eu, vivem torcendo pra Sanae, em Shinryaku! Ika Musume. Mas é pouco, se você realmente curte yuri, certamente não se satisfaz com algo assim. Claro que para um espectador convencional que apenas alimenta o fetiche por duas garotas se atracando, há diversas opções, mas para quem quer ver sentimento, a melhor mídia é os mangás. E é disso que tratarei no próximo post. Até mais.

One Response so far.

  1. Anônimo says:

    Verdade. Com certeza as melhores historias yuri estão nos mangás.

    ah, e so uma correção, o link sobre o comentário de Kampfer está errado rsrsrs

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