Posted by : Roberta Caroline domingo, 4 de dezembro de 2011


O fã de yuri é tão carente, que até mesmo um lançamento de algo como Sono Hanabira, já faz crescer um hype enorme dentro do fandom. Claro que eu falo carente, no sentido de animações, onde até mesmo um yuri secundário já é o suficiente pra motivar a assistir determinado anime. Mas bem, pessoas que são verdadeiramente apaixonadas por yuri, são antes de tudo shippers – Ou vai negar que você não fica vomitando arco-íris com a stalker da Sanae no encalço da Ika Musume? É em meio a situações que envolvem yuri secundário e yuri fanservice, que nos equilibramos e vamos assistindo a tudo que pareça insinuante com olhos de shinigami.

Strange Love (Estranho Amor) se enquadra na ideia acima, não é algo produzido pensado no público genuinamente yuri, mas sim, algo mais fetichista. O que nem chega a ser um demérito, pois acaba fugindo de estereótipos comuns que sempre vemos em histórias yuris. Minha trajetória yuri é meio vergonhosa, quero dizer, ao invés de começar com clássicos da “Trindade Yuri” (Strawberry Panic! (2006), Kannazuki no Miko (2004), Maria-sama ga Miteru (2004)), eu comecei com títulos menos inexpressivos, como por exemplo: Candy Boy (já comentado aqui), Shoujo Sect e o aqui citado, Strange Love. Tirando Candy Boy, as duas últimas séries citadas são bem promiscuas, mas acreditariam se eu dissesse que eu consegui olha-las com outros olhos? Talvez por eu ser uma iniciante nos “Campos Elísios” ou talvez por ser extremamente romântica. Ainda que Strange Love não tenha se tornado marcante quanto à história de amor contada em Shoujo Sect, ainda me lembro com carinho da Yoshida, e é com base nessas lembranças que descreverei o plot da história logo abaixo.

A história de uma garota promiscua que se apaixonou pela primeira vez na vida por... UMA GAROTA! 


Yoshida Chizuru é o tipo de personagem que faz o padrão “garota extremamente gostosa que todos querem comer” (oh my...eu não falei isso....), ela possui todos os garotos que quiser e os tem na palma da mão. Ela é boa e sabendo disso, esnoba com vigor e só dá bola se por algum motivo o “objeto” lhe interessar ou somente para tirar um sarro maroto com sua cara. Muito popular, ela namora um cantor de rock. Yoshida tem tudo o que essas garotas da alta sociedade sonham. Porém, ela se sente extremamente frustrada pelo fato de nunca ter se apaixonado e consequentemente, não sentir e entender o que exatamente é o amor. Com isso, ela acaba brincando com os sentimentos dos caras com quem se envolve, inclusive sexualmente. Agora a parte do plot que realmente é interessante e dá jus ao nome de Strange Love a essa série: A vida e Yoshida vira de cabeça pra baixo quando ela conhece uma tímida e comportada garota, Azumi, o oposto dela. Só que, OH WAIT! Yoshida começa a sentir borboletas no estômago. É uma sensação complexa, primitiva e que todos partilhamos. O coração parece sair pela boca. É uma mistura de medo, ansiedade, expectativa, apreensão. Frio na barriga. Parece que literalmente temos BORBOLETAS NO ESTÔMAGO. É exatamente isso que Yoshida sente, ela pode não saber lidar com a situação, mas novos sentimentos acabaram de brotar em seu interior. Finalmente ela se apaixonou por alguém, mas espera! Para a tristeza dela, ela levou tanto tempo para descobrir o amor e quando descobre, se vê apaixonada por uma garota? POR UMA FUKING GA-RO-TA? Realmente, há algo de errado com a pontaria do cupido. É o que ela pensa, mas sabemos que esse lutar contra o amor, é uma guerra perdida.

Desenvolvimento

Como a maioria dos OVA’s curtos baseados em mangás, não há conclusão e tudo flui de forma meio desfragmentada. Este OVA é composto por duas histórias:

A do primeiro OVA trabalha mais em cima do lado pervertido e manipulador de Yoshida Chizuru, onde seu professor acaba se apaixonando por ela. Com isso, vemos mais explicitamente o lado frio da Yoshida, que por nunca ter se apaixonado de verdade, tratava seus pretendentes como brinquedos. E não é diferente a forma como ela trata o pervertido e covarde professor, o que acaba tornando a experiência de se assistir essa parte do enredo, bem divertida. Já o segundo OVA, nos apresenta mais o lado introspectivo de Yoshida, com seus questionamentos sobre sentimentos e sua conturbada relação com o cantor de rock. E claro, a descoberta do amor, que de forma inesperado acontece por sua colega de classe, Azumi.

O OVA não é muito coerente, tanto no enredo, como no tom presente ao avaliar as duas histórias. Tem bem mais cara de OAD (dvds vendidos juntamente com os mangás e normalmente são apenas um fanservice para os fãs, não tendo a intenção de alcançar um novo público), do que propriamente um OVA. Só que o mais curioso, é que a parte realmente mais interessante, que é a segunda história, é quase que original. Ele foi lançado em 1997, baseado em um mangá seinen, Hen (já finalizado com 13 + 8 volumes), do famoso autor do mangá de Gantz, Hiroya Oku. Inclusive, Hiroya Oku teria ficado irritado com a adaptação, que, primeiro seguiu uma linha beirando, pra época, ao hentai (no máximo, Strange Love é um ecchi boboca alá soft porn – atualmente, até mesmo Yosuga no Sora é bem mais hardcore), apesar que quem conhece o Hiroya, sabe como ele adora se utilizar de uma linguagem mais erótica. E também tem o fato de que no mangá, não há envolvimento romântico entre Yoshida e Azumi, que não passam de amigas. Porém, o sentimento de Yoshida por Azumi, é explicito até demais, sendo bem obvia a paixão que ela nutre pela amiga. Tanto que a adaptação em dorama que Hen recebeu um ano antes, em 1996, com assustadores 13 episódios, também se mantiveram as cenas de sexo.

Comentários gerais

 Comentei Strange Love aqui, por pura nostalgia, que apesar de não fazer tanto tempo assim, representou o inicio da minha jornada otaku, onde você acaba pegando na ignorância, várias coisas de qualidade duvidosa pra assistir. Mas ainda que não seja algo tão bom, ao ponto de se tornar uma recomendação, também não é ruim. É apenas mediano, mas convence com sua proposta de misturar humor, romance e pitadas nervosas de ecchi, onde a parte que acaba chamando mais atenção são as tetas de Yoshida, que são a marca registrada de Hiroya Oku em seu modelo de mulher fatal. É divertidinho, consegue fazer brotar um sorriso na face, mas é só. Acredito que não funcione nem como estimulante de prazer. Com uma produção técnica, abaixo dos padrões pra uma mídia em OVA, Strange Love tem uma animação mediana de anime tv. De qualquer forma, se você é um yuriness irrecuperável, já assistiu a essa OVA, se não, decida por si próprio se vale a pena ou não. 

2 Responses so far.

  1. Saudações


    Roberta, realmente o conteúdo desta história parece ser muito fraco.

    Muita oscilação no enredo empobrece o mesmo. Um visual bem abaixo da média para um OVA faz com que a obra não seja muito bem analisada.

    Entrar no questionamento da paixão surpreendente por outra garota ( com base em sua review, nesta obra )chega à ser secundário, pois mesmo tal acontecimento não foi devidamente trabalhado.

    Parece até que já vi este OVA... Mas não: nunca o vi. Mas seu texto de uma honestidade muito grande nas palavras, causando um impacto considerável em meu comentário.

    Esta obra vai para a minha lista de "surpresinhas", a qual algum dia verei.

    Ótimo post.


    Até mais!

  2. Talvez eu dê uma olhada futuramente em Strange Love...mas por enquanto fica só pra lista


    Hoje estava assistindo Ben-To e o episódio foi tão voltado ao "casal" Oshiroi & Shiraume que só lembrei deste blog, as duas são muito fofas juntas *0*

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