Posted by : LKMazaki segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Penúltimo capítulo da menor e mais simples saga de Mastered Negima. Espero que estejam aproveitando! E já estou anunciando aqui que a terceira parte do fic sai em breve no próximo ano. Junto ou logo após meu projeto principal de fanfiction shoujo-ai, que espero que também agrade ;D



Heart 12 – Encare os seus medos


                “Eu não vou ter medo de nada”.

                A luz do belo dia de natal entrava pela enorme janela da sala do diretor da cidade-escola de Mahora. O céu lá fora estava azul e limpo como a muitas semanas não se via, apesar do frio cortante. Era como a perfeita cena de um filme natalino feliz e despreocupado. Tudo o que Setsuna Sakurazaki queria naquele momento era poder estar num desses filmes abobalhados ao invés de ali, diante das duas pessoas que ela menos desejava ver em anos de vida – Eishun Konoe e Konoemon Konoe.

                O diretor estava confortavelmente sentado em sua cadeira, enquanto Eishun se acomodava em uma poltrona pomposa, próxima à ponta da mesa, ainda pelo lado oposto ao que estava a jove hanyou. Por motivos de educação ela aceitara sem hesitar a cadeira defronte aos dois, porém estar sentada não diminuía seus instintos de sobrevivência que gritavam sem parar. Não ia se enganar, estava diante de seus maiores inimigos.

                E não tinha nem como ela tentar se questionar, dizendo que eles ainda não sabiam de nada. Pois no momento que pôs os pés na sala, vendo seus dois potencias opositores ali, reunidos em uma data de natal,  qualquer dúvida tola de que eles poderiam estar chamando-a por um motivo qualquer se foi. Eles sabiam, isso era mais do que claro. O quanto sabiam e o que fariam a respeito disso era a única coisa a ser resolvida:

                - Setsuna-kun, fazia tempo que não a via, mesmo que tenha estado em Kyoto a pouco tempo. – comentou o grão-mestre da Associação de Kansai, com o mesmo tom e sorriso que sempre usava, como se falasse a uma sobrinha querida.

                - E-Eh... – limitou-se a responder a espadachim. Ainda que não conseguisse realmente sentir algum tipo de rancor (ainda) pelo pai de Konoka, não podia baixar a guarda tão fácil.

                O homem mais novo olhou para o ancião como se esperasse algum tipo de atitude semelhante de comunicação dele, mas não houve porque Konoemon permaneceu em silêncio, com seu olhar que não sabia se dizer para onde olhava. Graças a isso a tensão no ambiente foi aumentando conforme os minutos sem nenhuma palavra dos três passava. Isso pareceu deixar até o membro da Ala Rubra desconcertado:

                - Bem, Setsuna-kun. Eu e o grão-mestre da Associação de Kanto lhe chamamos aqui logo nessa manhã de natal porque precisamos conversar algumas coisas importantes com você. – disse Eishun, aparentemente desistindo de esperar atitude do outro. – Um assunto que provavelmente você já deva saber qual é.

                - Sim, grão-mestre. – concordou a garota, encarando-o sem desviar. Estava determinava. Na verdade estava controlando seus instintos de uzoku que lhe diziam para sacar a espada e destroçar tudo imediatamente, para evitar lengalenga inútil.

                Eishun Konoe limpou a garganta enquanto se levantava de sua poltrona. Como nunca a garota tinha visto, ele aparentava estar incomodado com a situação. Konoemon permaneceu o mesmo, parado, observando, com um peso na presença que parecia querer sutilmente suforcar os presentes:

                - Setsuna-kun, existem algumas coisas que precisamos, que eu preciso te dizer. Mas primeiro eu preciso entender melhor você, em toda essa situação. Afinal, estamos falando da minha única filha.

                A menção a Konoka pareceu deixar o ambiente dez vezes mais hostil e perigoso. A shinmei apertou os braços da cadeira na qual estava sentada:

                - Eu não quero que você comece a tirar conclusões antes mesmo de me explicar tudo. Só preciso realmente ter algum conhecimento. – era impressão dela ou o homem tentava de algum modo evitar um olhar realmente direto? Não parava de andar de um lado para o outro, por trás da poltrona do diretor, uma das mãos segurando o queixo, num ar pensativo. Setsuna teria agradecido se decidisse parar de enrolar e apontasse logo as armas para ela.

                - Pode perguntar o que quizer, grão-mestre. – disse ela, com um tom de desafio que jamais viu em si mesma. No fim, após todo o medo, ela não iria fraquejar.

                - Sabe, eu poderia começar com perguntas tolas como – quando isso começou – ou – você realmente acredita que não haverão empecilhos enormes -, mas... não quero parecer ainda mais tolo do que eu já deva estar parecendo. – confessou o homem, encarando por um momento o céu que brilhava.

                Setsuna não conseguia agüentar aquela situação sufocante. Levantou-se em um movimento, fazendo ambos voltarem-se para ela. Estava com os músculos rígidos, como a ponto de lutar, com um olhar de ataque e defesa que brilhava sobre a luz que entrava do belo dia feliz de natal. Sim, ela era uma mestiça, mas uma mestiça que estava decidida a defender seu amor com todas as forças:

                - Eu sei que todos vão tentar nos separar, porque eu sou uma mulher, porque eu sou uma uzoku. Eu sei muito bem que nenhuma das duas Associações e, principalmente, a família Konoe irá aceitar! Mas eu não vou me justificar ou desculpar por tudo. – disse a espadachim, que em algum canto de si percebia o quanto sentia-se forte e até invencível, por estar ali, por ela e Konoka.

                - Então porque? – questionou a pesada voz de Konoemon, manifestando-se, com o seu olhar oculto totalmente concentrado na meio-humana à sua frente. Era sua primeira palavra na conversa, mas ela definia muito bem o motivo completo de ele estar ali.

                - Porque? Se realmente quer saber, existe sim um porquê. – respondeu Setsuna, com ferocidade, sobressaltando Eishun que parecia a cada minuto mais temeroso.

                - Setsuna-kun, não entenda errado o que queremos dizer...

                - Por mais que eu seja leal a família Konoe, por mais que eu seja totalmente grata a família Konoe. Ainda existem coisas que mesmo a minha própria morte não poderia evitar. – continuou a garota, apoiando as mão sobre a mesa, encarando o velho sentado a menos de dois metros de si. O diretor se sentiu completamente agredido naquele momento, eram seus sentimentos funestos mais ocultos que estavam sendo atacados.

                - A sua morte teria sido mais do que o suficiente, no passado...

                - Vovô!! – exclamou o homem sobressaltado, aproximando do lado do outro.

                - Não teria! Desde o dia em que você me levou para Konoka, não havia mais volta!

                - Sua mestiça.....

                - .... – Setsuna levou inconscientemente as mãos à Yuunagi, mas nesse momento a espada foi arrancada de si, sendo jogada no outro lado do escritório. Ela viu a mão que lançara a magia de Eishun ainda no ar, enquanto ele a encarava, sério, segurando o ombro de Konoemon que fizera menção de levantar-se.

                - Você não está me deixando falar, Setsuna-kun. Eu não estou aqui para condená-la, ou mesmo matá-la. – disse ele com a voz preocupada. Ainda assim a garota não se moveu ou disse alguma palavra.

                - Droga, é claro que eu não sou um assassino. – resmungou Konoemon livrando-se da mão no ombro e se recostando em sua poltrona macia.

                - Mesmo que fosse, você não seria capaz de mudar o que Konoka sente. Nem eu fui capaz disso. – disse a jovem de 16 anos, jogando uma verdade dura para aquele homem de mais de 100 anos de vida. Ele não tinha o controle sobre o coração de ninguém.

                - Eu concordo com você, Setsuna-kun.  – disse Eishun, surpreendendo a meio-uzoku. – Eu sei muito bem o que minha filha precisa, verdadeiramente, para ser feliz. E eu não vou tirar isso dela, por nenhuma convenção social do mundo humano ou mágico.

                - O que....

                - O que estou tentando dizer, Setsuna-kun, é que não seremos nós, eu e Konoemon, que iremos nos opor a felicidade da nossa preciosa Konoka.

                - Não....

                - Claro que, para um pai e avô, você deve entender que é algo que às vezes não parece certo. Mas ainda assim, nós não somos tolos ao ponto de subestimar o que vocês sentem.

                - Eishun-sama....

                - Muitos vão ser aqueles que irão tentar, das mais vis maneiras, separa-las, afinal Konoka é a única herdeira das duas grandes Associações de Magia, com influência mundial. Além disso a inveja e ganância são motivações tão fortes quanto sujas e comuns.

                Setsuna deixou-se sentar novamente, hipnotizada pelos olhos vivos e sinceros daquele pai que demonstrava todo o amor por sua filha ali, com palavras que o colocava contra os valores do seu mundo:

                - Mou... mesmo que eu realmente não goste disso, eu ainda quero somente que minha neta seja feliz. Aliás, eu faço completa questão disso, Sakurazaki-kun. – disse o diretor de Mahora, com um tom de ordem bem frisado.

                - Setsuna-kun, você vai ter que, mais do que nunca, continuar a proteger Konoka, se quer poder viver essa felicidade ao seu lado. – disse Eishun com um ar bem mais aliviado, quase soltando um pequeno sorriso de a conversa está caminhando bem enfim. - Eu e o grão-mestre vamos fazer todo o possível por vocês, mas não poderemos evitar que o mal as alcance, lembre-se sempre disso.

                - Eishun-sama.... O-Obrigada! -  exclamou a espadachim, levantando-se e fazendo a maior reverência de todas, duas vezes, aos dois homens a sua frente. Seu coração pulava de uma maneira que ela tinha certeza de quem em breve ele sairia de seu peito e iria correndo falar a Konoka como elas poderiam ser felizes.

                - Mas não pense em fazer qualquer coisa à minha neta antes de um suposto casamento!!!!! – berrou Konoemon com um tom estridente que chegou a falhar.

                - S-sim senhor!!! – como é?! Do que eles estava falando?!?!




                Não haviam mais pedrinhas a serem afastadas pelos agitados pés de Konoka enquanto ela esperava sob uma grossa e desfolhada árvore, não tão distante assim do prédio da diretoria geral de Mahora. Estava quase explodindo de tanta ansiedade. Não sabia que preparava-se para fugir, ir ao contra-ataque ou comemorar. Sua cabeça dava nós tamanho o nervosismo da garota. Porque afinal o tempo estava demorando tanto a passar?!?!?

                - Coitada da Konoka, tá quase tendo um filho de ansiedade. – comentou Asuna encolhendo-se sobre seu sobretudo. Estava tomando um café sentada em banco junto com Negi, a uns bons metros de distância da outra, para não perturbá-la ainda mais.

                - Vai dar tudo certo.  – disse o garoto-mago com um tom de quem tentava mais se convencer do que convencer outra pessoa. A voz amarga e pesada de Konoemon não saia da sua mente.

                - Então dependendo da responda deles, Setsuna-san e a Konoka vão poder finalmente assumir o namoro, ne? – perguntou Kazumi, encostada com os braços no banco entre os dois ruivos.

                - Esses papos de amor são tão chatos, cara. – resmungou Kotarô.

                - Só nos resta torcer ne. – disse Yue tomando um suco fortalecedor de Cacau amargo com óleo de mandioca.

                - Hunf. – gemeu Chisame demonstrando seu total desprezo por qualquer sentimento de outras pessoas fora do mundo virtual onde ela era uma idol.

                - Alguém pode me dizer de onde vocês vieram e como sabem de tanta coisa assim? – perguntou a bakared com o tom mais natural que conseguiu.

                - Acha mesmo que alguma coisa escapa a Ala Alba, Asuna? -  perguntou Kazumi com um sorrisinho malandro.

                - Setsuna-san está voltando! – exclamou Negi, despertando a todos que se viraram para ver que realmente a shinmei caminhava rapidamente na direção de Konoka, que se segurava para não correr completamente desesperada para o seu encontro.

                - Kono-chan.  – disse a hanyou abraçando a garota e sentindo seu aperto aflito em resposta.

                - Se-chan, Se-chan! O que aconteceu lá? O que eles sabem de nós? O que precisamos fazer??  - o estado de nervos da garota fazia Setsuna sentir um dó que até machucava, mas mesmo assim ela deixou um sorrisinho inevitável escapar.               

                - Eu realmente não sei como, Kono-chan....mas.... estamos seguras.... realmente seguras, por eles, agora. – disse a guarda-costas e namorada da maga branca. E esta levou as mãos a boca, com lágrimas brotando de seus olhos que explodiam em brilho de surpresa e felicidade.

                - Se-chan!!!!! – se pensar ela simplesmente se atirou em cima de sua protetora que tanto amava, mas por sorte a outra estava bem preparada e a segurou num abraço bem forte e carinhoso. Não havia sensação melhor do que aquela – ter quem se ama nos braços e a certeza de que seus maiores medos agora eram parte do passado.

                Claro que as duas sabiam que os desafios ainda existiam, mas estavam tão felizes por aquela conquista tão simples e maravilhosas, que nem se preocupavam com mais nada.

               
                - Ahhh. E deu tudo certo!!! – exclamou Paru sem conseguir se conter. Ela foi tão discreta que despertou o casal do seu momento fora da realidade, fazendo Setsuna ficar com uma expressão, além de totalmente desconcertada, realmente pasma.

                - Ah.... – Asuna e Negi sentiram-se responsáveis por aquele intromissão de privacidade, por mais que na verdade não pudessem fazer nada mesmo.

                - Então hoje temos um motivo a mais para comemorar até o dia acabar!!! – berrou Kazumi e os grupo de invasores de privacidades alheias todo comemorou e berrou, deixando a shinmei ainda mais constrangida.

                - E-er.........

                -  Heheheh – Konoka riu, corando. O que mais poderia fazer afinal?

3 Responses so far.

  1. Anônimo says:

    adorei o cap!!
    ainda bem que terminou td bem xD
    não vejo a hora de ler a nova fase!!

  2. Anônimo says:

    Não vai ter continuação?
    =(

  3. Deculpa ainda não ter publicado o último capítulo do fic, eu realmente me atrapalhei essas semanas, falha minha >.<

    Essa semana ainda ok? E semana que vem tem uma história especial que publicarei em comemoração ao ano novo (também me atrapalhei por causa dessa outra história pra escrever).

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